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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Limalhas de História #17 – 9 de Setembro de 1956

Em mil novecentos e cinquenta e seis, as motos da classe rainha ainda não tinham ganham aquelas “asinhas” polémicas…, mas “o diz que é uma espécie de aerodinâmica” já estava todo lá. Faz hoje exactamente sessenta anos. 

Monza, Região da Lombardia, Norte de Itália. Geoff Duke (link) vence o Grande Premio das Nações à frente de Libero Liberati, Pierre Monneret e Reg Armstrong. Todos em Gilera. Sim, poker para a maraca italiana. Ainda assim, neste longínquo ano de mil novecentos de cinquenta e seis, foi o ecléctico John Surtees que, com três vitórias nas três primeiras rondas do campeonato, conduziu a sua MV Agusta ao título. 

Como serão as máquinas e as corridas de velocidade daqui a sessenta anos, em 2076? Que pana já não estar cá para ver…

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Limalhas de História #16 – 6 de Setembro de 1992



Deste dia recordo me bem. Aqueles amigos sortudos que dispunham da parabólica que captava o Eurosport, puderam assistir a um final de temporada verdadeiramente dramático. 

Faz hoje exactamente vinte e quatro anos. Kyalami – que significa “a minha casa” na língua Zulu. Africa do Sul. Com o terceiro posto na pista Wayne Rainey faz o seu terceiro e último título mundial. Na verdade, ainda hoje se discute da Justiça desta conquista. Doohan domina insolentemente a primeira metade da época com cinco vitórias e dois segundos em sete provas. Mas em Assen sofre grave queda. E com muito sofrimento regressa nas duas últimas etapas numa tentativa frustrada de manter o primeiro posto no campeonato até final. O sexto lugar na Africa do Sul não é suficiente e Rainey é tricampeão.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Limalhas de História #15 - 5 de Setembro de 2010





Shoya Tomizawa, sentimos saudades do teu sorriso. 

Faz hoje exactamente seis anos. Misano, Emilia-Romagna, Rimini, Italia. Dia negro junto ao Adriático. Durante a décima segunda volta da corrida de Moto2, a moto de Shoya Tomizawa, 19 anos, foge em cima do corrector e o jovem Tomi cai. Após a queda, foi atropelado pelas motos dos pilotos Alex de Angelis e Scott Redding. Com fracturas múltiplas no abdómen, tórax e crânio, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Limalhas de História #14 - 1 de Setembro de 1996

Ralf Waldmann, alemão. De mil novecentos e oitenta e sete até ao ano de dois mil e dois, venceu vinte grandes prémios. Tantos como Crivillé e mais dois que Gardner, por exemplo. 

Faz hoje exactamente vinte anos. Imola, Emilia-Romagna, Bolonha, Italia. A bela Itália. Waldmann, Jaque, Ukawa e Fuchs, em 250cc, fazem o poker para a Honda. Brilhante. O alemão viria a lutar taco a taco pelo título desse ano. Biaggi na sua Aprilia levaria a melhor sobre a armada Honda. E Waldmann nunca conseguiria ser campeão do mundo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Limalhas de História #13 - 31 de Agosto de 1997


Voltamos a Brno, regressamos a Valentino. De facto, o circuito checo é um lugar marcante (link) para o italiano… 

Faz hoje exactamente dezanove anos. Rossi alcançava o primeiro dos seu nove títulos mundiais. Na sua segunda temporada completa, nunca encontrou rival. E comemorou de uma forma inesquecível. Nunca é demais sublinhar a carreira do italiano. Talvez lhe falte um décimo ceptro e igualar o número de vitórias do mítico Agostini Está a oito conquistas de igualar o record absoluto - Rossi conta com 114, Giacomo 122.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Limalhas de História #12 - 30 de Agosto de 2009



Um dos maiores talentos da nova geração espanhola para comemorar uma dúzia de “Limalhas”. 

Faz hoje exactamente sete anos. Mítico circuito de Indianápolis, Indiana, Estados Unidos da América. Depois de roçar o êxito várias vezes, Pol Espargaró alcançava a sua primeira vitória em Grandes Prémios, pilotando uma Derbi. Para o ano, aos comandos da neófita KTM, onde poderá chagar o piloto catalão?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Limalhas de História #11 - 25 de Agosto de 1991



Temos de regressar a Brno.

Bicampeão mundial com apenas 18 anos. É obra!

Faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Com apenas 18 anos, Loris Capirossi, Honda, alcançava o seu segundo título consecutivo em 125cc. O piloto italiano, de Castel San Pietro Terme, convertia-se assim numa das grandes promessas do motociclismo mundial. Todavia, a partir daqui, Loris encetou uma carreira errante entre 250cc e 500cc. Foi campeão na classe intermédia em 1998.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Limalhas de História #10 - 23 de Agosto de 1953


Às duas mãos cheias de limalhas, uma questão pertinente: qual a idade certa para vencer um campeonato mundial de velocidade? 

Faz hoje exactamente sessenta e três anos. Circuito de Bremgarten, na neutral Suiça. Ao vencer aos comandos da sua Guzzi o Grande Prémio na classe 350cc, o britânico Fergus Anderson, tornava-se aos 44 anos no campeão mundial com mais idade da historia. Poderá algum dia este record ser batido?

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Limalhas de História #9 - 22 de Agosto de 1976

Curioso. Na passada terça-feira este Escape (link) recordava o facto de se passarem trinta e cinco anos sobre a última vitória de um piloto britânico no topo da velocidade mundial. Cal Crutchlow, atento, leu o post e terá pensado…, “porra pah…! Ainda nem era nascido…, vou vencer em Brno!”. Feito. 

Curiosa é também a limalha de hoje. Walter Villa. Quem? Harley Davidson. Como? Dois títulos na mesma época! Não pode... 

Faz hoje exactamente quarenta anos. Brno. Antiga República Checoslovaca, cujo lema era: “a verdade prevalece”. O já falecido piloto italiano Walter Villa vence as corridas de 250cc e 350cc. Sim, as duas. No final do ano, levaria para Milwaukee ambos os títulos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Limalhas de História #8 - 18 de Agosto de 1996

Quanto tempo tem vinte anos? E vinte anos é muito tempo? 

Voltemos a Valentino. Faz hoje exactamente vinte anos. Brno. Republica Checa. Rossi vencia o seu primeiro Grande Prémio. Um caso único no motociclismo de velocidade. Tantos anos a um nível altíssimo. Uma lenda viva. Uma lenda que passados vinte anos ainda luta por vitorias e campeonatos. Todo o reconhecimento é pouco. Grazie Mille, Valentino!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Limalhas de História #7 - 17 de Agosto de 2003

Sim…, um tempo houve que os adeptos da HRC se podiam congratular com as vitórias de Rossi. 

Faz hoje exactamente treze anos. Brno. Republica Checa. Valentino Rossi disputava e vencia um enorme duelo com o Sete Gibernau, fazendo a volta mais rápida da corrida precisamente na última volta da prova. Valentino arrancava ali para uma serie de sete corridas em que só numa, Japão, não conseguiu vencer. Assim, esta vitória viria a ser determinante para a conquista do título mundial, o último com a Honda.

Saca! #16

Saudoso Marco Simoncelli num cavalo impecável, 2008 em Sachsenring, apontando à conquista do Mundial de 250cc.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Limalhas de História #6 - 16 de Agosto de 1981



Mil novecentos e oitenta e um. Ainda na passada semana tínhamos passado por lá. Querem ler? Aqui (link). 

Faz hoje exactamente trinta e cinco anos. Anderstorp, Suécia, Barry Sheene conquistava a sua última vitória em Grandes Prémios. Parece mentir mas é um facto. Depois desta do “mítico 7” nunca mais um piloto britânico venceria uma corrida na Classe Rainha.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Limalhas de História #5 - 12 de Agosto de 1979



“Truly a epic race”!!! 

Faz hoje exactamente trinta e sete anos. Silverstone, Inglaterra. Kennt Roberts e Barry Sheene defrontam-se, num mítico duelo, até ao último palmo da corrida. Dois estilos muito diferentes mas ambos apaixonantes. Ao longo da corrida Sheene pareceu sempre mais rápido. Mas Roberts acabaria por impor uma certa nova forma de correr. No final o norte-americano acabaria por impor a sua eficácia, vencendo por apenas três centésimos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Limalhas de História #4 - 11 de agosto de 1985


Aos vinte e três anos já era uma lenda viva. Todavia… 

Faz hoje exactamente trinta e um anos. Em Anderstrop, Suécia, Freddie Spencer transformava-se no único piloto campeão de 250cc e 500cc na mesma temporada. Mas o mítico Spencer transformava-se nesse mesmo dia em algo mais. Numa estrela cadente, muito brilhante mas fugaz. Após esse dia, não mais o piloto norte-americano viria a ganhar; nem a pisar um pódio sequer. Incrível… 

“Fast Freddie” vive actualmente em Las Vegas onde opera uma escola de motociclismo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Limalhas de História #3 - 10 de agosto de 2014



O MotoGP regressa por estes dias, na Áustria, após uma paragem de sensivelmente um mês.

Faz hoje exactamente dois anos. O espanhol Marc Marquez alcançava, ao vencer em Indianápolis, a sua décima vitória consecutiva. Curiosamente, esta seria a vitória número 500 (quinhentos!!) na história do motociclismo do país vizinho. Incrível! Monumental vénia e enorme respeito por tudo o que aqui bem ao lado tem sido feito pelo motociclismo.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Limalhas de História #2 - 9 de agosto de 1981


A história da Velocidade não se faz apenas de duelos épicos e mediáticos que duram décadas, nem da “rotatividade” Honda-Yamaha. 

Faz hoje exactamente trinta e cinco anos. Em Imatra, Finlândia, Marco Lucchinelli alcançava com a sua Suzuki XR40 RG500 mais uma vitória na peugada do título de 500cc desse ano. O que Marco não sabia é que esta viria a ser a sua ultima conquista em Grandes Prémios. Lucchinelli não mais voltaria a subir ao degrau mais alto de um pódio.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Limalhas de história #1 - 8 de agosto de 1959




Faz hoje exactamente cinquenta e sete anos. No Grande Premio de Ulster um muito jovem Mike Hailwood, com apenas 19 anos, vencia a categoria de 125 cc aos comandos de uma Ducati, convertendo-se desta forma no mais jovem vencedor da épica "road race" até então. Com o passar dos anos outros bateram esta marca, todavia, no seu tempo, “Mike The Bike” deixou a sua marca…, ele que viria no futuro a ser um dos maiores do motociclismo de velocidade.

sábado, 18 de junho de 2016

O retrocesso na morte de Salom

[Aqui (link), a propósito do desaparecimento de Fabrizio Pirovano, reproduzi um texto de Paulo Araújo. Muito simpaticamente, o Paulo, convida-me a reproduzir novo texto seu…, desta feita uma excelente reflexão sobre o recente trágico desaparecimento em pista do jovem Luis Salom. O texto é algo longo para um blogue mas é excelente. O Escape sente-se orgulhoso de ter a possibilidade de o reproduzir. Obrigado Paulo Araújo] 

Que eu saiba, ainda ninguém viu a coisa por este prisma, até porque a conclusão carrega algumas conotações negativas. O facto é que a morte de Luis Salom, há dias no GP da Catalunha, inverte uma tendência que durava há mais de 13 anos, desde a morte, não totalmente dissemelhante, de Daijiro Kato em Suzuka a 20 de Abril de 2003. A partir daí, atingiu-se um estado de segurança passiva (a que procura influenciar os factores quando se dá um acidente, ao contrário da segurança activa, que pretende evitar o acidente em primeiro lugar) de tal modo avançado que não parecia haver maneira de um piloto perder a vida. 

Capacetes, leves, muito, muito resistentes, quer a impactos, quer à perfuração, e absorventes o suficiente para lidar com tudo menos as mais brutais forças de desaceleração, consistentes com atingir um objecto imóvel, como uma parede. Fatos com proteções duras nos sítios críticos e flexíveis nos outros, capazes de lidar com o deslizar em alcatrão a mais de 200 Km/h, sem efeitos adversos para o piloto. Luvas e botas bem acolchoadas e blindadas nos sítios certos. E, claro, circuitos onde as já raras barreiras colocadas suficientemente próximo da pista para constituírem uma ameaça eram protegidas com airfence, a invenção insuflável australiana que decerto já salvou algumas vidas. 

Basicamente, um piloto podia cair, bater no chão, raspar e deslizar até se imobilizar sem riscos de maior, talvez uma fractura ou outra. Decerto sem risco de vida. Com uma aterradora excepção: no ambiente ultracompetitivo das corridas de hoje, em que não raro quatro ou cinco pilotos disputam o mesmo pedaço de alcatrão, ser colhido por outra moto assim que caia.

Todos, marquem bem o que digo, todos, os acidentes fatais ocorridos em Mundiais desde a tragédia com Kato, foram desta variedade: Craig Jones a 4 Agosto de 2008 em Inglaterra, Shoya Tomizawa a 5 de Setembro de 2010 em Misano e, claro, o saudoso Simoncelli a 23 de Outubro de 2011. Todos eles colhidos a tal velocidade por uma, ou várias motos, que seguiam em tal proximidade que a colisão era inevitável. As lesões internas resultantes da absorção de forças de tal ordem ditam que, por mais que as equipas médicas se esforcem, o desfecho terrível, impensável, é também o único possível. 

E chegamos então a 3 de Junho, há dias. Luís Salom não foi colhido por outra moto: deslizou a grande velocidade para fora da pista, não foi travado, nem a sua moto, por uma área de gravilha inexistente, e ambos foram, portanto, bater na airfence a grande velocidade. O dramático, e a chance num milhão, foi ter a moto levantado no ar exactamente no momento em que o piloto maiorquino chegava a tempo de cair em cima dele logo a seguir, esmagando-o..., uma variedade do atropelamento em pista, mas esta controlável, evitável, até. 

A substituição recente de grandes áreas de gravilha por alcatrão tem por fim poupar estragos aos veículos que se despistam, dando-lhes uma hipótese de recuperar controlo. Quando um piloto cai e a sua moto chega lá já em deslize, em vez de perder velocidade, continua no seu trajecto sem perder quase balanço – e bate na primeira coisa que estiver à frente ainda muito, muito depressa e com muita, muita força…, vamos ter de equacionar o que vale mais salvar: uma quantidade de fibra e chapa e componentes mecânicos, ou vidas humanas.
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