domingo, 31 de maio de 2015

Twins & Fins 2015

O Escape deslocou-se hoje [ontem] àquela que é comumente designada como “a sala de visitas do surf português” para um evento, no mínimo, original.
O Twins & Fins procura juntar duas tribos aparentemente inconciliáveis: o povo das ondas e a malta das motas. Mas nem todo o povo nem toda a malta. Das ondas chegam alguns dos mais aculturados do surf com as suas apaixonantes longboards, das motas chega uma neófita tribo que procura reinterpretar um conceito quase tão antigo como o próprio motociclo em si. É uma mistura fina mas nada fácil.
Nas ondas, supremo Neptuno decidiu não colaborar; a etapa inaugural do circuito nacional de Longboard acabou por ser disputada em ondas de tamanho sofrível e algo estragadas por ventos desfavoráveis. Nas motas, nem todos decidiram responder à chamada de um evento que tem tudo para nos fazer passar um rico dia.
Se a má noticia é a manifestação de pormenores inacreditáveis – por exemplo, efectuar um campeonato de longboard para um publico novo e não se exercer um mínimo de esforço para tentar explicar o que se passa na água é, digamos, pouco inteligente; já a boa notícia é estarmos perante um evento com enorme espaço de crescimento, assim todos queiram remar no mesmo sentido.
O Twins & Fins continua neste domingo com mais sal, sol, algum vento refrescante e cerveja fresquinha. Querem mais?

quinta-feira, 28 de maio de 2015

De Royal Enfield no Nepal

Nunca estive no Nepal. E, honestamente, nunca foi meu destino desejo. Pelo menos prioritário. Claro que não desdenharia fazer trekking no espantoso sopé dos himalaias, experimentar as agruras da montanha e da altitude, adormecer à sombra das mais longas sombra do mundo…, mas tal nunca constituiu uma prioridade na longa lista de “locais a ir…”. 

Nunca estive no Nepal nem na India nem no Butão. A região não só não me fascina por ai além, como tenho alguma dificuldade em compreender aqueles que se apaixonam loucamente por ela. Mais ainda, aqueles que nela optam por viajar de moto. Todavia, bem sei que possivelmente não compreendo porque não conheço, apenas. 

O viajante tem algumas ideias estranhas. Quando o viajante regressa julga ser de alguma forma seu o lugar que deixou para trás e onde foi feliz. Eu, por exemplo, quando vejo, nas imagens que a televisão insiste em nos meter dentro de casa, um local distante, que um dia amei, destruído por uma qualquer calamidade natural ou humana, fico com o coração - se não com a alma também - partido em mil bocadinhos. 

Penso imaginar o que terão sentido todos aqueles que um dia tiveram de deixar o Nepal para trás tendo perdido nessa fuga um pouco da sua alma, como recente devastador terramoto. 

Neste sentido, a homenagem que o José Bragança Pinheiro decidiu fazer ao Nepal e que aqui reproduzo é absolutamente espantosa. “Nepal: é ainda difícil para mim ver como ficou o país depois do terramoto. Esta reportagem pessoal é uma espécie de tributo. Espero que gostem e não desistam de viajar até lá. Agora, mais do que nunca, o Nepal precisa.”, escreve. 

Sugiro que ganhem algum tempo da vossa vida, parem, descansem e deliciem-se com estes excelentes textos e com as imagens belas que quase cortam a respiração.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Stelvio Concentração Internacional

Motociclista…, estás cheio de vontade de fazer quilómetros, não tens nada para fazer, tempo não te falta e dinheiro também não?

Sim, eu sei; toda esta equação junta será impossível para noventa e muitos por cento de nós. Mas, pelo que vou vendo por essas redes sociais fora, não de certeza para cem por cento.

Adiante, se se (mesmo assim, dois “ses”) inserem no resultado da equação anterior, então ponderem uma deslocação à 39ª Concentração Internacional de Sondalo - Passo dello Stelvio (link), a decorrer já no primeiro fim-de-semana do próximo mês de Julho.


Quem já esteve na região saberá da sua riqueza para mototurismo. Quem não esteve, não sabe o que perde. Quem nunca ouviu falar e ficou curioso, fica a dica para uma futura viagem na próxima temporada.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Atenção viajantes




Segundo a Solo Moto (link), a partir de 1 de Janeiro de 2016, todos os motociclistas que circulem em território francês, devem levar na sua moto, obrigatoriamente, um colete reflector homologado.


Mesmo não estando a pensar circular em França nos próximos tempos, habituemo-nos à ideia…, mais tarde ou mais cedo acabará por chegar até nós.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Uneasy rider


Nos últimos meses, a valorização do Dólar face a outras divisas, está a criar enormes desafios à icónica Harley-Davidson. Já com alguns dias mas, ainda assim manifestamente actual, este excelente artigo do The Economist explica como e porquê. Leitura recomendada (link)

domingo, 24 de maio de 2015

BMW Concept 101 revelada


A BMW apresentou nas margens do Lago Como a sua Concept 101, uma bagger de forte inspiração americana. Denominada Concept 101 por ser uma concept bike, usa o motor de seis cilindros em linha de 1649 cc das turísticas GT/GTL. A BMW contou com a colaboração de Roland Sands que , por um lado, contribuiu para o desenho final, por outro, fabricou ele mesmo algumas das peças da elegante criação germânica.

Motorcycle Surfing

Parece ser uma nova tendência, no cada vez mais vasto e ao mesmo tempo particularizado mundo das duas rodas motorizadas. Apesar do vídeo ser fantástico…, cuidado…, não façam isto em casa.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Atenção motociclistas...

Outros tempos...

Foi aprovado em Conselho de Ministros, ontem, quinta feira, o regime juridico da carta de condução por pontos, entrando em vigor a 1 de junho de 2016, ou seja, está previsto um periodo de adaptação de um ano. Saber mais (link). 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

BMW Motorrad Riding Experience (III)

Ao final da tarde, mesmo ao cair do pano…, surge a cereja no topo do bolo deste dia magnífico: a experiência em pista – tal como dizia no post anterior (link).

Fui aconselhado pelo coordenador do evento em pista, Marcos Leal, a optar pela S1000R, a super-naked de cento e sessenta cavalos…, a segunda mota de cento e sessenta cavalos que conduzia num espaço de poucas horas…, que festim, meus amigos!

E aqui…, bem aqui, tenho de ser honesto com quem me lê e, acima de tudo, comigo próprio: faltaram-me as unhas para tocar tremenda guitarra em tão digníssimo palco.
A experiência em pista revelou-se algo aterrador e sublime. É difícil, muito difícil conduzir uma besta de potência, um mastodonte de travagem, uma brutalidade de ciclística no ambiente adverso e desconhecido de uma pista de velocidade. Na volta efetuada o próximo possível dos escapes do instrutor Mário Sobral, tudo correu, digamos, normal, nas demais…, uma simples falha de centímetros numa trajetória, ou de metros numa travagem complicam determinante a eficácia em pista.

Estoril foi uma lição. Confirmei, no fundo, o que sempre me tinham dito: andar em pista não é para quem quer mas apenas para quem sabe ou está disposto a aprender.

Em suma…, correndo o risco de me repetir: quem aceitou o convite da BMW para o seu Motorrad Riding Experience na pista do Estoril, viveu um dia pleno de motos e motociclismo. Um evento que soube, de forma casual agora mesmo, correu muito bem à organização – sem quedas a registar tanto em pista como em estrada…, um evento sem paralelo entre nós que só pode (e deve) ser elogiado.


Termino aqui esta “saga” precisamente com o turno de pista em que tive oportunidade de participar – sublinhando ainda assim que as imagens não são minhas.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

BMW Motorrad Riding Experience (II)

Não querendo fazer deste dia uma never ending story, devo cumprir o prometido aqui (link).

Como disse, ao início da tarde foi tempo para a “road exprience”. Uma já seria bom, duas – devido a ausência de última hora de um outro inscrito – foi excelente. E nesta “road exprience” tínhamos oportunidade de percorrer algumas das fantásticas estradas que beijam a apaixonante Serra de Sintra, num percurso com cerca de quarenta e cinco minutos.

A minha primeira escolha foi para a K16100GT. Nunca tinha conduzido o topo de gama da marca da hélice e era com gigante expectativa que esperava este momento.

Depois da habitual e necessário primeiro contacto estático com a moto, foi com uma indiscritível sensação de familiaridade que arranquei com este monstro…, “credo, esta mota sempre terá sido minha?!?”

Apesar do seu porte imperial, a K1600GT não oferece dificuldades a uma rapidíssima adaptação, aos motociclistas mais experientes, pelo menos aos habituados a viajar em “primeira classe”. A panóplia digital, com destaque para as sumptuosas suspensões eletrónicas, deslumbra “ab inicio”. Assim que em andamento a manobrabilidade choca e espanta pela tamanha simplicidade. O peso depressa deixa de ser um problema, passando a ser parte da solução, contribuindo para uma estabilidade digna de rainha do asfalto. Desgostei apenas do motor, ou melhor, da forma como nos oferece os cento e sessenta cavalos. Todavia admito, sem questão, que tal se deve à minha enorme empatia pelos motores em V – melhor, à forma como estes nos oferecem a distribuição da potência e, sobretudo, do binário, face aos cilindros em linha. Adorei. Sem favor, a K1600GT é uma moto, por certo, fantástica para ir ali almoçar ao Hermitage ou passar o fim-de-semana a Budapeste – não, não estou de todo a exagerar.

A minha primeira escolha foi para a K1600GT, dizia-vos. Primeira e única. Depois desta tive oportunidade de voltar a fazer o mesmo percurso – sempre na sombra da liderança perfeita do instrutor António Gomes – na F800GS Adventure. Num ápice…, perdi quatro cilindros, 800 centímetros cúbicos e muitos quilos de peso. Terei ganho algo com tanta perca? Não posso (devo) colocar a questão desta forma. A F800GS Adventure revelou-se simples, rápida, muito bem a travar, a curvar e a sair disto tudo com grande eficácia. Impressionou-me particularmente um momento: aquando da rápida troca nas suspensões eletrónicas do modo “normal” para “sport”, a moto imediatamente se agarra com mais, e mais, firmeza ao asfalto sintrense. Não é fácil tecer um juízo objectivo acerca desta F800GS Adventure quando nos encontramos num forçado comparativo desta com uma K1600GT. De facto, a enorme roda dianteira, por vezes, não ajuda no comportamento, mas também não será por ai que a escolha terá de cair quando procuramos uma moto leve e versátil. Infelizmente, não foi possível uma, ainda que pequena, experiência fora do asfalto.

Ao final da tarde, mesmo ao cair do pano…, surge a cereja no topo do bolo deste dia magnífico: a experiência em pista.

Oh, meu Deus…, já não será hoje que encerro este capítulo. Prometo que vai valer a pena esperar mais um pouco pelo último capitulo desta história...

[Obrigado Ricardo Infante Neves - motociclista (já) de longa data, pela foto da "oitocentos"]

O Escape hoje acordou assim… #4


Revisão dos 20K (vinte mil quilómetros) feita logo de manhã pela fresquinha – literalmente. Que é como quem diz: acabou a rodagem da pequena PCX. Finalmente, já posso dar gaz a fundo… [sorrio…].

terça-feira, 19 de maio de 2015

Aqui está a anti-PCX

A Yamaha apresentou aquela que pretende combater o domínio do segmento das scooters de 125cc, detido actualmente pela Honda PCX. 

Monocilíndrico de quatro válvulas, peso 127 Kg., consumos na casa dos 2,19 L/100 - valor muito próximo do consumo anunciado para a Honda PCX. ABS de série, duplo amortecedor traseiro e iluminação por LED. 

Com chegada prevista aos concessionários já para o final de Junho. Falta apenas conhecer o preço... 

Interessante?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

BMW Motorrad Riding Experience

Sábado passado, pouco depois das nove da manhã, algures numa box no Autódromo do Estoril, simples mas eficazmente transformada em recepção. Algumas dezenas de pessoas confirmavam logo manhã cedo a sua inscrição para aquilo que seria um dia incrível. Pelo menos para mim, foi. 

Repito, um dia incrível. Um dia em que a BMW não poupou esforços para garantir aos seus convidados experiências únicas, em pista, em estrada e fora dela, com os seus melhores e mais recentes motociclos. Como se isso só por si não bastasse, a BMW ainda ofereceu a todos um eficiente serviço de catering, garantindo bebidas frescas e refeições ligeiras mas eficazes a todos. 

Não há outra forma de contar o que se passou pela icónica pista do Estoril no primeiro dos dois dias de evento, sem ser na primeira pessoa. 

Da parte da manhã aproveitei para efetuar um “adventure workshop”, monitorizado por Carlos Azevedo da MotoXplorers, onde pude, durante uma hora, aprender simples mas eficazes truques de condução fora de estrada. Graças ao bom entendimento com outro colega motociclista no meu grupo, tive oportunidade de faze-lo com duas motas bem distintas. Primeiro com a R1200GS depois, ainda que fugazmente, com a F700GS. 

Curiosamente, aquilo que me parecia difícil com a apaixonante R1200GS tornou-se ainda mais difícil com a F700GS, o que só revela a versatilidade daquela que para muitos – não apenas entre nós - é o melhor motociclo da atualidade que o dinheiro pode comprar. 

Já ao início da tarde tempo para a “road exprience”. Uma já seria bom, duas – devido a ausência de última hora de um outro inscrito – foi excelente. Nesta “road exprience” tínhamos oportunidade de percorrer algumas das fantásticas estradas que beijam a apaixonante Serra de Sintra, num percurso com cerca de quarenta e cinco minutos. 

Mas isso.., terá de ficar para um próximo post…

sábado, 16 de maio de 2015

O Escape hoje acordou assim… #3


Oh meus amigos..., que dia incrível de motas e motociclismo a BMW nos ofereceu no seu Motorrad Riding Experience no Autódromo do Estoril. O Escape agradece e dá, desde já, os parabéns a todos os envolvidos na organização.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Lisboa Art & Moto 2015 foi assim

Ainda não foi este ano que pude estar presente no Lisboa Art & Moto, claramente o evento mais trendy do motociclismo português.

Se, tal como eu, falharam…, fiquem com este excelente exemplo do que acabámos por perder.


 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O estranhíssimo caso da volta ao mundo aos bocadinhos de Francisco Sande e Castro com a sua Honda Crosstourer

Há poucos blogues sobre motas. Não quero ser presunçoso e dizer que este é o único mas haverá, certamente, pouco mais. Um monte de letras pode até ser muito interessante mas não necessariamente um blogue, mesmo que se apelide assim. O que vos trago hoje, apesar de alojado num agregador de blogues, é uma página que podia estar alojada noutro sítio qualquer. Mas a sua leitura é bem mais estimulante que um monte de letras qualquer.

Sempre que oiço o nome Francisco Sande e Castro invariavelmente recordo-me de uma de três coisas. Dos seus fantásticos textos no Caderno 3 (ou Indy) - das melhores coisas que aconteceram no jornalismo português - do saudoso Independente; da sua épica participação num Dakar qualquer ao volante de um UMM sem assistência; da sua loucura corajosa ao fazer chumbar o Mercedes Classe A no teste do alce, no Rotações da RTP – lá num seculo muito distante… sim, chegou a haver Serviço Público de televisão.

Em Outubro de 2012 o Francisco partiu de Honda Crosstourer para uma volta ao mundo por etapas, ou seja, aos bocadinhos. Quando pode ou lhe apetece abandona Portugal, junta-se à mota deixada algures no planeta e percorre mais uns países. Como o Francisco escreve bem e é um excelente contador de histórias, é com prazer que ao lermos o seu blogue - onde vai cristalizando a sua aventura - nos sentimos “à penda” da Crosstourer do Sul da Europa à Turquia e ao Irão, da India ao Sudeste Asiático, da Indonésia a Timor.


Não façam por menos e leiam o Francisco de fio a pavio (link).

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Top Gun e a Kawasaki Ninja GPZ 900R

Hoje o Escape está numa onda de lamechice. Alguns dizem ser do tempo quente… 

Enquanto o Escape é um bebé carente de colinho o Top Gun faz…, vinte e nove anos; repito vinte e nove anos! Não necessariamente hoje - a wikipédia diz ter estreado a 12 de Maio, o trailer oficial fala de dia 16 de Maio. Certo é que por estes dias, um dos filmes icónicos para minha geração, completa o último ano na casa dos vinte. Caso para dizer que o Top Gun já tem idade para ter juízo. E nós? 

Não me interessa falar sobre o filme em si – até porque o espaço deste post, seguramente, não seria suficiente – mas, ainda que vagamente, sobre a mota que marca algumas das suas mais icónicas cenas.

Quem nunca tentou replicar a cena que ilustra este post, quando a namorada o aborrecia dando "gaz a seco" na sua Yamaha DT LC, RZ ou Honda NSR, é um ovo podre com orelhas grandes digno de apanhar uns tabefes de umas miudinhas mais novas, como na cena triste a que hoje somos quase obrigados a assistir por essa rede fora.

Não sei se antigamente é que era bom, como se costuma dizer. Sei sim que era diferente, bem diferente.

Regressando à Kawasaki Ninja GPZ 900R “Top Gun”, sugiro ainda este pequeno mas curioso vídeo (link).

O Escape e o colinho

O Escape celebra o seu primeiro mês a roncar com este quadragésimo nono post. 

A principal medida de sucesso deste blogue é o prazer que retiro em construi-lo diariamente. Neste sentido, o Escape Mais Rouco é um inegável sucesso. 

Tempo houvesse para mais e melhor, pois o que não faltam são motivos para escrever sobre motas, motociclismo e motociclistas.

Nunca é demais agradecer a quem visita o Escape e passa pela sua página facebookiana. O Escape agradece e retribui com um sonoro ratére. Só um não estraga a maquina...

terça-feira, 12 de maio de 2015

CRF1000L a nova Honda Africa Twin e o DCT

A Honda decidiu marcar o dia. É oficial, a nova Honda Africa Twin estará disponível nos concessionários europeus no final de 2015. Para além deste facto, na verdade, não há muito mais a acrescentar ao muito que já se especulava por essa Rede fora. Ou haverá? 

A nova Honda Africa Twin virá propulsionada por um bicilíndrico paralelo de 1000cc, jantes de raios e uma séria habilidade para o fora de estrada. E – o diabo está nos detalhes – possibilidade de vir equipada com o fantástico Dual Clutch Transmission (DCT) especialmente desenvolvido e programado para o fora de estrada. É aqui, no contínuo desenvolvimento do DCT e no reforço desta aposta por parte da marca japonesa que, no fundo, reside a grande novidade do dia. 

Só na Europa a Honda já vendeu trinta e cinco mil unidades equipadas com sistema DCT desde a introdução desta tecnologia em 2010 e, neste ano, mais clientes - cerca de cinquenta e três por cento do total - preferiram modelos equipados com DCT em vez de com caixa manual normal, para os quais o DCT se encontra disponível.

Provavelmente, os motociclistas portugueses terão de rever o seu habitual conservadorismo face ao devir tecnológico…

Verão novo vida velha

Por vezes tenho a estranha e até certo ponto desconfortável sensação que nós, enquanto motociclistas, somos uns estranhos numa terra estranha…, uma estripe de filhos de um Deus Maior. 

Algures na Grande Lisboa, a Norte do Tejo, Sábado passado, hora de jantar, um qualquer telejornal na televisão sempre ligada 

- “Não te disse, M´nel…, já ontem Eles diziam que ia estar muita calor”. 
- “Sim, maria, amanhã vamos mazé prá Costa”. 
- “Mas levamos a Vanessinha..., a menina precisa de apanhar sol”. 
- “E o piloto…, Eles agora como não é veram ainda deixem os cães andarem na praia”. 

Domingo, trinta graus. Dia mais quente do ano. Quase verão. Verão novo, vida velha. Os anos passam e o caos é sempre o mesmo nestes primeiros dias de tempo quente. Se a ida para a Caparica faz-se bem, o regresso é a hidra monstruosa e caótica de sempre. 

É de todo inacreditável como ano após ano, verão após verão, até de moto é difícil sair das praias mais a sul da cidade da Costa. Aquele estacionamento anárquico, leia-se caminho esburacado de terra mal batida, de acesso à Praia do Rei e demais praias a sul daquela, torna-se intransitável a meio da tarde; com aqueles que ainda querem chegar à praia a cruzarem-se com os demais que já dela estão fartos! 

Para nós, motociclistas, é terrivelmente estranho como ano após ano, verão após verão, nos cruzamos com as mesmíssimas pessoas - pelo menos assim nos parece ser – ali, horas e horas fechadas dentro das latas primeiro para chegar, depois para partir, por fim para atravessar a Ponte. 

Nos piores dias do ano passado, varias pessoas amigas contaram-me ter demorado mais de três horas para sair da Praia Morena, chagar à chamada “via rápida” e, por fim, atravessar a ponte. 

Isto é vida? Ou somos nós motociclistas uns seres estranhamente muito inteligentes?

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Onde é que estavas em 1991?

A propósito do vigésimo quarto aniversário da MOTOCICLISMO, a questão surge em tom assertivo no mural do facebook de um dos fundadores da revista em Portugal. E surge acompanhada da imagem que ilustra este post. 

Há de facto coisas fantásticas. Lembro-me perfeitamente que naquele dia fui à praia na eterna Costa da Caparica. Como já trabalhava, os trocos que ganhava davam para comprar revistas das coisa que gostava. A MOTOCICLISMO era ainda assim, para mim, cara. Andei uns dias para decidir da sua compra mas, naquela manhã de sol intenso decidi que seria a minha companhia ideal. 

Foi mesmo ali, na Costa, que compre o número 1 da MOTOCICLISMO. Foi na praia, outra das minhas grandes paixões, que com o cuidado possível a devorei de imediato. Recordo-me ler o teste à Honda CBR 600, sonho de todos os miúdos como eu à época, e de achar estranhíssimas as fotos daquela coisa que, no fundo, hoje todos imitam chamada Yamaha TDM – penso que a sua apresentação terá sido numa qualquer ilha vulcânica das Canarias. 

E…, lembro me ainda…, que a minha motinha à época era uma Peugeot Rapido 50, recentemente comprada em segunda mão, a qual viria a “destruir” durante 10 meses e mais de dez mil quilómetros. Com ela, cheguei a ir, varias vezes, ao Cabo da Roca - uma aventura dos diabos, para mim, naquele tempo. 

Há, sublinho, coisas fantásticas. Nunca me teria passado pela cabeça nesse dia estar, vinte e quatro anos depois, a escrever este texto, aqui. Muito menos me passaria nesse dia pela cabeça que também eu teria tido o prazer de, por vários anos e em muitas ocasiões, fazer parte da realização deste ícone do motociclismo português. 

Longa vida à MOTOCICLISMO!

Faixas exclusivas para motociclistas em Vigo


Uma forma de limitar ainda mais a nossa liberdade ou, pelo contrário, um passo decisivo na segurança do motociclista?

Uma coisa é certa, bem aqui ao lado no país vizinho, Vigo já conta com duas faixas exclusivas para motociclistas (link).

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O Escape hoje acordou assim… #2


Esta é a redação da revista MOTOCICLISMO.

Um espaço que já me foi familiar noutros tempos. Hoje foi dia de rever velhos amigos, conhecer a rapaziada nova e pôr a conversa em dia…, que é sempre muita, nisto das motas.

Novidades? É como diz o cego: “logo se vê”!

BMW Motorrad Riding Experience 2015


Quem vos avisa... Workshops, Test-Rides e novidades sobre o mundo BMW.

As Inscrições estarão muito em breve disponíveis aqui (link). E como é que tal funciona, perguntam vocês?

Assim…, como o demonstra mais um excelente trabalho do Manuel Portugal.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Um sonho chamado TT Ilha de Man

Há coisas que nunca se esquecem. 

Argentina, 2007. Um dia, num passeio nas margens do sumptuoso Lago Argentino, perto do famoso glaciar Perito Moreno, conheci um velho casal de israelitas. Entre as muitas ideias que trocámos, confessei-lhes o meu desejo de um dia visitar Israel e, sobretudo Jerusalém. Disseram-me para não parar de sonhar. 

Sem sonho, nunca o meu desejo se concretizaria. Agradável coincidência, volto a encontra-los uns dias depois, muito quilómetros a norte, na cidade de Bariloche. No fim do encontro repetiram as palavras. “Não pares de sonhar!”. O ano passado tive a sorte desse sonho se concretizar, numa inesquecível viagem à Jordânia e a Israel. Países, sublinhe-se, pouco deliciosos para andar de moto – paisagens deslumbrantes, sim, mas estradas, digamos, normais. 

O Touris Trophy (TT) na Ilha de Man é uma das minhas graves falhas curriculares enquanto motociclista mototurista. Tal como o Dutch TT na catedral de Assen ou o só-para-mototuristas-de-barba-riga Elefantentrffen – se não sabem o que é, evitem pesquisar… 

Confessando, ao mesmo tempo, que nenhum destes se encontra, ao momento, no topo da minha longa e distinta lista de prioridades, resta-me sonhar. Até porque, até ver, o sonho ainda não paga IUC ou outro qualquer vil acto de confisco. 

Sonhar…, sonhar…

quarta-feira, 6 de maio de 2015

REVisão da matéria dada

Arrumado: bem arranjado e limpo; resolvido, terminado. Marcado (nas cartas de marear) conforme o rumo. 

Lá em casa, em pequenas arrumações. Dou de caras com a REV #2. Perdida no fundo de uma montanha épica de jornais, revistas, artigos soltos e outros papeis em geral, uns lidos, outros por ler. É o prazer da desarrumação organizada. Que conduz, invariavelmente, ao prazer da descoberta.

Depressa me sentei onde calhou e a desarrumação ficou bem menos organizada. Foi com prazer que desfolhei esta descoberta. A REV #2 saiu na segunda metade do ano de 2010. É uma revista algo diferente, por exemplo, da última REV. A REV #2 é uma revista bonita, redondinha e anafada; substancialmente maior que a REV actual. A REV #2 é uma revista pesada e cheira bem apesar de ter ido à praia – recordo-me que falhei a compra da #1 e esta foi comprada algures em Troia. 

Na REV #2 duas coisas saltam logo aos nossos sentidos. Por um lado, a imagem muito, muito cuidada, com destaque para as excelentes fotografias do Manuel Portugal – maxime o portefólio da Concentração de Faro desse ano. Por outro, o texto evocativo da Suzuki GSX-R 750, “25 anos de uma lenda”, muito bem escrito por Roland Brown. 

Mas há muito mais para ler e ver. De certa forma, parece uma revista intemporal. Feliz acaso, esta descoberta. Como já tinha pouco…, lá arranjei (ainda) mais para ler, reler e mais tarde arrumar.

terça-feira, 5 de maio de 2015

É isto que acontece quando um bando de imbecis decide andar de mota em grupo

Awesome

Partilha…, os blogues também são isto. Sim, não é um vídeo novo. Mas não é por isso que deixa de ser menos espetacular. Foi sugerido a este Escape via twitter (leia-se: a melhor invenção da humanidade a seguir à roda e ao motor de explosão) por um desses muitos cristãos-novos. Um dos que se fala, sublinhe-se, no último parágrafo deste post (link). Os ingleses têm uma bela palavra para descrever o que aqui se ouve e vê: awesome.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Deseja gasolina má ou gasolina má?

Em economia, externalidades são os efeitos laterais de uma decisão sobre aqueles que não participaram dela. Existe uma externalidade quando há consequências para terceiros que não são tomadas em conta por quem toma a decisão. Geralmente refere-se à produção ou consumo de bens ou serviços sobre terceiros, que não estão diretamente envolvidos com a atividade. As externalidades têm natureza negativa, quando geram custos para os demais agentes.

Pobre Guzzi, se tivesse de abastecer por estes dias nas nossas estradas...
Sob pressão de alguns sectores socias e, fundamentalmente, políticos o governo legislou no sentido de obrigar os vendedores de combustível a disponibilizar os denominados combustíveis ”low cost”. E o que aconteceu? 

Como bem nota Vítor Martins no Editorial da última Motojornal (#1357) “algumas das empresas eliminaram a gasolina “normal” e só disponibilizam a sua “premium” e a nova “simples”, sendo que esta passa a custar praticamente o que custava a normal. Por isso vamos passar a pagar sensivelmente o mesmo por combustível com características inferiores – em termos de aditivos – aos que usávamos antes”.

Com esta decisão do Governo, desde logo, vimos a nossa liberdade de escolha diminuída…, quando antes, pelo menos nos grandes centros urbanos, poderíamos facilmente escolher o combustível a atestar, agora estamos limitados ao que existe, sendo que o existe, nas mais das vezes, é a denominada gasolina simples. Depois, estamos claramente perante uma (varias, aliás) externalidade negativa; primeiro nas nossas motas, depois na nossa carteira porque o consumo não é o mesmo para semelhante ritmos de andamento, porque as velas se vão deteriorar mais cedo, porque os nossos mecânicos vão inventar (já estão…) supostos problemas devido à qualidade da gasolina. 

Era assim nas antigas Repúblicas Socialistas Soviéticas, é assim na cada vez mais República Socialista Portuguesa; e depois (repito) ainda há quem chame de neoliberal estes que nos governam…, é preciso ter topete.

domingo, 3 de maio de 2015

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