sábado, 17 de março de 2018

O Escape leva te ao Paddock do FIM CEV no Estoril



O Escape tem 15 (quinze!) convites com acesso ao Paddock da primeira prova do FIM CEV 2018, a disputar já no próximo fim-de-semana, 24 e 25 de Março, na pista do Estoril. 

Queres saber como ganhar um deles? Muito fácil… 

Partilha a página de Facebook do Escape (link) no teu mural dessa rede social. Depois, comenta o post relativo a esta oferta, nessa mesma página, com a seguinte frase “eu quero levantar o meu convite na Rod’aventura”. 

Os quinze mais rápidos vão poder levantar o seu convite na Rod’aventura em Alfragide, Avenida da Quinta Grande 10-A, a partir das 10 horas da próxima terça-feira até às 19 horas de sexta-feira, dia 24. 

Atenção, são 15 (quinze!) convites. A oferta é limitada ao stock existente.

domingo, 11 de março de 2018

Honda CB650F à prova

Há quem diga que as nossas percepções condicionam as nossas emoções. O problema é quando as nossas percepções se encontram erradas. Dá mau resultado. Por outras palavras, os nossos preconceitos e pré conceitos condicionam amiúde os nossos juízos de valor.

Filosofias à parte…, confesso não ter ficado por ai além emocionado com perspectiva de provar esta CB650F. Quando o responsável da marca se despediu de mim disse, “vais gostar, Pedro” – devo ter encolhido os ombros, acho que ele diz sempre o mesmo de todas as motas…

Como sempre faço, fito com o olhar a mota ainda parada. Para além do tal um brasão de família de que vos falei aqui (link), perante as linhas docemente bem vincadas, os meus olhos dizem-me estar perante uma mota de ar agressivo mas suave; bruta mas sedutora, aguerrida mas simpática. Algo parecido com um “transformer” fofinho. Estarei a delirar? 

Repito, estas novas “lutadoras de rua”, como lhes chamam, não me emocionam a olho nu. Monto, encaixo e arranco. Primeira surpresa: posição de ataque, que nos coloca imediatamente em modo alerta para a tal luta urbana e suburbana. Ataque mas num encaixe perfeito e confortável. Terá sido feita para mim? Todavia, os primeiros quilómetros no sempre perigoso e aborrecido IC19 não me revelaram grandes emoções. Foi preciso encontrar tempo para convida-la a passear…

Já “na minha” clássica volta pelas estradas tortas a norte de Lisboa, rapidamente se dá a revelação da natureza desta CB650F. É como se…, num passe de magia, eu estivesse a sair com uma miúda vinte anos mais nova. Uauuuu…, a “chavala” é desassossegada, rápida e muito ágil. “Pula” de curva em curva com eficácia e personalidade. Faz se notar sem ser vulgar. 

Não sou fá dos “quatro em linha”. Aborrece-me alguma lentidão a baixa rotação, entedia-me o clássico poço de potência – aqui algures das 3000 rpm – e não me fascina o coice quando binário e potências máximas chegam enfim ao solo impulsionando-me para diante. Mas no caso deste moderno tetra cilíndrico todas estas arestas estão polidas. Assim que assimilamos a natureza da unidade motriz tudo é divertido, fascinante a espaços.

Sabem com o que fiquei a sonhar? Estoril! Levar a “pita” para o circuito. A disponibilidade e frugalidade desta “seiscentos” é tão grande que até um motociclista comedido como eu fica a salivar com dias de pista. 

Para além da “frescura” do indicador de mudança engrenada, um controlo de tração e uns pneus de qualidade ficam a faltar a esta Honda CB650F, credora um simpático consumo de 5,3 litros por cem quilómetros de personalidade desportiva.

Sim! Mais do que o ponto de partida aqui (link) enunciado, a personalidade desportiva é uma diagonal fulgurante oferecida pelos 7.500€ necessários para arrancar esta “Millennium Red” de um qualquer concessionário da marca da asa dourada.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Limalhas de História #47 – 9 de Março de 2008


“Stop the press”! Ou…, parem as máquinas. Desliguem os motores, vá. A penúltima limalha foi escrita há exactamente cinco meses (link), a última há pouco mais de quatro (link). Qual motociclo da classe rainha, o tempo passou a voar. Incrível! Ai estão elas de volta, as “Limalhas de História”, sinal de que os escapes do mundial de velocidade estão preparados para voltar a roncar. Vamos a isso! 

Faz hoje exactamente dez anos. Commercialbank Grand Prix of Qatar, Circuito Internacional de Losail, Qatar, emirado absolutista e hereditário comandado pela Casa de Thani desde meados do século XIX. Gadea, Aprilia, 125cc; Pasini, Aprilia, 250cc; Stoner, Ducati, MotoGP. Três motas italianas fazem a festa na primeira corrida nocturna MotoGP de sempre!

quinta-feira, 8 de março de 2018

Todos os dias são bons dias para… (VII)

Hoje não é um dia qualquer. É, nem mais nem menos, Dia Internacional da Mulher! 

A origem da ideia de criar o Dia Internacional da Mulher varia consoante a fonte que consultarmos, sendo certo que surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. 

Um dos objectivos de tal celebração consiste em recordar as conquistas das mulheres e a luta contra o preconceito. O Escape oferece desta forma o seu humilde contributo recordando o fabuloso destino de Augusta e Adeline Van Buren sob o lema “Woman can if she will”. 

As irmãs Van Buren, foram das primeiras mulheres motociclistas da história e realizaram um “coast to coast” norte-americano no longínquo ano de 1916,tendo sido mesmo as primeiras mulheres a conduzir veículos motorizados até o cume do mítico Pikes Peak.

Parte de sua missão era convencer os militares de que as mulheres estavam aptas para servir como pilotos-mensageiros. E apesar de não terem atingido esse desiderato, elas provaram claramente que as mulheres eram capazes de muito mais do que a sociedade em geral lhes permitia naquela época. 

Sucintamente é esta a fabulosa história das Van Buren. Augusta nasceu 26 de Março de 1884, e Adeline a 26 de Julho de 1889. Sendo descendentes do ex-presidente Martin Van Buren, as irmãs foram criadas em Nova Iorque, juntamente com o seu irmão, Albert, e desfrutavam de uma educação enérgica e com foco no desporto. A aventura foi preparada com precaução. Elas teriam que provar que uma mulher poderia lidar com as dificuldades de motociclismo de longa distância em condições adversas. O plano de viagem delas foi concebido antes de existirem a maior parte das auto-estradas ou mesmo estradas pavimentadas.


Partindo a 4 de Julho de 1916 de Sheepshead Bay, Brooklyn, rumaram para o oeste através de Chicago e Omaha aos comandos das suas Indian Power Plus (provavelmente a melhor mota da época), equipadas com faróis a gás. A viagem começou difícil, especialmente porque elas foram presas várias vezes nas pequenas cidades a oeste de Chicago devido ao uso de roupas masculinas. As maiores dificuldades técnicas foram encontradas na travessia das Montanhas Rochosas e dos desertos ocidentais. Apesar de inúmeras quedas resultado da fadiga física, buracos ou em alguns casos da lama pesada, elas chegaram a São Francisco a 2 de Setembro, após algumas experiências perigosas nos desertos a oeste de Salt Lake, incluindo quase ficar sem água. Completaram a jornada a 8 de Setembro depois de chegar a Los Angeles. Não satisfeitas, decidiram continuar até Tijuana para uma travessia final da fronteira. 

Ainda assim a inscrição de Adeline nas forças armadas como piloto de expedição foi rejeitada. A cobertura nos “media” da época não deu o devido reconhecimento ao que elas tinham realizado. Alguns artigos elogiaram as motos, mas não as irmãs. A sua conquista histórica foi descrita como um período de férias, em vez da verdadeira expedição pioneira que foi. Ambas acabaram casando e seguindo as suas vidas havendo poucas provas quanto a sua continuidade enquanto motociclistas. 

Todos os dias são bons dias para andar de mota. Celebremos. Apesar da intempérie que se vai abatendo lá fora celebremos andando de mota com Augusta e Adeline Van Buren no pensamento, pois elas são credoras da nossa enorme vénia.


terça-feira, 6 de março de 2018

A propósito da prova à Honda CB650F

Os detalhes. Sempre os detalhes. E quando os detalhes chamam a si todas as atenções é porque encontrámos personalidade. 

Quando olhamos para CB650F, herdeira da CB600F, é impossível não notar a forma peculiar dos colectores de escape cromados. Mas…, onde é que eu já vi isto? Não foi apenas na CB600F, seguramente. 

Aquela lindíssima linha de escape é muito mais que um detalhe. É um brasão de família. Uma família nascida com a Honda CB400F em 1975. Apresentada no Salão de Colonia (Intermot) de 1974 a Honda CB400F foi uma tetra cilíndrica refrigerada a ar com duas válvulas por cilindro, cada qual alimentado por um carburador Keihin de 20 mm.

O modelo acabaria por durar apenas três anos (de 1975 a 1977) tendo sido fabricadas e vendidas pouco mais de cem mil unidades. Apesar da vida curta, a Motorcyclist apelida-a de primeira verdadeira mota desportiva (link). E…, sempre os detalhes, a sua linha de escape eternizou-se chegando até nós pela “mão” da CB650F. 

Estará então encontrado o ponto de partida para a prova à Honda CB650F: personalidade desportiva! 

[Para confirmar aqui no Escape nos próximos dias….]

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Triumph Tiger 1200 XCa à prova

Phantera tigris é o nome científico do tigre mamífero carnívoro da família dos felídeos, que habita o continente asiático. São animais extremamente territoriais e solitários, classificados como superpredadores. O Tigre é o terceiro maior carnívoro terrestre, atrás apenas do Urso-polar e do Urso-de-Kodiak. É um dos animais mais carismáticos do mundo.

O novíssimo “mamífero” da Triumph impressiona pelas suas dimensões. Mas até aqui nada de novo, estamos cada vez mais habituados a tais medidas. Ainda antes de (tentar) domar o felino aprecio-o. Fascinam-me os ângulos dramáticos da zona frontal da mota, aprecio o belo encaixe, denunciante de conforto, do conjunto banco-deposito e seduz-me o aspecto robusto. 

LED, TFT, DLR, “joystick”, “ride-by-wire”, “Triumph Shift Assist”, “cornering ABS”, IMU, TSAS, “hill hold”, “cruise control” e “keyless”, enfim “keyless… 

Após alguns minutos de necessário briefing tecnológico, com os primeiros quilómetros ainda na cidade, a palavra-chave desta prova começa a revelar-se: equilíbrio. Esta “phantera tigris” revela-se dócil e surpreendentemente fácil de passear pelas ruas de Lisboa. 

Equilíbrio é o que vamos também encontrar quando surge o asfalto retorcido dos campos a norte da capital, agora pintados de inverno. Aqui, para além dos dentes afiados do tricilíndrico, dois elementos tecnológicos se destacam. A excelente suspensão semi-activa WP e a eficaz troca de caixa electrónica - que funciona nos dois sentidos. Ah…, e como sabe bem mergulhar a categórica frente numa curva afiada e ouvir o roncar do sistema de escape da Arrow, com silenciador em Titânio revestido a carbono, com o gás aberto à saída. Sim meus caros, o ronco é o som típico emitido pelos tigres. 

Nos grandes espaços, as auto-estradas, e recorrendo ao controlo electrónico de velocidade de que aprendi a gostar tanto, mais equilíbrio e…, conforto (excelente a protecção aerodinâmica e a posição de condução). Aqui a Triumph Tiger 1200 XCa, faz jus à sua natureza de superpredadora e engole asfalto com prazer…, deixando o desejo e o sonho de a carregar “até às orelhas” e partir à aventura. 

Não vale a pena inventar, ou virar a mota do avesso, na busca de um ponto menos positivo só porque sim ou para ficar “bem”. No entanto digo-vos que este “carnivero” é guloso, bebendo pouco menos de sete litros de líquido inflamável do bom, por cem quilómetros de sorriso que nos coloca nos lábios.  

Numa palavra (e assumindo que ficou por prová-la fora de estrada) a Triumph Tiger 1200 XCa, assume-se como um colosso tecnológico (v.g. seis modos de condução com inúmeras possibilidades de configuração) que vem para ombrear com a concorrência e muito provavelmente bater boa parte dela. 

A Triumph Motorcycles Portugal pede 21.350€ para partir com esta “Marine” topo de gama por esse mundo fora, um preço muito interessante tendo em conta a mota em si e o nível elevado de equipamento oferecido.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Doze horas em modo “free as a dog”

Eishhhh…, que semana a passada. Plena de motociclismo. Tudo começou no outro domingo com a enorme demonstração de motociclistas por esse país fora (link). Na terça-feira fui à Triumph buscar a novíssima Tiger 1200 (link) para “Prova”, aproveitando também para fazer uma Tertúlia do Escape “especial de corrida” (link). Com o fim-de-semana à porta ainda tive de arranjar tempo para devolve-la ao dono e levantar na Honda a surpreendente CB650F (link). Faltava a cereja no topo do bolo – já lá vamos… 

Aqui há uns dias tive de sair em trabalho com um colega com quem pouco falo. Enquanto bebíamos um café, conversávamos sobre temas do trabalho e eu dizia-lhe que não preciso de mais dinheiro. Ele olhou me com um ar de puro espanto…, enquanto eu tentava explicar que preciso sim de saúde e tempo. Fundamentalmente tempo…, para fazer as coisas que amo. 

Coitado…, com aquele ar meio…, enfim, não vou dizer, sorria. Provavelmente de escarnio. Compreendo…, nunca sentou o rabo gordo numa prancha que deslize na superfície líquida da cor do céu ou…, numa mota…, uma “cena” que pelo menos anda em terra. 

São dias como o de ontem que me fazem sentir vivo. Acordar de madrugada. Sair para a estrada ainda com aquela lindíssima neblina matinal. Encontrar os camaradas e amigos. Partir para o desconhecido, mesmo que o desconhecido não esteja assim tão longe de casa. Sentir aquela fome, de quem já está de barriga cheia de outras coisas. Passar umas belas três horas na mesa, à volta de petiscos e conversas sobre algo que se deseja com paixão – sim, motociclismo. Voltar para a estrada…, e fazer de uma praia fluvial originada pela seca um autêntico recreio. 

Sim! Estou muito mais adaptado aos estranhos (para mim) Mitas E07 (link) e a Honda CRF 1000L Africa Twin DCT vai revelando todas a sua polivalência à medida que vou sendo capaz de lhe extrair mais “superfície de gozo”. Que mota fantástica… 

A “liberdade condicional” durou cerca de doze horas. Com precisão milimétrica das 8 às 20. Nada mau! E fez-me recordar a tal conversa com o colega. Ai quem me dera ter mais tempo! Para o fim reservei as palavras do costume. 

Obrigado a todos que me proporcionaram este espaço de liberdade e um dia inesquecível. Quando vamos outra vez?

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Terceira Tertúlia do Escape

Três palavras: surpresa, paixão, obrigado. 

Surpresa. Quando, no final do verão passado, desafiei o Paulo para fazer isto (link), com continuidade aqui (link), estava longe de imaginar que à terceira fosse de vez. Ou seja, não imaginei, não imaginamos, o salto qualitativo e quantitativo que estes encontros informais para falar de motas, motociclismo e viagens obtivessem à terceira manifestação.

Paixão. Como o Vítor enunciou é apenas este o segredo (mal guardado) do sucesso. Uma troca de mensagens de correio eletrónico, um par de telefonemas, e estavam lançados os dados. Acaba por ser fácil fazer algo diferente quando o que nos une é a Paixão pelo motociclismo. 


Obrigado. Ao Paulo (e ao João) pela humildade e hospitalidade. Ao Vítor pela disponibilidade, honestidade e também simpatia por algumas palavras que me surpreenderam. Mas, sobretudo muito obrigado à quase meia centena de motociclistas que aceitaram o desafio, encheram a casa e participaram ativamente nesta rica Tertúlia – tudo isto só faz sentido com a vossa presença. 

Como tenho vindo a dizer neste Escape, e o Vítor sublinhou a certa altura, vender uma mota ou um acessório não tem de ser apenas um mero negócio. Deverá ser sempre muito mais do que isso porque o motociclismo é: espanto, paixão e agradecimento. 

A Tertúlia do Escape voltará em breve. Provavelmente, algures na primavera. Já não falta muito. Até lá: andemos de mota!
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