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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Um sonho chamado TT Ilha de Man

Há coisas que nunca se esquecem. 

Argentina, 2007. Um dia, num passeio nas margens do sumptuoso Lago Argentino, perto do famoso glaciar Perito Moreno, conheci um velho casal de israelitas. Entre as muitas ideias que trocámos, confessei-lhes o meu desejo de um dia visitar Israel e, sobretudo Jerusalém. Disseram-me para não parar de sonhar. 

Sem sonho, nunca o meu desejo se concretizaria. Agradável coincidência, volto a encontra-los uns dias depois, muito quilómetros a norte, na cidade de Bariloche. No fim do encontro repetiram as palavras. “Não pares de sonhar!”. O ano passado tive a sorte desse sonho se concretizar, numa inesquecível viagem à Jordânia e a Israel. Países, sublinhe-se, pouco deliciosos para andar de moto – paisagens deslumbrantes, sim, mas estradas, digamos, normais. 

O Touris Trophy (TT) na Ilha de Man é uma das minhas graves falhas curriculares enquanto motociclista mototurista. Tal como o Dutch TT na catedral de Assen ou o só-para-mototuristas-de-barba-riga Elefantentrffen – se não sabem o que é, evitem pesquisar… 

Confessando, ao mesmo tempo, que nenhum destes se encontra, ao momento, no topo da minha longa e distinta lista de prioridades, resta-me sonhar. Até porque, até ver, o sonho ainda não paga IUC ou outro qualquer vil acto de confisco. 

Sonhar…, sonhar…

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Duas "vespas" pela Índia fora


O Jorge é um viajante e pêras..., um dia foi dar uma volta (link) e nunca mais quis voltar. A sua nova aventura não tem linha orientadora para além de ser uma viagem de mota pela Índia fora; dois meses, pelo menos. Pura e simples aventura...

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Era uma vez uma Ducati 888

Tempo para falar um pouco do Lisboa MotoShow, tal como tinha sugerido aqui (link).

Missão: Pingüínos. Mil novecentos e noventa e três. Ou seria mil novecentos e noventa e quatro? Não me recordo. Sei que era Janeiro estava frio e tinha dormido, mais ou menos, ao relento nas ultimas três ou quatro noites. Repito, não me recordo… 

Mas recordo-me bem de quando o Miguel me passou os comandos da luminosa Ducati 888 para as mãos, algures perto da espanhola Ciudad Rodrigo. De repente parecia que tinha novamente oito ou nove anos e era noite de Véspera de Natal, ou de Dia de Reis já que estávamos no país do lado. 

De Ciudad Rodrigo arranquei num ápice até à fronteira portuguesa. À época terão sido os vinte ou trinta quilómetros mais felizes da minha curta vida de motociclista. A posição de condução estupidamente agressiva contrastava com a aborrecida quietude da minha Yamaha XV 250 Virago; o ronco poderosíssimo do V-twin desmodrómico esmagava o som de chaleira do meu “V2zinho” japonês. O violento mas preciso safanão daquela transmissão italiana ridicularizava a desafinação da corrente do meu “piano”. Não era um sonho de adolescente. Não, eu abria gás até onde podia e sabia num míssil italiano vestido de vermelho garrido. 

Depois dessa viagem raramente vi o Miguel. Reencontrei-o no surpreendente Moto Show lisboeta por duas vezes. Nas duas vezes que lá fui, na passada quinta e sexta-feira. 

Verdade, fui lá por duas vezes. Reencontrei, entre outros, o Miguel, o Tó, o Marcos, o Paulo, o Luís, o Rui, o José. Com tanta conversa para colocar em dia, não tive tempo para ver mais do que duas ou três motas.

Foi, sem dúvida, o melhor Salão de motociclístico que Lisboa me proporcionou até hoje.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Blogue pessoal (e passional) em modo curva contracurva

Blogue: do inglês “web” e “log”; “rede” e “registo de dados”; “registo de dados na Rede”, “diário da Rede”. Nada disto seria necessário…, hoje todos sabemos o que é um blogue.

Pessoal: que é próprio de cada pessoa. Subjectivo, portanto.

Passional: do latim “passionalis”; susceptível de paixão – sendo esta um afecto violento. 

Modo: maneira de ser.

Curva: realidade semelhante a uma linha mas não necessariamente recta.

Contracurva: curva que termina em arco, tomando direcção oposta à deste.

Blogue pessoal (e passional) em modo curva contracurva. Ou seja: registo de dados na Rede, subjectivo e com enorme afecto, elaborado em linhas que seguem num determinado sentido e outras noutro.

Confuso? Nada confuso: vamos falar de motas, motociclistas, motociclismo. Só isso!
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