quinta-feira, 21 de junho de 2018

Tertúlias do Escape “Escape encontra Quilómetro Infinito”

Tertúlia. É, na sua essência, uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se juntam de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos. 

Nas Tertúlias do Escape pretende-se discutir motas, motociclismo e viagens. À maneira antiga. Longe dos teclados, cara a cara e com uma cafezada por companhia. 

A primeira Tertúlia do Escape, aconteceu no fim do Verão passado (link). Já no Outono tivemos uma segunda edição (link). De forma algo surpreendente o salto qualitativo e quantitativo deu-se já em pleno inverno (link). Quase meia centena de tetulianos deram-nos o prazer da sua visita e aproveitaram para conhecer a nova Triumph Tiger 1200. Noite que se repetiu com Tiger 800 no passado Maio (link).

Na altura novo encontro ficou prometido mais para o verão, e tendo ele já chegado, desta vez não nos apeteceu esperar muito para mergulhar em novo encontro.

A quinta (já…?!) Tertúlia do Escape vai acontecer na próxima quarta-feira dia 27 de Junho, a partir das 20h30 no Espaço Rod’aventura, Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide - uma loja de acessórios de excelência e referência na Grande Lisboa, mas também um Espaço onde os motociclistas se podem reunir confortavelmente.


E voltará a haver novidades. Para além da hospitalidade da Rod’aventura, a Tertúlia do Escape terá a honra de contar com a presença da Patrícia e do João Câmara, autores do excelente Quilometro Infinito (QI) - link .

Não me custa nada escrever isto. O QI é claramente o melhor blogue, cujo tema central é o motociclismo, que podem encontrar por cá. Mais…, o QI é um blogue apenas centrado no mototurismo. Maravilhoso! 

Assim, vamos poder conhecer a Patrícia e o João - que induzem boa disposição e felicidade. Falar das suas aventuras e viagens. Provar das suas experiências e questiona-los como conseguem fazer tantas viagens boas e ainda editar um blogue que é uma delícia. 

Estão todos convidados. Aproveitem o regresso de melhores temperaturas noturnas. No dia 27 de Junho venham de lá encher o Espaço Rod’aventura. Todos são bem-vindos!

2ª Edição Honda Adventure Roads rumo ao hemisfério sul


A Honda deu a conhecer a próxima edição da tournée Adventure Road, a realizar em Março de 2019, onde irá dar aos participantes a oportunidade de atravessarem o sul do continente africano.

Quarenta proprietários da CRF1000L Africa Twin e da sua nova variante de 2018, a "Adventure Sports", poderão participar nesta viagem inesquecível que, desta vez, percorrerá o extremo sul do continente africano. 

Com início em Durban, na costa sul da África do Sul, a segunda edição do Adventure Sports Tour vai levar os participantes numa jornada de 3.200 km a toda a largura do país – através do Lesotho – até à bonita Cidade do Cabo. Esta jornada de 12 dias atravessará diversos tipos de terreno e paisagens épicas, num dos mais celebrados destinos de aventura do mundo. 

Os participantes no evento Adventure Roads 2019, oriundos de toda a Europa, contam com um programa com tudo incluído: alojamento, guias e manutenção dos veículos, pelo que apenas terão de conduzir as suas motos, descontrair e apreciar a aventura. 

Os aventureiros poderão contar com a companhia preciosa de alguns pilotos da equipa Honda HRC, beneficiando de toda a sua experiência neste evento.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A REV #45 que ainda está me banca

Noite de Santo António em Lisboa. A noite épica. A mais longa do ano em terreno alfacinha. E eu em casa profundamente deprimido (link). Opto pela cama. Acordar cedo, passar pelo ginásio e aproveitar o resto do feriado na praia. Tenho vontade de ler e passo por uma das poucas boas lojas, que se mantêm em Lisboa, onde podemos encontrar imprensa internacional. O objectivo era fazer update quanto ao Mundial de futebol que ai está. Mas a Paixão maior fez-me parar na estante “das motas”. Folheio a deliciosa francesa “Road Trip” e a gigante italiana “Motociclismo”. Mas foi a bem cheirosa portuguesa REV que trouxe, literalmente, debaixo do braço. Já vos tinha dito que adoro o cheiro da REV? 

Tenho andado algo distante da bimestral. Acho que a revista perdeu alguma da sua identidade original e ainda não tinha tido oportunidade de dar atenção à #45, ainda em banca. Mas, na mão, aquela excelente imagem de capa comemorativa do oitavo aniversário é poderosa. Nem perdi mais um segundo e paguei a revista. 

Tenho por hábito ler a REV de fio a pavio. E logo no editorial o Marcos dá me uma excelente novidade: o decano e icónico Alan “quando for grande quero saber escrever como ele” Cathcart passa a colaborar com a revista; maravilha. Excelente é também o texto do Vítor, “A Ressaca”. Quando quer, o Vítor tem aquela suave magia de conseguir colocar por palavras sucintas algo que sentimos, e por mais que desejemos não conseguimos verter num conjunto de letras. Também gostei das curiosas sugestões de cinema que a Dora nos oferece. Salto “testes e contactos” e mergulho na conversa do Hugo com o mítico Charley Boorman – senti-me lá, com eles, de copo na mão; acho que está tudo dito. Mais umas paginas saltadas e invisto longos minutos a deliciar-me com as imagens do Mestre Manel sacadas no Dusty Track. Antes de repousar, por longos minutossssssssssssssss…, os olhos na página 114…, ainda encontro tempo para me reencontrar com o velho Cathcart e o “Berço nórdico” da Husqvarna. 

Esta que descrevo é a REV que me move; urgente e intemporal ao mesmo tempo. O resto será lido quando calhar. Compreendo, a publicidade não cai do céu e há que dar espaço a quem torna tudo isto possível. Mas o que eu queria mesmo dizer, e já disse ao meu querido amigo Marcos Leal, é que esta #45 está excelente. Lê-se com aquela sofreguidão do prazer. 

Nunca é tarde. A REV #45, Maio/Junho 2018, ainda está em banca. Nela, com vai dito, encontramos momentos de verdadeira “motorcycle culture”. E isso só pode ser bom.

domingo, 17 de junho de 2018

MV Agusta Brutale 800 à prova

Horas de contemplação. Ate que a vista nos doa. Se este já é o primeiro principio a observar quando travo conhecimento com uma mota (para mim) nova, aqui, o princípio assume característica de Valor. A Brutale merece que olhemos para ela e nos concentremos nas suas linhas esdruxulas. Ela gosta. E parece seduzir-me com a questão travessa: Pedro, quando foi a última vez que fizeste algo pela primeira vez? 

Depois da contemplação a fruição. Antes, a desadaptação. A posição de condução - o encaixe das pernas, o angulo dos pés, o corpo ligeiramente pousado nos pulsos - de ataque conjugada com os números do tricilindrico – 116 CV e 83 Nm, 90% dele disponível ainda abaixo das 4000 rpm – impõem acima de tudo respeito. 

O respeito é muito bonito mas para tirar partido dos prazeres da vida há que haver alguma dose de desacato ou mesmo insubordinação. É o que faço na primeira de duas passagens pelos “meu” quintal, composto por uma infinita sequência de curva-reta-curva algures a Norte de Lisboa. 

Se a primeira passagem confirmou uma mota fisicamente exigente mas nobre, a segunda - à hora em que todos os palermas estavam colados à televisão a ver uma vagamente interessante Final de Taça de Portugal em futebol e deixaram a estrada literalmente só para mim – revelou-me uma mota que pura e simplesmente redesenha a estrada. 

Quando chamada à luxuria tudo impressiona na MV Agusta Brutale 800. O motor grita e impulsiona-nos dramaticamente de uma para outra curva da estrada. Quando chamada ao festim a travagem impressiona tal como toda a dinâmica do eixo dianteiro. 

Mas nem tudo são rosas, senhores. A caixa demonstra alguma falta de precisão e o quick shift está longe de ser perfeito. O interior das pernas queixou-se do ponto anguloso da mota onde tocam. E os menus para acertar controlo de tração e potência do ABS podem ser bastante melhorados.

Esta Brutale não é para todos! Ter consciência disso mesmo é um excelente ponto de partida para aprendermos a maximizar o prazer que retiramos da condução desta bela selvagem. Foi o que tentei fazer. E nem foi necessário usar o modo de condução “Sport”. Para o meu “kit de unhas” o modo “Normal” revelou-se mais que suficiente. 

Foi bom, muito bom, fazer algo pela primeira vez. A bela selvagem foi realizada e produzia não para se dar mas sim para se revelar. E quanto mais conhecemos, quanto mais exploramos, maior o gozo que subtraímos, num tentador e perverso jogo de sedução com dimensão de ciclo vicioso. O inferno, também conhecido por bomba de gasolina, reclamou seis litros e meio de líquido inflamável por cem quilómetros de luxuria e os representantes da casa italiana em Portugal pedem uns muito aceitáveis 14.990€ por este pedaço de pecado mortal.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Longitude 4 Twenty todas as quintas de verão ao fim do dia

A ideia do Longitude 4 Twenty nasceu depois de Rui Belmonte ter conseguido convencer Hugo Ramos e Filipe Elias de que poderíamos ter um Verão bem mais animado nas tardes de quinta-feira, com alguns convidados para conversar e, obviamente, algo para refrescar as gargantas. O Verão começa, enfim, a chegar e é junto ao Rio Tejo o ponto de encontro das quintas-feiras ao final do dia. 


O primeiro encontro teve Joaquim Horta como protagonista e o segundo, ontem, já com o Escape presente, contou com Rodrigo Ribeiro, o bem-disposto advogado, ex-deputado, e apaixonado motociclista.

O Longitude 4 Twenty é mais uma realidade que ajuda a ultrapassar uma lacuna grave na cena motociclistica alfacinha: encontrar um espaço e um momento para falar sobre motas, motociclismo e motociclistas.

O local será sempre a Longitude009, ali, de frente para o Tejo, no Poço do Bispo, em Lisboa. Pelas 18h00. Para semana o convidado será o Chef Chakall - nascido em Buenos Aires chegou a ser jornalista no seu país, mas foi na culinária que encontrou a sua verdadeira vocação e paixão. As motos são também um dos seus amores.

É aparecer, para beber um copo e dar dois dedos de conversa…

quinta-feira, 14 de junho de 2018

As melhores praias da Arrábida em modo “motorcycle only”

Adoro praia. Adoro motas. E tive de ir ver. E quando vi, não queria acreditar. É mesmo verdade. Já cá ando há uns anos mas pela primeira vez vejo o motociclismo e os motociclistas serem alvos de uma verdadeira descriminação positiva. É pontual mas pode ser significativo. Saibamos estar à altura desta prova de confiança! Querem ler? 

O jornalismo acéfalo e acrítico limita-se a reproduzir aquilo que, para aquelas cabeças de vento, é o obvio. Reparem no seguinte parágrafo de uma notícia recente (link) publicada no Observador: “durante a época balnear, no troço da Estrada Nacional 379-1 compreendido entre a praia da Figueirinha e o portinho da Arrábida, apenas vai ser permitida a circulação de viaturas de residentes, viaturas em serviço devidamente autorizadas, transportes públicos e viaturas de emergência e socorro.”. 

Sejamos rigorosos! Primeiro erro, a restrição não é entre a Figueirinha e o Portinho mas sim apenas entre a Figueirinha e o Creiro. Depois, onde se lê “viaturas” deve ler-se apenas e só “automóveis”. Sim? Então e os motociclos? A verdade é que os motociclos foram (BRAVO!) descriminados positivamente, podendo circular livremente. 

Para ser mais claro. Na Arrábida, durante o verão, a Câmara Municipal de Setúbal decidiu proibir a circulação automóvel na Estrada Nacional 379-1 entre a Figueirinha e o Creiro. Dessa proibição estão excluídos veículos autorizados, transportes públicos e motociclos.

Assim, os únicos veículos motorizados que livremente durante o verão podem aceder às melhores praias da Arrábida, por alguns considerados as melhores da Europa, são os motociclos. Parece impossível, não é? Mas é verdade. As melhores praias da Europa estão mesmo em modo “motorcycle only”. 

Não faço ideia de que partido político é a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira. Mas gabo lhe a coragem de ter tomado uma decisão que pode vir a ser polémica. Muitos irão perguntar, “por que raio as motas podem circular e os automóveis não?”. 

Agora…, agora os motociclistas terão de provar que estão à altura desta responsabilidade. Os motociclistas devem respeitar peões, ciclistas, transportes públicos e viaturas autorizadas. Não pode haver “problemas” neste primeiro ano. Para que nos próximos continuemos a conduzir as nossas motas até bem perto das singulares praias da região de Setúbal. 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

O Escape em modo (profunda) depressão pós “road trip”

Doí-me o corpo todo. A cabeça, principalmente. Não durmo, não como. Só me apetece chorar. A angústia tomou conta de mim e não quero sequer sair de casa. Porquê? Porquê!?!? Porque é necessário regressar? 

Bem, não exageremos. O drama que aqui represento é directamente proporcional ao puro prazer que a viagem à Sardenha e Córsega me proporcionou.

Há tanto para contar que não sei bem por onde começar. Honestamente nem sei se vou fazer uma série de textos sobre a viagem. Qualquer coisa irei certamente escrever. 

Mas posso adiantar um pouco mais. Em breve, o Escape encontrará um momento em que esta e outras viagens poderão, digamos, ganhar outra vida. Fiquem atentos. 

E com estas pequenas linhas já me começo a sentir melhor! Mas, na verdade nem sequer é esse o meu desejo. Quero curtir a minha profunda depressão pós “road trip”. Os especialistas afirmam e eu confirmo. Assumir a depressão é o primeiro passo. Depois…, planear as próximas – hihihihihihi…, já estão!! Seguidamente…, rever as recordações – vamos a isso! Ir com calma. E exercitar corpo e mente. 

Querida depressão pós “road trip”…, vai te embora, ok? Mas vai devagarinho…

terça-feira, 22 de maio de 2018

Limalhas de História #53 – 20 de Maio de 1973

15:15. Quarta corrida do dia. A de 250cc, partida! O alemão Dieter Braun assume a liderança. Depois da recta da meta surgia o lendário Curvone, feito a fundo. Pasolini perde o controlo da moto. Bate nas protecções. A sua Harley Davidson volta à pista e colhe a Yamaha de Saarinen. Começa um incêndio e dá-se a queda de mais doze pilotos. Pasolini e Saarinen têm morte imediata. Walter Villa fica gravemente ferido. Jansson, Kanaya, Mortimer, Giasanti e Palomo saem feridos com menor gravidade.

Faz hoje exactamente quarenta e cinco anos e dois dias. A calamidade bate à porta do Grande Prémio das Nações em Monza, nos arredores de Milão, Itália. Num ápice o mundial de velocidade perde o campeão e vice-campeão do mundo de 250cc.

Saarinen foi “apenas” aquele que revolucionou o estilo de pilotagem, o primeiro piloto "moderno", com o joelho para fora e o domínio da moto com a roda traseira. Estilo importado dos anos nas corridas no gelo e que tanto impressionou Kenny Roberts. Pasolini não foi tão brilhante mas era ainda assim um piloto carismático, contemporâneo de Agostini, e amado pelos italianos. 

A “Tragédia de Monza”, como ficou tristemente conhecida, fez no passado domingo quarenta e cinco anos. Ora, no passado domingo correu-se em França, Le Mans. Não consta que quer organização quer comunicação social tenham gasto uma linha, uma palavra que fosse, a homenagear aqueles que tombaram para termos hoje uma velocidade cada vez mais segura. Muito mau!


Homenageamos nós! O Escape presta aqui a sua enorme vénia e respeito às vitimas da “Tragédia de Monza”.

O Escape hoje acordou assim… #20


Regresso aos pneus de estada no local do costume. Mais uma vez nota muito positiva para a Motocenter em Lisboa, onde é possível encontrar pessoas que em vez de se colocarem do lado problema estão sempre do lado da solução!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Concentração de Gois 2018

O Gois Moto Clube revelou recentemente o programa das festas para mais uma clássica mototuristica na zona centro de Portugal.

Quando vi o programa sorri. Nunca imaginei ver um Cartaz onde os Alphaville - banda new wave, "muitáfrente", de quando era garoto – partilham o placo com o enormeeeeeee Quim Barreiros. Mas há mais. Numa das outras noites, o Rock escandinavo dos D-A-D divide a cena com a “martelada” de Yves Larock e Diego Miranda. E o que dizer dos Gipsy Kings a fechar a concentração? 

Só fui uma vez à concentração de Gois. Não me recordo se em 1994 ou 1995. Sei que tinha a Honda NTV. Recordo-me ainda que era a segunda edição. A do ano anterior tinha sido a estreia e só tinha tido cerca de cem participantes. A segunda, onde estive, fechou as inscrições rapidamente com “apenas” quinhentos participantes. 

Nesse ano fomos um grupo grande do Moto Clube de Lisboa. O Saci, o Mitra, o Sicasal, o Pégaso, o Jorge, a Ana do Sicasal, a Marina da Ana do Sicasal…, e muitos outros…, o Serginho, o Ruizinho…, acho. Estarei a esquecer muitos, seguramente. Desculpem. Foi, certamente, dos melhores dias das nossas vidas. Fomos cedo e viemos tarde. Passamos os dias em modo “free as a dog”; de mota pelas quietas serranias e de canoa pelo bucólico Ceira. À noite comíamos e bebíamos como selvagens. E dançávamos ao som de uma qualquer grupo de baile. São tempos que não voltam mais. E eu não voltei à concentração de Gois. 

Quem vai hoje a Gois nem sonha como esses dias foram épicos. O sossego desapareceu. No seu lugar, hoje encontramos milhares de motas, muitos milhares de seres humanos, milhões dc decibéis. Nada contra. Divirtam-se.
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