quarta-feira, 24 de junho de 2015

Centésimo post

Uffff.., o Escape anda estafado…, como bem sabe quem os tem ou já teve, alimentar um blogue nem sempre é fácil; muito menos um blogue sobre uma realidade tão específica como motas, motociclistas e motociclismo. Se dias há que assunto não falta, outros são marcados pela escassez de novidades. E o verão está ai… 

Todavia, ainda não é hoje que este Escape fica sem o seu ronco diário. Mais a mais…, sendo esta uma “gasada” especial. A centésima “gasada”! Sem modéstia: parabéns a nós!! 

E para comemorar este momento especial, nada melhor que uma lista (uma lista é uma lista, certo?) das melhores cem estradas europeias (link). Para sonhar, ou um pouco mais do que isso.

terça-feira, 23 de junho de 2015

“Quem viaja acrescenta à vida”

Alguns juram ser um antigo proverbio árabe; outros dizem ser apenas uma ideia fruto da mitologia urbana. Quem viaja acrescenta à vida…, certo é que é bem certo. 

Teorizar sobre a ideia de viagem é fácil. Qualquer especialista em generalidades o fará com sucesso. Particularmente, gosto daquela ideia que dita ter a viagem três partes. Um antes, um durante e um depois. Antes, durante e depois, tudo é, no fundo, viagem.

O Antes pode começar semanas, meses ou até anos antes da viagem propriamente dita. O durante é uma evidência, não carece de demonstração. Já o depois pode ser vivenciado de muitas maneiras diferentes. Para além do durante, aprecio muito o antes. Estar no antes é o meu estado permanente quando não estou no durante. Não aprecio por ai além o depois.

Caso ainda não tenham percebido, este Escape encontra-se em modo “antes”. É um “antes” não com semanas ou meses mas sim anos, vários anos para ser honesto. Um “antes” intermitente, obviamente, pois pelo meio outros antes, durante e depois se sobrepuseram a este “antes”. 

Um “antes” em elevado momentum…, quase, quase a tornar-se no “durante” tão desejado. E será um “durante” com um “depois” muito especial. Fiquem atentos. Vai ser giro…

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Wheels & Waves 2015

Definitivamente…, algo que tem de entrar na minha bússola, para um futuro muito em breve…

domingo, 21 de junho de 2015

O Escape perdeu a cabeça, ou nem tanto…


Leve, confortável, ergonómico e silencioso. Na minha opinião, bonito; lindo, mesmo. Já era tempo de oferecer à minha cabeça a proteção devida; e foi esta a minha escolha. As diferenças para o meu anterior casco são tantas e tão profundas que nem faz qualquer tipo de sentido estar aqui com comparações mais ou menos desagradáveis. Schuberth C3 PRO..., comprado na Moto Ponto.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Bikers (1950-1959)

Esta semana fez furor por essa Rede fora um pequeno vídeo que mostrava uma jovem família, supostamente, a fazer férias numa Lambretta equipada com…, uma caravana associada (link).

A origem do vídeo é o sumptuoso arquivo da British Pathé (link), produtora de pequenos noticiários, cinemagazines e documentários de 1910 a 1970, fundada por Charles Pathé ele próprio um dos pioneiros da sétima arte.

Não é difícil encontrar curiosidades nos arquivos da British Pathé. Deixo-vos esta: Bikers (1950-1959), um pequeno ensaio com imagens “onboard” daquilo que um dia foram as agora denominadas “action cameras” – lamentavelmente o filme não apresenta som.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

DOC The Greasy Hands Preachers

"The Greasy Hands Preachers” é um documentário, apresentado no último Festival de Cinema de San Sebastian, que nos faz mergulhar na nova onda de personalização de motas.

Filmado em “Super 16”, conduz o espectador por todo o mundo com paragens em França, EUA, Escócia, Espanha e Indonésia, dando-nos a observar o trabalho feito por construtores de grande referência como Shinya Kimura, Deus Ex Machina, Blitz Motorcycles, Roland Sands e o El Solitario.

“The Greasy Hands Preachers” encontra-se disponível para aluguer e descarga através do Vimeo (link) e oferece-nos cerca de hora e meia de “do it yourself. 

Para quando uma projecção em Sala…?



quarta-feira, 17 de junho de 2015

Comparativo improvável

O que dizer quando uma revista, neste caso a Motorcyclist Magazine, junta: BMW R1200RT contra Honda CTX1300 deluxe contra Suzuki 650 ABS contra Yamaha Super Ténére ES, num touring test, repito, touring test? “Fora da bolha”, como diz o outro ou…, algo mais?


Não sei responder. No entanto, convido-vos a passarem por aqui (link) e lerem algo diferente e estimulante, desde logo porque só posso concordar com uma das conclusões ali vertidas (traduzo livremente): “as duas rodas tecnologicamente sofisticadas de hoje foram especializadas quase a um ponto de se tornarem irreconhecíveis, contudo elas mantêm uma importante ligação ao passado: com a atitude certa e sensibilidade aventureira, você pode viajar, visitar ou apenas fugir em quase qualquer coisa. Até numa scooter”.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Motorcycle emptiness, o quê?


Acho que…, jamais, em tempo algum, um motociclista compreendeu esta canção. “Under neon loneliness motorcycle emptiness”, uns rifs de guitarra orelhudos e nem sei bem mais o quê fizeram, há décadas, algum sucesso, entre muitos; nunca entre motociclistas. “All we want from you are the kicks you've given us”, cantam, como se isto fizesse algum sentido. Embora, certo é, que ninguém saiba se a pop alguma vez fez sentido…

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Estudo sobre o Mototurismo em Portugal

Já há algum tempo que a revista TREVL nos anda a solicitar, enquanto mototuristas, a colaboração neste inquérito; serve o mesmo o propósito de integrar uma tese académica, sobre a temática do mototurismo - a primeira do género em Portugal - a ser desenvolvida por Telma de Brito Beato, em parceria com a revista. 

Se é mototurista e português, aqui está então a sua oportunidade de fazer justiça à tão afamada camaradagem motociclista, preenchendo e divulgando este inquérito a todos os seus amigos e mototuristas conhecidos.

Não custa nada, apenas alguns minutos e, com sorte, ainda podem ganhar uma assinatura anual da revista. 

Podem encontrar o inquérito aqui (link).

domingo, 14 de junho de 2015

Mas por que raio vais a Évora comprar uma mota?

A questão é recorrente. Em Évora? Porquê em Évora? Não há motos em Lisboa? Vais tão longe? Por que raio vais a Évora comprar uma mota…? – e, regra gera, não fica por aqu. Para os mais inquietos ou apressados eu respondo já: é tudo uma questão de paixão!

Como qualquer motociclista sabe, a escolha de uma mota nova não é tarefa fácil; quase tão difícil quanto essa escolha surge outra associada: onde comprar a nova mota escolhida? Este post não quer saber de responder à primeira questão. E à segunda vai responder da seguinte maneira.

Sábado, dia de Santo António, Feriado em Lisboa, Sete-Rios, nove e meia da manhã. Não me recordo quando terá sido a última vez que tinha andado num autocarro dito Expresso em Portugal. Expresso, e foi mesmo. Onze em ponto, chegava a Évora; minutos depois o José Caniço Nunes, decano motociclista apaixonado e um dos donos da Motodiana, dava-me boleia para a Motodiana.

Fiquei por ali, o resto da manhã, a ver equipamento, outras motas, espreitar relíquias na oficina, dar dois dedos de conversa com o simpático Manuel Gaiato - responsável pela oficina - e com outros motociclistas. Entretanto chegou a hora de almoço…, e não se vendem, muito menos compram, motos com a barriga vazia, certo? Pezinhos de Coentrada, feijoada e pão alentejano quentinho a sair do forno a lenha; migas, entrecosto e um tinto alentejano jovem e frutado; sericaia e um suave digestivo…, sei lá…, três horas de histórias de motas, motociclistas e motociclismo, histórias antigas, outras mais recentes e depois…, então sim, estava pronto para comprar, e o Caniço para vender, a CT DCT.  

Depois…, depois o motociclista sabe (e se não sebe devia saber) que não há nada melhor do que pegar numa mota nova e andar com ela durante umas dezenas de quilómetros. Não cabe na cabeça de nenhum motociclista possuir uma mota nova e…, guarda-la de imediato na garagem, certo? Comprar uma moto em Évora tem ainda esta grandiosa vantagem: há que trazê-la para casa sendo sempre possível optar pelo caminho mais longo dos possíveis. Foi o que fiz, com uma passagem em casa de bons amigos setubalenses para um abraço e mais uns brindes à nova máquina.

Que me perdoem os meus amigos “REVianos” mas…, se calhar “fora da bolha” é isto…, se calhar “cultura motociclistica” é isto, ou, vá lá, também é isto: amizade, paixão pelas motas e pelo motociclismo, uma boa mesa, um rico petisco.

Cerca de vinte horas depois de Lisboa ter saído, regressava. E a um par de quilómetros de casa, o céu desaba em pleno Junho. Choveu copiosamente, a fazer adaptar o ditado: mota nova molhada, moto nova abençoada. Numa palavra: por que raio vais a Évora comprar uma mota…? Repito, é tudo uma questão de paixão!

O Escape possui um brinquedo novo...

…e deseja dizer algumas (muitas) coisas sobre o dia de ontem, passado entre motas, petiscos, mais motas, mais petiscos, amizade e boa onda [mas o post ficará para mais logo].

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