quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Longitude 4 Twenty ajuda a conhecer a NEXX

O Longitude 4 Twenty tem ajudado a ultrapassar uma lacuna grave na cena motociclistica lisboeta: encontrar um espaço e um momento para falar sobre motas, motociclismo e motociclistas.

A ideia nasceu depois de Rui Belmonte ter convencencido Hugo Ramos e Filipe Elias de que poderíamos ter um Verão bem mais animado nalgumas tardes de quinta-feira, com convidados para conversar e, obviamente, algo para refrescar as gargantas (link). 


O local é sempre a Longitude009, ali, de frente para o Tejo, no Poço do Bispo, em Lisboa. Pelas 18h00. O Próximo convidado do Longitude4Twenty usa como lema de vida "helmets for life”. E este é também o lema da NEXX, uma das poucas marcas portuguesas de referência mundial no mercado motociclistico. Assim, ninguém melhor do que o seu CEO para nos dar a conhecer melhor esta marca de capacetes que se orgulha de produzir 100% em Portugal. Hélder Loureiro será o convidado do próximo Longitude4Twenty. 

É aparecer, para beber um copo e dar dois dedos de conversa…

Saca #43


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Honda CB300R à Prova

Sexta-feira, 17h30. Tempo enfim de gozar da tal “liberdade condicional”. Uma moto para entregar algures na zona de Sintra. Que caminho escolher? O mais distante, pois claro. Nem que para isso faças esperar quem te aguarda mais uns minutos. É rumo ao por do sol, porque é motociclismo e ninguém leva a mal. 

Alí no Jamor a descer para a Nacional 6, que todos conhecemos como Marginal, uma Yamaha TMAX 500, a dois, ultrapassa-me antes de chegar aquele cotovelo à direita para mim de terrível memória – um pedaço de estrada onde deixei uma vida numa madrugada de surfada; para alguns dos envolvidos foi mesmo a última disponível. 

Sem saber, aquele casal que se viria a revelar simpático dava o mote para um fim de tarde animado. Lá fomos andando entre o trafego habitual a um ritmo vivo de mano a mano que não chegava ao clássico “picanço”. Semáforo fechado em Paço de Arcos. Era a minha vez de desafiar. Arranco primeiro mas corto gaz demasiado cedo e não consigo fazer o “holeshot”, sendo insolentemente envergonhado com uma abusada ultrapassagem por dentro. Perco o foco e deixo fugir o “piano mega-aspirador”. Mas não desisto. 

Entre Santo Amaro e Carcavelos acontece a provocação verbal. “Qual é cilindrada disso, puto?”. Respondo com três dedos, “trezentos, mas a moto é gira”. Réplica pronta: “mas isso levanta?”. 

“Se isto levanta?!?!”. O que se passa na Marginal fica na Marginal. Sempre assim foi e sempre assim será. Não vou revelar o que se passou a seguir mas…, fomos a rir até São Pedro do Estoril, quando o casal se despede de mim. A historinha é verídica e revela bem a natureza da Honda CB300R: jovem, irrequieta e sedutora!

Em Maio passado este ESCAPE já tinha tido oportunidade de Provar a sua irmã mais nova (link). E esta “Neo Sports Café” nasceu da mesma nobre linhagem. Irrepreensível quadro de aço prensado e tubular, suspensões eficazes e uma travagem rigorosa oferecem uma ciclística segura que nos permite com facilidade esgotar os 31cv e os 28Nm de um motor bem rotativo. 

Numa palavra, o que me fica desta Honda CB300R? A resposta é pronta: algo surpreendentemente, na cidade esta Honda não perde rigorosamente nada em termos de “handling”, dinâmica e facilidade de utilização para uma 125cc. E conquista muito mais segurança devido à ciclística de topo e à maior potência disponível. Cereja no topo do bolo, os decilitros de combustível que gastamos a mais face a uma 125cc são um excelente investimento em eficácia, rapidez e sobretudo divertimento. 

A Honda reclama por esta CB300R Neo Sports Café 2018 Candy Chromosphere Red um interessante valor de 5.100€. Moto que exigiu uns muito satisfatórios 3,4 litros de combustível por cem quilómetros de momentos que nos deixam com um sorriso no rosto.

domingo, 16 de setembro de 2018

A week in a Paradise called Portugal (VIII)

“Porque, enfim, tudo passa; / Não sabe o Tempo ter firmeza em nada; / E a nossa vida escassa / Foge tão apressada. / Que quando se começa é acabada" (Luís Vaz de Camões). 

Os mais atentos dirão que já leram isto nalgum lado. Pois é. Aqui (link) no post que inaugurava esta série que agora termina. A semana moto-gastronómica no pequeno paraíso mototuristico que se chama Portugal, caminhava rapidamente para o fim. 

Os últimos dias (sexta, sábado e domingo) foram dedicados às belas praias do sotavento Algravio, parte deste nosso Portugal que já conheci muito bem mas que não visitava há quase duas décadas. Se não gostei do que vi em Manta Rota – a praia mantem qualidade mas a outrora pequena e pacata aldeia parece um enorme parque de campismo onde o tecido das tendas foi substituído por algum tijolo e cimento – gostei bastante de voltar a Cabanas de Tavira. Cabanas cresceu, é certo, mas mantem a ordem possível, um ambiente familiar qb e sobretudo uma praia soberba. Tudo sempre bem temperado com o fresco aroma da Ria que não engana, é mesmo Formosa. 

“Não sabe o Tempo ter firmeza em nada”, e lá se esgotou em banhos de sal, sol e mar, petiscos e num templo gastronómico absolutamente a não perder: Vela 2, em Santa Margarida, à beira da Estrada Nacional 270 nos arredores de Tavira. Peixe fresco com fartura, bem grelhado, serviço impecável e um preço a condizer. Já estou cheio de saudades deste Sul… 

Ainda imbuído pelo espirito deste possível best-off de Portugal Continental, suas estradas, montanhas, planícies e praias, tracei o regresso a Lisboa junto ao Guadiana, entreamado a condução entre a lenta mas pitoresca Estrada Nacional 122 e o excelente IC 27 até Beja e dai, sem história, ate casa. 

O viajante volta já!

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Limalhas de História #64 – 13 de Setembro de 1964

125cc, 250cc, 350cc, 500cc, [Formula 1, Formula 5000, Formula 2, 24 Horas de Le Mans]. De 1958 a 1974, setenta e seis vitórias e nove títulos mundiais nas diferentes categorias. [Campão Europeus de Formula 2]. Genial no “road race”. Para muitos, o melhor piloto de motos de todos os tempos. Um verdadeiro Petrolhead. Mas também um senhor. Que encontrou uma morte extemporânea e absolutamente estupida!


Faz hoje exactamente cinquenta e quatro anos. Grande Prémio das Nações, Autódromo Nazionale Monza, Lombardia, Itália. Stanley Michael Bailey Hailwood aka Mike Hailwood aka "Mike The Bike" vence a sétima corrida da temporada na Classe Rainha (todas aquelas em que partiu) e, naturalmente, conquista o campeonato do mundo. O terceiro de quatro seguidos, o sétimo de dezassete incríveis títulos “in a row” da MV Agusta. Lenda!

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Limalhas de História #63 – 12 de Setembro de 1993

                                                                                                                                                                          Alguns dizem que tinha tanto de génio como de mau feitio. Vence o mundial de 250cc em 1990 e ameaça ser um caso sério na Classe Rainha. Não foi! Mais tarde, 1997, viria a ser campeão mundial de Superbike com a Honda. Tentou o “comeback” com a mesma marca nipónica, mas o seu nome e aquele capacete icónico ficam para sempre ligados a um emblema italiano 

Faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Laguna Seca Raceway hoje conhecido por WeatherTech Raceway Laguna Seca, Monterey County, Califórnia, Estados Unidos da América. Já todos sabiam que a carreira de Wayne Rainey tinha terminado abruptamente aqui (link) e que Kevin Schwantz seria o campeão mundial nesse ano. John Kocinski aproveita a oportunidade e oferece à Cagiva a sua primeira vitoria em piso seco - Eddie Lawson tinha vencido a corrida de Hungaroring à chuva em 1992, onde uma escolha acertada de pneu fez toda a diferença. 


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ducati Scrambler 1100 à prova

A Ducati decidiu, em 2015, começar a surfar a onda cavada do revivalismo. Para tal avançou para um line-up cada vez mais crowded recuperando a insígnia Scrambler. Como recordámos aqui (link), ainda que de forma sucinta, de 1960 a 1976 a Ducati produziu quatro monocilíndricas (125cc, 250cc, 350cc e 450cc) que fizeram as delícias de muitos, em especial no mercado Norte-americano, com destaque para as terras californianas. 

Mas este ataque em busca da onda perfeita tem sido cirúrgico e feito com método científico. Se quisermos continuar a aproximar este texto ao “surfês” diríamos que estamos perante uma ideia de motociclismo progressivo. De facto, esta segunda vida da Scrambler não se trata apenas de mais um modelo de moto. Esta Scrambler para o século XXI é uma nova marca que proclama como filosofia uma ideia de “The Land of Joy”, isto é: criatividade, jovialidade e espirito livre, num “universo de divertimento, alegria e liberdade constituído por motos, acessórios e vestuário”, e ainda por uma radio on-line (bem boa, por sinal) e, cereja no topo do bolo, pelo menos dois restaurantes em Itália. Lá está…, é motociclismo progressivo, digo eu. 

Um, dois, um, dois…, asfalto chama ESCAPE. Ok! Voltando a isto das motos…, certo é que, primeiro com a 800cc e depois com a Sixty2 (399cc) - ambas com múltiplas versões - o mercado recebeu com determinação esta nova “terra prometida e alegre”, e em menos de quatro anos já se venderam cerca de 50.000 unidades de Scrambler Ducati (é assim mesmo que a marca se denomina) por esse mundo fora. Faltava uma versão mais musculada. Cá está ela! 

Apresentada na passada primavera na Região de Lisboa em três versões (base, special e sport), a Ducati Scrambler 1100, monta muitas das características que fazem uma Scrambler ser “Srambler”, não se limitando a ser uma mera versão maior do que já existia. Quadro novo, braço oscilante novo, ponteiras de escape elevadas, um banco relativamente curto, deposito de combustível com aspecto e dimensões “fofinhas”, ergonomia muito simples um certo ar espartano e, “last but not least”, um motor verdadeiramente Ducati (derivado da Monster mas adaptado à norma EURO4) pleno de binário (88Nm às 4750 rpm). Ainda parada e silenciada a primeira ideia que me assaltou foi: “espera…, que a moto é bem mais sedutora ao vivo do que nas imagens”. 

Aquela ergonomia muito simples não está lá só porque fica bem, tendo correspondência no plano prático. A posição de condução é escorreita e confortável e nos primeiros quilómetros deliciamo-nos com o rouco stereo - duas ponteiras, uma de cada lado. Os primeiros quilómetros servem também para compreender a natureza desta Scrambler, uma moto que dá vontade de travar a guerrilha urbana, saltando convictamente de semáforo em semáforo. 

Mas eu gosto mesmo de andar de moto e sujeitei a Scrambler Ducati 1100 Special a uma dura prova, ainda que exclusivamente asfáltica. Levei-a, para fora da sua zona de conforto citadina, a percorrer a sinuosa Estrada Nacional 3 que, quando não desparece misteriosamente ou se transforma em via rápida, liga o Carregado, a Norte de Lisboa, a Castelo Branco – sobre a Nacional 3 o ESCAPE falará mais tarde. 

Foram onze horas intensas de motociclismo! Onde a Scrambler se afirmou surpreendentemente confortável e plena de divertimento, quando moto e condutor estão ambos em modo “Active” . O modo “City” (limita potência a 75 CV) foi ainda muito útil quando algures em Mação fui surpreendido por uma carga de água bíblica típica do “tempo das trovoadas”, mas que surpreendeu pelo azul do céu.

Esta foi um Prova intensa, memorável e económica – pouco mais de cinco litros de “ouro liquido” por cem quilómetros de fun, fun, fun. Esta Scrambler precisará sempre de pneus (excelentes no asfalto estes Pirelli) diferentes para uma utilização fora de estrada. Uma caixa de velocidades mais precisa (em especial quando sujeira a stress) também seria bem-vinda. Aspectos que não mancham a natureza de funbike competente da Scrambler 1100 Special, pedindo a Ducati 14.545€ para a levarmos a passear por bons ou maus caminhos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A week in a paradise called Portugal (VII)

O airbnb que desencantei na margem norte do Zêzere junto ao Castelo do Bode revelou-se tão delicioso qua optei por atrasar a partida para a segunda etapa de N2 (aqui). Pois…, confesso, também foi preciso dar descanso ao corpinho…

A primeira paragem do dia foi logo ali em Abrantes, desde logo para saudar a “Nacional que se segue”, a 3, depois para molhar as botas no Tejo – literalmente. Cruzado o rio na ponte rodoviária de Abrantes - inaugurada em 1870, foi construída por um consórcio francês e durante 75 anos explorada em regime de concessão, passando para o Estado em 1945 – dá-se a grande cissão ao nível do relevo. Até aqui a N2 apresenta um perfil que acompanha o sentido agudo do terreno, torcendo e contorcendo, subindo e descendo. De Abrantes em diante (até Almodôvar já às portas da algarvia serra do caldeirão) as rectas abundam e o terreno apesenta-se maioritariamente plano. Em Montargil, junto ao Sorraia, tempo de repetir o ritual, molhando as Sidi na albufeira, só porque sim. 

Deixado o Sorraia para trás, entramos naquele que é o (“diz que é uma espécie de”) Grande Sul Português. A navegação fica mais simples que nunca, a condução idem, mas a estrada e tudo o que a envolve não perde interesse. No filme da N2, entramos agora num longo “travelling” marcado pela clássica paisagem alentejana.

E se na Região Centro fiquei triste e até chocado com o abandono a que as zonas ardidas em 2017 foram votadas - replantadas pela própria natureza à custa da selvagem praga do eucalipto – aqui, em especial na zona de Ferreira do Alentejo, a surpresa é positiva, ao ver milhares de hectares de regadio cultivados por cereais e outros tantos com as árvores autóctones como as oliveiras. 

A cereja ano topo de mais um dia delicioso de motociclismo chega com uma das últimas seções da N2, a parte do percurso baptizada como “Rota Património”. A estrada torce com centenas de curvas lentas – cerca de trezentas e sessenta curvas, dizem - mas com aquela perfeição de quem acompanha o relevo do terreno.

Que me perdoem os farenses mas a N2 bem que podia terminar em São Brás de Alportel. Daqui até Faro vamos encontrar aquela que provavelmente é a secção mais incaracterística da estrada. Uma secção que nos transporta para uma espécie de "mixed feelings”. A alegria da magnífica experiência vivida e a tristeza da mesma estar a terminar. No final os muitos quilómetros acabam por saber a pouco sendo que a síntese disto tudo é muito fácil de encontrar: é sempre possível começar de novo, porque a Estrada Nacional 2 é viciante!

sábado, 8 de setembro de 2018

LxMFF Motorcycle Pool Party

Já terei escrito algo parecido antes. Mas de quando em vez, não faz nada mal me repetir. Até porque ahhh e tal…, continua a ser sempre a mesma cantiga, sempre o mesmo tipo de eventos e nunca ninguém em tempo algum faz algo diferente. Pois, parem as lamúrias, hoje temos a LxMFF Motorcycle Poll Party ou em português, festarola de motas numa piscina de Lisboa. 


Depois do sucesso que foi a primeira edição da Motorcycle Pool Party no Lisbon Marriott Hotel em 2017, este ano o LxMFF volta a convidar os seus amigos e seguidores, para darem um mergulho e passar uma tarde à maneira. 

O programa inclui filmes e música com o concerto da banda Os Cardosos e dj set da dupla The Voodoo Club. Com o apoio da Sailor Jerry e da NEXX Helmets, Nuno Draws Designs vai personalizar um capacete que será oferecido a um ou uma felizarda que estejam na Pool Party. E porque tudo isto dá uma fome do caraças, estará disponível durante toda a tarde um belo Summer Barbecue. 

Tal como aconteceu no ano passado, as primeiras motos a chegar terão acesso ao parque reservado, no entanto o que não faltam são lugares para estacionar a moto bem perto do Lisbon Marriott Hotel. 

A festa começa às 16h00 e termina às 22h00. A entrada é gratuita mas com reserva ao direito de admissão devido à lotação do espaço. Dress code: summer beach rider, seja lá o que isso for. Ah, não esquecer de cortar a unha do pé.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Novo Boxer da BMW equipará cinco novos modelos

Restam cada vez menos dúvidas! A BMW prepara-se para causar enorme alvoroço nos próximos meses com o lançamento do novo Boxer 1250cc. Acreditando nas notícias da imprensa especializada internacional que dão conta dos documentos de emissões que deram da entrada nos EUA, a BMW Motorrad deseja apresentar a gama Boxer completa com a nova motorização. 

Trata-se de documentos de homologação do Conselho de Emissões da Califórnia, órgão norte-americano responsável pela aprovação da maioria dos novos veículos que entram no país, e revelam que o novo motor possui mais 84cc passando o Boxer para os 1254cc. Os mesmos documentos revelam ainda que são cinco os modelos que terão a nova motorização, a saber: R150GS, R1250GS Adventure, R1250R, R1250RS e R1250RT. 

A BMW arrisca-se assim a ser uma das marcas mais badaladas nos grandes eventos agendados para os próximos meses, pois para além do novo Boxer é esperada a versão Adventure da neófita F850GS e a nova geração da S1000RR. 

O Salão de Colonia (INTERMOT) acontece já de 3 a 7 de Outubro e o Salão de Milão (EICMA) entre 6 e 11 de Novembro.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

O que é que uma Scrambler tem?

O ano passado mais ou menos por esta altura questionava aqui (link) “o que é que uma Bobber tem?”. É tempo de recuperar um pouco o “espirito” desse texto revendo mesmo parte da “matéria dada”. Desde logo para recuperar uma questão: clássicas modernas ou modernas clássicas? 

Moça bonita ou bonita moça? A Moça é a substância; a beleza é uma qualidade que a moça tem. Moça, substantivo, bonita, adjectivo. Com as motas é tudo igual…, são clássicas pela substância e para além disso possuem a qualidade de serem modernas. Clássicas modernas, estamos entendidos! 

Para além das Bobber, entre as clássicas modernas vamos encontrar as Scrambler. Mas o que faz uma Scrambler ser “Scrambler”?


A origem das Scrambler remonta à Inglaterra do início do seculo XX. Um dia, um qualquer bando de bons rapazes decidiu pegar nas suas motos e sair dos caminhos marcados, para tentar ligar o ponto A ao ponto B no menor tempo possível. As regras seriam poucas mas as encostas geralmente enlameadas pelo “typical british weather” assumiram-se com o principal ingrediente. Sem saberem, aqueles loucos ou corajosos tinham inventado uma nova forma de andar de moto. Para tal seria necessário adaptar e customizar as máquinas às novas fronteiras do prazer. 

Mão à obra…, foi necessário manufacturar pneus cardados, suspensões de longo curso, pára-lamas, ponteiras e escapes elevados, depósitos de gasolina de menores dimensões tentando uma redução de peso e o conjunto mais equilibrado possível. Tudo propulsionado por um motor com muito binário. Um banco curto, um pequeno farol, ergonomia simples e um aspecto mais ou menos despojado também faziam parte desta nova composição. Assim nasceram as Scrambler! 

Já nos anos 60 alguns construtores iniciaram a produção de motos em serie com tais características. Foi o caso da Ducati que em 1962 iniciou a comercialização da sua Scrambler 250. A esta quarto de litro, durante os anos 60 e 70, a marca italiana adicionou diversos modelos denominados Scrambler com motorizações de 125, 350 e 450. 


Os mais atentos já terão adivinhado…, sim, nos próximos dias teremos uma transalpina clássica moderna aqui pelo Escape. E prometo contar tudinho. Bom!!!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Limalhas de História #62 – 5 de Setembro de 1993

1988, terceiro lugar; 1989, vice-campeão; 1990, campeão; 1991, campeão; 1992 campeão; 1993 vice-campeão, mesmo sem pontos nas últimas três corridas. Wayne Rainey foi assim. Tremendamente eficaz e regular. Um vencedor frio e monótono, até àquele dia… 


Faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Circuito Internazionale Santa Monica, hoje Misano World Circuit Marco Simoncelli, Rimini, Emilia-Romagna, Itália. Rainey lidera a corrida e viaja a quilómetros largos para o tetracampeonato. Até que um inesperado e violento "highside" o atira para a escapatória em gravilha. Os dias seguintes confirmaram o prognóstico. Mr. Perfect não mais voltaria a conduzir uma moto de competição. Foi o fim de uma era e uma tristeza tremenda mesmo para aqueles que, como eu, não eram fascinados pela frieza do californiano.
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