quarta-feira, 8 de novembro de 2017

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Mais mudanças ou uma caixa completa

Primeira: é oficial, a comunicação social - falamos de motociclismo, obviamente - está definitivamente a mudar. 

Segunda: alguém, do qual não memorizei o nome – peço desculpa – abespinhava-se há uns dias na página FB (link) que suporta este Escape que…, sim senhora, o mesmo é muito bom mas é patrocinado. Errado! Aqui não há publicidade. Aqui há apenas paixão. Paixão que rima com “quem me dera ser patrocinado e estar neste momento em Milão”. 

Terceira: este Escape humilde é, mas não é parvo. E, aqueles (poucos, eu sei) que estiverem atentos aos detalhes, reconhecerão que aquilo que tem sido feito por aqui, e na tal página de FB citada, tem vindo a influenciar algumas das coisas que vão sendo apresentadas por ai de forma diferente. 

Quarta: temos um novo meio! Eu não disse que estávamos a mudar? Motopt (link). O site (ou a pagina – não faço ideia como querem ser chamados) que se assume como “uma equipa de sonho” defende que “as motos são muito mais que uma paixão para nós, são um estilo de vida” e que “(…) dará diariamente a melhor e mais completa informação sobre a moto, na sua vertente de comércio e industria, desportiva e de culto” (link). 

Quinta: feito por alguns motociclistas de longa data, entre eles o meu querido amigo e compagnon de route Marcos Leal, não espero mais do que o melhor entre o que se faz “em rede”. Para mim a fasquia está elevadíssima. Enrolem o punho! 

Sexta, a fundo. Alguns comentários que li, na “rede social do lado, a este post (link) são absolutamente lamentáveis. Não vou responder diretamente. Somos motociclistas. Supostamente gente inteligente, mais inteligente. Gente liberal e arejada. Gente solidária e respeitadora. Gente que se assume apaixonada e com um estilo de vida - como se viu acima. Consumam pois informação nossa. Feita por nós. Em português. Partilhem, comentem e divulguem. Paguem, se for o caso por tal informação. Suportem. Apoiem. Sejam exigentes. Sejam honestos. E andem de mota…

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Limalhas de História #46 – 6 de Novembro de 2011

Bicampeão (1990 e 1991) nas 125cc (Honda). Campeão (1998) nas 250cc (Aprilia). Doze temporadas entre 500cc e MotoGP, sem títulos e com apenas oito magras vitórias. Vinte e dois anos é muito tempo? Não sabemos, mas tudo tem um fim… 


Faz hoje exactamente seis anos. Gran Premio Generali de la Comunitat Valenciana, última ronda da Temporada 2011. Aos comandos de uma Ducati, Loris Capirossi despede-se da Velocidade ao mais alto nível. E nesta “última valsa” troca o seu eterno dorsal #65 pelo #58 do malogrado Marco Simoncelli. Emocionante!

sábado, 4 de novembro de 2017

Será este o último número da MOTOCICLISMO?

Aqui está um texto que nunca pensei vir a escrever. Mas…, de nada vale esconder a cabeça na areia. 

O Escape sabe que este pode mesmo ser o fim. Jornalistas e colaboradores não estão a ser pagos. As máquinas estão paradas. Os mais atentos já terão reparado que o on-line não está a ser actualizado. Dezembro de 2017 será o primeiro mês sem MOTOCICLISMO nas bancas desde o distante Maio de 1991. 

As causas que aqui nos conduziram são múltiplas e de ordem diversa. Porventura, não será este o tempo para discutir o assunto. Este é o tempo de enviar um forte abraço a todos os meus amigos que com elevado esforço e dedicação têm levado a revista às costas nestes últimos meses (anos!!). 

Com maior ou menor dificuldade a MOTOCICLSIMO, e o grupo que a editava, ultrapassou a pior fase da crise económico-financeira. Paradoxalmente, ameaça cair quando o Mercado das maquinas que amamos vive um momento absolutamente áureo que só não bate os gloriosos anos 90. Como tal este é também o tempo de apelar ao esforço de todos, nomeadamente marcas e leitores, para que seja possível salvar este ícone da comunicação social especializada.

Não há muito mais a dizer neste momento. Um momento, muito, muito triste.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (VIII)

A sétima jornada da viagem foi de sossego e descanso, como puderam ler aqui (link). 

Com um último delicioso expresso italiano e os olhos no Maggiore despedi-me da bela Itália. 

O dia começava com o regresso fugaz a estradas helvéticas e a passagem pelo pouco interessante, em termos de condução, Simplonpass. A descida para Brig convidada a esquecer o roadbook e rumar novamente ao diamante das estradas apaixonantes (link). Não era possível, havia que seguir as águas cristalinas do rio Ródano e apreciar aquele vale sumptuoso do cantão suíço do Valais. 

Brig, Sion e Martigny depressa ficaram para trás. A despedida helvética fez-se no magnífico Col de la Forclaz. As boas vindas aos alpes franceses foram me dadas pelo Col de Montets já no “Département de la Haute-Savoie”. 

Foi um dia solarengo, rápido e fácil que permitiu um almoço tranquilo na bela estância francesa de Chamonix que mira cá de baixo, temeraria, o imponente Monte Branco. Um dos dias mais tranquilos desta incursão alpina. Descobrir e percorrer a “Route des Grandes Alpes” começava “já amanhã”.

domingo, 22 de outubro de 2017

RoadMiles Sul: duro e espetacular!

Ponta de Sagres 9 da manhã, a quente luz matinal a aquecer o RoadMiles
Após a edição inaugural em abril passado (link), a fasquia do mais recente desafio mototuristico de navegação a roadbook estava altíssima. Iria a organização conseguir replicar a Sul o sucesso do primeiro evento? 

Este Escape teve novamente a sorte de estar presente, mas não quer adiantar muito ao que podem ler na MOTOCICLISMO do próximo mês de Dezembro. Ainda assim, deixem-me sublinhar já que o sucesso da primeira edição veio para ficar! 

No final, a opinião geral dos “repetentes” era de que no Algarve encontramos um desafio mais técnico do que na zona centro mas que a espetacularidade se manteve. Já os “caloiros” acabaram, ontem à noite, em modo “choque e espanto”. Hoje de manhã, após o merecido descanso, já sorriam e prometiam voltar. Imagino como se sentem agora já em casa: “…, falta muito para o próximo?”. O RoadMiles é isto, não deixa ninguém indiferente. 

Agora é só esperar pela MOTOCICLSIMO de Dezembro para quem não foi ler o que perdeu. E para quem foi recordar o inesquecível fim-de-semana que viveu.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Limalhas de História #45 – 9 de Outubro de 1994


Terceiro, primeiro, segundo. Primeiro, primeiro, primeiro, primeiro, primeiro, primeiro. Segundo, primeiro, terceiro, primeiro e, finalmente, segundo. Eishhhhh…, incrível. Cuidado! Se pensam que já leram isto aqui (link) estão enganados. Reparem… 

Faz hoje exactamente vinte e três anos. European Motorcycle Grand Prix, Circuito da Catalunha, Montmeló, arredores de Barcelona. Mick Doohan leva a NSR500 Honda-HRC ao segundo lugar logo atrás de Luca Cadalora e confirma o seu primeiro título mundial, fazendo pódio em todasssssss as corridas da época. Brutal!

domingo, 8 de outubro de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (VII)

A jornada que aqui (link) vos contei, estava longe de terminar em Andermatt – basta soletrear esta palavra para me sentir no sonho da viagem… 

Oberalpass ainda surgia no menu do dia. Tal como a perigosa descida para Disentis/Múster bem como o Lukemanierpass, onde nunca tinha passado mas onde também não deixei grande saudade. 

A saída desta riquíssima secção do Templo Alpino fez-se para sul (aí quem me dera…, o teletransporte em sentido contrário no momento em que escrevo estas palavras), regressando ao trânsito, tempo quente e estradas rápidas. 

Despedia-me, até breve, da Suíça por Locarno e beijava o Lago Maggiore um pouco mais a frente. 

O dia seguinte seria passado, em terras transalpinas (literalmente) a digerir o sumptuoso banquete da primeira incursão na alta montanha. Entre mergulhos no Maggiore e no vizinho Lago d’Orta. Entre pizza em forno de lenha, sauvignon blac italiano e Limoncello fresquinho. Tudo algures entre o triângulo Orta San Giulio, Stresa e Arona. O Lago d’Orta é amiúde esquecido pelo viajante. O que faz dele, da sua Isola San Giulio e do Sacro Monte Orta, locais ideais para fugir à multidão de turistas apressados e ao calor húmido - por vezes quase sufocante que invade estas paragens nos meses de verão. 

A próxima etapa corria para Ocidente; tempo de iniciar os preparativos finais para o ataque ao conjunto de estradas que me tinham trazido estrada fora (link): Descobrir e percorrer a “Route des Grandes Alpes”.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Motos de Portugal na Casa do Design em Matosinhos

A Casa do Design, em Matosinhos recebe desde 21 de setembro e até ao fim do ano a exposição "Motos de Portugal", apresentando uma visão da produção nacional de motociclos, enquadrada na história do século XX em Portugal e no Mundo. 

"Motos de Portugal" terá em exposição algumas das mais míticas motorizadas de fabrico português, desde a Casal Boss, SIS Sachs Andorinha, Confersil Dina 104, Macal, Famel Zundapp GT25, Vilar, V5 ou Cinal Pachancho, assim como catálogos, cartazes, vídeos, documentos e fotos de época.

Durante a exposição, um programa de atividades paralelas irá permitir interações com especialistas, colecionadores, autores e intervenientes da indústria nacional, referiu o mesmo documento. 

Com curadoria de Emanuel Barbosa, 'designer' e docente da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, a mostra pretende recordar a produção nacional de motociclos e ciclomotores, através da criação de um percurso ao longo do tempo, e proporcionar uma visão panorâmica das características destes veículos e da sua utilização. 

Pensada como uma experiência cultural, a exposição assume-se também como um reflexo da evolução da sociedade portuguesa e do desenho de produto que presidiu à conceção e divulgação de um conjunto de máquinas que marcaram "indelevelmente" o quotidiano de várias gerações e a sociedade contemporânea. 

Organizada pela Câmara Municipal de Matosinhos e pela ESAD IDEA, Investigação em Design e Arte, a "Motos de Portugal" apresenta as motorizadas nacionais enquanto veículos de lazer e de trabalho, exercício tecnológico e utensílios indispensáveis ao desempenho de atividades essenciais à sobrevivência das populações. 

A Casa do Design Matosinhos, que pretende afirmar-se como um espaço central de exposição, divulgação e produção crítica de conhecimento em design, com um enfoque no design português, está aberta de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30 e, aos sábados, das 15:00 às 18:00. 

[Cá no Escape somos pobrezinhos mas honestos; o texto vai em itálico pois adapta uma notícia da Lusa reproduzida aqui (link) pelo DN; a imagem que acompanha o post foi “gamada” na página de facebook de Osvaldo Garcia, a quem peço desculpa pelo roubo descarado e assumido]

Saca! #29



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (VI)

Depois de um dia no carrossel magico alpino (link) nada melhor do que um segundo dia…, no carrossel mágico alpino. Após tanto “trabalho” para aqui chegar, era tempo de desfrutar em pleno de cada passagem de montanha, cada curva, cada milímetro de asfalto épico. 

O dia começou bem cedo com a ascensão ao ainda hoje pouco conhecido Nufenenpass, descida para Ulrichen, subida para Gletsch e ascensão ao Grimselpass (sim, outra vez, desta feita de sul para norte). O carrossel continuava…, descida fantástica até Innertkichen e subida ao sumptuoso Sustenpass. 

A subida ao Sustenpass acabou por ser, sem dúvida, um dos pontos altos desta viagem alpina. Da única vez que por aqui tinha passado fiz a subida em sentido contrário. Desta vez, da vertente ocidental para a vertente oriental da montanha, pude extrair o máximo de gozo na condução. Ao segundo dia de alta montanha, muito mais adaptado ao estranho (pelo menos para mim) eixo dianteiro da Honda CRF 1000L Africa Twin DCT, todos os esforços para estar ali, nos Alpes, naquele momento, pareciam fazer sentido. 

“Apenas” com Nufenen, Grimesel e Susten no papo, o dia estava plenamente ganho. Enquanto subia de Wassen para nova passagem pela mágica vila de Andermatt (que parece estar a ser consumida por um crescente turismo de inverno) uma certa nostalgia apoderava-se de mim, pela primeira vez, nesta viagem. 

O diamante das estradas apaixonantes tinha sido uma vez mais vagamente polido pela borracha de um motociclo por mim conduzido. Para quem ama verdadeiramente andar de mota este é local: Suíça Central.

Sabemos quando estamos, nunca sabemos se e quando voltamos.
Site Meter