quarta-feira, 6 de abril de 2016
domingo, 3 de abril de 2016
“Portanto, eu não sei fazer nada disto”
![]() |
| O que é isto oh Cager?!? Ah..., ok..., estamos conversados... |
Ponto prévio, eu pertenço a uma geração de motociclistas que foi “formada” em doses mais ou menos iguais – a ordem dos factores é arbitrária - por: outros motociclistas mais velhos e vividos, conversas de café com os amigos que se iam fazendo e tinham a mesma paixão que nós, imprensa especializada.
Havia o Tó, o Nuno, o João; a Delta, a Evian a Mexicana e a Vela Latina; os jornalistas que escreviam na MotoJornal e mais tarde na MOTOCICLISMO, pessoas com rosto assinando o que escreviam com o seu nome. Facilmente se compreende que nesse tempo não havia computadores pessoais, internet e muito menos nicknames.
Vamos ao que interessa. Já por diversas vezes tinha tropeçado nalguns vídeos mais ou menos cómicos de um fulano a andar de moto e a falar ao mesmo tempo. A propósito da nova Africa Twin, voltei-me a cruzar com um vídeo desse camarda. Começo a ver o vídeo em causa, denominado “Africa Twin Review Offroad e Testdrive” (link) e ao fim de cerca de um minuto oiço aquela voz dizer alto e bom som: “portanto, eu não sei fazer nada disto”.
Parem as máquinas! Mas que raio…, estou eu aqui a perder o meu rico e santíssimo tempo – o vídeo tem quase trinta minutos – a ver algo feito por uma pessoa que logo no início grita: “eu não sei fazer nada disto”! Ok…, ao menos o rapaz é honesto…! Finalmente, interessei-me pelo tal “Cager on Two Wheels”.
Sejamos claros…, não faço a menor ideia quem será o tal Cager. E se existe um Cager qualquer que quer fazer aquilo por mim tudo muito bem. Sou um liberal. Haja liberdade. Liberdade até para a parvoíce.
O pior é o resto. E o resto é um individuo que diz nos comentários desse vídeo: “Belo vídeo, muito bom mesmo!”. E outro: “Cager será que podia um dia destes fazer uma review e um test drive da suzuki gsxr 600?” Mau…, vou à página FB do tal Cager e aparece ainda outro: “Cager, o que pensas da Scooter da Yamaha NMax para fazer a IC19?”.
Oh meu Deus…, então esta gente…, estes “motociclistas” andam a elogiar e pedir conselhos a um outro motociclista que afirma sem pudor no seu “trabalho” “eu não sei fazer nada disto”? Há aqui algo de tremendamente errado. Perigoso, até.
Cada um faz o que quer e espalha na Web o que bem deseja – exemplo disso mesmo é este Escape. Mas cuidado com o que consumimos! Haja espirito crítico. O Cager até é um rapaz honesto, ele assume que não sabe fazer nada daquilo. E aquilo é algo a que ele chama “Review” e Testdrive”.
Nuno, Evian e velhinha MotoJornal…, saudades vossas. Muitas!
sábado, 2 de abril de 2016
quinta-feira, 31 de março de 2016
Honda CRF 1000L Africa Twin à prova
Contacto, teste, ensaio e prova. Entre profissionais e amadores tudo isto já foi efectuado à exaustão por todos. Não tenho pois a presunção de acrescentar nada de novo ao tema.
Relembrando o que entendo como contacto, teste, ensaio e prova (link) não posso, no entanto, fugir ao tema.
Já que estava no LOPES & LOPES para efectuar a verificação extraordinária da transmissão final da minha Crosstourer, aproveitei para provar a mais recente “namoradinha” do motociclista (aqui na versão base com ABS e vidro alto).
O que fui eu fazer…
A nova AT é um caso serio. A aceitação e adesão à mota é tal que leva os mais experientes nisto de vender motas afirmarem: “nunca vi uma coisa assim”. Compreende-se perfeitamente “esta febre” ao conduzir a mota.
Ainda com ela parada, facilmente reconhecemos que a Honda se esmerou na nova edição desta Clássica. O ar esguio e adelgaçado sugere desde logo que houve cuidado especial no equilíbrio do conjunto. Os detalhes induzem qualidade. Todo o conjunto denota harmonia.
Equilíbrio, qualidade e harmonia. Caracteristicas que rapidamente comprovamos com a mota em andamento. Facilidade de utilização. Motor ágil. Travagem equilibrada de rápida adaptação. Suspensões eficazes. Tudo fácil. Tudo muito “handling”. Tudo muito, muito, divertido – mesmo no pequeno percurso feito fora de alcatrão.
Equilíbrio, qualidade e harmonia. Caracteristicas que rapidamente comprovamos com a mota em andamento. Facilidade de utilização. Motor ágil. Travagem equilibrada de rápida adaptação. Suspensões eficazes. Tudo fácil. Tudo muito “handling”. Tudo muito, muito, divertido – mesmo no pequeno percurso feito fora de alcatrão.
É facílimo compreender o sucesso instantâneo da Honda CRF 1000L Africa Twin. A Honda acertou em cheio – como só ela sabe quando quer? – no conjunto. E realizou uma mota “para todos” - o que, como sabemos, não é nada fácil. De facto, a marca da asa dourada vai, facilmente, conseguir agradar a quem agora chega às grandes cilindradas vindo de categorias de aprendizagem bem como aos mais experientes que por uma ou outra razão desejam uma clássica renovada.
Mais subjectivamente ainda, permitam-me renovar o desabafo…, o que fui eu fazer…
Grazie Mille…, vinte anos de Valentino Rossi no Mundial
31 de março de 1996, Malásia, velho circuito de Shah Alam. Um jovem piloto italiano que tinha chamado a si a atenção nos campeonatos de iniciação por onde tinha passado, vai arrancar para a sua primeira prova no Mundial. Nascia uma lenda. Uma lenda viva. Uma lenda que passados vinte anos ainda luta por vitorias e campeonatos.
Grazie Mille Valentino por estes vinte anos gloriosos!
quarta-feira, 30 de março de 2016
Honda reforça aposta no motor DCT
É sabido que a marca da asa dourada mantem e reforça a sua aposta no motor de dupla embraiagem. Prova disso é a nova CRF1000L Africa Twin onde o sistema surge revisto e melhorado. Sistema esse que está a surpreender até os mais exigentes motociclistas.
A mim não me surpreende que o sistema esteja a agradar os alvos da Honda com a nova Africa Twin. O que me surpreende é o cepticismo (e até algum gozo pueril) que o sistema provoca noutros motociclistas.
Não sou seguramente o único surpreso, as gentes da Honda certamente que também o estarão. Dai terem agora lançado um sítio web (link) onde se explica e promove o fantástico Dual Clutch Transmission (DCT).
Num momento em que até alguns motociclistas adeptos de outras marcas - com os adeptos da marca da hélice à cabeça, a suspirarem por uma solução idêntica nas motos da marca bávara – começam a olhar para o DCT com outros olhos, o reforço da aposta da Honda faz todo o sentido. Pois nunca será possível amar algo sem o conhecermos.
terça-feira, 29 de março de 2016
Sem perder o entusiamo…
As palavras são importantes. E não foi seguramente ao acaso que puxei as palavras do velho Sir aqui para o canto superior direito, logo abaixo do cabeçalho. O sucesso é isto mesmo: “ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo".
Este Escape decepciona-me neste novo ano. Novo? Pois… Aliás, quem tem decepcionado este Escape sou eu próprio, o seu escriba. Confuso?
Trocos para a indispensável gasosa que faça mover o “quatro tempos” não têm escasseado…, que é como quem diz, motivos de interesse para fazer este blogue viver até estão ai de sobra. Tem faltado, sobretudo, disciplina para colocar o motor em marcha. E neste momento, Winston Churchill coloca o seu capacete e calça as suas luvas.
Chega disto, tempo de voltar a “dar ao kick” e pôr este o Escape a roncar.
![]() |
| Fosse Winston Churchil motociclista e teria, certamente, gostado de lutar pela Liberdade aos comandos deste velha Norton |
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Este Dakar não existiu
É demais! Tanta trapalhada circense acaba de matar a prova deste ano. O episódio de hoje é apenas o epílogo da pior edição da Maratona das Maratonas, logo a seguir aquele ano fatídico em que a prova terminou ainda antes de partir da nossa Lisboa.
As palavras não são minhas mas sim de Luís Carlos Sousa (publicadas numa rede social), motociclista e tal como eu, amante e espectador atento da grande prova. Reproduzo-as porque não posso concordar mais com elas….
“A etapa de hoje do Dakar foi dada como terminada ao CP2... não, espera, afinal foi no CP1. O Price ganha por 14 minutos, não, afinal é por 7... mas parece que com a coisa do CP1 o Price só ganharia 3 minutos ao Paulo, que desistiu mas afinal pode continuar. Mas este vai levar 15 minutos de penalização por troca de motor. Mas, espera! Afinal vão atribuir um tempo "de grupo". Que tempo? Mas afinal como é que fica? Não sei. Nem eles sabem. O que eu sei é que quando o Dakar deste ano teve finalmente uma etapa à Dakar, e não uma baja mal parida, decidiram... que não conta! E aqueles que, pelos seus dotes no rally raid (e não por saberem apenas abrir punho de gás colado, que para isso há outras modalidades), conseguiram superar as dificuldades... acabaram por ver o seu esforço desperdiçado, e ganham o mesmo que aqueles que não aguentaram a pedalada. Alguém falou em corrida mais dura do Mundo? Deixem-me rir...”.
Depois disto e de todas as pantominas orquestradas na primeira semana, a ASO acaba de matar a prova na América do Sul.
No fundo…, se calhar era mesmo esse o objetivo…
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Dakar quinta etapa
Para encontrar maior surpresa no Dakar deste ano do que o Rui Porto Nunes só olhando para a prova que Loeb está a fazer nas quatro rodas! Sim..., o rapaz é o maior e a sua escrita criativa e colorida remete os cinzentos textos dos meus amigos barbudos jornalistas para os confins da classificação geral...
"A ASO andou a corrigir tempos desde o início do DAKAR. A última vez que "vi" tal coisa foi em 1974 na Vuelta, e o Agostinho perdeu a prova por 11 segundos para um Espanhol. Já ouviram falar na Cronobandeira?
Bem, chegámos à Bolívia. Segunda parte da etapa maratona, e toda ela disputada a mais de 3500 metros de altitude.
Um dia propício a muitas dores de cabeça, que o diga o Adrien Van Beveren.
Ontem o Joan Barreda Bort voltou a ser penalizado por excesso de velocidade. Amigo, conheço quem tenha ficado sem carta por muito menos!
Hoje foi a vez das KTM, mas a verdade é que a Honda continua a liderar, e fala Português. Grande Paulo "Speedy" Gonçalves, PARABÉNS!
O Toby Price ganhou e já está só a 1 minutos e 47 segundos da liderança. Ou muito me engano ou a esta hora está a ter explicações com o "Mestre" Marc Coma sobre: "Como abrir a pista e ganhar tempo aos adversários."
O Antoine Meo diz que não quer voltar a aparecer na minha "Crónica-ò-Novela", portanto hoje ficou em 2º e já está em 7º. Grande corrida!
O Dakar agora é na América do Sul, temos de respeitar. O Dakar agora não tem areia, tem lama, temos de respeitar. O primeiro homem da KTM é Eslovaco, temos de respeitar!
Viram o Matthias Walkner? Aquilo hoje é que deve ter sido aproveitar o peso em todas as descidas. Como dizia o outro: "Anda gordooooo!"
Bolívia? Kevin Benavides? #FIM
Viram o presente que o Ruben Faria recebeu do Toby Price? Eu já o avisei para não aceitar coisas de estranhos. Ah... São da mesma equipa! Não são? Ehpaaaa... decidam-se!
Cada vez que oiço Pablo Quintanilla só me vêm à cabeça: "Pablo, Pablito Aimar, que a glória voltará, como o Eusébio e o Rui Costa, outro 10 imortal".
E o Alain Duclos? Fecha o TOP 10 numa Sherco. #LOL #EuAvisei
Falei com o nosso amigo Hélder Rodrigues, diz que os testes à nova mota continuam a correr muito bem.
Para mim amanhã é o primeiro grande dia do "The Modified Rally Dakar". É dia de surpresas (ou não!)."
Subscrever:
Mensagens (Atom)










