terça-feira, 23 de agosto de 2016

Rod’aventura ou quando os sonhos se tornam realidade

É muito fácil, para mim, falar sobre o Paulo Moniz e a sua Rod’aventura. Mais difícil é saber por onde começar. Pelo princípio, talvez? 

Conheci o Paulo num tempo em que ambos andávamos de Yamaha. Ele de XJ 600, eu de XV250 Virago. No início dos anos 90 não eramos assim tantos a andar de mota por Lisboa e acabávamos por nos conhecer todos nos locais onde os jovens aspirantes a motociclistas paravam, especialmente, algures pelos bares da Avenida 24 de Julho. 

Naquele tempo o Paulo já costumava rolar com um grupo de malta de Linda-a-Velha e Carnaxide ao qual eu me fui juntando. Os eventos motociclisticos eram poucos, salivávamos pela chegada da primavera, tempo em que abria a época dos encontros e concentrações e, entretanto, criávamos nós os nossos próprios encontros e passeios. 

Com o passar do tempo o Paulo acabou por se tornar um verdadeiro “compagnons de route” nas curvas…, dessas e das outras – mas isso agora não interessa nada…, ricos tempos, foi o que foi! 

De um sonho antigo do Paulo, a Rod’aventura nasce em Março de 2012. Fazendo da crise uma oportunidade, o Paulo avança timidamente com um pequeno espaço em Linda-a-Velha. O sucesso obrigou à procura de local maior e, actualmente, a Rod’aventura fica localizada na Avenida da Quinta Grande 10-A 2610-159 em Alfragide – espaço antes ocupado pela Motoni. 

Estamos em 2016. Pelo menos na Grande Lisboa, não nos podemos queixar da quantidade e qualidade de espaços que colocam no mercado equipamento para motociclistas. Há variedade, qualidade e preços para todos os gostos e carteiras. Felizmente. 

Todavia…, o que vamos encontrar na Rod’aventura (e que na minha opinião faz toda a diferença) é o facto de estarmos a lidar com um motociclista como nós. Como costumo dizer, vender algo não tem de ser apenas um negócio. O Paulo, agora apoiado por dois outros motociclistas (a Ana Tomás e o Pedro Ochôa) sabem cada vez mais fazer da Rod’aventura um espaço onde nos sentimos bem para, por exemplo, tomar um café às quartas-feiras à noite (a loja nesse dia está aberta até às 22h.) enquanto se discute em ambiente de tertúlia novidades no mundo das motas e motociclista, ou se combina o próximo passeio.

Ao “meu mano” Moniz só posso desejar as maiores felicidades profissionais e pessoais…, e a vós, convido-vos a passarem pela Rod’aventura um destes dias e conhecerem os seus segredos. Vão ser surpreendidos…

Limalhas de História #10 - 23 de Agosto de 1953


Às duas mãos cheias de limalhas, uma questão pertinente: qual a idade certa para vencer um campeonato mundial de velocidade? 

Faz hoje exactamente sessenta e três anos. Circuito de Bremgarten, na neutral Suiça. Ao vencer aos comandos da sua Guzzi o Grande Prémio na classe 350cc, o britânico Fergus Anderson, tornava-se aos 44 anos no campeão mundial com mais idade da historia. Poderá algum dia este record ser batido?

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Limalhas de História #9 - 22 de Agosto de 1976

Curioso. Na passada terça-feira este Escape (link) recordava o facto de se passarem trinta e cinco anos sobre a última vitória de um piloto britânico no topo da velocidade mundial. Cal Crutchlow, atento, leu o post e terá pensado…, “porra pah…! Ainda nem era nascido…, vou vencer em Brno!”. Feito. 

Curiosa é também a limalha de hoje. Walter Villa. Quem? Harley Davidson. Como? Dois títulos na mesma época! Não pode... 

Faz hoje exactamente quarenta anos. Brno. Antiga República Checoslovaca, cujo lema era: “a verdade prevalece”. O já falecido piloto italiano Walter Villa vence as corridas de 250cc e 350cc. Sim, as duas. No final do ano, levaria para Milwaukee ambos os títulos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Da Ponta do pôr-do-sol à Ponta da Lua Cheia

José Saramago, escreveu num dos seus mais admiráveis, mas também esquecidos, livros (“Viagem a Portugal”) ser “preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”. Maravilhoso, não é? 

Foi com este espirito de redescoberta que aceitei o convite do GAPE - Grupo de Amigos Pan-European - para participar, ontem à noite, num passeio intitulado “Da Ponta do pôr-do-sol à Ponta da Lua Cheia”. Um passeio muito simples que nos propunha…, “depois de assistirmos ao pôr-do-sol, numa ponta, na mais ocidental da Europa, no Cabo da Roca, vamos testemunhar o esplendor da Lua Cheia, a outra ponta, a do Cabo Espichel.”. 

A primeira parte do passeio foi muito agradável…, redescobrir os caminhos da Serra de Sintra com a luz do fim de tarde, um monumental pôr-do-sol na Roca, o primeiro contacto com a Lua Cheia na descida do Rodízio, o cheiro a maresia de fim de dia nas Azenhas do Mar e, finalmente, uma supimpa sandes de leitão na Rosa dos Leitões, em Negrais. 

Depois, o percurso foi algo alterado ao inicialmente proposto e a jornada tornou-se mais urbana e menos fascinante, pelo caminho do costume, até ao Espichel - confesso que aquela também está longe de ser a minha estrada predilecta na Região de Lisboa.

Mas valeu a pena…, porque a noite estava suave. E quem como eu se afastou um pouco até ao silêncio nocturno da ponta do Cabo, pôde deliciar-se com uma noite extraordinariamente luminosa, praticamente sem vento, e apreciar a linha de costa lá desde o Cabo Raso até ali perto ao Meco. 

Meia dúzia de horas muito bem passadas a andar de moto, em grupo, a ritmo de passeio, regressando “aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles”. 

[Foto surripiada a Sebastião Madaleno]

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Limalhas de História #8 - 18 de Agosto de 1996

Quanto tempo tem vinte anos? E vinte anos é muito tempo? 

Voltemos a Valentino. Faz hoje exactamente vinte anos. Brno. Republica Checa. Rossi vencia o seu primeiro Grande Prémio. Um caso único no motociclismo de velocidade. Tantos anos a um nível altíssimo. Uma lenda viva. Uma lenda que passados vinte anos ainda luta por vitorias e campeonatos. Todo o reconhecimento é pouco. Grazie Mille, Valentino!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Limalhas de História #7 - 17 de Agosto de 2003

Sim…, um tempo houve que os adeptos da HRC se podiam congratular com as vitórias de Rossi. 

Faz hoje exactamente treze anos. Brno. Republica Checa. Valentino Rossi disputava e vencia um enorme duelo com o Sete Gibernau, fazendo a volta mais rápida da corrida precisamente na última volta da prova. Valentino arrancava ali para uma serie de sete corridas em que só numa, Japão, não conseguiu vencer. Assim, esta vitória viria a ser determinante para a conquista do título mundial, o último com a Honda.

Saca! #16

Saudoso Marco Simoncelli num cavalo impecável, 2008 em Sachsenring, apontando à conquista do Mundial de 250cc.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Fabrica Honda em Kumamoto de regresso à produção

Ainda um dia destes dava conta (link) do regresso à estrada e à escrita do Francisco Sande e Castro e já tenho de voltar a ele. O Francisco anda pelo Japão e teve a honra de visitar a famosa unidade de produção que ficou parcialmente destruída no terramoto de Abril passado. 

Ora…, conta-nos (link) o Francisco que a produção foi retomada “há três ou quatro semanas mas ainda em pequena escala, fabricando cerca de 300 motos por dia em vez das habituais 700. A semana passada tinham estado a produzir a nova Africa Twin que tem sido um sucesso mundial, com milhares de clientes à espera da sua, depois da produção ter parado quase três meses.”. 

Boas noticias para todos aqueles que aguardam a chegada da sua princesa…

Limalhas de História #6 - 16 de Agosto de 1981



Mil novecentos e oitenta e um. Ainda na passada semana tínhamos passado por lá. Querem ler? Aqui (link). 

Faz hoje exactamente trinta e cinco anos. Anderstorp, Suécia, Barry Sheene conquistava a sua última vitória em Grandes Prémios. Parece mentir mas é um facto. Depois desta do “mítico 7” nunca mais um piloto britânico venceria uma corrida na Classe Rainha.

domingo, 14 de agosto de 2016

Agora no Japão…





O estranhíssimo caso da volta ao mundo aos bocadinhos de Francisco Sande e Castro com a sua Honda Crosstourer está de volta. Já vos tinha falado dele aqui neste (link) post. Agora…, de olhos em bico, vai valer a pena “saltar” para o banco de trás do “charutão” da Honda e seguir o Francisco na sua aventura. Se não conheciam deixo mais uma vez a dica. Vale a pena ler o Francisco, de fio a pavio. Aqui (link).
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