quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Honda NC750D Integra 2016 à prova

Calma, meus caros. Este não é mais um interminável texto, assente em profundos estudos científicos, produtor de uma aturada tese no sentido de aferir se a Honda NC750D Integra é uma mota ou uma scooter. Deixo a ciência para os meus queridos amigos da impressa especializada. Aqui no Escape, produzimos realidade.

E a realidade é que a Honda NC750D Integra é uma extraordinária supressa. A Honda pegou no esqueleto (ciclística e motor) da família NC e desenhou-lhe roupas diferentes, normalmente utilizadas noutras motas que convencionamos apelidar de scooters. 

Assim, não é necessário produzir nenhuma tese de doutoramento para afirmar com segurança que a Honda NC750D Integra é uma mota. Mas, sublinho, é uma mota diferente. 

E o que a torna diferente das demais motas é sobretudo uma posição de condução que convida à condução simples, suave e descontraída. Numa palavra, a NC750D Integra é uma mota descomplexada. O que a torna diferente é também essa maravilha chamada Dual Clutch Transmission (DCT) que aqui apresenta um grau de acerto muito, muito próximo da perfeição. 

Na cidade revelou-se ágil e equilibrada devido ao seu baixo centro de gravidade, permitindo ultrapassar os diários obstáculos da urbe sem grandes pontos de interrogação. Num passeio pelos arredores da Grande Lisboa revelou disponibilidade e conforto, ficando com clara vontade de ir mais além devido à excelente protecção aerodinâmica.

Não sendo perfeita – a ausência de espaço para bagagem debaixo do banco resulta da sua natureza de mota; a luz dianteira é claramente insuficiente para, por exemplo, conduzir numa estrada secundaria que não tenha qualquer tipo de iluminação – a Honda NC750D Integra 2016 revelou-se, sublinho, uma muito agradável surpresa. E…, deixou-nos ainda com mais “água na boca” para conhecer a City Adventure que se anuncia (link). 

Afastando – como sempre aqui no Escape quando se Prova uma mota – comparações com putativas concorrentes, o preço anunciado da Honda NC750D Integra 2016 (9250€) não satisfaz. Já o consumo, de uns ridículos 3,7 litros por cem quilómetros de condução voluptuosa, deixou-me com um sorriso daqueles.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Enorme vénia a Osvaldo Garcia

Osvaldo Garcia! Quem? 

Osvaldo Garcia é filho de motociclistas, pai de motociclistas e avô de motociclistas. Osvaldo Garcia é ainda “o Pai” do Trial em Portugal (resta saber quem é a mãe). Osvaldo Garcia é ainda um orgulhoso fundador do Moto Clube do Porto, um dos Clubes que nos merece o maior respeito em Portugal. Osvaldo Garcia é também um dos pilotos mais completos em Portugal, tendo competido em quase todas as modalidades. O seu filho André é o campeão que se conhece - ou devia conhecer. Um dia, em 2010, Osvaldo Garcia, então com 52 anos, pegou numa AJP 200 para ir bater palmas à selecção de futebol que jogava na Africa do Sul. Nessa viagem fez mais de dezoito mil quilómetros, foi roubado e extorquido. Roubado em Lisboa, extorquido um pouco por toda a parte. 

Como felizmente ainda não chegou o tempo de ter juízo, aqui há uns dias, Osvaldo Garcia pegou numa mota e fez-se à estrada para ir ver o Classic TT a Man. Mas como “A Ilha” era já ali ao lado, decidiu no regresso dar um saltinho a Andorra, por exemplo. 

Conta-nos o Osvaldo: “Curiosidades: Abasteci 39 vezes num total de 271,76 litros e andei 6.613,97 quilómetros com uma média de 4,1 litros aos 100 quilómetros. Fui sempre em máximos porque não tinha os médios. Condução segura sem uma única travagem que não estava a contar. Dormida num parque de campismo à borla pois quando lá cheguei não estava ninguém na recepção e à saída igual. Uma dormida no meio do nada (nem hotéis nem parques de campismo no raio de 2 horas). Muito poucos almoços, não havia tempo a perder. Muitos McDonald's pois serve a qualquer hora e serviu muitas vezes de almoço e lanche ajantarado. Um cabo de embraiagem partido. Um pistão gripado. Cinco vezes que estiquei a corrente. Sete litros de óleo sintético dois tempos. Nunca parei para reapertar a bagagem. O que mais gostei? Das curvas da N15 de Portugal. Podia ter ido noutra moto? Poder podia, mas não era a mesma coisa, aliás podia ter ido de avião. (…)”. 

Ah…, e qual era a mota do bom do Osvaldo? Uma Honda NSR 50! Leram bem, Honda NSR 50. Osvaldo Garcia. Quem? Pois…, num país com um pingo de Cultura Motociclista, alguém como o Osvaldo era ouvido, lido e respeitado. Em Portugal…, é apenas ele, o Osvaldo Garcia. 

Daqui, o Escape envia-te uma enorme vénia, Osvaldo. E votos de aventuras sem fim. Obrigado!

Limalhas de História #19 – 13 de Setembro de 1964



No passado fim-de-semana, Dani Pedrosa teve o prazer de igualar o número de vitórias desta Lenda Viva.

Faz hoje exactamente cinquenta e dois anos. Regressamos a Itália, Monza. Grande Premio das Nações, 250cc. O mítico britânico Phil Read vencia. E dava assim o primeiro título mundial à Yamaha.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A propósito da prova à Honda NC750D Integra 2016

Vou ter de recuar algures até 2012 quando tive o primeiro contacto com a neófita Integra. Quando a moto foi apresentada fiquei muito curioso. Estava algo cansado (à época, catorze anos) da minha ST1100 e andava com vontade de adquirir uma maxi scooter. Fui a um concessionário Honda da zona de Lisboa e entregaram-me uma para as mãos…, “mas vá depressa que há mais gente que quer andar na mota, pode ir ali acima à rotunda e depois à outra ali de baixo e regresse que a mota tem pouca gasolina”. Não gostei, de nada. Da atitude de quem me atendeu no concessionário e também da Integra. Aquela “coisa” pareceu-me estranhíssima e mais uma vez comprovei que, provavelmente, os “test drive” do tipo “vá ali dar uma voltinha rápida” não só não vendem motas como podem inclusive afastar potências compradoras. 

Agora tive tempo para efectuar a prova digna que a NC750D Integra merece, e a opinião - como podem ler em futuro texto - não podia ser mais diversa…

Limalhas de História #18 – 12 de Setembro de 1993



Na primeira corrida sem Wayne Rainey… 

Faz hoje exactamente vinte e três anos. Laguna Seca, Monterey, Califórnia, Estados Unidos da América. John Kocinski, piloto do Arkansas, oferece a primeira vitória em piso seco à lindíssima Cagiva.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Limalhas de História #17 – 9 de Setembro de 1956

Em mil novecentos e cinquenta e seis, as motos da classe rainha ainda não tinham ganham aquelas “asinhas” polémicas…, mas “o diz que é uma espécie de aerodinâmica” já estava todo lá. Faz hoje exactamente sessenta anos. 

Monza, Região da Lombardia, Norte de Itália. Geoff Duke (link) vence o Grande Premio das Nações à frente de Libero Liberati, Pierre Monneret e Reg Armstrong. Todos em Gilera. Sim, poker para a maraca italiana. Ainda assim, neste longínquo ano de mil novecentos de cinquenta e seis, foi o ecléctico John Surtees que, com três vitórias nas três primeiras rondas do campeonato, conduziu a sua MV Agusta ao título. 

Como serão as máquinas e as corridas de velocidade daqui a sessenta anos, em 2076? Que pana já não estar cá para ver…

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Motojornal “Especial 125cc”




Já podem encontrar em banca um novo “Especial 125cc” com a chancela Motojornal. Justifica-se. Este é um segmento de mercado que continua muito animado. Em conversa, costumo ser crítico do alheamento que a comunicação social especializada tem para com estes cristãos-novos (link). Cá está uma boa resposta. 

Neste Motojornal “Especial 125cc” vão poder encontrar Contactos, Comparativos, Actualidade e Aventura. E, cereja no topo do bolo, um humilde contributo aqui do vosso Escape. A não perder!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Limalhas de História #16 – 6 de Setembro de 1992



Deste dia recordo me bem. Aqueles amigos sortudos que dispunham da parabólica que captava o Eurosport, puderam assistir a um final de temporada verdadeiramente dramático. 

Faz hoje exactamente vinte e quatro anos. Kyalami – que significa “a minha casa” na língua Zulu. Africa do Sul. Com o terceiro posto na pista Wayne Rainey faz o seu terceiro e último título mundial. Na verdade, ainda hoje se discute da Justiça desta conquista. Doohan domina insolentemente a primeira metade da época com cinco vitórias e dois segundos em sete provas. Mas em Assen sofre grave queda. E com muito sofrimento regressa nas duas últimas etapas numa tentativa frustrada de manter o primeiro posto no campeonato até final. O sexto lugar na Africa do Sul não é suficiente e Rainey é tricampeão.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Parece ficção científica mas é apenas a realidade tuga


“ (…) Ele tinha-se transformado numa horrível planta carnívora de duas cabeças, com as caras do António Costa e do Fernando Medina”. 

Quem? O Editorial de uma publicação, seja ela qual for, é um assunto sério. Normalmente é por ai que inicio a sua leitura. Hoje passei pela redacção da MOTOCICLISMO. E como regressava estranhamente enlatado, aproveitei para começar logo ali a leitura da #305, em banca. Curiosamente, a MOTOCICLISMO é a excepção que confirma a regra supra mencionada. Como todos sabem na MOTOCILCISMO a leitura começa sempre pela última página. Quer dizer, pela última, não; que um dia o Vitor com as suas manias correu com “As odisseias de um motard” do Tom Vitoín dali para fora para ter uma página sua, ou lá o que era. O actual director, Luis Carlos Sousa que, recordo, é o sortudo motociclista no ésse que abre ai em cima este blogue, acha que na última página da MOTOCILCISMO fica melhor “a próxima edição” do que as “Odisseias”. Obviamente, discordo. 

Lida então a “Odisseia” do mês de Setembro - de Agosto em bom rigor - passei ao Editorial, onde fico a saber que o bom do Luis também andou em odisseias e terá um destes dias acordado a “tremer e banhado em suor”.

Isto anda tudo ligado, meus amigos. E quando “Odisseias” e “Editorial” tratam de assuntos bem sérios com o humor devido, é porque estamos a rolar ao ritmo certo em bom asfalto e com boas curvas. 

Para descobrir quem se transformou em planta carnívora e a odisseia do Tom que, digamos, está em sintonia com o pesadelo do Luís, é só não ser Inácio e trocar pouco mais de dois litros de gasolina pela MOTOCICLISMO de Setembro.
Site Meter