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terça-feira, 8 de agosto de 2017

De Honda Innova 125 por essa Europa fora

É conhecida a amizade e carinho que este Escape e o seu autor têm pela Motodiana, concessionário Honda em Évora. Porquê? Olhem…, motivos vários entre os quais estes que podem ler por aqui (link). 

Os elogios são tantos que um destes dias alguém sobejamente conhecido e que já cá anda há umas décadas me dizia…, “olhó o Escape, o órgão oficial da Motodiana”. Bueno no exageremos…, não sendo bem assim é publico e notório que gosto bastante da Motodiana e das pessoas que a fazem. 

E não o sou o único a gostar da Motodiana. Leiam lá esta pequena mas deliciosa historia 

“Seanna Marie, assim se chama esta jovem californiana, que decidiu viajar pela Europa, durante alguns meses. Arranjou esta, bem usada, Honda Innova 125cc e veio do Mónaco, por aí fora, visitando tudo o que podia, em França e Espanha e finalmente teve um percalço grave. O bujão do óleo, estava com a rosca moida e foi perdendo o dito cujo, até que…, ficou a pé, em Espanha, a 3 kms da fronteira. Veio parar à Motodiana, de pronto socorro, mas chegou ao local certo para reparar a moto. Verificou-se que o motor tinha gripado e que a causa foi o tal bujão. A Honda é fabulosa no fornecimento de peças. O piston, juntas e demais peças foram de imediato encomendadas e no dia seguinte estavam na Motodiana. Rectificado o cilindro, montagem de todas as peças, experimentada a moto e voilá, pode seguir viagem. Insistiu em tirar uma foto com os elementos da Motodiana, que estavam hoje, sábado, de serviço, a quem chamou de “Anjos”, por a terem desenrascado tão depressa e por lhe terem emprestado uma Honda Vision para visitar a zona de Évora, durante 3 dias, e aí vai a nossa corajosa e aventureira Seanna Marie, estrada fora, pela Nacional 4, até Lisboa. Vai visitar Lisboa, Sintra, Cascais, Cabo da Roca e depois vai até ao Algarve, seguindo até Barcelona e daí de ferry até Itália. Quem encontrar esta singela figura, nesta motinha, com aquela mala/troley em cima do banco traseiro, amarrado a uma pequeno top case, já sabe que á a nossa alegre e divertida aventureira. Regressa aos USA em final de Setembro. Isto é que são férias, não é verdade?” 

O relato não é meu mas sim literalmente copiado da página da Motodiana no facebook. 

Num tempo em que alguns motociclistas acham que a melhor forma de viajar de mota é envia-la daqui para o destino, empalada num contentor, indo lá ter com a sua “xuxuzinha xptozinha” no conforto do ar condicionado do avião (nota: nada contra, cada um sabe o que é melhor para si – vão ouvir varias vezes aqui este comentário); num tempo em que algumas casas de motociclismo têm dificuldade em lidar com certos clientes ditos aborrecidos…, é muito bom saber que ainda existem “diabos” que se lançam à estrada de forma “nada católica” e que do outro lado da linha estão “anjos” para os “ampararem na queda”. 

Ah… sigam a Seanna Marie no Instagram (link). É capaz de valer a pena…

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Escape hoje acordou assim… #5


A Black Queen regressou à Motodiana em Évora para a habitual e programada revisão dos mil quilómetros. Nada a assinalar. Aproveitei ainda para montar os sidebars da Givi que encaixam à justa do lado direito da mota, junto à proteção do DCT. 

No mais…, foi mais um belo dia passado na Motodiana entre motas e motociclistas…, é de facto um tratamento muito diferente, especial, aquele que encontramos na Honda em Évora. 

Já agora…, no regresso, feito a meio da tarde sob a clássica canícula alentejana, deu para perceber que a Crosstourer DCT não padece da emissão de qualquer calor incomodo e desagradável para o condutor.

domingo, 14 de junho de 2015

Mas por que raio vais a Évora comprar uma mota?

A questão é recorrente. Em Évora? Porquê em Évora? Não há motos em Lisboa? Vais tão longe? Por que raio vais a Évora comprar uma mota…? – e, regra gera, não fica por aqu. Para os mais inquietos ou apressados eu respondo já: é tudo uma questão de paixão!

Como qualquer motociclista sabe, a escolha de uma mota nova não é tarefa fácil; quase tão difícil quanto essa escolha surge outra associada: onde comprar a nova mota escolhida? Este post não quer saber de responder à primeira questão. E à segunda vai responder da seguinte maneira.

Sábado, dia de Santo António, Feriado em Lisboa, Sete-Rios, nove e meia da manhã. Não me recordo quando terá sido a última vez que tinha andado num autocarro dito Expresso em Portugal. Expresso, e foi mesmo. Onze em ponto, chegava a Évora; minutos depois o José Caniço Nunes, decano motociclista apaixonado e um dos donos da Motodiana, dava-me boleia para a Motodiana.

Fiquei por ali, o resto da manhã, a ver equipamento, outras motas, espreitar relíquias na oficina, dar dois dedos de conversa com o simpático Manuel Gaiato - responsável pela oficina - e com outros motociclistas. Entretanto chegou a hora de almoço…, e não se vendem, muito menos compram, motos com a barriga vazia, certo? Pezinhos de Coentrada, feijoada e pão alentejano quentinho a sair do forno a lenha; migas, entrecosto e um tinto alentejano jovem e frutado; sericaia e um suave digestivo…, sei lá…, três horas de histórias de motas, motociclistas e motociclismo, histórias antigas, outras mais recentes e depois…, então sim, estava pronto para comprar, e o Caniço para vender, a CT DCT.  

Depois…, depois o motociclista sabe (e se não sebe devia saber) que não há nada melhor do que pegar numa mota nova e andar com ela durante umas dezenas de quilómetros. Não cabe na cabeça de nenhum motociclista possuir uma mota nova e…, guarda-la de imediato na garagem, certo? Comprar uma moto em Évora tem ainda esta grandiosa vantagem: há que trazê-la para casa sendo sempre possível optar pelo caminho mais longo dos possíveis. Foi o que fiz, com uma passagem em casa de bons amigos setubalenses para um abraço e mais uns brindes à nova máquina.

Que me perdoem os meus amigos “REVianos” mas…, se calhar “fora da bolha” é isto…, se calhar “cultura motociclistica” é isto, ou, vá lá, também é isto: amizade, paixão pelas motas e pelo motociclismo, uma boa mesa, um rico petisco.

Cerca de vinte horas depois de Lisboa ter saído, regressava. E a um par de quilómetros de casa, o céu desaba em pleno Junho. Choveu copiosamente, a fazer adaptar o ditado: mota nova molhada, moto nova abençoada. Numa palavra: por que raio vais a Évora comprar uma mota…? Repito, é tudo uma questão de paixão!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Mas vais a Évora fazer a revisão da mota porquê?

Já vos tinha contado aqui (link) o porquê da escolha de ir Évora comprar uma mota. E também aqui (link) já agora. Mas…, ir a Évora fazer uma revisão?

Riiiiiinnngg! Riiiiiinnngg! Riiiiiinnngg! Despertador às sete e meia da manhã de um sábado? Hãããã? Ahhhh! É verdade, hoje é dia de saltar da cama. Aquilo que poderia ser feito por obrigação – a quase sempre aborrecida deslocação à oficina para a necessária manutenção da mota – acaba por ser feito com prazer. Querem ler? Prometo ser rápido… 

Brooommmm…, num instante, despacho-me e já cruzo a Vasco da Gama rumo ao agora verdejante Alentejo. Com o cuidado devido para tentar não ser surpreendido pelos habituais radares da “prevenção rodoviária”, bem escondidos na N4 e na N114, chego à MOTODIANA onde me espera o José Caniço Nunes, e o seu eficiente pessoal, com uma bela cafezada. Ainda mal a CRF tinha feito o check in…, já me estavam a passar para a mão a chave daquela que seria hoje a minha “mota de substituição”. Boooommmm! Nada mais, nada menos do que a novíssima Honda GL1800 Gold Wing. 

Cerca de duas horas e meia depois, onde me entretive a descobrir a “Rainha da Suavidade” pelas margens do Alqueva – para ler em breve aqui no Escape – estava de regresso. Não para me ir embora mas sim para almoçar, àquele ritmo alentejano de que tanto gostamos, com o Caniço e outros motociclistas. Aproveitamos para por a conversa em torno das motas e das viagens em dia… 

Algures a meio da tarde seria tempo de regressar a Lisboa. Ou não. Aproveitando a presença de alguma família em Cabrela, uma fantástica aldeia alentejana onde quase ninguém vai, ali algures entre Montemor-o-Novo e Alcácer do Sal, juntei me para umas bochechas de porco estufadas, dois copos de tinto e outros tantos dedos de conversa pela noite dentro.

Mas vais a Évora fazer a revisão da mota porquê? Acho que ficou claro. Andei na minha mota, trataram dela com carinho, tive o enorme prazer de ser um dos primeiros motociclistas em Portugal - comunicação social inclusive - a conhecer a novíssima Honda GL1800 Gold Wing, petisquei, coloquei a conversa em dia e ainda estive com parte da família. Fácil! 

O regresso foi lento…, o dia tinha sido cheio!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Córdoba e Toledo por Estradas Nacionais (I)

Seguramente que há mais de vinte anos sonhava com esta voltinha. Incrivelmente, por este ou aquele motivo vinha sendo adiada, até ao final do passado mês de Fevereiro. Enfim, os astros alinharam-se, e a pequena “pausa” de carnaval foi a data escolhida. “Por estradas nacionais” foi apenas o tempero para passar mais tempo na estrada e tornar o passeio menos dispendioso. 

Por sorte, o tempo apresentou-se nesses dias algo frio mas seco. Passado o Tejo para sul, a N4 e a N114 levaram-me até Évora – tempo para uma cafezada, visitar a MOTODIANA que se apresenta de cara lavada, e dois dedos de conversa com os amigos alentejanos. Dali a N256 levou-me até Monsaraz, ao seu castelo e às margens do Guadiana. O almoço fez-se de um lauto cozido de grão na Adega Velha – bom, honesto mas nada de soberbo.

De barriguinha cheia, demasiado até, foi tempo de cruzar a fronteira e ser abraçado por umas, já nessa época, lindíssimas amendoeiras em flor. O caminho até Córdoba faz-se, maioritariamente, pela N-432. Tudo demasiado calmo, com um verde profundo deixado pelas intensas chuvas de inverno a emoldurar a viagem, apenas com alguma animação em forma de curvas rápidas já nos montes a norte deste primeiro destino. 

Córdoba revelou-se uma rica surpresa. Para além da monumentalidade reconhecida mundialmente, a cidade está cheia de movida (potenciada pela época carnavalesca), bons e acolhedores restaurantes com preços simpáticos. Naquele sábado não resisti a “tapas e cañitas” num local muito parecido com o Mercado Time Out em Lisboa…, e até um pezinho de dança se deu…, sinal que os quinhentos quilómetros na Honda CRF 1000L Africa Twin DCT não tinham deixado mossa. 

(Continua...)


domingo, 26 de março de 2017

Eu compro motas a quem as quer vender

Eu cá agora tenho uma Honda CRF 1000L Africa Twin DCT. Então mas, oh Pedro, tinhas comprado há pouco tempo uma Crossturer nova? 

Onde é que vocês ficaram, pá?!? Sim, tinha mas…, desde que “bati com a cabeça” e decidi desfazer-me da minha ST1100 (link) nunca mais tive sossego. Foi a VFR 1200X…, agora é a AT DCT, pelo meio já existiu uma Dominator, como podem ler por ai, e ainda existe a CB 750 e a pequena PCX - esta já está comigo desde Julho de 2013. 

Como não tenho parança, um destes dias liguei para a Bomcar. Quis saber se era possível trocar a minha nova AT DCT por uma nova, mas em segunda mão, BMW S1000XR. 

Sim, sim, possível é, disseram-me. Mas…, mas de forma nada surpreendente e apesar de eu ter alertado para que isso não acontecesse, os valores apresentados foram absolutamente patéticos. Mais uma vez não me quiseram vender uma BMW.., é assim desde…, 1997. Não estou a brincar. 

De facto, eu compro motas a quem as quer vender. Na MOTODIANA foi possível trocar a nova Crosstourer por uma AT a estrear. Sem dramas, sem desculpas, sem dificuldades. Apenas focados na solução e não no problema. E ainda com amizade e boa mesa alentejana. 

Por isso é que eu já disse ao meu amigo José Caniço Nunes. Quando voltar a haver Pan-European eu quero ficar com a primeira que ele vender em Portugal. A encomenda ainda não foi feita porque ainda não existe mota, nem existirá tão cedo. Mas pelo sim pelo não a pré-reserva já foi efectuada. Porque, sublinho, eu compro motas a quem as quer vender.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Honda Forza 125 à prova

Já tudo se disse sobre o que é a Honda Forza 125, já todos sabem o que é a Honda Forza 125. Obviamente, não faz qualquer sentido vir eu aqui dizer o mesmo, certo? Sim! 

O que ainda ninguém disse, por muito estranho que pareça - e desafio os meus queridíssimos leitores a consultarem o que por ai fora, física e virtualmente, se escreveu sobre a mota – foi: o que a Honda Forza 125 não é. 

A Honda Forza 125 não é, desde logo, uma Honda PCX 125, nem uma Honda PCX 125 melhorada, nem um a Honda PCX 125 diferente. A Honda Forza 125 não é uma Honda PCX 125, ponto final paragrafo. Não faz qualquer sentido comparar uma com a outra porque apesar de partilharem cilindradas iguais são, ainda que estranhamente para muitos, motociclos de segmentos completamente diferentes. Quem conduz a Honda Forza 125 depressa lhe encontra personalidade própria e alma única. Mesmo que nunca tenha contactado com uma Honda PCX 125, o motociclista depressa sente prazer, segurança e conforto ao rodar numa Honda Forza 125. 

Depois a Honda Forza 125 não é uma qualquer outra scooter GT que o mercado oferece. A scooter Honda Forza 125 não apresenta ruidos parvos, não tem elementos plásticos de fraca qualidade, não denota maus (nem péssimos) acabamentos, tudo é apresentado com aquela qualidade Honda que os conhecedores rapidamente distinguem. E distinguem tão bem que não compreendem por que diabo a Honda insiste em equipar motas suas com aquelas coisas de plástico mal-amanhado, marca IRC, à qual denomina pneus. 

E é, apenas, isto que vos tinha para dizer quanto à Honda Forza 125, porque, como disse, quanto ao que a Honda Forza 125 é, já todos os profissionais e amadores disseram o que tinham a dizer. 

Ainda assim…, devo, por ser verdade, dizer que provei não uma mas duas Honda Forza 125. A primeira em Évora (cortesia da MOTODIANA) num percurso marcadamente urbano, a segunda (cortesia LOPES & LOPES) nas belas estradas de Sintra em trajetos sinuosos mas também, um pouco, nas vias rápidas que circundam a bela serra. Os consumos rondaram pouco mais de três litros (media aos cem quilómetros) e…, bem…, esta segunda Forza tinha montado um escape Akrapovic com uma sonoridade absolutamente viciante.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Honda VFR1200X Crosstourer DCT à prova

Há dias assim. Em que somos triturados pela realidade. Eu aqui (link) a falar em estranhar e entranhar a propósito da Triumph Tiger Explorer 1200 e toma lá para as mãos uma Honda VFR1200X Crosstourer DCT, repito Double Clutch Transmission. 

Repito DCT, pois a transmissão de dupla embraiagem é o grande tema nesta mota. Já tinha experimentado esta pequena (enorme) revolução, aqui há uns anos na hibrida Integra. À época a sensação com que fiquei foi de que “a cena” era tipo Cola-Cao…, não era bom nem era mau. 

Mas…, lá está, uma coisa é ter um simples contacto com uma mota, leia-se “voltinha à rotunda um, dois e três”, coisa diversa é ter tempo para provar a mota durante o tempo suficiente para assimilar as suas verdadeiras características. 

Sobre o DCT o melhor que se pode dizer é muito simples: estou convencido que quem tem uma mota com esta peculiar transmissão, ao fim de algum tempo a única afirmação que produz é: “só estou arrependido de não ter uma mota assim há mais tempo!”. 

Claro que o sistema requer habituação, claro que durante quilómetros nos sentimos órfãos do selector de mudança de velocidade e da respectiva manete de embraiagem, todavia, neste admirável mundo novo, tudo começa a fazer sentido muito rapidamente. Uma boa dose de confiança nos engenheiros da Honda e na sua criação, ajudará a que esta adaptação seja mais rápida. 

Se o DCT fascina outros aspectos desiludiram. Desde logo, a iluminação proporcionada pelo farol dianteiro, quando dele verdadeiramente precisamos (de noite em estradas escuras). A mota provada também revelou, apesar de diferentes acertos na afinação as suspensões, algumas indesejáveis vibrações ao passageiro nomeadamente ao nível da pega. Este é um aspecto a não negligenciar para quem, como eu, deseja uma moto assim para palmilhar milhares de quilómetros 

No mais a Honda VFR1200X Crosstourer DCT é uma mota com excelente posição de condução, motor vivo e com um barulhar delicioso, travagem potente (até demasiado, requerendo habituação), confortável quanto baste e muito “handling” em modo curva contracurva. 

[A fechar alguns números: a Motodiana proporcionou-me mais de quinhentos quilómetros nesta DCT com uma média global de 6,6l./100Km. No regresso a Évora pela Ponte Vasco da Gama, N4 e N114 e num ritmo absolutamente normal de condução neste tipo de vias, a mota registou uns muito interessantes 5,5l./100Km.]
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