sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Limalhas de História #24 – 7 de Outubro de 2000






Depois do primeiro título espanhol na Classe Rainha (Crivillé) e antes do penta de Valentino… 

Faz hoje exactamente dezasseis anos. Autódromo Internacional Nelson Piquet, antes conhecido pelo curioso nome de Jacarepaguá, Cidade Maravilhosa, Brasil. Com o sexto posto na corrida, Kenny Roberts, Jr. oferece o ultimo ceptro à Suzuki. E afirma-se como o único campeão filho de outro campeão em toda a história da Classe rainha.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

INTERMOT 2016 Salão de Colónia novidades BMW





A BMW apresentou hoje de manhã no INTERMOT 2016 Salão de Colónia a atualização da família S1000, um "upgrade" à K1600GT, e as novas R NineT Basic e R NineT Racer.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Honda SH300i à prova

teste ensaio review prova honda sh300i
Algo timidamente oiço, “oh amigo, desculpe lá…., mas vai vender a mota?”. Sorri, fiquei algo atrapalhado e estanquei – vinha com a Honda SH300i à mão. “Como estava a tirar fotografias à moto pensei que era para vender…, desculpe lá!”. Ora essa… 

O episódio aconteceu quando recolhia algumas imagens da scooter em local mais ou menos aprazível de circulação motorizada proibida. E é revelador do primeiro impacto que a mota tem em qualquer pessoa. Não sendo propriamente bonita, a Honda SH300i tem o charme e o encanto da simplicidade. E desperta atenções…

Depois de simpatizarmos com o seu aspecto clássico mas elegante “fabbricato in italia”, a primeira sensação quando nos sentamos nesta SH não é das melhores. A posição de condução é firme e hirta. As penas dobradas, sempre. O banco rijo e o toque das suspensões às irregularidades do asfalto seco e desconfortável. Lamentavelmente não estamos perante o lugar-comum “estranha-se, entranha-se” mas sim perante uma austeridade desagradável que para além de nunca nos abandonar apenas se acentua com o passar dos quilómetros.

Estes aspectos menos positivos vão sendo compensados pelo conhecimento que adquirimos da scooter com o devorar dos quilómetros.

Aquela posição espartana tem o condão de nos despertar para uma condução activa e atenta. Isso é sublinhado pelo fantástico motor que vem do Japão. São 25 CV e outros tantos Nm. Especialmente estes, sentem-se desde muito cedo e impulsionam a SH para um patamar encantador. Por exemplo, ao entrar numa via rápida de Lisboa ou arredores facilmente atingimos velocidades ali proibidas. Tanto motor disponível concede-nos ainda doses surpreendentes de segurança para nos livrarmos daquelas situações típicas de cidade que nos podem deixar em maus lençóis. Aqui, potência é também segurança, aspecto fundamental em veículos desta natureza. Falando em segurança, para parar esta “small Honda” encontramos travões eficazes e suaves muito bem auxiliados pelo ABS. 

A tudo isto se junta uma agilidade e um dinamismo surpreendentes. E uma economia incrível. Os consumos da Honda SH300i andaram perto dos 3,5 litros por cem quilómetros de condução nervosa. E, fiquei convencido, que em “andamento PCX” a SH não deverá gastar muito mais do que aquela. Surpreendente… Nota ainda para o sistema de chave inteligente tipo “keyless” muito pratico e de fácil habituação.

Em post anterior (link) deixei a questão…, poderá a actual Honda SH300i ainda ser apelidada de “City Express” – tal como o modelo original dois idos de oitenta? Lembrem-se, por exemplo, de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e seus arrabaldes há cerca de trinta anos. Todas elas mais “lentas”, mal pavimentas, fechadas e pequenas do que hoje. Talvez mais do que nunca, esta SH é uma verdadeira “City Express”. E tal diz bem de como a Honda tem sabido “pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Limalhas de História #23 – 30 de Setembro de 1967





Sabiam que houve um e apenas um Grande Prémio do Canadá? 

Faz hoje exactamente quarenta e nove anos. Mosport Park, actual Canadian Tire Motorsport Park, Bowmanville, Província de Ontário. Penúltima corrida da temporada. O icónico Mike Hailwood, Honda, limpava as corridas de 250cc e 500cc. Nesse ano seria campeão mundial em 350cc e 250cc. E ficaria com os mesmo pontos que o campeão Agostini na classe rainha. Incrível…

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A propósito da prova à Honda SH300i

Heródoto nunca andou de mota na vida. Provavelmente, nem nunca precisou de tal coisa. Heródoto, grego, foi geografo e historiador; discípulo de Hecateu de Mileto, nasceu no seculo V a.C. em Halicarnasso. Terá enunciado: “pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. 

Da Halicarnasso da Antiguidade Clássica às actuais cidades europeias de hoje vão mais de vinte e cinco seculos de distância. E o homem contemporâneo, seja ele geografo, historiador ou outra coisa qualquer, precisa cada vez mais de um veículo ágil, dinâmico e económico para se mover. 

Há trinta anos a Honda pensou o passado, compreendeu o presente e idealizou o futuro. Foi assim que nasceu em 1984 em Barcelona, Espanha, a primeira SH. SH, de “small Honda”, equipada com um motor de cinquenta centímetros cúbicos a dois tempos. Cerca de três cavalos de agilidade, dinâmica e economia. Mas dai até hoje, para a Honda, a dialéctica nunca mais parou…, “pensar o passado-compreender o presente-idealizar o futuro”. Com mais de um milhão de unidades vendidas na Europa, a família SH adaptou-se, até chegar ao que é hoje a elegante Honda SH300i - que merece agora a atenção deste Escape. 

A questão é de colocar mas é simples: poderá a actual Honda SH300i ainda ser apelidada de “City Express”? 

Voltaremos a ela…

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Limalhas de História #22 – 28 de Setembro de 1991

Depois desta (link), mais uma limalha nos é oferecida pelo piloto do Arkansas.

Faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Shah Alam, velhinha pista na Malásia. À derradeira corrida do mundial desse ano, John Kocinski conquistava a sua primeira vitória em 500cc e encerrava a época no quarto lugar da geral. Kocinski fez apenas mais uma temporada no Team Roberts, antes da sua carreira se tornar errante. Quem sabe se não teria sido campeão mundial se a sua ligação à Marlboro-Yamaha não se prolongasse por mais tempo…

Saca! #19


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Limalhas de História #21 – 27 de Setembro de 1987

Neste dia…, foi todo um assunto apenas do hemisfério sul… 

Faz hoje exactamente vinte e nove anos. Goiânia, capital do Estado de Goiás no Brasil. Actual Autódromo Internacional Ayrton Senna. Cimento e asfalto conquistado à custa da devastação do verde tropical. Wayne Gardner, nascido em Wollongong, Nova Gales do Sul, leva a sua Rothmans Honda-HRC à vitória na corrida de 500cc e conquista o seu primeiro e único campeonato do mundo. Também o primeiro de um piloto do “Down Under”.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Ana e a PCX

“Oh Pedro mas agora o Escape é o Gosto de Scooters?”, perguntam-me. Calma amigos…, o Escape não é elitista nem sulista. É liberal. E abrangente. E em tempo de outono, cair da folha e regresso do caótico trânsito às cidades, não fica nada mal dar outro destaque a estas motas. Depois do meu (link), deixo-vos o pequeno contributo da Ana Tomás para o “Especial 125cc” que a Motojornal tem em banca (link) – a quem agradeço a cedência do texto também aqui para o Escape. 

Sou condutora de uma Honda PCX desde Dezembro de 2013, inicialmente esta foi a moto escolhida pela comodidade para a utilização que iria dar-lhe, por motivos profissionais, circulação diária em toda a zona de Lisboa e durante todo o dia apanhando as famosas horas de ponta. Esta era a moto que me permitia uma mobilidade fácil, seja pelo seu peso como pela facilidade de condução, e económica.

No entanto, com o conhecimento e hábito de andar nesta moto fui cada vez utilizando mais pelo gosto que me dava conduzi-la, passando entretanto do meu meio de transporte diário por motivos de trabalho para o meu transporte por motivos de lazer e turismo. Agora utilizo a minha PCX apenas por lazer, para mim esta é a moto de momento ideal, pois é leve, fácil de manobrar, divertida (sim, ela curva de forma fantástica) e económica (mesmo nas revisões, pneus e IUC).

Considero que a PCX é uma moto fantástica para quem pretende fazer principalmente trajectos dentro de cidades, onde queira facilmente fugir ao trânsito, e que procure uma moto fiável e económica. Mas, como costumo dizer a vários amigos, não pensem que ela fica só por aí, pelos passeiozinhos de cidade, já fiz passeios de vários quilómetros por dia, viagens de Lisboa ao Porto ou ao Algarve e uma viagem de 1200 quilómetros em passeio de 4 dias, claro que tem a questão da velocidade que consegue atingir ou do conforto para viagens longas, mas porta-se bastante bem e o nosso espírito motociclista ajuda.
Site Meter