segunda-feira, 13 de junho de 2016

Fabrizio Pirovano

A notícia do desaparecimento de Pirovano deixou um rasto de tristeza em todos aqueles que já seguem a Cultura Motociclista há umas décadas. 

Ouso surripiar de uma rede social e aqui publicar com ligeiríssimas adaptações, um excelente texto de Paulo Araujo, um dos nossos decanos jornalistas - e alguém que merecia, na minha opinião, muito mais atenção e respeito pelos cultores das duas rodas a motor. 

Hoje [ontem] foi-se um dos meus heróis dos primeiros anos das SBK... o eterno miúdo de olhos risonhos, brincalhão na boxe mas feroz em pista e capaz de bater as equipas de fábrica da época com uma FZ privada e uma ajudinha de outros que através dele se viriam a tornar lendas eles próprios: Beppe Russo, preparador exímio, Davide Brivio, mais tarde manager de Valentino Rossi, Matteo Colombo, ainda hoje responsável pela Ducati de Davies... Fabrizio Pirovano, o Motocrosser tornado piloto SBK que conquistou dois vice-campeonatos, e venceu 10 corridas, uma em Portugal em 1993, e aos 40 anos, quando geria a Copa Suzuki, decidiu entrar numa corridinha com os jovens em Monza e aviou-os todos... 

Piro que me mostrava com orgulho o seu autocarro que transportava as motos e onde dormia toda a equipa, incluindo a irmã Cinzia que geria a logística do Team BYRD. Que me deu a provar uma "acelera" doutorada pelo Russo que levantava a frente do chão em aceleração espontânea..., que se divertia a dizer adeus para a foto tirando a mão do avanço em curvas onde roçava as carenagens. Piro que, finalmente, perdeu a batalha contra o cancro, mas ficará sempre na nossa memória!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Destruam a terra e o asfalto não os Oceanos


Oito de Junho do ano de dois mil e dezasseis…, e ainda é necessário alertar que os Oceanos devem ser para preservar e não para destruir com, por exemplo, absurdas campanhas publicitarias como a da fotografia que ilustra este post. Deixem os Oceanos em paz para os seus autóctones e para os humanos que dele sabem desfrutar. É caso para actualizar o slogan: destruam a terra e o asfalto não os Oceanos!

Saca! #10

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Escape está loucooo #1

O Escape e a Pipoca (link) têm em comum a sua natureza de blogue. E de coisas comuns entre o Escape e a Pipoca estamos conversados. 

As motas estão na moda mas as motas não são nem nunca serão – à excepção de momentos pontuais – moda. 

O Escape não é nada invejoso e acha muita piada que à Pipoca ofereçam tudo e mais “um par de botas”. O Escape quando for grande duvida que quererá ser como a Pipoca. 

Mas o Escape também tem o direito de ficar loucooo como a Pipoca…, têm é de gastar dinheiro porque, com uma ponta de pena, não vive disto… 

Tudo para contar que na semana passada fui à Motoponto reclamar de uma desafinação no meu Schuberth c3 PRO da cor dos limões. Fui muito bem atendido pela Sofia e restantes miúdas. Fiquei de lá passar hoje para que o capacete fosse desmontado e sofresse a digníssima limpeza e manutenção. Aproveitei, naquele momento, flirtar com umas luvas da moda, cem por cento pele. E hoje, quando lá voltei, não resisti a trazer comigo as Dainese Ellis Man Gloves iguaizinhas às da foto. A internet diz serem muito boas. Na primeira voltinha com elas, adorei…, parece que a mota é conduzida por umas mãos diferentes. Impressionante como o bom equipamento faz toda a diferença.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O Escape hoje acordou assim… #8

No Dia Mundial da Criança..., nada melhor do que "receber" um brinquedo novo..., uma seven fifty que vai dar muitoooooo que falar aqui no Escape...

terça-feira, 31 de maio de 2016

Honda NC750X 2016 DCT ABS à prova

Como é sabido, a popular família NC, da Honda, foi recentemente renovada. Quis o destino que a primeira mota a ser alvo de uma prova mais aprofundada por este Escape fosse precisamente a Honda NC750X 2016 DCT ABS. 

Como escrevi ontem aqui (link), as novas gerações de motociclistas nem sonham a sorte que têm de ter ao seu dispor uma mota com esta.

Honestamente, a primeira impressão nem foi a melhor. Ainda parada, a NC750X apresenta-se algo delgada e angulosa. Nos primeiros quilómetros para além de um banco áspero, estranhei a posição dos pés algo recuada. Desgostei ainda dos instrumentos, de leitura, por vezes, nada fácil. Mas, como tudo na vida, há que atender à natureza das coisas. E a NC750X é uma utilitária com aspiração a algo mais. 

A adaptação é muito fácil. A condução é suave e intuitiva. Na cidade, apresenta-se disponível, ágil e dinâmica. Na estrada, quando lhe pedimos mais, o motor surpreende algures pelas 5000 rpm, quando dispõem de binário e potência máximas. A travagem é suave e progressiva, Apesar de alguma dureza nas suspensões, a ciclista é à prova de qualquer reparo. E, cereja no topo do bolo, este DCT surge como o melhor que já tive oportunidade de provar, roçando a perfeição. E os consumos fixaram-se nuns redondos 4 litros por cem quilómetros de prazer de condução 

Aproveito ainda – por serem acertadas - as palavras de um amigo que conduz diariamente uma anterior versão da NC, com caixa tradicional: A Honda NC750X até pode não ser, para alguns motociclistas mais experientes, incrível. Mas é, sem dúvida incrivelmente competente. 

Uns sortudos, estas novas gerações de motociclistas. Por 8200€ - o que já não é pouco, na verdade – podem dispor de uma mota com tecnologia de referência, que os faça evoluir diariamente nas suas deslocações diárias em “classe económica”, mas também, que lhes possibilite crescer em “classe superior”, enquanto putativos futuros viajantes.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A propósito da prova à Honda NC750X 2016 DCT ABS

Quando ir a Espanha era..., épico. 
No século passado, entre 1994 e 1998, tive uma Honda NTV 650. A minha segunda mota. À época, apesar de já trabalhar, era a mota possível. E desejável, em bom rigor. 

A NTV, para além de ter nome de canal de televisão nipónico, era uma mota espartana. Uma utilitária de média cilindra com pretensões de turismo “low cost” - na época esta expressão não se utilizava. Em bom português, a NTV era um belo “charutão”. Uma mota frugal com 57cv, 56Nm e pouco mais de 210 Kg., tecnologicamente do mais simples possível. Andava pouco e vinha equipada com um quadro apenas suficiente, suspensões básicas e “abrandões”. Bailava a curvar e torcia-se para parar. Tudo apenas suficiente, é certo mas…, nesse período aviei-a com cerca de noventa mil quilómetros. 

As novas gerações de motociclistas nem sonham a sorte que têm ao ter ao seu dispor uma mota como a Honda NC750X 2016 DCT ABS – tentarei explicar melhor o que quero dizer num texto futuro…

[Na imagem, a minha Honda NTV 650 na companhia da Yamaha XJ 600 do meu querido amigo e apaixonado pelas motas Paulo Moniz - hoje responsável pela Rod'aventura, excelente espaço de acessórios e equipamento]

domingo, 29 de maio de 2016

Duzentos…



Com pouco mais de um ano e um mês de vida, o Escape atinge a marca da sua “raterada” número duzentos. Bolas…, é obra. Com um pouco de exagero…, é caso para dizer que já vi revistas de motos durarem menos tempo… 

Com aqui escrevi (link), na sempre difícil fase inicial da vida de um blogue: “a principal medida de sucesso deste blogue é o prazer que retiro em construi-lo diariamente. Neste sentido, o Escape Mais Rouco é um inegável sucesso”. Nem mais… 

Muito obrigado a todos os que por aqui vão passando, em especial aos (já) mais de seiscentos que fazem o favor de “gostar” da pagina facebookiana deste Escape (link).
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