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domingo, 22 de abril de 2018

Louco fim-de-semana de corridas

Uauuuuu!! Que fim-de-semana foi este?!? Durante a semana já tínhamos andado entretidos com as diferentes sessões de qualificação para a mítica clássica de Le Mans, mas tudo começou, verdadeiramente, com a vitória de Rea na corrida 1 do WSBK em Assen. Hoje o domínio Kawa manteve-se com a vitória de Sykes. Rea lidera o campeonato na frente das Ducati de Davies e Melandri. 


Pelo meio tivemos as sempre apaixonantes 24 Horas Motos em Le Mans. Doze anos depois a Honda regressa ao lugar mais alto no circuito Bugatti, igualando o palmarés da Suzuki com 12 vitórias, a apenas uma das 13 da Kawa. A Yamaha conta com 4 vitórias. Em 40 anos, só marcas japonesas vencem na mítica francesa. 

Mudando de continente…, se o dia começou com o signo da asa dourada assim se manteve no Texas. Moto3, vitória para o emergente miúdo Jorge Martín. Em Moto2 corrida avassaladora do nosso Miguel que arrancou da posição 12 para assaltar o pódio. E, enfim, recital do Rei de Austin com a Honda a fechar o dia como começou: a vencer! 

Mas, perdoem-me a nota pessoal. Para mim este fim-de-semana fica indelevelmente marcado pela presença no estúdio do Eurosport – honra e responsabilidade enormes – para “fazer umas voltinhas” ao Circuito Bugatti nas primeiras horas de corrida. O mundo é de facto redondo e chegou o dia em que deixei de chamar de palermas os comentadores de corridas de motas na TV, para passar a ser eu próprio o palerma. 

Bom…, a verdade é que simplesmente aammmmeeeeeeiiiiiiii a experiência. É um trabalho muito, muito difícil em especial para quem esta a fazer a narração da corrida. Para mim foi naturalmente problemático devido à desadaptação mas, confesso, a auto avaliação é muito positiva e o feedback também. Gostei muito de ver o “lado B” e de viver a corrida com a gigante responsabilidade de a comentar para quem a acompanha lá em casa. Todo isto num canal de desporto de absoluta referência. Senti me muito bem naquele papel e não nego que gostaria de repetir a experiência. Veremos se será possível.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Alan Kempster o gigante meio-homem

Era um ídolo de ídolos. A lenda viva Alan Kempster, piloto notado por correr apenas com um braço e uma perna, faleceu em casa (na Austrália), aos 56 anos, em circunstâncias ainda pouco conhecidas. 


Kempster, um exemplo para todos nós, e uma fonte de inspiração, nunca deu na sua vida uma batalha por perdida. Tendo ficado sem o braço esquerdo e perna esquerda num terrível acidente com um camionista alcoolizado, referia-se a si mesmo, com fleuma e bom humor, como um “crash test dummy” ou “half man”. O seu número nas pistas era o ½. Fantástico! 


Este “meio homem”, que conduzia motas modificadas onde acelerador, embraiagem e travão dianteiro eram controlados pela sua mão esquerda, apenas não conseguiu realizar um sonho: competir no mítico TT na Ilha de Man. Alan, ride in peace…

terça-feira, 10 de abril de 2018

Limalhas de História #50 – 10 de Abril de 2005


Coincidência do caraças! Coincidência é o acto de coincidir ou a simultaneidade de diversos acontecimentos. Do caraças é algo muito grande, admirável, espectacular ou sensacional. Coincidência do caraças pode ser então um conjunto de acontecimentos simultâneos sensacionais. É isso mesmo que temos hoje para festejar a meia centena de limalhas - com tanta limalha à solta um destes dias temos um cilindro inteiro… 

Faz hoje exactamente treze anos. Abertura de temporada. Gran Premio Marlboro de España, em Jerez, pois claro. Na caminhada insolente para o seu sétimo título (quinto na classe rainha) Valentino Rossi bate (literalmente!) na última curva da pista andaluza a Honda de Sete Gibernau. É ver as imagens…, nem que seja para avivar a memória…

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Contacto, paixão, polémica e caos

O Mundial de Velocidade, hoje conhecido por MotoGP, sempre foi uma modalidade de contacto. Para além disso sempre foi um espaço de paixão. De polémica, também. E de alguma desorganização.

Contacto, paixão, polémica e caos. Foi assim este fim-de-semana na Argentina. Como vivemos no Tempo do “já”, “agora”, “em directo”, no Tempo dos julgamentos sem possibilidade de recurso nas Redes Socias, eu cá acho que estas horas após a Batalha das Termas de Rio Hondo são das melhores de sempre que o Mundial de Velocidade já conheceu.


Estou à vontade. Por exemplo, adoro o Rossi por tudo o que já nos deu. Adoro o Márquez pelo seu talento. Adoro o Pedrosa pela sua classe. Adoro o Zarco pela sua energia. Crutchlow, Zarco e Rins, amo este pódio. 

Contacto! E no final houve uma tentativa de pedido de desculpas, em directo, lá está. Mais tarde veio Valentino dizer que tem medo e que Márquez estará a destruir o desporto […, solto uma gargalhada…, duas perante a ingenuidade de alguns]. 

Paixão! Os fãs, esses digladiam-se na Rede…, em especial nos vários “cantinhos” do Facebook dedicados ao tema. Os fãs digladiam-se, baixando - ou elevando, consoante a perspectiva - o conteúdo do discurso ao nível da tasca e a forma ao nível “da bola”. Que maravilha! Quem como eu o acompanha há décadas, sabe que nunca antes houve tanta letra escrita e dita…, tanta paixão exacerbada em torno do Mundial de Velocidade. 

Polémica e caos! A gasolina e outros combustíveis do mesmo teor, quando usados para apagar incêndios, tendem a produzir o efeito contrário. É isso mesmo que se deseja. E o circo em chamas segue para Austin, USA. 

Ah…, e…, cereja no topo do bolo…, ainda temos o nosso Miguel Oliveira a afinar a sua melhor forma e com expectativas reais de lutar pelo titulo na classe intermédia. Já disse…, que maravilha?

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Limalhas de História #49 – 4 de Abril de 1993

Beattie. Daryl Beattie. Quem? Já lá vamos…, pois vai ser necessário começar pelo fim, pela última limalha (link). Mil novecentos e noventa e três. Vinte e cinco anos, portanto. Um quarto de seculo, vá. Vinte e cinco anos, pah! É verdade. 


Faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Curiosamente, este é um dia que já tinha sido recordado aqui (link), o ano passado. Malasian Motorcycle Grand Prix, Shah Alam Circuit, também conhecido por Batu Tiga Speddway Circuit. Daryl Beattie, Charleville, Queensland, Austrália, consegue “entalar” a sua Rothmans Honda na segunda posição entre a Marlboro Yamaha de Rainey e a Lucky Strike Suzuki de Schwantz. 

Beattie chegou ao Mundial depois de ter brilhado, em 1992, no campeonato japonês de 500cc e nas míticas 8 Horas de Suzuka. Cinquenta e nove Grandes Prémios depois – catorze pódios e três vitórias - abandonou no final da temporada de 1997, com sequelas de varias quedas. Segundo o MCN (link) tornou-se comentador de televisão e teve problemas com o álcool em 2010, ficando mesmo banido da condução durante um ano inteiro. Hoje, dirige ainda uma empresa de viagens de mota pelo Outback Australiano, a Daryll Beattie Adventures (link).

quarta-feira, 28 de março de 2018

Limalhas de História #48 – 28 de Março de 1993


1993. Eu repito, mil novecentos e noventa e três. Vinte e cinco anos, portanto. Um quarto de seculo, vá. A Checoslováquia divide-se, Clinton toma posse como o 42º Presidente dos Estados Unidos da América. A intel lança o primeiro Pentium e Mandela recebe o Nobel da Paz. Por cá, as obras da Expo 98 têm inicio e…, drama…, o aquaparque no Restelo - que fez a s delicias da minha geração – fecha e é abandonado até hoje. Vinte e cinco anos, pah… 

Faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Australian Motorcycle Grand Prix, Eastern Creek Internacional Raceway - conhecido como Sydney Motorsport Park desde maio de 2012 - Nova Gales do Sul, Austrália. Em terras ultramarinas de Sua Majestade o domínio é norte-americano. Schwantz, Suzuki; Rainey, Yamaha e Chandler, Cagiva, arrebatavam o pódio na primeira prova da época. Uma temporada que viria a ser a última de Rainey e da consagração de Schwantz.

sábado, 17 de março de 2018

O Escape leva te ao Paddock do FIM CEV no Estoril



O Escape tem 15 (quinze!) convites com acesso ao Paddock da primeira prova do FIM CEV 2018, a disputar já no próximo fim-de-semana, 24 e 25 de Março, na pista do Estoril. 

Queres saber como ganhar um deles? Muito fácil… 

Partilha a página de Facebook do Escape (link) no teu mural dessa rede social. Depois, comenta o post relativo a esta oferta, nessa mesma página, com a seguinte frase “eu quero levantar o meu convite na Rod’aventura”. 

Os quinze mais rápidos vão poder levantar o seu convite na Rod’aventura em Alfragide, Avenida da Quinta Grande 10-A, a partir das 10 horas da próxima terça-feira até às 19 horas de sexta-feira, dia 24. 

Atenção, são 15 (quinze!) convites. A oferta é limitada ao stock existente.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Limalhas de História #47 – 9 de Março de 2008


“Stop the press”! Ou…, parem as máquinas. Desliguem os motores, vá. A penúltima limalha foi escrita há exactamente cinco meses (link), a última há pouco mais de quatro (link). Qual motociclo da classe rainha, o tempo passou a voar. Incrível! Ai estão elas de volta, as “Limalhas de História”, sinal de que os escapes do mundial de velocidade estão preparados para voltar a roncar. Vamos a isso! 

Faz hoje exactamente dez anos. Commercialbank Grand Prix of Qatar, Circuito Internacional de Losail, Qatar, emirado absolutista e hereditário comandado pela Casa de Thani desde meados do século XIX. Gadea, Aprilia, 125cc; Pasini, Aprilia, 250cc; Stoner, Ducati, MotoGP. Três motas italianas fazem a festa na primeira corrida nocturna MotoGP de sempre!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Limalhas de História #45 – 9 de Outubro de 1994


Terceiro, primeiro, segundo. Primeiro, primeiro, primeiro, primeiro, primeiro, primeiro. Segundo, primeiro, terceiro, primeiro e, finalmente, segundo. Eishhhhh…, incrível. Cuidado! Se pensam que já leram isto aqui (link) estão enganados. Reparem… 

Faz hoje exactamente vinte e três anos. European Motorcycle Grand Prix, Circuito da Catalunha, Montmeló, arredores de Barcelona. Mick Doohan leva a NSR500 Honda-HRC ao segundo lugar logo atrás de Luca Cadalora e confirma o seu primeiro título mundial, fazendo pódio em todasssssss as corridas da época. Brutal!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Limalhas de História #44 – 27 de Setembro de 1987

Há trinta anos o Mundial de Velocidade decidiu começar a tentar falar português. Mas a etapa portuguesa foi parar aos arredores de Madrid e a etapa brasileira ao meio do mato bem no centro do país. 

Faz hoje exactamente trinta anos. Brasilian Motorcycle Grand Prix, Goiânia, Estado de Goiás. Hoje, Autódromo Internacional Ayrton Senna. O Brasil teve de esperar pela segunda metade dos anos oitenta para ver de perto, talvez demasiado perto no caso da imagem, o Mundial de Velocidade. Wayne Gardner vence na sua NSR500 Rothmans Honda-HRC e leva para Wollongong, Nova Gales do Sul, o primeiro título australiano na Classe Rainha.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Limalhas de História #43 – 20 de Setembro de 2003

Pedrosa, de Angelis, Barberá, Perugini, Dovizioso, Stoner, Cecchinello, Kalio, Bautista, Simoncelli e até um “rapaz do meu tempo” chamado Emilio Alzamora. O que terá toda esta gente ilustre em comum? Tal como Lorenzo disputaram o mundial de 125cc no ano da graça de 2003 


Faz hoje exactamente catorze anos. Cinzano Rio Grand Prix, Autódromo Internacional Nelson Piquet, que é como quem diz Jacarepaguá (sempre adorei dizer este nome), Cidade Maravilhosa, a mais linda de todas, diria. Faz hoje exactamente catorze anos que “o meu primo” Lorenzo, Jorge Lorenzo, conquista o primeiro pódio e logo no seu lugar mais alto. Amado por uns, odiado por muitos outros, certo é que o “Pirata” de Maiorca, só na Classe Rainha, terminou oito (em dez) temporadas no top3 – já contando com a actual. É obra!!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Limalhas de História #42 – 14 de Setembro de 1969

Angel Nieto. Não foi um homem qualquer. Desde adolescente, pobre, que perseguiu de forma corajosa e determinada o seu sonho. Deixou-nos o mês passado de forma trágica e abrupta. Não foi um homem qualquer. É um herói em Espanha e um exemplo para todos nós motociclistas. 


Faz hoje exactamente quarenta e oito anos. Opatija Circuit, Yugoslavian motorcycle Grand Prix inaugural, hoje belíssima cidade croata com os pés de molho no Adriático. Nieto arrecada com a Derbi o seu primeiro título mundial; o primeiro título mundial para o motociclismo espanhol. Repito, faz hoje exactamente quarenta e oito anos, que a incrível história dos nossos queridos vizinhos começava a ser escrita. Enorme vénia a “El Niño”, que descane em paz. Viva España!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Limalhas de História #41 – 10 de Setembro de 1950

Parece impossível. Depois de trinta e nove limalhas de história por referência ao dia em que são publicadas, à quadragésima “pisei o risco”. Gostei, parece impossível mas hoje o snack é novamente de ontem. 

Parece impossível mas houve um tempo em que já foi assim como a imagem documenta. Ciclística sofrível, "abrandões" no lugar dos travões, tudo analógico, ausência total de protecção aerodinâmica, rosto desprotegido, um mero fato de cabedal, fardos de palha lá ao fundo, segurança próxima do zero. 

Fez ontem exactamente sessenta e sete anos. Leram bem, sessenta e sete anos. Autódromo Nazionale Monza, Itália. Grande Prémio das Nações, última etapa do Campeonato do Mundo de Velocidade - apenas o segundo a ser disputado. Umberto Masetti é segundo com a sua Gilera e bate Geoff Duke, Norton, por um ponto, tornando-se desta forma o primeiro italiano campeão do mundo de 500cc.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Limalhas de História #40 – 3 de Setembro de 2000



Desconstruir. Mas por que diabo todos estes pequenos snacks de historia têm de ter por referência o dia em que são publicados? Pois…, desconstruir…

Fez ontem exactamente dezassete anos. Estoril, sim Estoril. Aqui ao lado em Portugal. Portuguese Motorcycle Grand Prix. O primeiro em solo nacional – sim, houve em 1987 um Grande Prémio de Portugal disputado na velhinha pista de Jarama, próximo de Madrid. McCoy, Garry McCoy, que em 1997 tinha saltado directamente das 125cc para as 500cc, vence, na sua Yamaha semi oficial, o seu segundo Grande Prémio. O simpático australiano da Nova Gales do Sul, viria a vencer apenas mais uma vez na sua carreira, precisamente quinze sias depois, em Valencia. “The Slide King” terminaria a época em quinto num ano marcado pela último título da Suzuki, com Roberts Jr. 

Saudades, muitas saudades de ter entre nós a realeza da velocidade.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Limalhas de História #39 – 31 de Agosto de 1997







São muito poucos os desportistas que defrontam (e batem) três gerações – a anterior à sua, a sua e a que se lhe segue. São a referência, portanto. Fácil. Demasiado fácil a pequena limalha de hoje.

Faz hoje exactamente vinte anosNa sua segunda temporada completa, Valentino conquistava o seu primeiro, de nove títulos mundiais. O mais espantoso: passadas que estão duas décadas, o eterno jovem de Urbino, continua na busca de mais um título mundial. Fantástico!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Limalhas de História #38 – 29 de Agosto de 1982

Didier de Radigues. Boooom! Há limalhas assim, perfeitamente volatilizadas. Sempre que oiço o nome do piloto belga, recordo me do clássico capacete Bieffe do final dos anos oitenta, replica do usado pelo piloto e muito popular entre os jovens “cinquentinhas” da época.

Faz hoje exactamente trinta e cinco anos. Último Grande Prémio disputado no antigo circuito de Brno. Didier de Radigues leva a sua francesa Chevallier à vitória na corrida de 350cc (que na ausência de corrida de 500cc, era neste dia classe rainha) e fica a um passo de conquistar o título. Esse passo não seria dado e Anton Mang rouba na corrida seguinte o título para a Kawasaki. Didier de Radigues não sabia, mas apesar de mais nove temporadas nos Grandes Prémio esta foi a vez que mais perto ficou de conseguir a glória de um título mundial.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Limalhas de História #37 – 17 de Agosto de 1997






Vitória, vitória, segundo lugar. Vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, segundo lugar. Na última corrida, enfim, uma desistência. 340 (trezentos e quarenta) pontos 

Faz hoje exactamente vinte anos. Donington park, North West Leicestershire. Faltando ainda quarto etapas para o fim do mundial, Mick Doohan festeja efusivamente com a HRC o seu tetracampeonato. Foi um ano glorioso para o australiano mas também para a Honda. Doohan primeiro, Okada segundo, Nobuatsu Aoki terceiro, Crivillé quarto e Takuma Aoki quinto. Arrasador!
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