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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Saltos para o perigo

Há um movimento que vejo, todos os dias, nas entradas das vias rápidas de Lisboa: o condutor que chega à denominada faixa de aceleração e, sem integrar-se no fluxo, “salta” cedo demais e sem velocidade adequada para a faixa 1. Se não há “rampa”, faz o mesmo da faixa 1 para a faixa 2. É um gesto curto, instintivo — um abrir de portas numa sinfonia de latas —, mas as consequências são longas e às vezes trágicas. Para quem vai de moto, esse salto pode ser sobretudo uma sentença: espaço reduzido, diferenças de velocidade, ângulos mortos — e, nalguns casos, impacto frontal ou lateral numa travagem em cadeia. 


A evidência não é só minha: o IC19 foi identificado como a via com mais pontos negros em Portugal (relatórios ANSR/2018), com vários troços onde os acidentes são persistentes; isso não é coincidência, é sinal de problemas estruturais e comportamentais que convergem. 

O PROBLEMA — EXPLICADO SEM RODEIOS 
Quando um veículo abandona prematuramente a faixa de aceleração e entra na faixa 1 sem ter alcançado uma velocidade adequada ou sem ter espaço suficiente para se inserir, cria-se: 
1. Diferença de velocidade entre o veículo que entra e o fluxo principal — risco direto de colisão.
2. Travagem súbita em quem vem atrás quando tenta evitar o corte — efeito “concertina” que se propaga rio acima. 
3. Manobras evasivas em sucessão (faixa 1 para 2, 2 para 3…) — multiplicam-se zonas de conflito e ângulos mortos onde as motos ficam invisíveis. 

Os números mostram um quadro preocupante: o relatório anual da ANSR 2023 regista dezenas de milhares de acidentes com vítimas em Portugal e um aumento generalizado de sinistralidade em vários segmentos. 

POR QUE RAIO É QUE ISTO ACONTECE? UMA LEITURA MULTIDISCIPLINAR
Psicologia: pressa, stress e overconfidence 
A pressa quotidiana — hora do trabalho, prazos, ansiedade — empurra condutores a atalhos arriscados. A literatura sobre comportamentos de risco no tráfego associa pressão temporal e impaciência a violações e mudanças de faixa precipitadas; muitos condutores também exibem excesso de confiança (acham que “cabem” onde não cabem). Estas não são desculpas, são explicações que ajudam a desenhar soluções. 

Engenharia: rampas curtas, visibilidade limitada, geometria conflituosa 
Muitas entradas urbanas (VCI a norte, 2.ª Circular, IC19, acessos à Ponte 25 de Abril) têm rampas curtas, ângulos de visibilidade reduzida ou troços onde se exige cruzar várias faixas em pouco espaço. Estudos técnicos repetem o mesmo: faixas de aceleração curtas aumentam a probabilidade de conflitos e de acidentes, porque não dão tempo suficiente para acelerar e procurar “gap” seguro. A solução passa por redesenho e dimensionamento racional das rampas. 


Cultura e prática social: “ninguém facilita” e a corrida por posição 
Há uma lógica social nas estradas: se eu não me adianto, o outro fecha-me a porta. Isso gera competição por espaço — um feed-back negativo que incentiva cortes e “fechos”. A perceção de impunidade (fiscalização ténue, pouco civismo) reforça o comportamento. 

Dinâmica de tráfego: o efeito concertina / shockwave 
Uma entrada mal coordenada cria uma ondulação de travagens — a famosa onda que viaja para trás no trânsito (“traffic shockwave” ou efeito concertina). Esses “pulsos” de travagem aumentam o risco de colisões traseiras e amplificam o caos em frações de segundo. Para quem vai de mota, essa ondulação é traiçoeira: menos tempo de reação, menos margem para evitar um veículo que corta a faixa. 

PROVAS LOCAIS (LISBOA) — EXEMPLOS QUE CONHEÇO BEM 
• IC19: repetidamente apontado como troço crítico, com vários “pontos negros” identificados em relatórios e análises nacionais; alguns troços concentram acidentes graves por baixa visibilidade e entradas conflituosas. 
• 2.ª Circular: acidentes multiplicam-se em rampas e zonas de confluência; notícias recentes mostram colisões com vários veículos e impacto direto na fluidez da cidade.
• Ponte 25 de Abril / acessos: os nós de entrada/saída são locais críticos — a presença de câmaras e tráfego intenso confirma o risco operativo nesses pontos. 

O QUE PODE (E DEVE) SER FEITO — RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS 
Para condutores (carros)
1. Usar a faixa de aceleração como foi pensada: acelerar para o fluxo, observar, sinalizar com antecedência e só integrar quando existir “gap” adequado. 
2. Evitar fechamentos agressivos: facilitar quem entra quando possível; a cooperação reduz tempos e acidentes. 
3. Planear a manobra: se a rampa é curta, reduzir a necessidade de corte antecipado — ganhar tempo e espaço antes da confluência. 
4. Mentalidade defensiva: assumir que há motos nos ângulos mortos e reduzir velocidade se houver qualquer dúvida. 

Para motociclistas 
1. Posicionamento visível: circular mais à direita da faixa (quando seguro) para aumentar a visibilidade lateral e reduzir o risco de ser “fechado”. 
2. Evitar “filtrar” arriscado em troços de confluência — escolher momento de passagem com margem lateral e velocidade compatível. 
3. Sinalizar cedo e usar equipamento de alta visibilidade, especialmente em túneis e rampas com má luz. 4. Antecipar turbulência: ao aproximar-se de entradas com muito tráfego, diminuir a velocidade de forma controlada para ganhar margem de manobra. 
5. Formação contínua: cursos de condução defensiva específicos para motociclistas, com ênfase em inserções e interações com tráfego pesado. 

Para autoridades e planeadores 
1. Revisão do desenho das rampas: alongar e redesenhar faixas de aceleração onde possível; melhorar visibilidade e ângulos de inserção. Estudos mostram que aumentar o comprimento da aceleração reduz conflitos. 
2. Fiscalização focalizada em nós críticos (IC19, 2.ª Circular, acessos à Ponte 25 de Abril, VCI). 
3. Campanhas de sensibilização que enquadrem a condução como acto colectivo — “facilitar salva vidas”. 
4. Intervenções de tráfego (sinalética, iluminação, marcações e dispositivos de redução de velocidade nas zonas de confluência). 
5. Monitorização por vídeo e mapas de risco: identificar troços com frequência de travagens súbitas e corrigi-los sistematicamente. 

Checklist rápido (para colocar no “dash” da tua moto) 
• Posiciono-me para ser visto? 
• Tenho espaço lateral suficiente?
• Sinalizo cedo?
• Evito mudanças bruscas de faixa em confluência? 
• Reduzo velocidade antes de zonas de entradas? 

Se a resposta a alguma destas perguntas for “não”, ajusta — a diferença pode ser entre chegar a casa e não chegar. 


Não é só incompetência ou azar. É um nó de causas: pressa, infraestruturas mal pensadas, cultura de estrada e dinâmica física do tráfego. Quando um condutor “salta” cedo da “rampa”, pode não imaginar que está a puxar a mola de uma reacção em cadeia que acerta sobretudo em quem tem menos blindagem — os motociclistas. Conhecer o fenómeno, olhar para os mapas, exigir melhores estradas e treinar condutores é o mínimo que se deve esperar de uma cidade que se diz moderna. 

Fontes (seleção) 
• ANSR — Relatórios e identificação de pontos negros (IC19).
• Relatório Anual ANSR 2023 — sinistralidade e evolução de vítimas. 
• Notícias e análises sobre o aumento de vítimas em motociclos (2023). 
• Estudos técnicos sobre comprimento de faixas de aceleração e segurança de fusão. 
• Conceito e efeitos das ondas de tráfego / efeito concertina (FHWA, teoria do fluxo). 
• Artigos e notícias sobre colisões na 2.ª Circular e pontos críticos locais.

terça-feira, 29 de julho de 2025

Ficar parado na fila ou circular entre os carros?

Uma publicação realizada recentemente pela Policia de Segurança Publica (PSP), numa conhecida rede social, acompanhada da imagem que está neste post, lançou, felizmente, o debate. Vamos a ele… 

A questão impõe-se: no que toca á Lei e sobretudo ao superior interesse da Pessoa enquanto Ser Humano, isto é, no domínio da verdadeira Segurança devemos questionar: no transito da cidade será mais seguro para um motociclista ficar bloqueado numa fila de veículos automóveis? ou pelo contrario é mais seguro contornar a mesma com o devido cuidado e precaução? Vamos tentar responder a esta questão com o suporte de estudos e dados oficiais.

Estudos e Estatísticas Internacionais 
Transport Research Laboratory (Reino Unido) — Relatório TRL 581 
Este estudo de 2005, bastante citado, indica que os motociclistas que praticam “lane filtering” (circulação entre filas) de forma moderada têm menor probabilidade de estarem envolvidos em colisões traseiras do que os que permanecem parados. O risco aumenta significativamente quando a velocidade relativa entre a moto e os carros é superior a 20 km/h e o tráfego está a fluir em vez de parado. 

University of California, Berkeley — SafeTREC (2015)
Estudo com dados de 6.000 acidentes de moto na Califórnia. Principais conclusões: os motociclistas que faziam filtering a velocidades moderadas tinham taxas de ferimentos graves e fatais mais baixas. A circulação entre carros até 80 km/h e com diferença máxima de 25 km/h em relação ao trânsito era considerada segura. O risco de ferimentos graves duplicava se o filtering fosse feito a velocidades excessivas. 

Observatoire National Interministériel de la Sécurité Routière (ONISR) 
França legalizou em teste a circulação entre filas em 11 departamentos entre 2016 e 2021. Durante este período, registaram-se reduções em acidentes de colisão traseira envolvendo motociclistas, mas também notou-se um aumento de sinistralidade quando o comportamento dos condutores não respeitava regras definidas. 

Perigos de Ficar Parado na Fila
Colisões traseiras: Um dos tipos de acidente mais comuns com motas em cidade. Quando estás parado atrás de um carro, ficas vulnerável a ser atingido por um automóvel distraído. 
Zona cega dos automóveis: parar entre carros altos (SUVs, carrinhas, camiões) torna-te invisível para condutores que mudam de faixa. 
Sobre-aquecimento do motor: em motos sem arrefecimento líquido, estar parado em engarrafamentos no verão aumenta o risco de falhas mecânicas. 
Maior exposição à poluição: os gases acumulam-se mais nos centros das filas do que entre faixas, onde há mais circulação de ar. 

Princípios para um Filtering Seguro 
Mantém velocidade relativa inferior a 20-25 km/h em relação aos carros;
Só o faças entre as duas faixas mais à esquerda - regra usada em países como França e EUA; 
Evita zonas com cruzamentos, saídas ou ciclovias; 
Tem especial atenção a mudanças repentinas de faixa; 
Usa luzes de cruzamento ou intermitente para seres mais visível. 

E em Portugal?
Em Portugal, a circulação entre filas ainda não é expressamente regulamentada, mas também não é proibida de forma clara, o que a torna uma zona cinzenta. O Código da Estrada prevê: Artigo 13.º: “Os condutores devem manter uma distância suficiente em relação ao veículo que os precede, de modo a poderem parar em segurança”. Artigo 32.º, n.º 1: “A ultrapassagem faz-se pela esquerda”. Por isso, se for feita de forma cuidadosa e progressiva, sem ziguezagues perigosos ou velocidade excessiva, a filtragem pode ser encarada como uma ultrapassagem em condições específicas. Ainda assim, em caso de acidente, a responsabilidade pode ser disputada — convém sempre manter o bom senso e documentação (vídeo, testemunhas, etc.). 

CONCLUSÃO
A resposta curta, baseada em dados sérios e estudos comprovados é: circulares entre os carros com o devido cuidado (vulgo “filtrar trânsito”) é, em muitas situações, mais seguro do que ficares parado na fila — desde que seja feito com regras, perícia e visibilidade. Sublinhamos. É, em geral, mais seguro circulares entre os carros com o devido cuidado do que ficares parado numa fila, principalmente em contexto urbano com trânsito parado ou lento. A chave está em fazê-lo com sensatez, visibilidade, previsibilidade e a uma velocidade moderada. 

EM RESUMO
PERIGO: FICAR PARADO NA FILA 
Mais risco de ser abalroado por trás Menor visibilidade para outros condutores Maior exposição à poluição Sobre-aquecimento do motor (motas a ar) 

OPÇÃO MAIS SEGURA: CIRCULAR ENTRE FILAS (FILTERING
Menor risco de colisões traseiras Mais visível para condutores Menor tempo de exposição a perigos urbanos Melhor fluidez e arrefecimento do motor 

CONDIÇÕES PARA FAZER FILTERING EM SEGURANÇA 
Máx. 20-25 km/h acima da velocidade do trânsito Só entre as faixas mais à esquerda Evita cruzamentos e intersecções Usa luzes e roupa visível Atenção redobrada a portas e mudanças de faixa 

FONTES 
University of California (SafeTREC) 
Transport Research Laboratory (TRL 581) 
ONISR – Observatório de Segurança Rodoviária 
Observação e interpretação do Código da Estrada português 


O filtering, se feito com moderação e responsabilidade, é mais seguro do que ficar parado numa fila. Não é ilegal em Portugal, mas é zona cinzenta — condução defensiva é essencial. Guarda ainda este guia pratico.

GUIA PRÁTICO PARA MOTOCICLISTAS URBANOS
Antes de avançares entre carros…
Garante que tens visibilidade frontal e lateral 
Verifica espelhos dos carros à tua frente 
Lê o “body language” dos condutores 

Durante o filtering… 
Mantém-te entre as faixas da esquerda 
Circular a baixa velocidade: sem pressas
Mantém os dois dedos nos travões 
Nunca assumes que foste visto 

Depois de ultrapassares…
Reposiciona-te com espaço lateral
Observa retrovisores frequentemente 
Mantém a calma se fores mal interpretado 

Nota final. O ESCAPE compreende que a segurança e até a investigação criminal são hoje um mercado como outro qualquer. Verdade: um mercado. A imagem e os números são tudo no "mundo das vendas". Se a PSP continuar preocupada com comunicações fofinhas nas redes sociais, isso até pode ter muito sucesso para ela no curto prazo. Se trabalhar, estudar e deixar de passar informação desatualizada e errada estará a cumprir melhor a sua missão. O ESCAPE recomenda: menos on line lindinho e mais honesto estudo, por favor., Obrigado.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

X.WRL Wild Rally o novo capacete Aventura da NEXX

A NEXX, uma referência portuguesa a nível mundial no fundamental campo da segurança no motociclismo, não cessa a sua busca de evolução, rumo a aumentar a qualidade dos seus capacetes, apresentando agora um novo equipamento extremamente leve e confortável e com uma impressionante ventilação desenvolvido para a prática de Hard Enduro. 

Diz a marca: este novo modelo apresenta características únicas que o tornam a escolha ideal para quem procura um capacete para incursões em terrenos mais técnicos e difíceis e o uso de óculos off-road. 

Todos os modelos X.WRL são moldados com a novíssima tecnologia X-PROCARBON, que alia o conhecimento aeroespacial, com malha de carbono 3K, obtendo uma estratificação que oferece um casco mais forte e um peso incrível, de apenas 1300 gramas. 

O novo design da calota, mais recortado, ajuda na redução de peso e torna o ajuste compatível com o uso de colares cervicais. O novo botão de fecho da pala e viseira foi desenhado para resistir às mais extremas condições, com um novo design e encaixe giratório em forma de parafuso, podendo ser facilmente colocado ou removido com a ajuda de uma simples moeda. 

Outra novidade são as ventilações adicionais que permitem aumentar o fluxo de ar fresco na zona da testa e em redor da cabeça, fáceis de operar mesmo com luvas de Inverno. Uma das características únicas do X.WRL é ainda o suporte para óculos Off-Road integrado na parte traseira do capacete, permitindo uma melhor colocação e que permaneçam pendurados no capacete, quando não estão a ser utilizados. 

Toda a gama X.WRL inclui fecho duplo Anel com a nova presilha magnética X-LOCK que facilita a fixação final do botão da precinta. Por fim, o X.WRL traz consigo vários recursos que são incluídos na versão topo de gama X.WED2 VAAL, tais como as laterais com sistema X-HIDRO que incorporam umas presilhas especiais que permitem prender o tubo e o bocal das bolsas de hidratação ou as capas amovíveis da precinta, para maior limpeza e conforto. 


A viseira clara e a viseira Iridium Vermelha, para uso em estrada, são ambas incluídas em caixa e preparadas para o uso de Pinlock. Outra das grandes novidades e inovações para 2022 é a novíssima viseira Transitions® – disponível como acessório extra. As viseiras inteligentes de luz Transitions® adaptam-se automaticamente à tonalidade ideal em qualquer condição de luz, mantendo-se claras à noite e fumadas quando expostas sob luz forte – proporcionando uma viagem segura e confortável, de noite ou a qualquer hora do dia. 

O novíssimo X.WRL estará disponível na decoração ATIKA, em 4 versões de cor: Cinza. Neon, Preto Cinza, Branco Vermelho e Laranja Cinza e na versão lisa X.WRLPLAIN na cor branco – todos em fibra de Carbono X-PRO CARBON e com os seguintes preços: X.WRL FULL WHITE, 529.99€X; WRL ATIKA, 579.99€. 


Notem que neste ESCAPE se cultivam valores como a transparência e honestidade. O que acabam agora de ler não é propriamente um post e sim um comunicado de imprensa, boletim de imprensa ou press release, como lhe quiserem chamar. Isto é, uma comunicação feito por um indivíduo ou organização visando divulgar uma notícia ou um acontecimento (ao qual fiz o corte e costura que achei mais conveniente).

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Federação de Motociclismo de Portugal promove curso de primeiros socorros

A Comissão Médica da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) anunciou a primeira edição do Curso de Primeiros Socorros para Motociclistas. A FMP pretende assim dar resposta a uma necessidade de formação, identificada no seio dos motociclistas que desejam uma prática mais segura e esclarecida. 

Sábado, dia 29 de Junho, a sede da FMP - Largo Vitorino Damásio, 3 C, Pavilhão 1 em Lisboa - vai acolher esta acção que terá a duração total de 8 horas didácticas, teóricas e práticas.

Para a certificação pedagógica o evento conta com a parceria da APIS – Associação Portuguesa de Instrutores de Socorrismo - que teve o cuidado de adaptar os conteúdos pedagógicos para este tipo de público-alvo, conferindo no final certificado de presença.

Os lugares são limitados a trinta vagas (capacidade do auditório da FMP) sendo as respostas atendidas por ordem de inscrição. O preço da inscrição é de 30 euros e inclui a entrega de manual e kit de primeiros socorros para motociclistas.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Máxima participação máxima responsabilidade

Amanhã é dia de fazer ver ao Ministro Cabrita que não pode mentir descaradamente, intoxicando a opinião pública com informações falsas sistematicamente contrariadas pelos estudos científicos e pelas estatísticas. 


Participação é o que se pede a todos os motociclistas, sem excepção, nas várias demonstrações que vão ser efectuadas de Norte a Sul (e ilhas) deste nosso Portugal. 

Participação mas também responsabilidade. Os motociclistas querem ser notícia pela sua opinião relativamente à luta pela verdade e na defesa dos seus Direitos, Liberdades e Garantias. Os motociclistas não querem ser “a” notícia. Não sei se me faço entender…

Deixo vos ainda, uma pequena parte do Manifesto a entregar na Assembleia da República. 

1 - O Governo não pode analisar a evolução do número de sinistros sem considerar a evolução do universo em que estes ocorrem. 
2 - As metas impostas para o número de vítimas na estrada devem acompanhar a evolução do universo onde estes ocorrem. 
3 - O governo não deve ignorar os factores causais dos sinistros, sob pena de continuarmos a ter um crescente número de taxas e regras que apenas aumentam o custo da mobilidade e a "caça à multa". 
4 - A sinistralidade rodoviária não deve justificar medidas que não se relacionem com a sua prevenção.
5 - Medidas preventivas devem centrar-se ao nível dos principais ingredientes causais.
6 - Há que ser realista e perceber que existe relação directa entre o número de sinistros e o número de veículos em circulação e, mais importante ainda, o número de quilómetros percorridos.
7 - Não é a tirar proveito dos problemas que estes se resolvem, mas a identificar as reais causas e a encontrar as soluções que as previnam.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Manifestação Nacional no dia 18 locais e horários

Foi divulgada na pagina de facebook do Grupo de Acção Motociclista a informação que todos desejavam. 

Pelas 15 horas vamos mostrar um cartão amarelo ao ministro Cabrita

PORTO - Av. dos Aliados 
LISBOA - Praça do Rossio 
FARO - Largo de S. Francisco 
FUNCHAL – Av. Sá Carneiro 
PONTA DELGADA – Praça Gonçalo Velho (Portas da Cidade) 

De todos estes locais a manifestação de motociclistas partirá para um percurso dentro das cidades, durante os quais haverá intervenção pública (discursos) dos seus promotores. Em Lisboa durante a manifestação, será entregue na Assembleia da Republica a representantes de todos os grupos parlamentares um “Manifesto Motociclista”, onde estarão expressas as razões desta jornada de protesto contra as medidas anunciadas pelo Ministro da administração Interna. Esse mesmo “Manifesto Motociclista” será entregue também no Ministério da Administração Interna. 

No “terreno” estarão presentes membros do GAM e de clubes locais a organizar as manifestações. Vamos expressar junto da opinião pública, órgãos de informação e governantes, as nossas preocupações relativas ao aproveitamento da sinistralidade dos motociclistas por parte do governo, para justificar medidas que nada contribuem para a segurança rodoviária; nomeadamente, as Inspecções periódicas obrigatórias e a obrigatoriedade de possuidores de Licença de Condução B (ligeiros) tirarem Licença de Condução A1 para conduzirem scooters e motos até 125cc . O GAM tem publicados nesta página estudos e dados estatísticos que suportam a nossa tomada de posição. 

Os cidadãos/motociclistas deste país sabem que os argumentos da sinistralidade e segurança rodoviária, que até agora foram usados pelo Ministro da Administração Interna, são falsos e apenas visam a viabilização de negócios que irão penalizar e até condenar o uso da moto e a mobilidade nos grandes centros urbanos. 

Os sucessivos governos não podem continuar a usar a sinistralidade rodoviária para justificar medidas que nada têm a ver com as verdadeiras causas dos acidentes e que apenas irão penalizar economicamente os motociclistas. Vamos expor publicamente a forma como os dados da sinistralidade têm sido aproveitados e manipulados pelas entidades que gerem o negócio da sinistralidade. Vamos acabar com a mentira com que nos querem impor as inspeções! A moto que o leva a passear ou para o trabalho, precisa agora que a leve à manifestação. Chegou o momento de, uma vez mais, nos unirmos contra esta farsa. Em nome das vitimas da estrada, não vamos permitir que as usem para nos taxar!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Moto Clube de Faro questiona ministro Cabrita e apela à união dos motociclistas

O Moto Clube de Faro, um dos mais importantes Clubes nacionais, acaba de emitir um comunicado publicado na sua página de facebook, onde deixa algumas questões ao MAI ao mesmo tempo que deixa bem claro o seu apoio à manifestação do próximo dia 18. À vossa atenção… 

O Moto Clube Faro vem através da presente comunicação, demonstrar total reprovação às recentes declarações proferidas pelo Sr. Ministro da Administração Interna, Dr. Eduardo Cabrita, respeitantes a hipotéticas alterações à chamada “lei das 125”, inspecção das motos, e redução da velocidade para 30 km/h em zonas habitacionais, como medidas aptas para reduzir a sinistralidade em Portugal. 

As infelizes declarações, não só demonstram um desconhecimento total da matéria, por um lado, como por outro, ultrapassam o surrealismo da realidade no mundo das duas rodas, e do que se passa nas estradas em Portugal. 

A título meramente exemplificativo… Sobre a actual pista de motocross do Algarve, a quem chamamos de Via do Infante, ou do piso, da sinalização obsoleta, deficiente e/ou inexistente nas nossas estradas, ou mesmo o que dizem os especialistas e as estatísticas sobre a realidade dos sinistros que envolvem motos, falar para quê, não é Sr. Ministro?!... 

Lamenta-se também a carga sensacionalista dada pelos órgãos de comunicação social que após tais declarações, transmitiram em todas as vias de comunicação social os sinistros que envolviam motos, enfatizando e germinando alarme social sobre o tema. 

Desta feita, gostaríamos de perguntar ao Sr. Ministro o que tem a dizer sobre as estatísticas apresentadas pela ACAP (Associação Automóvel de Portugal), a ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), e a ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), onde demonstram que desde 2009 existe um decréscimo record de sinistros envolvendo motociclos em Portugal; ou o impacto que a lei das 125 teve no estrondoso numero de motociclos novos comprados em Portugal desde 2015; ou ainda, que debate existiu, e com que entidades, sobre o assunto das inspeções às motos, para proceder à realização das mesmas…? 

Sr. Ministro, em consequência do seu inexplicável silêncio, após as suas estrondosas afirmações, dia 18 de Fevereiro, as motos irão para ruas demonstrar a desilusão e o descontentamento, da falta de respeito e seriedade sobre o tema demonstrado. 

Nunca é demais relembrar, que entre outras, Motociclismo é sinónimo de liberdade e união!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Manifestação Nacional de Motociclistas a 18 de Fevereiro

Em manifesto publicado na sua página na rede Facebook o Grupo de Acção Motociclista (GAM) convoca todos os motociclistas para uma grande demonstração nacional. Segundo o GAM: 


O governo não deve analisar a evolução do número de sinistros sem considerar a evolução do universo em que estes ocorrem. 

As metas impostas para o número de vítimas na estrada devem acompanhar a evolução do universo onde estes ocorrem. 

O governo não deve ignorar os factores causais dos sinistros, sob pena de continuarmos a ter um crescente número de taxas e regras que apenas aumentam o custo da mobilidade e a "caça à multa". 

A sinistralidade na estrada não deve justificar medidas que não se relacionem com a sua prevenção. 

Medidas preventivas devem centrar-se ao nível dos ingredientes causais. 

Há que ser realista e perceber que há uma relação directa entre o número de sinistros e o número de veículos em circulação e, mais importante ainda, o número de quilómetros percorridos. 

Não é a tirar proveito dos problemas que estes se resolvem mas a identificar as reais causas e a encontrar as devidas soluções. 

Os moldes como será organizada a manifestação (locais e horas) serão divulgados brevemente. 

Vamos para a estrada!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

“Malta, aqueçam os motores...”

É desta forma que que o Grupo de Acção Motociclista (GAM) se despede no seu mais recente texto na sua pagina de facebook. Isto significa exactamente o quê? Oiçamos o GAM.

Mortes para proveito próprio! 

Todos sabemos e concordamos que a questão das mortes na estrada é um problema grave. Também sabemos, e bem, o quanto estas mortes têm servido para justificar medidas que em nada se relacionam com a causa e em tudo se relacionam com taxar. 

Ao contrário do que se procura fazer notícia, de que “cada vez as motos matam mais”, as estatísticas afinal revelam o contrário. A evolução do mercado e os sinistros revelam uma tendência inversa desde há mais de duas décadas, ou seja, cresce o número de motos nas estradas e diminui o número de vítimas. Sim, houve um aumento pontual em 2017 acentuado sobretudo pelo decréscimo registado em 2015 e 2016. 


Será esse aumento pontual o reflexo de termos tido um ano sem chuva e assim com muitos mais kms feitos de moto? Estará esse aumento relacionado com o maior aumento de vendas de motos dos últimos 7 anos e consequente aumento de motos a circular? 

Como já seria de esperar, representantes das escolas de condução e dos centros de inspecção, foram os primeiros a tirar proveito das mortes para, uma vez mais, regressarem à praça pública com a ideia encalhada de que os seus negócios irão resolver o problema. 

Não aceitamos que usem o falso argumento da segurança para nos taxar. Essa musica já está gasta e já todos vimos o que realmente está em jogo. 

Malta, aqueçam os motores... 

Sejamos claros, os Motociclistas têm (e vão com certeza!) dar a resposta adequada á farsa que tem vindo a ser montada na comunicação social (link) e que agora parece querer ser acolhida pelo Governo. 

Como em anos que já lá vão, vamos ter de mostrar uma vez mais quantos somos e do que somos feitos. Querem luta? Então vamos para a Estrada!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Qual a verdade por detrás dos números de vítimas mortais onde intervém motas e ciclomotores?

Não há como dar a volta, este foi um dos temas do ano que agora finda. Em Abril passado deixei aqui (link) estas questões: "alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas sejam protagonistas? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas se vejam protegidos? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária que alerte para a fragilidade dos motociclistas?".


O que foi feito? Nada!

Entretanto, aparentemente, a rapaziada da ANIECA, ACP, PRP e ANCIA têm-se entretido a comprar publicidade mascarada de jornalismo nos decrépitos e falidos jornais portugueses. Em dia de Natal, este (link) pedaço de lixo – não encontro outra forma de dizer isto – é o exemplo supremo.

A Comissão de Mototurismo da FPM tem feito (como sempre!) a nossa defesa enquanto motociclistas. Tomei a liberdade de compilar algumas dessas palavras, escritas na sua página no facebook, que seguem aqui em baixo em itálico e são credoras da vossa atenção.

Os índices de acidentes de moto têm sido alvo de alarmantes notícias em diversos órgãos de comunicação social nos últimos tempos. De uma forma desonesta (porque mente) e imoral (porque tenta tirar proveitos da desgraça), a ANCIA-Associação Nacional de Centros de Inspecção Automóvel está em cada “esquina” à espera dessas notícias e da oportunidade para argumentar que o que faz falta para diminuir o número de acidentes são as inspecções às motos…, quando todos sabem que apenas 0,3% dos acidentes de moto são provocados por falha mecânica; este é um dado baseado num estudo (MAIDS) apresentado por um professor do Instituto Superior Técnico e estudioso desta matéria, durante um colóquio promovido pela própria ANCIA. 

O problema da sinistralidade rodoviária existe e é transversal em termos de utentes das estradas mas, o que não podemos aceitar como motociclistas é que andem a tentar aproveitar-se disso para um negócio (inspecções) e que por detrás de cada notícia relacionada com o assunto venha a sistemática mensagem de que as motos são perigosas e “matam que se fartam”. As motos estão aí para ficar, porque cada vez mais são a melhor resposta, em termos de solução particular, aos crescentes problemas de mobilidade. Justamente por isso, as motos estão em Portugal a invadir os grandes centros urbanos numa escala ainda muito reduzida em comparação com o que se passa no resto da Europa Ocidental e até quase pelo Mundo inteiro. 

Afinal qual a verdade por trás dos números de vitais mortais onde intervém motas e ciclomotores? Fomos analisar números e esta tem sido a evolução dos últimos 23 anos em termos de vítimas mortais em acidentes com ciclomotores e motos: ano de 1995 – 610 mortes / 1996-564 / 1997-522 / 1998-488 / 1999-444 / 2000-348 / 2001-321 / 2002-298 / 2003-325 / 2004-265 / 2005-258 / 2006-205 / 2007-189 / 2008-164 / 2009-152 / 2010-187 / 2011-173 / 2012-161/ 2013-129 / 2014-134 / 2015-115 / 2016-103 / até Out 2017-110 mortes. 

Vamos agora ver a evolução dos números do nosso parque de duas rodas com motor nos últimos 10 anos: em 2007 venderam-se 17559 veículos e a evolução tem sempre sido contínua, pois em 2012 venderam-se 20418 e neste ano (2017) até Novembro venderam-se 26666. 

Assim, temos que a venda de motos CRESCEU 52% apenas entre 2007 e 2017. Em igual período (2007/2017) os acidentes com vítimas mortais de moto DECRESCEU 41% e só uma hecatombe motociclista durante estes dois últimos meses do ano poderia alterar este valor de forma significativa; o que não aconteceu. 

E agora, senhores jornalistas arautos da desgraça encomendada, como vão interpretar estes números? Números que até são da ANSR e da ACAP e que nos dizem que em 10 anos tivemos uma subida de 52% de venda de motos e uma diminuição de 41% de mortes na estrada. 

Significativo, se pensarmos ainda que grande percentagem das motos vendidas neste período são as tais 125cc compradas por automobilistas..., sim, aqueles que são apontados como os "grandes culpados" do alegado aumento da sinistralidade. Afinal vimos que não são porque nem sequer há esse aumento, bem pelo contrário. 

Perante estas evidências, obviamente que não podemos ficar indiferente a três situações: 1- que houve uma evolução muito positiva em termos de números de vítimas mortais de acidentes de moto nos últimos 23 anos; 2- que estes números ainda podem e devem baixar mais e que isso depende também muito de nós motociclistas; 3- que a campanha “alarmante” que está a acontecer nos órgãos de comunicação social em relação a este assunto, não é mais do que algo encomendado e bem orquestrado contra as motos e os motociclistas.

Posto isto, resta-me desejar que não nos falte, a nós motociclistas, vida e saúde para que no ano que agora começa seja possível, por um lado, combater a mentira organizada e, por outro, disfrutar livre e conscientemente dos veículos que amamos.

Boas curvas!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Circulação inter-faixas regulamentada em França


A 26 de Dezembro foi publicado o diploma legal no Jornal oficial francês. A circulação inter-faixas legal, vai entrar brevemente em fase experimental nalgumas regiões gaulesas. A rigorosa (no interesse dos motociclistas) Fédération Française des Motards en Colère já se mostrou satisfeita. Para ler aqui (link) e aqui (link). (O Escape sabe que tal medida deverá chegar a Portugal, talvez, daqui por mais ou menos uns milhares de luas...).

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Saiba o que o espera quando viaja na Europa

Europa Unida no saque? 

A Solo Moto (link) alerta-nos! Desde que o Conselho da União Europeia adoptou medidas no sentido do livre intercâmbio transfronteiriço de dados sobre infracções ao direito estradal, as notificações a condutores (espanhóis) por infracções cometidas em países estrangeiros tem aumentado consideravelmente; sendo que a maioria das multas imputadas a motociclistas do país vizinho são o excesso de velocidade, a inobservância do sinal de Stop e da perda de prioridade. 

Já sabe…, se neste verão está a pensar rodar com a sua mota por essa Europa fora todo o cuidado é pouco…, sob pena da conta do Visa não ser a única a pagar mais tarde!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Atenção viajantes




Segundo a Solo Moto (link), a partir de 1 de Janeiro de 2016, todos os motociclistas que circulem em território francês, devem levar na sua moto, obrigatoriamente, um colete reflector homologado.


Mesmo não estando a pensar circular em França nos próximos tempos, habituemo-nos à ideia…, mais tarde ou mais cedo acabará por chegar até nós.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Faixas exclusivas para motociclistas em Vigo


Uma forma de limitar ainda mais a nossa liberdade ou, pelo contrário, um passo decisivo na segurança do motociclista?

Uma coisa é certa, bem aqui ao lado no país vizinho, Vigo já conta com duas faixas exclusivas para motociclistas (link).
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