domingo, 25 de junho de 2017

Córdoba e Toledo por Estradas Nacionais (II)

Seguramente que há mais de vinte anos sonhava com esta pequena voltinha..., regresso agora a ela depois de ter deixado aqui (link) a primeira parte do relato.

Domingo foi tempo de calcorrear a cidade, para a frente a para trás, na peugada do Al-Andaluz. O destaque vai claramente para a jóia da coroa Andaluza. Já poucas coisas na vida me vão valendo um valente Uaaauuuuu…, a Mesquita-Catedral é de ficar boquiaberto, foi declarada Património da humanidade pela UNESCO em 1984 e merece por si só a passagem pela cidade. O jantar fez-se junto ao Guadalquivir no restaurante La Tinaja, comida local deliciosa, com charme, a preço decente.

No dia seguinte, rumo a Norte pela N-420 cruzando o Parque Natural da Serra de Cardeña e Montoro, primeiro até Ciudad Real e depois rumo ao destino Toledo. Sair cedo foi fundamental para aproveitar a tarde com o Tejo aos nossos pés na cidade das três culturas. Toledo é monumental e fascinante. Aqui ou temos tempo e paciência para mergulhar na historia e visitar todo o pedaço de doce passado ou optamos simplesmente por nos perdermos nas apertadas calçadas. Foi esta última a minha opção. 

Tristemente, o tempo de jantar chegou demasiado rápido e o petisco fez-se ali, bem no coração da cidade, junto à Praça Zocodober no Cucharra De Palo…, mais cañitas, mais tapas, mais sorrisos e simpatia, mais comida local e deliciosa – só diz que se come mal aqui no vizinho do lado quem não sabe procurar.

(Continua...)


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Limalhas de História #33 – 22 de Junho de 2008




Quinze. Quinze anos. Quatro. Quatro meses. Quinze anitos e quatro mesitos e já sacava pódios como tu sacas sagres fresquinhas do frigorifico nestes dias de calor. Bueno, no exageremos… 

Faz hoje exactamente nove anos. Donington park, North West Leicestershire. Que é como quem diz, bem no centro da Inglaterra. Enquanto Rossi, Stoner, Pedrosa e Lorenzo já brilhavam no MotoGP, o adolescente catalão Marc Márquez conquistava, na sua KTM, a sua primeira subida ao lugar mais baixo do pódio. 2008 e 2009 foram tempos de aprendizagem…, o resto da historia é sobejamente conhecida.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Todos os dias são bons dias para… (II)

Os mais atentos terão reparado. 04h24. A hora a que o servidor deu à luz este texto. Não há coincidências. Já lá vamos… 

Sabiam que o hoje é Mundial da Girafa? Devia ser feriado. Mas é também Dia Europeu da Musica. Dia Mundial do Yoga. Mas, sobretudo, hoje e desde os tempos em que os animais falavam, comemora-se o Solstício de Verão, comemora-se o início de verão. 


O termo "solstício" chega-nos do Latim. Sendo composto pelas palavras sol e sistere (que não se mexe). Visto da Terra, o sol parece parado, mantendo uma posição fixa ao nascer e ao se pôr, durante algum tempo. Este ano o solstício do verão acontece precisamente agora, 21 de Junho, às 04h24. 

Celebremos o verão. O verão sempre foi a minha estação preferida. Desde miúdo que o verão me apaixona. Os longos dias, as noites quentes, as brincadeiras na rua, a liberdade, o dolce fare niente. Gelados e bolas de Berlim. Mergulhos refrescantes nas outrora geladas águas da Caparica e fins de tarde “(…) a ver o por do sol, patrocinados por uma bebida qualquer”. 

Celebremos o verão. Mais tarde vieram as motas e o verão reforçou o número um do meu top “estações do ano preferidas”. Concentrações, acampar junto a barragens, a loucura de Faro e os mergulhos nas águas tépidas algravias. Mais tarde viagens. Longas viagens por essa Europa na peugada de montanhas, curvas e paisagens frescas e verdejantes 

Todos os dias são bons dias para andar de mota. Apesar de no verão ser obviamente mais fácil. Celebremos. No momento em que chega o verão, celebremos a vida. Celebremos as viagens. Celebremos o prazer. Celebremos toda esta paixão. Celebremos a andar de mota.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O “Grande Prémio” de Oeiras de 1989

Praia da Amorosa 1988, era assim a Velocidade nos anos 80. Foto de Alex Laranjeira
A história da velocidade nacional encontra episódios épicos. Os que melhor vivi foram os circuitos da OTA, na base aérea, algures nos anos 90. Ainda antes da OTA há histórias lindas de Santo André, corrida que se realizou vários anos e da Praia da Amorosa. Mas nada bate o “Grande Prémio” de Oeiras de 1989. O acidente de Germano Pereira e da sua Ducati andou anos no anedotário nacional. Recentemente encontrei aqui (link) um relato de Alberto Pires que agora, recupero. 

O "GP" de Oeiras foi um momento infeliz. A pista não tinha condições e a organização não conseguiu controlar os acontecimentos. Foi uma espécie de "prova de feira" com motos potentes, e acabou mal. Os treinos das 125 misturavam as duas classes e o momento da partida é elucidativo do nível da organização. A classe 125 Promoção teve em Luis Catarino o seu vencedor, seguido por Jorge Dias e em terceiro Artur Martins. 

Na 125 Livre Jorge Dias levou a melhor sobre todos, impondo um excelente andamento desde o início. Pedro Geirinhas ainda tentou seguir o piloto da Cagiva mas acabaria por sofrer uma queda violenta. Acabaria por ser Joaquim Cidade a terminar em segundo, depois de se libertar do grupo em que andava, e Luis Catarino voltou a subir ao pódio, ao ficar na terceira posição.  

As SBK resumiram-se aos treinos. A falta de condições era de tal forma evidente que a organização decidiu que os pilotos dessem duas voltas de apresentação, antes de se iniciar a corrida, por forma a que o público se organizasse melhor e os pilotos se habituassem à moldura humana existente. Simplesmente, não avisaram todos os pilotos. Germano Pereira foi um deles. Quando acabou de dar a volta de aquecimento e passou na meta deve ter pensado que não esperaram por ele para dar a partida, e continuou. Simplesmente, quando voltou a passar na meta, que ficava pouco depois de uma curva rápida, deparou-se todos os pilotos parados, com os assistentes ao lado, e entrou pelo meio deles depressa, muito depressa, atirando várias motos ao chão e mandando alguns pilotos e mecânicos para o hospital. A organização foi obrigada a anular a corrida.

125 Livre from Alberto Pires on Vimeo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Todos os dias são bons dias para… (I)

Sabiam que o hoje é Dia de Corpo de Deus? Por isso é feriado. Mas é também Dia de Santa Germana. Dia Mundial da Consciencialização da Violência Contra a Pessoa Idosa. E Dia Mundial do Vento. 

Falemos de coisas alegres. O vento é coisa seria. O vento é companheiro. Por vezes compincha. Outras, traiçoeiro. O vento é inseparável do motociclismo. Sempre de braço dado com o motociclista.  


Celebremos o vento. De preferência com os cabelos a ele dados. Eu sei, é perigoso, não se deve. Como tanta outra coisa. Uma vez, há anos, fiz centenas de quilómetros na Tailândia sem capacete. Cabelos ao vento, ao perigo. Inesquecível. Ainda bem que o fiz. Adoro andar de mota de cabelos ao vento. Nem que seja numa fugaz voltinha ao quarteirão. Só para matar saudades da liberdade e beijar ternamente o perigo. Sentir que estou vivo.

Todos os dias são bons dias para andar de mota. Celebremos. No seu dia mundial, hoje teremos vento norte com fartura. Celebremos então. Com um passeio de mota junto ao azul do mar. Se possível, de cabelos ao vento.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Limalhas de História #32 – 14 de Junho de 1992

Uma, duas, três, quatro vitorias seguidas. Um, dois segundos lugares seguidos. Uma quinta vitoria. E quase a tragedia na prova seguinte. 

Faz hoje exactamente 25 anos. Hockenheim, Baden-Württemberg, sudoeste da Republica Federal da Alemanha. Mick Doohan, o fantástico piloto da Golden Coast australiana, vencia a sua quinta corrida da temporada. A estas vitórias juntava mais dois segundo lugares. Esmagador. Esmagador foi também o acidente na ronda seguinte em Assen que impediu o primeiro título mundial do “aussie”. Doohan…, remontaria nos anos seguintes. E ofereceu um pentacampeonato à HRC! Notável.

Saca! #24



terça-feira, 13 de junho de 2017

Lisbon Motorcycle Film Fest em modo afirmação

Com muita pena…, este ano o Escape não esteve presente Lisbon Motorcycle Film Fest. O desafio foi gigante, mas com a ajuda de todos os patrocinadores e parceiros, a organização sente que ultrapassou largamente as suas próprias expectativas. 


No segundo dia de evento já havíamos ultrapassado o número total de bilhetes vendidos nos 3 dias da primeira edição, a participação do público nas Talks foi bastante superior, no sábado à noite tivemos mais de 120 motos a rodar pelas ruas de Lisboa na primeira Night Ride que organizámos e no domingo de manhã conseguimos que cerca de 150 fãs do MotoGP viessem apoiar o piloto nacional Miguel Oliveira, na corrida de Moto 2, transmitida em directo na Sala Manoel de Oliveira, graças à Sport TV.

Fiquem atentos ao website e redes sociais do Lisbon Motorcycle Film Fest, pois ainda este ano a organização promete algumas boas surpresas para quem tal como este Escape é apaixonado por motos e cinema.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Regresso ao Futuro parte VI e última ufffff...


[Uma Dominator que não foi mais do que um sonho de verão, fim de odisseia....]

“Congelado” em mil novecentos e noventa e dois (link), restou-me uma boleia no velho Corsa, um banho gelado, a tal posta suculenta e uma noite quente mas de sono profundo graças ao cansaço. 

Mas antes, preocupado, chateei meio mundo para me tentar desenrascar. A moto não tinha assistência em viagem e precisava de dois pneus novos com caracter de urgência. E, fundamentalmente, não queria gastar os meus parcos dias de férias preso no passado, em mil novecentos e noventa e dois, repito. 

Com ajuda do meu amigo Moniz da Rod’aventura cheguei à fala com o Ricardo que julgava ser o Francisco, da Motocenter. O Ricardo teve a real pachorra de interromper o seu jantar de sábado, várias vezes, devido à minha insistência de querer dois pneus novos, para uma Dominator do século passado, e tudo isto para ontem 

No dia seguinte continuei preso no século passado. Passeei num velho barco do Pinhão ao Tua. Alheira caseira e queijos suaves com nacos de pão para o almoço e uma tarde em perfeito “dolce fare niente” entre um pedaço de relva e uns mergulhos no Douro.

Chegamos a segunda-feira. Bem cedinho encontro enfim o veículo que me iria trazer de regresso para o futuro. Um Mercedes enorme, vermelho, bonito, ai com mais de cinquenta lugares, propriedade da Auto Viação Tâmega. Fui de avião para o passado. O regresso ao futuro foi feito de Expresso. 



A coisa haveria de se compor com a boa vontade da Tranquilidade, a minha seguradora há anos. Adoraria ter visto a cara do Sr. Paulo quando na manhã de terça-feira lá chegou o reboque de outro Senhor qualquer para ir recolher a velha “Domie”. A Dominator demoraria cerca de uma semana a viajar até Lisboa – “sabe como é…, reboques, verão…, calor, férias”, sim sei. Os pneus chegaram muito mais rapidamente à Motocenter.

Naturalmente, já não foi necessário nova viagem ao Douro com os pneus na mão. Descer pela N2 de regresso ao futuro vai ter que ficar para outra oportunidade. Entretanto, a Honda NX650 Dominator já anda por ai nas suas voltinhas…, qual DeLorean DMC12.

Limalhas de História #31 – 12 de Junho de 1967

Houve um tempo em que motociclismo rimava com romantismo. Querem ler esta pequena limalha apaixonante? 


Faz hoje exactamente 50 anos. Atlântico Norte. Bem no coração do Mar da Irlanda. Verde e húmida Ilha de Man. Início da quarta etapa do então campeonato mundial de velocidade em motociclismo. No primeiro de quatro dias de TT, Mike Hailwood limpava a categoria de 250cc aos comandos da mítica Honda de seis cilindros. Mas Mike “The Bike” não ficou por aqui na Ilha, vencendo ainda durante a semana a classe 350ccc e 500cc tendo sido nesse ano campeão do mundo de 250cc e 350cc e vice-campeão de 500cc. Fantástico!

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