Acho que…, jamais, em tempo algum, um motociclista compreendeu esta canção. “Under neon loneliness motorcycle emptiness”, uns rifs de guitarra orelhudos e nem sei bem mais o quê fizeram, há décadas, algum sucesso, entre muitos; nunca entre motociclistas. “All we want from you are the kicks you've given us”, cantam, como se isto fizesse algum sentido. Embora, certo é, que ninguém saiba se a pop alguma vez fez sentido…
terça-feira, 16 de junho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Estudo sobre o Mototurismo em Portugal
Já há algum tempo que a revista TREVL nos anda a solicitar, enquanto mototuristas, a colaboração neste inquérito; serve o mesmo o propósito de integrar uma tese académica, sobre a temática do mototurismo - a primeira do género em Portugal - a ser desenvolvida por Telma de Brito Beato, em parceria com a revista.
Se é mototurista e português, aqui está então a sua oportunidade de fazer justiça à tão afamada camaradagem motociclista, preenchendo e divulgando este inquérito a todos os seus amigos e mototuristas conhecidos.
Não custa nada, apenas alguns minutos e, com sorte, ainda podem ganhar uma assinatura anual da revista.
Podem encontrar o inquérito aqui (link).
domingo, 14 de junho de 2015
Mas por que raio vais a Évora comprar uma mota?
A questão é recorrente. Em Évora? Porquê em Évora? Não
há motos em Lisboa? Vais tão longe? Por que raio vais a Évora comprar uma
mota…? – e, regra gera, não fica por aqu. Para os mais inquietos ou apressados eu respondo já: é
tudo uma questão de paixão!
Como qualquer motociclista sabe, a escolha de uma mota
nova não é tarefa fácil; quase tão difícil quanto essa escolha surge outra
associada: onde comprar a nova mota escolhida? Este post não quer saber de
responder à primeira questão. E à segunda vai responder da seguinte maneira.
Sábado, dia de Santo António, Feriado em Lisboa,
Sete-Rios, nove e meia da manhã. Não me recordo quando terá sido a última vez
que tinha andado num autocarro dito Expresso em Portugal. Expresso, e foi
mesmo. Onze em ponto, chegava a Évora; minutos depois o José Caniço Nunes,
decano motociclista apaixonado e um dos donos da Motodiana, dava-me boleia para
a Motodiana.
Fiquei por ali, o resto da manhã, a ver equipamento,
outras motas, espreitar relíquias na oficina, dar dois dedos de conversa com o
simpático Manuel Gaiato - responsável pela oficina - e com outros
motociclistas. Entretanto chegou a hora de almoço…, e não se vendem, muito
menos compram, motos com a barriga vazia, certo? Pezinhos de Coentrada,
feijoada e pão alentejano quentinho a sair do forno a lenha; migas, entrecosto
e um tinto alentejano jovem e frutado; sericaia e um suave digestivo…, sei lá…,
três horas de histórias de motas, motociclistas e motociclismo, histórias
antigas, outras mais recentes e depois…, então sim, estava pronto para comprar,
e o Caniço para vender, a CT DCT.
Depois…, depois o motociclista sabe (e se não sebe
devia saber) que não há nada melhor do que pegar numa mota nova e andar com ela
durante umas dezenas de quilómetros. Não cabe na cabeça de nenhum motociclista
possuir uma mota nova e…, guarda-la de imediato na garagem, certo? Comprar uma
moto em Évora tem ainda esta grandiosa vantagem: há que trazê-la para casa
sendo sempre possível optar pelo caminho mais longo dos possíveis. Foi o que
fiz, com uma passagem em casa de bons amigos setubalenses para um abraço e mais
uns brindes à nova máquina.
Que me perdoem os meus amigos “REVianos” mas…, se
calhar “fora da bolha” é isto…, se calhar “cultura motociclistica” é isto, ou,
vá lá, também é isto: amizade, paixão pelas motas e pelo motociclismo, uma boa
mesa, um rico petisco.
Cerca de vinte horas depois de Lisboa ter saído, regressava.
E a um par de quilómetros de casa, o céu desaba em pleno Junho. Choveu
copiosamente, a fazer adaptar o ditado: mota nova molhada, moto nova abençoada.
Numa palavra: por que raio vais a Évora comprar uma mota…? Repito, é tudo uma
questão de paixão!
sábado, 13 de junho de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Sabe quais são as sete motas de série mais caras da história?
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| Em 1992 a Honda surpreende com esta NR 750; a custar cerca de 50.000€ à época, hoje para conseguir uma poderá ser preciso "investir" o dobro das notas... |
A Honda RC213V-S apresenta-se como a mota de série mais cara de todo o sempre. No entanto, ao longo da história do motociclismo, encontramos outros exemplos de motas com preços acessíveis a uma pequena minoria.
Aqui (link), a excelente revista MOTOCICLISMO espanhola responde à nossa questão.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Honda RC213V-S o nascimento de um mito
A RC231V-S já nasce endeusada. É a moto de produção -
alguma vez construída - mais parecida com aquilo que nos dias de hoje os
pilotos conduzem em pista, naquele que é o expoente máximo das corridas de
velocidade: o motoGP. Isto mesmo sublinharam Marc Marquez e Dani Pedrosa, pilotos
oficiais Honda. Segundo eles, tudo na Honda RC213V-S lhes faz lembrar as
suas máquinas de pista.
Deixo-vos a conferência de imprensa de hoje na Catalunha (link), onde a Honda apresentou a RC213V-S. Não é todos os dias que temos o privilégio de assistir ao nascimento de um mito…
572752
Quinhentos e setenta e dois mil setecentos e cinquenta e dois quilómetros, que mota será esta que chegou a tal proveta idade, questionava eu aqui (link).
Há motos assim que nos convocam a ideias estranhas: qual será a primeira memória que tenho desta máquina?
Acho que a primeira vez que terei visto esta moto foi nas páginas da revista Motojornal, numa viagem que o “Nestinho” fez com amigos seus a Marrocos e que inspirou muitos de nós, à época novatos mototuristas, a rumar a Sul. Isto terá sido há mais de vinte anos, eu, provavelmente, ou ainda andaria de “cinquentinha” ou teria uma Yamaha XV Virago 250.
Certo é que passadas mais de duas décadas o Ernesto Brochado, conhecido motociclista da invicta e de Portugal inteiro, ainda conserva a sua maquina germânica. Suponho que será a moto com mais quilometragem que ainda rola por ai, cá no retângulo. E, se as motas falassem, esta teria muita, muitas histórias para contar!
Parabéns ao Ernesto e à sua gloriosa BMW K75!
quarta-feira, 10 de junho de 2015
terça-feira, 9 de junho de 2015
No TT de BMW ao rubro
É sabido como o tempo hoje em dia passa rápido; este vídeo já tem uns dias…, na verdade ainda se mede em dezenas de horas, julgo. Não é novo na Rede, portanto; mas não deixa, ainda assim, de ser impressionante.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Povo enlatado quando será que irá acordar para a vida?
Esta semana comprei a revista Time Out, edição Lisboa. A Time Out já fez parte das minhas leituras assíduas, hoje não. Mas o tema de capa, “Segredos da Caparica”, fez-me sorrir. Adoro conhecer segredos de um dos meus locais favoritos do planeta. Sim, para quem sabe, a Caparica pode ser épica.
Num artigo intitulado “aqui vou eu cheio de pica”, oferece-nos logo desde o inicio, supostas dicas de como ir, no verão, para a Caparica. De carro, de comboio, de autocarro, de ferry, de bicicleta…; uppss…, cheio de pica, no verão, para a Caparica de carro, transportes públicos ou a pedalar?
Agora a serio…, como é possível no verão do ano da graça de 2015, tentar convencer as pessoas a ir (e voltar) para a Caparica enlatadas ou à força de pedal?
Como é possível uma revista que, supostamente, reconhece e define tendências, não se aperceber que todas aquelas formas de um ser humano se deslocar para a praia preferida dos lisboetas estão profundamente erradas, sendo possível fazê-lo de forma mais óbvia, eficaz, económica, bem-disposta, gira, simples e socialmente responsável?
Salvo situações particulares (os miúdos, os mais velhos, os doentes) só existe uma forma aceitável de um lisboeta se deslocar para os banhos frios da outra banda: de mota! De mota, em sentido lacto. De mota, de scooter, de “vespa”, de “vespinha ou vespão”, de veículo de duas rodas com motor auxiliar seja qual for a sua cilindrada.
Já eu, repito o que disse aqui (link): “para nós, motociclistas, é terrivelmente estranho como ano após ano, verão após verão, nos cruzamos com as mesmíssimas pessoas - pelo menos assim nos parece ser – ali, horas e horas fechadas dentro das latas primeiro para chegar, depois para partir, por fim para atravessar a Ponte”.
A Time Out, num artigo de oito paginas com mais imagem do que texto, parece ter tirado ela própria um desconto de tempo. No fundo, só dá razão aos que afirmam: o pior dos cortes dessa malfadada crise, foi o corte no tempo para pensar.
domingo, 7 de junho de 2015
Yamaha NMAX 125 a anti-PCX está mesmo a chegar
Como aqui ficou dito (link) a Yamaha NMAX 125 – apresentada por estes dias em Lisboa – virá equipada com monocilíndrico de quatro válvulas, ABS de série, duplo amortecedor traseiro e iluminação por LED. O peso será de 127 Kg. O depósito de combustível de 6,6 litros.
Sabemos agora que o preço andará abaixo dos três mil euros (2945€).
Fica desde claro dois aspectos. Por um lado, o domínio da excelente pequena máquina da Honda encontra-se agora ameaçado; por outro, a Honda terá de melhorar ainda mais a sua PCX caso queira manter a hegemonia.
Tudo boas noticias, portanto.
Yamaha NMAX 125 from RigorTest on Vimeo.
[Agradeço ao Domingo Janeiro o vídeo surripiado, podem
encontrar aqui (link) mais informação e imagens desta neófita NMAX]
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