terça-feira, 8 de setembro de 2015

Comparativo ou almocito na Margem Sul?

Gostei dos destaques da Motojornal que está em banca. Turismo Veloce, outra sensual MV Agusta; resumo da matéria dada quanto à icónica GSX-R, o que é sempre boa ideia e um comparativo com algumas das motas do momento.

Como facilmente se entende pelo título deste post, é sobre o comparativo que vos desejo falar. Indo directo ao assunto…, são doze paginas onde pouco mais encontramos do que a descrição das motas, sobretudo as suas ajudas eletrónicas à condução, chegando ao ponto de se repetir no texto principal muito daquilo que vai dito em “caixa”. 

Ok, tudo muito bem, todos sabemos da penúria em que a comunicação social vive, particularmente as revistas de motas. Mas…, bolas caro amigo Vitor Martins…, não se pede aqui medições exaustivas ou colocar as motas em banco de ensaio – tudo tarefas que demoram tempo, e tempo é dinheiro. Pede-se aqui, um número, pelo menos um numero objetivo que resulte do denominado comparativo. Repito…, irra…, é que nem os consumos da “voltinha” são apresentados com um número concreto. 

Mais…, estando presente no trabalho “O” verdeiro motociclista experiente do nosso país, podiam ter pedido ao Tó-Manel algo simples do tipo…, “oh Tó, tu que tens uma vida inteira a andar de mota, ordena ai estas de um a quatro para a gente dizer aos nossos leitores qual a que gostaste mais….”. 

O Vitor Martins termina o seu texto escrevendo, podemos “escolher qualquer uma delas de olhos fechados, que saímos muito bem servido”. Oh meu Deus…, que resultado do “comparativo" é este? Isso já nós sabíamos Vitor, se calhar era escusado ter comprado a revista, não? 

Sabem o que eu acho…, ou melhoramos todos um bocadinho ou então vamos acabar todos a concordar com aqueles que dizem numa qualquer Rede Social: as revistas de motas em Portugal não fazem comparativos mas sim almocitos entre colegas e amigos!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Uma besta de carga

Os mais atentos certamente recordar-se-ão de quando aqui (link) falei do “antes, “durante” e “depois” de uma viagem. É então tempo do tal “depois” muito especial de que vos falei, com a MOTOCICLISMO a cristalizar em papel e digitalmente essa viagem. Aos poucos irei ainda reciclar por aqui no Escape esse conjunto de textos, tentando ilustra-los com algumas das fotos que não foram publicadas em revista. 

E começo por aquele que fez “correr alguns zeros e ums” num grupo de utilizadores da Crosstourer no Facebook. 

Isto não é mais um teste; isto é realidade. A mota aqui utilizada é Honda Crosstourer DCT nova com pouco mais de mil quilómetros. A VFRX1200 ficou famosa por perder todos (cito de cor) os comparativos onde entrou. Sete mil e quatrocentos quilómetros depois compreendo. A maxi-trail da Honda não é excelente em nada mas, sublinho, é muito boa em variadíssimos aspetos. O conforto para uma viagem assim fica aquém do desejável, a autonomia também não é a melhor para uma viagem destas e, sobretudo, o motor desilude na alta montanha a dois (pesados) e com carga no limite - com cerca de quinhentos quilos em ordem de marcha, a segunda velocidade apresenta-se demasiado longa nas mágicas estradas com ganchos. Mas, como disse, há aspetos irrepreensíveis. Com tanto peso a ciclística apresenta sempre um comportamento eficaz mesmo quando é necessário travar um pouco mais além do desejável ou corrigir uma determinada trajetória. Mas, onde esta besta de carga brilha, é no fabuloso DCT; o sistema de dupla embraiagem desenvolvido pela Honda é o futuro presente e torna uma viagem assim ainda mais divertida. O consumo foi de 5,8 l/100 km dinamitando assim a ideia muito popular de que a “Crosstourer gasta muito”. 

Eu aceito que quando alguém compra algo pense ainda que ingenuamente ser tal coisa perfeita. Pois, lamento desiludir-vos: como deveriam saber, raramente é assim! 

É absolutamente assustador a total ausência de espirito crítico de alguns – para não lhe chamar coisa mais feia. Num texto carregado de referências elogiosas à Crosstourer a “língua foi tocar lá onde o dente doi”. Pois quem tem uma Crosstourer e acha que tem a melhor e mais perfeita mota do mundo desengane-se. Sugiro que poupe umas massas, carregue a mota bem carregada, arraste-se pelas autoestradas ibéricas e francesas e chegue enfim aos Alpes. Ai carregue-a ainda mais e vá subir acima dos dois mil e muitos metros durante quinze dias. Depois…, bem depois venha-me então dizer o que é e quanto vale a “perfeita” Crosstourer que os malandros dos jornalistas vendidos à marca da hélice se fartam de dizer mal.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Motociclistas de todo o mundo: às bancas!





Ai está Setembro. E com ele mais uma edição da MOTOCICLISMO. Desta vez, como já vos tinha sublinhado aqui – link), com a minha pequena contribuição. É um orgulho, pois claro.

Apesar de já estar em banca pelo menos desde a passada sexta-feira, confesso que ainda não tive ocasião de ler com olhos de ver a revista que encerra o verão. Assim de repente parece-me mais uma edição muito equilibrada com destaque para duas das motas mais entusiasmantes dos nossos dias, o comparativo entre a desafiadora da actual líder Honda PCX 125 e um Escape de “duas semanas nas melhores estradas da Europa”.


É de comprar, pah! 

domingo, 30 de agosto de 2015

Ao Mário a ao Carlos…

Depois das férias este Escape optou por barulhar ao soluços durante o a gosto (não é gralha) que agora declina. É tempo de voltar num regresso que se deseja forte.

Durante este verão a Cultura Motociclistica ficou irremediavelmente mais pobre. É tempo deste Escape prestar a devida vénia a dois queridos motociclistas da cena lisboeta.

O Mário e o Carlos não eram propriamente amigos meus. Se o Carlos já conhecia há algumas décadas, o Mário era alguém que só tive o prazer de conhecer há alguns meses.

O Mário sempre revelou uma simpatia intrínseca e lembro-me bem de uma das primeiras vezes que falámos, numa conhecida tertúlia motociclistica da Linha. Era um um entusiasta do Motociclismo e da Vida e sempre revelou um carinho surpreendente até com este, ainda, neófito blogue.

Um entusiasta do Motociclismo era também o Carlos. Ainda há umas semanas tive o enorme prazer de ser seu cliente e, mais importante de tudo, falámos como se não tivessem passado duas décadas desde a última vez que nos tínhamos encontrado enquanto relação comercial.

É pacífico. O Mário e o Carlos eram duas excelentes pessoas. Daquelas que pura e simplesmente nos recusamos a acreditar no seu desaparecimento quando sabemos da triste notícia.

Para além disso, e pelo que já ficou dito, sendo a Cultura do Motociclismo em Portugal algo parca, está hoje muito mais pobre. Porque se a Natureza é tudo o que está ai, tudo o que nos é oferecido, a Cultura a ela se opõem, sendo esta a criação Humana. E quer o Mário que o Carlos ajudaram, de que maneira, a ainda recente Cultura Motociclista em Portugal a crescer.


Fica, enfim, prestada a devida homenagem com as palavras que ainda não vi escritas em lado nenhum: Mário e Carlos, a Cultura Motociclista portuguesa vos agradece. Até sempre!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Faleceu Juan Garriga


Juan Garriga, fabuloso piloto da Ducados-Yamaha no mundial de velocidade no final dos anos oitenta (250cc) e início dos noventa (500cc), faleceu ontem na Catalunha. A notícia da sua morte passou despercebida por cá mas em Espanha não o esquecem. O Marca (link), por exemplo, conta-nos de forma breve os últimos anos algo trágicos do magnífico piloto catalão.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O pesadelo

A derradeira palermice no auge da época dela. 

Qual o resultado? Break the internet! É o que este clip está a fazer, tal a dimensão da infeção que o espalha.

Meus amigos. Isto até pode ser muito original e engraçadinho mas…, é um absoluto pesadelo. Especialmente para quem como eu gosta de fazer umas ondas e umas curvas. 

Se por um lado, já me estou a imaginar a ser consecutivamente dropinado durante uma matinal de ondas perfeitas no inverno de Carcavelos, por outro, à velocidade com que imita tudo o que vê, já estou a ver a BMW a colocar umas pás de dimensões generosas na sua K 1600GTL Exclusive, “obrigando” assim os seus fanáticos clientes a fazer Lisboa-Nova York ou Lisboa-Fortaleza só para ir tomar um cafezinho… 

O Horror!

[ler com a boa disposição própria da época, por favor – obrigado.] 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Duas semanas no Paraíso




“As melhores estradas dos Alpes passadas a pente fino com um único propósito: o prazer da condução”. É desta forma que a MOTOCICLISMO anuncia para a Próxima Edição algo especial, digo eu…


Eu cá se fosse a vocês não me ia esquecer de comprar a edição de Setembro e já agora, como Agosto deve ser a gosto, sirvam-se da revista deste més; da apresentação da nova Africa Twin ao comparativo das motas do momento (BMW S1000XR Vs. Ducati Multistrada 1200S), da entrevista a Miguel Oliveira a mais uma excelente “Fuga Lenta”, motivos não faltam para uma leitura entre mergulhos quentes e salgados.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Velhas maneiras

Nas estradas cada vez mais sinuosas das Redes Socias cruzo-me com este texto absolutamente delicioso. É um pedaço de puro espirito motociclístico e mototurístico de antanho. Imagino…, tenho a certeza para ser honesto, que cultura motociclista e “fora da bolha” é isto. Muito isto – como agora se diz.

Os meus sinceros agradecimentos ao Nuno Solla Lacerda (que em boa verdade nem sequer conheço) por ter, muito simpaticamente, permitido aqui no Escape a sua publicação; bem como da fantástica imagem, de uma apaixonante Jawa 350, que ilustra as suas magnificas palavras.

"Esta foi uma das minhas motas com o qual fiz uns milhares de quilómetros, muitos deles com pendura e numa época em que não havia assistência em viagem; em que os cabos de embraiagem partiam consecutivamente; uns eram até presos com serra-cabos. Não havia Top Cases nem assentos de gel e muito menos aquecidos. A bateria não era de Gel nem de 12v. As luzes aproximava-se da luminosidade de uma candeia a petróleo e cintilavam ao ralenti.

Esta mota não tinha autolube (n.d.r. estamos, portanto, a falar de uma maquina a dois tempos); a mistura era feita por mim para ter a certeza da qualidade do óleo usado. Guardava o óleo debaixo do assento em pequenas garrafas de shampoo, que eram a medida certa para um depósito de dez litros.

Eramos obrigados a saber um pouco de mecânica, pois de outra forma não se “sobrevivia” na estrada. As velas encharcavam, havia platinados, apalpa-folgas e o escape pingava óleo mal queimado.

E à noite, nas discotecas, roubavam os cachimbos, especialmente se fossem NGK. No meu caso, para me proteger dos ladrões, muitos deles meus amigos, besuntava-o com massa consistente; mas preventivamente tinha sempre um sobressalente."

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Limpinho limpinho

Outra metáfora com “à bola” cá do burgo. É incontornável, mesmo em tempo do chamado defeso. Adiante.

Hoje trago duas notícias. Pelo menos para mim foram notícias.

A Auto Santa Marta, ou pelo menos aquilo que restava do que anteriormente chamávamos Auto Santa Marta fechou. Todas as motas que tive anteriormente tiveram, de uma ou outra forma, contacto com a Auto Santa Marta. Há vinte anos, pelo menos, era do melhor que podíamos encontrar na região de Lisboa no que ao tratamento, digamos, cosmético havia para motas. Lavagens com carinho, pneus sempre prontos a serem por nós consumidos, um serviço farto mais ou menos simpático e eficiente.

Fechou! E agora, onde conseguir aquela lavagem para colocar de novo a nossa mota com aspecto de nova? Coloquei a questão nas Redes Sociais e a resposta não sendo unanime foi perentória: Motocenter.

Fui desde logo muito bem recebido na Motocenter; explicaram-me o conceito, mostraram-me a casa, fiz a marcação. No dia e hora marcados, lá depositei a Crosstourer que mais parecia um misto de repositório de lixos vários e de necrópole de invertebrados egípcios de tempos bíblicos.

O resultado é o que está na imagem: mota impecavelmente limpa, houve inclusive o cuidado de desmontar o vidro no sentido de limpar de forma eficaz a dita necrópole, a um preço absolutamente justo. Ainda houve o cuidado de verificar pressão dos pneus, níveis e estado das pastilhas de travão.


A Auto Santa Marta morreu! Longa vida à Motocenter!! 

domingo, 26 de julho de 2015

O Escape voltou

O Escape voltou. Em bom rigor já regressou há alguns dias. Mas só agora é possível reativar o blogue. 

O Escape voltou. Voltou de uma incursão mototuristica pelo sumptuoso asfalto alpino. Voltou de malas carregadas de memórias, sentidos cheios e aprimorados pelas vivências. Cheiinho de histórias para contar. Mas tudo tem o seu tempo. Estamos à beira de Agosto, auge da silly season para uns, mês que tudo acontece para outros. 

Vai ser, portanto, um regresso aos bocadinhos. Até porque parte do tempo livre que me resta será para lavrar o tal “depois muito especial” de que aqui (link) vos falei. 

Ficam, para já alguns números. Mais de sete mil e quatrocentos quilómetros de asfalto em dezasseis dias, com a Crosstourer a indicar uma extraordinária média de 5.8 litros de gasolina gasta aos cem quilómetros.

É colocar o capacete e as demais proteções. O Escape voltou…

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Quase, quase em modo “durante”

Antes, durante e depois. De certa forma uma viagem é composta por três partes, como tentei expor aqui (link). 

O longo e distinto momento do “antes” está terrivelmente a aproximar-se do fim; e, como quase sempre nestas ocasiões, damos conta da quantidade de coisas que ainda temos para fazer, preparar ou mesmo deixar resolvidas. Já para não falar nos mais ou menos pequenos imprevistos que surgem sempre fora de horas. Por outras palavras, este é aquele momento “tou lixado com efe”. 

Estes Escape, das autoestradas da Rede, vai arrefecer de forma inversamente proporcional ao aquecimento do escape real. Arrefecer não significa necessariamente que a chama se apague totalmente. 

Santo Agostinho, um dos nossos mais dignos pensadores de todos os tempos, terá deixado escrito: “o Mundo é um livro e quem não viaja lê apenas uma página”. Convido-vos a irem passando por cá e na página de Facebook do Escape (link). Sempre que possível tentarei deixar uma ou outra imagem; uma ou outra página, nas palavras de Santo Agostinho, deste livro que se aproxima de leitura magnífica.
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