sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Limalhas de História #26 – 26 de Março de 1986


Desconstruir. Mas por que diabo todas estas Limalhas (link) têm de começar com o conjunto de palavras “faz hoje exactamente”? 

Em fim-de-semana de Grande Prémio do Japão, tropeço algures nesta imagem fantástica. Imagem recolhida em Suzuka a 26 de Março de 1989, já lá vão mais de vinte e cinco anos. Waine Rainey, Kevin Schwantz, Wayne Gardner e Kevin Magee preparam o ataque ao arranque de temporada. É o tempo do domínio anglo-saxónico. No fim da corrida o pódio seria cem por cento norte-americano: Schwantz, Rainey e Lawson.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Este Escape possui Livro de Reclamações

Olá Escape, sou leitor diário mas há algo que em deixa perplexo. Porque é que o Escape quase só ensaia (“prova” na sua – e boa – terminologia) motas Honda? Não há outras marcas de motas no mercado? 
João Miranda 

Olá Pedrocas, estás bom? A minha amiga Patrícia anda com vontade de comprar uma 125cc e está indecisa entre a Yamaha NMAX e a Piaggio Medley; diz que não quer a PCX. Disse-lhe para seguir o teu blogue mas ela não encontra nada sobre aquelas, só sobre a PCX. Tens que ser mais abrangente, não achas? Quando tomamos cafezinho? Beijinhos. 
Paula Afonso 

Amanhã talvez...
Estes são apenas dois exemplos. Podia aqui colocar outros, dos muitos que vou recebendo via correio electrónico. É a queixa mais frequente dos leitores do Escape. Gostam todos muito das “Provas” mas querem outras marcas para além da Honda. Questionam-me porque sou assim tão fã da marca. E se tenho algum problema com as outras marcas. Tempo de fazer a minha defesa, meus caros.

É verdade que “sou da Honda desde pequenino”. Era puto, não sonhava sequer ter mota, mas já torcia pela marca da asa dourada. Não há razão. Só mesmo paixão. Sempre foi assim, provavelmente sempre assim será. Por exemplo, não me interessa quem conduz no MotoGP para a Honda. Vibro sempre pala marca, não pelo piloto. Eu gosto da Honda mas a Honda também, gosta de mim; temos uma excelente relação com vários graus de complexidade. E de fidelidade absoluta desde mil novecentos e noventa e quatro. Fizemos vinte e dois anos nesta primavera. Bonito, não?

O Escape é liberal. Tenho solicitado colaboração a quase todas a marcas. As respostas vão do silêncio à satisfatória colaboração. 

O que posso dizer mais? Não se é líder, durante anos e anos, por acaso. Quando uma marca nipónica, que já foi líder há décadas atrás, me indica uma responsável pela comunicação e essa pessoa ignora olimpicamente comunicações por vias diversas, penso que está tudo dito. Quando uma histórica marca europeia se refugia nos parcos números de motas vendidas para não querer dar mais destaque aos seus produtos…, também penso que está tudo dito. 

Caro João e querida Paula. Obrigado pelas vossas mensagens. Desculpem a seca. A boa notícia é, como dizia a minha avó, “filho, não há mal que sempre dure nem bem que não acabe”. Mais tarde ou mais cedo, quem representa as marcas, irá reconhecer a virtude desta nova forma de comunicar - uma forma que recorre à experiência pessoal e às novas plataformas socias. 

Querem saber um segredo, João e Paula? Lá fora, em mercados mais desenvolvidos, até já há quem apresente primeiro (não falo especificamente de motas) os seus produtos a bloggers e só depois à comunicação social especializada. 

Em Portugal tudo leva o seu tempo…, como sempre.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Novíssima BMW K1600 B

Segundo a revista REV na sua pagina na rede Facebook esta é "novidade BMW para 2017, com o pensamento no mercado americano, a moto para a Route 66, a novíssima K1600 B, a Bagger de Munique".



Limalhas de História #25 – 10 de Outubro de 2004


A KTM não chega agora à velocidade. Tem um longo caminho percorrido. Que deve ser respeitado.

Faz hoje exactamente doze anos. Sepang International Circuit. Malásia. Casey Stoner, australiano, nascido perto de Surfers Paradise na Gold Coast de Queensland, vence a corrida de 125cc e oferece a primeira vitória em Grandes Prémios à KTM Factory Racing.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Limalhas de História #24 – 7 de Outubro de 2000






Depois do primeiro título espanhol na Classe Rainha (Crivillé) e antes do penta de Valentino… 

Faz hoje exactamente dezasseis anos. Autódromo Internacional Nelson Piquet, antes conhecido pelo curioso nome de Jacarepaguá, Cidade Maravilhosa, Brasil. Com o sexto posto na corrida, Kenny Roberts, Jr. oferece o ultimo ceptro à Suzuki. E afirma-se como o único campeão filho de outro campeão em toda a história da Classe rainha.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

INTERMOT 2016 Salão de Colónia novidades BMW





A BMW apresentou hoje de manhã no INTERMOT 2016 Salão de Colónia a atualização da família S1000, um "upgrade" à K1600GT, e as novas R NineT Basic e R NineT Racer.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Honda SH300i à prova

Algo timidamente oiço, “oh amigo, desculpe lá…., mas vai vender a mota?”. Sorri, fiquei algo atrapalhado e estanquei – vinha com a Honda SH300i à mão. “Como estava a tirar fotografias à moto pensei que era para vender…, desculpe lá!”. Ora essa… 

O episódio aconteceu quando recolhia algumas imagens da scooter em local mais ou menos aprazível de circulação motorizada proibida. E é revelador do primeiro impacto que a mota tem em qualquer pessoa. Não sendo propriamente bonita, a Honda SH300i tem o charme e o encanto da simplicidade. E desperta atenções…

Depois de simpatizarmos com o seu aspecto clássico mas elegante “fabbricato in italia”, a primeira sensação quando nos sentamos nesta SH não é das melhores. A posição de condução é firme e hirta. As penas dobradas, sempre. O banco rijo e o toque das suspensões às irregularidades do asfalto seco e desconfortável. Lamentavelmente não estamos perante o lugar-comum “estranha-se, entranha-se” mas sim perante uma austeridade desagradável que para além de nunca nos abandonar apenas se acentua com o passar dos quilómetros.

Estes aspectos menos positivos vão sendo compensados pelo conhecimento que adquirimos da scooter com o devorar dos quilómetros.

Aquela posição espartana tem o condão de nos despertar para uma condução activa e atenta. Isso é sublinhado pelo fantástico motor que vem do Japão. São 25 CV e outros tantos Nm. Especialmente estes, sentem-se desde muito cedo e impulsionam a SH para um patamar encantador. Por exemplo, ao entrar numa via rápida de Lisboa ou arredores facilmente atingimos velocidades ali proibidas. Tanto motor disponível concede-nos ainda doses surpreendentes de segurança para nos livrarmos daquelas situações típicas de cidade que nos podem deixar em maus lençóis. Aqui, potência é também segurança, aspecto fundamental em veículos desta natureza. Falando em segurança, para parar esta “small Honda” encontramos travões eficazes e suaves muito bem auxiliados pelo ABS. 

A tudo isto se junta uma agilidade e um dinamismo surpreendentes. E uma economia incrível. Os consumos da Honda SH300i andaram perto dos 3,5 litros por cem quilómetros de condução nervosa. E, fiquei convencido, que em “andamento PCX” a SH não deverá gastar muito mais do que aquela. Surpreendente… Nota ainda para o sistema de chave inteligente tipo “keyless” muito pratico e de fácil habituação.

Em post anterior (link) deixei a questão…, poderá a actual Honda SH300i ainda ser apelidada de “City Express” – tal como o modelo original dois idos de oitenta? Lembrem-se, por exemplo, de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e seus arrabaldes há cerca de trinta anos. Todas elas mais “lentas”, mal pavimentas, fechadas e pequenas do que hoje. Talvez mais do que nunca, esta SH é uma verdadeira “City Express”. E tal diz bem de como a Honda tem sabido “pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”.
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