sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Dakar 2018, expectativas zero

Começa amanhã em Lima o Dakar. Quadragésima edição. Décima na América do Sul. O excelente texto de João Carlos Costa aqui publicado ontem (link), indica que as marcas continuam a apostar na maratona e aponta uma boa batalha entre as diferentes forças em confronto. Mas…, estará a prova desenhada pela ASO preparada par ser um palco de excelência? 


Basta ir aqui (link) tentar conhecer a primeira etapa para ficarmos esclarecidos. Em vez de boa informação sobre a competição vamos encontrar supérflua informação turística, digna de uma bela agência de viagens on-line ou de portal que promove um qualquer destino no mundo. 

A ASO promete dureza. É o que tem prometido todos os anos. Ninguém com racionalidade e bom senso acredita hoje na ASO. Os últimos anos têm-nos revelado provas patéticas. Etapas cortadas ou anuladas, ora porque chove muito ou porque faz muito calor. Classificações erradas diariamente. Penalizações que chegam com dias de atraso. Uma arbitrariedade nunca vista. Na verdade o Dakar anda pelas “pistas” da amargura… 

Espero estar enganado, espero que esta seja a melhor edição de sempre do Dakar mas, honestamente, as verdadeiras expectativas são zero; o que até pode nem ser mau de todo.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Dakar 2018, décima sétima para a KTM?

O texto abaixo não é meu mas sim de João Carlos Costa, publicado na sua conta de facebook. O João Carlos Costa é uma apaixonado pelo desporto motorizado, decano jornalista do meio, actualmente a colaborar com o Eurosport onde vai, por exemplo, comentar o Dakar 2018 em português. O texto é demasiado bom para se perder rapidamente. Agradeço ao João Carlos não se ter oposto à sua publicação aqui no Escape. Um blogue também é isto…, partilha. 


Desde 2001, em 16 edições consecutivas do Dakar, a KTM nunca perdeu nas motos. Este ano, a marca austríaca volta a ser a principal favorita com a nova 450 Rally Factory, no papel ainda mais eficaz. O bloco do motor foi trabalhado para garantir mais potência e binário, no que é ajudado por um novo sistema de injecção e filtro de ar. O quadro está mais leve, para melhorar a agilidade e a estabilidade, enquanto o braço oscilante e a suspensão posterior foram redesenhados com o mesmo objectivo. Nada foi deixado ao acaso, até a carenagem dianteira, pensada para facilitar a visibilidade quando os pilotos rodam em posição vertical. Sam Sunderland (GBR) defende o ceptro, enquanto Toby Price (AUS) quer recuperar o que alcançou em 2016. Juntam-se Matthias Walker (AUT) e Antoine Meo (FRA). Uma superestrutura que tinha no português Mário Patrão um “aguadeiro” de luxo, mas a apêndice levou o beirão a ficar em casa. O único ponto fraco pode ser uma eventual luta interna. Mas se falharem as motos oficiais, Farres Guell (ESP), Stefan Svitko (SVK), Juan Carlos Salvatierra (BOL) e Olivier Pain (FRA) são também capazes de brilhar. 

A Honda retocou a CRF 450 Rally, fechando muito o “jogo” quanto às novidades. Acredita ser desta que o esforço continuado desde o início desta década vai ter a justa paga. Se a lesão de Paulo Gonçalves, surge como uma contrariedade, Joan Barreda (ESP), Ricky Brabec (EUA), Kevin Benavides (ARG) e Michael Metge (FRA) têm muitos argumentos. Pode ser que o jejum de vitórias desde 1989 tenha um ponto final. 

Há mais candidatos nas duas rodas. A começar pela Yamaha, apesar da ausência do chefe de fila “natural” – o português Hélder Rodrigues, em recuperação de uma operação ao joelho. A marca dos três diapasões aposta nas renovadas WR450F (agora chamadas World Raid Teneré), onde a nova forquilha de 52mm é a alteração mais visível. As motos vão estar entregues a Adrien Van Beveren (FRA), Franco Caimi (ARG), Rodney Fagotter (AUS), Alessandro Botturi (ITA) e Xavier de Soultrait (FRA), todos creditados com boas exibições no Dakar. 

Esquecer as Husqvarna FR450 oficiais será um erro. A moto é, basicamente, uma KTM disfarçada e por isso com as mesmas novidades que a 450 Rally Factory. Pablo Quintanilla (CHL) surge como o chefe-de-fila, mas há que contar com o estreante Andrew Short (EUA). Erro será, também, descartar as hipóteses da Sherco TVS, com as 450 SEF-R Rally. A equipa gerida por David Casteu tem em Joan Pedrero (ESP) e Adrien Metge (FRA) dois candidatos. O mesmo se passa com as indianas Hero Speedbrain 450 Rally, onde o português Joaquim Rodrigues jr. é o líder numa formação que conta com Santosh Shivashankar (IND) e Oriol Mena (ESP). Há ainda as GasGas oficiais (outras KTM “travestidas”, mas modelo 2017), com Christian Espana (AND) e Johnny Aubert (FRA) a apontarem a um Top 10... tal como uma trintena de outros pilotos, entre eles o português Fausto Mota, a espanhola Laya Sanz, com a quinta KTM oficial, a única senhora capaz de desafiar o domínio masculino, a vedeta das bajas americanas, Mark Samuels, que se estreia com a Honda da equipa sul-americana MEC, ou até o eventual substituto de Paulo Gonçalves na formação oficial, o campeão Mundial Junior TT 2016, José Ignacio “Nacho Cornejo” (CHL).

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Pela “Route des Grandes Alpes” (IX)

Esta estória (link) já vai longa, eu sei. Mas na verdade só agora chegamos ao "olho do furacão".

A “Route des Grandes Alpes” é uma invenção humana, um itinerário turístico composto por diversas estradas ou trechos de estradas. Cerca de 720 quilómetros que riscam os Alpes franceses de norte a sul. Lá pelo meio vamos encontrar dezassete cols (passagens de montanha), seis deles acima dos 2000 metros de altitude. Partindo de Thonon-les-Bains, nas margens do charmoso lago Léman, conduz o viajante a beijar o Mediterrânico em Nice – num acumulado de 17000 metros de desnível.

Neste primeiro dia decidi trocar as voltas ao mapa e percorrer parte da “Route des Grandes Alpes” de sul para norte. A aposta viria a revelar-se acertada. 

Após uma noite de chuva copiosa a manhã apresentou-se fresca mas limpa, e o asfalto seco. Que maravilha! 

Deixando a charmosa Megève e a pitoresca Flumet para trás…, “voilà, enfin le Route des Grandes Alpes”. Col des Aravis, a bela Le Grand-Bonard e Col de la Colombière serviram de delicioso aperitivo para o que viriam a ser os próximos dias. 

Estradas bem desenhadas com asfalto de qualidade como palco; suaves encostas alpinas e enormes montanhas a nos fitarem lá do alto como cenário; milhares de motociclistas como protagonistas desta história. A “Route des Grandes Alpes” não desiludia, pelo contrario satisfazia e de que maneira. 

Este foi mais um dia calmo e curto para saborear bem “todos os bocadinhos”. Do “la Colombière” foi tempo de descida vertiginosa para Taninges e subir o Col des Gets - que se assume como a primeira, suave, passagem de montanha para quem arranca para esta viagem no seu início, isto é, Thonon-les-Bains. 

Como Thonon e as margens do lago Léman já eram por mim conhecidas (link) a opção aqui foi a visita às Gorges du Pont-du-Diable, uma sucessão de gargantas no rio Dranse e a escalada dos Col´s du Grand Taillet e de Trechauffe que permitem vistas quase aéreas das margens sul do Léman. 

O regresso a Sallanches fez-se pelo percurso mais rápido. A meteorologia apontava nova chuvada copiosa para o início da noite e o dia seguinte era de “etapa rainha”.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Qual a verdade por detrás dos números de vítimas mortais onde intervém motas e ciclomotores?

Não há como dar a volta, este foi um dos temas do ano que agora finda. Em Abril passado deixei aqui (link) estas questões: "alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas sejam protagonistas? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas se vejam protegidos? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária que alerte para a fragilidade dos motociclistas?".


O que foi feito? Nada!

Entretanto, aparentemente, a rapaziada da ANIECA, ACP, PRP e ANCIA têm-se entretido a comprar publicidade mascarada de jornalismo nos decrépitos e falidos jornais portugueses. Em dia de Natal, este (link) pedaço de lixo – não encontro outra forma de dizer isto – é o exemplo supremo.

A Comissão de Mototurismo da FPM tem feito (como sempre!) a nossa defesa enquanto motociclistas. Tomei a liberdade de compilar algumas dessas palavras, escritas na sua página no facebook, que seguem aqui em baixo em itálico e são credoras da vossa atenção.

Os índices de acidentes de moto têm sido alvo de alarmantes notícias em diversos órgãos de comunicação social nos últimos tempos. De uma forma desonesta (porque mente) e imoral (porque tenta tirar proveitos da desgraça), a ANCIA-Associação Nacional de Centros de Inspecção Automóvel está em cada “esquina” à espera dessas notícias e da oportunidade para argumentar que o que faz falta para diminuir o número de acidentes são as inspecções às motos…, quando todos sabem que apenas 0,3% dos acidentes de moto são provocados por falha mecânica; este é um dado baseado num estudo (MAIDS) apresentado por um professor do Instituto Superior Técnico e estudioso desta matéria, durante um colóquio promovido pela própria ANCIA. 

O problema da sinistralidade rodoviária existe e é transversal em termos de utentes das estradas mas, o que não podemos aceitar como motociclistas é que andem a tentar aproveitar-se disso para um negócio (inspecções) e que por detrás de cada notícia relacionada com o assunto venha a sistemática mensagem de que as motos são perigosas e “matam que se fartam”. As motos estão aí para ficar, porque cada vez mais são a melhor resposta, em termos de solução particular, aos crescentes problemas de mobilidade. Justamente por isso, as motos estão em Portugal a invadir os grandes centros urbanos numa escala ainda muito reduzida em comparação com o que se passa no resto da Europa Ocidental e até quase pelo Mundo inteiro. 

Afinal qual a verdade por trás dos números de vitais mortais onde intervém motas e ciclomotores? Fomos analisar números e esta tem sido a evolução dos últimos 23 anos em termos de vítimas mortais em acidentes com ciclomotores e motos: ano de 1995 – 610 mortes / 1996-564 / 1997-522 / 1998-488 / 1999-444 / 2000-348 / 2001-321 / 2002-298 / 2003-325 / 2004-265 / 2005-258 / 2006-205 / 2007-189 / 2008-164 / 2009-152 / 2010-187 / 2011-173 / 2012-161/ 2013-129 / 2014-134 / 2015-115 / 2016-103 / até Out 2017-110 mortes. 

Vamos agora ver a evolução dos números do nosso parque de duas rodas com motor nos últimos 10 anos: em 2007 venderam-se 17559 veículos e a evolução tem sempre sido contínua, pois em 2012 venderam-se 20418 e neste ano (2017) até Novembro venderam-se 26666. 

Assim, temos que a venda de motos CRESCEU 52% apenas entre 2007 e 2017. Em igual período (2007/2017) os acidentes com vítimas mortais de moto DECRESCEU 41% e só uma hecatombe motociclista durante estes dois últimos meses do ano poderia alterar este valor de forma significativa; o que não aconteceu. 

E agora, senhores jornalistas arautos da desgraça encomendada, como vão interpretar estes números? Números que até são da ANSR e da ACAP e que nos dizem que em 10 anos tivemos uma subida de 52% de venda de motos e uma diminuição de 41% de mortes na estrada. 

Significativo, se pensarmos ainda que grande percentagem das motos vendidas neste período são as tais 125cc compradas por automobilistas..., sim, aqueles que são apontados como os "grandes culpados" do alegado aumento da sinistralidade. Afinal vimos que não são porque nem sequer há esse aumento, bem pelo contrário. 

Perante estas evidências, obviamente que não podemos ficar indiferente a três situações: 1- que houve uma evolução muito positiva em termos de números de vítimas mortais de acidentes de moto nos últimos 23 anos; 2- que estes números ainda podem e devem baixar mais e que isso depende também muito de nós motociclistas; 3- que a campanha “alarmante” que está a acontecer nos órgãos de comunicação social em relação a este assunto, não é mais do que algo encomendado e bem orquestrado contra as motos e os motociclistas.

Posto isto, resta-me desejar que não nos falte, a nós motociclistas, vida e saúde para que no ano que agora começa seja possível, por um lado, combater a mentira organizada e, por outro, disfrutar livre e conscientemente dos veículos que amamos.

Boas curvas!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O mercado tem sempre razão (II)



Com o fim da MOTOCICLISMO (link) - pelo menos por agora e tal como a conhecíamos - perdemos, por exemplo, aquele pequeno resumo do que “ia fazendo” o Mercado. 

Com o ano a acabar e como o Escape deseja que não vos falte nada, aqui vos deixo os mais recentes números. Notem, estamos a falar de números oficias (ACAP) de vendas de motociclos + 125cc. 

Com o mercado a subir globalmente mais de 36%, o destaque vai para a líder Honda que vende quase tanto como Yamaha e BMW juntas. A Honda está a ter um 2017 espantoso e vende mais 50% que no ano anterior. Brilhante! 

Com crescimento relativo idêntico, encontramos Harley e Triumph, os seus responsáveis estão também de parabéns. A estas junta-se a Benelli que explode nos números absolutos e relativos, entranhando-se de forma algo surpreendente no top5. 

Sinal menos apenas para Yamaha e KTM. Sendo certo que incrementaram as suas vendas em pouco mais de dez por cento, certo é que são amplamente batidas pelo mercado. 

Volto às palavras que vos deixei aqui (link). Estes são os números, cotejem com as estratégias de marketing, pensem e tirem as vossas próprias conclusões. Eu já tirei as minhas, e não foram precipitadas.  

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Escape no instagram





Sim. O Escape sempre foi um blogue e continuará a ser. Logo, vive da disponibilidade do seu autor. Sim, estive de férias. Sim, já voltei. E sim, “meteram-se” as Festas. 

No entanto, aproveitei para avançar com mais um “ratere” por essa Rede fora. O Instagram é, definitivamente, “A” Rede Social do momento. Há muito que o Escape merece ter a sua conta própria que se confundia até agora com a minha conta pessoal. 

Se, porventura, chegaram agora de outro planeta e não conhecem ou não usam por preguiça ou outra razão qualquer o instagram…, estão fora! É muito o motociclismo que atravessa o instagram a todo o momento. Merece a vossa atenção. 

Em fase de arranque o Escape está aqui (link). Usem, abusem, “assinem”, partilhem e divulguem, pois a ideia é ter por lá alguns conteúdos exclusivos. 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Escape está loucooo #3

Luvas. Adoro luvas. Se pudesse tinha uma gaveta em casa cheia delas. Uma para cada ocasião. Não é possível. É necessário fazer escolhas. 

Já há algum tempo que procurava umas luvas, digamos, “mais touring”. Esta viagem que vos vou contando por aqui (link) já foi feita com luvas desadequadas. Não podia esperar mais. 

Depois de alguma procura a escolha recaiu nestas Clover SW (link). Apesar de serem apresentadas como luvas de verão, parecem-me adequadas para uma utilização intensa durante grande parte do nosso ano. Confirmei isso mesmo nesta passeata (link) onde apanhámos alguma amplitude térmica. 

Se é certo que existem escolhas mais praticas e económicas para uma utilização urbana, certo é que as Clover SW se apresentaram de adaptação imediata, confortáveis e eficazes. Fica a dica…, até porque estamos a entrar na época natalícia, comprinhas e tal… 

Para além da loja on-line, podem encontrar as Clover SW na loja física da Rod’aventura a um preço de 89,99€.
Site Meter