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quinta-feira, 14 de novembro de 2024

PSD afasta inspecção, quer classe própria de portagens e uso da faixa bus

Ano 1988 ou 1989. Nunca me recordo bem do ano. Sei que eu tinha menos de 18 anos. Provavelmente foi em 1989. Poucos já se recordam todavia, como diz o outro, recordar é viver. Naquele tempo não havia Facebook – sorrisos… 

Foto: Gonçalo Fabião

Naquele tempo queria eu dizer, as motos acima de uma determinada cilindrada pagavam 40.000$00 (quarenta mil escudos ou quarenta contos como quiserem; hoje duzentos euros) de Imposto de Luxo. Leram bem…, quase todos os motociclos pagavam um imposto extraordinário equivalente a duzentos euros actuais. Muito dinheiro? Agora imaginem “nos oitenta” do século passado. 

Estive lá! Na demonstração pública chamada de Manifestação que ajudou a finar esse imposto. Estive lá numa “casal de cinco”, a minha primeira moto…, que perdia o filtro de ar sempre que passava por cima de um dos muitos buracos que sempre existiram na cidade de Lisboa. Lembro-me que chovia. A minha “cinquenta” de pobretanas fazia um barulho do inferno e o pessoal dos “motões” olhava-me com bonomia. Chovia, repito, muito. Não havia GORE-TEX nem Instagram. 

Não tenhamos medo das palavras. Desde esse dia passaram-se cerca de 35 anos. É uma vida. Nesse dia passeamos pela cidade e descemos uma Rua de São Bento cheia de motos como nunca se tinha visto. É bom recordar esse dia. Pois são as pessoas que estiveram na frente desse Grupo que continuam a liderar aquilo que se costuma chamar de “interesses e direitos dos motociclistas”. 

Hoje o Publico escreve que consta num conjunto de medidas relacionadas com motociclos e segurança rodoviária entregue na passada terça-feira na Assembleia da República o “afastar de vez a hipótese de os motociclos serem sujeitos a inspecção”. 

O grupo parlamentar social-democrata, explicou o jornal, pretende igualmente avançar com alterações no Código da Estrada para que seja criada uma classe própria para as motos nas portagens. Segundo Miguel Santos, deputado do PSD, a situação actual “é injusta” para motociclos, que pagam o mesmo valor de portagem que um carro, apesar de ocuparem “um quarto do espaço” dos automóveis. Estes temas vão ser discutidos no Parlamento depois do ter sido fechado o processo orçamental. 

Num dos três projectos de lei apresentados pelo PSD consta assim a eliminação definitiva da obrigatoriedade dos motociclos passarem por uma inspecção periódica: era previsto que os veículos com mais de 250 centímetros cúbicos de cilindrada fossem obrigados à inspecção ainda este ano, mas foi adiada para 2025. A medida, que abrangeria 450 mil motociclos, motivou diversos protestos e manifestações, que consideraram a inspecção uma taxa extra a pagar, sem qualquer feito na prevenção da sinistralidade. 

Foto: Gonçalo Fabião

Para afastar de vez a inspecção, os deputados sociais-democratas entregaram um protejo de lei que visa a “adopção de medidas preventivas eficazes nas estradas, centradas ao nível das principais causas dos sinistros”, considerando que “a fiscalização dos motociclos deverá ser feita na estrada, onde os problemas se evidenciam”. 

Por fim, um terceiro diploma prevê mais alterações no Código da Estrada: o PSD pretende que seja permitida a circulação de motociclos em todos os corredores reservados para os transportes públicos, uma decisão que cabe actualmente a cada câmara municipal. 

O motociclismo está longe de estar perdido e está no bom caminho. Esperemos que os demais Grupos Parlamentares compreendam a elementar Justiça destas medidas para que esta viagem chegue enfim ao seu melhor destino.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Grande manifestação nacional de motociclistas a 5 de Novembro

Motociclistas de todo o País preparam-se para uma enorme manifestação que deixe claro a dramática injustiça provocada pelo agravamento absurdo do Imposto Único de Circulação previsto no Orçamento de Estado para 2024. 


Fernando Medina, o inacreditável Ministro das Finanças que como todos sabem tem a Justiça à perna por ter assinado contratos suspeitos (link), dá-se mesmo ao luxo de zombar com os portugueses que sentem a cada dia que passa mais e mais dificuldades, sustentando que “é apenas um aumento de 25€” (link). 

Aliás, para Paulo Otero, Professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e jurisconsulto de entidades públicas e de empresas privadas em matérias de Direito Administrativo e Direito Constitucional, sustenta que esta medida absurda pode mesmo incorrer numa inconstitucionalidade, isto é, a manifesta e clara violação da Lei Fundamental, a Constituição da Republica Portuguesa. 

Segundo o Professor Paulo Otero “a subida do IUC põe em causa o “princípio da justiça e da proporcionalidade”, seja porque “há um aumento desproporcional e excessivo” deste imposto “em relação a 2023 e nos anos subsequentes” (mesmo com o travão de 25 euros a cada ano), seja porque a medida “onera aqueles que menos têm”. “É socialmente injusta e viola o princípio da equidade fiscal”, acrescenta o constitucionalista em declarações públicas. 

Neste sentido e valor, pedem agora os motociclistas em Carta Aberta a Marcelo Rebelo de Sousa, também ele constitucionalista, “Sr. Presidente da República submeta ao Tribunal Constitucional a apreciação do previsto aumento do IUC sobre veículos previsto no OE2024”.

Na verdade, este desmedido, inacreditável e provavelmente ilegal desejo do Governo em aumentar fortemente o IUC é, como muitos sustentam, o maior assalto desde o 25 de Abril às classes desfavorecidas. É em bom rigor de uma prepotência injustificável e inqualificável 

Assim, nada mais resta aos motociclistas de todo o País do que saírem para a estrada ordeiramente e levarem o seu protesto até à Presidência da República no dia 5 de Novembro. 


No próximo domingo, às 12 horas, milhares de motociclistas juntar-se-ão na 2.ª Circular (Encarnação) oriundos do Norte do País, através da A1; do Algarve pela A2 e das Beiras/Alentejo via A6, rumo ao Palácio de Belém onde entregarão uma missiva endereçada ao Presidente da República, dando conta das preocupações face a mais uma medida altamente discriminatória do Governo. 

Esta demonstração é organizada pelo GAM - Grupo de Acção Motociclista, entidade que luta pela defesa dos direitos e interesses dos cidadãos/motociclistas, e que vai atravessar Lisboa desde a 2.ª Circular, passando pelo Campo Grande, Av. da República, Av. Fontes Pereira de Melo, Marquês de Pombal, Rua Braamcamp, Largo do Rato, Rua S. Bento, Calçada da Estrela, Av. Infante de Santo, Av. da Índia, Praça Afonso de Albuquerque e Rua de Belém, até à Praça do Império, onde terminará a manifestação. E tal como fez com a questão do Imposto de Luxo, da Lei dos Rails, das Inspecções ou da carta das 125 cc o GAM não parará até fazer ouvir a sua voz. A voz de todos os motociclistas!

Em comunicado o GAM sublinha que a “caravana não parará no momento de encontro (na 2.ª Circular) e que as autoridades policiais foram informadas da realização da manifestação, com início às 11 horas, com a saída de centenas de motociclistas concentrados nas Áreas de Serviço de Aveiras de Cima (A1), Alcácer do Sal (A2) e Vendas Novas (A6). Uma manifestação que juntará motos de todas as cilindradas e que visa mostrar a indignação dos motociclistas face a tão desajustada medida

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Sábado dia 16 todos na estrada em mega manifestação de motociclistas

Recentemente o tema da implementação das inspecções periódicas obrigatórias (IPO) às motos regressou à praça publica (link). A resposta dos motociclistas foi imediata. Só há uma justificação aceitável para a implementação de tais inspecções: o incremento da segurança rodoviária. Isto é praticamente consensual. 


A realidade é que o item veículo está presente apenas em 0,3% dos acidentes. Muito longe sequer do 1% e sem relevância que justifique a relação custo-benefício das IPO. Assim, vem o Grupo de Acção Motociclista uma vez mais apelar à mobilização para a demonstração do próximo sábado dia 16. Este ESCAPE partilha e divulga a mensagem. E lá estará. Obviamente, sempre presente! 

Longe de podermos dizer que o assunto ficou resolvido com as anteriores manifestações, aquilo que ninguém pode negar, é que em termos práticos travámos as inspecções às motos que nos quiseram impor em 2016 e 2018. Conseguimos dar voz aos motociclistas e vincamos a nossa posição nos meios de comunicação social e nas mais altas instâncias governamentais. 


Estamos em 2021, numa altura em que o assunto da obrigatoriedade das inspeções às motos voltou à baila na comunicação social do costume. Nada que já não estivéssemos à espera. A "bota" que o lobby das inspeções às motos "calçou" aos centros de inspeção em 2012 continua por descalçar, sem que se investiguem os verdadeiros interesses que estiveram por detrás da medida que obrigou os centros de inspeção a gastar avultadas quantias de dinheiro na compra de equipamentos... negócio que apenas serviu quem lhos vendeu. 

Dinamarca, Irlanda, Finlândia e França já assumiram que não vão implementar a futura diretiva comunitária das inspeções. Por cá não desistem da ideia, mas nós também não desistimos de lutar pela defesa das motos e do motociclismo e, sobretudo, não aceitamos algo que não vai alterar nada em termos de segurança rodoviária e apenas representará mais uma despesa e perda de tempo para os motociclistas. 


A manifestação nacional de motociclistas de protesto contra as inspeções às motos, com inicio às 15:00, irá decorrer nos seguintes locais:

PORTO - Av. dos Aliados até ao regresso à Av. dos Aliados;
COIMBRA - Parque do Choupalinho junto ao Exploratório Centro de Ciência Viva de Coimbra até à Praça da República;
LISBOA - EXPO no Estacionamento junto à foz do Rio Trancão até ao Rossio;
FARO - Estacionamento frente ao Estádio do Algarve até ao Jardim Manuel Bivar; 
FUNCHAL - Av. Sá Carneiro até ao Palácio de São Lourenço;
PORTO SANTO - Praça de Táxis - Av. Manuel Gregório Pestana Júnior até ao Parque de Estacionamento da Escola de Nossa Senhora da Conceição. 

Slogans e cartazes estarão brevemente disponíveis para download. Vamos, à semelhança de anos anteriores, passar a nossa mensagem imprimindo-a e colando-a nas nossas motos, ou em qualquer outro local bem visível. 


O nosso Manifesto ficará também disponível para download. Este Manifesto Motociclista pretende esclarecer os fundamentos da nossa indignação e consequente protesto relativamente à implementação da obrigatoriedade das inspeções às motos. Será entregue aos órgãos de comunicação social e na Assembleia da República a todos os grupos parlamentares. 

Apreciamos e agradecemos o entusiasmo de todos na defesa das causas que nos unem. É importante a participação de todos na manifestação. Não se desloquem apenas para o local de chegada. Marquem também presença no ponto de partida.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Nona Tertúlia do Escape

O tempo voou durante aquelas duas horas e quando terminámos…, todos desejámos ficar ali para outro tanto. Este ESCAPE tinha prometido aqui (link) uma noite especial e cumpriu. 


Perto de quarenta bravos tertulianos abandonaram o conforto do lar numa noite fria e húmida de Janeiro (com “bola” na televisão) para se juntarem ao Paulo, ao ESCAPE e ao Tó Manel, para ouvir as suas maravilhosas histórias de mais de quarenta anos de motociclismo em Portugal e no mundo. 

Deixem-me destacar uma mão cheia deles. A Maria e o Zé Caniço que se juntaram à Élia e ao Tiago e vieram ter connosco de propósito desde Évora e o José Bragança Pinheiro, director da revista TREVL. Obrigado por terem vindo. Vocês e todos os demais. E é ainda sempre tão bom rever os velhos companheiros de estrada que agora só vamos encontrando de tempos a tempos… 

Este foi daqueles serões que nos deixam todo o tempo com um sorriso de orelha a orelha, mesmo quando falámos de assuntos menos agradáveis como o facto de lá termos de voltar mais uma vez à estrada no próximo dia 3 de Fevereiro para fazer valer a nossa razão. 

Mas nem tudo é positivo. Estas tertúlias têm-me permitido conhecer melhor o rico “leque de diferentes cores” do qual se faz o motociclismo em Portugal. E é estranho, talvez mesmo preocupante, como as diferentes tribos não comunicam entre si. E, para além disso, há um estranhíssimo “generation gap”. Motociclistas vetustos e menos vetustos não se conhecem, quanto mais dialogam. É o que é.

Mas eu imaginava que esta fosse uma noite especial não só pelas presenças mas também pelas ausências. Gostava de destacar duas mas vou apenas referir uma, para que aqueles que têm dificuldade de lidar com a realidade não se zanguem (ainda) mais comigo. Sublinho então a ausência dos “campeões do teclado”. É um clássico: quando enfim têm oportunidade para olhar nos olhos do seu alvo…, ficam em casa, no sossego do lar. Esperem! Não desesperem já. Pode ser que “lá mais para a frente” esta Tertúlia e o Tó Manel vos dêem uma segunda oportunidade [sorriso]. 


Nove edições da Tertúlia do Escape. Muito bom! As últimas três – com o Manuel Portugal (link), com o Quilómetro Infinito e o wanderlust.africatwin em Évora (link) e agora esta com o Tó Manel, revelam bem a natureza democrática, transparente, plural e honesta da iniciativa. Estou orgulhoso e agradecido a todos os que comigo têm embarcado nesta viagem. 

A próxima? Será a décima! Veremos se conseguimos preparar algo arejado…

domingo, 20 de janeiro de 2019

Tertúlia do Escape “Escape com Tó Manel”

Após a fuga pelo Alentejo cujo ponto alto foi uma tarde memorável na Motodiana (link), a Tertúlia do Escape regressa a casa, isto é, ao Espaço Rod’aventura. 

Nunca será demais recordar que tertúlia é na sua essência uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se juntam de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos. Nas Tertúlias do Escape pretende-se discutir motas, motociclismo e viagens. À maneira antiga. Longe dos teclados, cara a cara e com uma cafezada por companhia. 


Desta vez vamos ter a companhia do Tó Manel. Tó Manel dispensa apresentações ou devia de dispensar. Lamentavelmente há muitos na nova geração de motociclistas que não sabem de quem se trata. 

“Velho Biker”, decano motociclista, ao Tó Manel devemos muito daquilo que é hoje o motociclismo em Portugal. O Tó tem uma vida cheia de motos, motociclismo e viagens para partilhar. Este percurso - ao qual se juntam décadas de colaboração na hoje denominada “coluna dos motociclistas” da Motojornal e outras tantas de activismo na defesa dos direitos dos motociclistas - granjeou-lhes admiradores mas também detractores. O Tó nunca foi, não é, nem nunca será uma figura pacífica na comunidade. Sei que isso nunca o incomodou nem o desviou do seu caminho. Nunca andou cá para ser o “campeão dos likes”. Nem será agora que vai andar. 

Urge ouvi-lo. Sempre aprendi muito nas muitas conversas que tenho tido ao longo da vida com o Tó Manel. E urge também ouvi-lo porque estamos, como sabem, em vésperas de numa demonstração que se deseja clara e inequívoca. E o Tó Manel é um dos líderes do GAM - Grupo Acção Motociclista – que promove tal manifestação! 

É já na próxima quarta-feira dia 23 de Janeiro, a partir das 20h30 no Espaço Rod’aventura, Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide. Apareçam. Vai ser uma noite especial!

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Máxima participação máxima responsabilidade

Amanhã é dia de fazer ver ao Ministro Cabrita que não pode mentir descaradamente, intoxicando a opinião pública com informações falsas sistematicamente contrariadas pelos estudos científicos e pelas estatísticas. 


Participação é o que se pede a todos os motociclistas, sem excepção, nas várias demonstrações que vão ser efectuadas de Norte a Sul (e ilhas) deste nosso Portugal. 

Participação mas também responsabilidade. Os motociclistas querem ser notícia pela sua opinião relativamente à luta pela verdade e na defesa dos seus Direitos, Liberdades e Garantias. Os motociclistas não querem ser “a” notícia. Não sei se me faço entender…

Deixo vos ainda, uma pequena parte do Manifesto a entregar na Assembleia da República. 

1 - O Governo não pode analisar a evolução do número de sinistros sem considerar a evolução do universo em que estes ocorrem. 
2 - As metas impostas para o número de vítimas na estrada devem acompanhar a evolução do universo onde estes ocorrem. 
3 - O governo não deve ignorar os factores causais dos sinistros, sob pena de continuarmos a ter um crescente número de taxas e regras que apenas aumentam o custo da mobilidade e a "caça à multa". 
4 - A sinistralidade rodoviária não deve justificar medidas que não se relacionem com a sua prevenção.
5 - Medidas preventivas devem centrar-se ao nível dos principais ingredientes causais.
6 - Há que ser realista e perceber que existe relação directa entre o número de sinistros e o número de veículos em circulação e, mais importante ainda, o número de quilómetros percorridos.
7 - Não é a tirar proveito dos problemas que estes se resolvem, mas a identificar as reais causas e a encontrar as soluções que as previnam.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Manifestação Nacional no dia 18 locais e horários

Foi divulgada na pagina de facebook do Grupo de Acção Motociclista a informação que todos desejavam. 

Pelas 15 horas vamos mostrar um cartão amarelo ao ministro Cabrita

PORTO - Av. dos Aliados 
LISBOA - Praça do Rossio 
FARO - Largo de S. Francisco 
FUNCHAL – Av. Sá Carneiro 
PONTA DELGADA – Praça Gonçalo Velho (Portas da Cidade) 

De todos estes locais a manifestação de motociclistas partirá para um percurso dentro das cidades, durante os quais haverá intervenção pública (discursos) dos seus promotores. Em Lisboa durante a manifestação, será entregue na Assembleia da Republica a representantes de todos os grupos parlamentares um “Manifesto Motociclista”, onde estarão expressas as razões desta jornada de protesto contra as medidas anunciadas pelo Ministro da administração Interna. Esse mesmo “Manifesto Motociclista” será entregue também no Ministério da Administração Interna. 

No “terreno” estarão presentes membros do GAM e de clubes locais a organizar as manifestações. Vamos expressar junto da opinião pública, órgãos de informação e governantes, as nossas preocupações relativas ao aproveitamento da sinistralidade dos motociclistas por parte do governo, para justificar medidas que nada contribuem para a segurança rodoviária; nomeadamente, as Inspecções periódicas obrigatórias e a obrigatoriedade de possuidores de Licença de Condução B (ligeiros) tirarem Licença de Condução A1 para conduzirem scooters e motos até 125cc . O GAM tem publicados nesta página estudos e dados estatísticos que suportam a nossa tomada de posição. 

Os cidadãos/motociclistas deste país sabem que os argumentos da sinistralidade e segurança rodoviária, que até agora foram usados pelo Ministro da Administração Interna, são falsos e apenas visam a viabilização de negócios que irão penalizar e até condenar o uso da moto e a mobilidade nos grandes centros urbanos. 

Os sucessivos governos não podem continuar a usar a sinistralidade rodoviária para justificar medidas que nada têm a ver com as verdadeiras causas dos acidentes e que apenas irão penalizar economicamente os motociclistas. Vamos expor publicamente a forma como os dados da sinistralidade têm sido aproveitados e manipulados pelas entidades que gerem o negócio da sinistralidade. Vamos acabar com a mentira com que nos querem impor as inspeções! A moto que o leva a passear ou para o trabalho, precisa agora que a leve à manifestação. Chegou o momento de, uma vez mais, nos unirmos contra esta farsa. Em nome das vitimas da estrada, não vamos permitir que as usem para nos taxar!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Moto Clube de Faro questiona ministro Cabrita e apela à união dos motociclistas

O Moto Clube de Faro, um dos mais importantes Clubes nacionais, acaba de emitir um comunicado publicado na sua página de facebook, onde deixa algumas questões ao MAI ao mesmo tempo que deixa bem claro o seu apoio à manifestação do próximo dia 18. À vossa atenção… 

O Moto Clube Faro vem através da presente comunicação, demonstrar total reprovação às recentes declarações proferidas pelo Sr. Ministro da Administração Interna, Dr. Eduardo Cabrita, respeitantes a hipotéticas alterações à chamada “lei das 125”, inspecção das motos, e redução da velocidade para 30 km/h em zonas habitacionais, como medidas aptas para reduzir a sinistralidade em Portugal. 

As infelizes declarações, não só demonstram um desconhecimento total da matéria, por um lado, como por outro, ultrapassam o surrealismo da realidade no mundo das duas rodas, e do que se passa nas estradas em Portugal. 

A título meramente exemplificativo… Sobre a actual pista de motocross do Algarve, a quem chamamos de Via do Infante, ou do piso, da sinalização obsoleta, deficiente e/ou inexistente nas nossas estradas, ou mesmo o que dizem os especialistas e as estatísticas sobre a realidade dos sinistros que envolvem motos, falar para quê, não é Sr. Ministro?!... 

Lamenta-se também a carga sensacionalista dada pelos órgãos de comunicação social que após tais declarações, transmitiram em todas as vias de comunicação social os sinistros que envolviam motos, enfatizando e germinando alarme social sobre o tema. 

Desta feita, gostaríamos de perguntar ao Sr. Ministro o que tem a dizer sobre as estatísticas apresentadas pela ACAP (Associação Automóvel de Portugal), a ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), e a ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), onde demonstram que desde 2009 existe um decréscimo record de sinistros envolvendo motociclos em Portugal; ou o impacto que a lei das 125 teve no estrondoso numero de motociclos novos comprados em Portugal desde 2015; ou ainda, que debate existiu, e com que entidades, sobre o assunto das inspeções às motos, para proceder à realização das mesmas…? 

Sr. Ministro, em consequência do seu inexplicável silêncio, após as suas estrondosas afirmações, dia 18 de Fevereiro, as motos irão para ruas demonstrar a desilusão e o descontentamento, da falta de respeito e seriedade sobre o tema demonstrado. 

Nunca é demais relembrar, que entre outras, Motociclismo é sinónimo de liberdade e união!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Manifestação Nacional de Motociclistas a 18 de Fevereiro

Em manifesto publicado na sua página na rede Facebook o Grupo de Acção Motociclista (GAM) convoca todos os motociclistas para uma grande demonstração nacional. Segundo o GAM: 


O governo não deve analisar a evolução do número de sinistros sem considerar a evolução do universo em que estes ocorrem. 

As metas impostas para o número de vítimas na estrada devem acompanhar a evolução do universo onde estes ocorrem. 

O governo não deve ignorar os factores causais dos sinistros, sob pena de continuarmos a ter um crescente número de taxas e regras que apenas aumentam o custo da mobilidade e a "caça à multa". 

A sinistralidade na estrada não deve justificar medidas que não se relacionem com a sua prevenção. 

Medidas preventivas devem centrar-se ao nível dos ingredientes causais. 

Há que ser realista e perceber que há uma relação directa entre o número de sinistros e o número de veículos em circulação e, mais importante ainda, o número de quilómetros percorridos. 

Não é a tirar proveito dos problemas que estes se resolvem mas a identificar as reais causas e a encontrar as devidas soluções. 

Os moldes como será organizada a manifestação (locais e horas) serão divulgados brevemente. 

Vamos para a estrada!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

“Malta, aqueçam os motores...”

É desta forma que que o Grupo de Acção Motociclista (GAM) se despede no seu mais recente texto na sua pagina de facebook. Isto significa exactamente o quê? Oiçamos o GAM.

Mortes para proveito próprio! 

Todos sabemos e concordamos que a questão das mortes na estrada é um problema grave. Também sabemos, e bem, o quanto estas mortes têm servido para justificar medidas que em nada se relacionam com a causa e em tudo se relacionam com taxar. 

Ao contrário do que se procura fazer notícia, de que “cada vez as motos matam mais”, as estatísticas afinal revelam o contrário. A evolução do mercado e os sinistros revelam uma tendência inversa desde há mais de duas décadas, ou seja, cresce o número de motos nas estradas e diminui o número de vítimas. Sim, houve um aumento pontual em 2017 acentuado sobretudo pelo decréscimo registado em 2015 e 2016. 


Será esse aumento pontual o reflexo de termos tido um ano sem chuva e assim com muitos mais kms feitos de moto? Estará esse aumento relacionado com o maior aumento de vendas de motos dos últimos 7 anos e consequente aumento de motos a circular? 

Como já seria de esperar, representantes das escolas de condução e dos centros de inspecção, foram os primeiros a tirar proveito das mortes para, uma vez mais, regressarem à praça pública com a ideia encalhada de que os seus negócios irão resolver o problema. 

Não aceitamos que usem o falso argumento da segurança para nos taxar. Essa musica já está gasta e já todos vimos o que realmente está em jogo. 

Malta, aqueçam os motores... 

Sejamos claros, os Motociclistas têm (e vão com certeza!) dar a resposta adequada á farsa que tem vindo a ser montada na comunicação social (link) e que agora parece querer ser acolhida pelo Governo. 

Como em anos que já lá vão, vamos ter de mostrar uma vez mais quantos somos e do que somos feitos. Querem luta? Então vamos para a Estrada!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Qual a verdade por detrás dos números de vítimas mortais onde intervém motas e ciclomotores?

Não há como dar a volta, este foi um dos temas do ano que agora finda. Em Abril passado deixei aqui (link) estas questões: "alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas sejam protagonistas? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas se vejam protegidos? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária que alerte para a fragilidade dos motociclistas?".


O que foi feito? Nada!

Entretanto, aparentemente, a rapaziada da ANIECA, ACP, PRP e ANCIA têm-se entretido a comprar publicidade mascarada de jornalismo nos decrépitos e falidos jornais portugueses. Em dia de Natal, este (link) pedaço de lixo – não encontro outra forma de dizer isto – é o exemplo supremo.

A Comissão de Mototurismo da FPM tem feito (como sempre!) a nossa defesa enquanto motociclistas. Tomei a liberdade de compilar algumas dessas palavras, escritas na sua página no facebook, que seguem aqui em baixo em itálico e são credoras da vossa atenção.

Os índices de acidentes de moto têm sido alvo de alarmantes notícias em diversos órgãos de comunicação social nos últimos tempos. De uma forma desonesta (porque mente) e imoral (porque tenta tirar proveitos da desgraça), a ANCIA-Associação Nacional de Centros de Inspecção Automóvel está em cada “esquina” à espera dessas notícias e da oportunidade para argumentar que o que faz falta para diminuir o número de acidentes são as inspecções às motos…, quando todos sabem que apenas 0,3% dos acidentes de moto são provocados por falha mecânica; este é um dado baseado num estudo (MAIDS) apresentado por um professor do Instituto Superior Técnico e estudioso desta matéria, durante um colóquio promovido pela própria ANCIA. 

O problema da sinistralidade rodoviária existe e é transversal em termos de utentes das estradas mas, o que não podemos aceitar como motociclistas é que andem a tentar aproveitar-se disso para um negócio (inspecções) e que por detrás de cada notícia relacionada com o assunto venha a sistemática mensagem de que as motos são perigosas e “matam que se fartam”. As motos estão aí para ficar, porque cada vez mais são a melhor resposta, em termos de solução particular, aos crescentes problemas de mobilidade. Justamente por isso, as motos estão em Portugal a invadir os grandes centros urbanos numa escala ainda muito reduzida em comparação com o que se passa no resto da Europa Ocidental e até quase pelo Mundo inteiro. 

Afinal qual a verdade por trás dos números de vitais mortais onde intervém motas e ciclomotores? Fomos analisar números e esta tem sido a evolução dos últimos 23 anos em termos de vítimas mortais em acidentes com ciclomotores e motos: ano de 1995 – 610 mortes / 1996-564 / 1997-522 / 1998-488 / 1999-444 / 2000-348 / 2001-321 / 2002-298 / 2003-325 / 2004-265 / 2005-258 / 2006-205 / 2007-189 / 2008-164 / 2009-152 / 2010-187 / 2011-173 / 2012-161/ 2013-129 / 2014-134 / 2015-115 / 2016-103 / até Out 2017-110 mortes. 

Vamos agora ver a evolução dos números do nosso parque de duas rodas com motor nos últimos 10 anos: em 2007 venderam-se 17559 veículos e a evolução tem sempre sido contínua, pois em 2012 venderam-se 20418 e neste ano (2017) até Novembro venderam-se 26666. 

Assim, temos que a venda de motos CRESCEU 52% apenas entre 2007 e 2017. Em igual período (2007/2017) os acidentes com vítimas mortais de moto DECRESCEU 41% e só uma hecatombe motociclista durante estes dois últimos meses do ano poderia alterar este valor de forma significativa; o que não aconteceu. 

E agora, senhores jornalistas arautos da desgraça encomendada, como vão interpretar estes números? Números que até são da ANSR e da ACAP e que nos dizem que em 10 anos tivemos uma subida de 52% de venda de motos e uma diminuição de 41% de mortes na estrada. 

Significativo, se pensarmos ainda que grande percentagem das motos vendidas neste período são as tais 125cc compradas por automobilistas..., sim, aqueles que são apontados como os "grandes culpados" do alegado aumento da sinistralidade. Afinal vimos que não são porque nem sequer há esse aumento, bem pelo contrário. 

Perante estas evidências, obviamente que não podemos ficar indiferente a três situações: 1- que houve uma evolução muito positiva em termos de números de vítimas mortais de acidentes de moto nos últimos 23 anos; 2- que estes números ainda podem e devem baixar mais e que isso depende também muito de nós motociclistas; 3- que a campanha “alarmante” que está a acontecer nos órgãos de comunicação social em relação a este assunto, não é mais do que algo encomendado e bem orquestrado contra as motos e os motociclistas.

Posto isto, resta-me desejar que não nos falte, a nós motociclistas, vida e saúde para que no ano que agora começa seja possível, por um lado, combater a mentira organizada e, por outro, disfrutar livre e conscientemente dos veículos que amamos.

Boas curvas!

domingo, 19 de junho de 2016

Um sucesso de Manif

Ser ou não ser…, a eterna questão. 

No final dos oitenta…, 88 ou em 89, as motos acima de uma determinada cilindrada pagavam 40.000$00 (quarenta mil escudos ou quarenta contos como quiserem; hoje duzentos euros) de Imposto de Luxo. Leram bem…, quase todos os motociclos pagavam um imposto extraordinário equivalente a duzentos euros actuais. Muito dinheiro? Agora imaginem “nos oitenta” do seculo passado. 

Estive lá! Na Manif. que ajudou a finar esse imposto. Estive lá de numa “casal de cinco”, a minha primeira mota…, que perdia o filtro de ar sempre que passava por cima de um buraco. Lembro-me que chovia…, a minha “cinquenta” de pobretanas fazia um barulho do inferno e o pessoal dos “motões” olhava-me com bonomia. 

Hoje fiquei algo desiludido com a adesão à Manif contra as Inspeções Obrigatória tal como as querem impor. Mas…, os que foram, os que “são”, os que são verdadeiros motociclistas, fizeram passar muito bem a sua mensagem. Vão ter de contar connosco, vão ter de nos ouvir, antes de aprovar medidas acéfalas. 

Parabéns aos que disseram “presente” por esse país fora e…, parabéns à comunicação social generalista que soube fazer o seu trabalho.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Participação e responsabilidade

Participação é o que se pede a todos os motociclistas, sem excepção, nas várias demonstrações que vão ser efectuadas no próximo domingo, de Norte a Sul deste nosso Portugal. Participação e responsabilidade. Os motociclistas querem ser notícia pela sua opinião relativamente às Inspecções Periódicas. Os motociclistas não querem ser “a” notícia. Não sei se me faço entender… 

Deixo vos ainda, uma pequena parte do Manifesto a entregar na Assembleia da República. 

“Os motociclistas não estão contra as inspecções periódicas e obrigatórias às motos! Não aceitam é que as inspecções sejam movidas, única e exclusivamente, por meros interesses económicos e que se tente justificar esta decisão com falsos argumentos de segurança. 

Os motociclistas são a favor das inspecções desde que estas representem uma mais-valia efectiva para a prática do motociclismo. O que não se prevê considerando até o panorama das “inspecções periódicas obrigatórias” em vigor para outros veículos. 

Os motociclistas querem ser parte integrante do processo, contribuindo com a sua experiência para tornar as inspecções efectivamente relevantes”.
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