segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
sábado, 30 de dezembro de 2017
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Qual a verdade por detrás dos números de vítimas mortais onde intervém motas e ciclomotores?
Não há como dar a volta, este foi um dos temas do ano que agora finda. Em Abril passado deixei aqui (link) estas questões: "alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas sejam protagonistas? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas se vejam protegidos? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária que alerte para a fragilidade dos motociclistas?".
O que foi feito? Nada!
Entretanto, aparentemente, a rapaziada da ANIECA, ACP, PRP e ANCIA têm-se entretido a comprar publicidade mascarada de jornalismo nos decrépitos e falidos jornais portugueses. Em dia de Natal, este (link) pedaço de lixo – não encontro outra forma de dizer isto – é o exemplo supremo.
A Comissão de Mototurismo da FPM tem feito (como sempre!) a nossa defesa enquanto motociclistas. Tomei a liberdade de compilar algumas dessas palavras, escritas na sua página no facebook, que seguem aqui em baixo em itálico e são credoras da vossa atenção.
Os índices de acidentes de moto têm sido alvo de alarmantes notícias em diversos órgãos de comunicação social nos últimos tempos. De uma forma desonesta (porque mente) e imoral (porque tenta tirar proveitos da desgraça), a ANCIA-Associação Nacional de Centros de Inspecção Automóvel está em cada “esquina” à espera dessas notícias e da oportunidade para argumentar que o que faz falta para diminuir o número de acidentes são as inspecções às motos…, quando todos sabem que apenas 0,3% dos acidentes de moto são provocados por falha mecânica; este é um dado baseado num estudo (MAIDS) apresentado por um professor do Instituto Superior Técnico e estudioso desta matéria, durante um colóquio promovido pela própria ANCIA.
O problema da sinistralidade rodoviária existe e é transversal em termos de utentes das estradas mas, o que não podemos aceitar como motociclistas é que andem a tentar aproveitar-se disso para um negócio (inspecções) e que por detrás de cada notícia relacionada com o assunto venha a sistemática mensagem de que as motos são perigosas e “matam que se fartam”. As motos estão aí para ficar, porque cada vez mais são a melhor resposta, em termos de solução particular, aos crescentes problemas de mobilidade. Justamente por isso, as motos estão em Portugal a invadir os grandes centros urbanos numa escala ainda muito reduzida em comparação com o que se passa no resto da Europa Ocidental e até quase pelo Mundo inteiro.
Afinal qual a verdade por trás dos números de vitais mortais onde intervém motas e ciclomotores? Fomos analisar números e esta tem sido a evolução dos últimos 23 anos em termos de vítimas mortais em acidentes com ciclomotores e motos: ano de 1995 – 610 mortes / 1996-564 / 1997-522 / 1998-488 / 1999-444 / 2000-348 / 2001-321 / 2002-298 / 2003-325 / 2004-265 / 2005-258 / 2006-205 / 2007-189 / 2008-164 / 2009-152 / 2010-187 / 2011-173 / 2012-161/ 2013-129 / 2014-134 / 2015-115 / 2016-103 / até Out 2017-110 mortes.
Vamos agora ver a evolução dos números do nosso parque de duas rodas com motor nos últimos 10 anos: em 2007 venderam-se 17559 veículos e a evolução tem sempre sido contínua, pois em 2012 venderam-se 20418 e neste ano (2017) até Novembro venderam-se 26666.
Assim, temos que a venda de motos CRESCEU 52% apenas entre 2007 e 2017. Em igual período (2007/2017) os acidentes com vítimas mortais de moto DECRESCEU 41% e só uma hecatombe motociclista durante estes dois últimos meses do ano poderia alterar este valor de forma significativa; o que não aconteceu.
E agora, senhores jornalistas arautos da desgraça encomendada, como vão interpretar estes números? Números que até são da ANSR e da ACAP e que nos dizem que em 10 anos tivemos uma subida de 52% de venda de motos e uma diminuição de 41% de mortes na estrada.
Significativo, se pensarmos ainda que grande percentagem das motos vendidas neste período são as tais 125cc compradas por automobilistas..., sim, aqueles que são apontados como os "grandes culpados" do alegado aumento da sinistralidade. Afinal vimos que não são porque nem sequer há esse aumento, bem pelo contrário.
Perante estas evidências, obviamente que não podemos ficar indiferente a três situações: 1- que houve uma evolução muito positiva em termos de números de vítimas mortais de acidentes de moto nos últimos 23 anos; 2- que estes números ainda podem e devem baixar mais e que isso depende também muito de nós motociclistas; 3- que a campanha “alarmante” que está a acontecer nos órgãos de comunicação social em relação a este assunto, não é mais do que algo encomendado e bem orquestrado contra as motos e os motociclistas.
Posto isto, resta-me desejar que não nos falte, a nós motociclistas, vida e saúde para que no ano que agora começa seja possível, por um lado, combater a mentira organizada e, por outro, disfrutar livre e conscientemente dos veículos que amamos.
Boas curvas!
O que foi feito? Nada!
Entretanto, aparentemente, a rapaziada da ANIECA, ACP, PRP e ANCIA têm-se entretido a comprar publicidade mascarada de jornalismo nos decrépitos e falidos jornais portugueses. Em dia de Natal, este (link) pedaço de lixo – não encontro outra forma de dizer isto – é o exemplo supremo.
A Comissão de Mototurismo da FPM tem feito (como sempre!) a nossa defesa enquanto motociclistas. Tomei a liberdade de compilar algumas dessas palavras, escritas na sua página no facebook, que seguem aqui em baixo em itálico e são credoras da vossa atenção.
Os índices de acidentes de moto têm sido alvo de alarmantes notícias em diversos órgãos de comunicação social nos últimos tempos. De uma forma desonesta (porque mente) e imoral (porque tenta tirar proveitos da desgraça), a ANCIA-Associação Nacional de Centros de Inspecção Automóvel está em cada “esquina” à espera dessas notícias e da oportunidade para argumentar que o que faz falta para diminuir o número de acidentes são as inspecções às motos…, quando todos sabem que apenas 0,3% dos acidentes de moto são provocados por falha mecânica; este é um dado baseado num estudo (MAIDS) apresentado por um professor do Instituto Superior Técnico e estudioso desta matéria, durante um colóquio promovido pela própria ANCIA.
O problema da sinistralidade rodoviária existe e é transversal em termos de utentes das estradas mas, o que não podemos aceitar como motociclistas é que andem a tentar aproveitar-se disso para um negócio (inspecções) e que por detrás de cada notícia relacionada com o assunto venha a sistemática mensagem de que as motos são perigosas e “matam que se fartam”. As motos estão aí para ficar, porque cada vez mais são a melhor resposta, em termos de solução particular, aos crescentes problemas de mobilidade. Justamente por isso, as motos estão em Portugal a invadir os grandes centros urbanos numa escala ainda muito reduzida em comparação com o que se passa no resto da Europa Ocidental e até quase pelo Mundo inteiro.
Afinal qual a verdade por trás dos números de vitais mortais onde intervém motas e ciclomotores? Fomos analisar números e esta tem sido a evolução dos últimos 23 anos em termos de vítimas mortais em acidentes com ciclomotores e motos: ano de 1995 – 610 mortes / 1996-564 / 1997-522 / 1998-488 / 1999-444 / 2000-348 / 2001-321 / 2002-298 / 2003-325 / 2004-265 / 2005-258 / 2006-205 / 2007-189 / 2008-164 / 2009-152 / 2010-187 / 2011-173 / 2012-161/ 2013-129 / 2014-134 / 2015-115 / 2016-103 / até Out 2017-110 mortes.
Vamos agora ver a evolução dos números do nosso parque de duas rodas com motor nos últimos 10 anos: em 2007 venderam-se 17559 veículos e a evolução tem sempre sido contínua, pois em 2012 venderam-se 20418 e neste ano (2017) até Novembro venderam-se 26666.
Assim, temos que a venda de motos CRESCEU 52% apenas entre 2007 e 2017. Em igual período (2007/2017) os acidentes com vítimas mortais de moto DECRESCEU 41% e só uma hecatombe motociclista durante estes dois últimos meses do ano poderia alterar este valor de forma significativa; o que não aconteceu.
E agora, senhores jornalistas arautos da desgraça encomendada, como vão interpretar estes números? Números que até são da ANSR e da ACAP e que nos dizem que em 10 anos tivemos uma subida de 52% de venda de motos e uma diminuição de 41% de mortes na estrada.
Significativo, se pensarmos ainda que grande percentagem das motos vendidas neste período são as tais 125cc compradas por automobilistas..., sim, aqueles que são apontados como os "grandes culpados" do alegado aumento da sinistralidade. Afinal vimos que não são porque nem sequer há esse aumento, bem pelo contrário.
Perante estas evidências, obviamente que não podemos ficar indiferente a três situações: 1- que houve uma evolução muito positiva em termos de números de vítimas mortais de acidentes de moto nos últimos 23 anos; 2- que estes números ainda podem e devem baixar mais e que isso depende também muito de nós motociclistas; 3- que a campanha “alarmante” que está a acontecer nos órgãos de comunicação social em relação a este assunto, não é mais do que algo encomendado e bem orquestrado contra as motos e os motociclistas.
Posto isto, resta-me desejar que não nos falte, a nós motociclistas, vida e saúde para que no ano que agora começa seja possível, por um lado, combater a mentira organizada e, por outro, disfrutar livre e conscientemente dos veículos que amamos.
Boas curvas!
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
O mercado tem sempre razão (II)
Com o fim da MOTOCICLISMO (link) - pelo menos por agora e tal como a conhecíamos - perdemos, por exemplo, aquele pequeno resumo do que “ia fazendo” o Mercado.
Com o ano a acabar e como o Escape deseja que não vos falte nada, aqui vos deixo os mais recentes números. Notem, estamos a falar de números oficias (ACAP) de vendas de motociclos + 125cc.
Com o mercado a subir globalmente mais de 36%, o destaque vai para a líder Honda que vende quase tanto como Yamaha e BMW juntas. A Honda está a ter um 2017 espantoso e vende mais 50% que no ano anterior. Brilhante!
Com crescimento relativo idêntico, encontramos Harley e Triumph, os seus responsáveis estão também de parabéns. A estas junta-se a Benelli que explode nos números absolutos e relativos, entranhando-se de forma algo surpreendente no top5.
Sinal menos apenas para Yamaha e KTM. Sendo certo que incrementaram as suas vendas em pouco mais de dez por cento, certo é que são amplamente batidas pelo mercado.
Volto às palavras que vos deixei aqui (link). Estes são os números, cotejem com as estratégias de marketing, pensem e tirem as vossas próprias conclusões. Eu já tirei as minhas, e não foram precipitadas.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
O Escape no instagram
Sim. O Escape sempre foi um blogue e continuará a ser. Logo, vive da disponibilidade do seu autor. Sim, estive de férias. Sim, já voltei. E sim, “meteram-se” as Festas.
No entanto, aproveitei para avançar com mais um “ratere” por essa Rede fora. O Instagram é, definitivamente, “A” Rede Social do momento. Há muito que o Escape merece ter a sua conta própria que se confundia até agora com a minha conta pessoal.
Se, porventura, chegaram agora de outro planeta e não conhecem ou não usam por preguiça ou outra razão qualquer o instagram…, estão fora! É muito o motociclismo que atravessa o instagram a todo o momento. Merece a vossa atenção.
Em fase de arranque o Escape está aqui (link). Usem, abusem, “assinem”, partilhem e divulguem, pois a ideia é ter por lá alguns conteúdos exclusivos.
domingo, 3 de dezembro de 2017
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
O Escape está loucooo #3
Luvas. Adoro luvas. Se pudesse tinha uma gaveta em casa cheia delas. Uma para cada ocasião. Não é possível. É necessário fazer escolhas.
Já há algum tempo que procurava umas luvas, digamos, “mais touring”. Esta viagem que vos vou contando por aqui (link) já foi feita com luvas desadequadas. Não podia esperar mais.
Depois de alguma procura a escolha recaiu nestas Clover SW (link). Apesar de serem apresentadas como luvas de verão, parecem-me adequadas para uma utilização intensa durante grande parte do nosso ano. Confirmei isso mesmo nesta passeata (link) onde apanhámos alguma amplitude térmica.
Se é certo que existem escolhas mais praticas e económicas para uma utilização urbana, certo é que as Clover SW se apresentaram de adaptação imediata, confortáveis e eficazes. Fica a dica…, até porque estamos a entrar na época natalícia, comprinhas e tal…
Para além da loja on-line, podem encontrar as Clover SW na loja física da Rod’aventura a um preço de 89,99€.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
terça-feira, 28 de novembro de 2017
eCooltra à prova
O QUE É?
A eCooltra - que deseja ser uma nova forma de mobilidade urbana – é um serviço de aluguer de motas eléctricas que está, desde a passada primavera, disponível na cidade de Lisboa, para qualquer pessoa com carta de condução válida. Espalhadas por toda a cidade (onde os últimos utilizadores as deixaram) – numa área que cobre a frente ribeirinha, de Algés ao Parque das Nações, e do rio Tejo ao Lumiar e aeroporto -, têm uma tarifa fixa, que inclui seguro, baterias carregadas, manutenção assegurada e dois capacetes. Custa 0,24 euros por minutos para uma franquia de 500 euros ou 0,29 euros para uma franquia de 99 euros. O aluguer das motas pode ser feito entre as seis da manhã e a meia-noite.
COMO FUNCIONA?
Primeiro, é preciso descarregar a aplicação, gratuita e disponível para Android e iOS. No ecrã, aparece um mapa e a zona de utilização da eCooltra assinalada a azul. Como não existem locais fixos, a scooter pode ficar estacionada em qualquer lado, desde que dentro da zona de operação. Com georreferenciação é possível ver a mota que está mais próxima e reservá-la.
Depois, tem 15 minutos para chegar à scooter e iniciar a viagem. O cancelamento não tem custos e assim que encontra a mota, pode desbloquear o assento para levantar o capacete. A mota liga-se (e desliga-se) através da aplicação, sem ser necessária uma chave. Quando o utilizador chega ao destino, e termina o serviço, o custo da viagem é debitado automaticamente no cartão de crédito ou débito indicado.
As scooters têm autonomia para 45 quilómetros. A bateria é assegurada por uma equipa que anda num veículo com baterias carregadas, responsável pela sua substituição.
PORQUE PRECISEI?
Na passada quinta-feira tive de me deslocar à Motocenter para conhecer estes pneus (link). Fui de PCX. Mas num ápice precisava de ter ali a CRF1000L para efectuar a montagem. Deixei a PCX na Motocenter e “apanhei” uma eCooltra que estava estacionada por ali perto. Vim a casa, larguei a eCooltra e levei a CRF1000L à oficina onde depois pude seguir a minha vida já de PCX. Quando fui levantar a CRF1000L, ao fim do dia de sexta-feira, fiz o percurso inverso.
Este é apenas um exemplo prático. Quantas vezes no nosso dia-a-dia não precisamos de nos movimentar de forma rápida, dinâmica, económica e eficaz, no caos crescente do trânsito de Lisboa?
A MINHA EXPRIÊNCIA
POSSO EXPERIMENTAR GRATUITAMENTE?
Querem experimentar a eCooltra durante trinta minutos de forma totalmente gratuita? Usem por favor o código que está na imagem à direita aquando do vosso registo. Ganham vocês e ganha este vosso Escape. Agradecido.
[Parte deste texto vem adaptado daqui (link)].
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
O Escape está loucooo #2
Quando criei aqui (link) esta rubrica, a ideia era escrever um pequeno texto sobre coisas e coisinhas que fossem adicionando felicidade à minha vida de motociclisata. Mas, como disse lá (link) eu não sou a Pipoca (link) e nem o motociclismo é o mundo cor-de-rosa onde algumas pessoas vivem (link) - nada contra, é simplesmente a cena delas. Assim, como a este Escape ninguém dá nada, tenho de poupar e juntar uns trocados se quero escrever um post assim, adiante.
Como disse aqui (link) na sequência desta noite (link) da passada quarta-feira, fiquei necessitado (“para ontem”) de uns pneus adaptados a outros pisos que não o alcatrão. Honestamente, nem fui ouvir mais opiniões do que aquelas que já tinha memorizado em relação ao tema. Na passada quinta-feira de manhã passei na Motocenter, falei com Ricardo e com o Francisco, aconselharam-me, deram-me preços e condições, pediram me a mota e…, apesar de uma serie de peripécia, na sexta-feira ao fim do dia estava a levantar a CRF 1000L com novo calçado. Há duas atitudes na vida: podemos estar do lado do problema ou do lado da solução. Na minha relação com a Motocenter tenho sentido que ela tem estado sempre do lado da solução. E eu gosto disso.
A escolha recaiu sobre estes Mitas E07, pneu aparentemente de origem Checa – corrijam-me se estiver enganado, por favor. Ora bem, sendo a primeira vez que uso algo do género, não serei a pessoa indicada para fazer aqui uma “tese de doutoramento” sobre o tema. Ainda assim digo-vos que gostei destes primeiros (quase) trezentos quilómetros, uma boa parte deles fora de alcatrão. Adorei o pneu em pisos de terra duros com alguma pedra. Na lama pareceram-me muito maus, na areia preciso de aprender a lidar. No asfalto, depois de estranhar muito no início, acho que me estou a adaptar bem.
Sabiam que os pneus são o elemento tecnológico mais evoluído das vossas motas? Já repararam que são eles e apenas eles que vos prendem ao solo? Pois…, informem-se, partilhem e divulguem. O tema pneus é inesgotável. E aqui devemos confiar em quem verdadeiramente sabe do assunto.
domingo, 26 de novembro de 2017
Qual o prazo de validade dos sonhos?
Desde que ando de mota (e já lá vão uns anitos) - provavelmente antes mesmo - que sonho sair por ai, fora do alcatrão. Queria tanto, tanto, que um dia comprei um livro que explicava ao leitor como ir de Lisboa ao Algarve fora de estrada. Foi há muito tempo. Era um livro publicado pelo Clube Aventura, acho. E mais não era do que uma espécie de roadbook. O livro perdeu-se, algures. O sonho de circular por maus caminhos não. Aqui e ali fui dando pequenos passos. Até fui a Marrocos um par de vezes. Da última delas aventurei me sozinho de Erfoud até perto de Merzouga. De Honda Pan-European. Absolutamente à rasca e sem grande prazer, confesso. O sonho foi sendo adiado.
Nos últimos anos de Pan-European comecei a desejar uma mota mais polivalente. Optei então pela Crosstourer – aquela mota que até alguns dos proprietários que a veneram se vêm livres dela na primeira ocasião. Não me serviu, como sabem (link). Defeito meu, certamente
A CRF já cá anda há pouco mais de um ano. Até já tinha escrito aqui (link) estar provavelmente no momento de parar de inventar desculpas e trocar de sapatos. Mas só agora me deixei atingir pelo “disparo”. Mais concretamente, nesta noite (link). Quinta-feira passada fui chagar a paciência dos senhores da Motocenter. Queria uns “cardados” para ontem – tema para futuro post.
Ontem lá estava à hora marcada. Nas primeiras “dunas” verifico que não consigo andar. Sim, aqueles pedaços de areia para mim eram dunas tenebrosas. Esvaziámos os pneus. Seguem-se umas retas entre vinhas. Vinhas de onde vem aquilo que se chama “vinho de areia”. Mais dores de crescimento, foi o que senti. Finalmente terra firme e pedra solta. “Não tenhas medo”, gritava-me alguém enquanto por mim passava com uma roda para cada lado…, malditos sonhos…
Lá chegamos a Santa Susana, devia ter acendido uma velinha. Um café e um cigarro depois, Pego do Altar ou seria Er Rachidia tal a secura. Fui-me soltando, levantando, acelerando, sorrindo…
Foi uma manhã fantástica, de sonho tornado realidade. Comemorei. Eu os meus sete magníficos companheiros de aventura alentejana. Comemoramos com um belo repasto, na casa do senhor Coelho. Salada de polvo, fígado e pão alentejano do verdadeiro. Enguias fritas, queixadas estufadas e uma cabidela dos Deuses. Tarte de requeijão, maça assada e pudim. Chega? Não!
“Agora vamos para Alcácer, fora de estrada”. Como é o caminho, pergunto. “Não sabemos”. Ninguém sabia.
Estão a ver aquela foto lá em cima? Aproveitei uma pequena paragem do grupo para ir andando. Poucas centenas de metros depois estava sozinho. Desligo, desmonto, fotográfo e oiço o silêncio. E o silêncio pergunta-me: “Que terra magnifica é esta, onde à porta de casa podes cumprir os teus sonhos e ainda por cima de barriga cheia de comida caseira, excelente e em conta? Que terra magnífica é esta, onde à porta de casa podes encher a tua alma?”.
Se calhar ainda bem que não encontrei resposta. Voltei à estrada e minutos depois a CRF estava no chão. Só ela. A mim não me apeteceu cair. Havia muita lama. Faz parte, dizem. Mas desta parte nunca gosto.
Quando regressámos ao cinzento e monótono asfalto já o sol se escondia a oeste. Reabaster e até à próxima, um abraço. Era tempo de “acordar” e voltar.
Se leram até aqui foi porque gostaram do que leram. E seguramente preceberam que ontem senti-me vivo. Era só o que eu tinha para contar.
Ah…, duas coisas. Primeira, obrigado a todos. Segunda, quero mais! Pois os sonhos não têm prazo de validade…
Subscrever:
Mensagens (Atom)









