quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Limalhas de História #37 – 17 de Agosto de 1997






Vitória, vitória, segundo lugar. Vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, segundo lugar. Na última corrida, enfim, uma desistência. 340 (trezentos e quarenta) pontos 

Faz hoje exactamente vinte anos. Donington park, North West Leicestershire. Faltando ainda quarto etapas para o fim do mundial, Mick Doohan festeja efusivamente com a HRC o seu tetracampeonato. Foi um ano glorioso para o australiano mas também para a Honda. Doohan primeiro, Okada segundo, Nobuatsu Aoki terceiro, Crivillé quarto e Takuma Aoki quinto. Arrasador!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Limalhas de História #36 – 14 de Agosto de 2017

Marco Simoncelli (Cattolica, 20 de Janeiro de 1987 - Kuala Lumpur, 23 de Outubro de 2011). Como não ficar emocionado sempre que se recorda o simpático italiano? 

Faz hoje exactamente seis anos. Brno. Só deu Honda nesse domingo. Stoner, Dovizioso e Simoncelli. Marco Simoncelli alcança o seu primeiro pódio em MotoGP. Primeiro, de apenas dois na classe rainha. A este, junta-se um segundo lugar na sua última corrida completa, na Austrália. Race in peace, Marco…

domingo, 13 de agosto de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (II)

Antes, durante e depois. Os três momentos chave da Viagem. 

Foi aqui. Agosto de 2016. Quando vi e comprei a excelente Road Trip (#37) – “Les Carnets de Voyage Motos”. O “antes” começou a desenhar-se com cerca de um ano de antecedência. 

Alpes. Outra vez Alpes? Sim, Alpes. Para sempre Alpes! Já havia mote. Descobrir e percorrer a “Route des Grandes Alpes”. Parte dela já conhecida, outra parte novidade. Tudo seria olhando com outros olhos, percorrido com outros sorrisos. O asfalto a ser “surfado” por outras borrachas, propulsionadas por cavalos diferentes dos da última vez.

Mas que raio vem a ser isso da “Route des Grandes Alpes”? 

Invenção humana, é um itinerário turístico composto por diversas estradas ou trechos de estradas. Cerca de 720 quilómetros que riscam os Alpes franceses de norte a sul. Lá pelo meio vamos encontrar dezassete cols (passagens de montanha), seis deles acima dos 2000 metros de altitude. Partindo de Thonon-les-Bains, nas margens do charmoso lago Léman, conduz o viajante a beijar o Mediterrânico em Nice – num acumulado de 17000 metros de desnível.

Relançada no final do seculo XX, a “Route des Grandes Alpes” está hoje aberta na sua totalidade sensivelmente de Junho a Setembro, dependendo do degelo sazonal. Ainda no primeiro momento da viagem, o “antes”, compus o itinerário para que algumas capelas do gigantesco tempo alpino (link) não ficassem sem a respectiva visita e “digníssima oração”. 

Feita a viagem, na segunda quinzena de Julho passada, chegamos pois ao momento do “depois”. Relanço o repto: venham comigo pela “Route des Grandes Alpes”.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Estará a Yamaha a preparar uma anti-Honda X-ADV

Segundo a revista espanhola Solo Moto (link) esta é a arma da Yamaha para contestar o “surpreendente êxito” da X-ADV. Será? 

De facto, a aceitação da “SUV” da Honda tem sido notável por essa Europa fora; eu próprio, nas duas semanas em que pude viajar algures pelos Alpes, cruzei-me com dezenas de de X-ADV´s. 

É assim natural que as demais marcas reajam. Mas…, com “isto” na foto? Reparem apenas nas suspensões e nas jantes…, seria com algo do género que alguém quer combater a aprimorada Honda X-ADV? 


Ah…, como não amar a silly season

terça-feira, 8 de agosto de 2017

De Honda Innova 125 por essa Europa fora

É conhecida a amizade e carinho que este Escape e o seu autor têm pela Motodiana, concessionário Honda em Évora. Porquê? Olhem…, motivos vários entre os quais estes que podem ler por aqui (link). 

Os elogios são tantos que um destes dias alguém sobejamente conhecido e que já cá anda há umas décadas me dizia…, “olhó o Escape, o órgão oficial da Motodiana”. Bueno no exageremos…, não sendo bem assim é publico e notório que gosto bastante da Motodiana e das pessoas que a fazem. 

E não o sou o único a gostar da Motodiana. Leiam lá esta pequena mas deliciosa historia 

“Seanna Marie, assim se chama esta jovem californiana, que decidiu viajar pela Europa, durante alguns meses. Arranjou esta, bem usada, Honda Innova 125cc e veio do Mónaco, por aí fora, visitando tudo o que podia, em França e Espanha e finalmente teve um percalço grave. O bujão do óleo, estava com a rosca moida e foi perdendo o dito cujo, até que…, ficou a pé, em Espanha, a 3 kms da fronteira. Veio parar à Motodiana, de pronto socorro, mas chegou ao local certo para reparar a moto. Verificou-se que o motor tinha gripado e que a causa foi o tal bujão. A Honda é fabulosa no fornecimento de peças. O piston, juntas e demais peças foram de imediato encomendadas e no dia seguinte estavam na Motodiana. Rectificado o cilindro, montagem de todas as peças, experimentada a moto e voilá, pode seguir viagem. Insistiu em tirar uma foto com os elementos da Motodiana, que estavam hoje, sábado, de serviço, a quem chamou de “Anjos”, por a terem desenrascado tão depressa e por lhe terem emprestado uma Honda Vision para visitar a zona de Évora, durante 3 dias, e aí vai a nossa corajosa e aventureira Seanna Marie, estrada fora, pela Nacional 4, até Lisboa. Vai visitar Lisboa, Sintra, Cascais, Cabo da Roca e depois vai até ao Algarve, seguindo até Barcelona e daí de ferry até Itália. Quem encontrar esta singela figura, nesta motinha, com aquela mala/troley em cima do banco traseiro, amarrado a uma pequeno top case, já sabe que á a nossa alegre e divertida aventureira. Regressa aos USA em final de Setembro. Isto é que são férias, não é verdade?” 

O relato não é meu mas sim literalmente copiado da página da Motodiana no facebook. 

Num tempo em que alguns motociclistas acham que a melhor forma de viajar de mota é envia-la daqui para o destino, empalada num contentor, indo lá ter com a sua “xuxuzinha xptozinha” no conforto do ar condicionado do avião (nota: nada contra, cada um sabe o que é melhor para si – vão ouvir varias vezes aqui este comentário); num tempo em que algumas casas de motociclismo têm dificuldade em lidar com certos clientes ditos aborrecidos…, é muito bom saber que ainda existem “diabos” que se lançam à estrada de forma “nada católica” e que do outro lado da linha estão “anjos” para os “ampararem na queda”. 

Ah… sigam a Seanna Marie no Instagram (link). É capaz de valer a pena…

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Limalhas de História #35 – 7 de Agosto de 1977

Cecotto! Quem? Johnny Ceccotto! Quem? O piloto da Toleman, Formula 1, nos anos oitenta? Sim esse mesmo. Colega de equipa no Toleman-Hart de Ayrton Senna na mágica temporada de 1984? Esse mesmo. Mas que raio tem o Cecotto a ver com motas? 

Faz hoje exactamente quarenta anos. Brno, antiga República Checoslovaca. Alberto "Johnny" Cecotto, nascido em Caracas, Venezuela, faz a dobradinha levando as suas Yamaha à vitória nas classes de 500cc e 350cc. Cecotto, que fez toda a sua carreira de velocidade no motociclismo com a marca nipónica, tinha sido campeão mundial na classe 350cc em 1975, sua época de estreia.

domingo, 6 de agosto de 2017

Pela “Route des Grandes Alpes” (I)

Alpes. Outra vez Alpes? Sim, Alpes. Para sempre Alpes! 

Religião é Cultura. Está ai, opõem-se à Natureza que nos é dada. A Religião é produto dos Homens. É um sistema ou conjunto de sistemas. De crenças. De visões do mundo. Estabelece símbolos. A Religião tem comportamentos organizados. 

Os Alpes estão lá, na Natureza, foram-nos dados. Nos Alpes os Homens construíram e mantêm estradas. Estradas belas como a Natureza mas produto do labor humano. São Cultura. Como cultura é abraçar aquelas estradas com máquinas de duas rodas. 

É isso mesmo que fazem todos os verões milhares de motociclistas que de todo o mundo ali acorrem. É um comportamento mais ou menos organizado. 

Os Homens são naturalmente hedonistas, buscam o prazer. Neste caso o prazer daqueles homens (e cada vez mais mulheres) é circular naquelas estradas. As estradas transformam-se assim em templos. As estradas como locais de uma prática religiosa. De uma visão do mundo, recordamos. 

O Mototurismo (visão do mundo) enquanto comportamento organizado, assume ali uma natureza próxima da prática religiosa. E as estradas alpinas são os locais de tais práticas. 

Ou seja, encontramos nas estradas alpinas os Templos perfeitos para a prática da Religião pagã do mototurismo. Deus é a máquina que conduzimos. A crença é no prazer. E o Templo assume, como escrevi (link) em tempos a forma de descomunal Disneylândia. 

Venham comigo pela “Route des Grandes Alpes”...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Quilómetro infinito

Um deserto. A nossa blogosfera motociclistica é assim; seca, árida, abandonada. Alguns blogues assemelham-se a estações de serviço perdidas lá em nenhures onde já ninguém vai, onde já ninguém passa.


Ao longe, uma miragem? Fui confirmar. Com o passar dos quilómetros (textos) encontro enfim um oásis. Fresco, rico e pleno de sombras para me refrescar. Quilómetro infinito (link) é o blogue de um casal mototurista há muito credor de uma permanente linha ali em baixo em “outras curvas”. 

Mais do que isso. Quilómetro infinito faz nos sonhar. Com mais e melhores viagens. De escrita simples mas escorreita, pode ser útil a muito bom motocicilista. A mim, por exemplo, é e será. Acho que vou começar por aqui (link). O Escape partilha e recomenda!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Limalhas de História #34 – 1 de Agosto de 1993


Mil novecentos e noventa e três. Hora de trocar de mota e de marca de tabaco? Sim, para Luca Cadalora. O piloto de Emilia Romagna decide abandonar a Rothmans Honda, onde se sagrara bicampeão mundial em 250cc e ingressa na classe rainha com a Marlboro Yamaha. 

Faz hoje exactamente vinte e quatro anos. Donington park, North West Leicestershire. Que é como quem diz, bem no centro da Inglaterra (acho que já tinha escrito isto antes….). Desobedecendo às ordens de equipa, Luca, vence o seu primeiro Grande Prémio em 500cc batendo um lesionado Rainey. Niaal Mackenzie fecha um pódio todo Yamaha. E um tal de Carl Fogarty aparece, qual estrela cadente, para levar a sua bela Cagiva ao quarto posto.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Todos os dias são bons dias para… (IV)

"I like smoke and lightning, heavy metal thunder"
Sabiam que hoje é o Dia Mundial do Rock? Porquê, perguntas tu motociclista. Porque faz hoje 32 (trinta e dois) anos – irra!!!!! – que o rock se fez ouvir por todo o mundo, graças ao festival Live Aid, organizado por Bob Geldof e Midge Ure, em 1985. O evento dividido por concertos em Londres, Filadélfia, Sidney, Moscovo e Japão foi transmitido para cerca de 1,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo, sendo o objectivo arrecadar fundos para travar a fome na Etiópia. 

A música e em especial o Rock sempre fizeram pate do imaginário do motociclismo. Partir para longe, para muito longe, em exclamação de Vida, Liberdade e Prazer. Ao som do Rock and…, roll.

Celebremos. Um fim de tarde. Uma brisa suave. Uma estrada torcida. Uma tasca na curva. Uma Sagres fresquinha (só uma!). Uma miúda compincha. Uma guitarra que grita. Uma vida que se vive. 

Todos os dias são bons dias para andar de mota. Celebremos. No seu dia mundial, façamos uma enorme vénia ao Rock. Os poucos que têm som nas suas motas, que façam ouvir bem alto as suas colunas. Aos demais deixo a sugestão. Ide andar de mota a trautear os lendários australianos AC/DC – aqui no Estádio Monumental de Núñez em 2009, casa do River Plate em Buenos Aires, durante a Black Ice World Tour. Yeahhhhh!!!!!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Córdoba e Toledo por Estradas Nacionais (III)

Seguramente que há mais de vinte anos sonhava com esta voltinha..., termino hoje o relato desta fuga que comecei a contra aqui (link) e aqui (link)

Estas viagens relâmpago têm sempre a sua má moeda. Partimos assim, felizes da vida, mas…, regressamos depressa demais. Na terça-feira dita de Carnaval, foi tempo de arrumar a mala e regressar a casa. A opção foi seguir pela CM-401 pois o foco desse dia era a N-502 que dá acesso à EX-102 que passa o Puerto de San Vicente e beija a Serra de Guadalupe. Em termos de condução este foi claramente o destaque desta jornada. São cerca de oitenta quilómetros de estrada bem asfaltada com curvas bem desenhadas tudo próximo da classe mundial. 

Para despedida, o almoço acabou por ser feito bem junto da Catedral de Guadalupe no restaurante…, Guadalupe. Dez euros para entrada, primeiro prato, segundo prato, sobremesa, bebidas, café e licor digestivo; tudo caseiro, tudo apresentado com respeito. Uma última surpresa que transformou esta pequena viagem num autêntico mini raide moto-gastronómico. 

O regresso à base, em Lisboa, foi feito via EX-209 e N4 já em Portugal. Acabou por ser um longo dia de estrada, cerca de 600 quilómetros, tendo o cansaço se feito notar na parte final devido à minha teimosia de não pisar auto estradas. 

O airbnb voltou, pela enésima vez no meu caso, a revelar-se aposta acertada para as dormidas. Só paga hotéis caros ou locais manhosos quem quer. A Honda CRF 1000L Africa Twin DCT revelou-se o quanto baste confortável e confirmou a sua versatilidade. Estando longe de ser um sport tourer, lambe o asfalto com eficácia e destreza. Foram feitos 1420 quilómetros com um decepcionante consumo de 6.3 l/100Km – contas “de cabeça”, as malas laterais penalizam o consumo em pelo menos meio litro por cem quilómetros. 

Toledo é bonito mas não me fascinou. Fiquei com vontade de regressar a Córdova. E a retorcida estrada na região da Serra de Guadalupe recomenda-se vivamente. Esta é uma voltinha de mota diferente, culturalmente exótica, fácil e económica. A repetir sempre que possível.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Todos os dias são bons dias para… (III)

Sabiam que hoje é o Dia dos Trabalhadores Industriais Mundiais? Então “isso não era” no Primeiro de Maio, sendo “feriado e tudo”? Não…, esse é o Dia do Trabalhador, seja qual for a sua profissão. 

Assim nasciam as primeiras BWM há quase cem anos
Hoje estamos a celebrar os trabalhadores industriais de todo o mundo. De entre eles, aqueles que há mais de um século pensam, desenham, projectam, manufacturam e fazem chegar até nós, este objecto desejo de paixão chamado motociclo. 

Acho que todos nós motociclistas temos muito a vos agradecer. Como todos os dias são bons dias para andar de mota. Celebremos. Trabalhadores da indústria do motociclismo por esse mundo fora, o passeio de mota de hoje é vos dedicado.

domingo, 25 de junho de 2017

Córdoba e Toledo por Estradas Nacionais (II)

Seguramente que há mais de vinte anos sonhava com esta pequena voltinha..., regresso agora a ela depois de ter deixado aqui (link) a primeira parte do relato.

Domingo foi tempo de calcorrear a cidade, para a frente a para trás, na peugada do Al-Andaluz. O destaque vai claramente para a jóia da coroa Andaluza. Já poucas coisas na vida me vão valendo um valente Uaaauuuuu…, a Mesquita-Catedral é de ficar boquiaberto, foi declarada Património da humanidade pela UNESCO em 1984 e merece por si só a passagem pela cidade. O jantar fez-se junto ao Guadalquivir no restaurante La Tinaja, comida local deliciosa, com charme, a preço decente.

No dia seguinte, rumo a Norte pela N-420 cruzando o Parque Natural da Serra de Cardeña e Montoro, primeiro até Ciudad Real e depois rumo ao destino Toledo. Sair cedo foi fundamental para aproveitar a tarde com o Tejo aos nossos pés na cidade das três culturas. Toledo é monumental e fascinante. Aqui ou temos tempo e paciência para mergulhar na historia e visitar todo o pedaço de doce passado ou optamos simplesmente por nos perdermos nas apertadas calçadas. Foi esta última a minha opção. 

Tristemente, o tempo de jantar chegou demasiado rápido e o petisco fez-se ali, bem no coração da cidade, junto à Praça Zocodober no Cucharra De Palo…, mais cañitas, mais tapas, mais sorrisos e simpatia, mais comida local e deliciosa – só diz que se come mal aqui no vizinho do lado quem não sabe procurar.

(Continua...)


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Limalhas de História #33 – 22 de Junho de 2008




Quinze. Quinze anos. Quatro. Quatro meses. Quinze anitos e quatro mesitos e já sacava pódios como tu sacas sagres fresquinhas do frigorifico nestes dias de calor. Bueno, no exageremos… 

Faz hoje exactamente nove anos. Donington park, North West Leicestershire. Que é como quem diz, bem no centro da Inglaterra. Enquanto Rossi, Stoner, Pedrosa e Lorenzo já brilhavam no MotoGP, o adolescente catalão Marc Márquez conquistava, na sua KTM, a sua primeira subida ao lugar mais baixo do pódio. 2008 e 2009 foram tempos de aprendizagem…, o resto da historia é sobejamente conhecida.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Todos os dias são bons dias para… (II)

Os mais atentos terão reparado. 04h24. A hora a que o servidor deu à luz este texto. Não há coincidências. Já lá vamos… 

Sabiam que o hoje é Mundial da Girafa? Devia ser feriado. Mas é também Dia Europeu da Musica. Dia Mundial do Yoga. Mas, sobretudo, hoje e desde os tempos em que os animais falavam, comemora-se o Solstício de Verão, comemora-se o início de verão. 


O termo "solstício" chega-nos do Latim. Sendo composto pelas palavras sol e sistere (que não se mexe). Visto da Terra, o sol parece parado, mantendo uma posição fixa ao nascer e ao se pôr, durante algum tempo. Este ano o solstício do verão acontece precisamente agora, 21 de Junho, às 04h24. 

Celebremos o verão. O verão sempre foi a minha estação preferida. Desde miúdo que o verão me apaixona. Os longos dias, as noites quentes, as brincadeiras na rua, a liberdade, o dolce fare niente. Gelados e bolas de Berlim. Mergulhos refrescantes nas outrora geladas águas da Caparica e fins de tarde “(…) a ver o por do sol, patrocinados por uma bebida qualquer”. 

Celebremos o verão. Mais tarde vieram as motas e o verão reforçou o número um do meu top “estações do ano preferidas”. Concentrações, acampar junto a barragens, a loucura de Faro e os mergulhos nas águas tépidas algravias. Mais tarde viagens. Longas viagens por essa Europa na peugada de montanhas, curvas e paisagens frescas e verdejantes 

Todos os dias são bons dias para andar de mota. Apesar de no verão ser obviamente mais fácil. Celebremos. No momento em que chega o verão, celebremos a vida. Celebremos as viagens. Celebremos o prazer. Celebremos toda esta paixão. Celebremos a andar de mota.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O “Grande Prémio” de Oeiras de 1989

Praia da Amorosa 1988, era assim a Velocidade nos anos 80. Foto de Alex Laranjeira
A história da velocidade nacional encontra episódios épicos. Os que melhor vivi foram os circuitos da OTA, na base aérea, algures nos anos 90. Ainda antes da OTA há histórias lindas de Santo André, corrida que se realizou vários anos e da Praia da Amorosa. Mas nada bate o “Grande Prémio” de Oeiras de 1989. O acidente de Germano Pereira e da sua Ducati andou anos no anedotário nacional. Recentemente encontrei aqui (link) um relato de Alberto Pires que agora, recupero. 

O "GP" de Oeiras foi um momento infeliz. A pista não tinha condições e a organização não conseguiu controlar os acontecimentos. Foi uma espécie de "prova de feira" com motos potentes, e acabou mal. Os treinos das 125 misturavam as duas classes e o momento da partida é elucidativo do nível da organização. A classe 125 Promoção teve em Luis Catarino o seu vencedor, seguido por Jorge Dias e em terceiro Artur Martins. 

Na 125 Livre Jorge Dias levou a melhor sobre todos, impondo um excelente andamento desde o início. Pedro Geirinhas ainda tentou seguir o piloto da Cagiva mas acabaria por sofrer uma queda violenta. Acabaria por ser Joaquim Cidade a terminar em segundo, depois de se libertar do grupo em que andava, e Luis Catarino voltou a subir ao pódio, ao ficar na terceira posição.  

As SBK resumiram-se aos treinos. A falta de condições era de tal forma evidente que a organização decidiu que os pilotos dessem duas voltas de apresentação, antes de se iniciar a corrida, por forma a que o público se organizasse melhor e os pilotos se habituassem à moldura humana existente. Simplesmente, não avisaram todos os pilotos. Germano Pereira foi um deles. Quando acabou de dar a volta de aquecimento e passou na meta deve ter pensado que não esperaram por ele para dar a partida, e continuou. Simplesmente, quando voltou a passar na meta, que ficava pouco depois de uma curva rápida, deparou-se todos os pilotos parados, com os assistentes ao lado, e entrou pelo meio deles depressa, muito depressa, atirando várias motos ao chão e mandando alguns pilotos e mecânicos para o hospital. A organização foi obrigada a anular a corrida.

125 Livre from Alberto Pires on Vimeo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Todos os dias são bons dias para… (I)

Sabiam que o hoje é Dia de Corpo de Deus? Por isso é feriado. Mas é também Dia de Santa Germana. Dia Mundial da Consciencialização da Violência Contra a Pessoa Idosa. E Dia Mundial do Vento. 

Falemos de coisas alegres. O vento é coisa seria. O vento é companheiro. Por vezes compincha. Outras, traiçoeiro. O vento é inseparável do motociclismo. Sempre de braço dado com o motociclista.  


Celebremos o vento. De preferência com os cabelos a ele dados. Eu sei, é perigoso, não se deve. Como tanta outra coisa. Uma vez, há anos, fiz centenas de quilómetros na Tailândia sem capacete. Cabelos ao vento, ao perigo. Inesquecível. Ainda bem que o fiz. Adoro andar de mota de cabelos ao vento. Nem que seja numa fugaz voltinha ao quarteirão. Só para matar saudades da liberdade e beijar ternamente o perigo. Sentir que estou vivo.

Todos os dias são bons dias para andar de mota. Celebremos. No seu dia mundial, hoje teremos vento norte com fartura. Celebremos então. Com um passeio de mota junto ao azul do mar. Se possível, de cabelos ao vento.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Limalhas de História #32 – 14 de Junho de 1992

Uma, duas, três, quatro vitorias seguidas. Um, dois segundos lugares seguidos. Uma quinta vitoria. E quase a tragedia na prova seguinte. 

Faz hoje exactamente 25 anos. Hockenheim, Baden-Württemberg, sudoeste da Republica Federal da Alemanha. Mick Doohan, o fantástico piloto da Golden Coast australiana, vencia a sua quinta corrida da temporada. A estas vitórias juntava mais dois segundo lugares. Esmagador. Esmagador foi também o acidente na ronda seguinte em Assen que impediu o primeiro título mundial do “aussie”. Doohan…, remontaria nos anos seguintes. E ofereceu um pentacampeonato à HRC! Notável.

Saca! #24



terça-feira, 13 de junho de 2017

Lisbon Motorcycle Film Fest em modo afirmação

Com muita pena…, este ano o Escape não esteve presente Lisbon Motorcycle Film Fest. O desafio foi gigante, mas com a ajuda de todos os patrocinadores e parceiros, a organização sente que ultrapassou largamente as suas próprias expectativas. 


No segundo dia de evento já havíamos ultrapassado o número total de bilhetes vendidos nos 3 dias da primeira edição, a participação do público nas Talks foi bastante superior, no sábado à noite tivemos mais de 120 motos a rodar pelas ruas de Lisboa na primeira Night Ride que organizámos e no domingo de manhã conseguimos que cerca de 150 fãs do MotoGP viessem apoiar o piloto nacional Miguel Oliveira, na corrida de Moto 2, transmitida em directo na Sala Manoel de Oliveira, graças à Sport TV.

Fiquem atentos ao website e redes sociais do Lisbon Motorcycle Film Fest, pois ainda este ano a organização promete algumas boas surpresas para quem tal como este Escape é apaixonado por motos e cinema.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Regresso ao Futuro parte VI e última ufffff...


[Uma Dominator que não foi mais do que um sonho de verão, fim de odisseia....]

“Congelado” em mil novecentos e noventa e dois (link), restou-me uma boleia no velho Corsa, um banho gelado, a tal posta suculenta e uma noite quente mas de sono profundo graças ao cansaço. 

Mas antes, preocupado, chateei meio mundo para me tentar desenrascar. A moto não tinha assistência em viagem e precisava de dois pneus novos com caracter de urgência. E, fundamentalmente, não queria gastar os meus parcos dias de férias preso no passado, em mil novecentos e noventa e dois, repito. 

Com ajuda do meu amigo Moniz da Rod’aventura cheguei à fala com o Ricardo que julgava ser o Francisco, da Motocenter. O Ricardo teve a real pachorra de interromper o seu jantar de sábado, várias vezes, devido à minha insistência de querer dois pneus novos, para uma Dominator do século passado, e tudo isto para ontem 

No dia seguinte continuei preso no século passado. Passeei num velho barco do Pinhão ao Tua. Alheira caseira e queijos suaves com nacos de pão para o almoço e uma tarde em perfeito “dolce fare niente” entre um pedaço de relva e uns mergulhos no Douro.

Chegamos a segunda-feira. Bem cedinho encontro enfim o veículo que me iria trazer de regresso para o futuro. Um Mercedes enorme, vermelho, bonito, ai com mais de cinquenta lugares, propriedade da Auto Viação Tâmega. Fui de avião para o passado. O regresso ao futuro foi feito de Expresso. 



A coisa haveria de se compor com a boa vontade da Tranquilidade, a minha seguradora há anos. Adoraria ter visto a cara do Sr. Paulo quando na manhã de terça-feira lá chegou o reboque de outro Senhor qualquer para ir recolher a velha “Domie”. A Dominator demoraria cerca de uma semana a viajar até Lisboa – “sabe como é…, reboques, verão…, calor, férias”, sim sei. Os pneus chegaram muito mais rapidamente à Motocenter.

Naturalmente, já não foi necessário nova viagem ao Douro com os pneus na mão. Descer pela N2 de regresso ao futuro vai ter que ficar para outra oportunidade. Entretanto, a Honda NX650 Dominator já anda por ai nas suas voltinhas…, qual DeLorean DMC12.

Limalhas de História #31 – 12 de Junho de 1967

Houve um tempo em que motociclismo rimava com romantismo. Querem ler esta pequena limalha apaixonante? 


Faz hoje exactamente 50 anos. Atlântico Norte. Bem no coração do Mar da Irlanda. Verde e húmida Ilha de Man. Início da quarta etapa do então campeonato mundial de velocidade em motociclismo. No primeiro de quatro dias de TT, Mike Hailwood limpava a categoria de 250cc aos comandos da mítica Honda de seis cilindros. Mas Mike “The Bike” não ficou por aqui na Ilha, vencendo ainda durante a semana a classe 350ccc e 500cc tendo sido nesse ano campeão do mundo de 250cc e 350cc e vice-campeão de 500cc. Fantástico!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

“Navegar” é preciso

Um destes dias estive na Motocenter a apreçar umas borrachas novas para a CRF1000L. Perguntaram-me pela Dominator. E ficamos por ali durante uns breves mas deliciosos minutos a falar de motas e motociclismo. Gosto de ser cliente na Motocenter. Como costumo dizer, vender algo não tem de ser apenas um negócio. 

Acabei por vir para casa a pensar como seria bom poder racionalizar muito melhor o tempo de forma a investi-lo mais em duas coisas que adoro. Andar de mota e escrever sobre motociclismo.

O Escape voltou a ficar cheio de pó, aqui, parado na garagem dos blogues. E a máquina até tem alguma gasolina no depósito…, leia-se, alguns textos para publicar e outros aqui entranhados na alma. 

Vamos a isso…, “navegar” é preciso!

Limalhas de História #30 – 8 de Junho de 1986


Há locais assim. Tão bonitos quanto perigosos. Três longas rectas. Meia dúzia de curvas encadeada. Tudo emoldurado por suaves e verdejantes colinas. 

Faz hoje exactamente 31 anos. Salzburgring. Alpes austríacos. Não muito longe de uma das mais belas zonas lacunares do mundo, Salzkammergut. Eddie Lawson, na frente de Gardner e de Mamola, faz o tri de um tetra de vitórias que catapulta a sua Marlboro-Yamaha para o título de 500cc nessa temporada.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Já basta!

Na primavera. Todos os anos é isto. Mas este ano tem sido demais. Com uma frequência quase diária morre mais um motociclista nas estradas portuguesas. Uma tristeza. 

Algumas páginas, em especial da rede facebook, tornaram-se por estes dias verdadeiras páginas de necrologia. É demais! De manhã já me questiono. Quem será hoje? Um amigo? Um conhecido? Eu próprio? Será que hoje é o meu dia? 

Aqui não há espaço para culpados. Aqui todos são vítimas. Quem parte, os sobreviventes, quem fica. 

Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas sejam protagonistas? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas se vejam protegidos? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária que alerte para a fragilidade dos motociclistas? 

Não, não, não e nunca. O dinheiro dos impostos que pagamos, o dinheiro das multas que pagamos podem servir para muito mas nunca para proteger o motociclista. Se calhar já basta, não? 

E se o Estado nada faz e continua a assobiar para o lado enquanto saca taxas e taxinhas por mais um funeral de um motociclista, se calhar cabe nos a nós fazer alguma coisa, não? Se calhar cabe nos a nós, motociclistas, fazer mais do que um pequeno lamento, escrever um “RIP”, um “DEP”, um “não acredito”. 

Onde anda a Federação? Onde estão os Moto Clubes? Onde estão os Grupos motards? E as revistas? Por que raio não avançamos nós com campanhas dignas que ajudem a parar com esta carnificina diária? 

Perdoem me o desabafo. Mas…, já basta! E contem desde já com este Escape para o que for necessário!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Honda CB500X à prova

Agilidade, diversão e economia. Não se esqueçam daquilo que acabei de escrever. Foi desta forma que caracterizei (link), em Junho do ano passado, a Honda CB500F. E desde que a provei que fiquei muito curioso em conhecer a versão X da família. Só agora foi possível abraça-la… 

Confesso que a primeira impressão não foi apaixonante. Quando a fitei com atenção até me deixei levar pelas suas linhas fluidas. Todavia, o primeiro toque não arrebata. Tendo em conta a posição de condução, tudo parece liliputiano e, sobretudo, um encaixe de pernas algo recuado deixou-me algo apreensivo.

As vantagens de podermos realizar algumas centenas de quilómetros numa mota que não conhecemos são inúmeras. As primeiras impressões podem ser facilmente desmontadas e o conhecimento que vamos adquirido da máquina lança-nos luz sobre aspetos que nem imaginávamos. 

Agilidade, disse eu. Se por um lado acabei por me habituar facilmente à ergonomia da Honda CB500X - esquecendo rapidamente a posição algo recuada das minhas pernas - por outro, pude conhecer uma mota absolutamente adaptada às exigências da condução urbana, o terreno de eleição desta utilitária. 

Diversão, disse eu. Quando saímos para a estrada, a proteção aerodinâmica oferecida pelo pequeno ecrã surpreende pela eficácia. Surpresa não tive pelo belo motor desta “quinhentos”. Já o conhecia e aqui, na X, o coração parece bater de forma ainda mais perfeita do que na pequena F. 

Economia. Mais economia. À agilidade e diversão que conhecia da F e voltei a encontrar na X junta-se a economia. Mais economia, na verdade. Consegui um consumo absolutamente ridículo de 3,6 litros de gasolina por cem quilómetros de cidade devorada – e não andei propriamente a poupar. 

Mais três notas. Uma negativa: pneus; apesar de apenas ter rodado em piso seco, fiquei com a sensação de que em pisos menos abrasivos a borracha de origem não satisfaz. Duas positivas: a iluminação dianteira, mais no aspeto de ser visto do que de ver (engraçado como as “latas” se afastam como se de um grade motão lá viesse.) e os instrumentos sempre legíveis com quaisquer condições de luminosidade 

Sejamos honestos. Se pensa que com uns miseráveis 6400€ vai comprar uma mota para dar a volta ao mundo então…, tem razão. Aqui está ela. Se até há quem vá de PCX ao Nepal… Mas a Honda CB500X não foi construída para tal. A Honda CB500X foi concebida para a batalha diária das grandes cidades e seus arredores, terrenos onde se move a roçar a perfeição. Contudo, se lhe pedir para ir mais longe, ela irá. E fá-lo-á sem se queixar.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Córdoba e Toledo por Estradas Nacionais (I)

Seguramente que há mais de vinte anos sonhava com esta voltinha. Incrivelmente, por este ou aquele motivo vinha sendo adiada, até ao final do passado mês de Fevereiro. Enfim, os astros alinharam-se, e a pequena “pausa” de carnaval foi a data escolhida. “Por estradas nacionais” foi apenas o tempero para passar mais tempo na estrada e tornar o passeio menos dispendioso. 

Por sorte, o tempo apresentou-se nesses dias algo frio mas seco. Passado o Tejo para sul, a N4 e a N114 levaram-me até Évora – tempo para uma cafezada, visitar a MOTODIANA que se apresenta de cara lavada, e dois dedos de conversa com os amigos alentejanos. Dali a N256 levou-me até Monsaraz, ao seu castelo e às margens do Guadiana. O almoço fez-se de um lauto cozido de grão na Adega Velha – bom, honesto mas nada de soberbo.

De barriguinha cheia, demasiado até, foi tempo de cruzar a fronteira e ser abraçado por umas, já nessa época, lindíssimas amendoeiras em flor. O caminho até Córdoba faz-se, maioritariamente, pela N-432. Tudo demasiado calmo, com um verde profundo deixado pelas intensas chuvas de inverno a emoldurar a viagem, apenas com alguma animação em forma de curvas rápidas já nos montes a norte deste primeiro destino. 

Córdoba revelou-se uma rica surpresa. Para além da monumentalidade reconhecida mundialmente, a cidade está cheia de movida (potenciada pela época carnavalesca), bons e acolhedores restaurantes com preços simpáticos. Naquele sábado não resisti a “tapas e cañitas” num local muito parecido com o Mercado Time Out em Lisboa…, e até um pezinho de dança se deu…, sinal que os quinhentos quilómetros na Honda CRF 1000L Africa Twin DCT não tinham deixado mossa. 

(Continua...)


domingo, 16 de abril de 2017

Só para quem ama verdadeiramente andar de mota

Foto Luís Duarte - MOTOCICLISMO

É assim, nem mais nem menos, que qualifico o Road Miles. Como vos disse aqui (link) tive o privilégio de estar presente na edição inaugural deste desafio a convite da MOTOCILCISMO. O texto completo sobre o evento poderá ser lido na edição de Maio da revista mas…, já podem espreitar aqui (link), no sítio da revista, um pouco do que foi este dia em que Rui Baltazar, Luís Lourenço e Jorge Gameiro decidiram tirar os mototuristas portugueses (alguns espanhóis também estiveram presentes) da sua zona de conforto.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

The road is still under construction


Dois anos de Escape. Era uma segunda-feira. Dia 13 de Abril do ano da graça de 2015. Finalmente materializava aqui (link) e aqui (link) uma ideia antiga. Uma página, em forma de blogue, onde fosse possível plasmar esta Velha Paixão do motociclismo. 

Tal como há dois anos atrás a estrada mantem-se em construção. Porque, se o caminho se faz andando, a estrada faz-se escapando. 

Uma palavra para vocês que por aqui e pela página do facebook deste blogue vão passando. Cada vez são mais, cada vez interagem mais e sem vocês esta viagem não teria graça nenhuma. Obrigado a todas e a todos, boas curvas…

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Triumph Tiger 800 XRx à prova

Uma dúzia de provas feitas aqui no Escape. Esta é exactamente a décima segunda. E tal como a primeira (link), a fonte da prova vem de terras de Sua Majestade. Curiosidades. E para comemorar em grande, esta é a maior prova deste Escape. Foram mais de setecentos quilómetros aos comandos da sedutora XRx. É obra… 

O que e que a Tiger 800 XRx tem? Desde logo personalidade. Num primeiro olhar a mota parece fitar-nos descaradamente. Anda dai, motociclista, leva-me a passear, sussurram-me as suas linhas peculiares. 

A XRx é a versão mais estradista da alargada família Tiger 800. O primeiro contacto físico é desde logo muito agradável. O corpo encaixa bem e com conforto, o guiador parece colocado na posição correta, os instrumentos de leitura fácil e rápida habituação. 

Dinamicamente, ainda na cidade, facilmente descubro uma elasticidade na unidade motriz tricilíndrica para lá do normal. Caixa suave, precisa e embraiagem leve. Em via rápida rumo ao campo testo o cruise control. Fácil de usar apenas com o polegar direito, será de extrema utilidade, mais tarde, para quando os quilómetros se acumulam no corpo. Quando a estrada se encarquilha, a Triumph Tiger 800 XRx surpreende pela agilidade e leveza, tudo certo e bem afinado. 

Acumulei quilómetros e quilómetros na 800 XRx. Com ecrã regulado (manualmente) na posição de altura máxima, só sinto algum desconforto em velocidades bem acima do limite legal. Ai, na velocidade pura, o pequeno Tigre não está tão à vontade, este não é o seu terreno de eleição. A “sua praia” são sem dúvida os passeios em estrada secundárias ou os grandes espaços, mas sempre em ritmo moderado. Em percurso urbano o equilíbrio também se faz notar. A utilização diária na cidade e arredores não lhe é estranha.

Excelente surpresa está guardada para o regresso à bomba de gasolina. Bolas, são três cilindros e noventa e cinco cavalos. Todavia, a factura fixa-se por pouco mais de cinco litros de líquido inflamável por cem quilómetros rodados. 

A personalidade sedutora no primeiro olhar confirma-se com a utilização. A polivalente Triumph Tiger 800 XRx deu carradas de prazer. Só fiquei triste com um pormenor..., ter de devolver o pequeno Tigre malandro ao seu dono.

terça-feira, 11 de abril de 2017

O mercado tem sempre razão


Aqui estão os mais recentes números de venda de motociclos novos. A tendência mantem-se em alta com o mercado a subir 25% em Março e 15% no primeiro trimestre deste ano – face a idênticos períodos do ano passado. 

São boas notícias. Boas noticias também para a Honda que consolida a sua liderança inequívoca. A marca da asa dourada cresce 25% no mês e no trimestre e é dona de cerca de um terço do mercado. Muito forte! 

Quem não acompanha este crescimento são, entre outras, Yamaha (a cair 8% no trimestre) e BMW, esta a manter os seus números. 

Destaque positivo ainda para a Triumph. Como se disse aqui (link) a marca vive um momento de explosão; cresce na casa dos três dígitos, vendeu quase tantas motas neste primeiro trimestre de 2017 como no ano todo de 2015 e ameaça escalar no top ten. 

Estes são os números, cotejem com as estratégias de marketing, pensem e tirem as vossas próprias conclusões. Eu já tirei as minhas, e não foram precipitadas.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Triumph Tiger uma lenda viva

Triumph Tiger 80, a original. Em baixo a Tiger 900 de 1993


Oitenta anos. Não é brincadeira. Sim, a Triumph Tiger comemora este ano o seu octogésimo aniversário. Quantas motas se podem orgulhar desta fantástica idade? 

Ainda na fase pré-twin, a primeira Tiger 80 nasce em 1937 nas fábricas da Triumph Engineering. Monocilíndrico de 350 cc e caixa de quatro velocidades. Naqueles anos, imediatamente anteriores à terrível Segunda Guerra Mundial, a indústria britânica estava pujante. Depois, logo em 1939, surge a Tiger 100, o primeiro twin paralelo de 500cc. A lenda começava a ganhar forma…

Dos destroços da Guerra, milhares de Triumph Tiger se ergueram para criarem um dos nomes mais afamados da história do motociclismo. 

Após o apogeu (sessentas e setentas) e queda (oitentas) a Tiger regressa em 1993 já pela mão da Triumph Motorcycles ltd. A actual Tiger 800 nasce em 2010, equipada com um moderno tricilíndrico. 

Com aqui (lnk) vos contei, tive a sorte de no passado fim-de-semana ter participado na edição inaugural do Road Miles. E, por vezes, a sorte é como o azar, um golpe não vem só. No Road Miles tive a companhia de uma Triumph Tiger 800 XRx. 

Rica forma de comemorar os oitenta anos desta Velha Senhora…, para ler em breve…
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