segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (VI)

Depois de um dia no carrossel magico alpino (link) nada melhor do que um segundo dia…, no carrossel mágico alpino. Após tanto “trabalho” para aqui chegar, era tempo de desfrutar em pleno de cada passagem de montanha, cada curva, cada milímetro de asfalto épico. 

O dia começou bem cedo com a ascensão ao ainda hoje pouco conhecido Nufenenpass, descida para Ulrichen, subida para Gletsch e ascensão ao Grimselpass (sim, outra vez, desta feita de sul para norte). O carrossel continuava…, descida fantástica até Innertkichen e subida ao sumptuoso Sustenpass. 

A subida ao Sustenpass acabou por ser, sem dúvida, um dos pontos altos desta viagem alpina. Da única vez que por aqui tinha passado fiz a subida em sentido contrário. Desta vez, da vertente ocidental para a vertente oriental da montanha, pude extrair o máximo de gozo na condução. Ao segundo dia de alta montanha, muito mais adaptado ao estranho (pelo menos para mim) eixo dianteiro da Honda CRF 1000L Africa Twin DCT, todos os esforços para estar ali, nos Alpes, naquele momento, pareciam fazer sentido. 

“Apenas” com Nufenen, Grimesel e Susten no papo, o dia estava plenamente ganho. Enquanto subia de Wassen para nova passagem pela mágica vila de Andermatt (que parece estar a ser consumida por um crescente turismo de inverno) uma certa nostalgia apoderava-se de mim, pela primeira vez, nesta viagem. 

O diamante das estradas apaixonantes tinha sido uma vez mais vagamente polido pela borracha de um motociclo por mim conduzido. Para quem ama verdadeiramente andar de mota este é local: Suíça Central.

Sabemos quando estamos, nunca sabemos se e quando voltamos.

sábado, 30 de setembro de 2017

Dessas e das outras #50


Meia centena de infinitas boas curvas comemorada com classe. Imagem de uma motociclista portuguesa, aos comandos de uma máquina de um construtor icónico, maquina essa a passear nas ruas de Lisboa no DGR do passado domingo. O click é do Mestre Manuel Portugal (link).

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Limalhas de História #44 – 27 de Setembro de 1987

Há trinta anos o Mundial de Velocidade decidiu começar a tentar falar português. Mas a etapa portuguesa foi parar aos arredores de Madrid e a etapa brasileira ao meio do mato bem no centro do país. 

Faz hoje exactamente trinta anos. Brasilian Motorcycle Grand Prix, Goiânia, Estado de Goiás. Hoje, Autódromo Internacional Ayrton Senna. O Brasil teve de esperar pela segunda metade dos anos oitenta para ver de perto, talvez demasiado perto no caso da imagem, o Mundial de Velocidade. Wayne Gardner vence na sua NSR500 Rothmans Honda-HRC e leva para Wollongong, Nova Gales do Sul, o primeiro título australiano na Classe Rainha.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Triumph Bonneville Bobber à prova

Mas que raio. Tenho uma Bonneville Bobber lá em baixo parada. Quase que a consigo ouvir, “anda, leva-me a passear…”. Irresistível. E se eu trocasse a habitual tasca da esquina com as caras do costume, a comida de sempre…, por um rápido e animado “luch ride”?!? 

Não é tarde nem é cedo…, rumo ao Oeste próximo, às suas encostas tingidas de outono e ao seu asfalto apetitoso. Esta é a pequena história de uma hora de almoço diferente. 


Visão, a nossa janela para o mundo. A Bobber não deixa ninguém indiferente, quanto mais a nós, motociclistas. As pessoas param, espreitam, questionam. Há muito que não era tantas vezes abordado na rua por causa de uma mota. Até as miúdas, no trânsito, sorriem e deitam um olhar traquina. A primeira coisa a fazer é então olhar para a Triumph Bonneville Bobber, para os seus detalhes, aqueles todos que já ouviram falar numa qualquer revista de motas e que eu não vou aqui repetir. Visão, a Bobber pede que olhemos para ela com olhos de olhar, sempre e imediatamente antes de a colocar a trabalhar. 

Audição, a percepção do som pelo ouvido. Após a visão este é o segundo sentido barbaramente estimulado pela Bonneville Bobber. Desde o suave ralenti até ao grito rouco lá junto as 6000 rpm, onde chega a potência máxima, passando por todas as rotações intermédias, o duplo escape da Bobber delicia, encanta mesmo. 

Tato, percepção resultante da activação de receptores neuronais. Apesar da sua longaaaaaaaaa distancia entre eixos, devido ao seu baixo centro de gravidade e equilíbrio generalizado, rapidamente a Triumph Bonneville Bobber se desenvencilhou do trânsito de uma Lisboa agora em permanente hora de ponta. Já na A8, rumo a Loures, “meto uma abaixo”, tranco o acelerador electrónico, arqueio me ligeiramente, fecho um pouco os braços e aperto as pernas no suave deposito. Tais estímulos são transformados em impulsos nervosos e enviados ao sistema nervoso central, no qual são interpretados e respondidos. Interpretados como prazer, respondidos com um largo sorriso. É uma experiencia de quase-sensualidade. A Bobber ronca, rapidamente coloca o binário máximo de cerca de 100Nm no chão, vibra um pouco ao ultrapassar as 5000 rpm e empurra-me contar o vento…, ah…, deliciaaaaa….! 


Olfato, podemos adivinhar o que está ao nosso redor apenas pelo cheiro do ar que respiramos. Abandono a auto-estrada e no Fanqueiro tomo a N374. Em Sete Casas o trânsito desaparece e a Bonneville Bobber rapidamente engole a subida até Montachique e as suaves curvas até perto da Granja, onde rumo a umas vielas ingremes que me levam ao encontro do Sobral de Monte Agraço. Já perto da delícia referenciada por N115 detenho-me. Tiro o capacete. Acerto o enquadramento. Fotografo. Fecho os olhos. Cheira a restolho, a restolho da vinha por aqueles dias vindimada. 

Quedo-me. Miro as cercanias. Oiço a passarada e um cavalo que por ali perto, preso, relincha. Toco as ervas à beira da estrada. E encho os pulmões de ar limpo. Quedo-me de novo e repito o processo sensorial já com os 1200cc do bicilíndrico paralelo em funcionamento. 

O regresso faz-se pela N115, a tal delicia tão negligenciada pelos motociclistas da capital. Não é sequer necessário procurar os limites da Triumph Bonneville Bobber para dela recolher prazer, até porque a travagem é apenas clássica, estado longe de ser moderna; é eficaz mas requer alguma adaptação. Assim, basta um ritmo certo, vivo, por vezes estimulado outras mais pausado…, não sei se me faço entender.

Para os mais atentos à leitura…, visão, audição, tato, olfacto, falta um sentido. E o paladar? Agora é que arranjei um problema… 

Paladar, mesmo com os olhos vendados e o nariz tapado, somos capazes de identificar um alimento que é colocado dentro de nossa boca. Esta Bobber não se trinca nem enche a barriga mas alimenta a alma de uma forma extraordinária. Os 77 CV reclamaram 4,8 litros por cem quilómetros de estilo e sedução, pedindo a Triumph Portugal 12.900.00€ para a retirar do stand. Honestamente, se os pudesse dar, seriam dos euros mais bem empregues da minha vida.

domingo, 24 de setembro de 2017

“And now for something completely different!” ou nem tanto

Nos últimos dias, semanas, têm sido muitas as palavras simpáticas e elogiosas que tenho recebido pelo trabalho que vou publicando aqui no Escape. Obrigado a todos, são esses "rateres" positivos que me vão dando combustível para o motor continuar a pulsar.

Do outro lado da moeda vem, quase sempre, a ideia que o Escape tem um lindo rugido mas a sua forma precisa de ser revista e melhorada. 

Não é tarefa fácil, confesso. Em resumo: a plataforma blogger desilude, a mudança para o Sapo não adicionaria muito mais, WordPress é uma hipótese mas não domino, alojamento próprio e desenho personalizado, bem, enfim, o Escape não tem receitas próprias, como sabem. 

Aqui chegados, basta de lamúrias e vamos lá tentar algo diferente. O possível. E o possível passa por esta Hyde Octavia BMW X Challenge. Quem? 

A Octavia é uma Café Racer de aspecto futurista baseada na BMW G650 X Challenge e no seu comprovado monocilíndrico Rotax, construída pelo estúdio Hyde Designs, localizado em Cape Town, Africa do Sul (link). 


A imagem é do também sul-africano fotógrafo e motociclista, Davin Paisley (link) e mostra-nos um “night ride” da modelo Sanela Bozic. 

Espero que ninguém se zangue lá no hemisfério sul mas…, a boa da Sanela fotografada pelo David a passear na noite da Cidade do Cabo com a exclusiva Hyde Octavia BMW X Challenge, fica a encabeçar este vosso Escape.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Primeira Tertúlia do Escape

Os sorrisos na imagem falam por mim. 


A primeira Tertúlia do Escape foi surpreendentemente ecléctica e juntou velhos amigos, companheiros de estrada, a malta nova que mal conheço. Velhos Lobos da Estrada a Novos Aventureiros. Foi muito bom! Bebeu-se, confortavelmente, um copo, recordaram-se velhos tempos e desafiamo-nos mutuamente para novas curvas e petiscos. 

Só posso agradecer. Primeiro, ao Paulo Moniz por ter aberto a sua Casa e a todos ter recebido com a sua habitual simpatia e hospitalidade. Depois, a todos aqueles que apesar do trabalho e vida familiar lá conseguiram arranjar um bocadinho para partilhar vida à volta das motas, motociclismo e viagens. Muito obrigado! 

A Tertúlia do Escape voltará em breve.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Nova Yamaha X-MAX 125

Um dia usei a seguinte frase, hoje repito-a. 

Isto não é um post. É um comunicado de imprensa, boletim de imprensa ou press release, como lhe quiserem chamar. Uma comunicação feita por um indivíduo ou organização visando divulgar uma notícia ou um acontecimento (ao qual fiz o corte e costura que achei mais conveniente). É apenas o que a Yamaha tem para oferecer aos leitores do Escape… 


Para 2018, a nova X-MAX 125 dispõe de um design ainda mais dinâmico que foi inspirado na última geração dos modelos X-MAX 300 e X-MAX 400. Os faróis LED duplos desportivos e as luzes de presença LED sublinham o visual imponente da família MAX, e a sensação de alta qualidade é complementada pela instalação de luzes traseiras e luzes de mínimos LED. 

Juntamente com a respectiva iluminação LED e um novo sistema de controlo da tração, bem como uma prática ignição sem chave Smart Key, a X-MAX 125 de 2018 oferece mais do que nunca - dando a cada condutor a oportunidade de começar com o melhor. 

A fim de oferecer a cada condutor o máximo de controlo em condições variáveis, a nova X-MAX 125 está equipada com um sistema de controlo de tração (TCS) como parte do equipamento de série. Os sensores electrónicos monitorizam constantemente a roda traseira, e se for detectada qualquer derrapagem, o sistema reduz imediatamente a potência até as rodas recuperarem a tração. 

O TCS electrónico utilizado na X-MAX 125 é semelhante ao sistema utilizado nos modelos X-MAX 300 e X-MAX 400, e ao aumentar o controlo e a estabilidade em condições de piso molhado ou escorregadio, reforça a confiança do condutor. 

No coração desta scooter desportiva existe um motor monocilíndrico de 125 cc SOHC a 4 tempos com refrigeração líquida em conformidade com a norma EU4 que dá à X-MAX 125 uma aceleração dinâmica rápida em semáforos - juntamente com uma velocidade de cruzeiro elevada em auto-estradas ou estradas circulares. 

A sua transmissão V-belt (trapezoidal) totalmente automática proporciona uma aceleração "twist and go" perfeita - e o funcionamento extremamente silencioso e o baixo consumo de combustível do motor com injecção de combustível torna a X-MAX 125 a scooter ideal para deslocação urbana e suburbana. 

A X-MAX 125 está equipada com suspensão dianteira telescópica tipo moto que fornece uma ação de suspensão suave e controlável, tornando esta scooter de especificações de alta qualidade uma das scooters com melhor performance desportiva na categoria. Equipada com uma leve roda dianteira de 15 polegadas, esta suspensão dianteira de 110 mm ajuda a absorver os impactos para proporcionar uma condução suave e confiante na cidade e na auto-estrada - e também garante o máximo conforto e controlo nas travagens e nas curvas. 

Para tornar cada viagem ainda mais conveniente e agradável, a X-MAX 125 inclui um novo sistema de ignição sem chave Smart Key. Este sistema eletrónico inteligente permite-lhe ativar a ignição sem ter de encontrar e colocar as chaves na ignição. 

Desde que tenha a Smart Key consigo, poderá ligar a X-MAX 125 da forma habitual, poupando tempo precioso. Esse é outro componente tecnológico que foi concebido para ajudar a tornar cada viagem mais tranquila - e, se necessário, os condutores da X-MAX 125 também podem optar por desligar a Smart Key. 

A X-MAX 125 mais recente tem uma das maiores capacidades de carga na sua classe, e no modelo de 2018 é possível guardar 2 capacetes integrais por baixo do banco. Com uma luz útil, este compartimento de armazenamento generoso por baixo do banco salienta o carácter prático e funcional da X-MAX 125 no dia-a-dia. Independentemente do que necessita de transportar, a X-MAX 125 oferece um dos maiores espaços de arrumação na categoria - e se precisar de ter ainda mais, pode montar uma das malas Top Case genuínas da Yamaha. 

Nas cores Radical Red, Sonic Grey, Phantom Blue e Blazing Grey estará disponível já no próximo mês de Outubro.

Ufff.., digo eu.

Limalhas de História #43 – 20 de Setembro de 2003

Pedrosa, de Angelis, Barberá, Perugini, Dovizioso, Stoner, Cecchinello, Kalio, Bautista, Simoncelli e até um “rapaz do meu tempo” chamado Emilio Alzamora. O que terá toda esta gente ilustre em comum? Tal como Lorenzo disputaram o mundial de 125cc no ano da graça de 2003 


Faz hoje exactamente catorze anos. Cinzano Rio Grand Prix, Autódromo Internacional Nelson Piquet, que é como quem diz Jacarepaguá (sempre adorei dizer este nome), Cidade Maravilhosa, a mais linda de todas, diria. Faz hoje exactamente catorze anos que “o meu primo” Lorenzo, Jorge Lorenzo, conquista o primeiro pódio e logo no seu lugar mais alto. Amado por uns, odiado por muitos outros, certo é que o “Pirata” de Maiorca, só na Classe Rainha, terminou oito (em dez) temporadas no top3 – já contando com a actual. É obra!!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Espirito Motard vive

Aselhice das grandes, confesso!

Quando levantei a Triumph Bonneville Bobber reparei que estava na reserva. Uns semáforos à frente, paro junto ao passeio e espreito para dentro do deposito…, ah.., “tranquilo”, tem gasolina bastante…, deve ser o computador de bordo baralhado. 

Fim de tarde. Marquês, A5, Jamor, N6 Marginal, Cascais, N247 Guincho, Malveira da Serra…, “Cabo da Roca não porque está algum vento” – mal eu sabia que foi a minha sorte – Pé da Serra, Serra acima na 247-3.

Inebriado pela condução apaixonante proporcionada pela Bobber, não mais me lembrei da “luz da reserva”, de repente brrrróóóóuuuuuuuuuuuu…, aquele som inconfundível de que falta palha aos cavalos. 

Embraiei, o objectivo surgiu claro; estava a anoitecer e eu tinha de sair rapidamente da Serra, tinha de conseguir conduzir a mota até ao centro da Vila de Sintra e depois sim, lá resolvia o problema. Consegui voltar a pegar a mota duas ou três vezes nas subidas, as descidas eram feitas recorrendo à força da gravidade. Ainda empurrei uns vinte metros e enfim chego ao cruzamento com a secular Estrada da Pena. Ufffff…, dali foi sempre a serpentear a serra com a mota desligada. E agora? 

A solução parecia ser caminhar (para lá e para cá, entenda-se) até uma de duas BP, a do Ramalhão ou a de Portela de Sintra…., quilometro, quilometro e meio para cada lado. Não seria nada de bíblico mas eu queria mesmo era despachar-me e não abandonar por muito tempo a sedutora Bobber assim…, sozinha na rua.

Passa um Tuk Tuk e peço para parar; o objectivo inicialmente seria questionar qual a bomba mais perto e caminho mais rápido pelas vielas de Sintra até ela. 

Mas era o João que lá vinha com o seu Piaggio a dois tempos, encarnado e branco, rodas pequeninas, barulhento e de ar patusco. Contei a minha história ao João. Ele estava no fim do seu dia de trabalho que nem tinha sido por ai além frutuoso. O João hesitou mas lá se prontificou a me dar uma boleia para baixo até à Portela de Sintra. Despedimo-nos. Mas passado uns minutos o João voltou com a desculpa que também tinha de abastecer. Eu cá suspeito que o João teve pena de me imaginar àquela hora, já com o estomago a reclamar pelo jantar, a subir as esquinas da Velha Sintra. 

Foi um problema convencer “Os Senhores da Bomba” a me desenrascarem. Problema maior foi mesmo a “bruxa má”, dona lá do sítio, que tudo parecia querer fazer para que a peripécia NÃO tivesse um final feliz – já lá diz o velho ditado: “se queres ver um pobre soberbo, dá lhe a chave de um palheiro”.

Nas calmas e se calhar sem se aperceber, o João do Tuk Tuk, talvez por ali ser cliente diário, lá acabou por funcionar como o polo de energia positiva que fez pender o prato da balança para o meu lado, na batalha contra o negrume maquiavélico “Dos Senhores da Bomba”. 

João, pah…, se estás a ler isto, quero dizer-te que foste O Maior. Prescindiste de ganhar mais uma nota grande em detrimento de uma nota pequenina, mas optaste por ajudar um motociclista apeado. Eu sei que também és motociclista mas nada te obrigava a deixar o teu dever para me ajudar. 

O João do Tuk Tuk ainda é um jovem adulto mas demonstrou um gigante, como se chama, “Espirito Motard”, algo raro e quase desaparecido nos dias de hoje. 

Se passarem por Sintra e tiverem um pequeno azar, espero que tenham a sorte de encontrar o João do Tuk Tuk encarnado e branco, ou alguém com os seus elevados Princípios. 

Desejo também que não precisem de nada de nenhuns “Senhores da Bomba” que para exercerem a sua patética actividade económica, em vez de se colocarem do lado da solução teimam em fazer parte do problema. 

Obrigado João, forte abraço e que a vida nunca te roube os Bons Valores!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Tertúlias do Escape

Tertúlia. É, na sua essência, uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se juntam de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos. 

Nas Tertúlias do Escape pretende-se discutir motas, motociclismo e viagens. À maneira antiga. Longe dos teclados, cara a cara e com uma cafezada por companhia. 

A primeira Tertúlia do Escape vai acontecer já na próxima quarta-feira dia 20 de Setembro, a partir das 20h30 no Espaço Rod’aventura, Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide. 


A Rod’aventura assume-se, cada vez mais, como uma loja de acessórios de excelência e referência na Grande Lisboa. Mas quer ser bem mais do que isso. Um Espaço onde os motociclistas se podem reunir confortavelmente. 

No dia 20 de Setembro, todos são bem-vindos!

domingo, 17 de setembro de 2017

Honda CMX500 Rebel à prova

Em 1992, quando abandonei as “cinquentinhas” (que de certa forma eram as 125cc a quatro tempos de hoje) decidi comprar uma Yamaha XV250 Virago. Não havia fóruns, “facebooques”, “reis do teclado” ou sequer cartas por escalões. Na “tasca da esquina” os mais velhos alertaram-me que devia começar por uma cilindrada baixa, mota pequena, acessível e fácil de conduzir. Quando prevalece o bom senso, não é necessária nem Lei nem internet. 

Antes de tudo o mais a Honda CMX500 Rebel é isto mesmo. Banco baixo acessível a todos, media cilindrada, leve e compacta que induz ao primeiro olhar facilidade de utilização e dinamismo.


Mas, ainda no plano estático, esta Rebel é bem mais do que isso, notem: pneus gordinhos, centro de gravidade baixo, um ar simples que parece dizer, “leva me contigo jovem motociclista, sou um quadro em branco, transforma-me à tua medida”. Numa palavra: uma rebelde desprovida de superficialidade. Onde é que já ouvimos isto? Pois (link), cá esta a pequena Bobber da Honda; hoje não temos corridas em pistas de cinza ou em subidas impossíveis mas temos a bem dura batalha diária no trânsito das cidades. 

Para alguém como eu, motociclistas de metro e oitenta, noventa quilos de peso e habituado a ir mais montado do seu sentado, a adaptação à CMX500 não foi imediata. Os braços vão algo fechados, os pés um pouco para a frente e o asfalto está já ali ao lado. Não sendo imediata a adaptação é, no entanto, fácil. 

Dinamicamente, assim que se deu a adaptação às “estranhas” mediadas (130/90-16 e 150/80-16) a Rebel revelou um motor (unidade já conhecida daqui (link) e daqui (link) - vagamente ajustada) agradável e nervosinho quando necessário. 

Vejamos, estamos perante uma mota que nos recorda que tempos houve em que o motociclismo era uma actividade física que nos obrigava a estar em contacto com o vento na cara e com as irregularidades do piso. Posto isto, alguns aspectos não me agradaram; tirar os pés do chão/colocar os pés no chão foi uma delas - problema meu certamente que já não conduzia uma mota com esta geometria há décadas..., a suspensão traseira também denotou alguma secura exagerada.

Tudo aquilo é amplamente compensado pelo..., como dizer..., espirito, animo, “flow” que esta baixinha de linhas arredondadas nos oferece a velocidades tranquilas. Mais do que uma mota para as deslocações diárias nas grandes cidades a CMX500 seduz a um pequeno passeio de fim-de-semana, com os amigos que se vão fazendo por essas estradas reais e auto-estradas virtuais, na demanda da autenticidade do motociclismo que uma Bobber apregoa. 

A prova a esta “Graphite Black”, verdadeira “mota de marginal” (marginal, a estrada, entenda-se) revelou-se francamente poupadinha, 3.4 litros por cem quilómetros de liberdade e “boa onda”. O preço está em linha com a económica “família quinhentos” nipónica, 6000€. Simpático!
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