quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Lisbon Motorcycle Pool Party

Ah e tal…, é sempre a mesma cantiga, sempre o mesmo tipo de eventos e nunca ninguém em tempo algum faz algo diferente. Pois, parem as lamúrias chegou a Lisbon Motorcycle Pool Party ou em português, festarola de motas numa piscina de Lisboa. 

Escutem…, “com o objectivo de celebrar o sucesso da 2ª edição do Lisbon Motorcycle Film Fest, decidimos reunir os amigos no Lisbon Marriott Hotel no próximo dia 9 de Setembro (sábado), das 15h00 às 22h00. A música ficará a cargo dos Cool Cat Club que farão duas actuações ao vivo e do DJ Chief Rodriguez, El Disco Joker que promete pôr a dançar os insufláveis da loja Capitão Lisboa que irão decorar a piscina. Fora de água, para refrescar a garganta de todos os convidados contamos com a Sailor Jerry e os fantásticos cocktails elaborados pela equipa do Paradiso - tiki & co”. 

Em exibição estarão motos oficiais da BMW Motorrad Portugal, Moto Guzzi Portugal, Indian Motorcycle e Honda Portugal Motos, além de mais 2 ou 3 motos transformadas, ainda por confirmar. 

A entrada é gratuita mas com reserva ao direito de admissão devido à lotação do espaço. Dress code: summer beach rider, seja lá o que isso for. Ah, não esquecer de cortar a unha do pé. 

Have fun…

Saca! #27


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (V)

Após a sempre dura travessia da ibéria e do “Massif Central” - região elevada no centro-sul da França, composta de montanhas e planaltos (link), após um dia de sossego e mergulhos no lago Léman (link), era enfim tempo de mergulhar a frente da Honda CRF 1000L Africa Twin DCT nas dramáticas curvas das excelentes estadas da Suíça Central. 

Nota prévia. O que vem a ser isto de Suíça Central? Suíça Central é a “região” ou zona, assim apelidada por alguns guias de viagem, que fica encravada entre os cantões de Ticino, Valais, Berna, Uri e Grisões (ver imagem). 

Por outras palavras é a jóia da coroa do tal Templo que vos falei aqui (link) - Deus é a máquina que conduzimos. A crença é no prazer. E o Templo assume a forma de descomunal Disneylândia. 

O menu do primeiro dia de alta montanha incluiu uma passagem pelo pouco conhecido Col de Mosses, uma pausa refrescante nas margens do Thunersee (lago ocidental junto a Interlaken) e um primeiro e vigoroso ataque, bem acima dos 2000 metros de altitude, com direito a Grimselpass, Furkapass e Gotthardpass. 

A primeira voltinha no esfusiante carrossel alpino ficou marcada, por um lado, pelo tempo ameno e seco e, por outro, por uma estranha mas muito agradável sensação de familiaridade. Nada me retirava aquele sorriso estupido de alegria por estar num local magico que adoro de forma descontrolada. Queria poder estar ali sempre que desejasse. Desta vez estava. Mais uma vez lá voltava. E tudo corria de forma perfeita. 

A dormida fez-se em Airolo, Ticino, cantão italiano. Antiga importante comuna ligada ao comércio e ao Passo de São Gottardo, hoje apresenta algum abandono devido ao recente túnel rodoviário que afastou os forasteiros. Airolo é mais em conta monetariamente que as demais povoações fronteiras e tem algum sabor latino. 

A história do segundo dia de Disneylândia alpina é simples mas fica para um próximo post…, à que saborear as palavras…

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Limalhas de História #40 – 3 de Setembro de 2000



Desconstruir. Mas por que diabo todos estes pequenos snacks de historia têm de ter por referência o dia em que são publicados? Pois…, desconstruir…

Fez ontem exactamente dezassete anos. Estoril, sim Estoril. Aqui ao lado em Portugal. Portuguese Motorcycle Grand Prix. O primeiro em solo nacional – sim, houve em 1987 um Grande Prémio de Portugal disputado na velhinha pista de Jarama, próximo de Madrid. McCoy, Garry McCoy, que em 1997 tinha saltado directamente das 125cc para as 500cc, vence, na sua Yamaha semi oficial, o seu segundo Grande Prémio. O simpático australiano da Nova Gales do Sul, viria a vencer apenas mais uma vez na sua carreira, precisamente quinze sias depois, em Valencia. “The Slide King” terminaria a época em quinto num ano marcado pela último título da Suzuki, com Roberts Jr. 

Saudades, muitas saudades de ter entre nós a realeza da velocidade.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Todos os dias são bons dias para… (V)

Sabiam que no próximo sábado, para além do Dia Internacional do Abutre (?) e do Dia de São Agrícola de Avignon (??) também se celebra o Dia da Barba?

O Dia da Barba comemora-se todos os anos no primeiro sábado de Setembro, pelo que convém deixar cresce-la até lá. A origem do dia é desconhecida, mas acredita-se (não riam…) que já os vikings dinamarqueses celebravam esta data 800 anos antes de Cristo. 

Barbas longas e longos passeios de mota fazem parte, desde sempre, do imaginário “biker”. Nos últimos anos assumiram mesmo um lugar de destaque em ambientes mais urbanos, ao ponto de podermos falar em “coolness”. 

Celebremos. Até ao seu Dia, deixemos cresce-la ou então cuidemos dela, da barba. E no próximo sábado, aquele passeio de mota, por pequeno que seja, que o seja com o vento a bater no rosto e a fazer esvoaçar os pelos da cara concertadamente desorganizados.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Limalhas de História #39 – 31 de Agosto de 1997







São muito poucos os desportistas que defrontam (e batem) três gerações – a anterior à sua, a sua e a que se lhe segue. São a referência, portanto. Fácil. Demasiado fácil a pequena limalha de hoje.

Faz hoje exactamente vinte anosNa sua segunda temporada completa, Valentino conquistava o seu primeiro, de nove títulos mundiais. O mais espantoso: passadas que estão duas décadas, o eterno jovem de Urbino, continua na busca de mais um título mundial. Fantástico!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Limalhas de História #38 – 29 de Agosto de 1982

Didier de Radigues. Boooom! Há limalhas assim, perfeitamente volatilizadas. Sempre que oiço o nome do piloto belga, recordo me do clássico capacete Bieffe do final dos anos oitenta, replica do usado pelo piloto e muito popular entre os jovens “cinquentinhas” da época.

Faz hoje exactamente trinta e cinco anos. Último Grande Prémio disputado no antigo circuito de Brno. Didier de Radigues leva a sua francesa Chevallier à vitória na corrida de 350cc (que na ausência de corrida de 500cc, era neste dia classe rainha) e fica a um passo de conquistar o título. Esse passo não seria dado e Anton Mang rouba na corrida seguinte o título para a Kawasaki. Didier de Radigues não sabia, mas apesar de mais nove temporadas nos Grandes Prémio esta foi a vez que mais perto ficou de conseguir a glória de um título mundial.

domingo, 27 de agosto de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (IV)

Uma das vantagens do airbnb é esta: recolher junto dos anfitriões elementos preciosos para enriquecer ainda mais a viagem. Foi o caso, com a aldeia de Yvoire. 

Yvoire, aldeia francesa medieval fortificada, iria passar totalmente ao lado desta viagem (quer dizer, em bom rigor eu é que passaria ao lado dela) e acabou por se tornar no melhor ponto de partida possível para um dia a bordejar o fresco lago Léman.

Dali, foi tempo de marchar às margens ocidental e norte do lago, já na Suiça. Genebra e Nyon, rapidamente ficaram para trás. O destaque deste dia vai para as perfumadas vinhas de Lavaux. 

A região vinícola de Lavaux, situada no cantão suíço de Vaud, tem vinhas centenárias e assumem-se desde 2007 como património mundial da UNESCO. Virada a nascente, o Sol reflecte-se no lago e os muros de pedra concentram o calor. Com uma grande variedade de solos e microclimas, a região produz uma rica variedade de vinhos mas o destaque vai para a pouco conhecida entre nós casta Chasselas. O Chasselas é um vinho fresco e frutado. Os aromas mais associados aos vinhos produzidos com essa variedade são frutas cítricas, maçã verde e pêssego. Com o envelhecimento ganha notas de mel e nozes, bem como um tom mais dourado. 

Foi então tempo de um passeio a pé pelas vinhas - a beleza ombreia com o nosso belo Douro apesar da dimensão ser bem menor - petiscar algo e beberricar um copo de branco fresco. Tudo entremeado com um mergulho no lago, em Rivaz. 

O regresso a Thonon-les-Bains fez-se pela margem oriental do lago com mais um revigorante mergulho junto à celebre Évian-les-Bains. 

No regresso ao meu airbnb, tinha saborosos queijos regionais e vinho local à minha espera, cortesia da minha anfitriã. Bem melhor que ir para o hotel, não? 

Sono profundo…, que os próximos dois dias prometiam. Não…, eu não arrancaria já para a descida da “Route des Grandes Alpes”. É irresistível estar tão perto da Suíça Central e não me empanturrar com as melhores e mais deliciosas estradas europeias…

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O que é que sentiu?

Em meados dos anos noventa do século passado chegava enfim a televisão privada a Portugal. Com ela chegaram também novos estilos, formas e conteúdos. Desde então passaram alguns portugueses a responder à pergunta “o que é sentiu?” e muitos mais a ouvir a resposta à mesma. Primeiro estranha-se… 

Com o advento dos canais de informação (ou será entretenimento?) por cabo, tal pergunta e demais respostas vulgarizaram-se. Se primeiro estranhámos, depois entranhámos. Hoje todos queremos saber o que alguém sentiu…, menos que isso é nada. 

O que é que isto tema ver com a MOTOCICLISMO de Agosto? Tudo! Vejamos.

Uma primeira nota muito positiva. Há mais de dois anos, escrevi aqui (link) o seguinte; quando era garoto sonhava que quando fosse grande “queria andar de mota tanto como o Alan Cathcart”. Mais de vinte anos passaram e eu continuo a andar de mota.., enfim…, razoavelmente…, e continuo a perseguir o mesmo objetivo, a saber: “andar de mota tanto como o Alan Cathcart”. Trazendo a MOTOCICLISMO uma entrevista com o ”meu profeta”, só me restava comprar a revista, como sempre faço, e engolir a entrevista. Confesso…, li quando peguei na revista ainda antes de comprar, li imediatamente depois de comprar, voltei a ler quando cheguei a casa e já a li mais algumas vezes (até porque a entrevista é manifestamente curta). Verdade! Eu ouvia Cathcart falar durante dias. Porquê? Porque ali, como sempre, Cathcart conta-nos de forma ímpar o que sente a fazer a sua (nossa) paixão: andar de mota. Tao simples… 

Uma segunda nota menos positiva. Leio com curiosidade o Teste às novas Honda CB650F/CBR650F. Passando ao lado do facto de um Teste não trazer uma única medida quantitativa (como por exemplo um simples consumo), o que me deixou insatisfeito foi a pergunta que fiz a mim próprio no final da leitura: “mas afinal o que sentiste, Francisco?”. Fui ler de novo…, e lá reparei que o meu amigo Francisco, naquele seu jeito limpinho e escorreito de escrever, sentiu “suavidade” no motor, “conforto” nas suspensões e “eficácia” na travagem. 

Espero que este texto não seja interpretado como “bota-abaixo e que o Francisco entenda que o pretendido é fazer (ou pelo menos tentar) uma crítica construtiva. Alan Cathcart só há um mas…, o que nós leitores de revistas desejamos é menos descrição técnica das máquinas (para isso já lá está a devida Ficha) e mais paixão. Mais amor, ódio, ternura, compaixão. Mais alegria, medo, divertimento, atrevimento. Mais sentidos despertos. Mais vida. Saber ao que a mota sabe. Ao que a mota cheira. Ao que mota soa. 

Ao longo destes anos, com Alan Cathcart, senti-me aos comandos de inúmeras motas de estrada e de corrida. Vá, rapazes novos. Toca a aprender com o velhinho. Expliquem-me, a mim e a todos os que vos leem: o que é que sentiram ao testar essa mota?
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