Como é sabido, a edição de Setembro da MOTOCICLISMO traz consigo a minha recente passagem pelos Alpes. Uma viagem de emoções, e muito mais. A MOTOCICLISMO está também disponível em formato digital. Podem fazer o download para iOS ou android aqui (link).
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Quanto custa uma viagem assim?
Snack..., deixo-vos mais um pedaço da minha viagem alpina. Desta feita custos, aquele tema doloroso.
Cada qual come o que quer e dorme onde quer. Como tal este será sempre um aspeto subjetivo. Nesta viagem a tenda foi abandonada e trocada pelo muito prático e económico recurso ao Airbnb (link) – um sítio que permite às pessoas alugar parte ou a totalidade da sua casa (de Jerusalém a Melbourne já usei o Airbnb um pouco por todo o mundo e só tenho boas e económicas experiências).
A gasolina assume-se como uma fatia importante dos custos; como tal deve ser comprada com critério. Em Espanha coloquei a mais barata (1,259€) numa autoestrada italiana a mais cara (1,786€). Isto é mais de meio euro de diferença por litro. Num depósito da Crosstourer representa mais de dez euros de diferença. Fica assim claro a importância de utilizar critérios de economia e eficiência na compra do “ouro líquido”.
Atenção ainda às portagens. Alguns exemplos: as autoestradas entre Tarbes (perto de Pau) e Milão custam cerca de setenta euros – só de Nice a Milão são pouco mais de vinte euros. O Túnel de Fréjus, com cerca de doze quilómetros, fica por quase trinta euros.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Comparativo ou almocito na Margem Sul?
Gostei dos destaques da Motojornal que está em banca. Turismo Veloce, outra sensual MV Agusta; resumo da matéria dada quanto à icónica GSX-R, o que é sempre boa ideia e um comparativo com algumas das motas do momento.
Como facilmente se entende pelo título deste post, é sobre o comparativo que vos desejo falar. Indo directo ao assunto…, são doze paginas onde pouco mais encontramos do que a descrição das motas, sobretudo as suas ajudas eletrónicas à condução, chegando ao ponto de se repetir no texto principal muito daquilo que vai dito em “caixa”.
Ok, tudo muito bem, todos sabemos da penúria em que a comunicação social vive, particularmente as revistas de motas. Mas…, bolas caro amigo Vitor Martins…, não se pede aqui medições exaustivas ou colocar as motas em banco de ensaio – tudo tarefas que demoram tempo, e tempo é dinheiro. Pede-se aqui, um número, pelo menos um numero objetivo que resulte do denominado comparativo. Repito…, irra…, é que nem os consumos da “voltinha” são apresentados com um número concreto.
Mais…, estando presente no trabalho “O” verdeiro motociclista experiente do nosso país, podiam ter pedido ao Tó-Manel algo simples do tipo…, “oh Tó, tu que tens uma vida inteira a andar de mota, ordena ai estas de um a quatro para a gente dizer aos nossos leitores qual a que gostaste mais….”.
O Vitor Martins termina o seu texto escrevendo, podemos “escolher qualquer uma delas de olhos fechados, que saímos muito bem servido”. Oh meu Deus…, que resultado do “comparativo" é este? Isso já nós sabíamos Vitor, se calhar era escusado ter comprado a revista, não?
Sabem o que eu acho…, ou melhoramos todos um bocadinho ou então vamos acabar todos a concordar com aqueles que dizem numa qualquer Rede Social: as revistas de motas em Portugal não fazem comparativos mas sim almocitos entre colegas e amigos!
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Uma besta de carga
Os mais atentos certamente recordar-se-ão de quando aqui (link) falei do “antes, “durante” e “depois” de uma viagem. É então tempo do tal “depois” muito especial de que vos falei, com a MOTOCICLISMO a cristalizar em papel e digitalmente essa viagem.
Aos poucos irei ainda reciclar por aqui no Escape esse conjunto de textos, tentando ilustra-los com algumas das fotos que não foram publicadas em revista.
E começo por aquele que fez “correr alguns zeros e ums” num grupo de utilizadores da Crosstourer no Facebook.
Isto não é mais um teste; isto é realidade. A mota aqui utilizada é Honda Crosstourer DCT nova com pouco mais de mil quilómetros. A VFRX1200 ficou famosa por perder todos (cito de cor) os comparativos onde entrou. Sete mil e quatrocentos quilómetros depois compreendo. A maxi-trail da Honda não é excelente em nada mas, sublinho, é muito boa em variadíssimos aspetos. O conforto para uma viagem assim fica aquém do desejável, a autonomia também não é a melhor para uma viagem destas e, sobretudo, o motor desilude na alta montanha a dois (pesados) e com carga no limite - com cerca de quinhentos quilos em ordem de marcha, a segunda velocidade apresenta-se demasiado longa nas mágicas estradas com ganchos. Mas, como disse, há aspetos irrepreensíveis. Com tanto peso a ciclística apresenta sempre um comportamento eficaz mesmo quando é necessário travar um pouco mais além do desejável ou corrigir uma determinada trajetória. Mas, onde esta besta de carga brilha, é no fabuloso DCT; o sistema de dupla embraiagem desenvolvido pela Honda é o futuro presente e torna uma viagem assim ainda mais divertida. O consumo foi de 5,8 l/100 km dinamitando assim a ideia muito popular de que a “Crosstourer gasta muito”.
Eu aceito que quando alguém compra algo pense ainda que ingenuamente ser tal coisa perfeita. Pois, lamento desiludir-vos: como deveriam saber, raramente é assim!
É absolutamente assustador a total ausência de espirito crítico de alguns – para não lhe chamar coisa mais feia. Num texto carregado de referências elogiosas à Crosstourer a “língua foi tocar lá onde o dente doi”. Pois quem tem uma Crosstourer e acha que tem a melhor e mais perfeita mota do mundo desengane-se. Sugiro que poupe umas massas, carregue a mota bem carregada, arraste-se pelas autoestradas ibéricas e francesas e chegue enfim aos Alpes. Ai carregue-a ainda mais e vá subir acima dos dois mil e muitos metros durante quinze dias. Depois…, bem depois venha-me então dizer o que é e quanto vale a “perfeita” Crosstourer que os malandros dos jornalistas vendidos à marca da hélice se fartam de dizer mal.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Motociclistas de todo o mundo: às bancas!
Ai está Setembro. E com ele mais uma
edição da MOTOCICLISMO. Desta vez, como já vos tinha sublinhado aqui – link),
com a minha pequena contribuição. É um orgulho, pois claro.
Apesar de já estar em banca pelo menos
desde a passada sexta-feira, confesso que ainda não tive ocasião de ler com
olhos de ver a revista que encerra o verão. Assim de repente parece-me mais uma
edição muito equilibrada com destaque para duas das motas mais entusiasmantes dos
nossos dias, o comparativo entre a desafiadora da actual líder Honda PCX
125 e um Escape de “duas semanas nas melhores estradas da Europa”.
É de comprar, pah!
domingo, 30 de agosto de 2015
Ao Mário a ao Carlos…
Depois das férias este Escape optou por
barulhar ao soluços durante o a gosto (não é gralha) que agora declina. É tempo
de voltar num regresso que se deseja forte.
Durante este verão a Cultura Motociclistica
ficou irremediavelmente mais pobre. É tempo deste Escape prestar a devida vénia
a dois queridos motociclistas da cena lisboeta.
O Mário e o Carlos não eram propriamente
amigos meus. Se o Carlos já conhecia há algumas décadas, o Mário era alguém que
só tive o prazer de conhecer há alguns meses.
O Mário sempre revelou uma simpatia intrínseca
e lembro-me bem de uma das primeiras vezes que falámos, numa conhecida tertúlia
motociclistica da Linha. Era um um entusiasta do Motociclismo e da Vida e
sempre revelou um carinho surpreendente até com este, ainda, neófito blogue.
Um entusiasta do Motociclismo era também
o Carlos. Ainda há umas semanas tive o enorme prazer de ser seu cliente e, mais
importante de tudo, falámos como se não tivessem passado duas décadas desde a última
vez que nos tínhamos encontrado enquanto relação comercial.
É pacífico. O Mário e o Carlos eram duas
excelentes pessoas. Daquelas que pura e simplesmente nos recusamos a acreditar
no seu desaparecimento quando sabemos da triste notícia.
Para além disso, e pelo que já ficou
dito, sendo a Cultura do Motociclismo em Portugal algo parca, está hoje muito
mais pobre. Porque se a Natureza é tudo o que está ai, tudo o que nos é
oferecido, a Cultura a ela se opõem, sendo esta a criação Humana. E quer o
Mário que o Carlos ajudaram, de que maneira, a ainda recente Cultura
Motociclista em Portugal a crescer.
Fica, enfim, prestada a devida homenagem
com as palavras que ainda não vi escritas em lado nenhum: Mário e Carlos, a
Cultura Motociclista portuguesa vos agradece. Até sempre!
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Faleceu Juan Garriga
Juan Garriga, fabuloso piloto da Ducados-Yamaha no mundial de velocidade no final dos anos oitenta (250cc) e início dos noventa (500cc), faleceu ontem na Catalunha. A notícia da sua morte passou despercebida por cá mas em Espanha não o esquecem. O Marca (link), por exemplo, conta-nos de forma breve os últimos anos algo trágicos do magnífico piloto catalão.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
O pesadelo
A derradeira palermice no auge da época dela.
Qual o resultado? Break the internet! É o que este clip está a fazer, tal a dimensão da infeção que o espalha.
Meus amigos. Isto até pode ser muito original e engraçadinho mas…, é um absoluto pesadelo. Especialmente para quem como eu gosta de fazer umas ondas e umas curvas.
Se por um lado, já me estou a imaginar a ser consecutivamente dropinado durante uma matinal de ondas perfeitas no inverno de Carcavelos, por outro, à velocidade com que imita tudo o que vê, já estou a ver a BMW a colocar umas pás de dimensões generosas na sua K 1600GTL Exclusive, “obrigando” assim os seus fanáticos clientes a fazer Lisboa-Nova York ou Lisboa-Fortaleza só para ir tomar um cafezinho…
O Horror!
[ler com a boa disposição
própria da época, por favor – obrigado.]
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Duas semanas no Paraíso
“As melhores estradas dos Alpes passadas a pente fino com um único propósito: o prazer da condução”. É desta forma que a MOTOCICLISMO anuncia para a Próxima Edição algo especial, digo eu…
Eu cá se fosse a vocês não me ia
esquecer de comprar a edição de Setembro e já agora, como Agosto deve ser a
gosto, sirvam-se da revista deste més; da apresentação da nova Africa Twin ao
comparativo das motas do momento (BMW S1000XR Vs. Ducati Multistrada 1200S), da
entrevista a Miguel Oliveira a mais uma excelente “Fuga Lenta”, motivos não
faltam para uma leitura entre mergulhos quentes e salgados.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Velhas maneiras
Nas estradas cada vez mais sinuosas das
Redes Socias cruzo-me com este texto absolutamente delicioso. É um pedaço de
puro espirito motociclístico e mototurístico de antanho. Imagino…, tenho a
certeza para ser honesto, que cultura motociclista e “fora da bolha” é isto.
Muito isto – como agora se diz.
Os meus sinceros agradecimentos ao Nuno
Solla Lacerda (que em boa verdade nem sequer conheço) por ter, muito
simpaticamente, permitido aqui no Escape a sua publicação; bem como da fantástica
imagem, de uma apaixonante Jawa 350, que ilustra as suas magnificas palavras.
"Esta foi uma das minhas motas com o qual
fiz uns milhares de quilómetros, muitos deles com pendura e numa época em que
não havia assistência em viagem; em que os cabos de embraiagem partiam
consecutivamente; uns eram até presos com serra-cabos. Não havia Top Cases nem
assentos de gel e muito menos aquecidos. A bateria não era de Gel nem de 12v.
As luzes aproximava-se da luminosidade de uma candeia a petróleo e cintilavam ao ralenti.
Esta mota não tinha autolube (n.d.r. estamos, portanto, a falar de uma maquina a dois tempos); a mistura era feita por mim para ter a certeza da qualidade do óleo usado. Guardava o óleo debaixo do assento em pequenas garrafas de shampoo, que eram a medida certa para um depósito de dez litros.
Eramos obrigados a saber um pouco de mecânica, pois de outra forma não se “sobrevivia” na estrada. As velas encharcavam, havia platinados, apalpa-folgas e o escape pingava óleo mal queimado.
E à noite,
nas discotecas, roubavam os cachimbos, especialmente se fossem NGK. No meu
caso, para me proteger dos ladrões, muitos deles meus amigos, besuntava-o com
massa consistente; mas preventivamente tinha sempre um sobressalente."
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Limpinho limpinho
Outra metáfora com “à bola” cá do burgo.
É incontornável, mesmo em tempo do chamado defeso. Adiante.
Hoje trago duas notícias. Pelo menos para
mim foram notícias.
A Auto Santa Marta, ou pelo menos aquilo
que restava do que anteriormente chamávamos Auto Santa Marta fechou. Todas as
motas que tive anteriormente tiveram, de uma ou outra forma, contacto com a
Auto Santa Marta. Há vinte anos, pelo menos, era do melhor que podíamos encontrar
na região de Lisboa no que ao tratamento, digamos, cosmético havia para motas.
Lavagens com carinho, pneus sempre prontos a serem por nós consumidos, um
serviço farto mais ou menos simpático e eficiente.
Fechou! E agora, onde conseguir aquela
lavagem para colocar de novo a nossa mota com aspecto de nova? Coloquei a
questão nas Redes Sociais e a resposta não sendo unanime foi perentória:
Motocenter.
Fui desde logo muito bem recebido na
Motocenter; explicaram-me o conceito, mostraram-me a casa, fiz a marcação. No
dia e hora marcados, lá depositei a Crosstourer que mais parecia um misto de
repositório de lixos vários e de necrópole de invertebrados egípcios de tempos bíblicos.
O resultado é o que está na imagem: mota
impecavelmente limpa, houve inclusive o cuidado de desmontar o vidro no sentido
de limpar de forma eficaz a dita necrópole, a um preço absolutamente justo.
Ainda houve o cuidado de verificar pressão dos pneus, níveis e estado das
pastilhas de travão.
A Auto Santa Marta morreu! Longa vida à
Motocenter!!
domingo, 26 de julho de 2015
O Escape voltou
O Escape voltou. Em bom rigor já regressou há alguns dias. Mas só agora é possível reativar o blogue.
O Escape voltou. Voltou de uma incursão mototuristica pelo sumptuoso asfalto alpino. Voltou de malas carregadas de memórias, sentidos cheios e aprimorados pelas vivências. Cheiinho de histórias para contar. Mas tudo tem o seu tempo. Estamos à beira de Agosto, auge da silly season para uns, mês que tudo acontece para outros.
Vai ser, portanto, um regresso aos bocadinhos. Até porque parte do tempo livre que me resta será para lavrar o tal “depois muito especial” de que aqui (link) vos falei.
Ficam, para já alguns números. Mais de sete mil e quatrocentos quilómetros de asfalto em dezasseis dias, com a Crosstourer a indicar uma extraordinária média de 5.8 litros de gasolina gasta aos cem quilómetros.
É colocar o capacete e as demais proteções. O Escape voltou…
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