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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Limalhas de História #83 – 30 de Março de 1975

Cecotto! Quem? Johnny Ceccotto! Como assim? O piloto da Toleman, Formula 1, nos anos oitenta? Sim esse mesmo. O colega de equipa no Toleman-Hart de Ayrton Senna na mágica temporada de 1984? Tal e qual. Mas que raio tem Cecotto a ver com motos? Tudo! Querem ler?


Um dos venezuelanos mais reconhecidos do universo petrolhead, é Johnny Ceccotto. Se na Formula 1 passou a vida no fundo da grelha, tendo disputados apenas dezoito Grades Prémios e conquistado um magro ponto, a sua passagem no mundial de velocidade de motociclismo é bem mais gloriosa. 

Fez, há três dias, exatamente quarenta e seis (46) anos que no lendário circuito francês Paul Ricard em Le Castellet, Occitânica, Sudeste de França, Johnny Ceccotto fez uma das mais impressionantes estreias de que há memoria na história do mundial de velocidade. 

O piloto de Caracas, hoje com 65 anos, venceu naquele dia não uma mas sim duas corridas. A de 250cc e a de 350cc. Nesta extinta classe, a de 350cc, Ceccotto viria mesmo a ser campeão mundial no seu ano de debute nas “barbas” de um tal Giacomo Agostini. 

UM QUARTO DE SÉCULO DE ROSSI NO MUNDIAL
Por falar em 46 e já agora em Agostini, há apenas dois dias celebrámos uma data incrível. A 31 de março de 1996 (link), no velho circuito malaio de Shah Alam, um jovem piloto italiano que tinha chamado a si a atenção nos campeonatos de iniciação por onde tinha passado, arrancava para a sua primeira prova no Mundial. Nascia uma lenda. Uma lenda viva. Uma lenda que passados uns inacreditáveis vinte e cinco anos ainda luta por vitórias. É um quarto de século com Valentino Rossi no circuito mundial. Grazie Mille!



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Limalhas de História #64 – 13 de Setembro de 1964

125cc, 250cc, 350cc, 500cc, [Formula 1, Formula 5000, Formula 2, 24 Horas de Le Mans]. De 1958 a 1974, setenta e seis vitórias e nove títulos mundiais nas diferentes categorias. [Campão Europeus de Formula 2]. Genial no “road race”. Para muitos, o melhor piloto de motos de todos os tempos. Um verdadeiro Petrolhead. Mas também um senhor. Que encontrou uma morte extemporânea e absolutamente estupida!


Faz hoje exactamente cinquenta e quatro anos. Grande Prémio das Nações, Autódromo Nazionale Monza, Lombardia, Itália. Stanley Michael Bailey Hailwood aka Mike Hailwood aka "Mike The Bike" vence a sétima corrida da temporada na Classe Rainha (todas aquelas em que partiu) e, naturalmente, conquista o campeonato do mundo. O terceiro de quatro seguidos, o sétimo de dezassete incríveis títulos “in a row” da MV Agusta. Lenda!

domingo, 13 de maio de 2018

Do que falamos quando falamos de MV Agusta

Se dissermos que Cascina Costa é uma zona rural a poente de Samarate, comuna italiana da região da Lombardia, província de Varese, poucos mais visualizamos que os campos verdejantes e as suaves colinas que emolduram a paisagem desta lindíssima região italiana. 

Se, todavia, dissermos que Cascina Costa é uma zona rural a nascente do gigante aeroporto Milão-Malpensa, talvez alguns franzam o sobreolho e outros digam mesmo, “já lá andei por perto”. 


Assim, Cascina Costa aparece entalada, literalmente, entre a vedação de um dos maiores aeroportos da europa e campos agrícolas lendários povoados desde que o homem se sente como tal. 

O lugar onde olhamos o mundo pela primeira vez importa. E Cascina Costa é o berço da MV Agusta. Perdão, Meccanica Verghera Agusta. E com estas pequenas linhas se começa a entender muita coisa 

Fundada em 1923 pelo Conde Giovanni Agusta – que se diz ter construído o seu primeiro avião em 1907 - a empresa começa por se dedicar à aeronáutica. Depois de muitas voltas do planeta ao sol, a Agusta do conde Giovanni, faz hoje parte do gigante construtor de helicópteros AugustaWestland. 

Giovanni morre em 1927 deixando a empresa à sua mulher e filhos Domenico, Vincenzo, Mario y Corrado. 

Recuando ao fim da segunda guerra mundial, Domenico e Vincenzo criam a MV Agusta, como meio de salvar postos de trabalho. E a fábrica decide, e muito bem, dedicar-se ao motociclismo. O primeiro protótipo data de 1945 e denominou-se “Vespa 98”. 

Nas décadas de 50, 60 e início de 70, ao mesmo tempo que produzia motas de pequena e media cilindrada, a MV Agusta granjeou fama e glória no mundial de velocidade. As suas motas venceram seis títulos de 125cc, quatro de 250cc, dez de 350cc e uns incríveis dezoito (18!!) títulos na classe rainha de 500cc.


Com a morte do Conde Domenico Agusta em 1971, a empresa entrou em decadência e a partir de 1980 deixou mesmo de produzir. Já em 1991, a Cagiva adquire a marca registada MV Agusta e em 1998 ressuscita-a, apresentando a F4, desenhada pela pena do mago Massimo Tamburini e do seu CRC (Cagiva Research Center).

Os anos seguintes foram de incerteza. Fusões e aquisições várias fizeram a marca passar por mãos tão distintas como Proton e Harley Davidson com BMW, Husqvarna e até Mercedes “ao barulho”. Em meados de 2010 o empresário Giovanni Castiglioni assume o controlo da empresa e aparentemente o complexo processo de restruturação financeira e estratégica está enfim concluído. 

É de todo este lendário percurso de que falamos quando falamos de MV Agusta. E se pensam que este post traz “gasolina nos zeros e uns”, é porque provavelmente traz mesmo. Fiquem atentos ao Escape…

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Limalhas de História #38 – 29 de Agosto de 1982

Didier de Radigues. Boooom! Há limalhas assim, perfeitamente volatilizadas. Sempre que oiço o nome do piloto belga, recordo me do clássico capacete Bieffe do final dos anos oitenta, replica do usado pelo piloto e muito popular entre os jovens “cinquentinhas” da época.

Faz hoje exactamente trinta e cinco anos. Último Grande Prémio disputado no antigo circuito de Brno. Didier de Radigues leva a sua francesa Chevallier à vitória na corrida de 350cc (que na ausência de corrida de 500cc, era neste dia classe rainha) e fica a um passo de conquistar o título. Esse passo não seria dado e Anton Mang rouba na corrida seguinte o título para a Kawasaki. Didier de Radigues não sabia, mas apesar de mais nove temporadas nos Grandes Prémio esta foi a vez que mais perto ficou de conseguir a glória de um título mundial.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Limalhas de História #35 – 7 de Agosto de 1977

Cecotto! Quem? Johnny Ceccotto! Quem? O piloto da Toleman, Formula 1, nos anos oitenta? Sim esse mesmo. Colega de equipa no Toleman-Hart de Ayrton Senna na mágica temporada de 1984? Esse mesmo. Mas que raio tem o Cecotto a ver com motas? 

Faz hoje exactamente quarenta anos. Brno, antiga República Checoslovaca. Alberto "Johnny" Cecotto, nascido em Caracas, Venezuela, faz a dobradinha levando as suas Yamaha à vitória nas classes de 500cc e 350cc. Cecotto, que fez toda a sua carreira de velocidade no motociclismo com a marca nipónica, tinha sido campeão mundial na classe 350cc em 1975, sua época de estreia.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Limalhas de História #31 – 12 de Junho de 1967

Houve um tempo em que motociclismo rimava com romantismo. Querem ler esta pequena limalha apaixonante? 


Faz hoje exactamente 50 anos. Atlântico Norte. Bem no coração do Mar da Irlanda. Verde e húmida Ilha de Man. Início da quarta etapa do então campeonato mundial de velocidade em motociclismo. No primeiro de quatro dias de TT, Mike Hailwood limpava a categoria de 250cc aos comandos da mítica Honda de seis cilindros. Mas Mike “The Bike” não ficou por aqui na Ilha, vencendo ainda durante a semana a classe 350ccc e 500cc tendo sido nesse ano campeão do mundo de 250cc e 350cc e vice-campeão de 500cc. Fantástico!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Limalhas de História #23 – 30 de Setembro de 1967





Sabiam que houve um e apenas um Grande Prémio do Canadá? 

Faz hoje exactamente quarenta e nove anos. Mosport Park, actual Canadian Tire Motorsport Park, Bowmanville, Província de Ontário. Penúltima corrida da temporada. O icónico Mike Hailwood, Honda, limpava as corridas de 250cc e 500cc. Nesse ano seria campeão mundial em 350cc e 250cc. E ficaria com os mesmo pontos que o campeão Agostini na classe rainha. Incrível…

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Limalhas de História #10 - 23 de Agosto de 1953


Às duas mãos cheias de limalhas, uma questão pertinente: qual a idade certa para vencer um campeonato mundial de velocidade? 

Faz hoje exactamente sessenta e três anos. Circuito de Bremgarten, na neutral Suiça. Ao vencer aos comandos da sua Guzzi o Grande Prémio na classe 350cc, o britânico Fergus Anderson, tornava-se aos 44 anos no campeão mundial com mais idade da historia. Poderá algum dia este record ser batido?

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Limalhas de História #9 - 22 de Agosto de 1976

Curioso. Na passada terça-feira este Escape (link) recordava o facto de se passarem trinta e cinco anos sobre a última vitória de um piloto britânico no topo da velocidade mundial. Cal Crutchlow, atento, leu o post e terá pensado…, “porra pah…! Ainda nem era nascido…, vou vencer em Brno!”. Feito. 

Curiosa é também a limalha de hoje. Walter Villa. Quem? Harley Davidson. Como? Dois títulos na mesma época! Não pode... 

Faz hoje exactamente quarenta anos. Brno. Antiga República Checoslovaca, cujo lema era: “a verdade prevalece”. O já falecido piloto italiano Walter Villa vence as corridas de 250cc e 350cc. Sim, as duas. No final do ano, levaria para Milwaukee ambos os títulos.
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