segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Limalhas de História #45 – 9 de Outubro de 1994


Terceiro, primeiro, segundo. Primeiro, primeiro, primeiro, primeiro, primeiro, primeiro. Segundo, primeiro, terceiro, primeiro e, finalmente, segundo. Eishhhhh…, incrível. Cuidado! Se pensam que já leram isto aqui (link) estão enganados. Reparem… 

Faz hoje exactamente vinte e três anos. European Motorcycle Grand Prix, Circuito da Catalunha, Montmeló, arredores de Barcelona. Mick Doohan leva a NSR500 Honda-HRC ao segundo lugar logo atrás de Luca Cadalora e confirma o seu primeiro título mundial, fazendo pódio em todasssssss as corridas da época. Brutal!

domingo, 8 de outubro de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (VII)

A jornada que aqui (link) vos contei, estava longe de terminar em Andermatt – basta soletrear esta palavra para me sentir no sonho da viagem… 

Oberalpass ainda surgia no menu do dia. Tal como a perigosa descida para Disentis/Múster bem como o Lukemanierpass, onde nunca tinha passado mas onde também não deixei grande saudade. 

A saída desta riquíssima secção do Templo Alpino fez-se para sul (aí quem me dera…, o teletransporte em sentido contrário no momento em que escrevo estas palavras), regressando ao trânsito, tempo quente e estradas rápidas. 

Despedia-me, até breve, da Suíça por Locarno e beijava o Lago Maggiore um pouco mais a frente. 

O dia seguinte seria passado, em terras transalpinas (literalmente) a digerir o sumptuoso banquete da primeira incursão na alta montanha. Entre mergulhos no Maggiore e no vizinho Lago d’Orta. Entre pizza em forno de lenha, sauvignon blac italiano e Limoncello fresquinho. Tudo algures entre o triângulo Orta San Giulio, Stresa e Arona. O Lago d’Orta é amiúde esquecido pelo viajante. O que faz dele, da sua Isola San Giulio e do Sacro Monte Orta, locais ideais para fugir à multidão de turistas apressados e ao calor húmido - por vezes quase sufocante que invade estas paragens nos meses de verão. 

A próxima etapa corria para Ocidente; tempo de iniciar os preparativos finais para o ataque ao conjunto de estradas que me tinham trazido estrada fora (link): Descobrir e percorrer a “Route des Grandes Alpes”.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Motos de Portugal na Casa do Design em Matosinhos

A Casa do Design, em Matosinhos recebe desde 21 de setembro e até ao fim do ano a exposição "Motos de Portugal", apresentando uma visão da produção nacional de motociclos, enquadrada na história do século XX em Portugal e no Mundo. 

"Motos de Portugal" terá em exposição algumas das mais míticas motorizadas de fabrico português, desde a Casal Boss, SIS Sachs Andorinha, Confersil Dina 104, Macal, Famel Zundapp GT25, Vilar, V5 ou Cinal Pachancho, assim como catálogos, cartazes, vídeos, documentos e fotos de época.

Durante a exposição, um programa de atividades paralelas irá permitir interações com especialistas, colecionadores, autores e intervenientes da indústria nacional, referiu o mesmo documento. 

Com curadoria de Emanuel Barbosa, 'designer' e docente da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, a mostra pretende recordar a produção nacional de motociclos e ciclomotores, através da criação de um percurso ao longo do tempo, e proporcionar uma visão panorâmica das características destes veículos e da sua utilização. 

Pensada como uma experiência cultural, a exposição assume-se também como um reflexo da evolução da sociedade portuguesa e do desenho de produto que presidiu à conceção e divulgação de um conjunto de máquinas que marcaram "indelevelmente" o quotidiano de várias gerações e a sociedade contemporânea. 

Organizada pela Câmara Municipal de Matosinhos e pela ESAD IDEA, Investigação em Design e Arte, a "Motos de Portugal" apresenta as motorizadas nacionais enquanto veículos de lazer e de trabalho, exercício tecnológico e utensílios indispensáveis ao desempenho de atividades essenciais à sobrevivência das populações. 

A Casa do Design Matosinhos, que pretende afirmar-se como um espaço central de exposição, divulgação e produção crítica de conhecimento em design, com um enfoque no design português, está aberta de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30 e, aos sábados, das 15:00 às 18:00. 

[Cá no Escape somos pobrezinhos mas honestos; o texto vai em itálico pois adapta uma notícia da Lusa reproduzida aqui (link) pelo DN; a imagem que acompanha o post foi “gamada” na página de facebook de Osvaldo Garcia, a quem peço desculpa pelo roubo descarado e assumido]

Saca! #29



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (VI)

Depois de um dia no carrossel magico alpino (link) nada melhor do que um segundo dia…, no carrossel mágico alpino. Após tanto “trabalho” para aqui chegar, era tempo de desfrutar em pleno de cada passagem de montanha, cada curva, cada milímetro de asfalto épico. 

O dia começou bem cedo com a ascensão ao ainda hoje pouco conhecido Nufenenpass, descida para Ulrichen, subida para Gletsch e ascensão ao Grimselpass (sim, outra vez, desta feita de sul para norte). O carrossel continuava…, descida fantástica até Innertkichen e subida ao sumptuoso Sustenpass. 

A subida ao Sustenpass acabou por ser, sem dúvida, um dos pontos altos desta viagem alpina. Da única vez que por aqui tinha passado fiz a subida em sentido contrário. Desta vez, da vertente ocidental para a vertente oriental da montanha, pude extrair o máximo de gozo na condução. Ao segundo dia de alta montanha, muito mais adaptado ao estranho (pelo menos para mim) eixo dianteiro da Honda CRF 1000L Africa Twin DCT, todos os esforços para estar ali, nos Alpes, naquele momento, pareciam fazer sentido. 

“Apenas” com Nufenen, Grimesel e Susten no papo, o dia estava plenamente ganho. Enquanto subia de Wassen para nova passagem pela mágica vila de Andermatt (que parece estar a ser consumida por um crescente turismo de inverno) uma certa nostalgia apoderava-se de mim, pela primeira vez, nesta viagem. 

O diamante das estradas apaixonantes tinha sido uma vez mais vagamente polido pela borracha de um motociclo por mim conduzido. Para quem ama verdadeiramente andar de mota este é local: Suíça Central.

Sabemos quando estamos, nunca sabemos se e quando voltamos.

sábado, 30 de setembro de 2017

Dessas e das outras #50


Meia centena de infinitas boas curvas comemorada com classe. Imagem de uma motociclista portuguesa, aos comandos de uma máquina de um construtor icónico, maquina essa a passear nas ruas de Lisboa no DGR do passado domingo. O click é do Mestre Manuel Portugal (link).

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Limalhas de História #44 – 27 de Setembro de 1987

Há trinta anos o Mundial de Velocidade decidiu começar a tentar falar português. Mas a etapa portuguesa foi parar aos arredores de Madrid e a etapa brasileira ao meio do mato bem no centro do país. 

Faz hoje exactamente trinta anos. Brasilian Motorcycle Grand Prix, Goiânia, Estado de Goiás. Hoje, Autódromo Internacional Ayrton Senna. O Brasil teve de esperar pela segunda metade dos anos oitenta para ver de perto, talvez demasiado perto no caso da imagem, o Mundial de Velocidade. Wayne Gardner vence na sua NSR500 Rothmans Honda-HRC e leva para Wollongong, Nova Gales do Sul, o primeiro título australiano na Classe Rainha.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Triumph Bonneville Bobber à prova

Mas que raio. Tenho uma Bonneville Bobber lá em baixo parada. Quase que a consigo ouvir, “anda, leva-me a passear…”. Irresistível. E se eu trocasse a habitual tasca da esquina com as caras do costume, a comida de sempre…, por um rápido e animado “luch ride”?!? 

Não é tarde nem é cedo…, rumo ao Oeste próximo, às suas encostas tingidas de outono e ao seu asfalto apetitoso. Esta é a pequena história de uma hora de almoço diferente. 


Visão, a nossa janela para o mundo. A Bobber não deixa ninguém indiferente, quanto mais a nós, motociclistas. As pessoas param, espreitam, questionam. Há muito que não era tantas vezes abordado na rua por causa de uma mota. Até as miúdas, no trânsito, sorriem e deitam um olhar traquina. A primeira coisa a fazer é então olhar para a Triumph Bonneville Bobber, para os seus detalhes, aqueles todos que já ouviram falar numa qualquer revista de motas e que eu não vou aqui repetir. Visão, a Bobber pede que olhemos para ela com olhos de olhar, sempre e imediatamente antes de a colocar a trabalhar. 

Audição, a percepção do som pelo ouvido. Após a visão este é o segundo sentido barbaramente estimulado pela Bonneville Bobber. Desde o suave ralenti até ao grito rouco lá junto as 6000 rpm, onde chega a potência máxima, passando por todas as rotações intermédias, o duplo escape da Bobber delicia, encanta mesmo. 

Tato, percepção resultante da activação de receptores neuronais. Apesar da sua longaaaaaaaaa distancia entre eixos, devido ao seu baixo centro de gravidade e equilíbrio generalizado, rapidamente a Triumph Bonneville Bobber se desenvencilhou do trânsito de uma Lisboa agora em permanente hora de ponta. Já na A8, rumo a Loures, “meto uma abaixo”, tranco o acelerador electrónico, arqueio me ligeiramente, fecho um pouco os braços e aperto as pernas no suave deposito. Tais estímulos são transformados em impulsos nervosos e enviados ao sistema nervoso central, no qual são interpretados e respondidos. Interpretados como prazer, respondidos com um largo sorriso. É uma experiencia de quase-sensualidade. A Bobber ronca, rapidamente coloca o binário máximo de cerca de 100Nm no chão, vibra um pouco ao ultrapassar as 5000 rpm e empurra-me contar o vento…, ah…, deliciaaaaa….! 


Olfato, podemos adivinhar o que está ao nosso redor apenas pelo cheiro do ar que respiramos. Abandono a auto-estrada e no Fanqueiro tomo a N374. Em Sete Casas o trânsito desaparece e a Bonneville Bobber rapidamente engole a subida até Montachique e as suaves curvas até perto da Granja, onde rumo a umas vielas ingremes que me levam ao encontro do Sobral de Monte Agraço. Já perto da delícia referenciada por N115 detenho-me. Tiro o capacete. Acerto o enquadramento. Fotografo. Fecho os olhos. Cheira a restolho, a restolho da vinha por aqueles dias vindimada. 

Quedo-me. Miro as cercanias. Oiço a passarada e um cavalo que por ali perto, preso, relincha. Toco as ervas à beira da estrada. E encho os pulmões de ar limpo. Quedo-me de novo e repito o processo sensorial já com os 1200cc do bicilíndrico paralelo em funcionamento. 

O regresso faz-se pela N115, a tal delicia tão negligenciada pelos motociclistas da capital. Não é sequer necessário procurar os limites da Triumph Bonneville Bobber para dela recolher prazer, até porque a travagem é apenas clássica, estado longe de ser moderna; é eficaz mas requer alguma adaptação. Assim, basta um ritmo certo, vivo, por vezes estimulado outras mais pausado…, não sei se me faço entender.

Para os mais atentos à leitura…, visão, audição, tato, olfacto, falta um sentido. E o paladar? Agora é que arranjei um problema… 

Paladar, mesmo com os olhos vendados e o nariz tapado, somos capazes de identificar um alimento que é colocado dentro de nossa boca. Esta Bobber não se trinca nem enche a barriga mas alimenta a alma de uma forma extraordinária. Os 77 CV reclamaram 4,8 litros por cem quilómetros de estilo e sedução, pedindo a Triumph Portugal 12.900.00€ para a retirar do stand. Honestamente, se os pudesse dar, seriam dos euros mais bem empregues da minha vida.

domingo, 24 de setembro de 2017

“And now for something completely different!” ou nem tanto

Nos últimos dias, semanas, têm sido muitas as palavras simpáticas e elogiosas que tenho recebido pelo trabalho que vou publicando aqui no Escape. Obrigado a todos, são esses "rateres" positivos que me vão dando combustível para o motor continuar a pulsar.

Do outro lado da moeda vem, quase sempre, a ideia que o Escape tem um lindo rugido mas a sua forma precisa de ser revista e melhorada. 

Não é tarefa fácil, confesso. Em resumo: a plataforma blogger desilude, a mudança para o Sapo não adicionaria muito mais, WordPress é uma hipótese mas não domino, alojamento próprio e desenho personalizado, bem, enfim, o Escape não tem receitas próprias, como sabem. 

Aqui chegados, basta de lamúrias e vamos lá tentar algo diferente. O possível. E o possível passa por esta Hyde Octavia BMW X Challenge. Quem? 

A Octavia é uma Café Racer de aspecto futurista baseada na BMW G650 X Challenge e no seu comprovado monocilíndrico Rotax, construída pelo estúdio Hyde Designs, localizado em Cape Town, Africa do Sul (link). 


A imagem é do também sul-africano fotógrafo e motociclista, Davin Paisley (link) e mostra-nos um “night ride” da modelo Sanela Bozic. 

Espero que ninguém se zangue lá no hemisfério sul mas…, a boa da Sanela fotografada pelo David a passear na noite da Cidade do Cabo com a exclusiva Hyde Octavia BMW X Challenge, fica a encabeçar este vosso Escape.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Primeira Tertúlia do Escape

Os sorrisos na imagem falam por mim. 


A primeira Tertúlia do Escape foi surpreendentemente ecléctica e juntou velhos amigos, companheiros de estrada, a malta nova que mal conheço. Velhos Lobos da Estrada a Novos Aventureiros. Foi muito bom! Bebeu-se, confortavelmente, um copo, recordaram-se velhos tempos e desafiamo-nos mutuamente para novas curvas e petiscos. 

Só posso agradecer. Primeiro, ao Paulo Moniz por ter aberto a sua Casa e a todos ter recebido com a sua habitual simpatia e hospitalidade. Depois, a todos aqueles que apesar do trabalho e vida familiar lá conseguiram arranjar um bocadinho para partilhar vida à volta das motas, motociclismo e viagens. Muito obrigado! 

A Tertúlia do Escape voltará em breve.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Nova Yamaha X-MAX 125

Um dia usei a seguinte frase, hoje repito-a. 

Isto não é um post. É um comunicado de imprensa, boletim de imprensa ou press release, como lhe quiserem chamar. Uma comunicação feita por um indivíduo ou organização visando divulgar uma notícia ou um acontecimento (ao qual fiz o corte e costura que achei mais conveniente). É apenas o que a Yamaha tem para oferecer aos leitores do Escape… 


Para 2018, a nova X-MAX 125 dispõe de um design ainda mais dinâmico que foi inspirado na última geração dos modelos X-MAX 300 e X-MAX 400. Os faróis LED duplos desportivos e as luzes de presença LED sublinham o visual imponente da família MAX, e a sensação de alta qualidade é complementada pela instalação de luzes traseiras e luzes de mínimos LED. 

Juntamente com a respectiva iluminação LED e um novo sistema de controlo da tração, bem como uma prática ignição sem chave Smart Key, a X-MAX 125 de 2018 oferece mais do que nunca - dando a cada condutor a oportunidade de começar com o melhor. 

A fim de oferecer a cada condutor o máximo de controlo em condições variáveis, a nova X-MAX 125 está equipada com um sistema de controlo de tração (TCS) como parte do equipamento de série. Os sensores electrónicos monitorizam constantemente a roda traseira, e se for detectada qualquer derrapagem, o sistema reduz imediatamente a potência até as rodas recuperarem a tração. 

O TCS electrónico utilizado na X-MAX 125 é semelhante ao sistema utilizado nos modelos X-MAX 300 e X-MAX 400, e ao aumentar o controlo e a estabilidade em condições de piso molhado ou escorregadio, reforça a confiança do condutor. 

No coração desta scooter desportiva existe um motor monocilíndrico de 125 cc SOHC a 4 tempos com refrigeração líquida em conformidade com a norma EU4 que dá à X-MAX 125 uma aceleração dinâmica rápida em semáforos - juntamente com uma velocidade de cruzeiro elevada em auto-estradas ou estradas circulares. 

A sua transmissão V-belt (trapezoidal) totalmente automática proporciona uma aceleração "twist and go" perfeita - e o funcionamento extremamente silencioso e o baixo consumo de combustível do motor com injecção de combustível torna a X-MAX 125 a scooter ideal para deslocação urbana e suburbana. 

A X-MAX 125 está equipada com suspensão dianteira telescópica tipo moto que fornece uma ação de suspensão suave e controlável, tornando esta scooter de especificações de alta qualidade uma das scooters com melhor performance desportiva na categoria. Equipada com uma leve roda dianteira de 15 polegadas, esta suspensão dianteira de 110 mm ajuda a absorver os impactos para proporcionar uma condução suave e confiante na cidade e na auto-estrada - e também garante o máximo conforto e controlo nas travagens e nas curvas. 

Para tornar cada viagem ainda mais conveniente e agradável, a X-MAX 125 inclui um novo sistema de ignição sem chave Smart Key. Este sistema eletrónico inteligente permite-lhe ativar a ignição sem ter de encontrar e colocar as chaves na ignição. 

Desde que tenha a Smart Key consigo, poderá ligar a X-MAX 125 da forma habitual, poupando tempo precioso. Esse é outro componente tecnológico que foi concebido para ajudar a tornar cada viagem mais tranquila - e, se necessário, os condutores da X-MAX 125 também podem optar por desligar a Smart Key. 

A X-MAX 125 mais recente tem uma das maiores capacidades de carga na sua classe, e no modelo de 2018 é possível guardar 2 capacetes integrais por baixo do banco. Com uma luz útil, este compartimento de armazenamento generoso por baixo do banco salienta o carácter prático e funcional da X-MAX 125 no dia-a-dia. Independentemente do que necessita de transportar, a X-MAX 125 oferece um dos maiores espaços de arrumação na categoria - e se precisar de ter ainda mais, pode montar uma das malas Top Case genuínas da Yamaha. 

Nas cores Radical Red, Sonic Grey, Phantom Blue e Blazing Grey estará disponível já no próximo mês de Outubro.

Ufff.., digo eu.

Limalhas de História #43 – 20 de Setembro de 2003

Pedrosa, de Angelis, Barberá, Perugini, Dovizioso, Stoner, Cecchinello, Kalio, Bautista, Simoncelli e até um “rapaz do meu tempo” chamado Emilio Alzamora. O que terá toda esta gente ilustre em comum? Tal como Lorenzo disputaram o mundial de 125cc no ano da graça de 2003 


Faz hoje exactamente catorze anos. Cinzano Rio Grand Prix, Autódromo Internacional Nelson Piquet, que é como quem diz Jacarepaguá (sempre adorei dizer este nome), Cidade Maravilhosa, a mais linda de todas, diria. Faz hoje exactamente catorze anos que “o meu primo” Lorenzo, Jorge Lorenzo, conquista o primeiro pódio e logo no seu lugar mais alto. Amado por uns, odiado por muitos outros, certo é que o “Pirata” de Maiorca, só na Classe Rainha, terminou oito (em dez) temporadas no top3 – já contando com a actual. É obra!!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Espirito Motard vive

Aselhice das grandes, confesso!

Quando levantei a Triumph Bonneville Bobber reparei que estava na reserva. Uns semáforos à frente, paro junto ao passeio e espreito para dentro do deposito…, ah.., “tranquilo”, tem gasolina bastante…, deve ser o computador de bordo baralhado. 

Fim de tarde. Marquês, A5, Jamor, N6 Marginal, Cascais, N247 Guincho, Malveira da Serra…, “Cabo da Roca não porque está algum vento” – mal eu sabia que foi a minha sorte – Pé da Serra, Serra acima na 247-3.

Inebriado pela condução apaixonante proporcionada pela Bobber, não mais me lembrei da “luz da reserva”, de repente brrrróóóóuuuuuuuuuuuu…, aquele som inconfundível de que falta palha aos cavalos. 

Embraiei, o objectivo surgiu claro; estava a anoitecer e eu tinha de sair rapidamente da Serra, tinha de conseguir conduzir a mota até ao centro da Vila de Sintra e depois sim, lá resolvia o problema. Consegui voltar a pegar a mota duas ou três vezes nas subidas, as descidas eram feitas recorrendo à força da gravidade. Ainda empurrei uns vinte metros e enfim chego ao cruzamento com a secular Estrada da Pena. Ufffff…, dali foi sempre a serpentear a serra com a mota desligada. E agora? 

A solução parecia ser caminhar (para lá e para cá, entenda-se) até uma de duas BP, a do Ramalhão ou a de Portela de Sintra…., quilometro, quilometro e meio para cada lado. Não seria nada de bíblico mas eu queria mesmo era despachar-me e não abandonar por muito tempo a sedutora Bobber assim…, sozinha na rua.

Passa um Tuk Tuk e peço para parar; o objectivo inicialmente seria questionar qual a bomba mais perto e caminho mais rápido pelas vielas de Sintra até ela. 

Mas era o João que lá vinha com o seu Piaggio a dois tempos, encarnado e branco, rodas pequeninas, barulhento e de ar patusco. Contei a minha história ao João. Ele estava no fim do seu dia de trabalho que nem tinha sido por ai além frutuoso. O João hesitou mas lá se prontificou a me dar uma boleia para baixo até à Portela de Sintra. Despedimo-nos. Mas passado uns minutos o João voltou com a desculpa que também tinha de abastecer. Eu cá suspeito que o João teve pena de me imaginar àquela hora, já com o estomago a reclamar pelo jantar, a subir as esquinas da Velha Sintra. 

Foi um problema convencer “Os Senhores da Bomba” a me desenrascarem. Problema maior foi mesmo a “bruxa má”, dona lá do sítio, que tudo parecia querer fazer para que a peripécia NÃO tivesse um final feliz – já lá diz o velho ditado: “se queres ver um pobre soberbo, dá lhe a chave de um palheiro”.

Nas calmas e se calhar sem se aperceber, o João do Tuk Tuk, talvez por ali ser cliente diário, lá acabou por funcionar como o polo de energia positiva que fez pender o prato da balança para o meu lado, na batalha contra o negrume maquiavélico “Dos Senhores da Bomba”. 

João, pah…, se estás a ler isto, quero dizer-te que foste O Maior. Prescindiste de ganhar mais uma nota grande em detrimento de uma nota pequenina, mas optaste por ajudar um motociclista apeado. Eu sei que também és motociclista mas nada te obrigava a deixar o teu dever para me ajudar. 

O João do Tuk Tuk ainda é um jovem adulto mas demonstrou um gigante, como se chama, “Espirito Motard”, algo raro e quase desaparecido nos dias de hoje. 

Se passarem por Sintra e tiverem um pequeno azar, espero que tenham a sorte de encontrar o João do Tuk Tuk encarnado e branco, ou alguém com os seus elevados Princípios. 

Desejo também que não precisem de nada de nenhuns “Senhores da Bomba” que para exercerem a sua patética actividade económica, em vez de se colocarem do lado da solução teimam em fazer parte do problema. 

Obrigado João, forte abraço e que a vida nunca te roube os Bons Valores!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Tertúlias do Escape

Tertúlia. É, na sua essência, uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se juntam de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos. 

Nas Tertúlias do Escape pretende-se discutir motas, motociclismo e viagens. À maneira antiga. Longe dos teclados, cara a cara e com uma cafezada por companhia. 

A primeira Tertúlia do Escape vai acontecer já na próxima quarta-feira dia 20 de Setembro, a partir das 20h30 no Espaço Rod’aventura, Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide. 


A Rod’aventura assume-se, cada vez mais, como uma loja de acessórios de excelência e referência na Grande Lisboa. Mas quer ser bem mais do que isso. Um Espaço onde os motociclistas se podem reunir confortavelmente. 

No dia 20 de Setembro, todos são bem-vindos!

domingo, 17 de setembro de 2017

Honda CMX500 Rebel à prova

Em 1992, quando abandonei as “cinquentinhas” (que de certa forma eram as 125cc a quatro tempos de hoje) decidi comprar uma Yamaha XV250 Virago. Não havia fóruns, “facebooques”, “reis do teclado” ou sequer cartas por escalões. Na “tasca da esquina” os mais velhos alertaram-me que devia começar por uma cilindrada baixa, mota pequena, acessível e fácil de conduzir. Quando prevalece o bom senso, não é necessária nem Lei nem internet. 

Antes de tudo o mais a Honda CMX500 Rebel é isto mesmo. Banco baixo acessível a todos, media cilindrada, leve e compacta que induz ao primeiro olhar facilidade de utilização e dinamismo.


Mas, ainda no plano estático, esta Rebel é bem mais do que isso, notem: pneus gordinhos, centro de gravidade baixo, um ar simples que parece dizer, “leva me contigo jovem motociclista, sou um quadro em branco, transforma-me à tua medida”. Numa palavra: uma rebelde desprovida de superficialidade. Onde é que já ouvimos isto? Pois (link), cá esta a pequena Bobber da Honda; hoje não temos corridas em pistas de cinza ou em subidas impossíveis mas temos a bem dura batalha diária no trânsito das cidades. 

Para alguém como eu, motociclistas de metro e oitenta, noventa quilos de peso e habituado a ir mais montado do seu sentado, a adaptação à CMX500 não foi imediata. Os braços vão algo fechados, os pés um pouco para a frente e o asfalto está já ali ao lado. Não sendo imediata a adaptação é, no entanto, fácil. 

Dinamicamente, assim que se deu a adaptação às “estranhas” mediadas (130/90-16 e 150/80-16) a Rebel revelou um motor (unidade já conhecida daqui (link) e daqui (link) - vagamente ajustada) agradável e nervosinho quando necessário. 

Vejamos, estamos perante uma mota que nos recorda que tempos houve em que o motociclismo era uma actividade física que nos obrigava a estar em contacto com o vento na cara e com as irregularidades do piso. Posto isto, alguns aspectos não me agradaram; tirar os pés do chão/colocar os pés no chão foi uma delas - problema meu certamente que já não conduzia uma mota com esta geometria há décadas..., a suspensão traseira também denotou alguma secura exagerada.

Tudo aquilo é amplamente compensado pelo..., como dizer..., espirito, animo, “flow” que esta baixinha de linhas arredondadas nos oferece a velocidades tranquilas. Mais do que uma mota para as deslocações diárias nas grandes cidades a CMX500 seduz a um pequeno passeio de fim-de-semana, com os amigos que se vão fazendo por essas estradas reais e auto-estradas virtuais, na demanda da autenticidade do motociclismo que uma Bobber apregoa. 

A prova a esta “Graphite Black”, verdadeira “mota de marginal” (marginal, a estrada, entenda-se) revelou-se francamente poupadinha, 3.4 litros por cem quilómetros de liberdade e “boa onda”. O preço está em linha com a económica “família quinhentos” nipónica, 6000€. Simpático!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Limalhas de História #42 – 14 de Setembro de 1969

Angel Nieto. Não foi um homem qualquer. Desde adolescente, pobre, que perseguiu de forma corajosa e determinada o seu sonho. Deixou-nos o mês passado de forma trágica e abrupta. Não foi um homem qualquer. É um herói em Espanha e um exemplo para todos nós motociclistas. 


Faz hoje exactamente quarenta e oito anos. Opatija Circuit, Yugoslavian motorcycle Grand Prix inaugural, hoje belíssima cidade croata com os pés de molho no Adriático. Nieto arrecada com a Derbi o seu primeiro título mundial; o primeiro título mundial para o motociclismo espanhol. Repito, faz hoje exactamente quarenta e oito anos, que a incrível história dos nossos queridos vizinhos começava a ser escrita. Enorme vénia a “El Niño”, que descane em paz. Viva España!

Nova Goldwing em 2018?

É já muito mais que um mero rumor! 

Nas últimas semanas os media on-line, por esse mundo fora, não conseguem esconder o entusiamo. Os planetas alinham-se para que uma nova joia na rica coroa da asa dourada esteja para ser revelada em breve. 

Do que se fala por ai? Novo motor Padrão Europeu EURO 5; DCT; modos de condução; uma nova e ambiciosa forquilha dianteira; suspensões electrónicas e semi-activas; ABS cornering. Só? Naaaa…, há quem assegure uma verdadeira revolução tecnológica: motor hibrido, caixa de sete velocidades robotizada mais marcha atrás, controlo de estabilidade, airbags… 

O que vemos na imagem é um mero exercício especulativo, quão perto estará da realidade?

O que sabemos ao certo? A Rainha actual está pré-aposentada após mais de década e meia de reinado. O Tokyo Motor Show abre portas à comunicação social daqui a pouco mais de um mês, precisamente a 25 de Outubro. A Honda promete, em vídeo, novidades relevantes para o dia anterior, 24 de Outubro. Vejam...

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O que é que uma Bobber tem?

Vamos lá ver uma coisa. Clássicas modernas ou modernas clássicas? Fácil...

Moça bonita ou bonita moça? A Moça é a substância; a beleza é uma qualidade que a moça tem. Moça, substantivo, bonita, adjectivo. Com as motas é tudo igual…, são clássicas pela substância e para além disso possuem a qualidade de serem modernas. Clássicas modernas, estamos entendidos? 

De entre as clássicas modernas vamos encontrar as Bobber. Quem? Isso, querem ler? 

A Honda, por exemplo, anuncia a sua CMX500 Rebel como “uma moto compacta, estilo “Bobber, que alia o estilo tradicional e autêntico à tecnologia moderna”; cá está substância autêntica com atributos (qualidades) modernos.

Já a Triumph defende que a sua “nova Bonneville Bobber (…) sintetiza perfeitamente os princípios de estilo minimalista e a postura musculada de intencionalidade de construção de uma Bobber autêntica”. 

Notem, Honda e Triumph reclamam em uníssono: autenticidade! Pois muito bem, mas de que é feito essa autenticidade, ou, por outras palavras, qual o ser em si, a ontologia de uma Bobber? 

Nascida nos Estados Unidos da América, ainda antes da Segunda Guerra Mundial, a Bobber, originalmente denominada “bob-job”, é uma mota customizadas (modificada, adaptada, personalizada) e surge da necessidade que os motociclistas tinham de se ver livres do peso supérfluo em corridas de “dirt track” e “hill climbing”. Este era, à época, o único processo possível que o motociclista comum tinha de incrementar velocidade e performance à sua máquina. 

Ao falar em “Original Bobbers” temos de, por um lado, recuar aos eventos motociclisticos dos anos 30, 40 e 50 do século passado e, por outro (este bem mais fácil), ver o clássico “The Wild One”, O Selvagem, filmado em 1953 e protagonizado por um jovem Marlon Brando (Johnny) e Lee Marvin (Chino). Ali, Brando conduz a sua Triumph Thunderbird 650 importada e Marvin uma Harley Panhead modificada, segundo alguns, a verdadeira “Oldschool Bobber”.

Pois bem, resta saber se Honda e Triumph conseguem com a CMX500 Rebel e a Bonneville Bobber fazer-nos recuar, ainda que actualizados tecnologicamente, ao espirito selvagem e livre de uma mota com personalidade, simples, leve, rápida e que se destaque esteticamente das demais. 

Sim, adivinharam. Nos próximos dias vamos ter motas diferentes aqui pelo Escape. E isso é mesmo muito bom!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Limalhas de História #41 – 10 de Setembro de 1950

Parece impossível. Depois de trinta e nove limalhas de história por referência ao dia em que são publicadas, à quadragésima “pisei o risco”. Gostei, parece impossível mas hoje o snack é novamente de ontem. 

Parece impossível mas houve um tempo em que já foi assim como a imagem documenta. Ciclística sofrível, "abrandões" no lugar dos travões, tudo analógico, ausência total de protecção aerodinâmica, rosto desprotegido, um mero fato de cabedal, fardos de palha lá ao fundo, segurança próxima do zero. 

Fez ontem exactamente sessenta e sete anos. Leram bem, sessenta e sete anos. Autódromo Nazionale Monza, Itália. Grande Prémio das Nações, última etapa do Campeonato do Mundo de Velocidade - apenas o segundo a ser disputado. Umberto Masetti é segundo com a sua Gilera e bate Geoff Duke, Norton, por um ponto, tornando-se desta forma o primeiro italiano campeão do mundo de 500cc.

Honda CB150R ExMotion apresentada na Tailândia

A Honda apresentou na semana passada um novo e sedutor modelo para o mercado asiático, a CB150R ExMotion, que conta com todos os ingredientes para se transformar numa nova referência do segmento. A receita surpreende. 


Novo quadro com estrutura diamante, novo motor de quatro válvulas, desenho agressivo e musculado, luzes “full LED”, instrumentos “full LCD”, forquilha invertida, disco de travão dianteiro de 296mm com pinça de fixação radial e ABS com sensor de inclinação. Vivó luxo! 

Não seria a primeira vez que um modelo 150cc, apresentado lá nas terras onde o sol nasce, baixaria a cilindrada para chegar à Europa, adaptando-se desta forma às normas europeias. 

O Escape vê como forte a possibilidade de termos entre nós uma Honda CB125R ExMotion entre as novidades 2018.


domingo, 10 de setembro de 2017

Crosstourer Vs Africa Twin o derradeiro confronto em modo DCT

Atenção, muita atenção!! 

Aqui, como fazem certas revistas, não vão encontrar um comparativo cheio de quadros amaricados nem pontuações esdrúxulas. Aqui, como fazem outras revistas, também não vão encontrar o relato de uma “voltinha ao quarterão” por um grupo de amigalhaços. Aqui vão encontrar realidade. Cinco palavras: RE-A-LI-DA-DE. 

Isto não é um comparativo, caros amigos. Isto é um confronto de mais de 11000 (onze mil) quilómetros. Duvidas? Então, vamos lá… 

Sobre a Honda VFR1200X Crosstourer não tenho muito mais a acrescentar ao que aqui deixei (link). Se em viagem não me encheu as medidas, na cidade a sua fraca agilidade e elevado consumo fazia-me deixa-la abandonada na garagem. Fora de estrada? Nem sequer tentei…, não foi desenhada e construída para maus caminhos. Estamos conversados. 

Quanto à Honda CRF1000L Africa Twin…, esta foi muito amor à primeira vista (link). É sabido como estas paixões instantâneas podem trazer dissabores. Confesso, não estava cem por cento seguro da troca (link). Havia que ir para o terreno avaliar da coisa. Ahahahahha…, até eu me rio.., excelente desculpa para passar quinze dias a lamber asfalto do bom, para cima e para baixo, riscar e rabiscar o mapa na Disneylândia Alpina…, deixem cá dar outra gargalhada…, muahahahahaaaa… 

A “nova africana” não foi desenhada para o mototurismo. Eu fiz o que pude para a adaptar, dotando-a de um vidro mais alto (de origem Honda) e três poderosas malas Givi Trekker Outback, que me oferecem a maior “litragem” de sempre para viajar de mota. 

Em viagem a AT revelou ser uma excelente surpresa. Confortável quanto baste, em auto-estrada e acima do limite legal de velocidade, gasta que se farta com tanta oposição ao vento (7 litros aos cem quilómetros, plus). 

Se o motor da CT tinha decepcionado no Templo Alpino, imaginem o motor da AT. Pois…, é poucochinho para tanta subida e descida desenfreada. Mas a mota, assim que nos adaptamos à estranha medida do eixo dianteiro, acaba por ser muito versátil, fácil, dinâmica, “handling” e sobretudo divertida. O DCT, já se sabe, está cada vez melhor. A ciclística cumpre, não me queixo do afundamento dianteiro que por vezes alguns falam (e ela foi bem apertada!), a suave travagem dianteira é perfeita; infelizmente o disco traseiro está subdimensionado e sobreaqueceu ao ponto de deixar de trabalhar (o que se pode tornar muito perigoso) pelo menos duas vezes. Em 6294 (seis mil duzentos e noventa e quatro) quilómetros foram consumidos em média 6,3 litros do precioso líquido explosivo a que chamam gasolina - cerca de meio litro a mais do que em similar viagem com a Crosstourer. 

Já em casa, na manhã seguinte ao meu regresso, ainda de férias, deu-se um momento revelador. Há dois anos regressei dos Alpes na VFR1200X Crosstourer de papo cheio, feliz mas cansado; não voltei a pegar na mota tão cedo. Este ano regressei dos Alpes na CRF1000L Africa Twin de papo cheio, feliz mas cansado e fui…, andar ainda mais de mota. 

As dúvidas, enfim, dissiparam-se. Crosstourer e Africa Twin são suas motas muito boas em vários aspectos. Mas a CRF1000L bate a primeira em versatilidade, divertimento e, de forma surpreendente, conforto. 

Não admira pois que esteja a ser um gigante sucesso da Honda. Mais um. Ao ponto das motas usadas terem mais procura que oferta. O mercado tem sempre razão!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

2ª Edição do RoadMiles é já em Outubro

Na primavera passada Rui Baltazar, Luís Lourenço e Jorge Gameiro decidiram tirar os mototuristas portugueses da sua zona de conforto e venceram claramente o desafio. A edição inaugural do RoadMiles - Motorcycle RoadBook Challenge foi um sucesso (espreitem aqui – link); ainda estava na estrada e já havia quem questionasse quando se repetia o desafio. 


O Road Miles - Motorcycle RoadBook Challenge é um evento que consiste num percurso de navegação a roadbook, podendo ser efectuado a solo ou em pequenos grupos, com o objectivo de realizar num só dia as 300 ou 500 milhas propostas. O percurso foi escolhido criteriosamente em função da sua beleza paisagística, histórica e cultural. Não tem carácter desportivo, tendo antes uma vertente lúdica e de superação de um desafio de resistência e força de vontade. Encontra-se aberto a todo o tipo de motas mas, na minha opinião, é só para quem ama verdadeiramente andar de mota.

Nesta 2ª Edição, já entre 20 e 22 de Outubro, o centro nevrálgico será Albufeira. As inscrições são limitadas e abrem em breve (link).

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Lisbon Motorcycle Pool Party

Ah e tal…, é sempre a mesma cantiga, sempre o mesmo tipo de eventos e nunca ninguém em tempo algum faz algo diferente. Pois, parem as lamúrias chegou a Lisbon Motorcycle Pool Party ou em português, festarola de motas numa piscina de Lisboa. 

Escutem…, “com o objectivo de celebrar o sucesso da 2ª edição do Lisbon Motorcycle Film Fest, decidimos reunir os amigos no Lisbon Marriott Hotel no próximo dia 9 de Setembro (sábado), das 15h00 às 22h00. A música ficará a cargo dos Cool Cat Club que farão duas actuações ao vivo e do DJ Chief Rodriguez, El Disco Joker que promete pôr a dançar os insufláveis da loja Capitão Lisboa que irão decorar a piscina. Fora de água, para refrescar a garganta de todos os convidados contamos com a Sailor Jerry e os fantásticos cocktails elaborados pela equipa do Paradiso - tiki & co”. 

Em exibição estarão motos oficiais da BMW Motorrad Portugal, Moto Guzzi Portugal, Indian Motorcycle e Honda Portugal Motos, além de mais 2 ou 3 motos transformadas, ainda por confirmar. 

A entrada é gratuita mas com reserva ao direito de admissão devido à lotação do espaço. Dress code: summer beach rider, seja lá o que isso for. Ah, não esquecer de cortar a unha do pé. 

Have fun…

Saca! #27


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (V)

Após a sempre dura travessia da ibéria e do “Massif Central” - região elevada no centro-sul da França, composta de montanhas e planaltos (link), após um dia de sossego e mergulhos no lago Léman (link), era enfim tempo de mergulhar a frente da Honda CRF 1000L Africa Twin DCT nas dramáticas curvas das excelentes estadas da Suíça Central. 

Nota prévia. O que vem a ser isto de Suíça Central? Suíça Central é a “região” ou zona, assim apelidada por alguns guias de viagem, que fica encravada entre os cantões de Ticino, Valais, Berna, Uri e Grisões (ver imagem). 

Por outras palavras é a jóia da coroa do tal Templo que vos falei aqui (link) - Deus é a máquina que conduzimos. A crença é no prazer. E o Templo assume a forma de descomunal Disneylândia. 

O menu do primeiro dia de alta montanha incluiu uma passagem pelo pouco conhecido Col de Mosses, uma pausa refrescante nas margens do Thunersee (lago ocidental junto a Interlaken) e um primeiro e vigoroso ataque, bem acima dos 2000 metros de altitude, com direito a Grimselpass, Furkapass e Gotthardpass. 

A primeira voltinha no esfusiante carrossel alpino ficou marcada, por um lado, pelo tempo ameno e seco e, por outro, por uma estranha mas muito agradável sensação de familiaridade. Nada me retirava aquele sorriso estupido de alegria por estar num local magico que adoro de forma descontrolada. Queria poder estar ali sempre que desejasse. Desta vez estava. Mais uma vez lá voltava. E tudo corria de forma perfeita. 

A dormida fez-se em Airolo, Ticino, cantão italiano. Antiga importante comuna ligada ao comércio e ao Passo de São Gottardo, hoje apresenta algum abandono devido ao recente túnel rodoviário que afastou os forasteiros. Airolo é mais em conta monetariamente que as demais povoações fronteiras e tem algum sabor latino. 

A história do segundo dia de Disneylândia alpina é simples mas fica para um próximo post…, à que saborear as palavras…

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Limalhas de História #40 – 3 de Setembro de 2000



Desconstruir. Mas por que diabo todos estes pequenos snacks de historia têm de ter por referência o dia em que são publicados? Pois…, desconstruir…

Fez ontem exactamente dezassete anos. Estoril, sim Estoril. Aqui ao lado em Portugal. Portuguese Motorcycle Grand Prix. O primeiro em solo nacional – sim, houve em 1987 um Grande Prémio de Portugal disputado na velhinha pista de Jarama, próximo de Madrid. McCoy, Garry McCoy, que em 1997 tinha saltado directamente das 125cc para as 500cc, vence, na sua Yamaha semi oficial, o seu segundo Grande Prémio. O simpático australiano da Nova Gales do Sul, viria a vencer apenas mais uma vez na sua carreira, precisamente quinze sias depois, em Valencia. “The Slide King” terminaria a época em quinto num ano marcado pela último título da Suzuki, com Roberts Jr. 

Saudades, muitas saudades de ter entre nós a realeza da velocidade.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Todos os dias são bons dias para… (V)

Sabiam que no próximo sábado, para além do Dia Internacional do Abutre (?) e do Dia de São Agrícola de Avignon (??) também se celebra o Dia da Barba?

O Dia da Barba comemora-se todos os anos no primeiro sábado de Setembro, pelo que convém deixar cresce-la até lá. A origem do dia é desconhecida, mas acredita-se (não riam…) que já os vikings dinamarqueses celebravam esta data 800 anos antes de Cristo. 

Barbas longas e longos passeios de mota fazem parte, desde sempre, do imaginário “biker”. Nos últimos anos assumiram mesmo um lugar de destaque em ambientes mais urbanos, ao ponto de podermos falar em “coolness”. 

Celebremos. Até ao seu Dia, deixemos cresce-la ou então cuidemos dela, da barba. E no próximo sábado, aquele passeio de mota, por pequeno que seja, que o seja com o vento a bater no rosto e a fazer esvoaçar os pelos da cara concertadamente desorganizados.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Limalhas de História #39 – 31 de Agosto de 1997







São muito poucos os desportistas que defrontam (e batem) três gerações – a anterior à sua, a sua e a que se lhe segue. São a referência, portanto. Fácil. Demasiado fácil a pequena limalha de hoje.

Faz hoje exactamente vinte anosNa sua segunda temporada completa, Valentino conquistava o seu primeiro, de nove títulos mundiais. O mais espantoso: passadas que estão duas décadas, o eterno jovem de Urbino, continua na busca de mais um título mundial. Fantástico!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Limalhas de História #38 – 29 de Agosto de 1982

Didier de Radigues. Boooom! Há limalhas assim, perfeitamente volatilizadas. Sempre que oiço o nome do piloto belga, recordo me do clássico capacete Bieffe do final dos anos oitenta, replica do usado pelo piloto e muito popular entre os jovens “cinquentinhas” da época.

Faz hoje exactamente trinta e cinco anos. Último Grande Prémio disputado no antigo circuito de Brno. Didier de Radigues leva a sua francesa Chevallier à vitória na corrida de 350cc (que na ausência de corrida de 500cc, era neste dia classe rainha) e fica a um passo de conquistar o título. Esse passo não seria dado e Anton Mang rouba na corrida seguinte o título para a Kawasaki. Didier de Radigues não sabia, mas apesar de mais nove temporadas nos Grandes Prémio esta foi a vez que mais perto ficou de conseguir a glória de um título mundial.

domingo, 27 de agosto de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (IV)

Uma das vantagens do airbnb é esta: recolher junto dos anfitriões elementos preciosos para enriquecer ainda mais a viagem. Foi o caso, com a aldeia de Yvoire. 

Yvoire, aldeia francesa medieval fortificada, iria passar totalmente ao lado desta viagem (quer dizer, em bom rigor eu é que passaria ao lado dela) e acabou por se tornar no melhor ponto de partida possível para um dia a bordejar o fresco lago Léman.

Dali, foi tempo de marchar às margens ocidental e norte do lago, já na Suiça. Genebra e Nyon, rapidamente ficaram para trás. O destaque deste dia vai para as perfumadas vinhas de Lavaux. 

A região vinícola de Lavaux, situada no cantão suíço de Vaud, tem vinhas centenárias e assumem-se desde 2007 como património mundial da UNESCO. Virada a nascente, o Sol reflecte-se no lago e os muros de pedra concentram o calor. Com uma grande variedade de solos e microclimas, a região produz uma rica variedade de vinhos mas o destaque vai para a pouco conhecida entre nós casta Chasselas. O Chasselas é um vinho fresco e frutado. Os aromas mais associados aos vinhos produzidos com essa variedade são frutas cítricas, maçã verde e pêssego. Com o envelhecimento ganha notas de mel e nozes, bem como um tom mais dourado. 

Foi então tempo de um passeio a pé pelas vinhas - a beleza ombreia com o nosso belo Douro apesar da dimensão ser bem menor - petiscar algo e beberricar um copo de branco fresco. Tudo entremeado com um mergulho no lago, em Rivaz. 

O regresso a Thonon-les-Bains fez-se pela margem oriental do lago com mais um revigorante mergulho junto à celebre Évian-les-Bains. 

No regresso ao meu airbnb, tinha saborosos queijos regionais e vinho local à minha espera, cortesia da minha anfitriã. Bem melhor que ir para o hotel, não? 

Sono profundo…, que os próximos dois dias prometiam. Não…, eu não arrancaria já para a descida da “Route des Grandes Alpes”. É irresistível estar tão perto da Suíça Central e não me empanturrar com as melhores e mais deliciosas estradas europeias…

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O que é que sentiu?

Em meados dos anos noventa do século passado chegava enfim a televisão privada a Portugal. Com ela chegaram também novos estilos, formas e conteúdos. Desde então passaram alguns portugueses a responder à pergunta “o que é sentiu?” e muitos mais a ouvir a resposta à mesma. Primeiro estranha-se… 

Com o advento dos canais de informação (ou será entretenimento?) por cabo, tal pergunta e demais respostas vulgarizaram-se. Se primeiro estranhámos, depois entranhámos. Hoje todos queremos saber o que alguém sentiu…, menos que isso é nada. 

O que é que isto tema ver com a MOTOCICLISMO de Agosto? Tudo! Vejamos.

Uma primeira nota muito positiva. Há mais de dois anos, escrevi aqui (link) o seguinte; quando era garoto sonhava que quando fosse grande “queria andar de mota tanto como o Alan Cathcart”. Mais de vinte anos passaram e eu continuo a andar de mota.., enfim…, razoavelmente…, e continuo a perseguir o mesmo objetivo, a saber: “andar de mota tanto como o Alan Cathcart”. Trazendo a MOTOCICLISMO uma entrevista com o ”meu profeta”, só me restava comprar a revista, como sempre faço, e engolir a entrevista. Confesso…, li quando peguei na revista ainda antes de comprar, li imediatamente depois de comprar, voltei a ler quando cheguei a casa e já a li mais algumas vezes (até porque a entrevista é manifestamente curta). Verdade! Eu ouvia Cathcart falar durante dias. Porquê? Porque ali, como sempre, Cathcart conta-nos de forma ímpar o que sente a fazer a sua (nossa) paixão: andar de mota. Tao simples… 

Uma segunda nota menos positiva. Leio com curiosidade o Teste às novas Honda CB650F/CBR650F. Passando ao lado do facto de um Teste não trazer uma única medida quantitativa (como por exemplo um simples consumo), o que me deixou insatisfeito foi a pergunta que fiz a mim próprio no final da leitura: “mas afinal o que sentiste, Francisco?”. Fui ler de novo…, e lá reparei que o meu amigo Francisco, naquele seu jeito limpinho e escorreito de escrever, sentiu “suavidade” no motor, “conforto” nas suspensões e “eficácia” na travagem. 

Espero que este texto não seja interpretado como “bota-abaixo e que o Francisco entenda que o pretendido é fazer (ou pelo menos tentar) uma crítica construtiva. Alan Cathcart só há um mas…, o que nós leitores de revistas desejamos é menos descrição técnica das máquinas (para isso já lá está a devida Ficha) e mais paixão. Mais amor, ódio, ternura, compaixão. Mais alegria, medo, divertimento, atrevimento. Mais sentidos despertos. Mais vida. Saber ao que a mota sabe. Ao que a mota cheira. Ao que mota soa. 

Ao longo destes anos, com Alan Cathcart, senti-me aos comandos de inúmeras motas de estrada e de corrida. Vá, rapazes novos. Toca a aprender com o velhinho. Expliquem-me, a mim e a todos os que vos leem: o que é que sentiram ao testar essa mota?

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Triumph Street Twin em versão A2

A Triumph continua com vontade de "apanhar" mais mercado.

Concebida para os condutores que possuem uma carta de condução limitada, de modo a usufruírem plenamente do carácter clássico Bonneville com estilo arejado e divertido, a Street Twin dispõe de ABS, controlo de tração e Ride-by-Wire de origem, assumindo-se como uma excelente porta de entrada para a gama Bonneville e apresentando-se como uma moto de muito fácil acesso e adaptação.  


A Street Twin é ainda personalizável com mais de 150 acessórios da marca, todos homologados e segundo a marca “quando estiverem reunidas as condições exigidas por Lei para a condução de motociclos sem limite de potência será possível reconfigurar as características técnicas para a potência máxima, através de uma intervenção simples num concessionário oficial Triumph”. Interessante...

domingo, 20 de agosto de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (III)

Um dia irei compreender por que diabo uma viagem desta sumptuosidade não encontra espaço (mesmo que “vendida” a preço de saldo) numa qualquer publicação em papel da especialidade, nomeadamente na MOTOCICLISMO, onde colaboro pontualmente há décadas. Ou então não irei compreender nunca. Desde logo porque não sou eu o director da mesma e não conheço, obviamente, todas as dificuldades e especificidades do sector. 

Sem stress. Copo meio cheio. Desta vez vou escrever o que quero, como desejo, sem estar preocupado com a chancela editorial. É para mim, para minha recordação e simples prazer da escrita que o faço. E, naturalmente, para vocês, amigos e leitores do Escape. 

Agora parece estar em crescente moda uma nova modalidade de mototurismo, onde a mota é enviada numa palete para junto do destino e o motociclista vai fresquinho no ar condicionado do avião ter com ela. É o chamado mototurismo cocoon ou de casulo. Alerta…, nada contra! Eu próprio espero vir um dia a recorrer a tal expediente. Obrigado…, mas este ainda não é o momento para tal. 

Em dois dias, até Thonon-les-Bains, Portugal, Espanha e França foram assim atravessados sem grande dificuldade (como se costuma dizer “ia para a festa”, notem) pela Honda CRF 1000L Africa Twin DCT. 

Quase dois mil quilómetros partilhados entre o cinza escuro do asfalto e o azul do céu. Temperaturas amenas, em especial em França, também facilitaram a viagem. A escala foi feita em Dax no Ibis Budget – não conhecia a cadeia e fiquei imediatamente fá (facilidade, limpeza, sossego e economia). 

A chegada a Thonon foi feita bem a tempo de tomar um banho fresquinho no primeiro agradável e económico airbnb da viagem, pesquisar no TripAdvisor a melhor Pizza da terra e confirmar com a minha anfitriã essa mesma informação. O caminho foi feito a pé para relaxar os músculos de tantas horas sentado, com ajuda do Google Maps.

Viajar de mota na era da conectividade é isto: só faz estranhas e erradas escolhas quem não sabem utilizar as ferramentas que estão ao dispor na Rede 

No dia seguinte haveria passeio em redor do lindíssimo lago Léman. Um pequeno sonho antigo estava prestes a realizar-se…

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Limalhas de História #37 – 17 de Agosto de 1997






Vitória, vitória, segundo lugar. Vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, segundo lugar. Na última corrida, enfim, uma desistência. 340 (trezentos e quarenta) pontos 

Faz hoje exactamente vinte anos. Donington park, North West Leicestershire. Faltando ainda quarto etapas para o fim do mundial, Mick Doohan festeja efusivamente com a HRC o seu tetracampeonato. Foi um ano glorioso para o australiano mas também para a Honda. Doohan primeiro, Okada segundo, Nobuatsu Aoki terceiro, Crivillé quarto e Takuma Aoki quinto. Arrasador!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Limalhas de História #36 – 14 de Agosto de 2017

Marco Simoncelli (Cattolica, 20 de Janeiro de 1987 - Kuala Lumpur, 23 de Outubro de 2011). Como não ficar emocionado sempre que se recorda o simpático italiano? 

Faz hoje exactamente seis anos. Brno. Só deu Honda nesse domingo. Stoner, Dovizioso e Simoncelli. Marco Simoncelli alcança o seu primeiro pódio em MotoGP. Primeiro, de apenas dois na classe rainha. A este, junta-se um segundo lugar na sua última corrida completa, na Austrália. Race in peace, Marco…

domingo, 13 de agosto de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (II)

Antes, durante e depois. Os três momentos chave da Viagem. 

Foi aqui. Agosto de 2016. Quando vi e comprei a excelente Road Trip (#37) – “Les Carnets de Voyage Motos”. O “antes” começou a desenhar-se com cerca de um ano de antecedência. 

Alpes. Outra vez Alpes? Sim, Alpes. Para sempre Alpes! Já havia mote. Descobrir e percorrer a “Route des Grandes Alpes”. Parte dela já conhecida, outra parte novidade. Tudo seria olhando com outros olhos, percorrido com outros sorrisos. O asfalto a ser “surfado” por outras borrachas, propulsionadas por cavalos diferentes dos da última vez.

Mas que raio vem a ser isso da “Route des Grandes Alpes”? 

Invenção humana, é um itinerário turístico composto por diversas estradas ou trechos de estradas. Cerca de 720 quilómetros que riscam os Alpes franceses de norte a sul. Lá pelo meio vamos encontrar dezassete cols (passagens de montanha), seis deles acima dos 2000 metros de altitude. Partindo de Thonon-les-Bains, nas margens do charmoso lago Léman, conduz o viajante a beijar o Mediterrânico em Nice – num acumulado de 17000 metros de desnível.

Relançada no final do seculo XX, a “Route des Grandes Alpes” está hoje aberta na sua totalidade sensivelmente de Junho a Setembro, dependendo do degelo sazonal. Ainda no primeiro momento da viagem, o “antes”, compus o itinerário para que algumas capelas do gigantesco tempo alpino (link) não ficassem sem a respectiva visita e “digníssima oração”. 

Feita a viagem, na segunda quinzena de Julho passada, chegamos pois ao momento do “depois”. Relanço o repto: venham comigo pela “Route des Grandes Alpes”.
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