terça-feira, 27 de setembro de 2016

Limalhas de História #21 – 27 de Setembro de 1987

Neste dia…, foi todo um assunto apenas do hemisfério sul… 

Faz hoje exactamente vinte e nove anos. Goiânia, capital do Estado de Goiás no Brasil. Actual Autódromo Internacional Ayrton Senna. Cimento e asfalto conquistado à custa da devastação do verde tropical. Wayne Gardner, nascido em Wollongong, Nova Gales do Sul, leva a sua Rothmans Honda-HRC à vitória na corrida de 500cc e conquista o seu primeiro e único campeonato do mundo. Também o primeiro de um piloto do “Down Under”.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Ana e a PCX

“Oh Pedro mas agora o Escape é o Gosto de Scooters?”, perguntam-me. Calma amigos…, o Escape não é elitista nem sulista. É liberal. E abrangente. E em tempo de outono, cair da folha e regresso do caótico trânsito às cidades, não fica nada mal dar outro destaque a estas motas. Depois do meu (link), deixo-vos o pequeno contributo da Ana Tomás para o “Especial 125cc” que a Motojornal tem em banca (link) – a quem agradeço a cedência do texto também aqui para o Escape. 

Sou condutora de uma Honda PCX desde Dezembro de 2013, inicialmente esta foi a moto escolhida pela comodidade para a utilização que iria dar-lhe, por motivos profissionais, circulação diária em toda a zona de Lisboa e durante todo o dia apanhando as famosas horas de ponta. Esta era a moto que me permitia uma mobilidade fácil, seja pelo seu peso como pela facilidade de condução, e económica.

No entanto, com o conhecimento e hábito de andar nesta moto fui cada vez utilizando mais pelo gosto que me dava conduzi-la, passando entretanto do meu meio de transporte diário por motivos de trabalho para o meu transporte por motivos de lazer e turismo. Agora utilizo a minha PCX apenas por lazer, para mim esta é a moto de momento ideal, pois é leve, fácil de manobrar, divertida (sim, ela curva de forma fantástica) e económica (mesmo nas revisões, pneus e IUC).

Considero que a PCX é uma moto fantástica para quem pretende fazer principalmente trajectos dentro de cidades, onde queira facilmente fugir ao trânsito, e que procure uma moto fiável e económica. Mas, como costumo dizer a vários amigos, não pensem que ela fica só por aí, pelos passeiozinhos de cidade, já fiz passeios de vários quilómetros por dia, viagens de Lisboa ao Porto ou ao Algarve e uma viagem de 1200 quilómetros em passeio de 4 dias, claro que tem a questão da velocidade que consegue atingir ou do conforto para viagens longas, mas porta-se bastante bem e o nosso espírito motociclista ajuda.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Limalhas de História #20 – 23 de Setembro de 2001



Estes snacks de história, estas limalhas, estão de regresso…, vigésima edição… 

Faz hoje exactamente quinze anos. Cheste, Comunidad Valenciana. Espanha. Circuito Ricardo Tormo. O catalão Sete Gibernau, neto de Francesc Xavier Bultó, fundador da Montesa, tira partido do jogo condições atmosféricas Vs escolha de pneus e alcança, finalmente, a sua primeira vitória na classe rainha, a única em 500cc.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Porquê Honda PCX?

Até no escuro brilha...
Semana Europeia da Mobilidade…, Dia Europeu Sem Carros…, seja lá o que isso for...

Aqui fica o meu pequeno contributo para o “Especial 125cc” que a Motojornal tem em banca (link). 

Quando a Motojornal me pediu algumas palavras sobre o tema “porquê Honda PCX?”, jurei que este texto não seria mais um ensaio à mesma. Vou cumprir. Todavia há algo a acrescentar às diferentes análises feitas à campeã de vendas (ora cá está uma expressão típica das revistas de motociclos). Algo tão óbvio mas tão óbvio que nunca vi escrito em lado nenhum. 

Afinal o que leva um motociclista, digamos, experiente, com mais de vinte anos de condução diária de mota e centenas de milhares de quilómetros no curriculum a optar pela ágil scooter da Honda? Na minha opinião, o que distingue a PCX das demais motas em mercado, repito, das demais motas em mercado, são três condições de verificação cumulativa: a) economia; b) facilidade de utilização; c) garantia de qualidade Honda.

Facilmente se encontra a) mais b); também é comum encontrar a) mais c) ou b) mais c). Mas à equação “a+b+c=y” apenas cabe uma resposta: y é igual a Honda PCX. E o uso diário da PCX, desde Julho de 2013, provocou em mim um “back to basics” tão grande que me fez ressurgir o prazer de andar de mota.

domingo, 18 de setembro de 2016

Regresso ao Futuro parte II

Há uns dias, aqui (link), convida-vos a acompanharem-me numa viagem no tempo… 

Oh Pedro porque é que te deu para isto agora? 

De mil novecentos e noventa e oito ao ano de dois mil e quinze. Foram dezassete anos incríveis como escrevi aqui (link). A verdade é que para além do que lá vai dito, a minha Honda ST1100 Pan-European estava credora de alguma manutenção, naturalmente dispendiosa. E de alguma maquilhagem para disfarçar os seus mais de cento e sessenta mil quilómetros. As coisas são o que são e a vida bem vivida acaba sempre por deixar marcas. 

De dezassete anos para onze meses! Onze meses foi o tempo em que fui proprietário de uma Honda VFR1200 Crosstourer DCT. Onze meses, onze mil quilómetros, uma viagem inesquecível aos Alpes que pode ser recordada aqui (link). Mas a “besta de carga”, como lhe chamei aqui (link) nunca me apaixonou verdadeiramente. Lamento… Surgiu a oportunidade de retomar a Crosstourer à procedência (link) na troca de uma neófita CRF 1000 Africa Twin DCT. Mas com o terramoto de Abril passado no sudoeste do Japão e a consequente suspensão das operações na fábrica da Honda, não contava tão cedo receber a mota nova. 

Crise? Dizem que em mandarim a expressão encontra dois significados. Aquele que nós conhecemos, mas também uma ideia de oportunidade. 

Foi assim que comecei a pesquisar na Rede por motas que reúnem um conjunto de características que não irei revelar, meus caros amigos…. – o segredo ainda é a alma do negocio. 

Em primeiro lugar surgiu a tal viagem até mil novecentos e noventa e quatro, já sucintamente relatada aqui (link), onde encontrei a sevenfifty numa verdadeira cápsula do tempo. De regresso ao futuro, decidi ser a mota a preservar. Foi então necessária mais uma viagem no tempo. 

(continua)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Honda City Adventure entrará em produção com o nome “X-ADV”

Ainda ontem (link) escrevi que tinha ficado com “água na boca” para conhecer a City Adventure e eis que hoje…

A Honda X-ADV foi esta manhã confirmada. Motor da Integra e Sistema DCT. Jantes de raios de 17'' na roda dianteira e de 15'' na roda traseira. Posição de condução erguida e suspensões de curso longo. 

A mota será apresentada no EICMA de Milão, a decorrer entre os próximos dias 8 e 13 de Novembro. A aposta é clara: todas as estradas serão a sua estrada!

Tudo muito bem mas…, o Escape pede: um preço competitivo, se faz favor. Obrigado.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Honda NC750D Integra 2016 à prova

Calma, meus caros. Este não é mais um interminável texto, assente em profundos estudos científicos, produtor de uma aturada tese no sentido de aferir se a Honda NC750D Integra é uma mota ou uma scooter. Deixo a ciência para os meus queridos amigos da impressa especializada. Aqui no Escape, produzimos realidade.

E a realidade é que a Honda NC750D Integra é uma extraordinária supressa. A Honda pegou no esqueleto (ciclística e motor) da família NC e desenhou-lhe roupas diferentes, normalmente utilizadas noutras motas que convencionamos apelidar de scooters. 

Assim, não é necessário produzir nenhuma tese de doutoramento para afirmar com segurança que a Honda NC750D Integra é uma mota. Mas, sublinho, é uma mota diferente. 

E o que a torna diferente das demais motas é sobretudo uma posição de condução que convida à condução simples, suave e descontraída. Numa palavra, a NC750D Integra é uma mota descomplexada. O que a torna diferente é também essa maravilha chamada Dual Clutch Transmission (DCT) que aqui apresenta um grau de acerto muito, muito próximo da perfeição. 

Na cidade revelou-se ágil e equilibrada devido ao seu baixo centro de gravidade, permitindo ultrapassar os diários obstáculos da urbe sem grandes pontos de interrogação. Num passeio pelos arredores da Grande Lisboa revelou disponibilidade e conforto, ficando com clara vontade de ir mais além devido à excelente protecção aerodinâmica.

Não sendo perfeita – a ausência de espaço para bagagem debaixo do banco resulta da sua natureza de mota; a luz dianteira é claramente insuficiente para, por exemplo, conduzir numa estrada secundaria que não tenha qualquer tipo de iluminação – a Honda NC750D Integra 2016 revelou-se, sublinho, uma muito agradável surpresa. E…, deixou-nos ainda com mais “água na boca” para conhecer a City Adventure que se anuncia (link). 

Afastando – como sempre aqui no Escape quando se Prova uma mota – comparações com putativas concorrentes, o preço anunciado da Honda NC750D Integra 2016 (9250€) não satisfaz. Já o consumo, de uns ridículos 3,7 litros por cem quilómetros de condução voluptuosa, deixou-me com um sorriso daqueles.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Enorme vénia a Osvaldo Garcia

Osvaldo Garcia! Quem? 

Osvaldo Garcia é filho de motociclistas, pai de motociclistas e avô de motociclistas. Osvaldo Garcia é ainda “o Pai” do Trial em Portugal (resta saber quem é a mãe). Osvaldo Garcia é ainda um orgulhoso fundador do Moto Clube do Porto, um dos Clubes que nos merece o maior respeito em Portugal. Osvaldo Garcia é também um dos pilotos mais completos em Portugal, tendo competido em quase todas as modalidades. O seu filho André é o campeão que se conhece - ou devia conhecer. Um dia, em 2010, Osvaldo Garcia, então com 52 anos, pegou numa AJP 200 para ir bater palmas à selecção de futebol que jogava na Africa do Sul. Nessa viagem fez mais de dezoito mil quilómetros, foi roubado e extorquido. Roubado em Lisboa, extorquido um pouco por toda a parte. 

Como felizmente ainda não chegou o tempo de ter juízo, aqui há uns dias, Osvaldo Garcia pegou numa mota e fez-se à estrada para ir ver o Classic TT a Man. Mas como “A Ilha” era já ali ao lado, decidiu no regresso dar um saltinho a Andorra, por exemplo. 

Conta-nos o Osvaldo: “Curiosidades: Abasteci 39 vezes num total de 271,76 litros e andei 6.613,97 quilómetros com uma média de 4,1 litros aos 100 quilómetros. Fui sempre em máximos porque não tinha os médios. Condução segura sem uma única travagem que não estava a contar. Dormida num parque de campismo à borla pois quando lá cheguei não estava ninguém na recepção e à saída igual. Uma dormida no meio do nada (nem hotéis nem parques de campismo no raio de 2 horas). Muito poucos almoços, não havia tempo a perder. Muitos McDonald's pois serve a qualquer hora e serviu muitas vezes de almoço e lanche ajantarado. Um cabo de embraiagem partido. Um pistão gripado. Cinco vezes que estiquei a corrente. Sete litros de óleo sintético dois tempos. Nunca parei para reapertar a bagagem. O que mais gostei? Das curvas da N15 de Portugal. Podia ter ido noutra moto? Poder podia, mas não era a mesma coisa, aliás podia ter ido de avião. (…)”. 

Ah…, e qual era a mota do bom do Osvaldo? Uma Honda NSR 50! Leram bem, Honda NSR 50. Osvaldo Garcia. Quem? Pois…, num país com um pingo de Cultura Motociclista, alguém como o Osvaldo era ouvido, lido e respeitado. Em Portugal…, é apenas ele, o Osvaldo Garcia. 

Daqui, o Escape envia-te uma enorme vénia, Osvaldo. E votos de aventuras sem fim. Obrigado!

Limalhas de História #19 – 13 de Setembro de 1964



No passado fim-de-semana, Dani Pedrosa teve o prazer de igualar o número de vitórias desta Lenda Viva.

Faz hoje exactamente cinquenta e dois anos. Regressamos a Itália, Monza. Grande Premio das Nações, 250cc. O mítico britânico Phil Read vencia. E dava assim o primeiro título mundial à Yamaha.
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