quinta-feira, 6 de junho de 2019

Federação de Motociclismo de Portugal promove curso de primeiros socorros

A Comissão Médica da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) anunciou a primeira edição do Curso de Primeiros Socorros para Motociclistas. A FMP pretende assim dar resposta a uma necessidade de formação, identificada no seio dos motociclistas que desejam uma prática mais segura e esclarecida. 

Sábado, dia 29 de Junho, a sede da FMP - Largo Vitorino Damásio, 3 C, Pavilhão 1 em Lisboa - vai acolher esta acção que terá a duração total de 8 horas didácticas, teóricas e práticas.

Para a certificação pedagógica o evento conta com a parceria da APIS – Associação Portuguesa de Instrutores de Socorrismo - que teve o cuidado de adaptar os conteúdos pedagógicos para este tipo de público-alvo, conferindo no final certificado de presença.

Os lugares são limitados a trinta vagas (capacidade do auditório da FMP) sendo as respostas atendidas por ordem de inscrição. O preço da inscrição é de 30 euros e inclui a entrega de manual e kit de primeiros socorros para motociclistas.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Honda Forza 300 à prova

Em Abril do ano passado, no “Vive la Moto” - o grande Salão da moto em Madrid - a Honda surpreendeu ao apresentar uma Forza 300 profundamente renovada e refinada. Fiquei imediatamente com vontade de a conhecer, desde logo porque o meu cavalo de batalha diário (Honda PCX 125 de 2013) não estando nem velho nem cansado começa a necessitar de algum sossego – em bom rigor não será bem assim, o “cavaleiro” é que gosta de ter opções…, ou como já dizia “O Magnânimo” D. João V: “nem sempre galinha nem sempre rainha”. Não sei se me faço entender… :) 

JOVEM E ELEGANTE
A “nova” Forza 300 apresenta-se com um aspecto polido e cosmopolita mas ao mesmo tempo jovem e elegante, numa tentativa clara de sedução a um público ecléctico que não dispensa a ágil mobilidade urbana e suburbana mas também não está para fazer concessões ao conforto. Do motociclista experiente que deseja ter uma opção rápida e económica nas deslocações diárias, ao novo motociclista que anseia fazer a sua natural evolução e considera chegado o momento de abandonar a sua “cento e vinte e cinco”, todos contam para a Forza 300. 

Os primeiros quilómetros revelam uma posição de condução que vai ao encontro da descontracção. E uma “habitabilidade” serena onde destaco três notas: a excelente protecção aerodinâmica potenciada por um ecrã operado electricamente que pode ser facilmente ajustado ao longo de um intervalo de 140 mm enquanto conduz; os instrumentos que fazem uma síntese quase perfeita entre a beleza do “analógico” e a eficácia do digital; um silêncio de todo o conjunto que chega a ser desconcertante – nota menos positiva para uns espelhos demasiado salientes de todo o conjunto e, pior ainda, pouco eficazes na sua função. 

NA LOUCURA DO DIA-A-DIA
Mas não vale pena estar a enganar- me a mim nem muito menos aos leitores deste texto. Ao conduzir a Forza 300 durante os dias que a tive ao meu dispor, na minha cabeça esteve sempre presente a questão: pode esta “trezentos” da Honda responder com a mesma eficácia que uma “cento e vinte e cinco” ao desafio diário da economia e da facilidade de utilização”? Vamos por partes… 

Na cidade, o que esta quase “terço de litro” perde para uma “oitavo de litro” em leveza e capacidade de perfuração do trafego ganha substancialmente em dinamismo graças à imediata resposta do motor às solicitações do punho direito. Notem que tal resposta concede-nos ainda doses surpreendentes de segurança para nos livrarmos daquelas situações típicas de cidade que nos podem deixar em maus lençóis. Aqui, potência é também segurança, aspecto fundamental em veículos desta natureza. Neste aspecto – desempenho da unidade motriz e todo o conjunto – o resultado que obtemos nas vias rápidas que limitam a cidade e na estrada é absolutamente incomparável com uma moto de 125cc. 

Superado, embora com argumentos diferentes, o desafio da facilidade de utilização, vamos ao desafio da economia - tendo aqui como padrão os quase setenta mil quilómetros da minha PCX 125 de 2013, que me solicita cerca de dois litros e meio daquele ouro liquido inflamável e visita a oficina a cada 8000 quilómetros percorridos. A Honda Forza 300 terá de efectuar tal visita apenas a cada 12000 quilómetros percorridos e gastou (consumo geral de uma prova que foi muito idêntica ao meu dia a dia de moto por Lisboa e arredores) três litros e meio de combustível. 

COMPETENTE E EFICAZ 
Para além do cheque de 5.800€ que a Honda solicita para retirar esta “Cresent Blue Metalic” de um dos seus concessionários oficiais, podemos então contar com mais (coisa menos coisa) um litro de combustível gasto por cada cem quilómetros de dinamismo - caso o confronto do leitor seja, tal como o meu, face a uma 125cc. 

Sem deslumbrar (possivelmente as minhas expectativas estavam muito altas e são credoras do devido reajuste) a Honda Forza 300 cumpre com elevada eficácia a tarefa para qual foi desenvolvida, assumindo-se como possível solução na cada vez mais árdua batalha diária da mobilidade urbana e suburbana

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Décima terceira Tertúlia do Escape


Por superstição, em muitas culturas o número 13 é um número atribuído ao azar. Assim é desde a Antiguidade Clássica. 13, o portador de coisas más. Nas Sagradas Escrituras o capítulo 13 do livro do Apocalipse faz referência ao anticristo e à besta. E nas corridas é comum os pilotos evitarem tal número. Alguns numerologistas consideram o 13 como o número que atua em desarmonia sobre as leis do universo. 


Cá está a minha deixa…, desarmonia sobre as leis do universo foi o que tivemos de sobra na noite de ontem. E da décima terceira Tertúlia do Escape fizemos uma noite de histórias, viagens, alegria e sorrisos. 

Azar, não vimos algum. Pelo contrário. Foi uma sorte ter por perto as Martas, a Tânia, a Angela e a Filipa. Aliás, é uma sorte ter na Comunidade pessoas como elas que seguem os seus sonhos, não têm medo do risco e da aprendizagem, de sair da sua zona de conforto e..., fazer! 

Honestamente foi das Tertúlias que mais gostei. Com as Dust Girls viajámos pelo eterno exotismo marroquino e ficámos a torcer pela próxima aventura. Não sabemos qual será. Mas sabemos que vamos querer acompanhar. E sorrir! 


Ontem, tal como na semana passada (link), enchemos a casa e a alma. Obrigado ao Paulo e à sua Rod’aventura por nos receber. Obrigado aos aventureiros. Obrigado, sobretudo, a todos os tertulianos que nos quiseram fazer companhia. 

Agora é tempo de pausa. A Tertúlia promete voltar. Só não sabe quando!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Lisbon Motorcycle Film Fest 4ª edição

A borracha dos pneus das nossas motos vai voltar a beijar o calcário dos belos passeios da baixa lisboeta, pois a cultura motociclista volta pelo quarto ano consecutivo à grande tela do Cinema São Jorge. É já esta semana, nos próximos dias 31 de Maio e 1 e 2 de Junho. 

O programa oficial do Lisbon Motorcycle Film Fest foi apresentado no passado dia 16 na Officina Moto e está disponível aqui (link). Em destaque nesta edição teremos o eterno clássico Easy Rider - que celebra este ano 50 anos -, WAYNE - a história da lenda viva da era dourada do mundial de velocidade Wayne Gardner -, e Oil in The Blood – para muitos o derradeiro filme documental que revela a cultura custom. 

Notem que esta 4ª edição do Lisbon Motorcycle Film Fest arranca já na próxima sexta-feira. Os bilhetes já podem ser comprados no Cinema São Jorge e aqui (link) na bilheteira online Ticketline. A entrada diária custa 5€, mas com tanto para ver o ESCAPE recomenda a compra do passe para 3 dias que fica por uns muito simpáticos 12€.

terça-feira, 28 de maio de 2019

BMW revela Concept R18 “a mãe de todos os boxers”

Sim! “A mãe de todos os boxers”. E antes que acusem este ESCAPE de clickbait esclareço que as palavras não são minhas mas sim de Edgar Heinrich, director de design da BMW Motorrad e um dos putativos pais da criança. 


Para Heinrich “é muito claro que o motor é o núcleo da moto”, sendo a partir desta nova unidade de 1,8 litros - o maior boxer de sempre construído pelo emblema alemão – que todos os demais elementos da moto devem ser interpretados. Sim! Estamos perante uma obra de arte que deve ser olhada e interpretada como todas as outra sobras de arte: com tempo, com detalhe, com minucia, com prazer! 

Ainda segundo Heinrich, hoje “é demasiado fácil tornar as coisas complicadas, mas muito difícil mantê-las simples”, e esta Concept R18 – apresentada no algo presunçoso Concorso D'Eleganza de Villa D’Este – é sobretudo um exercício emocional.


Mas esta nova abordagem, inspirada no modelo R5 (final dos anos 30 do século passado), vai mesmo passar à produção. Aliás, ainda segundo o director de design da BMW Motorrad o que podemos ver “está muito próximo da produção”. E isto e uma excelente notícia. 

Sejamos claros, podemos adaptar a frase e exclamar: “what a time to be a biker”. Vivemos um momento glorioso. Numa dinâmica imparável mas cuja fonte é difícil de escortinar, o mercado auto-alimenta-se. Se por um lado o consumidor não pára de procurar originalidade e inovação, os construtores não cessam de estimular o consumidor com novas propostas que sintetizam a herança e a contemporaneidade. 

Se vos parece que amei esta nova provocação vinda da Baviera, parece-vos muito bem. E estou muito curioso para ver como “a mãe de todos os boxers” se vai materializar nas suas diferentes propostas.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Limalhas de História #76 – 26 de Maio de 1985

Ficou para a história como um dos mais talentosos pilotos norte-americanos de velocidade de todos os tempos. Mas aos olhos de hoje é muito difícil compreender a sua trajectória. Chegou, viu, venceu. E praticamente desapareceu… 


Fez ontem exactamente trinta e quatro anos. Nations Motorcycle Grand Prix. Autodromo Internazionale del Mugello. Scarperia e San Piero, Toscânia. Itália – curiosamente no mesmo terreno onde se realizará a próxima etapa do Mundial. Freddie Spencer conquista pela primeira vez uma dupla vitoria, 250cc e 500cc. Como todos sabem “Fast Freddie” viria nesse ano de 1985 a sagrar-se campeão do mundo nas duas classes. O que poucos recordam é que após tal conquista Spencer se transformou numa verdadeira estrela cadente, muito brilhante mas fugaz. Após aquelas vitórias, não mais o piloto norte-americano viria a ganhar; nem a pisar um pódio sequer. Incrível…

sexta-feira, 24 de maio de 2019

A aventura marroquina das Dust Girls em Tertúlia

A Tertúlia do Escape está em modo frenético! E depois de uma noite absolutamente memorável, na passada quarta-feira, em torno da épica Volta ao Mundo de Francisco Sande e Castro com a sua Honda Crosstourer (link), não vamos baixar o ritmo! 

As Dust Girls, um destemido colectivo de motociclistas, surpreenderam nos recentemente com a sua viagem por terras marroquinas. Atrevidas, seguiram o seu sonho, trabalharam arduamente e juntaram um surpreendente conjunto de apoios que as fez viver o sonho de uma viagem pelo encantador país vizinho do Norte de Africa - um território que se apresenta sempre surpreendente nas suas cores, cheiros, sabores e contrastes culturais e sociais. 


Uma viagem que pudemos acompanhar pelas redes sociais e que as fez regressar com “a mochila” cheia de emoções. Emoções que vamos agora conhecer em modo tertúlia. 


Gosto sempre de recordar que tertúlia - até porque a cada diferente edição, temos o prazer de receber novos tertulianos - é na sua essência uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se juntam de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos. Nas Tertúlias do Escape pretende-se discutir motas, motociclismo e viagens. À maneira antiga. Longe dos teclados, cara a cara e com uma cafezada por companhia. 

É o que faremos uma vez mais! É já na próxima quarta-feira dia 29 de Maio, a partir das 21h00 no Espaço Rod’aventura, Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide. Apareçam. Vai ser mais uma noite de nos fazer viajar e sonhar!

[...notem só como este blogue fica bem mais rico com as fotografias do Manuel Portugal - obrigado pelas imagens Manel ;) ]

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Décima segunda Tertúlia do Escape

Num tempo em ainda havia jornalismo, na primeira metade dos anos 80 do século passado, surge, entre tantas outras, uma rádio “pirata”, cujo slogan se eternizou na minha memória: “a rádio a cores”.

Aquela pequena frase dizia tudo. Estávamos perante um novo meio de comunicação, que utilizando a velha telegrafia sem fios (a que todos chamamos rádio) não fazia por menos e desejava trazer tanta emoção ao ouvinte que prometia ser como a televisão, a nova televisão, que abandonava o cinzento do preto e branco e nos oferecia o prazer do arco-íris. Numa palavra: a arte do impossível. 


A arte do impossível foi o que tentámos fazer ontem em mais uma feliz edição da Tertúlia do Escape. E a julgar pela casa absolutamente cheia – os últimos a chegar não tiveram lugar na sala – pelos sorrisos rasgados e pelas duas ovações no final: conseguimos! 

À boleia da bem usada Honda Crosstourer, que percorreu mais de cento e quarenta mil quilómetros conduzida pelo Francisco, emocionamo-nos com a hospitalidade de uma família iraniana. Cheirámos a fusão de odores da outrora portuguesa Malaca, na Malásia. Acordámos com a brisa do pacífico na cara na suave Gold Coast Australiana. Tememos pela vida numa descida noturna de barco pelo rio amazonas. Encontrámos a saída matreira do Salar de Uyuni na Bolivia. Saboreamos uma banana fresca acabada de colher junto a uma picada na costa ocidental africana. E “demos cabo das costas” a ajudar o Francisco a levantar a moto naquele pedaço de pista que tinha areia mais solta. Enfim, chegámos a bom porto. Felizes! 

No fim, uma surpresa. Quem veio ter connosco, teve oportunidade de levar para casa um dos primeiros exemplares do primeiro volume do livro que conta a épica volta ao mundo do Francisco. Numa improvisada sessão de autógrafos os primeiros cinquenta livros voaram num ápice. Sortudos! 

Honestamente. É um prazer. Uma honra mesmo, impulsionar e dinamizar noites como esta. Noites onde viajamos, partilhamos e regressamos a casa a sonhar com uma aventura assim. Obrigado Paulo Moniz por nos receberes. Obrigado Francisco pela partilha. Obrigado a todos aqueles que vieram ter connosco: a Tertúlia do Escape é vossa. 

O Francisco volta a falar da sua viagem já no próximo dia 2 de Junho no Lisbon Motorcycle Film Fest (link). 

A Tertúlia do Escape volta já na próxima semana com muito mais emoções. Fiquem atentos. Amanhã teremos novidades!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Limalhas de História #75 – 22 de Maio de 1966

Marc Márquez ganhou ontem (no passado domingo) em Le Mans, somando assim a subida número 300 de um piloto da Honda ao lugar mais alto do pódio. Com tal triunfo, Márquez, iguala ainda Lorenzo com quarenta e sete vitórias em MotoGP, tendo já na mira (tanto em vitórias como poles conquistadas) a lenda viva australiana Mick Doohan. Impressionante! 


Todavia, se hoje é quase impossível entender a história do mundial de motociclismo sem mencionar a Honda, chegar aqui para a marca da asa dourada não foi propriamente fácil. A chegada da fábrica foi tardia – surge no Mundial apenas dezassete anos apos o início dos mundiais e com a era dourada italiana no seu auge – e o primeiro grande herói da marca foi “apenas” Freddie Spencer, que em 1983 oferece o primeiro título mundial à casa nipónica. Pelo menos dois nomes têm ainda de caber aqui nesta espécie de história telegráfica da Honda no Mundial de Velocidade: Mick Doohan e Valentino Rossi, contribuíram, respectivamente, com cinquenta e quatro e trinta e cinco vitórias para as vitrinas da marca japonesa. 


Tudo isto para recordar que daqui a dois dias, na próxima quarta-feira dia 22, um momento especial fará exactamente cinquenta e três anos. Então Republica Federal Alemanha. Baden-Württemberg. Hockenheimring. Grande Prémio da Alemanha de Motociclismo. James Albert Redman, aka Jim Redman, conduz a marca da asa dourada à sua primeira vitória na Classe Rainha. Estando contudo muito longe de imaginar naquele momento que iniciava assim um ciclo que consagraria a Honda como o emblema mais vitorioso de todos os tempos no Mundial de Velocidade.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O estranhíssimo caso da volta ao mundo aos bocadinhos de Francisco Sande e Castro com a sua Honda Crosstourer em Tertúlia

Em Outubro de 2012 o Francisco partiu de Honda Crosstourer para uma volta ao mundo por etapas, ou seja, aos bocadinhos. Quando a vida lhe permitia abandonava Portugal, juntava-se à mota deixada algures no planeta e percorria mais uns países, por vezes um continente inteiro. 


Como o Francisco escreve bem e é um excelente contador de histórias, foi com prazer que este ESCAPE acompanhou “religiosamente” o seu blogue (link) - sitio onde foi cristalizando a sua aventura - e se sentiu verdadeiramente como passageiro da Crosstourer por esse mundo fora.

Maio de 2018. Quase seis anos após a partida, sessenta e dois países cruzados e mais de 140 mil quilómetros deixados para trás (onde a Honda Crosstourer praticamente apenas recebeu manutenção básica) o Francisco acaba de regressar a casa. E traz o depósito da mota cheio até transbordar de histórias para contar. 

Recordando que tertúlia é na sua essência uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se juntam de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos, é com imenso prazer, orgulho mesmo, que vamos receber o Francisco Sande e Castro com a sua Honda Crosstourer na Tertúlia do Escape. 


É já na próxima quarta-feira dia 22 de Maio, a partir das 21h00 no Espaço Rod’aventura, Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide. Apareçam. Vai ser uma noite de nos fazer viajar e sonhar!
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