sábado, 16 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Bajaj Dominar 400 à Prova
Este ESCAPE foi convidado pela IMEX Moto para estar presente na apresentação nacional da marca, em maio passado, mas na altura não foi possível responder afirmativamente a esse convite. E só agora, já em 2019, está a ser possível conhecer melhor a marca e os seus produtos.
Esta Dominar 400 assume-se, para já, como o topo de gama da marca. E apresenta-se como uma “naked” de inspiração “street fighter” que vai ao encontro das actuais tendências que o mercado dita.
O motor, monocilindrico de 373cc, conta com 4 válvulas e um sistema de ignição DTS-i (Digital Twin/Triple Spark ignition) com 3 velas. Este motor tem sido elogiado por muitos e a sua base equipa para além da moto indiana a desejada KTM 390 Duke.
Na Dominar o pontudo mono indiano debita uma potência máxima de 35cv às 8.000rpm, com um binário de 35Nn às 6.500rpm e, rapidamente, compreendemos que o motor é a estrela do conjunto. Sobe de rotação rapidamente, facilmente coloca o seu binário no solo e de forma automática liberta-nos os primeiros sorrisos.
No terreno urbano, campo de batalha da Dominar, a ciclística produz uma condução ágil e eficaz, fruto também de uma correta posição de condução. Todavia, rapidamente notamos detalhes que podem e devem ser melhorados no futuro. Elementos de fraca qualidade e que trabalham deficientemente - como é o caso dos espelhos - necessitam de revisão. É ainda importante rever os pneus que não satisfazem em piso seco e, suspeito, podem ser inaceitáveis em piso molhado.
De forma mais ou menos explicita, tenho aqui dado conta que este desenho das actuais “motos despidas” não me satisfaz. Mas também tenho dito que as actuais novas gerações de motocislitas são bastante bafejadas pela sorte. A Dominar é uma moto moderna, honesta e trabalhadora. Apresenta um preço de combate (4.100€) e assume-se como uma boa opção para quem precisa de simplicidade e eficácia. Quem nos dera a nós há vinte e tal anos poder ter um produto assim para com mais “uns trocos” ajeitar a gosto, fazer face às solicitações diárias e até quem sabem dar um económico passeio com os amigos em noites quentes e fins-de-semana solarengos.
sábado, 9 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
A estrada, a moto e o telefone esperto – Estrada Nacional 10
No seu troço original, a Nacional 10 ligava Cacilhas a Vila Franca de Xira. Todavia, após a construção da primeira secção da Auto-estrada 1, a N10 acaba reclassificada em 1961, passando a ir até Sacavém. A travessia do rio Tejo faz-se pela Ponte Marechal Carmona. O peculiar trajecto desta estrada nacional acaba por corresponder a uma espécie de radial simétrica à Estrada Nacional 250, Auto-estrada 9 CREL e Itinerário Complementar 17 CRIL, pois circunda Lisboa, pelo lado oposto, ou seja, pela margem esquerda do Rio Tejo. A estrada foi desclassificada entre Cacilhas e o Fogueteiro e entre Alverca e Sacavém. Mas como bem saberão os mais atentos, este ESCAPE não quer saber de desclassificações para nada. Aqui gostamos muito de andar de moto por caminhos tortuosos.
E o início deste caminho é dos mais belos que podemos encontrar cá no rectângulo. Cacilhas, ou mesmo um pouco mais ao lado no agora tristemente decrepito e abandonado cais do ginjal. Por breves momentos somos apenas nós, o Tejo, Lisboa e o céu - Lisboa, Tejo e tudo, se quisermos recuperar o título de uma outrora famosa Revista do Parque Mayer.
Dali a viagem parte lenta. Recordo, num ápice, os dias de criança, onde o meu pai pela mão me levava para a eterna Caparica, e da adolescência, os dias do “L123” (um passe social da região de lisboa), do cacilheiro e do autocarro que em levavam para três meses de férias giganteeeesssssss ao sol e sal da eterna e para sempre maravilhosa Costa da Caparica.
Desta vez quedo me rápido, Lisnave, um destroço gigante; Alfeite, as traseiras das traseiras de Lisboa, a velha Cova da Piedade. Dali a estrada, ou o que dela resta, parte sem história nem gloria até Fogueteiro onde passados alguns metros encontramos os primeiros vestígios da N10.
Mas tudo muda quando chegamos a Azeitão, terra de inesperado bucolismo e gastronomia de classe, vinho, queijo e tortas. Com meia dúzia de trocas de caixa, abandonamos a cidade, a paisagem urbana e industrial e estamos em pleno Parque Natural da Arrábida. Convém ir com tempo, fazer um pequeno desvio e mergulhar na Nacional 10-4 e na Nacional 379-1, caminhos mágicos e hedonistas que sobem e descem ao sabor do relevo da sumptuosa Arrábida.
Daqui, a N10 ruma a Oeste. Beija a Reserva natural do estuário do Sado, da qual serve mesmo de fronteira, e saúda a Nacional 5 (link) em Águas de Mora. Com tanta ruralidade, já nos esquecemos que ainda há pouco abandonamos a cidade. Entre montado e vinhas cruzamos Pegões – a Nacional 4 (link) e o Infantado. Daqui a estrada abraça a Lezíria que nos conduz de regresso ao Tejo pela chamada Ponte de Vila Franca de Xira, e à margem norte do rio.
Daqui até Lisboa não há historia. Apenas industria abandonada e velhas aldeias vizinhas da capital, hoje transformadas em gigantescos (por vezes horríveis) dormitórios. Mas no fim fica o espanto. Quem diria ao olhar para o mapa, quando partimos, que íamos encontrar uma estrada tão densa, viva e rica?
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A Estrada Nacional 10, não é mas podia muito bem ser conhecida por Circular Regional Sul de Lisboa. O seu curioso traçado inicia-se às portas de Lisboa, na margem do tejo, em Cacilhas e termina em Sacavém junto à Portela. Foi por este ESCAPE percorrida no final de Novembro passado, aos comandos de uma Honda CRF1000L Africa Twin Adventure Sports que gastou cinco litros daquele líquido inflamável também conhecido como “ouro liquido”. A N10 não é uma estrada qualquer e é credora do nosso respeito. Conduz-nos num pitoresco passeio que parte da cidade e a ela regressa depois de passar por Parques Naturais, Reservas Naturais, pela vinha, pelo montado, pela Lezíria. A N10 serve populações e o seu desenvolvimento económico. Dava um excelente roteiro gastronómico, cultural e até de arqueologia industrial.
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Vamos para a estrada fazendo uso responsável e respeitador da lei.
Amanhã é domingo. Vai estar um dia de sol glorioso. É dia de ir para a estrada. Mas desta vez não vamos apenas passear. O Grupo de Acção Motociclista voltou a apelar à mobilização para a demostração de amanhã. Este ESCAPE partilha e divulga a mensagem. E lá estará. Obviamente, sempre presente!
Vão ser organizadas duas colunas de motociclistas; uma parte do norte e outra parte do sul; estas vão juntando motociclistas de todo o país ao longo do caminho nas Áreas de Serviço da A1 e A2 e encontrar-se na entrada norte de Lisboa. Ver mapa anexo.
As colunas de motos em marcha de 60km/h vão deslocar-se pela A1 desde a Área de Serviço da Antuã e pela A2 desde a Área de Serviço da Almodôvar. Partem às 10h00 de Antuã e às 11h00 de Almodôvar e está prevista a chegada e entrada simultânea em Lisboa pela 2ª Circular (Encarnação) às 14h30. A manifestação chega à Praça dos Restaurados às 15h.
Enquanto cidadãos/motociclistas, vamos demonstrar ao país o nosso grande desagrado pela forma como a Assembleia da República e o governo tratam e desconsideram estes assuntos.
[São conhecidos os nosso motivos, assim] os motociclistas vão protestar contra injustiças de que são vítimas, sendo que algumas dessas injustiças penalizam toda a sociedade portuguesa.
Participação é então o que se o que se pede a todos os motociclistas, sem excepção,
Participação mas também responsabilidade. Os motociclistas querem ser notícia pela sua opinião relativamente à luta pela verdade e na defesa dos seus Direitos, Liberdades e Garantias. Os motociclistas não querem ser “a” notícia. Não sei se me faço entender…
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
Honda CRF 250 Rally e Royal Enfield Himalayan em confronto nas Linhas de Torres
Em Outubro passado tivemos em Castelo Branco um fim-de-semana cheiinho de motociclismo e partilha (link). O 2º Encontro Nacional CRF1000L Africa Twin PT não serviu apenas para juntar gente à volta do tacho. Serviu também para juntar gente arejada que produz com paixão conteúdos na área do motociclismo.
Foi ai que conheci o Rad Raven. Confesso que no geral não sou fã de motovlogs. Mas também não sou parvinho. E até ver sei distinguir o lixo do luxo. O Rad Raven está claramente do lado do luxo e isso deve ser destacado e sublinhado.
Assim, desafiamo-nos mutuamente a encontrar um denominador comum. Diversas peripécias e vicissitudes múltiplas resultaram em quase doze horas de motociclismo, num dia invernal mas memorável, aos comandos de uma Honda CRF 250 Rally e uma Royal Enfield Himalayan
O TERRENO
As Linhas de Torres são o conjunto de 152 (de cento e cinquenta e duas) fortificações e outros trabalhos defensivos, construídas entre 1809 e 1812, situados na península de Lisboa. No contexto da Guerra Peninsular foram concebidas com a finalidade de impedir um exército invasor de atingir a capital do Reino de Portugal. A ordem para a sua construção foi dada em Outubro de 1809 por Arthur Wellesley (duque de Welington), então comandante do exército anglo-luso. Na Terceira Invasão Francesa, as Linhas de Torres Vedras impediram o exército de André Masséna de atingir Lisboa e acabaram por provocar a sua retirada de Portugal.
Foi este terreno acidentado a Norte da capital - de morfologia muito própria e estranhamente pouco conhecido dos próprios alfacinhas – o local perfeito para recriar um confronto determinante para os destinos e Portugal, agora de forma bem mais pacífica e descontraída.
AS OPONENTES
Aparentemente incomparáveis, Honda CRF 250 Rally e Royal Enfield Himalayan são na verdade duas motos com propósitos idênticos - vencer a batalha da aventura - embora os argumentos para lá chegar sejam distintos.
O RESULTADO
Na minha opinião as palavras contam. E aquilo que o Rad Raven e este ESCAPE vos têm para apresentar não é um comparativo. Por mim, deixo esse trabalho para o método científico [LOL] da velhinha comunicação especializada. Aquilo que temos para vos apresentar é o resultado de um confronto num dia cheio de motociclismo, passado com muito frio nos ossos mas com um gigante sorriso nos lábios.
Sim Pedro, mas afinal quem venceu a batalha? Ah…, não posso dizer. Só vos posso garantir que vai valer a pena esperar pelo trabalho (que será excelente, como sempre) de edição do Rad Raven (link).
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Moto Clube do Porto apela à mobilização para o próximo dia 3
A mobilização dos membros de moto clubes e outras associações de motociclistas é fundamental para o sucesso da importantíssima jornada de defesa de direitos e interesses que se aproxima. O Moto Clube do Porto é um dos históricos clubes nacionais e como sempre está e estará na linha da frente
Tal como há um ano, no protesto contra a implementação descabida das inspecções obrigatórias aos motociclos, o Moto Clube do Porto volta a mobilizar-se no apoio à Manifestação Nacional de Motociclistas promovida pelo Grupo Acção Motociclista (GAM) no dia 3 de Fevereiro. A discriminação que as motos e motociclistas continuam a sofrer nas mais diversas áreas são o motivo do protesto, sobretudo a reivindicação de uma classe de portagens nas auto-estradas, com valores inferiores em 50% aos praticados para os automóveis ligeiros da Classe 1. Solução óbvia atendendo à menor ocupação e sobretudo ao muitíssimo menor desgaste provocado pelas motos nas vias rodoviárias face aos carros e outros veículos.
A manifestação terá o ponto alto na Praça dos Restauradores, em Lisboa, com os motociclistas do Norte a marcarem encontro na Área de Serviço (AS) de Antuã na A1, partindo, às 10 horas, rumo a Lisboa em marcha lenta, entre os 40 e 60 km/h. À mesma hora partirá outra caravana da Área de Serviço de Almodôvar, na A2, estando previsto o encontro sincronizado das duas caravanas à entrada norte de Lisboa, na Encarnação.
Para todos aqueles que vão participar – e esperemos que sejam muitos! – aconselhamos a chegarem com alguma antecipação à AS de Antuã, atestarem o depósito para cumprir a ligação até Lisboa sem paragens, e levarem alguns alimentos de fácil utilização, nomeadamente água e barras energéticas, para se alimentarem, em andamento, durante a viagem. Conduzir de forma serena e descontraída ajudará a manter a velocidade constante no seio do pelotão, circulando a distância segura dos outros motociclistas.
Pelo caminho, seguindo a auto-estrada A1, outros motociclistas de diversas regiões do País vão juntar-se à medida que a caravana vai passando pelas várias Áreas de Serviço onde estarão elementos do GAM devidamente identificados. Motociclistas que irão engrossar a coluna, mostrando a força dos motociclistas nas reivindicações também sobre a redução do IUC e, não menos importante, o protesto contra o elevado preço dos combustíveis.
Recordemos que, há um ano, com a manifestação do dia 18 de Fevereiro 2018, conseguimos parar a anunciada implementação das inspecções e a intenção de se retirar a equivalência imediata da Licença de condução B e A1, que permite conduzir as 125cc com carta de carro. Demonstrámos então ao País a nossa capacidade de mobilização enquanto cidadãos/motociclistas, na participação activa em questões fundamentais a uma sociedade mais justa para todos.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Nona Tertúlia do Escape
O tempo voou durante aquelas duas horas e quando terminámos…, todos desejámos ficar ali para outro tanto. Este ESCAPE tinha prometido aqui (link) uma noite especial e cumpriu.
Perto de quarenta bravos tertulianos abandonaram o conforto do lar numa noite fria e húmida de Janeiro (com “bola” na televisão) para se juntarem ao Paulo, ao ESCAPE e ao Tó Manel, para ouvir as suas maravilhosas histórias de mais de quarenta anos de motociclismo em Portugal e no mundo.
Deixem-me destacar uma mão cheia deles. A Maria e o Zé Caniço que se juntaram à Élia e ao Tiago e vieram ter connosco de propósito desde Évora e o José Bragança Pinheiro, director da revista TREVL. Obrigado por terem vindo. Vocês e todos os demais. E é ainda sempre tão bom rever os velhos companheiros de estrada que agora só vamos encontrando de tempos a tempos…
Este foi daqueles serões que nos deixam todo o tempo com um sorriso de orelha a orelha, mesmo quando falámos de assuntos menos agradáveis como o facto de lá termos de voltar mais uma vez à estrada no próximo dia 3 de Fevereiro para fazer valer a nossa razão.
Mas nem tudo é positivo. Estas tertúlias têm-me permitido conhecer melhor o rico “leque de diferentes cores” do qual se faz o motociclismo em Portugal. E é estranho, talvez mesmo preocupante, como as diferentes tribos não comunicam entre si. E, para além disso, há um estranhíssimo “generation gap”. Motociclistas vetustos e menos vetustos não se conhecem, quanto mais dialogam. É o que é.
Mas eu imaginava que esta fosse uma noite especial não só pelas presenças mas também pelas ausências. Gostava de destacar duas mas vou apenas referir uma, para que aqueles que têm dificuldade de lidar com a realidade não se zanguem (ainda) mais comigo. Sublinho então a ausência dos “campeões do teclado”. É um clássico: quando enfim têm oportunidade para olhar nos olhos do seu alvo…, ficam em casa, no sossego do lar. Esperem! Não desesperem já. Pode ser que “lá mais para a frente” esta Tertúlia e o Tó Manel vos dêem uma segunda oportunidade [sorriso].
Nove edições da Tertúlia do Escape. Muito bom! As últimas três – com o Manuel Portugal (link), com o Quilómetro Infinito e o wanderlust.africatwin em Évora (link) e agora esta com o Tó Manel, revelam bem a natureza democrática, transparente, plural e honesta da iniciativa. Estou orgulhoso e agradecido a todos os que comigo têm embarcado nesta viagem.
A próxima? Será a décima! Veremos se conseguimos preparar algo arejado…
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
BMW F 750 GS à Prova
Se a BMW decidiu conceber e produzir uma nova F 850 GS – que, aliás, o ESCAPE teve o prazer de provar em Outubro passado aqui (link) – por que raio decidiu fazer o mesmo com uma nova “sete e meio”? Esta é a pergunta que todos fizeram quando ambas foram reveladas no EICMA de 2017. E muitos continuam a faze-la.
Na verdade esta F 750 GS partilha muita coisa com mana mais velha, a F 850 GS, desde logo o motor. Sim, leram bem o motor. “Como assim, o motor? Então esta não é uma “sete e meio”’?”. Pois…, na verdade esteve muito bem a BMW no marketing...
Vamos lá então ao jogo das diferenças que na verdade são quase subtis. A BMW F 750 GS vem equipada com o novo bicilindrico paralelo de 853cc de capacidade, aqui a debitar 77cv e 83Nm - que contrastam com os 95 cv e 92Nm da F 850 GS. No mais tudo é muito idêntico com excepção da forquilha dianteira, curso da suspensão, altura do banco ao solo e, detalhe fundamental, jante de alumínio fundido em vez de jante de raios cruzados da 850 - sendo que aqui a dianteira possui 19’’ e não 21’’.
À imagem da irmã, a F 750 GS é mais bonita ao vivo do que em foto, e os primeiros quilómetros nduzem sensibilidade e bom senso. O (aparente) detalhe da “mudança” para a jante 19’’ aliado a um baixo centro de gravidade revela de imediato uma moto solida, ágil e muito despachada nas deslocações urbanas e suburbanas na Grande Lisboa.
Mas a agradável surpresa surge quando levamos a F 750 GS a passear por uma estrada torcida para melhor espremer o bicilindrico. Ai, apesar de alguma apatia nas gamas mais baixas de rotação, o Gelände Strasse geist (numa tradução parva e livre “espirito da fora de estrada/estrada”) acaba por se soltar e revela uma competente “funbike” que quando o asfalto acaba não se intimida e pode, ainda que de forma contida, prolongar a aventura.
Quando soube que ia ter esta moto para Prova aqui no ESCAPE confesso que encolhi os ombros e exclamei para mim mesmo: “…, outra vez arroz!”. A BMW F 750 GS - que exigiu 4,8 litros de liquido inflamável por cem quilómetros de sorrisos - tratou de me afirmar que eu estava enganado. Gostei muito da sua disponibilidade para me entreter de forma discreta mas sedutora em qualquer ocasião ou terreno. E terei sempre desejo de ter o excelente Dynamic ESA - suspensão electrónica que permite uma optimização das prestações e da segurança de condução – numa moto minha.
A BMW Motorrad Portugal oferece em troca de um cheque no valor 9.884€ a versão base desta GS, estando disponíveis, entre outros, os pacotes Confort, Dynamic, Touring, Iluminação bem como opcionais vários como conjunto de malas e escape Akrapovic.
domingo, 20 de janeiro de 2019
Tertúlia do Escape “Escape com Tó Manel”
Após a fuga pelo Alentejo cujo ponto alto foi uma tarde memorável na Motodiana (link), a Tertúlia do Escape regressa a casa, isto é, ao Espaço Rod’aventura.
Nunca será demais recordar que tertúlia é na sua essência uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se juntam de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos. Nas Tertúlias do Escape pretende-se discutir motas, motociclismo e viagens. À maneira antiga. Longe dos teclados, cara a cara e com uma cafezada por companhia.
Desta vez vamos ter a companhia do Tó Manel. Tó Manel dispensa apresentações ou devia de dispensar. Lamentavelmente há muitos na nova geração de motociclistas que não sabem de quem se trata.
“Velho Biker”, decano motociclista, ao Tó Manel devemos muito daquilo que é hoje o motociclismo em Portugal. O Tó tem uma vida cheia de motos, motociclismo e viagens para partilhar. Este percurso - ao qual se juntam décadas de colaboração na hoje denominada “coluna dos motociclistas” da Motojornal e outras tantas de activismo na defesa dos direitos dos motociclistas - granjeou-lhes admiradores mas também detractores. O Tó nunca foi, não é, nem nunca será uma figura pacífica na comunidade. Sei que isso nunca o incomodou nem o desviou do seu caminho. Nunca andou cá para ser o “campeão dos likes”. Nem será agora que vai andar.
Urge ouvi-lo. Sempre aprendi muito nas muitas conversas que tenho tido ao longo da vida com o Tó Manel. E urge também ouvi-lo porque estamos, como sabem, em vésperas de numa demonstração que se deseja clara e inequívoca. E o Tó Manel é um dos líderes do GAM - Grupo Acção Motociclista – que promove tal manifestação!
É já na próxima quarta-feira dia 23 de Janeiro, a partir das 20h30 no Espaço Rod’aventura, Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide. Apareçam. Vai ser uma noite especial!
sábado, 19 de janeiro de 2019
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Em defesa dos "new media" do motociclismo português
Uma destas noites levei o Marcos comigo para a cama. Sim, o Leal. Ele e a revista inteira, a REV #49 em banca. Coubemos todos. Gostei de ler as suas intenções – recordo apenas que as intenções para que se concretizem têm de ser praticadas – e por ali continuei a percorrer a revista, apesar da pestana querer apagar. Deixei o texto do Grilo a meio, li a Marta e gostei, percorri as REV’S e os Contactos…
Quando já pensava em interromper a leitura e apagar a luz surge a “Conversa com” Mário Figueiras. Ponto prévio (ou morto, utilizado terminologia de petrolhead) para saudar o facto das entrevistas, ainda que esta seja curta e aparentemente efectuada por escrito, estarem vivas. Urra!!
O que Mário Figueiras pensa sempre me interessou. Pessoa há décadas ligada à comunicação do motociclismo em Portugal na comunicação social e ao nível de marcas relevantes. A dado ponto é-lhe perguntado… “- Como vês a realidade da imprensa/meios de comunicação na actualidade?
- (…) Há muita gente a escrever online e parece que todos sabem de tudo, mas a verdade é depois de tudo bem “espremido” sai pouco sumo (…)”.
Tentei mas não posso ficar indiferente a este comentário que apesar de acreditar ter sido proferido em modo “go with the flow” e recorrendo a lugares comuns doeu – dai fugir deles, dos lugares comuns, como o Diabo foge da cruz - ups, tropecei. O Mário quer ser dono da “verdade”, só que não…, e estas palavras merecem ser devidamente aqui comentadas, da forma mais elegante possível.
Nunca falei muito com o Mário para além dos cordiais cumprimentos. Mas sobre ele em si, e não sobre o que disse, podia comentar duas coisas. Primeira, comentar o único contacto que tivemos via correio electrónico a propósito este ESCAPE – não o vou fazer porque não se comentam conversa privadas no espaço público. Segunda, comentar o trajecto profissional do Mário, também não o vou fazer porque respeito muito quem faz da comunicação no campo do motociclismo vida profissional. Não comento mas tenho uma ideia sobre estes dois aspectos que guardo para mim.
Como amor com amor se paga (ups, voltei a tropeçar) peço, mais, exijo respeito. O trabalho que este ESCAPE realiza desde o dia 13 de Abril de 2015 é antes de tudo o mais um trabalho comprometido e apaixonado. Comprometido e apaixonado com o motociclismo. É um trabalho honesto. Não é um trabalho remunerado. Aqui não há publicidade, este ESCAPE não é um veículo comercial. É ainda um trabalho transparente. Está aqui todo, todinho, nem uma palavra foi apagada desde o início do blogue. E todas essas palavras podem ser consultadas a qualquer momento, não se escondem numa estante ou dentro de uma caixa de papel bafienta algures num canto de uma arrecadação.
Exijo respeito para mim e para as demais realidades comunicacionais digitais no âmbito ao motociclismo. Hoje, sobre motociclismo, temos blogues excelentes e temos blogues bons. Temos contas de instagram tão boas ou melhores do que aquelas que se fazem lá fora – algumas acompanham com belos textos a sua excelente qualidade fotográfica. E também temos algumas páginas de facebook com interesse. Colocar toda a farinha no mesmo saco (voltei a tropeçar, um lugar comum) - recordo, disse o Mário: “parece que todos sabem de tudo” - para além de deselegante apenas revela uma coisa: ignorância. Ignorância de quem profere essas palavras. E é grave? É pois! Estamos a falar de um profissional da comunicação com anos disto. Desculpa Mário mas tenho de ser honesto. Comigo, com os meus leitores e contigo também.
Estamos no mês de Janeiro de 2019. Já basta de meter toda a comunicação digital do liliputiano universo motocilsitico português no mesmo saco! Urge separar o trigo do joio (glup, mais um tropeção). E se calhar urge ainda deixar de ouvir pessoas que não se souberam adaptar, não têm existência porque a Rede não as reconhece, ficaram lá longe frisadas no século XX e, em bom rigor, as novas gerações de motociclistas nunca ouviram falar delas.
Lamento. E se acham que fui duro, devo dizer ainda que me contive bastante.
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