quarta-feira, 5 de abril de 2017

Lisboa Moto Show 2017

Abre hoje as portas e não vai faltar animação… 

Para além dos lançamentos e apresentações nacionais de modelos novos das principais marcas importadoras (…) os visitantes terão oportunidade de fazer test drives com motos de menor cilindrada na área exterior, entre os pavilhões 2 e 3 da FIL, e com motos de maior cilindrada na Praça FIL. Também as demonstrações de Free Style vão, com toda a certeza, proporcionar, um ambiente de festa (…). 

Esta edição tem como grande novidade a realização do Motor Racing, no pavilhão 3 da FIL, realçando a vertente mais desportiva da moto (…). A partir daqui os apaixonados por este estilo de vida podem ver, em directo, transmissões dos treinos e da prova do Grande Prémio da Argentina, onde participa o piloto nacional Miguel Oliveira. 

A não perder… 

[Ah, e para o ano, caros amigos, tentem fazer um comunicado de impressa legível e facilmente publicável sem corte-e-costura. Obrigado!]

terça-feira, 4 de abril de 2017

Edição inaugural do Road Miles na estrada no próximo sábado

Quem se recorda do primeiro Lés a Lés? Eu! 

Século passado, Junho de mil novecentos e noventa e nove (1999!), Piaggio Hexagon, partida em Rio de Onor, vinte e quatro horas na estrada…, chegada em…, oppss, não me lembro. Fiquei pelo caminho, algures perto de Gouveia. A pequena italiana destruída na frente de uma valente Honda Gold Wing que fazia uma patética inversão de marcha. Podia ter corrido melhor? Podia…, mas enquanto durou foi muito divertido. Nessa primeira edição eramos poucos e quase todos conhecidos do Nacional de Moto Ralis. Como já disse anteriormente, o Lés a Lés hoje não tem graça nenhuma. 

O Road Miles - Motorcycle RoadBook Challenge é um evento que consiste num percurso de navegação a roadbook, podendo ser efetuado a solo ou em pequenos grupos, com o objetivo de realizar num só dia as 300 ou 500 milhas propostas. O percurso foi escolhido criteriosamente em função da sua beleza paisagística, histórica e cultural. 

O que tem o Road Miles em 2017 a ver com o Lés a Lés de 1999? Muita coisa. Novidade, desafio, um reduzido grupo de ambiciosos com vontade de sair da zona de conforto. Se calhar, daqui por dezoito anos, alguém estará a escrever como eu: eu estive no primeiro. 

Eu vou estar no primeiro. Curiosamente, tal como há dezoito anos, abraçado à MOTOCICLSIMO. Não vou realizar nenhum dos desafios mas estarei em reportagem para a revista parceira do evento. Estando eu, também estará o Escape, ainda que de forma, digamos, comedida. Haverá reportagem para ler na edição de Maio da revista. 

Entretanto…, algumas curiosidades. A Honda patrocina parte do evento mas a marca mais representada na estrada será, de forma clara a BMW. Com destaque para os seus BMW Motorrad Fans que abraçaram, fortemente, o desafio maior das 500 milhas.

Limalhas de História #29 – 4 de Abril de 1993



Mil novecentos e noventa e três. Ano do malfadado acidente que deixou marcas para a vida do fantástico piloto californiano.

Faz hoje exactamente vinte e quatro anos. Shah Alam. Malásia. Calor e humidade insuportáveis. A Yamaha YZR 500 escreve mais um capítulo do seu domínio insolente. Wayne Rainey, tricampeão mundial, saca a sua primeira vitória da época a caminho do penta. Não chegou lá. O fabuloso senhor Schwantz viria a sagrara-se campeão mundial.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Yamaha e as novidades no Lisboa Moto Show

Isto não é um post. É um comunicado de imprensa, boletim de imprensa ou press release, como lhe quiserem chamar. Uma comunicação feita por um indivíduo ou organização visando divulgar uma notícia ou um acontecimento. É apenas o que a Yamaha tem para oferecer aos leitores do Escape…

No dia 5 de abril, dia de abertura do salão, a inauguração do stand a YAMAHA terá como convidados especiais algumas figuras publicas bem conhecidas, e alguns deles irão apresentar as novidades YAMAHA para 2017. 

Este desafio que foi bem aceite pela modelo e blogger Mónica Sofia, que falará da sua companheira de viagens a Tricity, assim como o ator Manuel Sá Pessoa, que vai apresentar as caraterísticas da X-MAX 300. Ainda outros dois atores, Alexandre Silva e o portuense Ricardo Trepa, vão mostrar todo o potencial da TMAX e da Scrambler 950, respetivamente. Caberá ao bem conhecido comediante Nilton mostrar a XSR900 Abarth enquanto mais um ator, desta feita, Joaquim Horta falará da YZF-R6. 

A apresentação feita por estas personalidades será mais sucinta menos técnica e muito mais virada para a associação do modelo em questão com a personalidade que o apresenta. Deseja-se com este evento algo diferente das normais apresentações que são mais técnicas e detalhadas em relação às caraterísticas de cada modelo. Neste caso o que se pretende é simplificar e tornar esta apresentação mais próxima do público mais alargado. 

O stand da YAMAHA no Lisboa Moto Show 2017 será ainda inaugurado com uma festa (15:00h) onde estarão presentes diversas outras figuras públicas convidadas, mas o ponto alto será o momento de apresentação (16:00h) das novidades dos modelos YAMAHA para 2017.

domingo, 2 de abril de 2017

Molhar os pés no Guadiana

Desde que me conheço, enquanto motociclista, que gosto de andar noutras superfícies que não o alcatrão. Mas uma coisa é gostar outra fazer. De facto, raramente me aventuro fora de estrada, apesar de já ter tido o prazer de ir duas vezes a Merzouga beijar o Erg Chebi – ambas de Honda ST1100, ambas ainda quando para lá chegar só de pista.

Mas, sublinho, gosto. Gosto muito. Se calhar está na altura de parar de inventar desculpas e trocar de sapatos. Fazer me à estrada, isto é, sair dela e entrar pelo campo fora. 

Calhou ontem, dia das mentiras. O desafio partiu de gente simpática que também adora a CRF 1000L. “Anda dai, Pedro. Mete-te à estrada até Monsaraz. Dai vamos junto ao Guadiana até perto de Olivença. Trincamos um bodadillo, tragamos una cañita e voltamos para casa”. Disseram-me… 

Assim foi, ou quase. Queria regressar cedo a Lisboa e acabei por perder a segunda parte – menos técnica e mais rápida – da jornada. E o restante convívio. Mas…, chega de inventar desculpas. Sabia que a meio da tarde tinha de regressar rapidamente a Lisboa mas fui na mesma. E adorei. 

Se me dissessem, há uns meses, que iria estar a bordejar o Guadiana durante quase cem quilómetros, com uma “mil” equipada com pneus de trazer por casa, eu diria que só podia ser mentira…, mas não foi. Foi e foi verdade, apesar de ter sido no dia das mentiras. Curiosidades… 

Resta-me agradecer àqueles que insistiram para que me metesse nestes trabalhos e que tão bem me guiaram a mim, e outros “verdinhos” como eu, pelos encantos da bela paisagem junto ao eterno Wadi Ana

Quando repetimos…?

segunda-feira, 27 de março de 2017

Ser motociclista

O texto não é meu. O texto é do Tó Manel. E sem a sua autorização reproduzo-o neste Escape. Com o Tó aprendi muita coisa, entre elas, a ser motociclista. O Tó Manel é responsável por muito do que é hoje o motociclismo em Portugal. Devia ser ouvido e lido com atenção. O Tó Manel é credor de mais respeito. Boas curvas Tó…, dessas e das outras… 

Antes de mais… é Motociclista quem anda de moto. É que nem vale a pena, nós Motociclistas, estarmos a perder tempo a pôr-nos em bicos de pés, uns perante os outros, porque somos todos o mesmo, Motociclistas. Porque gostamos de motos, ou porque gostando “mais ou menos”, simplesmente nos são bastante úteis. Não há cilindradas, tipos, cores nem panos que consigam separar-nos…, até porque já estão separados aqueles que pensam o contrário. 

Fui durante muito tempo um “motociclista fundamentalista”. Não foi por andar por aí em grupo a intimidar e a meter medo a quem quer que fosse…, aliás, este triste dado é recente no nosso país. Fui “fundamentalista” por andar na estrada desde os 16 anos e só tirar carta de carro quando fiz 50; e a razão foi simples: sempre gostei mesmo foi e é de andar de moto; para além do jeito que deu durante 30 anos para ir todos os dias de casa para o trabalho, foi sempre o modo como me desloquei em lazer. 

Para além dessa faceta utilitária diária, fui a muito lado de moto, passei muitas fronteiras, fui a sítios onde nunca voltarei, porque agora com 60 quero continuar a descobrir novos caminhos, de moto claro. Porque o carro, sempre que me lembro que existe, tem de ficar a carregar a bateria…. 

Utilizando algumas palavras de um poeta português direi que ser Motociclista viajante é “não caber no berço onde se nasceu… ultrapassar fronteiras uma a uma… e morrer sem nenhuma…” Miguel Torga escreveu estas palavras num poema dedicado a Fernão de Magalhães. Aqueles que hoje partem por aí à descoberta seja de barco, comboio, carro ou moto, têm todos um pouco de descobridores no sangue. 

E nós portugueses temos muito, até por culpa da situação geográfica que nos dá aquele sentimento de termos de partir à descoberta do que está para lá do horizonte. A moto serve para muita coisa; para nos levar para o trabalho, para ir à horta buscar uma saca de batatas, para ir-mos buscar uma botija de gaz, para irmos ao supermercado, enfim, para tudo isto e muito mais que nos facilite a vida do dia-a-dia… e no fundo a sua génese está precisamente aí, facilitar-nos a vida. Foi por isso que tiveram as suas grandes missões na sociedade em épocas de grande crise a seguir às duas Grandes Guerras (1918 e 1945). 

Tempos houve em que no nosso país a profissão de Motociclista até teve o seu auge; foi quando me cheguei a considerar mais Motociclista… quando tive a profissão de “Mensageiro Motociclista” na década de 80, no tempo do “PonyExpress”. Ainda há por aí alguém que se lembre desta empresa de entrega de mensagens e encomendas? Na empresa “CTT/TLP”, passava 8, 10 e muitas vezes 12 horas por dia a distribuir telegramas; depois das horas na empresa chegava a fazer “biscates” para a televisão a ir buscar cassetes onde fosse necessário no país. 

E nas férias pegava na moto e ia para a Turquia, para a Grécia, para o Cabo Norte, para o Egipto, para Marrocos, etc… mas, era o acumular das horas de trabalho que me fazia sentir mais Motociclista. Ser motociclista hoje, ainda é e será sempre tudo isso que se faz de moto…, ir à horta, ir ao supermercado, ir para o trabalho, ir à praia, viajar à descoberta. 

Ser motociclista é tudo isso e engana-se quem pensa que é mais motociclista só porque dá um uso diferente à moto, portanto, que se distingue pela forma. Quanto muito, é mais motociclista aquele que mais uso dá à mota. Esta é a única diferença que pode distinguir dois motociclistas um do outro O resto…, são alter-egos.

domingo, 26 de março de 2017

Eu compro motas a quem as quer vender

Eu cá agora tenho uma Honda CRF 1000L Africa Twin DCT. Então mas, oh Pedro, tinhas comprado há pouco tempo uma Crossturer nova? 

Onde é que vocês ficaram, pá?!? Sim, tinha mas…, desde que “bati com a cabeça” e decidi desfazer-me da minha ST1100 (link) nunca mais tive sossego. Foi a VFR 1200X…, agora é a AT DCT, pelo meio já existiu uma Dominator, como podem ler por ai, e ainda existe a CB 750 e a pequena PCX - esta já está comigo desde Julho de 2013. 

Como não tenho parança, um destes dias liguei para a Bomcar. Quis saber se era possível trocar a minha nova AT DCT por uma nova, mas em segunda mão, BMW S1000XR. 

Sim, sim, possível é, disseram-me. Mas…, mas de forma nada surpreendente e apesar de eu ter alertado para que isso não acontecesse, os valores apresentados foram absolutamente patéticos. Mais uma vez não me quiseram vender uma BMW.., é assim desde…, 1997. Não estou a brincar. 

De facto, eu compro motas a quem as quer vender. Na MOTODIANA foi possível trocar a nova Crosstourer por uma AT a estrear. Sem dramas, sem desculpas, sem dificuldades. Apenas focados na solução e não no problema. E ainda com amizade e boa mesa alentejana. 

Por isso é que eu já disse ao meu amigo José Caniço Nunes. Quando voltar a haver Pan-European eu quero ficar com a primeira que ele vender em Portugal. A encomenda ainda não foi feita porque ainda não existe mota, nem existirá tão cedo. Mas pelo sim pelo não a pré-reserva já foi efectuada. Porque, sublinho, eu compro motas a quem as quer vender.

sábado, 25 de março de 2017

Atenção à circulação nas bermas

Lido por ai e adaptado. 

“Pessoal cuidado à circulação nas bermas das Auto-estradas - coisa normalíssima na A2 no acesso à ponte e na A5. Normalmente as autoridades "fecham os olhos" e ignoram, mas no passado dia 22 (Quarta-feira) houve acção de fiscalização na A5 a seguir às bombas da Galp (sentido Cascais-Lisboa) e estiveram a multar as motas que estavam a passar pela berma! É uma infracção muito grave! São “apenas” 60€ mas tira logo 4 pontos e dá direito a sanção acessória de inibição de condução de 2 meses!”. 

Reproduzo pois o alerta faz todo o sentido. Ficar privado do exercido da condução é bem duro e pode ter consequências terríveis na nossa vida.

Dessas e das outras #35


sexta-feira, 24 de março de 2017

SYM Jet 14 mais uma anti-PCX a chegar

Apesar de ainda faltar mais de uma semana, o Lisboa MotoShow na Fil começa a mexer com a cena motociclista. 

A SYM vai apresentar na FIL mais uma concorrente à digníssima líder do segmento, a Honda PCX. 

Segundo a marca, a SYM Jet 14 apresenta uma configuração “user friendly” onde se destaca uma plataforma plana que confere mais espaço para descansar os pés, e um assento ergonómico garante de maior conforto na cidade. Ainda segundo a marca, a SYM Jet 14 é leve e fácil de manobrar. As suas jantes de 14 polegadas são indicadas para uma condução em cidade e pode ainda beneficiar do seu baixo peso de 122kg para a manobrar com mais facilidade. A SYM Jet 14 oferece um painel de instrumentos LCD cm três secções distintas que apresentam com clareza a informação e maior espaço de arrumação - para além de permitir arrumar um capacete integral debaixo do assento, pode também arrumar as suas luvas no espaço dianteiro. 

A seguir com atenção, pelos amantes do segmento.

Limalhas de História #28 – 24 de Março de 1991

Veni, vidi, vici, terá dito o general e cônsul romano Júlio César em 47 a.C.. César utilizou a frase numa mensagem ao senado romano descrevendo a sua recente vitória sobre Fárnaces II do Ponto na Batalha de Zela. Uauuuuuu…!!! 

Faz hoje exactamente 26 anos. Suzuka. Japão. Arranque do Mundial desse ano. O simpático Noboru Ueda estreia-se na classe 125cc. E logo com uma pole. “Nobby” arranca nesse dia para fazer “barba e cabelo”. À Pole junta a vitoria na corrida e a volta mais rápida da mesma. Que estreia! Ueda realizou doze épocas. Nunca mudou de classe. Venceu mais doze vezes ao longo da sua carreira e o melhor que conseguiu foi ser vice-campeão em 1994. Sempre na Honda. Uauuuuuu…!!!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Limalhas de História #27 – 23 de Março de 1985




“Fast Freddie”, eterno “Fast Freddie”! 

Faz hoje exactamente 32 anos. Kyalami. Midrand, Gauteng, Africa do Sul. Recordamos, Kyalami significa “a minha casa” em Zulu. Uma das “casas” que Freddie Spencer deixou pelo mundo fora. Faz hoje exactamente 32 anos, dizia, que Spencer começava a época a vencer em 250cc e a fazer segundo em 500cc. A temporada terminaria com sete mais sete vitórias. E dois títulos mundiais. Lenda!
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