segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Um fim-de-semana cheiinho de motociclismo e partilha

Decorreu no fim-de-semana passado, 12 a 14 de Outubro, o 2º Encontro Nacional CRF1000L Africa Twin PT. E tal como em 2017 teve sede em Castelo Branco. No menu tivemos passeios na estrada e fora dela, um belo e surpreendente passeio de barco no Tejo junto às Portas do Rodão, petiscos, workshops vários e muitas partilhas de viagens. 

Mas, como em tudo na vida, o melhor são as pessoas. Este evento teve uma característica, não diria singular, mas rara. Apesar de relativamente pequeno conseguiu juntar motociclistas das mais diversas gerações que se entretiveram a fazer aquilo que mais gostam de fazer quando conseguem estar parados: partilhar sentimentos e histórias de motociclismo e viagens. 

Nunca fui adepto de clubes monomarca muito menos monomodelo por isso estou à vontade para dizer que o ESCAPE adorou este evento. Por esta simples razão: o coletivo CRF1000L Africa Twin PT montou um fim-de-semana à imagem das pessoas que o constituem: simples, humilde mas muito enriquecedor. Parabéns malta! 

Num plano mais pessoal, foi muito bom estar com o povo “das Rainhas”, rever alguns amigos de sempre e fazer novas amizades. Foi muito bom ter sido convidado para partilhar algumas vivências de viagens, adorei o momento. Foi ainda muito bom ouvir de muitos palavras mais do que simpáticas pelo trabalho honesto que este blogue vai produzindo. Como costumo dizer, o blogue é vosso; a comunicação só faz sentido com vocês ai desse lado.

Cereja no topo do bolo, domingo, no regresso, “enganei-me” na saída de Castelo Branco. Estrada Nacional (EN) 18 para Norte, EN230 para Oeste, EN 231 de novo para Norte e enfim a surpreendente EN 338 pela Serra da Estrela acima: fui conhecer aquele a que já chama Looriga Pass. Onde? Perguntem aqui (link) ao Quilometro Infinito que ele explica melhor que ninguém. 

Obrigado a todos por um fim-de-semana cheiinho de motociclismo e partilha!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

BMW F 850 GS à Prova

Muito amor. Algum ódio também. Paixão, definitivamente. E muita inveja, sem duvida. Sentimentos são estados e reacções que o corpo humano é capaz de expressar diante de factos e acontecimentos vivenciados pelos indivíduos. E se existe fábrica que hoje é capaz de fazer despertar em todos nós motociclistas sentimentos diversos, ela é a Bayerische Motoren Werke. 

BMW e ESCAPE não podiam continuar a viver assim. De motores e costas voltadas. Não posso pois deixar de começar esta Prova de forma diferente, agradecendo à BMW Motorrad Portugal (e particularmente a todos os que o tornaram possível) a possibilidade de aceder ao seu Parque de Imprensa. É mais um forte sinal que a brincar a brincar este ESCAPE é para ser levado bem a serio. Muito obrigado! 

Apresentada no EICMA do ano passado, esta F 850 GS é uma moto verdadeiramente nova. E fiz muito bem em despi-la das práticas malas laterais com que me foi entregue para a apreciar na sua plenitude. O primeiro olhar revelou algo que curiosamente já tinha acontecido numa das recentes Provas: esta BMW é bem mais bonita quando o olhar a toca directamente, revelando uma moto mais sedutora daquela que vemos nas imagens - também porque esta unidade surge equipada com um belo Akrapovic no lugar da não tão conseguida ponteira de escape original. 

A primeira sensação é de simplicidade e facilidade de utilização. Mas foi necessário um esforço adicional da minha parte para esquecer a natural comparação com a minha Honda CRF 1000 L. Para rapidamente mudar o chip parei passados alguns metros com o objectivo de “estudar” o funcionamento do ecrã TFT de 6,5 polegadas e dos seus diversos menus. Tudo se revelou preciso e conciso. A habituação ao contemporâneo universo digital é aqui quase imediata. 

Esta Gelände Strasse (fora de estrada/estrada) transpira rapidamente a sua natureza. Ciclística impecável – com destaque para as excelentes suspensões electrónicas - travagem eficaz apesar de alguma suavidade na frente, motor (95 cv e 92Nm) surpreendentemente elástico, linear e sempre disponível. 

Os primeiros quilómetros revelaram ainda uma posição de condução correta, mas com o passar dos mesmos o conforto acaba por sair algo penalizado pela parca protecção aerodinâmica e por um banco cujos materiais merecem ser revistos – tal como a dimensão dos espelhos (com demasiado angulo morto). Detalhes que não me demoveram a aproveitar o fim-de-semana para fazer uma Prova bem longa ainda que fundamentalmente asfáltica. 

Pude então explorar os diferentes modos de condução e demais parafernália digital (fiquei fã da utilidade do sistema keyless), numa pitoresca e triangular incursão alentejana, que incluiu a totalidade da Estrada Nacional (EN) 5 - para ler a seu tempo aqui no ESCAPE - um troço da EN2 já em pleno Alentejo profundo, e regresso a casa via EN4 onde esta BMW F 850 GS transpirou eficácia e ofereceu prazer. Ainda me atrevi um pouco nos estradões que delimitam vinha e montado na zona do Poceirão, onde esta nova F 850 GS se revelou uma moto tão dócil quanto atrevida. O fora de estrada pode muito bem ser a sua praia. 

A economia foi outra das boas surpresas desta nova F. No global foram gastos 4,6 litros de líquido inflamável por cem quilómetros de sorrisos no rosto, tendo ainda ficado com a ideia de que a velocidades mais pacatas a moto consome, facilmente, o valor indicado pela fábrica, isto é, menos meio litro do que consegui. 

A BMW Motorrad Portugal pede 11.950€ para desembrulhar a versão base desta nova F. Se lhe adicionarmos os pacotes Confort, Dynamic, Touring, Iluminação e ainda outras opcionais como malas laterais, escape Akrapovic, sistema de navegação e de chamada de emergência, serão necessários perto de 19.000€ para partir com esta F 850 GS.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Limalhas de História #65 – 4 de Outubro de 1998

Mil novecentos e noventa e oito. A última temporada com menos de quinze etapas. A última temporada que viu alguém levantar o título na classe rainha com o número “1” na frente da sua moto. A última temporada do reinado Honda-Doohan. 


Faz hoje exactamente vinte anos. Qantas Australian Grand Prix. Phillip Island Grand Prix Circuit. Vitoria. Austrália. Para além do nome do Estado australiano onde se encontra aquela pista icónica, vitória foi também o nome do meio de Michael Doohan. Ao vencer (sétima em oito na temporada) em casa, o aussie assegurava o seu pentacampeonato. Não sabíamos, mas este seria também o principio do fim de uma era…

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

2º Encontro Nacional CRF1000L Africa Twin PT

Quem passa a vidinha a mal dizer as Redes Sociais devia conhecer o grupo CRF1000L Africa Twin PT. As pessoas já existiam, a paixão pelo motociclismo também, o desejo de trocar experiências com os demais que partilham o gosto pela vida e pela nova Africa Twin é apenas consequência de tudo isto. O Facebook serviu de mero ponto de encontro. 

Assim nasceu o grupo CRF1000L Africa Twin PT. Dos encontros na estrada e fora dela a amizade honesta foi ganhando forma. De passeio em passeio já vão, vamos, para o 2º Encontro Nacional - novamente em Castelo Branco, de 12 a 14 deste mês de Outubro -, com o Motoclube Tuku Tuku a prestar o seu apoio logístico. 

São vários os destaques do programa: Workshops CRF1000L com a participação de Rui Lucas (LucasPower, 2RentMotos), da MXT Suspensions e de André Hattingh (Box46). Passeio turísticos on-road, passeio off-road – com apenas um único percurso e um nível de dificuldade talhado para as CRFs -, passeio de barco nas “Portas de Ródão”. Haverá ainda um espaço para conversas: “Marrocos sobre Rodas” com Manuel Duarte, Tiago Silva e Armando Polónia, apresentação do “Epic Tour 2018” por Hugo Ramos e Rad Raven e uma edição especial da Tertúlia do Escape, com este vosso escriba a partilhar algumas ideias sobre viagens, com destaque para os Alpes e a recente incursão na Sardenha e Córsega. 

Naturalmente…, um programa assim preenchido estimula a sede e o apetite. Petiscos, comes e bebes não irão faltar. 

E se não tens uma Honda CRF1000L Africa Twin tal não é obstáculo. É vir na mesma. Todos são bem-vindos. É consultar aqui (link) o programa. E avançar aqui (link) com a inscrição.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

A estrada, a moto e o telefone esperto – Estrada Nacional 2


A Estrada Nacional 2 (N2) não é uma estrada qualquer. Há mais de dois milénios que se conhecem escritos, ora grandiloquentes, ora insignificantes, referentes ao conjunto de caminhos hoje conhecido por N2. Quando o Império Romano se estabeleceu naquilo que hoje conhecemos por Portugal, foram abertas inúmeras vias que coincidem com aquilo que é hoje a N2. Após a “longa noite” da Idade Media, o sentido de viagem estradal só se recupera em meados do século XIX. Todavia, a atual N2 é o produto de um projeto político-económico do Estado Novo, plasmado no Plano Rodoviário Nacional de 1945. 

Apesar de ser a “dois” os números impressionam. Os seus cerca de 738 quilómetros cruzam onze distritos outros tantos rios, trinta e quatro municípios e…, zero pórticos de portagem. É a mais longa estrada portuguesa, rivalizando mesmo em comprimento com muitas e belas estradas por esse mundo fora. Mas é também a estrada da moda. 

Comecei a viajar de mota em 1992. E não me recordo, nesses tempos, que ligássemos qualquer tipo de importância especial à N2. Mais tarde, no virar do século e do milénio, aparece o Trofeu Nacional de Moto Ralis Turísticos. E também não me recordo que existisse um foco especial nessa estrada. Não consigo pois identificar o tempo em que nasceu a “febre N2”. 

Salvo honrosas exceções, que não são para aqui chamadas, sou avesso a “febres” e unanimismos. Assim, durante algum tempo, olhei com algum desprezo o folclore que se foi construído ao redor da N2 – um exemplo: apelidar a N2 de “Route 66 portuguesa” é não ter noção do que foi e representou a “Route 66” para o povo norte-americano, do zero absoluto que ela é hoje e, acima de tudo, do que é ser português. Seria pois mais inteligente apelidar a N2 de “Ruta 40 portuguesa”, mas para tal os “wannabe” que escrevem essas coisas teriam de saber onde é e o que significa a tal “Ruta nacional 40”. Adiante… 

Ao longo da vida já me cruzei inúmeras vezes com a N2, muitas delas sem saber que era dela que se tratava. Como sou um ser social e curioso, não sou imune a “febres” e “folclores”. Tinha de encontrar uma bela desculpa para calcorrear a “mítica Estrada”, como lhe chamam os “vendilhões do Templo”. Este (link) possível best-off de Portugal Continental, das suas estradas, montanhas, planícies e praias, pareceu-me o momento adequado. Estava encontrada a desculpa.

Hoje não é difícil encontrar roteiros mais ou menos pormenorizados sobre a N2. Há quem consiga escrever centenas de páginas sobre o tema, livros inteiros. E há até quem se disponibilize a fazer “visitas guiadas”, agências de viagem, imaginem. Sorrio…, infelizmente não tenho tempo para passar mais de dois dias a percorrer o interior do país. Ele há tanto caminho a percorrer por esse mundo fora. E o tempo, já sabemos, é o maior dos luxos. Uma coisa vos garanto: não é aqui, no ESCAPE, que vão encontrar a derradeira e imperdível história da “espantosa e espectacular” “épica”, “colossal”, “divinal” e “imperdível” N2-Route-66-portuguesa. 

Apesar de não ser de modas, fiz-me à estrada e encontrei na N2 uma absoluta experiência. Encontrei mais. Encontrei uma bela metáfora da vida, no sentido em que cada qual dela traz o que bem desejar. A N2 não é a “Route 66 portuguesa” nem a tal estrada “mítica” ou “mágica” de que tanto por ai se fala hoje. A N2 é o que é; e é bem real. Tem caracter e personalidade. Tem mesmo brilho próprio, valendo por si mesma. 

Mas a N2 é também neste momento uma oportunidade perdida. Desde logo uma oportunidade perdida no plano da exploração turística. Neste sentido tudo está por fazer, nomeadamente recuperá-la e embrulhá-la no papel de “Estrada Histórica” que é, como tão bem fazem os países anglo-saxónicos – sempre sem esquecer que está lá, em primeira linha, para servir as populações e o seu bom desenvolvimento económico e social. 

Apenas adorei fazer a N2, percorrendo de fio a pavio o interior de Portugal. Tão bom. Quero voltar. E quero já! 

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Quem, o quê, onde, como, quando e porquê – não necessariamente por esta ordem… 

A Estrada Nacional 2 (N2), também conhecida como “A Estrada Mais Longa”, apesar de alguns “génios” da nossa Administração a terem reclassificado, desclassificado e até retalhado nalguns sectores, “rasga” Portugal pelo interior, de Norte a Sul, de Chaves a Faro durante cerca de 738 quilómetros. Foi pelo ESCAPE percorrida no final de Julho de 2018, aos comandos de uma Honda CRF1000L DCT que gastou 5,5 litros de “ouro inflamável” por cada cem quilómetros de absoluta experiência. A N2 é credora do nosso respeito, especialmente do Estado, devido ao seu valor histórico – as suas mais antigas raízes datam de tempos imemoriais – mas também devido ao seu elevado potencial turístico que conduzirá ao desenvolvimento económico das populações de algumas regiões interiores do país, tradicionalmente olvidas pelo clássico e latente centralismo lisboeta.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Sexta Tertúlia do Escape

Paixão. É a palavra-chave da noite de ontem (passada quarta-feira). Paixão pelo motociclismo e pela partilha de experiências e conhecimento. 


Não terá sido a Tertúlia mais concorrida – o record fica convosco Quilometro Infinito (link) - mas foi definitivamente a tertúlia mais descontraída e até apaixonada; juntámos daqueles eternos que andam cá há quarenta anos a “Cristãos Novos” de cilindradas diversas. 

Na verdade este ESCAPE não poderia ter encontrado melhor forma de comemorar um ano de Tertúlias, sempre em casa do meu querido amigo Moniz, a Rod’aventura. Obrigado Paulo e muito obrigado às The Litas Lisbon por terem aceitado o desafio e por serem assim como são, motociclistas comprometidas e apaixonadas. 

São estes os propósitos fundadores da Tertúlia do Escape. Fugir dos teclados, abandonar os afazeres diários, esquecer, por momentos, as obrigações e nos entregarmos ao prazer da conversa sobre a nossa paixão: o motociclismo. 


A Tertúlia do Escape voltará em breve. Quando estiver mais fresco. Contaremos com todos. Até lá: andemos de mota!

sábado, 22 de setembro de 2018

Tertúlias do Escape “Escape encontra The Litas Lisbon”

Tertúlia. É, na sua essência, uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se juntam de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos. 

Nas Tertúlias do Escape pretende-se discutir motas, motociclismo e viagens. À maneira antiga. Longe dos teclados, cara a cara e com uma cafezada por companhia. 


A primeira Tertúlia do Escape, aconteceu no fim do Verão do ano passado (link). Já no Outono tivemos uma segunda edição (link). De forma algo surpreendente o salto qualitativo e quantitativo deu-se em pleno inverno (link). Quase meia centena de tetulianos deram-nos o prazer da sua visita e aproveitaram para conhecer a nova Triumph Tiger 1200. Noite que se repetiu com a Tiger 800 no passado Maio (link). No início do verão que agora findou a Tertúlia recebeu os autores do Quilometro Infinito numa noite fantástica de casa cheia que deixou saudades (link). 

À sexta Tertúlia do Escape comemoramos o primeiro aniversário. Jááá…??? Pois é, o tempo não pára. E a sexta Tertúlia do Escape vai acontecer na próxima quarta-feira dia 26 de Setembro, a partir das 20h30 no Espaço Rod’aventura, Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide - uma loja de acessórios de excelência e referência na Grande Lisboa, mas também um Espaço onde os motociclistas se podem reunir confortavelmente. 

E voltará a haver novidades. Para além da hospitalidade da Rod’aventura, a Tertúlia do Escape terá a honra de contar com a presença de algumas das The Litas Lisbon.

Quem? Certamente andam desatentos. O coletivo The Litas surge em 2015, na Califórnia, no sentido de juntar mulheres de todo o mundo que partilham o amor por motos e por uma estrada aberta. Mulheres essas que para além de motociclistas valorizam a comunidade sem esquecer a individualidade. Tipo de mota, origem ou idade não são critério. Laços fortes de amizade são o foco. Assim, rapidamente se espalhou o fenómeno The Litas, que já agrega mais de 6500 motociclistas em cerca de 200 cidades e 29 países. E isto é só o princípio, afirmam! 

Estão todos convidados. Venham de lá conhecer estas Mulheres e Motociclisas com “M” muito grande. Aproveitem que as noites ainda convidam a um pequeno passeio nocturno. No dia 26 de Setembro venham encher o Espaço Rod’aventura. Todos são bem-vindos!

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O ESCAPE está feliz e agradece

Alice: Quanto tempo dura o eterno? Coelho: Às vezes apenas um segundo. Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, 1865. 


O tempo não está fácil para a palavra escrita. E a tentação de deixar andar ou mesmo deixar morrer é enorme. 

Se ainda no século passado se popularizou a expressão “uma imagem vale por mil palavras”, atribuída ao filósofo chinês Confúcio – estranho, o senhor terá vivido há dois mil e quinhentos anos – hoje em dia uma imagem valerá seguramente por dezenas de milhares de palavras, literalmente. Mas há, sempre houve e sempre haverá, aquelas chamadas bolsas de resistência. E algumas delas como este ESCAPE crescem. Há esperança, portanto! 

Isto tudo para dizer que gosto muito deste Querido Blogue. Dá me um gozo do caraças escrevê-lo, editá-lo, publicá-lo, promovê-lo, partilhá-lo. Gosto de ti, pah! E gosto de vocês que estão aí desse lado e me vão fazendo chegar, cada vez mais, um feedback brutalmente positivo. Enjoy, este ESCAPE é vosso… 

Os mais atentos já terão notado que estamos de “cara lavada”. O desafio começou numa conversa casual com o Manuel Portugal, um outrora miúdo que faz da captura do momento uma verdadeira arte do eterno. Ele sabe, todos sabemos, o Manel – com o devido respeito pelos demais – é o melhor artista português da imagem no que ao motociclismo diz respeito, que é o que aqui nos interessa. 

Entretanto, de forma ainda absolutamente casual, entrei em contacto como o Tiago Rodrigues um dos responsáveis pela Unik Edition - Custom Motorcycles. Ele não sabia mas eu andava de olho, já há algum tempo, nas suas criações singulares e aclamadas dentro e fora de portas. 

Foi assim, com demasiada tensão, que num destes fins de tarde em Lisboa, com aquela luz intensa, absolutamente mágica senão mesmo também ela única, eu e a Hulk da Unik flirtamos com o olho do Manel. 

Honestamente! Tudo o que me rodeia neste momento não me permitiu gozar plenamente do instante. Ainda assim conseguimos um conjunto de imagens excecional. Sendo mesmo bem provável que também aqui o Coelho de “Alice no País das Maravilhas” tenha mesmo razão e o eterno tenha durado “apenas” um segundo. 

O ESCAPE está feliz e agradece: muito obrigado Manel e Tiago!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Longitude 4 Twenty ajuda a conhecer a NEXX

O Longitude 4 Twenty tem ajudado a ultrapassar uma lacuna grave na cena motociclistica lisboeta: encontrar um espaço e um momento para falar sobre motas, motociclismo e motociclistas.

A ideia nasceu depois de Rui Belmonte ter convencencido Hugo Ramos e Filipe Elias de que poderíamos ter um Verão bem mais animado nalgumas tardes de quinta-feira, com convidados para conversar e, obviamente, algo para refrescar as gargantas (link). 


O local é sempre a Longitude009, ali, de frente para o Tejo, no Poço do Bispo, em Lisboa. Pelas 18h00. O Próximo convidado do Longitude4Twenty usa como lema de vida "helmets for life”. E este é também o lema da NEXX, uma das poucas marcas portuguesas de referência mundial no mercado motociclistico. Assim, ninguém melhor do que o seu CEO para nos dar a conhecer melhor esta marca de capacetes que se orgulha de produzir 100% em Portugal. Hélder Loureiro será o convidado do próximo Longitude4Twenty. 

É aparecer, para beber um copo e dar dois dedos de conversa…

Saca #43


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Honda CB300R à Prova

Sexta-feira, 17h30. Tempo enfim de gozar da tal “liberdade condicional”. Uma moto para entregar algures na zona de Sintra. Que caminho escolher? O mais distante, pois claro. Nem que para isso faças esperar quem te aguarda mais uns minutos. É rumo ao por do sol, porque é motociclismo e ninguém leva a mal. 

Alí no Jamor a descer para a Nacional 6, que todos conhecemos como Marginal, uma Yamaha TMAX 500, a dois, ultrapassa-me antes de chegar aquele cotovelo à direita para mim de terrível memória – um pedaço de estrada onde deixei uma vida numa madrugada de surfada; para alguns dos envolvidos foi mesmo a última disponível. 

Sem saber, aquele casal que se viria a revelar simpático dava o mote para um fim de tarde animado. Lá fomos andando entre o trafego habitual a um ritmo vivo de mano a mano que não chegava ao clássico “picanço”. Semáforo fechado em Paço de Arcos. Era a minha vez de desafiar. Arranco primeiro mas corto gaz demasiado cedo e não consigo fazer o “holeshot”, sendo insolentemente envergonhado com uma abusada ultrapassagem por dentro. Perco o foco e deixo fugir o “piano mega-aspirador”. Mas não desisto. 

Entre Santo Amaro e Carcavelos acontece a provocação verbal. “Qual é cilindrada disso, puto?”. Respondo com três dedos, “trezentos, mas a moto é gira”. Réplica pronta: “mas isso levanta?”. 

“Se isto levanta?!?!”. O que se passa na Marginal fica na Marginal. Sempre assim foi e sempre assim será. Não vou revelar o que se passou a seguir mas…, fomos a rir até São Pedro do Estoril, quando o casal se despede de mim. A historinha é verídica e revela bem a natureza da Honda CB300R: jovem, irrequieta e sedutora!

Em Maio passado este ESCAPE já tinha tido oportunidade de Provar a sua irmã mais nova (link). E esta “Neo Sports Café” nasceu da mesma nobre linhagem. Irrepreensível quadro de aço prensado e tubular, suspensões eficazes e uma travagem rigorosa oferecem uma ciclística segura que nos permite com facilidade esgotar os 31cv e os 28Nm de um motor bem rotativo. 

Numa palavra, o que me fica desta Honda CB300R? A resposta é pronta: algo surpreendentemente, na cidade esta Honda não perde rigorosamente nada em termos de “handling”, dinâmica e facilidade de utilização para uma 125cc. E conquista muito mais segurança devido à ciclística de topo e à maior potência disponível. Cereja no topo do bolo, os decilitros de combustível que gastamos a mais face a uma 125cc são um excelente investimento em eficácia, rapidez e sobretudo divertimento. 

A Honda reclama por esta CB300R Neo Sports Café 2018 Candy Chromosphere Red um interessante valor de 5.100€. Moto que exigiu uns muito satisfatórios 3,4 litros de combustível por cem quilómetros de momentos que nos deixam com um sorriso no rosto.

domingo, 16 de setembro de 2018

A week in a Paradise called Portugal (VIII)

“Porque, enfim, tudo passa; / Não sabe o Tempo ter firmeza em nada; / E a nossa vida escassa / Foge tão apressada. / Que quando se começa é acabada" (Luís Vaz de Camões). 

Os mais atentos dirão que já leram isto nalgum lado. Pois é. Aqui (link) no post que inaugurava esta série que agora termina. A semana moto-gastronómica no pequeno paraíso mototuristico que se chama Portugal, caminhava rapidamente para o fim. 

Os últimos dias (sexta, sábado e domingo) foram dedicados às belas praias do sotavento Algravio, parte deste nosso Portugal que já conheci muito bem mas que não visitava há quase duas décadas. Se não gostei do que vi em Manta Rota – a praia mantem qualidade mas a outrora pequena e pacata aldeia parece um enorme parque de campismo onde o tecido das tendas foi substituído por algum tijolo e cimento – gostei bastante de voltar a Cabanas de Tavira. Cabanas cresceu, é certo, mas mantem a ordem possível, um ambiente familiar qb e sobretudo uma praia soberba. Tudo sempre bem temperado com o fresco aroma da Ria que não engana, é mesmo Formosa. 

“Não sabe o Tempo ter firmeza em nada”, e lá se esgotou em banhos de sal, sol e mar, petiscos e num templo gastronómico absolutamente a não perder: Vela 2, em Santa Margarida, à beira da Estrada Nacional 270 nos arredores de Tavira. Peixe fresco com fartura, bem grelhado, serviço impecável e um preço a condizer. Já estou cheio de saudades deste Sul… 

Ainda imbuído pelo espirito deste possível best-off de Portugal Continental, suas estradas, montanhas, planícies e praias, tracei o regresso a Lisboa junto ao Guadiana, entreamado a condução entre a lenta mas pitoresca Estrada Nacional 122 e o excelente IC 27 até Beja e dai, sem história, ate casa. 

O viajante volta já!
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