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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

O plano ambicioso da QJ MOTOR para o mercado português

A QJ MOTOR Portugal foi apresentada oficialmente esta quinta-feira, em Lisboa. A empresa de motociclos do Grupo Geely – fabricante líder de automóveis, que controla importantes marcas, como a Volvo Cars, a Polestar, a Lotus, a Geely Auto, a Lynk & Co e a Proton Cars – desembarca em Portugal com um ambicioso plano que tem como objectivo torná-la um dos principais participantes do sector. 


Propriedade da Qianjian Motorcycle, que, por sua vez, pertence ao grupo Geely, a QJ MOTOR traz para Portugal os mais de 30 anos de experiência que possui tanto em temos I+D, como na produção de motociclos, motores e componentes, assim como o seu conhecimento do mercado europeu, obtido por via de outras das marcas que detém. 

O apoio deste grande grupo automóvel e toda a experiência acumulada pela Qianjian Motorcycle são dois dos factores diferenciadores com que a QJ MOTOR se apresenta no nosso país. Tudo coroado pela lufada de ar fresco proporcionada pelo seu carácter irreverente e inovador, uma filosofia moderna com que a marca espelha os seus valores de uma forma até agora nunca vista. 


Na apresentação desta quinta-feira, a QJ MOTOR revelou todos os detalhes do lançamento da marca no nosso mercado, e confirmou o seu ADN transgressor: um conceito irreverente e moderno, que funde a tradição do motociclismo com as necessidades dos novos utilizadores; os mais elevados padrões de qualidade e fiabilidade de todos os seus componentes numa gama que irá sendo ampliada de modo progressivo; preço competitivo, para aproximar um produto de qualidade de todos os amantes das motos e do serviço centrado no cliente. 

A ESTRATÉGIA DA QJ MOTOR PARA PORTUGAL 
A marca asiática desembarca em Portugal com ideias muito claras, e com todas as ferramentas para posicionar-se como uma das referências do sector. São quatro os eixos da estratégia da QJ MOTOR Portugal.

1. Ampla gama de produtos: A atual gama de 2022 da QJ MOTOR, que conta com sete modelos de motos nos segmentos Adventure, Street e Custom, que estarão disponíveis nos Concessionários Oficiais da marca em Portugal no decorrer do mês de novembro. A partir de agora vão chegar mais novidades, até completar um amplo catálogo que abranja todos os segmentos do mercado e ajude a impulsionar o protagonismo que a marca pretende alcançar no mesmo - tanto de combustão como eléctrico -, com importantes planos de crescimento a médio e longo prazo. 


2. Excelente relação qualidade-preço dos seus produtos. A capacidade já demonstrada de produzir um produto de qualidade é acompanhada de preços ajustados em toda a sua gama, para que os amantes das duas rodas possam optar por produtos com excelentes características a preços muito competitivos. 

3. Serviço centrado no cliente: A QJ MOTOR proporcionará aos seus clientes um serviço à altura do posicionamento da sua marca – profissional e de proximidade. Os 6 anos de garantia que a QJMOTOR oferece em toda a sua gama, sem custos acrescidos, são prova do firme compromisso da marca com todos os seus clientes. 

4. ADN transgressor da marca: A QJ MOTOR congrega um espaço comum dentro do mundo das duas rodas, para a tradição do motociclismo e as novas tendências; uma marca capaz de seduzir tanto os motociclistas de sempre como os recém-chegados - tanto o público adulto, como o mais jovem. Para tal, apresenta-se com uma filosofia que rompe barreiras e convicções, e com uma linguagem irreverente que, partindo da autenticidade, procura conectar e divertir todos os públicos. 

OBJECTIVOS A MÉDIO PRAZO 
Ano de 2022: no ano da chegada oficial da QJ MOTOR a Portugal, o objetivo é introduzir a marca no mercado. Num mundo transversal, e no seio de um sector em permanente evolução, a QJ MOTOR pretende ser uma nova referência do sector, graças à sua filosofia inovadora e à qualidade dos seus produtos. 


Ano de 2023: após a sua estreia no mercado, em finais de 2022, com a abertura dos primeiros Concessionários Oficiais, o objectivo da marca em 2023 é aumentar a sua rede de distribuição, para uma cobertura 100% do território português. Ou seja, a totalidade do nosso país contará com um canal de vendas físico e com um serviço de pós-venda oficial QJ MOTOR. A meta é chegar a todos os potenciais clientes e oferecer-lhes um serviço profissional e de proximidade. 

Ano de 2025: a ampla gama de motos QJ MOTOR estende-se desde pequenas scooters de 50 cc a modelos de alta gama de 800 cc. É por isso que a gama disponível em Portugal ir-se-á alargando de forma progressiva até tornar-se numa das mais completas e diversificadas do mercado. O objectivo para o ano de 2025 é que a QJ MOTOR conte com uma gama que abranja todos os segmentos, incluindo os restantes modelos da marca. A QJ MOTOR não só venderá motos, mas também scooters e modelos eléctricos, para satisfazer as novas exigências de mobilidade e mostrar o seu compromisso com o meio ambiente. 

Ano de 2027: num período de cinco anos, a QJ MOTOR espera consolidar-se no mercado português e ter-se tornado numa das referências do sector, alcançando as 2000 matriculações anuais (com a totalidade da sua gama de motos e scooters), e 4,5% de quota num mercado estável. 

6 ANOS DE GARANTIA EM TODA A GAMA 
Os ambiciosos objectivos da QJ MOTOR em Portugal a médio e longo prazo não são acompanhados apenas pela excelente relação qualidade-preço da sua gama. A aposta da empresa asiática tem o cliente no centro da sua estratégia, e, por isso, aposta num serviço personalizado, próximo e com total profissionalismo. Para além de um serviço pós-venda ao nível do de marcas dos segmentos superiores, a QJ MOTOR será a única marca do mercado a oferecer uma garantia de 6 anos em toda a sua gama. 

Desta forma, além dos 3 anos de garantia definidos pela actual legislação, a QJ MOTOR amplia a garantia oficial dos seus modelos por mais 3 anos, sem custos acrescidos. Isto é, ao adquirir qualquer modelo da QJ MOTOR, o cliente desfruta de um total de 6 anos de garantia oficial de forma totalmente gratuita, garantindo a máxima tranquilidade graças a três importantes características. 

Transferível; se ocorrer mudança de proprietário: tal aumenta o valor das motos QJ no mercado de usados, pois uma moto com três anos de vida continua a ter os mesmos anos de garantia que um modelo novo da concorrência, o que proporciona a máxima tranquilidade aos que, daqui a uns anos, possam adquirir uma moto QJ MOTOR em segunda mão. 

Ausência de intermediários; a extensão gratuita de 3 anos é oferecida pela própria marca, com todas as garantias e a segurança de um serviço direto, sem intermediários e com a máxima transparência. 

Mesmo nível de cobertura; durante todo o período de vigência: A cobertura durante os 3 anos de extensão gratuita é exactamente a mesma do que a dos 3 anos obrigatórios por lei. O que confere ao proprietário de uma QJ MOTOR nova a máxima tranquilidade.

A GAMA 
Os primeiros modelos da QJ MOTOR estarão disponíveis nos Concessionários Oficiais da marca em Portugal no decorrer do mês de novembro. Será uma gama composta por sete modelos, que cobrem três segmentos distintos, Adventure, Street e Custom, e com os quais a marca pretende criar o seu espaço no mercado através de algumas características comuns: carácter, modernidade, design, diversão, fiabilidade e preço competitivo. 


A gama Adventure inclui dois modelos de média-alta cilindrada, polivalentes e repletos de espírito aventureiro, para fazer as delícias dos motociclistas que procuram uma maior versatilidade. Trata-se da SRT 800 (On Road e Off Road) e da SRT 550. Com estes modelos, a QJ MOTOR pretende ocupar o seu espaço num segmento atualmente no auge e com uma importante previsão de crescimento. Ambas as SRT 800 estão equipadas com um motor de dois cilindros em linha, com 754 cc de cilindrada e uma potência de 76 cv, e estarão disponíveis também em versão limitada de 35 kW, apta para motociclistas com carta A2. A SRT 550 estará disponível com motor bicilíndrico de 554 cc e 47 cv de potência máxima. 


Por seu turno, a moderna gama Street da QJ MOTOR conta com outros três modelos plenos de carácter, prontos para oferecer elevadas doses de diversão. SRK 700, SRK 400 e SRV 550 serão os modelos encarregados de conquistar o espaço da marca num segmento muito concorrido, que conta com players com um percurso estabelecido, tanto em modelos Naked como Neo-retro. A SRK 700 conta com o motor de maior cilindrada da gama Street, um bicilíndrico a quatro tempos com 698 cc de cilindrada e 72 cv de potência máxima (disponível, também, em versão limitada a 35 kW, apta para motociclistas com carta A2). A SRK 400 é a irmã mais nova da SRK 700 estando equipada com um motor de dois cilindros em linha de 400 cc e uma potência de 41 cv. Por fim, a SRV 550 oferece um estilo mais clássico e está equipada com um motor bicilíndrico de 554 cc e 47 cv de potência máxima. Apta, também para motociclistas com carta A2. 


Finalmente, a gama Custom é composta por dois modelos que transmitem os valores de um estilo que continua a cativar os motociclistas mais tradicionais, mas que, cada vez mais, conquista os recém-chegados às duas rodas. A SRV 300 - motor de dois cilindros em V com 296 cc (potência de 30 cv) - oferece as prestações de uma autêntica custom, enquanto a SRV 125 será o modelo de entrada nesta gama. 

ALWAYS FORWARD 
A QJ MOTOR conta com uma ampla gama de produtos, capaz de cobrir as necessidades de todos os tipos de motociclistas. A empresa asiática oferece desde scooters de 50 cc a motos de 800 cc, desde modelos de combustão que, graças à sua mais recente tecnologia, garantem o mínimo nível de emissões, até modelos com propulsores eléctricos. 


Com esta gama de modelos, a QJ MOTOR faz prova da sua atenção às actuais evoluções tecnológicas e às novas tendências de mobilidade, assim como do seu firme compromisso com o meio ambiente. A QJ MOTOR Portugal tem dentro dos seus planos a incorporação progressiva dos demais modelos que estão já a ser preparados para o mercado europeu.

Notem que o que acabam agora de ler não é propriamente um post e sim um comunicado de imprensa, boletim de imprensa ou press release, como lhe quiserem chamar. Isto é, uma comunicação feita por um indivíduo ou organização visando divulgar uma notícia ou um acontecimento (ao qual fiz o corte e costura que achei mais conveniente).

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Motorama Madrid abre portas já amanhã na capital espanhola

Sim! As grandes Feiras estão de regresso. E ainda antes do Salão de Colónia brilhar (link), o Pavilhão de Cristal da Casa de Campo abrirá portas de 30 de Setembro a 2 de Outubro para receber uma nova edição do Motorama Madrid. O Salão Comercial da Moto regressa este ano nos primeiros dias de outono com o objectivo de incentivar as vendas no sector das duas rodas no último trimestre do ano, num mercado ainda afectado pelas consequências da pandemia e problemas de abastecimento logístico mundial. 


A área de exposição interior do Motorama Madrid 2022 cresce 51 por cento em relação à edição de 2021, e a tal devem ser adicionados os espaços comerciais que ficarão localizados fora do recinto. Importadores e concessionários que representam mais de 25 marcas de motos (BMW, Harley Davidson, Indian, Brixton, Aprilia, Guzzi, Triumph, Kymco, Lambretta, Benelli, Keeway e Wottan, entre outras) estarão presentes no Salão com algumas novidades em todos os segmentos. 

A ampla oferta do evento conta ainda com a participação de empresas e profissionais que comercializam dezenas de equipamentos e empresas auxiliares da indústria. Contem ainda com um programa de actividades paralelas que ocorrem no âmbito do Salão. Os visitantes terão a oportunidade de testar o desempenho de vários modelos das marcas Triumph, Harley Davidson e Indian no programa de passeios que estas marcas montaram. 

A Motorama Madrid 2022, é uma iniciativa organizada pela empresa Expo Motor Events. A Feira de Motos permanecerá aberta ao público na sexta e sábado das 10h às 21h e no domingo das 10h às 18h. 

Dada a lotação limitada, a organização recomenda a compra de bilhetes online, o que garante o acesso ao evento e evita aglomerações e esperas nas bilheteiras. Crianças até 12 anos têm acesso gratuito.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

INTERMOT 2022 As Grandes Feiras estão de regresso

O clássico Bike Show de Outubro voltou! 

Estreias, inovações e eventos. Para os apaixonados do motociclismo e para o comércio especializado do mundo inteiro este é o primeiro grande certame do ano: INTERMOT, a Feira Internacional do motociclo, scooter e E-Bike, de 4 a 9 de Outubro de 2022 em Colónia na Alemanha, organizado pela Koelnmesse GmbH, e patrocinado pela Associação Alemã da Indústria de Motociclos (IVM) que tem sede em Essen. 

Os números impressionam. São cerca de 500 empresas e marcas, de cerca de 29 países, incluindo muitos grandes nomes com vontade de apresentar as suas novidades. 

Além de motos e scooters, a oferta da INTERMOT também abrange acessórios, roupas, peças e customização, equipamentos de viagem e oficina. Contem, entre outros, com a presença da Benelli, BMW Group, Energica, Honda Deutschland, HOREX Motorcycles GmbH, Kawasaki Motors Europe NV, KTM, MSA com a marca Voge, o Grupo Piaggio com as marcas Aprilia, Moto Guzzi e Vespa, SUZUKI Deutschland GmbH, Triumph Motorrad Deutschland GmbH e ZERO Motos

Enquanto os dias 4 e 5 de Outubro de 2022 estão reservados para negócios e reuniões intensivas e discussões para o comércio, a partir de 6 de Outubro de 2022, o evento está aberto a todos os entusiastas do motociclismo para descobrir os destaques do mundo das duas rodas motorizadas. 

A Feira oferecerá ainda eventos especiais, espectáculos vários e teste de novos modelos. Uma festa. Fiquem atentos ao "som do" ESCAPE e das suas redes sociais!

quinta-feira, 11 de junho de 2020

In memoriam João Pissarra

Hoje foi notícia o desaparecimento de João Pissarra. Segundo alguns que bem o conheceram “um Senhor e um Mestre”. Era uma figura incontornável no tempo que me iniciei no motociclismo. Não tive, todavia, o privilégio de o conhecer muito menos privar com ele. Vitor Sousa, Diretor de vendas e Marketing da Triumph Motorcyles em Portugal, escreveu numa rede social um texto belíssimo que não merece ficar esquecido no pó de uma timeline. Com a devida vénia, o ESCAPE agradece a cedência desse mesmo texto que agora se publica, associando-se desta forma a uma pequena mas emocionada homenagem que é inteiramente Justa.


Faleceu João Pissarra. Tinha 92 anos. Trata-se de uma figura incontornável da história do motociclismo em Portugal, célebre pelo seu empenho na defesa das motos e dos motociclistas, pela sua agilidade comercial, fosse na relação com as marcas que representou, fosse na relação com a sua rede de concessionários e... pelo seu mau feitio. Com a mesma paixão desancava um funcionário ou emocionava-se com uma ninhada de gatos recém-nascidos… Tinha, simultaneamente, uma força indomável de carácter e uma dimensão humana extraordinária. 

Nas motos, fundou a Motopeças e começou por importar, primeiro a Kawasaki e depois a Yamaha. Acabou por “vender” a representação da primeira a troco de uma caixa de charutos; história que repetidamente contava. Percebeu cedo o potencial da marca de Iwata e apostou tudo nela. Esteve perto de conseguir que a marca construísse uma fábrica em Portugal, mas a protecção do Estado português à indústria nacional (que Pissarra detestava pela má qualidade dos produtos e pelo impacto negativo que isso tinha na imagem da moto) impediu que tal acontecesse. 

Quando a Honda se estabeleceu directamente em Portugal, João Pissarra – que tinha uma rede nacional de concessionários fortíssima – percebeu que tinha de subir de patamar para enfrentar a concorrência; tratou de convencer a sua marca a fazer o mesmo, tendo-o como parceiro. Trocou a Duque de Ávila por Alfragide, passando a dirigir a marca desde as novas instalações da Yamaha Motor Portugal. 

A ele se devem algumas grandes iniciativas no campo desportivo em Portugal. A criação dos Troféus TZR, por exemplo, o apoio ao Enduro e ao Motocross, a parceria com a (então) FNM para a equipa do Europeu de Velocidade e a ida de Pedro Amado ao Paris-Cabo. Rude e implacável na defesa dos interesses da sua “dama”, João Pissarra tinha uma relação dificílima com os jornalistas e a imprensa. Eu não fui excepção. Tivémos grandes discussões e não nos falámos durante anos, com a revista de Motociclismo, que eu dirigia, sem uma página de publicidade da Yamaha, nem uma moto para testar, durante todo esse tempo. Acabámos por nos reencontrar. Porque, acima de tudo, havia respeito e admiração mútua. 

Fiz-lhe duas grandes entrevistas, uma para a Moto Jornal, outra para a Motociclismo. Tínhamos grandes conversas sobre temas que nada tinham a ver com motos. A sua enorme cultura geral ajudava. Certa tarde estivemos no refeitório da Yamaha em Alfragide, de volta de um “sake” que lhe haviam enviado do Japão, a conversar durante horas. Preferia Wagner a Bach ou Beethoven. 

Que descanse em Paz.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Mercado: primeiros quatro meses do ano em alta

Aqui (link), no início deste ano, tinha deixado o desejo que o mercado mantivesse a tendência ascendente e se possível a reforçasse. E são excelentes as notícias que vos trago hoje. Noticias que devem fazer sorrir todos aqueles que negoceiam no sector, incluindo aqueles que como eu apenas o fazem emocionalmente. Confirmando a tendência dos últimos meses (anos, mesmo) o mercado cresce e cresce de forma sustentada! 


Alguns números: só em Abril deste ano venderam-se mais 36,7% de motociclos novos (>125cc) do que em Abril de 2018 e, considerado os quatro primeiros meses do ano, venderam-se mais 28,7% de motociclos novos (>125cc) do que em igual período do ano passado. 

As marcas estão todas, sem excepção, de parabéns. Umas mais que outras, obviamente. Destaques? Honda: cresce acima do mercado e reforça liderança. Yamaha: ainda que mais timidamente também cresce acima do mercado e reforça o segundo posto. Kawasaki: também bate o mercado e é quem mais cresce neste momento. Benelli: é o único destaque menos positivo; depois do crescimento explosivo dos últimos anos é a única marca a não conseguir acompanhar a tendência dominante.

Notem. Os dados que aqui se apresentam são oficiais. E, sublinho, referem-se a matrículas de motociclos novos (>125cc). Isto é, motociclos até 125cc – como por exemplo as cada vez mais populares scooters que podem ser conduzidas com carta de ligeiros – não estão incluídos nos números apresentados no quadro.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Feliz ano velho

Os dados que aqui se apresentam são oficiais. E, sublinho, referem-se a matrículas de motociclos novos (>125cc). Isto é, motociclos até 125cc – como por exemplo as cada vez mais populares scooters que podem ser conduzidas com carta de ligeiros – não estão incluídos nos números apresentados no quadro infra. 

E tais números oficiais, que dizem respeito aos primeiros onze meses do ano terminado - fica apenas a faltar Dezembro para fechar as contas anuais – revelam a confirmação da tendência aqui (link) anunciada. Globalmente o mercado deu sinais muito positivos crescendo mais de 20%. 


Destaques. Honda a reforçar a liderança, Yamaha em segundo lugar e a crescer mais do que o mercado, Benelli a ameaçar a última posição do podium e a duplicar as vendas face a 2017. 

Nota ainda positiva no top ten para três europeias: KTM, Ducati e Husqvarna. Menos bem neste feliz ano velho estão BMW, H-D e Triumph ao não conseguirem acompanhar o ritmo de crescimento. 

Deixem me ainda destacar o importante crescimento da Royal Enfield que, penso eu, nunca terá vendido tanto em Portugal como no ano que passou. Se em termos absolutos os números ainda são modestos, o crescimento relativo desta nova vida do clássico emblema anteriormente britânico é fortíssimo. E digo mais, penso que em 2019 vamos ouvir muito mais os motores indianos a trabalhar, inclusive aqui neste vosso ESCAPE. 

Que o mercado em 2019 mantenha este interessante crescimento e, se possível, o reforce!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Mercado com primeiro semestre bem positivo mantém tendência em Julho

Os dados são oficias, referem-se a matrículas de motociclos novos (>125cc) nos primeiros sete meses do ano, e revelam uma subida de vendas de quase 20% face a igual período do ano passado. O Mercado dá sinais positivos e vai à boleia de Honda, Yamaha e…, Benelli.


Esta nova vida da histórica marca italiana não pára de surpreender. O crescimento está sólido e a manter tais níveis o ataque ao terceiro lugar da BMW será uma realidade. Do lado positivo destaque ainda para a KTM a crescer mais de 60%. 

A nota menos positiva vai para BMW, H-D e Triumph, com vendas, até este momento, abaixo de níveis de 2017. 

De regresso à Benelli e olhando rapidamente para dados referentes a matrículas de motociclos novos (>50cc), confirmamos o seu crescimento explosivo. Ai a italiana é já terceira colocada com um crescimento, nestes primeiros sete meses de 2018, de quase 300%. Brutal!

terça-feira, 10 de julho de 2018

Novo espaço Honda no centro de Lisboa em modo “work in progress”


Era algo que os “alfacinhas” apaixonados e clientes da marca da asa dourada há muito desejavam. A Honda, enquanto marca líder do mercado português, já merecia ter um espaço na capital digno dessa liderança na tabela de vendas. Ai está ele. 

A Wingmotor, novo concessionário oficial Honda, já abriu portas bem no coração da cidade, R José Estêvão 74 D, não muito longe do Saldanha. Mas para já labora apenas a meio gás. 

O ESCAPE teve oportunidade, hoje mesmo, de passar por lá e ser convidado para uma rápida visita às novas instalações. As obras decorrem a bom ritmo e, segundo José Arsénio, "o desejo é que no final de Agosto tudo esteja pronto". 


São cerca de mil e quinhentos metros quadrados para exposição, stand e oficina num espaço que os responsáveis desejam ser de referência não “só em Lisboa mas também mas também no país”. 

É bom saber que no que diz respeito a motociclismo Lisboa está fervilhante. Novos espaços como o que a Wingmotor está a construir são também exemplo disso mesmo.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Dakar 2018, expectativas zero

Começa amanhã em Lima o Dakar. Quadragésima edição. Décima na América do Sul. O excelente texto de João Carlos Costa aqui publicado ontem (link), indica que as marcas continuam a apostar na maratona e aponta uma boa batalha entre as diferentes forças em confronto. Mas…, estará a prova desenhada pela ASO preparada par ser um palco de excelência? 


Basta ir aqui (link) tentar conhecer a primeira etapa para ficarmos esclarecidos. Em vez de boa informação sobre a competição vamos encontrar supérflua informação turística, digna de uma bela agência de viagens on-line ou de portal que promove um qualquer destino no mundo. 

A ASO promete dureza. É o que tem prometido todos os anos. Ninguém com racionalidade e bom senso acredita hoje na ASO. Os últimos anos têm-nos revelado provas patéticas. Etapas cortadas ou anuladas, ora porque chove muito ou porque faz muito calor. Classificações erradas diariamente. Penalizações que chegam com dias de atraso. Uma arbitrariedade nunca vista. Na verdade o Dakar anda pelas “pistas” da amargura… 

Espero estar enganado, espero que esta seja a melhor edição de sempre do Dakar mas, honestamente, as verdadeiras expectativas são zero; o que até pode nem ser mau de todo.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O mercado tem sempre razão (II)



Com o fim da MOTOCICLISMO (link) - pelo menos por agora e tal como a conhecíamos - perdemos, por exemplo, aquele pequeno resumo do que “ia fazendo” o Mercado. 

Com o ano a acabar e como o Escape deseja que não vos falte nada, aqui vos deixo os mais recentes números. Notem, estamos a falar de números oficias (ACAP) de vendas de motociclos + 125cc. 

Com o mercado a subir globalmente mais de 36%, o destaque vai para a líder Honda que vende quase tanto como Yamaha e BMW juntas. A Honda está a ter um 2017 espantoso e vende mais 50% que no ano anterior. Brilhante! 

Com crescimento relativo idêntico, encontramos Harley e Triumph, os seus responsáveis estão também de parabéns. A estas junta-se a Benelli que explode nos números absolutos e relativos, entranhando-se de forma algo surpreendente no top5. 

Sinal menos apenas para Yamaha e KTM. Sendo certo que incrementaram as suas vendas em pouco mais de dez por cento, certo é que são amplamente batidas pelo mercado. 

Volto às palavras que vos deixei aqui (link). Estes são os números, cotejem com as estratégias de marketing, pensem e tirem as vossas próprias conclusões. Eu já tirei as minhas, e não foram precipitadas.  

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Escape está loucooo #3

Luvas. Adoro luvas. Se pudesse tinha uma gaveta em casa cheia delas. Uma para cada ocasião. Não é possível. É necessário fazer escolhas. 

Já há algum tempo que procurava umas luvas, digamos, “mais touring”. Esta viagem que vos vou contando por aqui (link) já foi feita com luvas desadequadas. Não podia esperar mais. 

Depois de alguma procura a escolha recaiu nestas Clover SW (link). Apesar de serem apresentadas como luvas de verão, parecem-me adequadas para uma utilização intensa durante grande parte do nosso ano. Confirmei isso mesmo nesta passeata (link) onde apanhámos alguma amplitude térmica. 

Se é certo que existem escolhas mais praticas e económicas para uma utilização urbana, certo é que as Clover SW se apresentaram de adaptação imediata, confortáveis e eficazes. Fica a dica…, até porque estamos a entrar na época natalícia, comprinhas e tal… 

Para além da loja on-line, podem encontrar as Clover SW na loja física da Rod’aventura a um preço de 89,99€.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O Escape está loucooo #2

Quando criei aqui (link) esta rubrica, a ideia era escrever um pequeno texto sobre coisas e coisinhas que fossem adicionando felicidade à minha vida de motociclisata. Mas, como disse lá (link) eu não sou a Pipoca (link) e nem o motociclismo é o mundo cor-de-rosa onde algumas pessoas vivem (link) - nada contra, é simplesmente a cena delas. Assim, como a este Escape ninguém dá nada, tenho de poupar e juntar uns trocados se quero escrever um post assim, adiante. 

Vai-me chegando ao ouvido algum feedback menos positivo em relação à Motocenter. É natural. Quando se tem sucesso há sempre alguém que aparece insatisfeito. Reparem, é mesmo natural, porque o sucesso traz mais clientes – até aqueles chatos “como à porra” e que mais ninguém quer aturar – e que nunca ficam satisfeitos com nada nem em lado nenhum. Pois eu devo dizer que nunca confiei tanto em quem calça as minhas motas. 

Como disse aqui (link) na sequência desta noite (link) da passada quarta-feira, fiquei necessitado (“para ontem”) de uns pneus adaptados a outros pisos que não o alcatrão. Honestamente, nem fui ouvir mais opiniões do que aquelas que já tinha memorizado em relação ao tema. Na passada quinta-feira de manhã passei na Motocenter, falei com Ricardo e com o Francisco, aconselharam-me, deram-me preços e condições, pediram me a mota e…, apesar de uma serie de peripécia, na sexta-feira ao fim do dia estava a levantar a CRF 1000L com novo calçado. Há duas atitudes na vida: podemos estar do lado do problema ou do lado da solução. Na minha relação com a Motocenter tenho sentido que ela tem estado sempre do lado da solução. E eu gosto disso. 

A escolha recaiu sobre estes Mitas E07, pneu aparentemente de origem Checa – corrijam-me se estiver enganado, por favor. Ora bem, sendo a primeira vez que uso algo do género, não serei a pessoa indicada para fazer aqui uma “tese de doutoramento” sobre o tema. Ainda assim digo-vos que gostei destes primeiros (quase) trezentos quilómetros, uma boa parte deles fora de alcatrão. Adorei o pneu em pisos de terra duros com alguma pedra. Na lama pareceram-me muito maus, na areia preciso de aprender a lidar. No asfalto, depois de estranhar muito no início, acho que me estou a adaptar bem. 

Sabiam que os pneus são o elemento tecnológico mais evoluído das vossas motas? Já repararam que são eles e apenas eles que vos prendem ao solo? Pois…, informem-se, partilhem e divulguem. O tema pneus é inesgotável. E aqui devemos confiar em quem verdadeiramente sabe do assunto.

terça-feira, 11 de abril de 2017

O mercado tem sempre razão


Aqui estão os mais recentes números de venda de motociclos novos. A tendência mantem-se em alta com o mercado a subir 25% em Março e 15% no primeiro trimestre deste ano – face a idênticos períodos do ano passado. 

São boas notícias. Boas noticias também para a Honda que consolida a sua liderança inequívoca. A marca da asa dourada cresce 25% no mês e no trimestre e é dona de cerca de um terço do mercado. Muito forte! 

Quem não acompanha este crescimento são, entre outras, Yamaha (a cair 8% no trimestre) e BMW, esta a manter os seus números. 

Destaque positivo ainda para a Triumph. Como se disse aqui (link) a marca vive um momento de explosão; cresce na casa dos três dígitos, vendeu quase tantas motas neste primeiro trimestre de 2017 como no ano todo de 2015 e ameaça escalar no top ten. 

Estes são os números, cotejem com as estratégias de marketing, pensem e tirem as vossas próprias conclusões. Eu já tirei as minhas, e não foram precipitadas.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Bloco de notas do Lisboa Moto Show

Bom..., giro... mas..., será eficaz?
Pessoas do século XXI não consomem informação feita por pessoas do século XX realizada com tecnologia do século XIX. 

Falo de todos. Eu estou incluído. Há algo errado na forma como comunicamos. Uns mais que outros, naturalmente. Mas todos podemos comunicar melhor, de forma mais agradável e eficaz. Para outros é mesmo dramático. Há algo profundamente errado na forma como comunicam. Por onde começo? 

Pela própria organização do certame. É miserável a comunicação oficial. A Feira não existe fora da nossa bolha. Muito, muito mau! Quem também não existe é a KTM que decidiu nem sequer aparecer… 

Depois, a Yamaha, por exemplo. Os motociclistas querem motociclistas. Se há algo genuíno é o motociclismo. Para os motociclistas óleo é no motor e na corrente. O que faz a Yamaha? Convida uns azeiteiros para tirar um boneco ao lado das motas. E está profundamente convencida que isto resulta… 

E o que dizer dos números de vendas absolutamente dramáticos do grupo Piaggio (Aprilia e Moto Guzzi) em Portugal? Qual a resposta? Mais azeite! “Dar” uma “vespa” a uma tal de Luciana Abreu conhecida por…, bem…, não vou dizer. Noutro plano, conhecendo algumas ideias da marca, ficamos sem perceber se o negócio do grupo Piaggio são as motas ou o imobiliário. É grave! 

Depois há quem tenha aprendido a lição e corrija o tiro. A Triumph está explosiva. Mas pode fazer muito mais e melhor. Contem com eles… 

E há a Honda. A sorte dá uma trabalheira tremenda. A PCX vende muito porque o produto é bom e não porque tem azeiteiros a piscar o olho. Há quem se queixe que a Honda não produz motas de culto. Mas é líder. Há anos. E não se é líder por acaso. O mercado tem sempre razão.

Há mais marcas representadas no certame como a Suzuki, AJP, Ducati, BMW, HD, Benelli, e Kawasaki, entre outras. Mas cerca de dois dias de Feira não me chegaram para comunicar com elas. E aqui o problema, será, provavelmente meu. Também eu tenho de tentar comunicar melhor. Temos todos. 

E, Sublinho. Pessoas do século XXI não consomem informação feita por pessoas do século XX realizada com tecnologia do século XIX.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Lisboa Moto Show 2017

Abre hoje as portas e não vai faltar animação… 

Para além dos lançamentos e apresentações nacionais de modelos novos das principais marcas importadoras (…) os visitantes terão oportunidade de fazer test drives com motos de menor cilindrada na área exterior, entre os pavilhões 2 e 3 da FIL, e com motos de maior cilindrada na Praça FIL. Também as demonstrações de Free Style vão, com toda a certeza, proporcionar, um ambiente de festa (…). 

Esta edição tem como grande novidade a realização do Motor Racing, no pavilhão 3 da FIL, realçando a vertente mais desportiva da moto (…). A partir daqui os apaixonados por este estilo de vida podem ver, em directo, transmissões dos treinos e da prova do Grande Prémio da Argentina, onde participa o piloto nacional Miguel Oliveira. 

A não perder… 

[Ah, e para o ano, caros amigos, tentem fazer um comunicado de impressa legível e facilmente publicável sem corte-e-costura. Obrigado!]

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Este Escape possui Livro de Reclamações

Olá Escape, sou leitor diário mas há algo que em deixa perplexo. Porque é que o Escape quase só ensaia (“prova” na sua – e boa – terminologia) motas Honda? Não há outras marcas de motas no mercado? 
João Miranda 

Olá Pedrocas, estás bom? A minha amiga Patrícia anda com vontade de comprar uma 125cc e está indecisa entre a Yamaha NMAX e a Piaggio Medley; diz que não quer a PCX. Disse-lhe para seguir o teu blogue mas ela não encontra nada sobre aquelas, só sobre a PCX. Tens que ser mais abrangente, não achas? Quando tomamos cafezinho? Beijinhos. 
Paula Afonso 

Amanhã talvez...
Estes são apenas dois exemplos. Podia aqui colocar outros, dos muitos que vou recebendo via correio electrónico. É a queixa mais frequente dos leitores do Escape. Gostam todos muito das “Provas” mas querem outras marcas para além da Honda. Questionam-me porque sou assim tão fã da marca. E se tenho algum problema com as outras marcas. Tempo de fazer a minha defesa, meus caros.

É verdade que “sou da Honda desde pequenino”. Era puto, não sonhava sequer ter mota, mas já torcia pela marca da asa dourada. Não há razão. Só mesmo paixão. Sempre foi assim, provavelmente sempre assim será. Por exemplo, não me interessa quem conduz no MotoGP para a Honda. Vibro sempre pala marca, não pelo piloto. Eu gosto da Honda mas a Honda também, gosta de mim; temos uma excelente relação com vários graus de complexidade. E de fidelidade absoluta desde mil novecentos e noventa e quatro. Fizemos vinte e dois anos nesta primavera. Bonito, não?

O Escape é liberal. Tenho solicitado colaboração a quase todas a marcas. As respostas vão do silêncio à satisfatória colaboração. 

O que posso dizer mais? Não se é líder, durante anos e anos, por acaso. Quando uma marca nipónica, que já foi líder há décadas atrás, me indica uma responsável pela comunicação e essa pessoa ignora olimpicamente comunicações por vias diversas, penso que está tudo dito. Quando uma histórica marca europeia se refugia nos parcos números de motas vendidas para não querer dar mais destaque aos seus produtos…, também penso que está tudo dito. 

Caro João e querida Paula. Obrigado pelas vossas mensagens. Desculpem a seca. A boa notícia é, como dizia a minha avó, “filho, não há mal que sempre dure nem bem que não acabe”. Mais tarde ou mais cedo, quem representa as marcas, irá reconhecer a virtude desta nova forma de comunicar - uma forma que recorre à experiência pessoal e às novas plataformas socias. 

Querem saber um segredo, João e Paula? Lá fora, em mercados mais desenvolvidos, até já há quem apresente primeiro (não falo especificamente de motas) os seus produtos a bloggers e só depois à comunicação social especializada. 

Em Portugal tudo leva o seu tempo…, como sempre.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

INTERMOT 2016 Salão de Colónia novidades BMW





A BMW apresentou hoje de manhã no INTERMOT 2016 Salão de Colónia a atualização da família S1000, um "upgrade" à K1600GT, e as novas R NineT Basic e R NineT Racer.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Rod’aventura ou quando os sonhos se tornam realidade

É muito fácil, para mim, falar sobre o Paulo Moniz e a sua Rod’aventura. Mais difícil é saber por onde começar. Pelo princípio, talvez? 

Conheci o Paulo num tempo em que ambos andávamos de Yamaha. Ele de XJ 600, eu de XV250 Virago. No início dos anos 90 não eramos assim tantos a andar de mota por Lisboa e acabávamos por nos conhecer todos nos locais onde os jovens aspirantes a motociclistas paravam, especialmente, algures pelos bares da Avenida 24 de Julho. 

Naquele tempo o Paulo já costumava rolar com um grupo de malta de Linda-a-Velha e Carnaxide ao qual eu me fui juntando. Os eventos motociclisticos eram poucos, salivávamos pela chegada da primavera, tempo em que abria a época dos encontros e concentrações e, entretanto, criávamos nós os nossos próprios encontros e passeios. 

Com o passar do tempo o Paulo acabou por se tornar um verdadeiro “compagnons de route” nas curvas…, dessas e das outras – mas isso agora não interessa nada…, ricos tempos, foi o que foi! 

De um sonho antigo do Paulo, a Rod’aventura nasce em Março de 2012. Fazendo da crise uma oportunidade, o Paulo avança timidamente com um pequeno espaço em Linda-a-Velha. O sucesso obrigou à procura de local maior e, actualmente, a Rod’aventura fica localizada na Avenida da Quinta Grande 10-A 2610-159 em Alfragide – espaço antes ocupado pela Motoni. 

Estamos em 2016. Pelo menos na Grande Lisboa, não nos podemos queixar da quantidade e qualidade de espaços que colocam no mercado equipamento para motociclistas. Há variedade, qualidade e preços para todos os gostos e carteiras. Felizmente. 

Todavia…, o que vamos encontrar na Rod’aventura (e que na minha opinião faz toda a diferença) é o facto de estarmos a lidar com um motociclista como nós. Como costumo dizer, vender algo não tem de ser apenas um negócio. O Paulo, agora apoiado por dois outros motociclistas (a Ana Tomás e o Pedro Ochôa) sabem cada vez mais fazer da Rod’aventura um espaço onde nos sentimos bem para, por exemplo, tomar um café às quartas-feiras à noite (a loja nesse dia está aberta até às 22h.) enquanto se discute em ambiente de tertúlia novidades no mundo das motas e motociclista, ou se combina o próximo passeio.

Ao “meu mano” Moniz só posso desejar as maiores felicidades profissionais e pessoais…, e a vós, convido-vos a passarem pela Rod’aventura um destes dias e conhecerem os seus segredos. Vão ser surpreendidos…

terça-feira, 14 de abril de 2015

Uma beleza de Salão…


Na passada semana e durante quatro dias algo colocou a cena motociclistica, principalmente a lisboeta, em alvoroço. O Lisboa MotoShow foi um inegável sucesso e quem trabalhou para apostar numa presença forte certamente não se terá arrependido [a foto veio aqui parar surripiada da página de Facebook da Triumph Motorcycles Portugal].

Estranhamente, apesar de lá ter passado duas noites não consegiu ver mais do que duas ou três motas. Tenho de tentar explicar isto melhor, mais tarde…
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