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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Limalhas de História #77 – 27 de Junho de 1992

Assen. Muito mais que uma mera etapa do mundial de velocidade. Uma semana de adrenalina. O Dutch TT, Tourist Trophy holandês, é um evento que tradicionalmente se efectua no último fim-de-semana do mês de Junho no circuito da província de Drenthe, conhecido como "A Catedral". O Dutch TT é uma das etapas do Mundial de Velocidade e desde 2016 a corrida deixou de se efectuar, como tradicionalmente, ao sábado, passando como todas as outras a ser ao domingo. No passado todas as classes (50 cc, 125 cc, 250 cc, 350 cc, 500 cc e side-cars) fizeram parte do Dutch TT, que se realiza ininterruptamente há quase cem anos - apenas com excepção dos anos de 1940 a 1945 por força da Segunda Guerra Mundial. 


Como devem pois imaginar, esta é uma semana plena de recordações que podiam encher este ESCAPE de belas limalhas. Há que fazer escolhas. Por tudo o que é hoje o mundial de velocidade, o pequeno pedaço de história que escolhi e aqui vos trago parece-me absolutamente determinante. 

Fará amanhã exactamente vinte e sete anos. Mil novecentos e noventa e dois foi o meu primeiro ano pleno de motociclismo enquanto motociclista. E é fácil recordar os factos quando começo a avivar a memória. Wayne Rainey nem treina, devido às sequelas que traz da queda na etapa anterior na Alemanha. A caminho daquele que podia ter sido o seu primeiro título mundial, Michael Doohan, dominador insolente da temporada, cai violentamente nos treinos e deixa tudo em risco, vida inclusive. Kevin Schwantz, Eddie Lawson e Doug Chandler abandonam por queda. Sobra a luta titânica entre Àlex Crivillé, John Kocinski e o brasileiro Alexandre Barros. Crivillé é mais louco e mais forte, leva a Honda do Campsa Team ao lugar mais alto do pódio e, aquilo que hoje é o “combustível diário de todos os fins de semana de corrida” e que à época parecia impossível acontece: um espanhol vence, pela primeira vez, na Classe Rainha.

A corrida no seu todo pode ser vista ou revista aqui (link). Destaque para o minuto 17, momento do espectacular toque entre Schwantz e Lawson.

terça-feira, 26 de março de 2019

Limalhas de História #71 – 26 de Março de 1989

O motor a dois tempos é um tipo de motor de combustão interna de mecanismo simples. Nele há uma combustão por cada volta de cambota. Já no motor a quatro tempos há uma combustão por cada duas voltas de cambota. Ou seja, no motor a dois tempos o ciclo possui apenas duas fases, compressão/admissão e combustão/escape. Significa isto que, para a mesma cilindrada, um motor a dois tempos pode ter o dobro da potência de um motor a quatro tempos. 

Suzuka Japão Kevin Schwantz Waine Rainey 1989 500cc

Faz hoje exactamente trinta anos. Suzuka, Japão, primeira etapa da época. Kevin Schwantz e Waine Rainey travam uma das mais épicas batalhas que o motociclismo de velocidade assistiu. Aliás, alguns dizem que esta é a melhor corrida da história do motociclismo de velocidade; outros não hesitam em afirmar que é uma corrida que todo o adepto da velocidade devia ver pelo menos uma vez na vida. Quem terá vencido o duelo? Invistam uns minutos a ver o clip…, batalhas com armas deste calibre (motor a dois tempos) não voltam mais.

terça-feira, 19 de março de 2019

Limalhas de História #69 – 19 de Março de 2000

Ano 2000. Nem o mundo acabou, nem o Anticristo chegou e muito menos o “holocausto estelar” se deu. Ainda assim…, à Classe Rainha chegava um sorridente extraterrestre chamado Rossi, Valentino Rossi, que ainda hoje lá anda… 


Faz hoje exactamente dezanove anos. Africa do Sul, Welkom, Gauloises Africa’s Grand Prix. Primeira etapa da temporada. Garry McCoy, que em 1997 tinha saltado directamente das 125cc para as 500cc – já aqui (link) tínhamos falado dele -, surpreende todos com as suas derrapagens impossíveis e o seu estilo de condução espectacular vencendo, na sua Yamaha semioficial, o seu primeiro Grande Prémio. O simpático australiano da Nova Gales do Sul viria a vencer apenas mais duas vezes, uma delas no Estoril. “The Slide King” terminaria a época em quinto lugar num ano ainda marcado pelo último título da Suzuki, com Roberts Jr.

terça-feira, 12 de março de 2019

Limalhas de História #68 – 28 de Junho de 1986

1986. Eu repito, mil novecentos e oitenta e seis. A 1 de Janeiro Portugal cumpre a música dos GNR e entra na CEE. Em Março, uma banda desconhecida mas hoje mundialmente aclamada, Metallica, lança o icónico álbum Master of Puppets. Em Abril, dá se uma tragedia na europa de leste que ainda hoje deixa marca: Chernobil. Em Maio, o Steaua Bucareste torna-se campeão europeu de futebol ao derrotar o colosso Barcelona. E em Junho? 


Faz hoje exactamente…, não faz nada. As limalhas soltam-se quando um motociclista quiser e não “exactamente” com hora e data marcada. Fará a 28 de Junho deste ano trinta e três anos. Dutch TT, Catedral de Assen, Holanda. Kevin Schwantz fazia a sua estreia em Grandes Prémios com a Suzuki RG 500 da Rizla e com o número trinta e…, dois! O texano faria apenas mais três corridas nesse ano e conseguiria apenas dois pontos. O resto…, bem o resto já conhecem ou deviam de conhecer!

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Limalhas de História #61 – 4 de Setembro de 1983

AJS, Gilera, Norton, MV Agusta, Yamaha e Suzuki. Até ao início de Setembro de 1983 era este o passeio da fama na galeria destinada às marcas vencedoras de títulos na Classe Rainha.


Faz hoje exactamente trinta e cinco anos. Imola, Emilia-Romagna, Bolonha, Itália. Naquele que é hoje o Autódromo Internazionale Enzo e Dino Ferrari. Roberts, Marlboro Team Agostini, vencia a sua última corrida. Mas a honra e glória ficaram com Spencer, Honda Racing Corporation. Ao conquistar o segundo posto, Fast Freddie guardava a magra vantagem conquistada aqui (link). E com apenas 21 anos convertia-se no (então) campeão mundial mais jovem da história, levando ainda a Honda ao seu primeiro título mundial nas “quinhentos”. Há poucas Limalhas (link) mais históricas que esta….

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Mutt Hilts 125 à prova

Mutt, vira-lata, rafeiro. É a denominação dada aos cães ou gatos sem raça definida. O termo vira-lata deriva de muitos desses animais, caso abandonados, serem vistos famintos pelas ruas revirando latas de resíduos à procura de algum tipo de alimento. Geralmente os cães e gatos considerados sem raça definida são mestiços, descendentes de diferentes raças. Fiquemos com o termo rafeiro que é bem português! 

A Mutt Motorcycles, que chegou recentemente a Portugal pelas mãos da Unik Edition Custom Motorcycles, pretende produzir motas de baixa cilindrada mas que tenham um aspecto “trendy”, elegante, orgulhoso, construidas com recurso a elementos de qualidade a um preço, digamos, comportável. 

O primeiro olhar para este rafeiro denuncia nobreza dentro do género. A Mutt Hilts foi desenhada de forma a seduzir e consegue, ainda que de forma muito simples, esse objectivo. A sedução mantem-se quando colocamos o motor oriundo da Suzuki GN 125 - uma referência de longevidade – a trabalhar e somos surpreendidos pelo “ladrar rouco”. Já a minha avó dizia, "filho, loud pipes save lives”, e com muita razão, sabia senhora… 

Ao engrenar a primeira e soltar a embraiagem é bom que não nos deixemos cair na tentação do wishful thinking e desejar estar aos comandos de uma city scrambler de maior potência. Não! A Mutt Hilts apresenta uma unidade motriz viva mas tem apenas 12 CV, devendo ser conduzida com isso em mente. E se o fizermos, vamos disfrutar da personalidade deste pequeno animal cruzado que parece ter ido buscar elementos de qualidade a diferentes raças. 

O guiador alto de barra cruzada proporciona uma óptima posição de condução mas há nuances que, na minha opinião, podem ser revistas, nomeadamente algum excesso de vibração em médias rotações e uma dureza geral de todo o conjunto - admito perfeitamente que estes aspectos tenham precisamente o efeito oposto nos potências clientes, ou seja, a vibração e a dureza podem ajudá-los a sentirem-se vivos (uma caixa de seis relações também seria bem-vinda).

Não passeei este nobre e surpreendente rafeiro por muito tempo (dai não ter um consumo para vos apresentar) mas fomos felizes nas vinte e quatro em que estivemos juntos. A Unik Edition Custom Motorcycles reclama 3.500€ para deixar levar esta Mutt para casa, um conjunto que pode agradar a dois tipos de motociclistas; por um a lado, àqueles que agora chegam ao nosso mundo mas rejeitam standards, por outro, ao motoclista experiente que deseja algo leve e facilmente personalizável para aquela voltinha dinâmica na cidade ou mesmo uma saída campestre suave.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Limalhas de História #59 – 20 de Agosto de 1978

Vinte e dois mil oitocentos e trinta e cinco metros (22,835 Km), uma volta completa. Oito minutos trinta e um segundos e sete décimos (8:31.7), o tempo da pole position. Uma corrida de “apenas” seis voltas. Houve um tempo que era assim no Grosser Preis von Deutschland


Faz hoje exactamente quarenta anos. Alemanha, Estado da Renânia-Palatinado, Nurburg, Nürburgring. Kenneth Leroy Roberts, Kenny Roberts cá para a malta, deixa escapar lá na frente a Suzuki de Virginio Ferrari e a Yamaha de Johnny Cecotto para controlar o seu grande rival Barry Sheene. “King” Kenny, em terceiro lugar, acaba por cortar o xadrez na frente da Suzuki de Sheene, e sagra-se campeão do mundo no seu ano de estreia. Roberts impunha assim um novo estilo de pilotagem e iniciava neste dia uma nova era nas “quinhentos”: a “era dos yankees”.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Limalhas de História #57 – 13 de Agosto de 1989

Mil novecentos e oitenta e nove podia ter sido o ano Kevin Schwantz, só que não. Numa corrida de gala em Suzuka o Texano abre o ano a ganhar. Contudo, até voltar às vitórias, soma quatro abandonos e apenas um segundo lugar. Foram estes os únicos três resultados de Schwantz durante a época: ganhar, quase ganhar ou desistir. Schwantz era o amante do risco… 


Faz hoje exactamente vinte e nove anos anos. Suécia, Anderstorp, Scandinavian Raceway, Swedish Motorcycle Grand Prix. Os pilotos que defendiam a “Stars and Stripes” dominam. Mas Schwantz voltava a abandonar e o dia acabou por ser de duelo entre Wayne Rainey e Eddie Lawson. Num raríssimo erro, Rainey abandona e deixa a vitória numa bandeja para Lawson. Este, com mais dois segundos lugares, viria mesmo a conquistar o bicampeoanato - com a curiosidade de o ter feito com duas cores distintas: Marlboro Agostini Yamaha (1988) e Rothmans Kanemoto Honda (1989).

terça-feira, 8 de maio de 2018

Limalhas de História #52 – 8 de Maio de 1994

Só para variar. Hoje o foco afasta-se dos homens e concentra-se nas máquinas. Numa delas em particular. E muito particular. 1994, 1995, 1996, 1997. Pausa. 1999 e 2000. Foi o tempo de vida de uma mota, ao tempo muito desejada, mas que garantiu pouca fama e nenhuma glória. 


Faz hoje exactamente vinte e quatro anos. Spanish motorcycle Grand Prix, Jerez de la Frontera, no agora rebaptizado Circuito de Jerez-Ángel Nieto. A enorme expectativa terminava e, com apenas 410cc, nascia a primeira Aprilia de Classe Rainha. A RSW-2 500 era mais leve e ágil do que as enormeeeeeesss “quinhentos” da Honda, Yamaha, Suzuki e Cagiva que dominavam a Classe. Loris Reggiani, obteve um auspicioso nono lugar no debute. Mas a máquina de Noale não voltaria a terminar uma corrida sequer nessa temporada. Nas demais, se não estou erro, contou apenas três subidas ao pódio e sempre no lugar mais baixo.

domingo, 22 de abril de 2018

Louco fim-de-semana de corridas

Uauuuuu!! Que fim-de-semana foi este?!? Durante a semana já tínhamos andado entretidos com as diferentes sessões de qualificação para a mítica clássica de Le Mans, mas tudo começou, verdadeiramente, com a vitória de Rea na corrida 1 do WSBK em Assen. Hoje o domínio Kawa manteve-se com a vitória de Sykes. Rea lidera o campeonato na frente das Ducati de Davies e Melandri. 


Pelo meio tivemos as sempre apaixonantes 24 Horas Motos em Le Mans. Doze anos depois a Honda regressa ao lugar mais alto no circuito Bugatti, igualando o palmarés da Suzuki com 12 vitórias, a apenas uma das 13 da Kawa. A Yamaha conta com 4 vitórias. Em 40 anos, só marcas japonesas vencem na mítica francesa. 

Mudando de continente…, se o dia começou com o signo da asa dourada assim se manteve no Texas. Moto3, vitória para o emergente miúdo Jorge Martín. Em Moto2 corrida avassaladora do nosso Miguel que arrancou da posição 12 para assaltar o pódio. E, enfim, recital do Rei de Austin com a Honda a fechar o dia como começou: a vencer! 

Mas, perdoem-me a nota pessoal. Para mim este fim-de-semana fica indelevelmente marcado pela presença no estúdio do Eurosport – honra e responsabilidade enormes – para “fazer umas voltinhas” ao Circuito Bugatti nas primeiras horas de corrida. O mundo é de facto redondo e chegou o dia em que deixei de chamar de palermas os comentadores de corridas de motas na TV, para passar a ser eu próprio o palerma. 

Bom…, a verdade é que simplesmente aammmmeeeeeeiiiiiiii a experiência. É um trabalho muito, muito difícil em especial para quem esta a fazer a narração da corrida. Para mim foi naturalmente problemático devido à desadaptação mas, confesso, a auto avaliação é muito positiva e o feedback também. Gostei muito de ver o “lado B” e de viver a corrida com a gigante responsabilidade de a comentar para quem a acompanha lá em casa. Todo isto num canal de desporto de absoluta referência. Senti me muito bem naquele papel e não nego que gostaria de repetir a experiência. Veremos se será possível.

terça-feira, 17 de abril de 2018

24 Horas de Le Mans Moto em directo no Eurosport 2

Para além da anunciada “batalha de Austin”, haverá muitas mais motos em pista para ver na televisão durante o fim-de-semana que se aproxima. 

No próximo sábado e domingo corre-se a edição 41 da clássica francesa no circuito Bugatti. 


Este ano a expectativa é altíssima com cinco construtores, Yamaha (que defende a vitória do ano passado e domina a lista de inscritos com dezoito motas), Suzuki, Kawasaki (marca que conta com mais vitórias num total de catorze), Honda e BMW e três marcas de pneus (Dunlop, Pirelli e Bridgestone) a lutar pela importante vitória, que, regra geral, garante no mercado francês um incremento dos números de vendas. 

Outro dado importante é a meteorologia. É esperado tempo (anormalmente) quente e seco, inclusive com temperaturas bem elevadas tendo em conta a média para esta época do ano. Tal irá certamente potenciar uma edição em “modo sprint” e baralhar a estratégia de algumas equipas. 

Estas 24 Horas de Le Mans Moto estão inseridas no EWC 2017-18 que começou em Setembro passado com o não menos clássico Bol d’Or e culminará, depois de passagens pela Eslováquia e Áustria, com as míticas 8 Horas de Suzuka. 

Quanto ao programa. As hostilidades iniciam-se já depois de amanhã, quinta-feira, com treinos livres de cento e vinte minutos logo pelas 9 horas; segue a Qualificação 1 de cento e dez minutos pelas 14h40 e o Treino Nocturno de hora e meia pelas 19h30. Sexta-feira teremos Qualificação 2 (cento e dez minutos) pelas 9h10. Já no sábado contem com Warm-up de quarenta e cinco minutos pelas 9h05 e corrida, com partida ao velho estilo Le Mans, às 14h00 (todo este horário, hora de Portugal continental). 

Uma boa parte destas 24 Horas de Le Mans Moto podem ser acompanhadas no EUROSPORT2 em directo. A saber: Sábado das 13h45 às 14h30 e das 16h30 até às 00h00. Domingo das 6h00 às 9h00 e a parte final da corrida, das 12h30 às 14h15. 

 Rigorosamente a não perder!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Contacto, paixão, polémica e caos

O Mundial de Velocidade, hoje conhecido por MotoGP, sempre foi uma modalidade de contacto. Para além disso sempre foi um espaço de paixão. De polémica, também. E de alguma desorganização.

Contacto, paixão, polémica e caos. Foi assim este fim-de-semana na Argentina. Como vivemos no Tempo do “já”, “agora”, “em directo”, no Tempo dos julgamentos sem possibilidade de recurso nas Redes Socias, eu cá acho que estas horas após a Batalha das Termas de Rio Hondo são das melhores de sempre que o Mundial de Velocidade já conheceu.


Estou à vontade. Por exemplo, adoro o Rossi por tudo o que já nos deu. Adoro o Márquez pelo seu talento. Adoro o Pedrosa pela sua classe. Adoro o Zarco pela sua energia. Crutchlow, Zarco e Rins, amo este pódio. 

Contacto! E no final houve uma tentativa de pedido de desculpas, em directo, lá está. Mais tarde veio Valentino dizer que tem medo e que Márquez estará a destruir o desporto […, solto uma gargalhada…, duas perante a ingenuidade de alguns]. 

Paixão! Os fãs, esses digladiam-se na Rede…, em especial nos vários “cantinhos” do Facebook dedicados ao tema. Os fãs digladiam-se, baixando - ou elevando, consoante a perspectiva - o conteúdo do discurso ao nível da tasca e a forma ao nível “da bola”. Que maravilha! Quem como eu o acompanha há décadas, sabe que nunca antes houve tanta letra escrita e dita…, tanta paixão exacerbada em torno do Mundial de Velocidade. 

Polémica e caos! A gasolina e outros combustíveis do mesmo teor, quando usados para apagar incêndios, tendem a produzir o efeito contrário. É isso mesmo que se deseja. E o circo em chamas segue para Austin, USA. 

Ah…, e…, cereja no topo do bolo…, ainda temos o nosso Miguel Oliveira a afinar a sua melhor forma e com expectativas reais de lutar pelo titulo na classe intermédia. Já disse…, que maravilha?

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Limalhas de História #49 – 4 de Abril de 1993

Beattie. Daryl Beattie. Quem? Já lá vamos…, pois vai ser necessário começar pelo fim, pela última limalha (link). Mil novecentos e noventa e três. Vinte e cinco anos, portanto. Um quarto de seculo, vá. Vinte e cinco anos, pah! É verdade. 


Faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Curiosamente, este é um dia que já tinha sido recordado aqui (link), o ano passado. Malasian Motorcycle Grand Prix, Shah Alam Circuit, também conhecido por Batu Tiga Speddway Circuit. Daryl Beattie, Charleville, Queensland, Austrália, consegue “entalar” a sua Rothmans Honda na segunda posição entre a Marlboro Yamaha de Rainey e a Lucky Strike Suzuki de Schwantz. 

Beattie chegou ao Mundial depois de ter brilhado, em 1992, no campeonato japonês de 500cc e nas míticas 8 Horas de Suzuka. Cinquenta e nove Grandes Prémios depois – catorze pódios e três vitórias - abandonou no final da temporada de 1997, com sequelas de varias quedas. Segundo o MCN (link) tornou-se comentador de televisão e teve problemas com o álcool em 2010, ficando mesmo banido da condução durante um ano inteiro. Hoje, dirige ainda uma empresa de viagens de mota pelo Outback Australiano, a Daryll Beattie Adventures (link).

quarta-feira, 28 de março de 2018

Limalhas de História #48 – 28 de Março de 1993


1993. Eu repito, mil novecentos e noventa e três. Vinte e cinco anos, portanto. Um quarto de seculo, vá. A Checoslováquia divide-se, Clinton toma posse como o 42º Presidente dos Estados Unidos da América. A intel lança o primeiro Pentium e Mandela recebe o Nobel da Paz. Por cá, as obras da Expo 98 têm inicio e…, drama…, o aquaparque no Restelo - que fez a s delicias da minha geração – fecha e é abandonado até hoje. Vinte e cinco anos, pah… 

Faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Australian Motorcycle Grand Prix, Eastern Creek Internacional Raceway - conhecido como Sydney Motorsport Park desde maio de 2012 - Nova Gales do Sul, Austrália. Em terras ultramarinas de Sua Majestade o domínio é norte-americano. Schwantz, Suzuki; Rainey, Yamaha e Chandler, Cagiva, arrebatavam o pódio na primeira prova da época. Uma temporada que viria a ser a última de Rainey e da consagração de Schwantz.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Nova Suzuki Hayabusa em 2019?

Há motas assim: ícones. Não são muitas, é certo. A Suzuki Hayabusa é seguramente um deles. 

Chutada para fora do catálogo devido à norma Euro 4, correm cada vez mais rumores por essa Rede fora que em 2019 teremos uma nova Suzuki Hayabusa. Sobrealimentada! 

O que sabemos ao certo? 

O próximo ano marcará o vigésimo aniversário do modelo. Sim, “O” falcão já vai fazer 20 anos. Este ano é ano de Intermot, Salão de Colonia na Alemanha, onde a Suzuki gosta de apresentar as suas novidades. A Suzuki tem trabalhado em motores sobrealimentados, v.g. o protótipo Suzuki Recursion. Depois…, bem depois há a Kawa H2R…, e aquela rivalidade eterna entre as duas marcas. 

Certamente que os muitos fans nacionais do modelo veriam com bons olhos um “Falcão-peregrino” revisto e actualizado.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O mercado tem sempre razão (II)



Com o fim da MOTOCICLISMO (link) - pelo menos por agora e tal como a conhecíamos - perdemos, por exemplo, aquele pequeno resumo do que “ia fazendo” o Mercado. 

Com o ano a acabar e como o Escape deseja que não vos falte nada, aqui vos deixo os mais recentes números. Notem, estamos a falar de números oficias (ACAP) de vendas de motociclos + 125cc. 

Com o mercado a subir globalmente mais de 36%, o destaque vai para a líder Honda que vende quase tanto como Yamaha e BMW juntas. A Honda está a ter um 2017 espantoso e vende mais 50% que no ano anterior. Brilhante! 

Com crescimento relativo idêntico, encontramos Harley e Triumph, os seus responsáveis estão também de parabéns. A estas junta-se a Benelli que explode nos números absolutos e relativos, entranhando-se de forma algo surpreendente no top5. 

Sinal menos apenas para Yamaha e KTM. Sendo certo que incrementaram as suas vendas em pouco mais de dez por cento, certo é que são amplamente batidas pelo mercado. 

Volto às palavras que vos deixei aqui (link). Estes são os números, cotejem com as estratégias de marketing, pensem e tirem as vossas próprias conclusões. Eu já tirei as minhas, e não foram precipitadas.  

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Limalhas de História #40 – 3 de Setembro de 2000



Desconstruir. Mas por que diabo todos estes pequenos snacks de historia têm de ter por referência o dia em que são publicados? Pois…, desconstruir…

Fez ontem exactamente dezassete anos. Estoril, sim Estoril. Aqui ao lado em Portugal. Portuguese Motorcycle Grand Prix. O primeiro em solo nacional – sim, houve em 1987 um Grande Prémio de Portugal disputado na velhinha pista de Jarama, próximo de Madrid. McCoy, Garry McCoy, que em 1997 tinha saltado directamente das 125cc para as 500cc, vence, na sua Yamaha semi oficial, o seu segundo Grande Prémio. O simpático australiano da Nova Gales do Sul, viria a vencer apenas mais uma vez na sua carreira, precisamente quinze sias depois, em Valencia. “The Slide King” terminaria a época em quinto num ano marcado pela último título da Suzuki, com Roberts Jr. 

Saudades, muitas saudades de ter entre nós a realeza da velocidade.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Bloco de notas do Lisboa Moto Show

Bom..., giro... mas..., será eficaz?
Pessoas do século XXI não consomem informação feita por pessoas do século XX realizada com tecnologia do século XIX. 

Falo de todos. Eu estou incluído. Há algo errado na forma como comunicamos. Uns mais que outros, naturalmente. Mas todos podemos comunicar melhor, de forma mais agradável e eficaz. Para outros é mesmo dramático. Há algo profundamente errado na forma como comunicam. Por onde começo? 

Pela própria organização do certame. É miserável a comunicação oficial. A Feira não existe fora da nossa bolha. Muito, muito mau! Quem também não existe é a KTM que decidiu nem sequer aparecer… 

Depois, a Yamaha, por exemplo. Os motociclistas querem motociclistas. Se há algo genuíno é o motociclismo. Para os motociclistas óleo é no motor e na corrente. O que faz a Yamaha? Convida uns azeiteiros para tirar um boneco ao lado das motas. E está profundamente convencida que isto resulta… 

E o que dizer dos números de vendas absolutamente dramáticos do grupo Piaggio (Aprilia e Moto Guzzi) em Portugal? Qual a resposta? Mais azeite! “Dar” uma “vespa” a uma tal de Luciana Abreu conhecida por…, bem…, não vou dizer. Noutro plano, conhecendo algumas ideias da marca, ficamos sem perceber se o negócio do grupo Piaggio são as motas ou o imobiliário. É grave! 

Depois há quem tenha aprendido a lição e corrija o tiro. A Triumph está explosiva. Mas pode fazer muito mais e melhor. Contem com eles… 

E há a Honda. A sorte dá uma trabalheira tremenda. A PCX vende muito porque o produto é bom e não porque tem azeiteiros a piscar o olho. Há quem se queixe que a Honda não produz motas de culto. Mas é líder. Há anos. E não se é líder por acaso. O mercado tem sempre razão.

Há mais marcas representadas no certame como a Suzuki, AJP, Ducati, BMW, HD, Benelli, e Kawasaki, entre outras. Mas cerca de dois dias de Feira não me chegaram para comunicar com elas. E aqui o problema, será, provavelmente meu. Também eu tenho de tentar comunicar melhor. Temos todos. 

E, Sublinho. Pessoas do século XXI não consomem informação feita por pessoas do século XX realizada com tecnologia do século XIX.
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