segunda-feira, 20 de junho de 2016

Tempo de Cinema

Um Festival de Cinema dedicado às motos, motociclistas e motociclismo não é todos os dias. Em bom rigor, é mesmo a primeira vez que tal coisa acontece entre nós e…, logo aqui em Lisboa. 

O cartaz da primeira edição do Lisbon Motorcycle Film Fest é composto por doze filmes, quatro longas e oito curtas, duas destas produções nacionais: “Salt Fever” e “Nossa Senhora das Corridas”, que terá no dia 25, sábado, a sua estreia mundial no Festival. Ainda nas curtas, destaque para a mais recente produção da Deus Ex-Machina, “South To Sian”. 

Para fechar cada dia do festival, teremos uma longa-metragem: “Out Of Nothing” na sexta-feira, “The Greasy Hands Preachers” no sábado e no domingo, a exibição da sequela “On Any Sunday” e “On Any Sunday: The Next Chapter”. Lamentavelmente todos os filmes serão exibidos na versão original, ou seja, sem legendas – alago certamente a rever em futura edição. 

Não percam!

domingo, 19 de junho de 2016

Um sucesso de Manif

Ser ou não ser…, a eterna questão. 

No final dos oitenta…, 88 ou em 89, as motos acima de uma determinada cilindrada pagavam 40.000$00 (quarenta mil escudos ou quarenta contos como quiserem; hoje duzentos euros) de Imposto de Luxo. Leram bem…, quase todos os motociclos pagavam um imposto extraordinário equivalente a duzentos euros actuais. Muito dinheiro? Agora imaginem “nos oitenta” do seculo passado. 

Estive lá! Na Manif. que ajudou a finar esse imposto. Estive lá de numa “casal de cinco”, a minha primeira mota…, que perdia o filtro de ar sempre que passava por cima de um buraco. Lembro-me que chovia…, a minha “cinquenta” de pobretanas fazia um barulho do inferno e o pessoal dos “motões” olhava-me com bonomia. 

Hoje fiquei algo desiludido com a adesão à Manif contra as Inspeções Obrigatória tal como as querem impor. Mas…, os que foram, os que “são”, os que são verdadeiros motociclistas, fizeram passar muito bem a sua mensagem. Vão ter de contar connosco, vão ter de nos ouvir, antes de aprovar medidas acéfalas. 

Parabéns aos que disseram “presente” por esse país fora e…, parabéns à comunicação social generalista que soube fazer o seu trabalho.

sábado, 18 de junho de 2016

O retrocesso na morte de Salom

[Aqui (link), a propósito do desaparecimento de Fabrizio Pirovano, reproduzi um texto de Paulo Araújo. Muito simpaticamente, o Paulo, convida-me a reproduzir novo texto seu…, desta feita uma excelente reflexão sobre o recente trágico desaparecimento em pista do jovem Luis Salom. O texto é algo longo para um blogue mas é excelente. O Escape sente-se orgulhoso de ter a possibilidade de o reproduzir. Obrigado Paulo Araújo] 

Que eu saiba, ainda ninguém viu a coisa por este prisma, até porque a conclusão carrega algumas conotações negativas. O facto é que a morte de Luis Salom, há dias no GP da Catalunha, inverte uma tendência que durava há mais de 13 anos, desde a morte, não totalmente dissemelhante, de Daijiro Kato em Suzuka a 20 de Abril de 2003. A partir daí, atingiu-se um estado de segurança passiva (a que procura influenciar os factores quando se dá um acidente, ao contrário da segurança activa, que pretende evitar o acidente em primeiro lugar) de tal modo avançado que não parecia haver maneira de um piloto perder a vida. 

Capacetes, leves, muito, muito resistentes, quer a impactos, quer à perfuração, e absorventes o suficiente para lidar com tudo menos as mais brutais forças de desaceleração, consistentes com atingir um objecto imóvel, como uma parede. Fatos com proteções duras nos sítios críticos e flexíveis nos outros, capazes de lidar com o deslizar em alcatrão a mais de 200 Km/h, sem efeitos adversos para o piloto. Luvas e botas bem acolchoadas e blindadas nos sítios certos. E, claro, circuitos onde as já raras barreiras colocadas suficientemente próximo da pista para constituírem uma ameaça eram protegidas com airfence, a invenção insuflável australiana que decerto já salvou algumas vidas. 

Basicamente, um piloto podia cair, bater no chão, raspar e deslizar até se imobilizar sem riscos de maior, talvez uma fractura ou outra. Decerto sem risco de vida. Com uma aterradora excepção: no ambiente ultracompetitivo das corridas de hoje, em que não raro quatro ou cinco pilotos disputam o mesmo pedaço de alcatrão, ser colhido por outra moto assim que caia.

Todos, marquem bem o que digo, todos, os acidentes fatais ocorridos em Mundiais desde a tragédia com Kato, foram desta variedade: Craig Jones a 4 Agosto de 2008 em Inglaterra, Shoya Tomizawa a 5 de Setembro de 2010 em Misano e, claro, o saudoso Simoncelli a 23 de Outubro de 2011. Todos eles colhidos a tal velocidade por uma, ou várias motos, que seguiam em tal proximidade que a colisão era inevitável. As lesões internas resultantes da absorção de forças de tal ordem ditam que, por mais que as equipas médicas se esforcem, o desfecho terrível, impensável, é também o único possível. 

E chegamos então a 3 de Junho, há dias. Luís Salom não foi colhido por outra moto: deslizou a grande velocidade para fora da pista, não foi travado, nem a sua moto, por uma área de gravilha inexistente, e ambos foram, portanto, bater na airfence a grande velocidade. O dramático, e a chance num milhão, foi ter a moto levantado no ar exactamente no momento em que o piloto maiorquino chegava a tempo de cair em cima dele logo a seguir, esmagando-o..., uma variedade do atropelamento em pista, mas esta controlável, evitável, até. 

A substituição recente de grandes áreas de gravilha por alcatrão tem por fim poupar estragos aos veículos que se despistam, dando-lhes uma hipótese de recuperar controlo. Quando um piloto cai e a sua moto chega lá já em deslize, em vez de perder velocidade, continua no seu trajecto sem perder quase balanço – e bate na primeira coisa que estiver à frente ainda muito, muito depressa e com muita, muita força…, vamos ter de equacionar o que vale mais salvar: uma quantidade de fibra e chapa e componentes mecânicos, ou vidas humanas.

O Escape hoje acordou assim… #9

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Participação e responsabilidade

Participação é o que se pede a todos os motociclistas, sem excepção, nas várias demonstrações que vão ser efectuadas no próximo domingo, de Norte a Sul deste nosso Portugal. Participação e responsabilidade. Os motociclistas querem ser notícia pela sua opinião relativamente às Inspecções Periódicas. Os motociclistas não querem ser “a” notícia. Não sei se me faço entender… 

Deixo vos ainda, uma pequena parte do Manifesto a entregar na Assembleia da República. 

“Os motociclistas não estão contra as inspecções periódicas e obrigatórias às motos! Não aceitam é que as inspecções sejam movidas, única e exclusivamente, por meros interesses económicos e que se tente justificar esta decisão com falsos argumentos de segurança. 

Os motociclistas são a favor das inspecções desde que estas representem uma mais-valia efectiva para a prática do motociclismo. O que não se prevê considerando até o panorama das “inspecções periódicas obrigatórias” em vigor para outros veículos. 

Os motociclistas querem ser parte integrante do processo, contribuindo com a sua experiência para tornar as inspecções efectivamente relevantes”.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Fabrizio Pirovano

A notícia do desaparecimento de Pirovano deixou um rasto de tristeza em todos aqueles que já seguem a Cultura Motociclista há umas décadas. 

Ouso surripiar de uma rede social e aqui publicar com ligeiríssimas adaptações, um excelente texto de Paulo Araujo, um dos nossos decanos jornalistas - e alguém que merecia, na minha opinião, muito mais atenção e respeito pelos cultores das duas rodas a motor. 

Hoje [ontem] foi-se um dos meus heróis dos primeiros anos das SBK... o eterno miúdo de olhos risonhos, brincalhão na boxe mas feroz em pista e capaz de bater as equipas de fábrica da época com uma FZ privada e uma ajudinha de outros que através dele se viriam a tornar lendas eles próprios: Beppe Russo, preparador exímio, Davide Brivio, mais tarde manager de Valentino Rossi, Matteo Colombo, ainda hoje responsável pela Ducati de Davies... Fabrizio Pirovano, o Motocrosser tornado piloto SBK que conquistou dois vice-campeonatos, e venceu 10 corridas, uma em Portugal em 1993, e aos 40 anos, quando geria a Copa Suzuki, decidiu entrar numa corridinha com os jovens em Monza e aviou-os todos... 

Piro que me mostrava com orgulho o seu autocarro que transportava as motos e onde dormia toda a equipa, incluindo a irmã Cinzia que geria a logística do Team BYRD. Que me deu a provar uma "acelera" doutorada pelo Russo que levantava a frente do chão em aceleração espontânea..., que se divertia a dizer adeus para a foto tirando a mão do avanço em curvas onde roçava as carenagens. Piro que, finalmente, perdeu a batalha contra o cancro, mas ficará sempre na nossa memória!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Destruam a terra e o asfalto não os Oceanos


Oito de Junho do ano de dois mil e dezasseis…, e ainda é necessário alertar que os Oceanos devem ser para preservar e não para destruir com, por exemplo, absurdas campanhas publicitarias como a da fotografia que ilustra este post. Deixem os Oceanos em paz para os seus autóctones e para os humanos que dele sabem desfrutar. É caso para actualizar o slogan: destruam a terra e o asfalto não os Oceanos!

Saca! #10

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Escape está loucooo #1

O Escape e a Pipoca (link) têm em comum a sua natureza de blogue. E de coisas comuns entre o Escape e a Pipoca estamos conversados. 

As motas estão na moda mas as motas não são nem nunca serão – à excepção de momentos pontuais – moda. 

O Escape não é nada invejoso e acha muita piada que à Pipoca ofereçam tudo e mais “um par de botas”. O Escape quando for grande duvida que quererá ser como a Pipoca. 

Mas o Escape também tem o direito de ficar loucooo como a Pipoca…, têm é de gastar dinheiro porque, com uma ponta de pena, não vive disto… 

Tudo para contar que na semana passada fui à Motoponto reclamar de uma desafinação no meu Schuberth c3 PRO da cor dos limões. Fui muito bem atendido pela Sofia e restantes miúdas. Fiquei de lá passar hoje para que o capacete fosse desmontado e sofresse a digníssima limpeza e manutenção. Aproveitei, naquele momento, flirtar com umas luvas da moda, cem por cento pele. E hoje, quando lá voltei, não resisti a trazer comigo as Dainese Ellis Man Gloves iguaizinhas às da foto. A internet diz serem muito boas. Na primeira voltinha com elas, adorei…, parece que a mota é conduzida por umas mãos diferentes. Impressionante como o bom equipamento faz toda a diferença.
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