sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Uma nova BMW R1250 GS com 134 CV já para 2019?

Os rumores adensam-se! Provavelmente são já bem mais do que meros rumores, pois a informação lançada na Rede apresenta algum grau de detalhe. E Outubro, com ele o Salão de Colonia, estão já “na curva seguinte”. 


Segundo alguma comunicação social europeia vamos mesmo ter uma novíssima BMW R1250 GS ainda este ano. As grandes novidades são: um aumento de 85 cc na capacidade do boxer para os 1254cc; mais 11 CV, subido assim a potência máxima para 136 CV; um incremento de 5 kg no peso total derivado aos novos catalisadores e sistema de escape que cumprem com a norma europeia antipoluição (Euro 5); um consequente decréscimo significativo no nível de ruido na ordem dos 4dB, para 88dB. Ainda em relação ao motor é provável a presença de um novo comando de válvulas variável. Já o quadro não será significativamente alterado. 

De notar que, curiosamente, já a Ducati Multistrada tinha visto a sua cilindrada aumentada no ano passado – precisamente de 1200 para 1260cc – para além da introdução de um novo comando de válvulas variável. 

A BMW poderá não esperar por Milão (este ano o famoso EICMA será de 6 a 11 de Novembro) para mostrar a nova R1250GS. Esta, e quem sabe uma nova R1250RT, pode ver o brilho das luzes já de 3 a 7 de Outubro no Salão e Colonia (Intermot).

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Amazonas AME 1600 a moto brasileira

Como assim? O Brasil já produziu motos de grande cilindrada? Já pois…, quer dizer…, a Amazonas AME 1600 é filha de uma guerra comercial dos anos 70 (proibição no Brasil às importações) do espirito inventivo “zuca” e da paixão motociclistica. Querem ler? 


Em 1976 dois mecânicos de São Paulo, Luiz Antonio Gomide e José Carlos Biston, construíram a Motovolks, um protótipo com motor boxer VW de 1.500 cm³ e caixa manual de quatro velocidades. A parte superior do quadro usava uma mescla de componentes Harley e Indian enquanto a parte inferior era feita sob medida para encaixar o motor boxer e a transmissão manual com origem no “Carocha”.

Ferreira Rodrigues, um empresário de São Paulo, tomou conhecimento da moto e achou que ela seria a solução perfeita para outro problema: a falta de motos na frota da Polícia Militar, que à época utilizava H-D “sucateadas” por falta de manutenção e peças. Não havia outra moto de grande porte fabricada no Brasil e a Motovolks seria a solução. O projecto básico da Motovolks foi, então, comprado por Ferreira Rodrigues e modificado para produção em série. 

A Amazonas montava o abundante, no mercado brasileiro, motor VW 1600 do Brasília de 64 cv que recebeu dois carburadores Solex, um de cada lado, dando desde logo à moto um ar proeminente. Este aspecto possante era maximizado por um enorme depósito de vinte e quatro litros, farol rectangular, carenagens dianteiras e laterais atrás do motor, tudo apimentado com aqueles cromados que faziam as delícias dos motociclistas da época. 

Entre os 1976 e 1988 foram fabricados no total cerca de quatrocentos e cinquenta exemplares - cem deles destinados à Polícia Militar de São Paulo e à Polícia Rodoviária Federal – chegando mesmo a ser exportadas unidades para vários países, como EUA, Japão e Reino Unido. Com o passar do tempo a AME 1600 sofreu diversas modificações no quadro, suspensões, estética e motorização, até a sua total extinção em Outubro de 1988.

Enorme, pesada, desengonçada, gastadora, poluidora mas robusta e de muito fácil manutenção, assim foi a Amazonas AME 1600. Hoje raríssima, começa no Brasil a ser objecto de culto. Será que andará alguma por Portugal?

Limalhas de História #58 – 16 de Agosto de 1969

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, zzzZZZzzzZZz…, vinte! Vinte? Sim, vinte! 


Faz hoje exactamente quarenta e nove anos. Irlanda do Norte, Lisburn, Dundrod Circuit, Ulster Grand Prix - sim, até 1971 a actual “fastest road race in the world” fazia parte do calendário do mundial de velocidade. Faz hoje exactamente quarenta e nove anos, escrevia eu, que Giacomo Agostini conseguia a sua vigésima vitória consecutiva na Classe Rainha. Não é erro, nem gralha, nem “mentira para contar a turistas”, Ago e a sua MV Agusta ganharam sempre, consecutivamente, de 21 de Abril de 1968 ao dia 16 de Agosto de 1969. Vinte corridas! Sem (mais) palavras…

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Limalhas de História #57 – 13 de Agosto de 1989

Mil novecentos e oitenta e nove podia ter sido o ano Kevin Schwantz, só que não. Numa corrida de gala em Suzuka o Texano abre o ano a ganhar. Contudo, até voltar às vitórias, soma quatro abandonos e apenas um segundo lugar. Foram estes os únicos três resultados de Schwantz durante a época: ganhar, quase ganhar ou desistir. Schwantz era o amante do risco… 


Faz hoje exactamente vinte e nove anos anos. Suécia, Anderstorp, Scandinavian Raceway, Swedish Motorcycle Grand Prix. Os pilotos que defendiam a “Stars and Stripes” dominam. Mas Schwantz voltava a abandonar e o dia acabou por ser de duelo entre Wayne Rainey e Eddie Lawson. Num raríssimo erro, Rainey abandona e deixa a vitória numa bandeja para Lawson. Este, com mais dois segundos lugares, viria mesmo a conquistar o bicampeoanato - com a curiosidade de o ter feito com duas cores distintas: Marlboro Agostini Yamaha (1988) e Rothmans Kanemoto Honda (1989).

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A week in a paradise called Portugal (III)

Após uma primeira incursão no Parque Nacional Peneda-Gerês (link), o programa de Domingo, 22 de Julho, indicava um passeio pelo coração do Parque Nacional Peneda-Gerês. Percurso que veio a revelar-se demasiado ambicioso face à beleza e encanto desta deslumbrante região cá do retângulo. 

Primeiro houve que cruzar a Serra Amarela por estreitas estradas municipais até à barragem de Vilarinho das Furnas. Caminho sinuoso que levou a CRF ao solo, devido ao atrevimento para mais uma “foto daquelas”. Queda compensada com o curioso encontro com um animado grupo de motociclistas do Norte, organizado a partir de uma rede social, cujo foco é dar ricos passeios minhotos (uma abraço a todos!). 

Dali, Mata de Albergaria e Geira. Geira? Sim…, a Via Romana nº 18 do Itinerarivm Antonini (um roteiro do séc. IV que chegou até nós), popularmente conhecida por “Geira”, é uma das estradas militares construída no último terço do séc. I d.C., ligando Bracara Avgvsta a Astvrica Avgvsta (actual Astorga), num percurso de 215 Milhas. A justificação da sua construção encontra-se na necessidade que as legiões sentiram de penetrar mais rapidamente nas montanhas desta região. Com o seu traçado bem estruturado, por permitir galgar vários tramos de montanha sem subidas ou descidas muito acentuadas, encurtou-se a ligação entre aquelas duas cidades, até ali só possível por Aquae Flavaie (actual Chaves). As características da estrada romana da “Geira” e o facto de ser durante séculos a melhor, talvez única, via que atravessava a Serra do Gerês, levaram-na a ser restaurada, praticamente, até ao início do século XX.

No final desta pequena aventura um mergulho inesquecível nas águas frescas da barragem. Dali rumo à localidade de Campo de Geres e à serpenteante N304 que passa em São Bento da Porta Aberta até ao primeiro encontro desta viagem com a épica N103, que me levou neste dia até perto da Ponte da Misarela, já no “longínquo” concelho de Montalegre. O regresso à Barca passou por Cabril e Fafião. O cansaço traiu-me e falhei a Cascata do Arado mas não o apaixonante Miradouro da Pedra Bela, a passagem por Portela do Homem e uma pequena incursão em Espanha, aproveitando para reabastecer em Lobios. 

Uffff…, felizmente que tal como no dia anterior (link) o Moinho em Ponte da Barca estava novamente à minha espera, com um belo cabrito no forno acompanhado de delicioso arroz de miúdos. 

[continua…]

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Mercado com primeiro semestre bem positivo mantém tendência em Julho

Os dados são oficias, referem-se a matrículas de motociclos novos (>125cc) nos primeiros sete meses do ano, e revelam uma subida de vendas de quase 20% face a igual período do ano passado. O Mercado dá sinais positivos e vai à boleia de Honda, Yamaha e…, Benelli.


Esta nova vida da histórica marca italiana não pára de surpreender. O crescimento está sólido e a manter tais níveis o ataque ao terceiro lugar da BMW será uma realidade. Do lado positivo destaque ainda para a KTM a crescer mais de 60%. 

A nota menos positiva vai para BMW, H-D e Triumph, com vendas, até este momento, abaixo de níveis de 2017. 

De regresso à Benelli e olhando rapidamente para dados referentes a matrículas de motociclos novos (>50cc), confirmamos o seu crescimento explosivo. Ai a italiana é já terceira colocada com um crescimento, nestes primeiros sete meses de 2018, de quase 300%. Brutal!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Limalhas de História #56 – 7 de Agosto de 1988

1988. Eu repito, mil novecentos e oitenta e oito. Bush, o primeiro, é presidente Norte Americano. Nasce Rihanna enquanto os Sonic Youth lançam um dos álbuns mais importantes para o rock alternativo, Daydream Nation. Por cá, o Sport Lisboa e Benfica vencia o seu vigésimo oitavo título de campeão nacional, num ano marcado pelo trágico incêndio que destruiu o Chiado, em Lisboa. Trinta anos, pah… 


Faz hoje exactamente trinta anos. Reino Unido, Inglaterra, East Midlands, North West Leicestershire, Donington Park. Wayne Rainey, na sua primeira temporada em 500cc, alcançava com a YZR do Lucky Strike Roberts Yamaha a sua primeira vitória. Foi também a primeira vitória de uma moto equipada com disco de travão dianteiro feito em carbono.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A week in a paradise called Portugal (II)

Se bem se recordam, eu esforcei me para encontrar tempo e meter-me à estrada. Fui parar ao Porto. E pelas suas ruas carregadinhas de beleza e história andei a deambular num magnífico fim de tarde, início de noite (link). 

O dia seguinte, sábado, 21 de Julho, começou preguiçoso mas novamente luminoso. Porque os próximos dias seriam longe do mar, aproveitei para um refrescante passeio nas margens do Douro e uma ida até à foz, encher os pulmões com a fresca e limpa maresia nortenha. 

Dai, voltei a colocar as borrachas na auto-estrada, rumo a Ponte da Barca. Após o check-in no Hotel dos Poetas e um almoço rápido mas delicioso numa das muitas novas casas que animam a bela Barca, o Petisc’art, primeira incursão no Parque Nacional Peneda-Gerês, 

O único Parque com classificação “Nacional” em território Português, situa-se no extremo noroeste de Portugal, na zona raiana entre Minho, Trás-os-Montes e Galiza. O seu perímetro territorial abrange todo o território florestal que se estende desde a Serra da Peneda até a Serra do Gerês, englobando ainda a Serra do Soajo e a Serra Amarela, sendo recortado por dois grandes rios, o Lima e o Cávado, numa área total de cerca de 70 290 hectares.

Finalmente tinha chegado às “outras estradas” como lhes chamam os políticos. Nossa Senhora da Peneda, Castro Laboreiro, descida para Lindoso e regresso à Barca pela curvilínea N203 fizeram parte do menu da tarde. E por falar em menu, o jantar foi de classe superior no restaurante O Moinho; salpicão, bolinhos de bacalhau, posta barrosã acompanhada de arroz de feijão e legumes, leite-creme e um bagaço caseiro com aquela suavidade dos deuses. Depois de um dia tão cheio, ainda houve tempo para assistir, de sorriso no rosto, a um mais ou menos espontâneo Vira do Minho, dançado por quem o faz há décadas na velhinha Praça da República na Barca. 

[continua…]

Limalhas de História #55 – 6 de Agosto de 1983

Spencer (HRC-Honda), Spencer, Spencer. Roberts (Marlboro Agostini-Yamaha), Spencer. Roberts, Spencer. Roberts, Roberts, Roberts. Empate a cinco. A duas corridas do encerramento do mundial apenas estes dois tinham tido a honra e glória de serem os primeiros a ver o xadrez. Mais, empatados também em desistências - uma para cada. Mais ainda, só não estavam rigorosamente empatados no topo da tabela porque Spencer tinha um terceiro e um quarto, contra dois quartos Roberts. É difícil imaginar melhor batalha entre as eternas rivais japonesas… 

Faz hoje exactamente tinta e cinco anos. Suécia, Anderstorp, Scandinavian Raceway, Swedish Motorcycle Grand Prix. Spencer chega à Escandinávia com dois magros pontos de vantagem na frente da tabela. Kenny Roberts e a Yamaha já eram tricampeões. Freddie Spencer (com apenas 21 anos) e a Honda nunca tinham provado o sabor do título. Com muita polémica e um toque entre ambos nas últimas curvas, Spencer leva a Honda ao primeiro lugar, uma vitória que viria a revelar-se determinante para que o norte-americano levasse a Asa Dourada ao seu primeiro ceptro de campeã do mundo na Classe Rainha.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Comparativo SuperEnduro 2018 MOTOCICLISMO Itália


Um dos melhores e mais dinâmicos meios de comunicação da especialidade da Europa, provavelmente do mundo, oferece-nos este mês de Agosto um comparativo de classe. 

As protagonistas desta análise são: BMW F850GS, KTM 1090 AdventureR, Honda CRF1000L Africa Twin e Triumph Tiger 800XCa. O cenário é de gala: alpes Italianos na olímpica e apaixonante zona de Sestriere. Os analistas sabem da coisa e a realização do clip chega a assumir, a espaços, rigor cinematográfico. 

Eu gostei muito e recomendo a visualização. Fiquem confortáveis e apostem quinze minutos da vossa vida a deliciarem-se com isto. E, no fim, tirem as vossas próprias conclusões. 


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