quinta-feira, 28 de maio de 2015

De Royal Enfield no Nepal

Nunca estive no Nepal. E, honestamente, nunca foi meu destino desejo. Pelo menos prioritário. Claro que não desdenharia fazer trekking no espantoso sopé dos himalaias, experimentar as agruras da montanha e da altitude, adormecer à sombra das mais longas sombra do mundo…, mas tal nunca constituiu uma prioridade na longa lista de “locais a ir…”. 

Nunca estive no Nepal nem na India nem no Butão. A região não só não me fascina por ai além, como tenho alguma dificuldade em compreender aqueles que se apaixonam loucamente por ela. Mais ainda, aqueles que nela optam por viajar de moto. Todavia, bem sei que possivelmente não compreendo porque não conheço, apenas. 

O viajante tem algumas ideias estranhas. Quando o viajante regressa julga ser de alguma forma seu o lugar que deixou para trás e onde foi feliz. Eu, por exemplo, quando vejo, nas imagens que a televisão insiste em nos meter dentro de casa, um local distante, que um dia amei, destruído por uma qualquer calamidade natural ou humana, fico com o coração - se não com a alma também - partido em mil bocadinhos. 

Penso imaginar o que terão sentido todos aqueles que um dia tiveram de deixar o Nepal para trás tendo perdido nessa fuga um pouco da sua alma, como recente devastador terramoto. 

Neste sentido, a homenagem que o José Bragança Pinheiro decidiu fazer ao Nepal e que aqui reproduzo é absolutamente espantosa. “Nepal: é ainda difícil para mim ver como ficou o país depois do terramoto. Esta reportagem pessoal é uma espécie de tributo. Espero que gostem e não desistam de viajar até lá. Agora, mais do que nunca, o Nepal precisa.”, escreve. 

Sugiro que ganhem algum tempo da vossa vida, parem, descansem e deliciem-se com estes excelentes textos e com as imagens belas que quase cortam a respiração.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Stelvio Concentração Internacional

Motociclista…, estás cheio de vontade de fazer quilómetros, não tens nada para fazer, tempo não te falta e dinheiro também não?

Sim, eu sei; toda esta equação junta será impossível para noventa e muitos por cento de nós. Mas, pelo que vou vendo por essas redes sociais fora, não de certeza para cem por cento.

Adiante, se se (mesmo assim, dois “ses”) inserem no resultado da equação anterior, então ponderem uma deslocação à 39ª Concentração Internacional de Sondalo - Passo dello Stelvio (link), a decorrer já no primeiro fim-de-semana do próximo mês de Julho.


Quem já esteve na região saberá da sua riqueza para mototurismo. Quem não esteve, não sabe o que perde. Quem nunca ouviu falar e ficou curioso, fica a dica para uma futura viagem na próxima temporada.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Atenção viajantes




Segundo a Solo Moto (link), a partir de 1 de Janeiro de 2016, todos os motociclistas que circulem em território francês, devem levar na sua moto, obrigatoriamente, um colete reflector homologado.


Mesmo não estando a pensar circular em França nos próximos tempos, habituemo-nos à ideia…, mais tarde ou mais cedo acabará por chegar até nós.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Uneasy rider


Nos últimos meses, a valorização do Dólar face a outras divisas, está a criar enormes desafios à icónica Harley-Davidson. Já com alguns dias mas, ainda assim manifestamente actual, este excelente artigo do The Economist explica como e porquê. Leitura recomendada (link)

domingo, 24 de maio de 2015

BMW Concept 101 revelada


A BMW apresentou nas margens do Lago Como a sua Concept 101, uma bagger de forte inspiração americana. Denominada Concept 101 por ser uma concept bike, usa o motor de seis cilindros em linha de 1649 cc das turísticas GT/GTL. A BMW contou com a colaboração de Roland Sands que , por um lado, contribuiu para o desenho final, por outro, fabricou ele mesmo algumas das peças da elegante criação germânica.

Motorcycle Surfing

Parece ser uma nova tendência, no cada vez mais vasto e ao mesmo tempo particularizado mundo das duas rodas motorizadas. Apesar do vídeo ser fantástico…, cuidado…, não façam isto em casa.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Atenção motociclistas...

Outros tempos...

Foi aprovado em Conselho de Ministros, ontem, quinta feira, o regime juridico da carta de condução por pontos, entrando em vigor a 1 de junho de 2016, ou seja, está previsto um periodo de adaptação de um ano. Saber mais (link). 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

BMW Motorrad Riding Experience (III)

Ao final da tarde, mesmo ao cair do pano…, surge a cereja no topo do bolo deste dia magnífico: a experiência em pista – tal como dizia no post anterior (link).

Fui aconselhado pelo coordenador do evento em pista, Marcos Leal, a optar pela S1000R, a super-naked de cento e sessenta cavalos…, a segunda mota de cento e sessenta cavalos que conduzia num espaço de poucas horas…, que festim, meus amigos!

E aqui…, bem aqui, tenho de ser honesto com quem me lê e, acima de tudo, comigo próprio: faltaram-me as unhas para tocar tremenda guitarra em tão digníssimo palco.
A experiência em pista revelou-se algo aterrador e sublime. É difícil, muito difícil conduzir uma besta de potência, um mastodonte de travagem, uma brutalidade de ciclística no ambiente adverso e desconhecido de uma pista de velocidade. Na volta efetuada o próximo possível dos escapes do instrutor Mário Sobral, tudo correu, digamos, normal, nas demais…, uma simples falha de centímetros numa trajetória, ou de metros numa travagem complicam determinante a eficácia em pista.

Estoril foi uma lição. Confirmei, no fundo, o que sempre me tinham dito: andar em pista não é para quem quer mas apenas para quem sabe ou está disposto a aprender.

Em suma…, correndo o risco de me repetir: quem aceitou o convite da BMW para o seu Motorrad Riding Experience na pista do Estoril, viveu um dia pleno de motos e motociclismo. Um evento que soube, de forma casual agora mesmo, correu muito bem à organização – sem quedas a registar tanto em pista como em estrada…, um evento sem paralelo entre nós que só pode (e deve) ser elogiado.


Termino aqui esta “saga” precisamente com o turno de pista em que tive oportunidade de participar – sublinhando ainda assim que as imagens não são minhas.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

BMW Motorrad Riding Experience (II)

Não querendo fazer deste dia uma never ending story, devo cumprir o prometido aqui (link).

Como disse, ao início da tarde foi tempo para a “road exprience”. Uma já seria bom, duas – devido a ausência de última hora de um outro inscrito – foi excelente. E nesta “road exprience” tínhamos oportunidade de percorrer algumas das fantásticas estradas que beijam a apaixonante Serra de Sintra, num percurso com cerca de quarenta e cinco minutos.

A minha primeira escolha foi para a K16100GT. Nunca tinha conduzido o topo de gama da marca da hélice e era com gigante expectativa que esperava este momento.

Depois da habitual e necessário primeiro contacto estático com a moto, foi com uma indiscritível sensação de familiaridade que arranquei com este monstro…, “credo, esta mota sempre terá sido minha?!?”

Apesar do seu porte imperial, a K1600GT não oferece dificuldades a uma rapidíssima adaptação, aos motociclistas mais experientes, pelo menos aos habituados a viajar em “primeira classe”. A panóplia digital, com destaque para as sumptuosas suspensões eletrónicas, deslumbra “ab inicio”. Assim que em andamento a manobrabilidade choca e espanta pela tamanha simplicidade. O peso depressa deixa de ser um problema, passando a ser parte da solução, contribuindo para uma estabilidade digna de rainha do asfalto. Desgostei apenas do motor, ou melhor, da forma como nos oferece os cento e sessenta cavalos. Todavia admito, sem questão, que tal se deve à minha enorme empatia pelos motores em V – melhor, à forma como estes nos oferecem a distribuição da potência e, sobretudo, do binário, face aos cilindros em linha. Adorei. Sem favor, a K1600GT é uma moto, por certo, fantástica para ir ali almoçar ao Hermitage ou passar o fim-de-semana a Budapeste – não, não estou de todo a exagerar.

A minha primeira escolha foi para a K1600GT, dizia-vos. Primeira e única. Depois desta tive oportunidade de voltar a fazer o mesmo percurso – sempre na sombra da liderança perfeita do instrutor António Gomes – na F800GS Adventure. Num ápice…, perdi quatro cilindros, 800 centímetros cúbicos e muitos quilos de peso. Terei ganho algo com tanta perca? Não posso (devo) colocar a questão desta forma. A F800GS Adventure revelou-se simples, rápida, muito bem a travar, a curvar e a sair disto tudo com grande eficácia. Impressionou-me particularmente um momento: aquando da rápida troca nas suspensões eletrónicas do modo “normal” para “sport”, a moto imediatamente se agarra com mais, e mais, firmeza ao asfalto sintrense. Não é fácil tecer um juízo objectivo acerca desta F800GS Adventure quando nos encontramos num forçado comparativo desta com uma K1600GT. De facto, a enorme roda dianteira, por vezes, não ajuda no comportamento, mas também não será por ai que a escolha terá de cair quando procuramos uma moto leve e versátil. Infelizmente, não foi possível uma, ainda que pequena, experiência fora do asfalto.

Ao final da tarde, mesmo ao cair do pano…, surge a cereja no topo do bolo deste dia magnífico: a experiência em pista.

Oh, meu Deus…, já não será hoje que encerro este capítulo. Prometo que vai valer a pena esperar mais um pouco pelo último capitulo desta história...

[Obrigado Ricardo Infante Neves - motociclista (já) de longa data, pela foto da "oitocentos"]

O Escape hoje acordou assim… #4


Revisão dos 20K (vinte mil quilómetros) feita logo de manhã pela fresquinha – literalmente. Que é como quem diz: acabou a rodagem da pequena PCX. Finalmente, já posso dar gaz a fundo… [sorrio…].

terça-feira, 19 de maio de 2015

Aqui está a anti-PCX

A Yamaha apresentou aquela que pretende combater o domínio do segmento das scooters de 125cc, detido actualmente pela Honda PCX. 

Monocilíndrico de quatro válvulas, peso 127 Kg., consumos na casa dos 2,19 L/100 - valor muito próximo do consumo anunciado para a Honda PCX. ABS de série, duplo amortecedor traseiro e iluminação por LED. 

Com chegada prevista aos concessionários já para o final de Junho. Falta apenas conhecer o preço... 

Interessante?

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