quinta-feira, 16 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Era uma vez uma Ducati 888
Tempo para falar um pouco do Lisboa MotoShow, tal como tinha sugerido aqui (link).
Missão: Pingüínos. Mil novecentos e noventa e três. Ou seria mil novecentos e noventa e quatro? Não me recordo. Sei que era Janeiro estava frio e tinha dormido, mais ou menos, ao relento nas ultimas três ou quatro noites. Repito, não me recordo…
Missão: Pingüínos. Mil novecentos e noventa e três. Ou seria mil novecentos e noventa e quatro? Não me recordo. Sei que era Janeiro estava frio e tinha dormido, mais ou menos, ao relento nas ultimas três ou quatro noites. Repito, não me recordo…
Mas recordo-me bem de quando o Miguel me passou os comandos da luminosa Ducati 888 para as mãos, algures perto da espanhola Ciudad Rodrigo. De repente parecia que tinha novamente oito ou nove anos e era noite de Véspera de Natal, ou de Dia de Reis já que estávamos no país do lado.
De Ciudad Rodrigo arranquei num ápice até à fronteira portuguesa. À época terão sido os vinte ou trinta quilómetros mais felizes da minha curta vida de motociclista. A posição de condução estupidamente agressiva contrastava com a aborrecida quietude da minha Yamaha XV 250 Virago; o ronco poderosíssimo do V-twin desmodrómico esmagava o som de chaleira do meu “V2zinho” japonês. O violento mas preciso safanão daquela transmissão italiana ridicularizava a desafinação da corrente do meu “piano”. Não era um sonho de adolescente. Não, eu abria gás até onde podia e sabia num míssil italiano vestido de vermelho garrido.
Depois dessa viagem raramente vi o Miguel. Reencontrei-o no surpreendente Moto Show lisboeta por duas vezes. Nas duas vezes que lá fui, na passada quinta e sexta-feira.
Verdade, fui lá por duas vezes. Reencontrei, entre outros, o Miguel, o Tó, o Marcos, o Paulo, o Luís, o Rui, o José. Com tanta conversa para colocar em dia, não tive tempo para ver mais do que duas ou três motas.
Foi, sem dúvida, o melhor Salão de motociclístico que Lisboa me proporcionou até hoje.
Ducati Multistrada 2015
Cento e sessenta cavalos (160 CV), cento e trinta e seis newton-metro (136 Nm); pelos números as motos da pós-modernidade impressionam.
Suspensões inteligentes, múltiplos modos de condução, soluções várias que tendem a colocar a borracha (mais e mais e mais) grudada ao chão seja em aceleração ou em travagem; as motos da pós-modernidade impressionam pela electrónica.
Tudo isto porque estive a ler ontem o que o Bruno Gomes escreveu na MOTOCICLISMO deste mês, sobre a nova Multistrada da Ducati, recentemente apresentada em Lanzarote.
Gostei tanto do que li que hoje tive de ir à procura de mais – desde logo imagens em movimento. E do mais que encontrei por essa Rede fora, deixo aqui este “full review” do sítio britânico Bike World que me parece ilustrar bem o que se terá passado lá na ilha espanhola.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Exposição de motivos
Considerando quase duas décadas e meia de diária circulação de mota.
Considerando que desde o nascimento da Blogosfera esta ideia andava por aqui a me importunar, como uma estrada retorcida e vazia numa limpa manhã de domingo de verão.
Considerando que, apesar do advento das demais redes sociais, a Blogos “é uma arma”.
Considerando as vastas dezenas de milhares de quilómetros ao sabor do vento, da chuva, do pó e de outros, mais ou menos, estranhos elementos.
Considerando a manifesta ausência de massa (cinzenta) critica que paira sobre os diferentes meios motociclisticos cá no nosso retângulo.
Considerando este país brutalmente abençoado, no que ao clima diz respeito, para o prazer da condução em duas rodas com motor a vários tempos.
Considerando que o prazer de conduzir uma mota já me proporcionou tanto mas tanto que tenho como dever moral retribuir de alguma forma.
Considerando que a escrita é um prazer tantas vezes negligenciado.
Considerando tantos outros fatores que nunca mais passaria do prefácio deste blogue.
Considerando ainda o sol, as estrelas, a lua, as ondas e as marés.
Considerando que me apetece.
Assim se dá pela primeira vez (quarta, em bom rigor) ao “kick start” desta máquina.
Uma beleza de Salão…
Na passada semana e durante quatro
dias algo colocou a cena motociclistica, principalmente a lisboeta, em alvoroço. O
Lisboa MotoShow foi um inegável sucesso e quem trabalhou para apostar numa
presença forte certamente não se terá arrependido [a foto veio aqui parar
surripiada da página de Facebook da Triumph Motorcycles Portugal].
Estranhamente, apesar de lá ter
passado duas noites não consegiu ver mais do que duas ou três motas. Tenho de tentar explicar isto melhor, mais tarde…
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Blogue pessoal (e passional) em modo curva contracurva
Blogue: do inglês “web” e “log”; “rede” e “registo de dados”; “registo de dados na Rede”, “diário da Rede”. Nada disto seria necessário…, hoje todos sabemos o que é um blogue.
Pessoal: que é próprio de cada pessoa. Subjectivo, portanto.
Passional: do latim “passionalis”; susceptível de paixão – sendo esta um afecto violento.
Modo: maneira de ser.
Curva: realidade semelhante a uma linha mas não necessariamente recta.
Contracurva: curva que termina em arco, tomando direcção oposta à deste.
Blogue pessoal (e passional) em modo curva contracurva. Ou seja: registo de dados na Rede, subjectivo e com enorme afecto, elaborado em linhas que seguem num determinado sentido e outras noutro.
Confuso? Nada confuso: vamos falar de motas, motociclistas, motociclismo. Só isso!
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