quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Tertúlia do Escape na Cidade Invicta

Já há algum tempo que sou fã do trabalho desenvolvido a Norte pelos rapazes da Ton-up Garage que, de certa forma, até é mais conhecido e reconhecido fora do que dentro de Portugal. Cenas nossas… 


Paixão, dedicação e autenticidade são algumas das palavras-chave para caracterizar o labor da Ton-up. Um exemplo disso mesmo é a sua “OutRun”. A moto teve apresentação no "Wheels and Waves" de 2018 como uma das seis XSR700 integrantes do projecto Yard Built da Yamaha com o tema "regresso ao futuro". A "OutRun" da Ton-up Garage chamou verdadeiramente a atenção de todos e venceu na respectiva categoria a clássica competição Punk's Peak.

Assim, visitar e conhecer melhor a Ton-up Garage e o seu trabalho há muito que estava nos planos deste ESCAPE. Este dia (link) – quando corri a Nacional 1 - foi apenas um deles. Mas por um ou outro motivo nunca conseguia concretizar o objectivo. 

Por outro lado, estava ainda a Tertúlia do Escape em plena fuga alentejana (link) e já tínhamos começado mesmo na estrada, algures na planície, a planear nova “deslocalização” agora para Norte. Ao discutir o possível local, logo que alguém sugeriu o Food & Fuel Ton-up Garage (aberto desde o verão passado no 792 da Rua de Camões no Porto) senti que os planetas estavam a começar alinhar-se. 

E alinharam mesmo! Esta que será a décima Tertúlia do Escape, vai realizar-se na Cidade Invicta. E tal como em Évora ao ESCAPE volta a juntar-se a Patrícia e o João, autores do excelente blogue Quilometro Infinito (link) e a Petra e o Sérgio, viajantes passionais e autores de uma das mais estimulantes contas de instagram que vão encontrar por cá (@wanderlust.africatwin) e que vai muito além das bonitas imagens. 

É, digamos, um cartaz de luxo que se volta a reunir. A vibrante cena da customização pode muito bem ser o ponto de partida para mais uma excelente tarde a conversar sobre motas, motociclismo e viagens. 

É já no próximo dia 16 de Março, sábado, e estão todos convidados para aparecer no Food & Fuel Ton-up Garage no Porto a partir das 15h30. Venham dai, contamos convosco!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Passeio Escape Rod’aventura pelo Oeste - inscrições abertas

Reservaram o dia 10 de Março, domingo, para vir passear connosco? Se sim é porque têm andado atentos, se não…, não foi por falta de aviso (link)… 

A pedido de “varias famílias”, o passeio Escape Rod’aventura pelo Oeste será um passeio despretensioso mas pitoresco, que vos levará a descobrir alguns recantos pouco conhecidos da Região do Oeste, por estradas que ligam terras e gentes ricas em história, cultura e gastronomia. 

Como ficou dito (link) este passeio vai ser limitado a pouco mais de vinte motos – cinquenta pessoas, na verdade. O encontro será na Rod’aventua, em Alfragide, às 9 horas, breve briefing pelas 9h15 e saída para a estrada pelas 9h30. O almoço será como o passeio, descontraído, na Churrasqueira Os Sócios no Bombarral – umas casa simples mas honesta. 

Relembro ainda que inscrição custará 15 paus e inclui o almoço e o acesso ao sorteio de alguns brindes. O passeio realizar-se-á quaisquer que sejam as condições atmosféricas. Somos motociclistas!

Notem que este será um passeio à maneira antiga sem “mariquices”, sem road book, waypoints e “frescuras” do género. Vamos como antigamente: uns atrás dos outros, na boa. O objectivo deste dia é apenas um: vivermos um domingo de motociclismo e partilha-lo com amigos. Uma espécie de Tertúlia activa (link) !

As inscrições estão abertas e podem ser efectuadas com o Paulo Moniz na Rod’aventura. Apenas serão considerados inscritos quando efectuado o devido pagamento – espero que compreendam que o pagamento é antecipado para facilitar a tesouraria e evitar falsas confirmações ao almoço.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

A estrada, a moto e o telefone esperto – Estrada Nacional 111


Quando iniciei aqui (link), aqui (link) e aqui (link) esta epopeia de perseguir o Plano Rodoviário Nacional de 1945, mergulhando bem fundo naquilo que o legislador hoje apelida por “outras estradas”, sabia que esta não seria uma tarefa nem fácil nem instantânea. Pelo contrário, trata-se de uma maratona e como tal tem de ser “corrida” ao ritmo certo para tentar chegar ao fim. 

portugal estrada nacional 111 mv agusta turismo veloce Das centenas de possibilidades para cumprir o meu objectivo escolhi, de forma prática, tendo em conta a minha base alfacinha, seguir a lógica da numeração, partindo da Estrada Nacional 1 ate ao “infinito”. 

Um, dois, três, quatro, cinco seis, oito, nove e dez. Pausa. Quero aqui deixar claro que não vou abandonar a logica escolhida e olvidar Estadas Nacionais a Norte e interior de Portugal. Simplesmente, facilmente compreenderão que lá chegarei quando for possível. Se o tempo, o maior dos luxos, não fosse um bem escasso, partiria de imediato uma, duas, três semanas, três meses por esse Portugal fora a viajar de moto, fotografar, escrever e partilhar. 

Assim, a partir de agora este ESCAPE vai desconstruir ainda mais o Plano Rodoviário Nacional de 1945, avançando e recuando na numeração consoante a minha disponibilidade. E basta de conversa, estamos aqui hoje para conhecer a bela Estrada Nacional 111 (N111). 

A ESTRADA DO BAIXO MONDEGO
A N111, ainda que municipalizada nalguns pontos – como sabem este ESCAPE não se deixa intimidar com legisladores acéfalos - liga a Figueira da Foz aos arredores de Coimbra. E apear de ter pouco mais de quarenta quilómetros de extensão podemos nela e junto dela passar belos momentos ao redor das soberbas paisagens da bacia do Baixo Mondego. 

A começar desde logo pela Figueira da Foz, lugar com presença humana antiquíssima, fez parte do reino suevo; mais tarde viria a ser conquistada aos mouros quando da conquista de Coimbra por Fernando Magno em 1064, integrando o Reino de Leão e consequentemente o Condado Portucalense. A Figueira da Foz conheceu enorme crescimento devido ao movimento do porto e ao desenvolvimento da indústria de construção naval tendo o seu maior período de progresso sido o final do Século XIX. A Figueira mantem-se um destino clássico do litoral português. 

Dali a estrada segue lenta. E à medida que o cheiro a maresia desaparece, surge aquele cheiro a lenha, a lume, aquilo que nós “palermas da cidade” denominamos cheiro a aldeia. 

O Paço de Maiorca, palácio situado na freguesia de Maiorca, a cerca de 12 quilómetros da Figueira da Foz, rapidamente fica para trás. O mesmo não podemos fazer com Montemor-o-Velho e o seu castelo que é credor da nossa visita - na margem direita do rio Mondego, em posição dominante sobre a vila, à época junto à sua foz, no contexto da Reconquista cristã da Península Ibérica assumiu-se como ponto estratégico na defesa da linha fronteiriça do baixo Mondego. 

Dali a estrada ganha espaço e velocidade mas perde encanto e rapidamente estamos em Tentugal a beber um café e provar um dos seus pastéis; doce conventual típico criado pelas freiras carmelitas do Carmelo de Tentúgal - Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal - e confeccionado desde os finais do século XIX. 

Daqui é “um saltinho” até à Adémia de Cima onde a N111 morre sem mais historia nem glória naquilo que em tempos foi a Estrada Nacional 1 (link). 

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Quem, o quê, onde, como, quando e porquê – não necessariamente por esta ordem… 

A Estrada Nacional 111, também conhecida como “Estrada do Baixo Mondego” tem o se inicio na Rua Doutor Uriel Salvador, Figueira da Foz, não muito longe da foz daquele que é o é o quinto maior rio português e o primeiro de todos os que têm o seu curso inteiramente em Portugal, e o seu términus num cruzamento com a Nacional l (link), na localidade de Adémia de Cima, arredores de Coimbra. Foi por este ESCAPE percorrida, do litoral para o interior, no final de Dezembro de 2018 aos comandos de uma MV Agusta Turismo Veloce Lusso que teria gasto pouco mais de cinco litros de gasolina por cem quilómetros caso a pequena estrada da Beira Litoral tivesse essa dimensão. A N111 não é uma estrada qualquer e é credora do nosso respeito. Apesar de humilde em distância, desempenhou (e ainda desempenha) importantíssimo papel no desenvolvimento das populações que serve fazendo a ligação da histórica Coimbra, cuja Universidade foi declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2013, ao oceano, naquela que durante décadas foi conhecida como "Rainha das Praias de Portugal".

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Honda CRF 250 Rally Vs Royal Enfield Himalayan - o confronto nas Linhas de Torres

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A espera chegou ao fim. 

Aqui (link) tinha-vos contado de forma sucinta o que eu e o Rad Raven tínhamos andado a fazer naquele que foi um dia cheio de motociclismo, passado com muito frio nos ossos mas com um gigante sorriso nos lábios. 

Tinha-vos prometido ainda (link) que iria valer a pena esperar uns dias pelo trabalho de edição do Rad Raven. E cá está ele. O resultado do embate entre Honda CRF 250 Rally e a Royal Enfield pode enfim ser conhecido – motos aparentemente incomparáveis, mas que são na verdade maquinas com propósitos idênticos. 


 

Não percam mais tempo, façam uma pausa, relaxem…, e divirtam-se!

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Passeio Escape Rod’aventura pelo Oeste


Vocês pediram e nós não conseguimos estar sempre a dizer “não”. É verdade…, frequentemente nas Tertúlias do Escape, e não só, surge o desafio para organizarmos um dia diferente, a andar de moto, como todos gostamos. Cá está ele! 

O passeio Escape Rod’aventura pelo Oeste será um passeio despretensioso mas pitoresco, que vos levará a descobrir alguns recantos pouco conhecidos da Região do Oeste, por estradas que ligam terras e gentes ricas em história, cultura e gastronomia. 

A Região do Oeste incorpora a parte norte do Distrito de Lisboa e a parte sul do Distrito de Leiria, sendo limitada a sul pela Área Metropolitana de Lisboa, a leste pela Lezíria do Tejo, a norte pela Região de Leiria e a oeste pelo Oceano Atlântico. Caracteriza-se por uma influência costeira e rural. O turismo não é mas devia de ser uma importante actividade económica da região. 

Notem. Estejam atentos pois este passeio vai ser limitado a pouco mais de vinte motos. A ideia será encontrarmo-nos no espaço Rod’aventua, em Alfragide, pelas 9 horas com saída para a estrada pelas 9h30. O almoço será como o passeio, descontraído, no Bombarral. A inscrição custará 15 paus e inclui o almoço e o acesso ao sorteio de alguns brindes. O passeio realizar-se-á quaisquer que sejam as condições atmosféricas. Somos motociclistas! 

Notem ainda que este será um passeio à maneira antiga sem “mariquices”, sem road book, waypoints e “frescuras” do género. Vamos como antigamente: uns atrás dos outros, na boa. O objectivo deste dia é apenas um: vivermos um domingo de motociclismo e partilha-lo com amigos! 

Reservem o dia 10 de Março, domingo, e fiquem atentos aqui ao ESCAPE e às suas redes sociais, pois temos a certeza que as inscrições vão esgotar muito rápido.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Bajaj Dominar 400 à Prova

teste ensaio review prova bajaj dominar cidadePraticamente desconhecida em Portugal, a indiana Bajaj iniciou a comercialização de motociclos entre nós ainda no primeiro semestre do ano passado. Apesar de até agora ignorada por cá, a companhia asiática é um verdeiro colosso. Ao produzir bem mais de três milhões de veículos de duas rodas anualmente (alguns números apontam para cerca de cinco milhões), a Bajaj assume-se como o terceiro maior construtor mundial. Tem tido colaborações com a Kawasaki e KTM e, curiosamente, detém neste momento 49% do capital da notável marca austríaca. 

Este ESCAPE foi convidado pela IMEX Moto para estar presente na apresentação nacional da marca, em maio passado, mas na altura não foi possível responder afirmativamente a esse convite. E só agora, já em 2019, está a ser possível conhecer melhor a marca e os seus produtos. 

Esta Dominar 400 assume-se, para já, como o topo de gama da marca. E apresenta-se como uma “naked” de inspiração “street fighter” que vai ao encontro das actuais tendências que o mercado dita. 

O motor, monocilindrico de 373cc, conta com 4 válvulas e um sistema de ignição DTS-i (Digital Twin/Triple Spark ignition) com 3 velas. Este motor tem sido elogiado por muitos e a sua base equipa para além da moto indiana a desejada KTM 390 Duke. Na Dominar o pontudo mono indiano debita uma potência máxima de 35cv às 8.000rpm, com um binário de 35Nn às 6.500rpm e, rapidamente, compreendemos que o motor é a estrela do conjunto. Sobe de rotação rapidamente, facilmente coloca o seu binário no solo e de forma automática liberta-nos os primeiros sorrisos. 

No terreno urbano, campo de batalha da Dominar, a ciclística produz uma condução ágil e eficaz, fruto também de uma correta posição de condução. Todavia, rapidamente notamos detalhes que podem e devem ser melhorados no futuro. Elementos de fraca qualidade e que trabalham deficientemente - como é o caso dos espelhos - necessitam de revisão. É ainda importante rever os pneus que não satisfazem em piso seco e, suspeito, podem ser inaceitáveis em piso molhado. 

De forma mais ou menos explicita, tenho aqui dado conta que este desenho das actuais “motos despidas” não me satisfaz. Mas também tenho dito que as actuais novas gerações de motocislitas são bastante bafejadas pela sorte. A Dominar é uma moto moderna, honesta e trabalhadora. Apresenta um preço de combate (4.100€) e assume-se como uma boa opção para quem precisa de simplicidade e eficácia. Quem nos dera a nós há vinte e tal anos poder ter um produto assim para com mais “uns trocos” ajeitar a gosto, fazer face às solicitações diárias e até quem sabem dar um económico passeio com os amigos em noites quentes e fins-de-semana solarengos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

A estrada, a moto e o telefone esperto – Estrada Nacional 10


portugal estrada nacional 10 honda crf1000l afric atwin adventure O que estará para além da curva. Como será o caminho? A paisagem? A estrada? O destino? A Estrada Nacional 10 (N10) faz parte do meu imaginário desde garoto. Falei deste mistério, deste espanto, aqui mesmo (link), no texto que lançava esta verdadeira saga a que num momento de absoluta parvoíce da boa me lancei: perseguir e recuperar o Plano Rodoviário Nacional de 1945 (link). 

No seu troço original, a Nacional 10 ligava Cacilhas a Vila Franca de Xira. Todavia, após a construção da primeira secção da Auto-estrada 1, a N10 acaba reclassificada em 1961, passando a ir até Sacavém. A travessia do rio Tejo faz-se pela Ponte Marechal Carmona. O peculiar trajecto desta estrada nacional acaba por corresponder a uma espécie de radial simétrica à Estrada Nacional 250, Auto-estrada 9 CREL e Itinerário Complementar 17 CRIL, pois circunda Lisboa, pelo lado oposto, ou seja, pela margem esquerda do Rio Tejo. A estrada foi desclassificada entre Cacilhas e o Fogueteiro e entre Alverca e Sacavém. Mas como bem saberão os mais atentos, este ESCAPE não quer saber de desclassificações para nada. Aqui gostamos muito de andar de moto por caminhos tortuosos.

E o início deste caminho é dos mais belos que podemos encontrar cá no rectângulo. Cacilhas, ou mesmo um pouco mais ao lado no agora tristemente decrepito e abandonado cais do ginjal. Por breves momentos somos apenas nós, o Tejo, Lisboa e o céu - Lisboa, Tejo e tudo, se quisermos recuperar o título de uma outrora famosa Revista do Parque Mayer. 

Dali a viagem parte lenta. Recordo, num ápice, os dias de criança, onde o meu pai pela mão me levava para a eterna Caparica, e da adolescência, os dias do “L123” (um passe social da região de lisboa), do cacilheiro e do autocarro que em levavam para três meses de férias giganteeeesssssss ao sol e sal da eterna e para sempre maravilhosa Costa da Caparica. 

Desta vez quedo me rápido, Lisnave, um destroço gigante; Alfeite, as traseiras das traseiras de Lisboa, a velha Cova da Piedade. Dali a estrada, ou o que dela resta, parte sem história nem gloria até Fogueteiro onde passados alguns metros encontramos os primeiros vestígios da N10. 

Mas tudo muda quando chegamos a Azeitão, terra de inesperado bucolismo e gastronomia de classe, vinho, queijo e tortas. Com meia dúzia de trocas de caixa, abandonamos a cidade, a paisagem urbana e industrial e estamos em pleno Parque Natural da Arrábida. Convém ir com tempo, fazer um pequeno desvio e mergulhar na Nacional 10-4 e na Nacional 379-1, caminhos mágicos e hedonistas que sobem e descem ao sabor do relevo da sumptuosa Arrábida. 

O festim termina em Setúbal, terra que nasceu do rio e do mar. Os registos de ocupação humana no território do concelho remontam à pré-história. Foi visitada por fenícios, gregos e cartagineses, que vinham à Ibéria em procura do sal e do estanho. Durante a ocupação romana, Setúbal experimentou um enorme desenvolvimento. Os romanos instalaram na povoação fábricas de salga de peixe e fornos para cerâmica, que igualmente desenvolveram. A queda do império, as invasões bárbaras e a constante pirataria de cabotagem causaram a estagnação, senão mesmo o desaparecimento, da povoação entre os séculos VI e XII. Só muito mais tarde, no século XVII, Setúbal atingiu o seu auge de prosperidade quando o sal assumiu um papel preponderante como moeda de troca e retribuição da ajuda militar ao apoio fornecido pelos estados europeus a Portugal durante e após as guerras da Restauração da Independência, prosperidade interrompida com o terramoto de 1755, a que se associaram a fúria do mar e do fogo. Apenas no século XIX, Setúbal conheceu o incremento que perdera. 

Daqui, a N10 ruma a Oeste. Beija a Reserva natural do estuário do Sado, da qual serve mesmo de fronteira, e saúda a Nacional 5 (link) em Águas de Mora. Com tanta ruralidade, já nos esquecemos que ainda há pouco abandonamos a cidade. Entre montado e vinhas cruzamos Pegões – a Nacional 4 (link) e o Infantado. Daqui a estrada abraça a Lezíria que nos conduz de regresso ao Tejo pela chamada Ponte de Vila Franca de Xira, e à margem norte do rio. 

Daqui até Lisboa não há historia. Apenas industria abandonada e velhas aldeias vizinhas da capital, hoje transformadas em gigantescos (por vezes horríveis) dormitórios. Mas no fim fica o espanto. Quem diria ao olhar para o mapa, quando partimos, que íamos encontrar uma estrada tão densa, viva e rica? 

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Quem, o quê, onde, como, quando e porquê – não necessariamente por esta ordem… 

A Estrada Nacional 10, não é mas podia muito bem ser conhecida por Circular Regional Sul de Lisboa. O seu curioso traçado inicia-se às portas de Lisboa, na margem do tejo, em Cacilhas e termina em Sacavém junto à Portela. Foi por este ESCAPE percorrida no final de Novembro passado, aos comandos de uma Honda CRF1000L Africa Twin Adventure Sports que gastou cinco litros daquele líquido inflamável também conhecido como “ouro liquido”. A N10 não é uma estrada qualquer e é credora do nosso respeito. Conduz-nos num pitoresco passeio que parte da cidade e a ela regressa depois de passar por Parques Naturais, Reservas Naturais, pela vinha, pelo montado, pela Lezíria. A N10 serve populações e o seu desenvolvimento económico. Dava um excelente roteiro gastronómico, cultural e até de arqueologia industrial.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Vamos para a estrada fazendo uso responsável e respeitador da lei.

Amanhã é domingo. Vai estar um dia de sol glorioso. É dia de ir para a estrada. Mas desta vez não vamos apenas passear. O Grupo de Acção Motociclista voltou a apelar à mobilização para a demostração de amanhã. Este ESCAPE partilha e divulga a mensagem. E lá estará. Obviamente, sempre presente! 

Vão ser organizadas duas colunas de motociclistas; uma parte do norte e outra parte do sul; estas vão juntando motociclistas de todo o país ao longo do caminho nas Áreas de Serviço da A1 e A2 e encontrar-se na entrada norte de Lisboa. Ver mapa anexo. 

As colunas de motos em marcha de 60km/h vão deslocar-se pela A1 desde a Área de Serviço da Antuã e pela A2 desde a Área de Serviço da Almodôvar. Partem às 10h00 de Antuã e às 11h00 de Almodôvar e está prevista a chegada e entrada simultânea em Lisboa pela 2ª Circular (Encarnação) às 14h30. A manifestação chega à Praça dos Restaurados às 15h. 

Enquanto cidadãos/motociclistas, vamos demonstrar ao país o nosso grande desagrado pela forma como a Assembleia da República e o governo tratam e desconsideram estes assuntos. 

[São conhecidos os nosso motivos, assim] os motociclistas vão protestar contra injustiças de que são vítimas, sendo que algumas dessas injustiças penalizam toda a sociedade portuguesa. 

Participação é então o que se o que se pede a todos os motociclistas, sem excepção, Participação mas também responsabilidade. Os motociclistas querem ser notícia pela sua opinião relativamente à luta pela verdade e na defesa dos seus Direitos, Liberdades e Garantias. Os motociclistas não querem ser “a” notícia. Não sei se me faço entender…
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