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sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Endless Summer e Motociclismo: O Verão Eterno da Estrada

Há dias em que o calendário mente. O outono está no calendário, mas o calor no asfalto insiste em prolongar a ilusão do verão. O céu é limpo, azul de postal, e a temperatura parece suspender-se, recusando o declínio da estação. Nessas jornadas, o motociclista compreende melhor do que ninguém o conceito de Endless Summer — esse verão eterno que não é apenas uma estação, e sim uma atitude, uma estética, um estado de espírito. 


O termo nasceu longe das estradas portuguesas. Foi forjado nas praias da Califórnia, nos anos sessenta, embalado pelas ondas do Pacífico e pelo imaginário juvenil que via na liberdade e no movimento o antídoto contra a rotina. Mas cedo deixou de pertencer apenas ao surf. Transformou-se em mito cultural global, espalhando-se pela música, pelo cinema e, inevitavelmente, pelo motociclismo. 

A RAIZ: SURF, CINEMA E CALIFÓRNIA
Em 1966, Bruce Brown lançou The Endless Summer, documentário que seguiu dois surfistas em busca da onda perfeita, viajando entre hemisférios para escapar ao inverno. O filme não era apenas sobre surf: era sobre juventude, liberdade, evasão, e a ideia de que a vida podia ser uma viagem infinita, desde que houvesse sol, mar e estrada para perseguir. 

A banda sonora deste imaginário estava a ser escrita em paralelo por um grupo de rapazes de camisas às riscas e vozes harmonizadas: The Beach Boys. A sua música destilava sol, gasolina e mar — canções que falavam de motores, pranchas e amores de verão. Era o som de uma América que queria viver sem fim, embalando a ilusão de uma juventude eterna. 


A Califórnia, com as suas estradas costeiras — a Highway 1 a serpentear entre falésias e praias — tornava-se palco e metáfora: a viagem era infinita, o horizonte nunca se fechava, e o verão era uma promessa que não conhecia calendário. 

O CONTÁGIO: MOTOCICLISMO E CULTURA DE ESTRADA
Seria impossível que o motociclismo ficasse imune a esta onda cultural. Afinal, a moto partilhava a mesma gramática do surf: velocidade, equilíbrio, risco, o corpo exposto aos elementos. Onde o surfista lia a onda, o motociclista lia o asfalto e o pó. Onde o surfista atravessava mares, o motociclista atravessava fronteiras. 

No final dos anos sessenta, o cinema selou esta ponte com Easy Rider (1969). Duas Harley-Davidson a cortar a América profunda, com sol no horizonte e estrada sem fim, condensaram no ecrã o mito do verão eterno aplicado ao motociclismo. A viagem não era apenas deslocação: era manifesto, libertação, experiência total. 


A estética do Endless Summer infiltrou-se nas publicidades de motos japonesas que, nos anos setenta, prometiam liberdade acessível a todos. Revistas exibiam jovens de t-shirt e óculos escuros a rolar por estradas costeiras, como se cada curva fosse uma extensão de Malibu. A Honda, a Yamaha, a Kawasaki, todas beberam desta linguagem: o verão era a estação natural da moto. 

O ECO EUROPEU 
A Europa, sempre fascinada pelo mito americano, reinterpretou-o à sua maneira. Em Itália, a Vespa e a Lambretta, símbolos da dolce vita, tornaram-se veículos de juventude solar, de praias em Rimini e noites em Roma. Em França, a Nouvelle Vague filmou estradas de verão e rapazes de cabelo ao vento. Em Espanha e Portugal, ainda a sair de ditaduras, a ideia de liberdade associada à estrada soava quase subversiva. 

As estradas europeias, menos retas que as americanas, mais antigas e sinuosas, acrescentaram outra dimensão ao mito: a de que o verão eterno podia ser vivido não só em grandes highways, mas em Nacionais com cheiro a pinhal, ladeadas de aldeias e igrejas brancas. A viagem tornava-se também encontro com a memória, com a história, com a paisagem ancestral. 

POÉTICA DO VERÃO ETERNO
Rolar de moto num dia de outubro, com 28 graus, céu limpo e vento morno, é viver o paradoxo de um verão fora de estação. O som do motor converte-se em banda sonora, tão evocativa quanto os Beach Boys ou Jimi Hendrix. O asfalto aquece como se fosse areia. O vento no capacete é sal do mar. 


A moto é uma prancha mecânica. Surfa-se a onda do tempo, prolonga-se o instante, recusa-se o declínio do sol. Cada curva é espuma, cada reta é horizonte. O motociclista é um surfista da estrada, e o seu verão eterno é feito de quilómetros em busca de algo que nunca se alcança, mas que, no fundo, não precisa de ser alcançado. 

O PRESENTE: UM OUTONO AZUL
Portugal, neste início de outono, oferece dias que parecem contradição: calendário diz outono, mas a pele sente verão. É aqui que o mito renasce, atualizado. O motociclista veste o casaco leve, liga a máquina, e o escape rouco anuncia: o verão ainda não acabou. Talvez nunca acabe. 

As redes sociais estão cheias de imagens de estradas douradas pelo sol de outubro, de viagens improvisadas que parecem férias. O espírito do Endless Summer continua vivo, mesmo que já não seja falado em voz alta. É ele que empurra o motociclista para a estrada, que o convence de que cada curva pode ser infinita, cada viagem pode durar para sempre. 

O LEGADO
O Endless Summer deixou de ser apenas um filme, uma música ou uma moda. Tornou-se arquétipo cultural, ideia persistente que atravessa gerações. Para o surfista, para o motociclista, para qualquer viajante: o verão eterno é o símbolo de uma juventude que não envelhece, de uma liberdade que não se prende ao calendário. E enquanto houver motores a rugir sob céus azuis, enquanto houver quem queira fugir pela estrada em busca de um horizonte, o mito continuará vivo. 


O motociclista português que hoje rola pela Serra de Montejunto ou pela Nacional 2 participa na mesma epopeia cultural que começou nas praias californianas há seis décadas. O seu verão não acaba. O asfalto, quente e vibrante, é a prova. O verão eterno não está no calendário. Está no motor que se acende, no horizonte que nunca se alcança, na estrada que insiste em não terminar.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Motorcycle Pool Party 2019


Podem ir escolhendo a vossa melhor sunga ou bikini. No próximo sábado, 14 de Setembro, teremos em Lisboa trinta graus à hora do evento (a partir das 15h.) e um mergulho refrescante entre duas cervejas geladas vai saber pela vida. 


Pelo terceiro ano consecutivo o Lisbon Motorcycle Film Fest vai juntar amigos e motos à volta da piscina do Lisbon Marriott Hotel com a promessa de não faltar boa música e muita animação. Os Catman and The Blues Doozers vão tocar e algumas motos estarão expostas – com destaque para a nova R1250 RS da BMW. A Motorcycle Pool Party 2019 será ainda a ocasião para anunciar as datas da 5ª edição do LxMFF. No exterior podem encontrar um parque de estacionamento exclusivo para motos, no entanto lugares não faltam nas imediações do hotel. 


A entrada é livre, mas limitada à lotação do espaço. E quem quiser chegar mais cedo, poderá ainda usufruir do Pool Brunch do Marriott (para mais informações e valor por pessoa, contacta o Lisbon Marriott Hotel). A recomendação aqui é da sempre: não esquecer, por favor, de cortar a unha do pé.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Husqvarna Svartpilen 701 à prova

Eis aqui este sambinha feito numa nota só 
Outras notas vão entrar, mas a base é uma só 
Esta outra é consequência do que acabo de dizer 
Como eu sou a consequência inevitável de você 

Svartpilen. Que é como quem diz flecha negra. Flecha negra feita de uma nota só. Quem é como quem diz um único cilindro dos grandes com quase, quase os tais setecentos e um inscritos no deposito. Dizem, o maior monocilindro atualmente em produção. 

Outras notas vão entrar, mas a base é uma só. E a base é a soberba KTM Duke 690 que oferece motor (74 CV), quadro e braço oscilante a um exercício de estilo tão polémico como atraente, ao qual se junta uma posição de condução que roça a perfeição. Consequência do que acabo de dizer: alguém com a minha estatura, cerca de metro e oitenta, funde-se em uníssono com a moto ao primeiro abraço. Como no sambinha, tornamo-nos imediatamente consequência inevitável da flecha negra. 

Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada 
Ou quase nada 
Já me utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada 
Não deu em nada 

Confesso! Apesar de até ter sido apresentada em Lisboa na primavera passada, liguei cerca de patavina a esta nova interpretação daquilo que é um instrumento de prazer feito pela casa sueca, agora sediada em Mattighofen - sede da austríaca KTM. Tal como reza a épica canção bossa nova (samba salpicado com muito jazz) pincelada por Tom Jobim com letra de Newton Mendonça, “utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada, não deu em nada” perdido na discussão se estamos perante uma moto urbana, flat track, scrambler ou assim-assim. 

Há uma estranha e incompreensível tendência da comunicação social especializada para rotular e meter num caixa estanque toda a moto diferente (esquisita?) que hoje apareça. Desta terraplanagem feita de banalidades não sobra nada. Não dá em nada. 

E voltei pra minha nota como eu volto pra você 
Vou cantar em uma nota como eu gosto de você 
E quem quer todas as notas: Ré, mi, fá, sol, lá, si, dó 
Fica sempre sem nenhuma, fica numa nota só 

De regresso à minha nota…, não foi comigo que a Husqvarna Svartpilen 701 conheceu a cidade. Levei-a arejar. Conhecer montes, encostas, vinhas e pomares. Ver o verde dos campos pontuados pelo fim do estio e pelo suave cheiro a uva fresca. 

Cantando numa nota como dela gostei, escrevo-vos que conheci uma fun bike construída a partir de um motor que é uma absoluta referência e de um chassi rigoroso como poucos que nos oferece um comportamento irrepreensível e um superior prazer de condução. 

No mais…, aquele único disco dianteiro não gera receio e é mais do que suficiente para parar todo o soberbo conjunto; os pneus mistos Pirelli MT 60 RS são uma bela supressa: excelentes no asfalto, cumpridores fora dele. No menos, espelhos (não eram de origem) e painel de instrumentos não cumprem; um controlo de tração faseado e a opção de desligar o ABS traseiro seria bem-vindo para maximar o prazer, tal como uma seleção de caixa mais precisa. 

A Husqvarna Motorcycles Portugal solicita uma transferência bancaria de 11.500€ por este lindo samba de duas rodas e uma nota só, que solicitou cinco litros do tal liquido inflamável de que tanto dependemos por cem quilómetros de saudade que deixou.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A estrada, a moto e o telefone esperto – Estrada Nacional 5

portugal estrada nacional 5 bmw f850gs bmwf850gs
“We're on a road to nowhere, come on inside / We'll take that ride to nowhere, we'll take that ride / Feeling ok this morning, and you know / We're on a road to paradise, here we go, here we go”. 

Foi numa madrugada de final de Setembro, aquele Setembro quente e seco como um Setembro nunca tinha sido antes. Planeei a saída de casa de modo a assistir ao nascer do sol enquanto cruzava para sul a Ponte Vasco da Gama. Assim foi. O espetáculo estava garantido à partida num daqueles momentos que nos fazem sentir vivos. O destino do dia era uma estrada para lado nenhum. E o refrão cantado em 1985 pelo genial David Byrne, e tocado pelos seus Talking Heads, não me saía da cabeça…, “here we go, here we go”… 

A Estrada Nacional 5 (N5), não é uma estrada qualquer. Planeada para ligar o Montijo à Estrada Nacional 2 no Torrão (Alcácer do Sal), na realidade, a poucos quilómetros do Torrão, a estrada deriva para a Barragem de Vale do Gaio, também conhecida como barragem Trigo de Morais, aí terminando. A continuação da estrada entre a derivação para a barragem e o Torrão foi classificada como ramal EN 5-2. 

Abandonados os primeiros vestígios da nacional 5 na zona do Montijo, a estrada mergulha rapidamente numa sequência de rectas demasiado rápidas entre vinha e montado. Uma paisagem bucólica que nos faz esquecer que ainda há minutos abandonávamos o bulício lisboeta. 

Esta primeira secção da estrada termina em Águas de Moura. Aqui a N5 abraça a Nacional 10, outra estrada curiosa dos arredores e Lisboa para conhecer mais além. Depois deste breve cumprimento surge uma segunda secção descaracterizada e desinteressante, onde a N5 surge travestida de IC1, a antiga “estrada do (para o) algarve” para amigos e conhecidos. 

Chegados à velha Alcácer do Sal - uma das mais antigas cidades da Europa, fundada antes de 1000 a.C. pelos fenícios; invadida pelos árabes, tomou o nome de Qasr Abu Danis; durante o domínio árabe, foi capital da província de Al-Kassr; D. Afonso Henriques conquistou-a em 1158 – a estrada regressa ao seu perfil original e não mais perde de vista a água. Primeiro o Sado e enfim a Albufeira de Vale do Gaio alimentada pelo pequeno Rio Xarrama. 

Ali chegados a Estrada Nacional 5 termina despida de honra e glória num estradão que segundo os entendidos nesta matéria do fora de estrada liga mais a sul com a Nacional 2. 

Todavia, não se deixem enganar por este final abrupto. O asfalto dá lugar à terra mas a paisagem envolvente é digna de oásis; surpreendentemente tranquila, mesmo luxuriante. Afinal, tal como na apaixonante canção dos anciões Talking Heads, a estrada para lado nenhum é mesmo uma estrada para um pequeno paraíso. Já aqui ao lado… 

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Quem, o quê, onde, como, quando e porquê – não necessariamente por esta ordem… 


A Estrada Nacional 5 (N5), não é mas podia muito bem ser conhecida por “Estrada para Nenhures”. Em bom rigor esta estrada pura e simplesmente não existe, é neste momento absoluta “ficção científica”, pois nenhum dos seus troços se encontra integrado na Rede Rodoviária Nacional. Com boa vontade podemos encontrar, durante cerca de 90 quilómetros, vestígios do que foi no passado esta estrada, com início na Rua Vasco da Gama no Montijo, terminando a “aventura” da arqueologia estradal num estradão do lado sul da Barragem de Vale do Gaio. A N5 foi por este ESCAPE percorrida no sentido Norte-Sul, no fim do mês Setembro de 2018, aos comandos de uma BMW F850 GS que gastou 4,3 litros de gasolina por cem quilómetros de surpresa e descoberta. A N5, ou o que dela sobra, é credora do nosso respeito, especialmente do Estado, que em bom rigor nunca a terminou; o projecto inicial visava liga-la à famosa Nacional 2, permitindo assim um rápido acesso das populações do Alentejo profundo à zona a sul de Lisboa. Hoje a N5, conjugada com a N2 (link) e a N4 (link), oferece um surpreendente passeio pelo Alentejo próximo da Região de Lisboa.

sábado, 8 de setembro de 2018

LxMFF Motorcycle Pool Party

Já terei escrito algo parecido antes. Mas de quando em vez, não faz nada mal me repetir. Até porque ahhh e tal…, continua a ser sempre a mesma cantiga, sempre o mesmo tipo de eventos e nunca ninguém em tempo algum faz algo diferente. Pois, parem as lamúrias, hoje temos a LxMFF Motorcycle Poll Party ou em português, festarola de motas numa piscina de Lisboa. 


Depois do sucesso que foi a primeira edição da Motorcycle Pool Party no Lisbon Marriott Hotel em 2017, este ano o LxMFF volta a convidar os seus amigos e seguidores, para darem um mergulho e passar uma tarde à maneira. 

O programa inclui filmes e música com o concerto da banda Os Cardosos e dj set da dupla The Voodoo Club. Com o apoio da Sailor Jerry e da NEXX Helmets, Nuno Draws Designs vai personalizar um capacete que será oferecido a um ou uma felizarda que estejam na Pool Party. E porque tudo isto dá uma fome do caraças, estará disponível durante toda a tarde um belo Summer Barbecue. 

Tal como aconteceu no ano passado, as primeiras motos a chegar terão acesso ao parque reservado, no entanto o que não faltam são lugares para estacionar a moto bem perto do Lisbon Marriott Hotel. 

A festa começa às 16h00 e termina às 22h00. A entrada é gratuita mas com reserva ao direito de admissão devido à lotação do espaço. Dress code: summer beach rider, seja lá o que isso for. Ah, não esquecer de cortar a unha do pé.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Lisbon Motorcycle Pool Party

Ah e tal…, é sempre a mesma cantiga, sempre o mesmo tipo de eventos e nunca ninguém em tempo algum faz algo diferente. Pois, parem as lamúrias chegou a Lisbon Motorcycle Pool Party ou em português, festarola de motas numa piscina de Lisboa. 

Escutem…, “com o objectivo de celebrar o sucesso da 2ª edição do Lisbon Motorcycle Film Fest, decidimos reunir os amigos no Lisbon Marriott Hotel no próximo dia 9 de Setembro (sábado), das 15h00 às 22h00. A música ficará a cargo dos Cool Cat Club que farão duas actuações ao vivo e do DJ Chief Rodriguez, El Disco Joker que promete pôr a dançar os insufláveis da loja Capitão Lisboa que irão decorar a piscina. Fora de água, para refrescar a garganta de todos os convidados contamos com a Sailor Jerry e os fantásticos cocktails elaborados pela equipa do Paradiso - tiki & co”. 

Em exibição estarão motos oficiais da BMW Motorrad Portugal, Moto Guzzi Portugal, Indian Motorcycle e Honda Portugal Motos, além de mais 2 ou 3 motos transformadas, ainda por confirmar. 

A entrada é gratuita mas com reserva ao direito de admissão devido à lotação do espaço. Dress code: summer beach rider, seja lá o que isso for. Ah, não esquecer de cortar a unha do pé. 

Have fun…

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Todos os dias são bons dias para… (IV)

"I like smoke and lightning, heavy metal thunder"
Sabiam que hoje é o Dia Mundial do Rock? Porquê, perguntas tu motociclista. Porque faz hoje 32 (trinta e dois) anos – irra!!!!! – que o rock se fez ouvir por todo o mundo, graças ao festival Live Aid, organizado por Bob Geldof e Midge Ure, em 1985. O evento dividido por concertos em Londres, Filadélfia, Sidney, Moscovo e Japão foi transmitido para cerca de 1,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo, sendo o objectivo arrecadar fundos para travar a fome na Etiópia. 

A música e em especial o Rock sempre fizeram pate do imaginário do motociclismo. Partir para longe, para muito longe, em exclamação de Vida, Liberdade e Prazer. Ao som do Rock and…, roll.

Celebremos. Um fim de tarde. Uma brisa suave. Uma estrada torcida. Uma tasca na curva. Uma Sagres fresquinha (só uma!). Uma miúda compincha. Uma guitarra que grita. Uma vida que se vive. 

Todos os dias são bons dias para andar de mota. Celebremos. No seu dia mundial, façamos uma enorme vénia ao Rock. Os poucos que têm som nas suas motas, que façam ouvir bem alto as suas colunas. Aos demais deixo a sugestão. Ide andar de mota a trautear os lendários australianos AC/DC – aqui no Estádio Monumental de Núñez em 2009, casa do River Plate em Buenos Aires, durante a Black Ice World Tour. Yeahhhhh!!!!!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Regresso ao Futuro parte III

Foi então necessária mais uma viagem no tempo, escrevi (link)… 

Mil novecentos e noventa e dois. Maastricht inunda o léxico da comunicação social, cidade holandesa onde á assinado o Tratado da União Europeia. Guterres ainda sabia fazer contas e é eleito secretário-geral do PS. Na música o grunge é luz e farol, Perl Jam, Alice in Chains, Soundgarden e Stone Temple Pilots fazem as delícias de todos nós. No cinema conhecemos Alien, Malcom X, mas também El Mariachi de Robert Rodriguez. No desporto que gostamos Alessandro Gramigni leva a Aprilia ao titulo das 125cc, Luca Cadalora a Honda ao das 250cc e Rainey é tricampeão pela Yamaha. 

Mil novecentos e noventa e dois, mês de Agosto. Mês e ano da venda e matriculação da minha Honda NX650 Dominator. Foi praticamente lá, em mil novecentos e noventa e dois, que venho a encontrar esta mota. Na cidade do Porto e com menos de 8000 km (oito mil quilómetros). Sim, leram bem, uma Honda NX650 Dominator, que não cheirando propriamente a novo (o estojo das ferramentas por acaso cheira) se apresenta praticamente como tal. 

A Honda NX650 Dominator é a moto que definiu um certo estilo de 'urban trail' nos anos noventa. Acarinhada por estafetas e por amantes de estradas secundarias devido ao seu motor pujante, à qualidade de construção e à confortável posição de condução, a “Domie” ainda hoje se faz notar como uma moto de excelente relação preço-qualidade. 

Ah…, e como correu a viagem de regresso a dois mil e dezasseis? Correu tudo bem? Pois… 

(continua)

terça-feira, 24 de maio de 2016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

terça-feira, 16 de junho de 2015

Motorcycle emptiness, o quê?


Acho que…, jamais, em tempo algum, um motociclista compreendeu esta canção. “Under neon loneliness motorcycle emptiness”, uns rifs de guitarra orelhudos e nem sei bem mais o quê fizeram, há décadas, algum sucesso, entre muitos; nunca entre motociclistas. “All we want from you are the kicks you've given us”, cantam, como se isto fizesse algum sentido. Embora, certo é, que ninguém saiba se a pop alguma vez fez sentido…

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Motorcycle Jesus

Jesus. Nos dias em que um só tema domina a totalidade do espaço mediático não há nada a fazer. É ir na corrente… 

BOOTS é um projecto do músico Jordan Asher. Os mais atentos à cena musical terão ouvido falar da sua colaboração com a monumental Beyonce algures em 2013. Agora tem um projecto seu, tendo produzido e dirigido esta “diz que é uma espécie de curta-metragem”, a qual acompanha o seu EP, denominado, precisamente, “Motorcycle Jesus”. 

Querendo proceder a uma rápida desintoxicação informativa em torno do agora apelidado Jorge Judas, relaxem, abram a mente, e apreciem este tão estranho quanto interessante “Motorcycle Jesus”.


terça-feira, 2 de junho de 2015

O Escape assobia assim...

Isto é um blogue ou não é um blogue? Ah.., é um blogue.., então vira-se para onde lhe apetece. Sim? Por agora o escape assobia assim.., porque sim...

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