quarta-feira, 2 de maio de 2018
terça-feira, 1 de maio de 2018
Vadiagem da boa…
“À minha espera tenho o Manfred e uma Transalp 600 de 86 com 226.310 quilómetros pronta a enfrentar as estradas de Madagáscar. Pronta…, ou quase” (link).
Já lá vamos.
Um dia escrevi aqui (link) que a nossa blogosfera motociclistica é um pouco como aquelas Estações de Serviço perdidas lá em nenhures onde já ninguém vai, onde já ninguém passa. Abandonada!
Um desses pontos de abastecimento perdido nas Estradas da Rede reabriu recentemente. Necessita de obras, uma limpeza, vá. Mas voltou, pelo menos, a ter combustível para nos abastecermos.
“Londres sempre foi uma caixinha de surpresas e desta vez não foi diferente. Afinal não é todos os dias que se acaba num quarto com cinco mulheres, uma das quais profissional de dança de varão”. Shockkkkk!! Assim começam, com um murro bem dado, os textos do Carlos Azevedo autor do Vadios Ilimitada. Aquele (link), por exemplo, onde entre outras coisas se conta uma fugaz visita ao famoso Ace Café londrino.
O Vadios Ilimitada (link) tem treze anos, o que contraria a tese de que não existe uma blogosfera motociclistica; todavia só lá encontramos pouco mais de uma centena de textos, o que confirma a minha tese de que essa tal blogos existe mas que se assemelha a um velho posto de abastecimento de uma qualquer Route 66 agora parcialmente deserta.
Pelo sim pelo não, antes que o letreiro “ESGOTADO” volte a figurar naquele estabelecimento o Escape recomenda vivamente uma visita. E se não conhecem a Estação de Serviço, percam-se nela.
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Todos os dias são bons dias para… (VIII)
Amanhã não é um dia qualquer. É o Dia do Trabalhador!
“Oito horas de trabalho, oito horas de lazer e oito horas de repouso”. Foi com esta reivindicação que a 1 de maio de 1886, em manifestação pacífica, milhares de trabalhadores do Estado de Chicago saíram às ruas. A polícia, sem aviso prévio, disparou sobre a multidão matando 10 pessoas fazendo dezenas de feridos. Os protestos terão continuado a 5 de maio de 1886. Os operários regressaram às ruas e registaram-se novamente feridos, com manifestantes a serem presos.
Três anos mais tarde, no dia 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pela jornada de oito horas de trabalho. A data escolhida foi o primeiro dia de maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Já em 1890, os trabalhadores americanos viram a jornada de trabalho diária ser reduzida para oito horas.
Em Portugal, só a partir de maio de 1974, é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio, e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.
Todos os dias são bons dias para andar de mota. Celebremos. Está uma primavera um pouco estranha, fria. Mas amanhã não chove. Em homenagem a todos os que fizeram e fazem as nossas motas, adaptemos o slogan: “Oito horas de motociclismo, oito horas de lazer e oito horas de repouso”.
domingo, 29 de abril de 2018
Porquê o Cabo Norte?
Pois.., sim…, por que raio o Cabo Norte?
O Cabo Norte faz parte do imaginário do motociclista português desde que me conheço como tal - motociclista português.
O Pai da criança, como de muitas outras coisas no motociclismo português (deixo o juízo de valor para os meus leitores) é o Tó Manel. O Tó Manel fez a mítica viagem Cabo da Roca-Cabo Norte ainda nos anos oitenta de, penso eu, Honda ST 1100 Pan-European. Julgo que eu ainda não andava de mota à época e lembro-me muito vagamente de ler qualquer coisa nas velhinhas, idolatradas, Motojornal a preto e branco.
Não querendo ser chato mas sendo muito chato mesmo, o Cabo Norte é um cabo na ilha de Magerøya no norte da Noruega, geralmente referido como o mais setentrional ponto da Europa. Todavia, o cabo vizinho de Knivskjellodden situa-se cerca de 1500 metros mais a norte. Além disso, ambos os pontos situam-se numa ilha, o que significa que o ponto mais a norte da Europa continental é o Cabo Nordkinn.
Vários motociclistas que eu conheço “fizeram” o ano passado o Cabo Norte. Acompanhei dois deles com mais atenção, o Arnaldo e o Gonçalo. E por poucos minutos não cruzámos as nossas viagens perto de Sanremo na Ligúria Italiana.
Confesso, moí um bocado o juízo a ambos com o seu “louco” exercício de moto elástico, como carinhosamente lhe chamei. A verdade é que eles se divertiram à grande com a sua aventura. E isso é que importa!
E dessa aventura resultou um pequeno mas magnifico documentário que consumimos instantemente com um sorriso nos lábios.
Verdadeiramente a não perder. Já o Cabo Norte…, bem…, vocês sabem…, está no fundo da minha lista de destinos para viajar de mota. Pode ser que sim…, um dia, pois ainda não encontrei a minha resposta à pergunta, “porquê Cabo Norte?”.
sábado, 28 de abril de 2018
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Limalhas de História #51 – 27 de Abril de 2003
2001, 2002, 2003, 2004, 2005. Honda, Honda, Honda, Yamaha, Yamaha. Foram os anos do pentacampeonato de Valentino Rossi. Pilotos que atingiram o auge durante este lustro (uma palavra em desuso que significa conjunto de cinco anos) tiveram de se contentar com breves momentos de glória.
Faz hoje exactamente treze anos. Africa do Sul, Welkom, Phakisa Freeway, Arnette Africa’s Grand Prix. Gibernau, Rossi, Biaggi, Bayliss. Honda, Honda, Honda, Ducati. Luta tremenda. Vencida pelo Catalão. A sua segunda vitória na Classe Rainha, primeira em MotoGP. Com dedicatória emocionada ao seu falecido colega. O genial Daijiro Kato que tinha desaparecido dias antes.
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Moto Talks #2
Já vos tinha dito que não está fácil acompanhar a cena motociclistica em Lisboa? Já, não já (link)! Hoje Repito.
Em Novembro passado, com o objectivo de dinamizar o panorama cultural de Lisboa, em especial as motos, mas também as artes, eventos e lazer, nasceu o Riders Social Club com “sede” no lindíssimo espaço da Officina Moto. Hoje, o Riders Social Club promove aquela que é já a segunda sessão do Moto Talks.
O quê? Como? Quem? Quando?
Se no Moto Talks #1 tivemos a oportunidade de debater os temas que nos são queridos de uma perspectiva veiculada por alguns dos maiores nomes da imprensa especializada, desta feita, e para além das presenças do Moto Talks #1, teremos o privilégio de abordar as mesmas questões do ponto de vista político.
Para tal, contamos com a presença dos motociclistas Miguel Tiago, Rodrigo Ribeiro e Carmona Rodrigues. A não perder!
É já hoje a partir das 18h.
quarta-feira, 25 de abril de 2018
terça-feira, 24 de abril de 2018
Lisbon Motorcycle Film Fest 3ª edição
Não está fácil acompanhar a cena motociclistica em Lisboa. Os eventos sucedem-se e até os fins de tarde começam a ficar ocupados. Como alguém me dizia um dia destes…, estamos verdadeiramente necessitados de uma agenda cultural motociclistica. E isso só pode ser bom!
A cultura motociclista volta pelo terceiro ano consecutivo à grande tela do Cinema São Jorge nos dias 1, 2 e 3 de Junho de 2018 e hoje temos a apresentação do programa do Lisbon Motorcycle Film Fest, a decorrer pelas 18h30 no O Purista Barbière - Rua Nova da Trindade 16C, 1200-303 Lisboa.
Como ainda há uns dias disse na televisão - confesso, sempre quis escrever isto :) - motociclismo também é cultura e o Lisbon Motorcycle Film Fest é um excelente exemplo disso mesmo.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Honda GL 1800 Gold Wing 2018 à prova
Sejamos honestos. E claros, já agora. Este Escape não Testa nem Ensaia motas. Deixo esse trabalho para os meus queridos amigos profissionais da cena e para demais wannabes. O Escape Prova como se disse aqui (link). E se Prova então indaga por estabelecer a verdade de um facto. Sendo que aqui “verdade” significa a verdade do provador; isto é, a minha verdade sobre uma determinada mota. É subjectivo meus caros, ok? Recordada a advertência vamos ao que interessa…
Antes de tudo, importava um cuidado exame visual à nova Gold Wing. E o que choca e espanta desde logo é aquela opção cromática. Amigos que decidem algures num canto de Kumamoto…, qual foi a ideia de apresentar esta moto lindíssima num solido mas monótono bloco em tons de cinza? Nunca saberemos…
Questões cromáticas à parte, o exame visual revela também uma impressionante cura de emagrecimento face ao modelo anterior (redução total de quase 50Kg no peso comparativamente ao modelo anterior), a quinta geração, que já datava de 2001 (link). Fazemos votos que a “dieta” não tenha tido resultados prejudiciais…, se por um lado desagrada a quem está habituado a outras dimensões mais voluptuosas, por outro, cativa faixas etárias mais jovens em especial “as viúvas da Pan-European” entre as quais tristemente me incluo. Uma coisa é certa e um bocado parva também: não cabe um capacete integral nas malas laterais da nova GL!
Vamos então passear! A música clássica e suave dos seis cilindros encanta desde a primeira nota debitada pelo boxer. Engatada a primeira e solta a embraiagem nova sensação de suavidade. Varias aliás. Tudo é fácil dinamicamente na Gold Wing 2018. Graças a um baixíssimo centro de gravidade, aqueles primeiros metros são negociados com a firmeza necessária para rapidamente nos esquecermos que estamos perante 365 Kg. em ordem de marcha.
Mas afinal o é que tem Honda GL 1800 Gold Wing 2018? A palavra-chave já foi enunciada: suavidade. Aquela posição de condução por si só convida ao sossego com charme; e toda a dinâmica da mota acompanha esta ideia. Gostei muito de ter vários modos de condução ao dispor, em especial, curiosamente, do sport, onde tudo fica mais disponível e vibrante.
Destaque para a novíssima suspensão dianteira de duplos braços sobrepostos que reduz, segundo a marca, em 30% o atrito originado pelas ondulações do pavimento. Só posso dizer que a achei muito eficaz e, correndo o risco de me repetir, suave.
Mais uma nota a pensar nas “viúvas da Pan-European” – como eu, repito. A posição de condução está longe de ser algo parecido sequer àquele “diz que é uma espécie de sport tourer versátil” que podíamos encontrar nas ST. Aqui, na Honda GL 1800 Gold Wing 2018, vamos encontrar um “set up” de cruzador, navio almirante, para rasgar continentes de costa a costa. Esta continua a ser uma mota talhada para os grandes espaços e para os ritmos tranquilos.
A Honda pede por esta verdadeira “Rainha da Suavidade” - versão de entrada no modelo GL 1800 Gold Wing, - uns quaisquer 25.200€, que me reclamou uns simpáticos 6,1 litros de gasolina por cem quilómetros de paisagem apreciada.
domingo, 22 de abril de 2018
Louco fim-de-semana de corridas
Uauuuuu!! Que fim-de-semana foi este?!? Durante a semana já tínhamos andado entretidos com as diferentes sessões de qualificação para a mítica clássica de Le Mans, mas tudo começou, verdadeiramente, com a vitória de Rea na corrida 1 do WSBK em Assen. Hoje o domínio Kawa manteve-se com a vitória de Sykes. Rea lidera o campeonato na frente das Ducati de Davies e Melandri.
Pelo meio tivemos as sempre apaixonantes 24 Horas Motos em Le Mans. Doze anos depois a Honda regressa ao lugar mais alto no circuito Bugatti, igualando o palmarés da Suzuki com 12 vitórias, a apenas uma das 13 da Kawa. A Yamaha conta com 4 vitórias. Em 40 anos, só marcas japonesas vencem na mítica francesa.
Mudando de continente…, se o dia começou com o signo da asa dourada assim se manteve no Texas. Moto3, vitória para o emergente miúdo Jorge Martín. Em Moto2 corrida avassaladora do nosso Miguel que arrancou da posição 12 para assaltar o pódio. E, enfim, recital do Rei de Austin com a Honda a fechar o dia como começou: a vencer!
Mas, perdoem-me a nota pessoal. Para mim este fim-de-semana fica indelevelmente marcado pela presença no estúdio do Eurosport – honra e responsabilidade enormes – para “fazer umas voltinhas” ao Circuito Bugatti nas primeiras horas de corrida. O mundo é de facto redondo e chegou o dia em que deixei de chamar de palermas os comentadores de corridas de motas na TV, para passar a ser eu próprio o palerma.
Bom…, a verdade é que simplesmente aammmmeeeeeeiiiiiiii a experiência. É um trabalho muito, muito difícil em especial para quem esta a fazer a narração da corrida. Para mim foi naturalmente problemático devido à desadaptação mas, confesso, a auto avaliação é muito positiva e o feedback também. Gostei muito de ver o “lado B” e de viver a corrida com a gigante responsabilidade de a comentar para quem a acompanha lá em casa. Todo isto num canal de desporto de absoluta referência. Senti me muito bem naquele papel e não nego que gostaria de repetir a experiência. Veremos se será possível.
sábado, 21 de abril de 2018
Dia de corrida
Lembrete: hoje, sábado, 14 horas, partida para a corrida que comemora quarenta anos de 24 Horas de Le Mans Motos. Uma boa parte destas podem ser acompanhadas no EUROSPORT2 em direto. A saber: Sábado das 13h45 às 14h30 e das 16h30 até às 00h00. Domingo das 6h00 às 9h00 e a parte final da corrida, das 12h30 às 14h15.
E, como quase sempre, temos “drama” de última hora. O calor registado dos últimos dias daquela região de frança vai-se manter mas há o risco de trovoadas e alguns aguaceiros logo para a hora de partida. Isto é Endurance!
Pelo menos no Centro e Sul de Portugal, parece estar um dia perfeito para ficar no sofá…
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