sábado, 17 de fevereiro de 2018

Máxima participação máxima responsabilidade

Amanhã é dia de fazer ver ao Ministro Cabrita que não pode mentir descaradamente, intoxicando a opinião pública com informações falsas sistematicamente contrariadas pelos estudos científicos e pelas estatísticas. 


Participação é o que se pede a todos os motociclistas, sem excepção, nas várias demonstrações que vão ser efectuadas de Norte a Sul (e ilhas) deste nosso Portugal. 

Participação mas também responsabilidade. Os motociclistas querem ser notícia pela sua opinião relativamente à luta pela verdade e na defesa dos seus Direitos, Liberdades e Garantias. Os motociclistas não querem ser “a” notícia. Não sei se me faço entender…

Deixo vos ainda, uma pequena parte do Manifesto a entregar na Assembleia da República. 

1 - O Governo não pode analisar a evolução do número de sinistros sem considerar a evolução do universo em que estes ocorrem. 
2 - As metas impostas para o número de vítimas na estrada devem acompanhar a evolução do universo onde estes ocorrem. 
3 - O governo não deve ignorar os factores causais dos sinistros, sob pena de continuarmos a ter um crescente número de taxas e regras que apenas aumentam o custo da mobilidade e a "caça à multa". 
4 - A sinistralidade rodoviária não deve justificar medidas que não se relacionem com a sua prevenção.
5 - Medidas preventivas devem centrar-se ao nível dos principais ingredientes causais.
6 - Há que ser realista e perceber que existe relação directa entre o número de sinistros e o número de veículos em circulação e, mais importante ainda, o número de quilómetros percorridos.
7 - Não é a tirar proveito dos problemas que estes se resolvem, mas a identificar as reais causas e a encontrar as soluções que as previnam.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

De PCX pelo Oeste porque é Carnaval e ninguém leva a mal

Na passada quinta-feira almoçava com uns amigos. Um deles motociclista. “Se calhar no sábado vou à Nazaré espreitar o campeonato de ondas grandes…, estou a pensar ir de PCX”. Fui imediatamente insultado. Que era maluco, eu. Com outras motas na garagem “ir agora de PCX à Nazaré e voltar”. Sim, e voltar. 

No sábado, já de regresso pela soberba N115, entre os campos frescos e verdejantes e as vinhas despidas pelo inverno, tudo a cheirar à lenha que algures crepitava e banhado a ouro pelo sol frio de um magnifico fim de tarde de Fevereiro, pensava “com os meus botões”: e eles, onde estão eles, onde estão os motociclistas? Querem ler? 

O dia tinha começado bem cedo. A A8 foi abandonada no Infantado e o ataque ao Oeste fez-se pela ignorada N374. Torres Vedras surgiu logo ali e - vá, podem rir à vontade – as agora famosas “curvas do Bombarral” foram feitas a fundo. Fácil. Evitando ao máximo vias rápidas, chego em menos de duas horas à Nazaré. Estou convencido que uma média cilindrada, no mesmo percurso, demoraria pouco menos tempo. E não teria gasto uns míseros três litros por cem quilómetros de “aspiração”. 

O Nazaré Challenge, terceira etapa do circuito mundial de ondas gigantes da World Surf League, revelou-se um fiasco. Demasiado vento impedia uma remada eficaz e impossibilitava o drop. Vinguei-me à mesa, logo ali ao lado numa terra chamada Famalicão e numa casa simples mas honesta chamada “O Cantinho dos Leitões” – gente educada, decoração rustica, leitão saboroso e bem assado; belo preço. 

E voltar? Sim, e voltar. Com tempo, decidi dedicar a tarde à tal N115 com um pequeno desvio para encher os pulmões e sentir o ar frio e seco lá no alto de Montejunto. E eles, os motociclistas, afinal onde andavam? 

Para nós motociclistas a região de Lisboa devia ser isto. Belas e pouco movimentadas estradas secundárias, desenhadas de forma clássica aproveitando o declive natural do terreno, asfalto de qualidade, paisagens pitorescas, um inverno ameno, boa e acessível mesa. 

Mas não…, uma mão basta para contar os motociclistas com que me cruzei na estrada. Como em muitos outros sectores da vida portuguesa, os motociclistas preferem uma de duas coisas: alguns, poucos, os locais do costume; a maioria prefere mesmo o teclado de um qualquer computador e aquele recanto da rede social onde se pode, enfim, tentar ser algo se deseja. 

Sem qualquer sacrifico, com muito prazer mesmo, a pequena Honda PCX – uma mota acessível a todos – ofereceu-me um belo um dia de motociclismo. Podia tê-lo feito noutra mota? Sim, felizmente podia! Mas já há algum tempo que tinha prometido leva-la a passear…, ver o mar irado da Nazaré e os bucólicos Montes do Oeste. Só não é motociclista quem não quer…, ou quem não sabe, vá.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Nova Suzuki Hayabusa em 2019?

Há motas assim: ícones. Não são muitas, é certo. A Suzuki Hayabusa é seguramente um deles. 

Chutada para fora do catálogo devido à norma Euro 4, correm cada vez mais rumores por essa Rede fora que em 2019 teremos uma nova Suzuki Hayabusa. Sobrealimentada! 

O que sabemos ao certo? 

O próximo ano marcará o vigésimo aniversário do modelo. Sim, “O” falcão já vai fazer 20 anos. Este ano é ano de Intermot, Salão de Colonia na Alemanha, onde a Suzuki gosta de apresentar as suas novidades. A Suzuki tem trabalhado em motores sobrealimentados, v.g. o protótipo Suzuki Recursion. Depois…, bem depois há a Kawa H2R…, e aquela rivalidade eterna entre as duas marcas. 

Certamente que os muitos fans nacionais do modelo veriam com bons olhos um “Falcão-peregrino” revisto e actualizado.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Manifestação Nacional no dia 18 locais e horários

Foi divulgada na pagina de facebook do Grupo de Acção Motociclista a informação que todos desejavam. 

Pelas 15 horas vamos mostrar um cartão amarelo ao ministro Cabrita

PORTO - Av. dos Aliados 
LISBOA - Praça do Rossio 
FARO - Largo de S. Francisco 
FUNCHAL – Av. Sá Carneiro 
PONTA DELGADA – Praça Gonçalo Velho (Portas da Cidade) 

De todos estes locais a manifestação de motociclistas partirá para um percurso dentro das cidades, durante os quais haverá intervenção pública (discursos) dos seus promotores. Em Lisboa durante a manifestação, será entregue na Assembleia da Republica a representantes de todos os grupos parlamentares um “Manifesto Motociclista”, onde estarão expressas as razões desta jornada de protesto contra as medidas anunciadas pelo Ministro da administração Interna. Esse mesmo “Manifesto Motociclista” será entregue também no Ministério da Administração Interna. 

No “terreno” estarão presentes membros do GAM e de clubes locais a organizar as manifestações. Vamos expressar junto da opinião pública, órgãos de informação e governantes, as nossas preocupações relativas ao aproveitamento da sinistralidade dos motociclistas por parte do governo, para justificar medidas que nada contribuem para a segurança rodoviária; nomeadamente, as Inspecções periódicas obrigatórias e a obrigatoriedade de possuidores de Licença de Condução B (ligeiros) tirarem Licença de Condução A1 para conduzirem scooters e motos até 125cc . O GAM tem publicados nesta página estudos e dados estatísticos que suportam a nossa tomada de posição. 

Os cidadãos/motociclistas deste país sabem que os argumentos da sinistralidade e segurança rodoviária, que até agora foram usados pelo Ministro da Administração Interna, são falsos e apenas visam a viabilização de negócios que irão penalizar e até condenar o uso da moto e a mobilidade nos grandes centros urbanos. 

Os sucessivos governos não podem continuar a usar a sinistralidade rodoviária para justificar medidas que nada têm a ver com as verdadeiras causas dos acidentes e que apenas irão penalizar economicamente os motociclistas. Vamos expor publicamente a forma como os dados da sinistralidade têm sido aproveitados e manipulados pelas entidades que gerem o negócio da sinistralidade. Vamos acabar com a mentira com que nos querem impor as inspeções! A moto que o leva a passear ou para o trabalho, precisa agora que a leve à manifestação. Chegou o momento de, uma vez mais, nos unirmos contra esta farsa. Em nome das vitimas da estrada, não vamos permitir que as usem para nos taxar!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Moto Clube de Faro questiona ministro Cabrita e apela à união dos motociclistas

O Moto Clube de Faro, um dos mais importantes Clubes nacionais, acaba de emitir um comunicado publicado na sua página de facebook, onde deixa algumas questões ao MAI ao mesmo tempo que deixa bem claro o seu apoio à manifestação do próximo dia 18. À vossa atenção… 

O Moto Clube Faro vem através da presente comunicação, demonstrar total reprovação às recentes declarações proferidas pelo Sr. Ministro da Administração Interna, Dr. Eduardo Cabrita, respeitantes a hipotéticas alterações à chamada “lei das 125”, inspecção das motos, e redução da velocidade para 30 km/h em zonas habitacionais, como medidas aptas para reduzir a sinistralidade em Portugal. 

As infelizes declarações, não só demonstram um desconhecimento total da matéria, por um lado, como por outro, ultrapassam o surrealismo da realidade no mundo das duas rodas, e do que se passa nas estradas em Portugal. 

A título meramente exemplificativo… Sobre a actual pista de motocross do Algarve, a quem chamamos de Via do Infante, ou do piso, da sinalização obsoleta, deficiente e/ou inexistente nas nossas estradas, ou mesmo o que dizem os especialistas e as estatísticas sobre a realidade dos sinistros que envolvem motos, falar para quê, não é Sr. Ministro?!... 

Lamenta-se também a carga sensacionalista dada pelos órgãos de comunicação social que após tais declarações, transmitiram em todas as vias de comunicação social os sinistros que envolviam motos, enfatizando e germinando alarme social sobre o tema. 

Desta feita, gostaríamos de perguntar ao Sr. Ministro o que tem a dizer sobre as estatísticas apresentadas pela ACAP (Associação Automóvel de Portugal), a ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), e a ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), onde demonstram que desde 2009 existe um decréscimo record de sinistros envolvendo motociclos em Portugal; ou o impacto que a lei das 125 teve no estrondoso numero de motociclos novos comprados em Portugal desde 2015; ou ainda, que debate existiu, e com que entidades, sobre o assunto das inspeções às motos, para proceder à realização das mesmas…? 

Sr. Ministro, em consequência do seu inexplicável silêncio, após as suas estrondosas afirmações, dia 18 de Fevereiro, as motos irão para ruas demonstrar a desilusão e o descontentamento, da falta de respeito e seriedade sobre o tema demonstrado. 

Nunca é demais relembrar, que entre outras, Motociclismo é sinónimo de liberdade e união!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A propósito da prova à Yamaha Tricity

Há coisa de um ano “ganhei” uma vizinha nova. Sorte do caraças. Porque é uma mulher bonita, simpática, inteligente e, digamos, muito agradável. No verão passado, um dia ao me encontrar na garagem vindo da praia, veio meter conversa comigo “por causa das motas”. Era a minha deixa… 

Não entrando em pormenores, digamos, mais pessoais, podemos dizer que foi o início de uma bela amizade… e, sim, se é mesmo isso que querem saber…, a minha vizinha já anda de mota. 

Esta é a Yamaha Tricity da minha vizinha. 

Naquele fim de tarde/inicio de noite no verão passado a C., chamemos-lhe assim, veio ao meu encontro porque tinha estado de férias uns dias em Barcelona e Paris e ficou espantada com a quantidade de “motinhas”- como ela carinhosamente lhes chama – que tinha visto. Umas “motinhas” em especial tinham chamado a atenção de C. Aquelas “fofinhas de três rodas”, mas “como não percebo nada do assunto, o Pedro quer passar depois do jantar lá em casa para tomar um café e me dar umas dicas?” Ui…, de repente era Natal em Agosto. Chega de romance que vocês não estão aqui para ouvir “histórias da carochinha”… 

A C. decidiu-se pela Yamaha Tricity e não foi fácil encontrar alguém disponível a lhe vender uma. Isso, leram bem. Só para fazer um pequeno “drive test” esperou quase dois meses. Finalmente quando andou na mota, gostou e quis avançar para o negócio. Perante as diferentes hipóteses acabou por ficar com uma usada “mais ou menos de serviço” de 2014, com cerca de 8000km que foi devidamente (ou quase) recondicionada – como se diz agora – por um concessionário Yamaha em Lisboa. Todo este processo demorou quase três meses. Quem vende motas tem de compreender que a decisão de compra de um motociclo é algo “gasoso”. Para ontem ou no máximo para já. Não faz qualquer sentido perder três meses “de verão” à espera de uma mota de 125cc que há-de vir. 

Como todos sabemos, ou devíamos saber, não há almoços grátis. Muito menos cafezinhos em noites quentes de Agosto em casa de vizinhas bonitas, simpáticas e inteligentes. 

Adivinharam…, tenho sido eu a tratar deste primeiro envolvimento da C. com as duas rodas, três na verdade. Mas nem tudo é mau…, muito pelo contrário. Combinei logo com a C. que em breve me tinha de emprestar a Tricity para uma prova mais cuidada. A C. é generosa e deixou me mesmo ficar com a segunda chave da mota, “anda quando quiseres, Pedro”. Há mulheres assim, que sabem como cativar um motociclista…

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Manifestação Nacional de Motociclistas a 18 de Fevereiro

Em manifesto publicado na sua página na rede Facebook o Grupo de Acção Motociclista (GAM) convoca todos os motociclistas para uma grande demonstração nacional. Segundo o GAM: 


O governo não deve analisar a evolução do número de sinistros sem considerar a evolução do universo em que estes ocorrem. 

As metas impostas para o número de vítimas na estrada devem acompanhar a evolução do universo onde estes ocorrem. 

O governo não deve ignorar os factores causais dos sinistros, sob pena de continuarmos a ter um crescente número de taxas e regras que apenas aumentam o custo da mobilidade e a "caça à multa". 

A sinistralidade na estrada não deve justificar medidas que não se relacionem com a sua prevenção. 

Medidas preventivas devem centrar-se ao nível dos ingredientes causais. 

Há que ser realista e perceber que há uma relação directa entre o número de sinistros e o número de veículos em circulação e, mais importante ainda, o número de quilómetros percorridos. 

Não é a tirar proveito dos problemas que estes se resolvem mas a identificar as reais causas e a encontrar as devidas soluções. 

Os moldes como será organizada a manifestação (locais e horas) serão divulgados brevemente. 

Vamos para a estrada!

sábado, 20 de janeiro de 2018

Décimo sétimo titulo consecutivo para a KTM no Dakar

As minhas expectativas eram baixas (link) mas rapidamente dei o “braço a torcer” (link). Foi de facto um Dakar surpreendente. Duro e espetacular. Emocionante…, como todas as Maratonas herdeiras da Rainha Africana deveriam de ser. As duas etapas anuladas não estragaram a Festa e, desta vez, a ASO está de parabéns. Tal como no início da edição 2018, deixo-vos as palavras de João Carlos Costa - também ele de parabéns por nos trazer “O Sonho”, de forma ímpar, todas as noites no Eurosport.


Durante algum tempo era o “Gordo”. Muitos diziam que só estava na KTM por ser austríaco e protegido de Heinz Kinigadner, que o levou para a marca em 2004, tinha então 18 anos. Mas Matthias Walkner foi sempre evoluindo. Tal como o padrinho, ganhou no Motocross (campeão do mundo MX3) e depois rumou ao TT. 

Na primeira experiência no Dakar (2015) mostrou velocidade - venceu uma especial - e igual dose de loucura. Na segunda tentativa, repetiu a queda com uma lesão grave. Mas no ano passado levou a KTM ao segundo posto e em 2018 foi o piloto que ofereceu à marca a décima sétima vitória consecutiva. Isto depois de ser um dos protagonistas naquele episódio extra do “Lost” na décima etapa, sendo o único que escapou às armadilhas de navegação ou do terreno, para conquistar uma vantagem que se revelou decisiva. 

Também é verdade que Walkner foi o único dos pilotos da frente que evitou problemas de maior, nunca estando abaixo de sexto na geral. A KTM voltou a vencer. Desta feita houve duas motos da marca austríaca no pódio. É o mínimo que tem acontecido desde 2001. Aliás, para se perceber esse domínio das “laranjas” no Dakar, desde esse ano, em cinquenta e um lugares de pódio possíveis, só sete não foram para pilotos montados em KTM. Por mera curiosidade, desses, três foram de portugueses: duas vezes Hélder Rodrigues, de Yamaha, e uma Paulo Gonçalves, com uma Honda.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

“Malta, aqueçam os motores...”

É desta forma que que o Grupo de Acção Motociclista (GAM) se despede no seu mais recente texto na sua pagina de facebook. Isto significa exactamente o quê? Oiçamos o GAM.

Mortes para proveito próprio! 

Todos sabemos e concordamos que a questão das mortes na estrada é um problema grave. Também sabemos, e bem, o quanto estas mortes têm servido para justificar medidas que em nada se relacionam com a causa e em tudo se relacionam com taxar. 

Ao contrário do que se procura fazer notícia, de que “cada vez as motos matam mais”, as estatísticas afinal revelam o contrário. A evolução do mercado e os sinistros revelam uma tendência inversa desde há mais de duas décadas, ou seja, cresce o número de motos nas estradas e diminui o número de vítimas. Sim, houve um aumento pontual em 2017 acentuado sobretudo pelo decréscimo registado em 2015 e 2016. 


Será esse aumento pontual o reflexo de termos tido um ano sem chuva e assim com muitos mais kms feitos de moto? Estará esse aumento relacionado com o maior aumento de vendas de motos dos últimos 7 anos e consequente aumento de motos a circular? 

Como já seria de esperar, representantes das escolas de condução e dos centros de inspecção, foram os primeiros a tirar proveito das mortes para, uma vez mais, regressarem à praça pública com a ideia encalhada de que os seus negócios irão resolver o problema. 

Não aceitamos que usem o falso argumento da segurança para nos taxar. Essa musica já está gasta e já todos vimos o que realmente está em jogo. 

Malta, aqueçam os motores... 

Sejamos claros, os Motociclistas têm (e vão com certeza!) dar a resposta adequada á farsa que tem vindo a ser montada na comunicação social (link) e que agora parece querer ser acolhida pelo Governo. 

Como em anos que já lá vão, vamos ter de mostrar uma vez mais quantos somos e do que somos feitos. Querem luta? Então vamos para a Estrada!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dakar 2018, duro e surpreendente

Tal como uma etapa do Dakar este post tem um ponto de partida. Por um lado o optimismo latente de João Carlos Costa aqui reproduzido (link), por outro, o meu cepticismo e incredibilidade (link). 


Se antes não acreditava nas palavras de Marc Coma (“estamos às portas de uma edição que será recordada por muito tempo e que passara à historia”), chegados ao fim do quinto dia, não me custa dar o braço a torcer. Fico até muito contente, por, aparentemente, voltarmos a ter um Dakar bem pensado, melhor organizado, duro e surpreendente. A fazer lembrar vagamente as passagens pela Argélia, onde as primeiras etapas dizimavam os menos bem preparados, este está a ser um Dakar espectacular que nos faz a todos voltar a sonhar com a mítica maratona. 

Desportivamente, não sendo propriamente uma surpresa, o aparente domínio da Yamaha e de Van Beveren, aplaude-se. De recordar que a areia é o terreno da especialidade do francês, e esta não tem faltado à festa. Se a Yamaha brilha a Honda não desilude; ainda assim a ausência da rapidez de Paulo Gonçalves parece estar a fazer muita falta pois Barreda Bort contínua algo inconstante. Falta também fará o chefe de fila da KTM, Sam Sunderland, que desistiu ontem. De repente tudo parece menos simples para a KTM oficial. 

Após a etapa de hoje, onde Barreda “aviou” mais de dez minutos a toda a caravana, encontramos uma Yamaha (Beveren) na frente seguida a cerca de um minuto por uma Honda (Benavides) e uma KTM (Walker). Outro trio de motas diferentes (a Honda de Barreda, a Yamaha e Soultrait e a KTM de Price) persegue de perto aquele. 

A boa notícia é que anda faltas muitooooo quilometro, muita areia, muita duna, muito sofrimento e outra tanta gloria. Está a dar muito gozo seguir o Dakar 2018!
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