sábado, 20 de janeiro de 2018

Decimo sétimo titulo consecutivo para a KTM no Dakar

As minhas expectativas eram baixas (link) mas rapidamente dei o “braço a torcer” (link). Foi de facto um Dakar surpreendente. Duro e espetacular. Emocionante…, como todas as Maratonas herdeiras da Rainha Africana deveriam de ser. As duas etapas anuladas não estragaram a Festa e, desta vez, a ASO está de parabéns. Tal como no início da edição 2018, deixo-vos as palavras de João Carlos Costa - também ele de parabéns por nos trazer “O Sonho”, de forma ímpar, todas as noites no Eurosport.


Durante algum tempo era o “Gordo”. Muitos diziam que só estava na KTM por ser austríaco e protegido de Heinz Kinigadner, que o levou para a marca em 2004, tinha então 18 anos. Mas Matthias Walkner foi sempre evoluindo. Tal como o padrinho, ganhou no Motocross (campeão do mundo MX3) e depois rumou ao TT. 

Na primeira experiência no Dakar (2015) mostrou velocidade - venceu uma especial - e igual dose de loucura. Na segunda tentativa, repetiu a queda com uma lesão grave. Mas no ano passado levou a KTM ao segundo posto e em 2018 foi o piloto que ofereceu à marca a décima sétima vitória consecutiva. Isto depois de ser um dos protagonistas naquele episódio extra do “Lost” na décima etapa, sendo o único que escapou às armadilhas de navegação ou do terreno, para conquistar uma vantagem que se revelou decisiva. 

Também é verdade que Walkner foi o único dos pilotos da frente que evitou problemas de maior, nunca estando abaixo de sexto na geral. A KTM voltou a vencer. Desta feita houve duas motos da marca austríaca no pódio. É o mínimo que tem acontecido desde 2001. Aliás, para se perceber esse domínio das “laranjas” no Dakar, desde esse ano, em cinquenta e um lugares de pódio possíveis, só sete não foram para pilotos montados em KTM. Por mera curiosidade, desses, três foram de portugueses: duas vezes Hélder Rodrigues, de Yamaha, e uma Paulo Gonçalves, com uma Honda.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

“Malta, aqueçam os motores...”

É desta forma que que o Grupo de Acção Motociclista (GAM) se despede no seu mais recente texto na sua pagina de facebook. Isto significa exactamente o quê? Oiçamos o GAM.

Mortes para proveito próprio! 

Todos sabemos e concordamos que a questão das mortes na estrada é um problema grave. Também sabemos, e bem, o quanto estas mortes têm servido para justificar medidas que em nada se relacionam com a causa e em tudo se relacionam com taxar. 

Ao contrário do que se procura fazer notícia, de que “cada vez as motos matam mais”, as estatísticas afinal revelam o contrário. A evolução do mercado e os sinistros revelam uma tendência inversa desde há mais de duas décadas, ou seja, cresce o número de motos nas estradas e diminui o número de vítimas. Sim, houve um aumento pontual em 2017 acentuado sobretudo pelo decréscimo registado em 2015 e 2016. 


Será esse aumento pontual o reflexo de termos tido um ano sem chuva e assim com muitos mais kms feitos de moto? Estará esse aumento relacionado com o maior aumento de vendas de motos dos últimos 7 anos e consequente aumento de motos a circular? 

Como já seria de esperar, representantes das escolas de condução e dos centros de inspecção, foram os primeiros a tirar proveito das mortes para, uma vez mais, regressarem à praça pública com a ideia encalhada de que os seus negócios irão resolver o problema. 

Não aceitamos que usem o falso argumento da segurança para nos taxar. Essa musica já está gasta e já todos vimos o que realmente está em jogo. 

Malta, aqueçam os motores... 

Sejamos claros, os Motociclistas têm (e vão com certeza!) dar a resposta adequada á farsa que tem vindo a ser montada na comunicação social (link) e que agora parece querer ser acolhida pelo Governo. 

Como em anos que já lá vão, vamos ter de mostrar uma vez mais quantos somos e do que somos feitos. Querem luta? Então vamos para a Estrada!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dakar 2018, duro e surpreendente

Tal como uma etapa do Dakar este post tem um ponto de partida. Por um lado o optimismo latente de João Carlos Costa aqui reproduzido (link), por outro, o meu cepticismo e incredibilidade (link). 


Se antes não acreditava nas palavras de Marc Coma (“estamos às portas de uma edição que será recordada por muito tempo e que passara à historia”), chegados ao fim do quinto dia, não me custa dar o braço a torcer. Fico até muito contente, por, aparentemente, voltarmos a ter um Dakar bem pensado, melhor organizado, duro e surpreendente. A fazer lembrar vagamente as passagens pela Argélia, onde as primeiras etapas dizimavam os menos bem preparados, este está a ser um Dakar espectacular que nos faz a todos voltar a sonhar com a mítica maratona. 

Desportivamente, não sendo propriamente uma surpresa, o aparente domínio da Yamaha e de Van Beveren, aplaude-se. De recordar que a areia é o terreno da especialidade do francês, e esta não tem faltado à festa. Se a Yamaha brilha a Honda não desilude; ainda assim a ausência da rapidez de Paulo Gonçalves parece estar a fazer muita falta pois Barreda Bort contínua algo inconstante. Falta também fará o chefe de fila da KTM, Sam Sunderland, que desistiu ontem. De repente tudo parece menos simples para a KTM oficial. 

Após a etapa de hoje, onde Barreda “aviou” mais de dez minutos a toda a caravana, encontramos uma Yamaha (Beveren) na frente seguida a cerca de um minuto por uma Honda (Benavides) e uma KTM (Walker). Outro trio de motas diferentes (a Honda de Barreda, a Yamaha e Soultrait e a KTM de Price) persegue de perto aquele. 

A boa notícia é que anda faltas muitooooo quilometro, muita areia, muita duna, muito sofrimento e outra tanta gloria. Está a dar muito gozo seguir o Dakar 2018!

Saca #34


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Dakar 2018, expectativas zero

Começa amanhã em Lima o Dakar. Quadragésima edição. Décima na América do Sul. O excelente texto de João Carlos Costa aqui publicado ontem (link), indica que as marcas continuam a apostar na maratona e aponta uma boa batalha entre as diferentes forças em confronto. Mas…, estará a prova desenhada pela ASO preparada par ser um palco de excelência? 


Basta ir aqui (link) tentar conhecer a primeira etapa para ficarmos esclarecidos. Em vez de boa informação sobre a competição vamos encontrar supérflua informação turística, digna de uma bela agência de viagens on-line ou de portal que promove um qualquer destino no mundo. 

A ASO promete dureza. É o que tem prometido todos os anos. Ninguém com racionalidade e bom senso acredita hoje na ASO. Os últimos anos têm-nos revelado provas patéticas. Etapas cortadas ou anuladas, ora porque chove muito ou porque faz muito calor. Classificações erradas diariamente. Penalizações que chegam com dias de atraso. Uma arbitrariedade nunca vista. Na verdade o Dakar anda pelas “pistas” da amargura… 

Espero estar enganado, espero que esta seja a melhor edição de sempre do Dakar mas, honestamente, as verdadeiras expectativas são zero; o que até pode nem ser mau de todo.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Dakar 2018, décima sétima para a KTM?

O texto abaixo não é meu mas sim de João Carlos Costa, publicado na sua conta de facebook. O João Carlos Costa é uma apaixonado pelo desporto motorizado, decano jornalista do meio, actualmente a colaborar com o Eurosport onde vai, por exemplo, comentar o Dakar 2018 em português. O texto é demasiado bom para se perder rapidamente. Agradeço ao João Carlos não se ter oposto à sua publicação aqui no Escape. Um blogue também é isto…, partilha. 


Desde 2001, em 16 edições consecutivas do Dakar, a KTM nunca perdeu nas motos. Este ano, a marca austríaca volta a ser a principal favorita com a nova 450 Rally Factory, no papel ainda mais eficaz. O bloco do motor foi trabalhado para garantir mais potência e binário, no que é ajudado por um novo sistema de injecção e filtro de ar. O quadro está mais leve, para melhorar a agilidade e a estabilidade, enquanto o braço oscilante e a suspensão posterior foram redesenhados com o mesmo objectivo. Nada foi deixado ao acaso, até a carenagem dianteira, pensada para facilitar a visibilidade quando os pilotos rodam em posição vertical. Sam Sunderland (GBR) defende o ceptro, enquanto Toby Price (AUS) quer recuperar o que alcançou em 2016. Juntam-se Matthias Walker (AUT) e Antoine Meo (FRA). Uma superestrutura que tinha no português Mário Patrão um “aguadeiro” de luxo, mas a apêndice levou o beirão a ficar em casa. O único ponto fraco pode ser uma eventual luta interna. Mas se falharem as motos oficiais, Farres Guell (ESP), Stefan Svitko (SVK), Juan Carlos Salvatierra (BOL) e Olivier Pain (FRA) são também capazes de brilhar. 

A Honda retocou a CRF 450 Rally, fechando muito o “jogo” quanto às novidades. Acredita ser desta que o esforço continuado desde o início desta década vai ter a justa paga. Se a lesão de Paulo Gonçalves, surge como uma contrariedade, Joan Barreda (ESP), Ricky Brabec (EUA), Kevin Benavides (ARG) e Michael Metge (FRA) têm muitos argumentos. Pode ser que o jejum de vitórias desde 1989 tenha um ponto final. 

Há mais candidatos nas duas rodas. A começar pela Yamaha, apesar da ausência do chefe de fila “natural” – o português Hélder Rodrigues, em recuperação de uma operação ao joelho. A marca dos três diapasões aposta nas renovadas WR450F (agora chamadas World Raid Teneré), onde a nova forquilha de 52mm é a alteração mais visível. As motos vão estar entregues a Adrien Van Beveren (FRA), Franco Caimi (ARG), Rodney Fagotter (AUS), Alessandro Botturi (ITA) e Xavier de Soultrait (FRA), todos creditados com boas exibições no Dakar. 

Esquecer as Husqvarna FR450 oficiais será um erro. A moto é, basicamente, uma KTM disfarçada e por isso com as mesmas novidades que a 450 Rally Factory. Pablo Quintanilla (CHL) surge como o chefe-de-fila, mas há que contar com o estreante Andrew Short (EUA). Erro será, também, descartar as hipóteses da Sherco TVS, com as 450 SEF-R Rally. A equipa gerida por David Casteu tem em Joan Pedrero (ESP) e Adrien Metge (FRA) dois candidatos. O mesmo se passa com as indianas Hero Speedbrain 450 Rally, onde o português Joaquim Rodrigues jr. é o líder numa formação que conta com Santosh Shivashankar (IND) e Oriol Mena (ESP). Há ainda as GasGas oficiais (outras KTM “travestidas”, mas modelo 2017), com Christian Espana (AND) e Johnny Aubert (FRA) a apontarem a um Top 10... tal como uma trintena de outros pilotos, entre eles o português Fausto Mota, a espanhola Laya Sanz, com a quinta KTM oficial, a única senhora capaz de desafiar o domínio masculino, a vedeta das bajas americanas, Mark Samuels, que se estreia com a Honda da equipa sul-americana MEC, ou até o eventual substituto de Paulo Gonçalves na formação oficial, o campeão Mundial Junior TT 2016, José Ignacio “Nacho Cornejo” (CHL).

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Pela “Route des Grandes Alpes” (IX)

Esta estória (link) já vai longa, eu sei. Mas na verdade só agora chegamos ao "olho do furacão".

A “Route des Grandes Alpes” é uma invenção humana, um itinerário turístico composto por diversas estradas ou trechos de estradas. Cerca de 720 quilómetros que riscam os Alpes franceses de norte a sul. Lá pelo meio vamos encontrar dezassete cols (passagens de montanha), seis deles acima dos 2000 metros de altitude. Partindo de Thonon-les-Bains, nas margens do charmoso lago Léman, conduz o viajante a beijar o Mediterrânico em Nice – num acumulado de 17000 metros de desnível.

Neste primeiro dia decidi trocar as voltas ao mapa e percorrer parte da “Route des Grandes Alpes” de sul para norte. A aposta viria a revelar-se acertada. 

Após uma noite de chuva copiosa a manhã apresentou-se fresca mas limpa, e o asfalto seco. Que maravilha! 

Deixando a charmosa Megève e a pitoresca Flumet para trás…, “voilà, enfin le Route des Grandes Alpes”. Col des Aravis, a bela Le Grand-Bonard e Col de la Colombière serviram de delicioso aperitivo para o que viriam a ser os próximos dias. 

Estradas bem desenhadas com asfalto de qualidade como palco; suaves encostas alpinas e enormes montanhas a nos fitarem lá do alto como cenário; milhares de motociclistas como protagonistas desta história. A “Route des Grandes Alpes” não desiludia, pelo contrario satisfazia e de que maneira. 

Este foi mais um dia calmo e curto para saborear bem “todos os bocadinhos”. Do “la Colombière” foi tempo de descida vertiginosa para Taninges e subir o Col des Gets - que se assume como a primeira, suave, passagem de montanha para quem arranca para esta viagem no seu início, isto é, Thonon-les-Bains. 

Como Thonon e as margens do lago Léman já eram por mim conhecidas (link) a opção aqui foi a visita às Gorges du Pont-du-Diable, uma sucessão de gargantas no rio Dranse e a escalada dos Col´s du Grand Taillet e de Trechauffe que permitem vistas quase aéreas das margens sul do Léman. 

O regresso a Sallanches fez-se pelo percurso mais rápido. A meteorologia apontava nova chuvada copiosa para o início da noite e o dia seguinte era de “etapa rainha”.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Qual a verdade por detrás dos números de vítimas mortais onde intervém motas e ciclomotores?

Não há como dar a volta, este foi um dos temas do ano que agora finda. Em Abril passado deixei aqui (link) estas questões: "alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas sejam protagonistas? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária em que os motociclistas se vejam protegidos? Alguém se lembra de uma campanha de segurança rodoviária que alerte para a fragilidade dos motociclistas?".


O que foi feito? Nada!

Entretanto, aparentemente, a rapaziada da ANIECA, ACP, PRP e ANCIA têm-se entretido a comprar publicidade mascarada de jornalismo nos decrépitos e falidos jornais portugueses. Em dia de Natal, este (link) pedaço de lixo – não encontro outra forma de dizer isto – é o exemplo supremo.

A Comissão de Mototurismo da FPM tem feito (como sempre!) a nossa defesa enquanto motociclistas. Tomei a liberdade de compilar algumas dessas palavras, escritas na sua página no facebook, que seguem aqui em baixo em itálico e são credoras da vossa atenção.

Os índices de acidentes de moto têm sido alvo de alarmantes notícias em diversos órgãos de comunicação social nos últimos tempos. De uma forma desonesta (porque mente) e imoral (porque tenta tirar proveitos da desgraça), a ANCIA-Associação Nacional de Centros de Inspecção Automóvel está em cada “esquina” à espera dessas notícias e da oportunidade para argumentar que o que faz falta para diminuir o número de acidentes são as inspecções às motos…, quando todos sabem que apenas 0,3% dos acidentes de moto são provocados por falha mecânica; este é um dado baseado num estudo (MAIDS) apresentado por um professor do Instituto Superior Técnico e estudioso desta matéria, durante um colóquio promovido pela própria ANCIA. 

O problema da sinistralidade rodoviária existe e é transversal em termos de utentes das estradas mas, o que não podemos aceitar como motociclistas é que andem a tentar aproveitar-se disso para um negócio (inspecções) e que por detrás de cada notícia relacionada com o assunto venha a sistemática mensagem de que as motos são perigosas e “matam que se fartam”. As motos estão aí para ficar, porque cada vez mais são a melhor resposta, em termos de solução particular, aos crescentes problemas de mobilidade. Justamente por isso, as motos estão em Portugal a invadir os grandes centros urbanos numa escala ainda muito reduzida em comparação com o que se passa no resto da Europa Ocidental e até quase pelo Mundo inteiro. 

Afinal qual a verdade por trás dos números de vitais mortais onde intervém motas e ciclomotores? Fomos analisar números e esta tem sido a evolução dos últimos 23 anos em termos de vítimas mortais em acidentes com ciclomotores e motos: ano de 1995 – 610 mortes / 1996-564 / 1997-522 / 1998-488 / 1999-444 / 2000-348 / 2001-321 / 2002-298 / 2003-325 / 2004-265 / 2005-258 / 2006-205 / 2007-189 / 2008-164 / 2009-152 / 2010-187 / 2011-173 / 2012-161/ 2013-129 / 2014-134 / 2015-115 / 2016-103 / até Out 2017-110 mortes. 

Vamos agora ver a evolução dos números do nosso parque de duas rodas com motor nos últimos 10 anos: em 2007 venderam-se 17559 veículos e a evolução tem sempre sido contínua, pois em 2012 venderam-se 20418 e neste ano (2017) até Novembro venderam-se 26666. 

Assim, temos que a venda de motos CRESCEU 52% apenas entre 2007 e 2017. Em igual período (2007/2017) os acidentes com vítimas mortais de moto DECRESCEU 41% e só uma hecatombe motociclista durante estes dois últimos meses do ano poderia alterar este valor de forma significativa; o que não aconteceu. 

E agora, senhores jornalistas arautos da desgraça encomendada, como vão interpretar estes números? Números que até são da ANSR e da ACAP e que nos dizem que em 10 anos tivemos uma subida de 52% de venda de motos e uma diminuição de 41% de mortes na estrada. 

Significativo, se pensarmos ainda que grande percentagem das motos vendidas neste período são as tais 125cc compradas por automobilistas..., sim, aqueles que são apontados como os "grandes culpados" do alegado aumento da sinistralidade. Afinal vimos que não são porque nem sequer há esse aumento, bem pelo contrário. 

Perante estas evidências, obviamente que não podemos ficar indiferente a três situações: 1- que houve uma evolução muito positiva em termos de números de vítimas mortais de acidentes de moto nos últimos 23 anos; 2- que estes números ainda podem e devem baixar mais e que isso depende também muito de nós motociclistas; 3- que a campanha “alarmante” que está a acontecer nos órgãos de comunicação social em relação a este assunto, não é mais do que algo encomendado e bem orquestrado contra as motos e os motociclistas.

Posto isto, resta-me desejar que não nos falte, a nós motociclistas, vida e saúde para que no ano que agora começa seja possível, por um lado, combater a mentira organizada e, por outro, disfrutar livre e conscientemente dos veículos que amamos.

Boas curvas!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O mercado tem sempre razão (II)



Com o fim da MOTOCICLISMO (link) - pelo menos por agora e tal como a conhecíamos - perdemos, por exemplo, aquele pequeno resumo do que “ia fazendo” o Mercado. 

Com o ano a acabar e como o Escape deseja que não vos falte nada, aqui vos deixo os mais recentes números. Notem, estamos a falar de números oficias (ACAP) de vendas de motociclos + 125cc. 

Com o mercado a subir globalmente mais de 36%, o destaque vai para a líder Honda que vende quase tanto como Yamaha e BMW juntas. A Honda está a ter um 2017 espantoso e vende mais 50% que no ano anterior. Brilhante! 

Com crescimento relativo idêntico, encontramos Harley e Triumph, os seus responsáveis estão também de parabéns. A estas junta-se a Benelli que explode nos números absolutos e relativos, entranhando-se de forma algo surpreendente no top5. 

Sinal menos apenas para Yamaha e KTM. Sendo certo que incrementaram as suas vendas em pouco mais de dez por cento, certo é que são amplamente batidas pelo mercado. 

Volto às palavras que vos deixei aqui (link). Estes são os números, cotejem com as estratégias de marketing, pensem e tirem as vossas próprias conclusões. Eu já tirei as minhas, e não foram precipitadas.  
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