segunda-feira, 9 de maio de 2016

Motociclismo de paróquia

Liberdade e equilíbrio..., princípios básicos do motociclismo
Todos aqueles que fizeram a sua formação enquanto motociclistas, no final dos oitentas, princípio dos noventa, cresceram, tal como eu, num contexto de escassez e de proximidade. 

Por um lado escassez; escassez de motas, escassez de motociclistas e escassez de motociclismo. Por outro lado, proximidade; proximidade das poucas motas que existiam, proximidade entre aqueles que partilhavam a mesma paixão e na forma como ela se revelava. 

Naquele tempo, por exemplo, bastavam os dedos de uma mão para contar os moto clubes ao redor da Região de Lisboa. Esperávamos meses pelo próximo encontro ou evento e o acesso à informação era avidamente partilhado entre todos, nem que fosse o empréstimo daquela revista estrageira que por sorte alguém tinha arranjado. 

Talvez por tudo isto, o chamado “moto clube da praceta” nunca foi a minha praia. Também nunca fui grande adepto de clubes monomarca, clubes monomarca e monomodelo, clubes monomarca, monomodelo e mono cor de burro quando foge. 

Hoje…, quaisquer cinco mil euros (mil contos em moeda antiga) compram uma belíssima mota usada, de cilindrada abastada, que faça com segurança, economia e eficácia uns milhares de quilómetros anuais. Hoje…, o acesso à informação é o que sabe…, computadores, internet, e internet no telefone esperto é coisa que abunda. 

Seria suposto estramos todos mais informados, satisfeitos e próximos. Sim? Não! O que observamos é um crescente surgimento daquilo que podemos chamar por motociclismo de paróquia. 

O motociclismo de paróquia traduz-se por uma balcanização crescente do espaço e das ideias. Todos querem ter o seu pequeno círculo, todos querem ter o seu pequeno clube, todos querem ter o seu pequeno evento, todos querem bajular a sua querida mota – a melhor do mundo, sem dúvida. Todos querem ter o seu pequeno quintal ou logradouro, onde possam ditar a sua “lei”. A ausência de espirito crítico é notável e notório; e quem não partilha do mesmo espaço ou ideias é ostensivamente ostracizado. 

Motas e motociclismo são sinonimo de Liberdade. Liberdade de associação, sem dúvida. Mas Liberdade implica respeito e educação. Liberdade implica reconhecimento da diferença. Liberdade implica soma e não subtracção. Juntos seremos sempre mais fortes, mais ricos e mais uteis.

Pensem nisso, preferencialmente, andando de mota…

O Escape hoje acordou assim… #6


Não é para todas...

terça-feira, 3 de maio de 2016

E se me saísse o Euromilhões?

Esta é, seguramente, daquelas perguntas que todos terão feito a si próprios, pelo menos uma vez na vida.

Bem…, se um dia me sair o Euromilhões não quero cá trocos…, não quero cá uma mera dúzia de milhões de euros; coisa pouca. Quero que me saia em grande…, dezenas de milhões; uma centena vá. 

Se me saísse o Euromilhões não deixava de trabalhar. Muito pelo contrário. Para além de outras coisas mais que não vêem aqui ao caso…, ia buscar cinco ou seis pessoas que conheço e com elas montava um fundo de investimento mobiliário. Nesse fundo investiria parte da fortuna que me tinha caído do céu. Com os resultados positivos do mesmo criaria uma ou varias marcas que se dedicassem a apoiar quem precisasse e merecesse. Não, o objectivo não seria fazer caridade – para isso já existe outro tipo de instituições -, muito pelo contrário, o objectivo seria promover e investir. E gerar retorno. 

Vem tudo isto a propósito da jovem e talentosa motociclista Bruna Lopes e da sua luta por querer melhorar e evoluir. 

A Bruna seria, sem dúvida, um excelente investimento. Mas…, voltando à Terra…, como nunca me saiu o Euromilhões…, resta-me prescindir de um ou outro cigarro e contribuir, da forma que posso, na formação da Bruna. 

Se não sabem do que estou a falar, vejam aqui (link), por favor. Se sabem, vejam de novo. E…, contribuam, porra! 

[NOTA: O destaque que a causa da Bruna tem tido nos últimos dias nos meios de comunicação da especialidade…, os milhares de “likes” e de “parilhas” e ainda assim o seu objectivo está longe de ser alcançado. É absolutamente inacreditável. Absolutamente inacreditável e profundamente revelador]

domingo, 1 de maio de 2016

Honda CRF 1000L Africa Twin DCT à prova

Já lá vão algumas semanas que o concessionário Honda Lopes & Lopes me proporcionou o prazer de conhecer a CRF 1000L Africa Twin, versão DCT. 

Sim, sim…, em primeiro lugar provei a versão de embraiagem convencional. “Equilíbrio, qualidade e harmonia”, foram os substantivos que usei aqui (link) para caracterizar a nova “namoradinha” do motociclista português. 

Provada a “DCT” não há muito mais a acrescentar do que alí vai dito, caso não fosse…, o DCT – que rica lapalissada… 

É sabido que o novo DCT dispõem de três modos S, para além do D e do manual. Evitando a comparação com outras motas equipadas com a espantosa embraiagem dupla da Honda, digo vos que o S1 foi o meu modo de eleição, quer em estrada quer para uma condução viva na urbe. O S2 foi usado em momentos de condução mais apimentada e o S3 praticamente dispensado. O D corresponderá a um diz que é uma espécie de modo “eco”. 

O DCT incrementa o equilíbrio e a harmonia da nova AT. Tornando-a ainda mais apetecível. A escolher, tendo em conta a diferença de preço, não teria dúvida de optar por esta versão.

Dia do Trabalhador


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Rumor: BMW Mottorrad Riding Experience revisto e ampliado?

O BMW Mottorrad Riding Experience deste ano está mesmo ai a “rebentar”. E ao avesso do que corria nos “mentideiros”, este Escape sabe que, muito provavelmente, este ano o evento será revisto e ampliado. A festa anual da marca da hélice tem decorrido num único fim-de-semana no autódromo do Estoril e estradas adjacentes. Este ano é provável que o evento se estenda por mais dias, tendo ainda outras componentes que não apenas as duas rodas. Pelo menos, tal está seriamente a ser equacionado. O Escape alerta ainda: estejam atentos…

terça-feira, 26 de abril de 2016

Lisbon Motorcycle Film Fest

Em Junho passado, aqui (link), sugeríamos sub-repticiamente que Lisboa já merecia um pequeno Festival de Cinema dedicado às motos, motociclistas e motociclismo. Passado um ano o Destino comandado pelos Homens faz-nos a vontade. A 24, 25 e 26 de Junho haverá Festa…, e logo na mítica sala da Avenida da Liberdade. 

"O Lisbon Motorcycle Film Fest é um evento cultural de dimensão internacional, destinado aos amantes das duas rodas e do cinema. O evento terá lugar no emblemático Cinema S. Jorge, em plena Av. da Liberdade, nos dias 24, 25 e 26 de junho, estando integrado no Programa Oficial das Festas de Lisboa. O evento irá reunir construtores e transformadores de motos, pilotos, artistas, realizadores e atores que são protagonistas de filmes cuja temática é o universo motociclista.

Esta ideia nasce da nossa vontade de juntar duas paixões: o cinema e as motos. Acreditamos que as paixões fazem nascer e crescer movimentos e comunidades, as quais reúnem esforços para realizar eventos de culto. O nosso objetivo é fazer deste evento um ícone da cidade de Lisboa, crescendo todos os anos, mantendo-se fiel aos seus princípios e transformando-se assim num fenómeno cultural. 

Atualmente, um pouco por todo o mundo estamos a assistir a um boom criativo centrado na cultura das motos e isso tem reflexo no cinema. Há cada vez mais viajantes de moto que registam os seu diários de viagem em vídeo. Há cada vez mais filmes sobre pilotos, construtores e viajantes de motos. 

Este será um evento onde, durante 3 dias e num ambiente informal, se poderá ver, discutir e celebrar esses filmes, onde iremos reunir quem inspira, quem produz, quem realiza, quem protagoniza e quem vê."

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