segunda-feira, 20 de maio de 2019

Limalhas de História #75 – 22 de Maio de 1966

Marc Márquez ganhou ontem (no passado domingo) em Le Mans, somando assim a subida número 300 de um piloto da Honda ao lugar mais alto do pódio. Com tal triunfo, Márquez, iguala ainda Lorenzo com quarenta e sete vitórias em MotoGP, tendo já na mira (tanto em vitórias como poles conquistadas) a lenda viva australiana Mick Doohan. Impressionante! 


Todavia, se hoje é quase impossível entender a história do mundial de motociclismo sem mencionar a Honda, chegar aqui para a marca da asa dourada não foi propriamente fácil. A chegada da fábrica foi tardia – surge no Mundial apenas dezassete anos apos o início dos mundiais e com a era dourada italiana no seu auge – e o primeiro grande herói da marca foi “apenas” Freddie Spencer, que em 1983 oferece o primeiro título mundial à casa nipónica. Pelo menos dois nomes têm ainda de caber aqui nesta espécie de história telegráfica da Honda no Mundial de Velocidade: Mick Doohan e Valentino Rossi, contribuíram, respectivamente, com cinquenta e quatro e trinta e cinco vitórias para as vitrinas da marca japonesa. 


Tudo isto para recordar que daqui a dois dias, na próxima quarta-feira dia 22, um momento especial fará exactamente cinquenta e três anos. Então Republica Federal Alemanha. Baden-Württemberg. Hockenheimring. Grande Prémio da Alemanha de Motociclismo. James Albert Redman, aka Jim Redman, conduz a marca da asa dourada à sua primeira vitória na Classe Rainha. Estando contudo muito longe de imaginar naquele momento que iniciava assim um ciclo que consagraria a Honda como o emblema mais vitorioso de todos os tempos no Mundial de Velocidade.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

O estranhíssimo caso da volta ao mundo aos bocadinhos de Francisco Sande e Castro com a sua Honda Crosstourer em Tertúlia

Em Outubro de 2012 o Francisco partiu de Honda Crosstourer para uma volta ao mundo por etapas, ou seja, aos bocadinhos. Quando a vida lhe permitia abandonava Portugal, juntava-se à mota deixada algures no planeta e percorria mais uns países, por vezes um continente inteiro. 


Como o Francisco escreve bem e é um excelente contador de histórias, foi com prazer que este ESCAPE acompanhou “religiosamente” o seu blogue (link) - sitio onde foi cristalizando a sua aventura - e se sentiu verdadeiramente como passageiro da Crosstourer por esse mundo fora.

Maio de 2018. Quase seis anos após a partida, sessenta e dois países cruzados e mais de 140 mil quilómetros deixados para trás (onde a Honda Crosstourer praticamente apenas recebeu manutenção básica) o Francisco acaba de regressar a casa. E traz o depósito da mota cheio até transbordar de histórias para contar. 

Recordando que tertúlia é na sua essência uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se juntam de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos, é com imenso prazer, orgulho mesmo, que vamos receber o Francisco Sande e Castro com a sua Honda Crosstourer na Tertúlia do Escape. 


É já na próxima quarta-feira dia 22 de Maio, a partir das 21h00 no Espaço Rod’aventura, Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide. Apareçam. Vai ser uma noite de nos fazer viajar e sonhar!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Triumph Scrambler 1200 XE à prova


Numa operação montada com rigor, a partir de Londres, no passado mês de Outubro (link), a Triumph, recorrendo às novas tecnológicas da comunicação e informação, surpreendia o planeta moto com o anúncio de uma nova Scrambler. A mensagem foi clara para quem a quis ouvir: queremos com esta abordagem criar um novo espaço entre segmentos! 

Nesse mesmo dia ficamos esclarecidos com o que ai vinha: atrevida, sedutora, natureza e substancia clássicas mas muita qualidade moderna. Motor bicilíndrico Bonneville “High Power” de 1200cc, 90cv às 9700rpm e binário bruto de 110 Nm às 3950 rpm. Suspensão traseira Ohlins (desenvolvida em conjunto com a Triumph), Forquilha dianteira Showa de curso longo completamente ajustável. Pouco mais de duzentos quilos. Seis modos de condução, incluindo o Off-Road Pro nesta XE. ABS e controlo de tracção optimizados em curva. Comandos retro-iluminados. Keyless (arranque sem chave). Cruise control. 

FOCO E PRAZER 
A espera terminou enfim e chegou o tempo de também este ESCAPE provar a nova proposta britânica. O primeiro olhar surpreende de imediato pois a moto no contacto directo com os nossos sentidos impressiona muito mais do que nas imagens que nos chegavam: o charme atrevido e sedutor revelam ainda mais alma e personalidade ao vivo do que em mera imagem. 

O primeiro toque faz transpirar uma moto alta com uma posição de condução que convida imediatamente ao prazer da condução comprometida. E os primeiros quilómetros ainda na cidade não deixam qualquer dúvida: leveza, agilidade e facilidade de utilização serão sempre aqui palavras-chave. 

Esta natureza (aparentemente) dócil que convida à condução focada, é ampliada quando nos libertamos dos semáforos e encontramos o primeiro asfalto torcido. Nestes terrenos, a eficácia de todo o conjunto da Triumph Scrambler 1200 XE começa a revelar uma natureza que se aproxima de uma verdadeira fun-bike e questionamo-nos mesmo se com outro tipo de jante e pneu não estaríamos perante uma deliciosa Supermotard.

GOOOO SCRAMBLING 
Mas a Scrambler provada foi uma XE, o que significa ter sido arquitectada para enfrentar os mais extremos desafios fora de estrada. E seria de lamentar se não a provássemos por maus caminhos. Desta vez o ESCAPE abusou e aproveitou a quente manhã do feriado de 1 de Maio para lamber o pó de alguns estradões na zona da Serra da Arrábida. Foram algumas dezenas de quilómetros em ritmo vivo que demonstraram inequivocamente toda a natureza desta nova Triumph. Repito. Leveza, agilidade e facilidade de utilização sempre em modo Off-Road, que ajuda e muito à eficácia na obtenção de prazer a todos aqueles que não se sentem “Prós” e, como tal, se escusam a utilizar o modo que desliga todas as ajudas à condução. 

Há ainda três aspectos dignos de nota que resultam, como se costuma dizer, da natureza das coisas. O escape partilha algum do seu calor com o condutor? Claro…, é um escape elevado, esta é uma Scrambler, queriam o quê? Mas tal apenas sucede na cidade e nos momentos mais quentes do dia, apenas incomodando quando paramos demasiadas vezes nos irritantes semáforos da cidade. Confesso que na manhã fora de estrada nem me lembrei por momentos que o escape lá estava. A protecção aerodinâmica é nula? A resposta é idêntica: obvio…, esta é uma Scrambler, queriam o quê? Se tal não vos satisfaz procurem soluções, um pequeno ecrã deve ser ajuda bastante. É muito dinheiro por esta moto, dizem também. Pois…, esta é uma Scrambler de topo com material de qualidade invejável e com um comportamento irrepreensível, queriam o quê? Se acham a qualidade (personalidade e exclusividade, já agora) cara experimentem a frugalidade. 

HEDONISMO 
Com este novo objecto de culto e prazer a Triumph deseja abrir novos espaços mas também cativar aqueles que dando uso às suas maxi-trail (ou maxi-enduro, como quiserem) se sentem demasiado pesados, indo ainda ao encontro do cada vez maior número de “gentlemen bikers” que se inscreve em pequenas competições ou passeios fora de estrada. Tudo isto sem perder a face, o estilo e o caracter. O Senhor Mercado, como sempre, fará o seu julgamento. Da parte deste ESCAPE a única coisa que lamento – e isso tem sido um denominador quase comum a todas as Triumph que tenho provado – é de ter de devolver a moto ao dono cedo demais. 

A Scrambler 1200 XE exigiu uns muitos simpáticos 5.3 litros daquele liquido inflamável de que tanto gostamos por cem quilómetros de hedonismo oferecido, sendo necessários 15.900€ para retirar esta maravilha das instalações da Triumph Motorcycles Portugal.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Mercado: primeiros quatro meses do ano em alta

Aqui (link), no início deste ano, tinha deixado o desejo que o mercado mantivesse a tendência ascendente e se possível a reforçasse. E são excelentes as notícias que vos trago hoje. Noticias que devem fazer sorrir todos aqueles que negoceiam no sector, incluindo aqueles que como eu apenas o fazem emocionalmente. Confirmando a tendência dos últimos meses (anos, mesmo) o mercado cresce e cresce de forma sustentada! 


Alguns números: só em Abril deste ano venderam-se mais 36,7% de motociclos novos (>125cc) do que em Abril de 2018 e, considerado os quatro primeiros meses do ano, venderam-se mais 28,7% de motociclos novos (>125cc) do que em igual período do ano passado. 

As marcas estão todas, sem excepção, de parabéns. Umas mais que outras, obviamente. Destaques? Honda: cresce acima do mercado e reforça liderança. Yamaha: ainda que mais timidamente também cresce acima do mercado e reforça o segundo posto. Kawasaki: também bate o mercado e é quem mais cresce neste momento. Benelli: é o único destaque menos positivo; depois do crescimento explosivo dos últimos anos é a única marca a não conseguir acompanhar a tendência dominante.

Notem. Os dados que aqui se apresentam são oficiais. E, sublinho, referem-se a matrículas de motociclos novos (>125cc). Isto é, motociclos até 125cc – como por exemplo as cada vez mais populares scooters que podem ser conduzidas com carta de ligeiros – não estão incluídos nos números apresentados no quadro.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Limalhas de História #74 – 6 de Maio de 1979





Coragem, talento, agressividade. A ordem dos factores apresentava-se absolutamente arbitrária. Nascido a 10 de Novembro de 1959 em San Jose da Califórnia, estreia-se precisamente nesse ano, 1979, e retira-se em 1992 com cento e cinquenta e um grandes prémios disputados, treze vitórias, cinquenta e sete subidas ao pódio, cinco voltas mais rápidas e, sobretudo, quatro “títulos” de vice-campeão mundial que lhe renderam, recentemente, uma polémica subida ao panteão das lendas do MotoGP. 

Faz hoje exactamente quarenta anos. Então Republica Federal Alemanha. Baden-Württemberg. Hockenheimring. Grande Prémio da Alemanha de Motociclismo. Randy Mamola, após vencer no ano anterior o AMA 250cc e ter despertado a atenção de todos ao ponto de ser apelidado de "Baby Kenny" (por referência ao Rei Kenny Roberts), aterra no mundial de velocidade e à segunda corrida aos comados da Bimota conquista a primeira das suas cinquenta e sete subidas ao pódio. Começava assim, de roda da frente a apontar para a lua, umas das carreiras mais espantosas de que há memória no mundial de velocidade.

domingo, 5 de maio de 2019

Honda CB650R à prova

A Honda surpreendeu os visitantes do último Salão EICMA de Milão ao apresentar a nova CB650R. Após a introdução em 2018 do trio de modelos naked CB1000R, CB300R  e CB125R, a marca japonesa vem agora propor esta CB650R também vestida na forma de Neo Sports Café - aspecto moderno e minimalista, mixando uma inspiração retro (café racer) com formas muito compactas num resultado que vai ao encontro dos jovens motociclistas. 

Para além da CB300R (link) e CB125R (link) este ESCAPE teve ainda oportunidade, há pouco mais de um ano, de provar a CB650F (link), moto que considerei desassossegada, rápida e muito ágil mas à qual ficava a faltar controlo de tração e uns pneus de qualidade – já lá iremos… 

Se, tal como eu, estão à espera de apenas encontrarem nesta “érre” uma mera actualização estética face à anterior “éfe” podem tirar os quase noventa e cinco cavalos do tetraclindrico nipónico da chuva. 

O TÉDIO NÃO MORA AQUI 
Logo nos primeiros metros com esta CB650R rapidamente compreendemos que face à anterior CB650F encontramos uma posição de condução menos descontraída e mais tensa, cortesia de um novo posicionamento do guiador mas também da colocação dos pousa pés numa posição mais recuada e alta. Sejamos claros: a eficácia numa condução desportiva até pode sair beneficiada mas o conforto sai penalizado. 

Mas esta não foi das provas mais afortunadas a que o ESCAPE teve acesso. Depois de semanas a fio de sol e tempo seco, as datas agendadas coincidiram com um princípio de Abril (águas mil…) chuvoso que quase impediu obtenção de asfalto seco para disfrutar plenamente da qualidade da CB650R. 

Ainda assim…, houve tempo para confirmar a natureza jovem, irrequieta e irreverente desta “seiscentos e cinquenta érre” que, tal como no ano passado, deixou me a sonhar com um passeio pelo asfalto seco e abrasivo do “Estoril”. 

DETALHES QUE CONTAM 
Uma nota curiosa…, indicador de mudança engrenada, controlo de tração e uns pneus de qualidade foram aspectos notados por este ESCAPE em falta na CB650F. Agora, podemos encontrar todos estes detalhes (no caso do controlo de tração parece me mesmo essencial) nessa nova “érre”. Tal significa que o ESCAPE “esta lá…” e que a Honda sabe reconhecer quando pode melhorar os seus produtos. 

A Honda solicita uma transferência de 7.990€ para a sua conta bancaria em troca desta CB650R Neo Sports Café Graphite Black - que reclamou 5,5 litros por cem quilómetros de natureza desportiva - à qual pode ser adicionada um sport pack (como instalado na moto provada) que inclui protecção de cárter, tampa de banco de passageiro, protecção de deposito e sobretudo sistema de passagem de caixa automática quickshifter.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Décima primeira Tertúlia do Escape

Depois da passagem pelo Porto (link), onde a Ton-Up foi pequena para receber tanto tertuliano que se quis juntar ao ESCAPE, ao Quilometro Infinito (link) e ao Wanderlust.Africa Twin (link), a Tertúlia regressou a casa, à Rod’aventura, e voltou a receber a marca que desde o primeiro momento acreditou neste formato de comunicação mais descontraído, mais humano, mesmo, de partilha de histórias e vivências de motos, motociclismo, motociclistas e viagens. 


E o foco da noite foi mesmo este: cultura motociclistica. É uma sorte ter o Vitor Sousa por perto para nos falar sobre o passado do motociclismo. O Vitor trouxe-nos a sua visão das origens do movimento Scrambler sem olhar a marcas em concreto mas, naturalmente, tendo como referência a marca que representa em Portugal, a Triumph. 


Na sala tivemos ainda a atrevida Triumph Scrambler 1200 XE que todavia não esteve sozinha. Foi acompanhada pela mais urbana Triumph Street Scrambler e por cerca de trinta tertulianos que aproveitaram o regresso das agradáveis temperaturas nocturnas para tirar a moto da garagem, nos ouvir e participar. 

Verdade. Foi das tertúlias menos concorridas mas foi também das tertúlias mais enriquecedoras pelo percurso histórico que o Vitor nos trouxe. E claramente a menos trabalhosa de moderar. Bem bom! 

Parece fácil…, mas desde Dezembro passado quando recebemos o Manuel Portugal (link) que a Tertúlia tem sido uma abusadora e lá tem aparecido, em média, uma vez por mês. Vamos la ver se é desta que a realidade nos deixa fazer uma pausa. Até lá…, é andar de moto!

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Limalhas de História #73 – 24 de Abril de 1994

Nasceu em Tóquio. Cresceu nas minibikes mas viajou ainda muito jovem para a Califonia onde experimentou o dirt track. Cedo despertou a atenção de todos. Mas o carismático líder da HRC, Youichi Oguma, era da opinião que devia crescer primeiro em casa. Esta viria a sua primeira e única corrida numa Honda – no caso numa equipa satélite mas apoiada oficialmente pela marca. 


Faz hoje exactamente vinte e cinco anos e…, cinco dias. Marlboro Grand Prix of Japan, circuito de Suzuka. Norifumi Abe, apenas 18 anos, campeão japonês de 500cc, conquista um wild card para o seu Grande Prémio. E estreia-se de forma absolutamente insolente lutando ombro a ombro com lendas vivas como Kevin Schwantz e Mick Doohan, até cair. Mais tarde, na sua biografia, Valentino Rossi viria a escrever que esta estreia fulgurante viria a ser uma das suas grandes inspirações, vendo a repetição desta corrida numa velha cassete de VHS até a fita se destruir. Norick Abe deixou-nos em 2007, num acidente de estrada, de forma dramática.

domingo, 28 de abril de 2019

Tertúlia do Escape “Go Scrambling”

O ESCAPE está de regresso. Depois de cerca de duas semanas de ausência, dias estes passados numa viagem absolutamente épica por uma das regiões mais deslumbrantes do território Norte Americano, talvez de todo o planeta, é tempo de regressar a casa. 


E para não perder o “andamento” nada melhor do que voltar reunir a Tertúlia. As Tertúlias do Escape começam a dispensar a respetiva apresentação. Todavia, nunca será demais recordar que uma tertúlia é e sempre será, na sua essência, uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local que se juntam de forma mais ou menos regular para discutir vários temas e assuntos. Nas Tertúlias do Escape pretende-se discutir motas, motociclismo e viagens. À maneira antiga. Longe dos teclados, cara a cara e com uma cafezada por companhia. 

É bom ainda recordar que a Triumph Motorcycles Portugal teve um papel fundamental e decisivo no crescimento e consolidação destes momentos. No ano passado, 2018, aqui (link) e aqui (link) tivemos a honra e o prazer de nos reunir em torno das novas Tiger 1200 e 800. 

Entretanto, a Tertúlia fez-se também ela à estrada e este ano  - para além de uma edição onde contamos com o “velho” Tó Manel (link) - já visitámos Évora (link) e o Porto (link). 

É então tempo, sublinho, de voltar a casa – a Rod’Aventura – e receber mais uma vez a Triumph Motorcycles Portugal e o seu Director de Vendas e Marketing, Vítor Sousa. Mas não “caminharemos” sozinhos. Connosco estará uma das motos que veio claramente para marcar a temporada: a novíssima atrevida e sedutora Scrambler 1200.

Estão todos convidados! Aproveitem o regresso do tempo seco e de noites mais amenas. No dia 2 de Maio, quinta-feira, venham de lá, à partir das 20h30, encher o Espaço Rod’aventura - Avenida da Quinta Grande nº10-A, 2610-159 Alfragide. Todos são bem-vindos!

segunda-feira, 8 de abril de 2019

O estranhíssimo caso da volta ao mundo aos bocadinhos de Francisco Sande e Castro com a sua Honda Crosstourer está de regresso

Maio de 2015. Dava este ESCAPE os seus primeiros rateres. Aqui (link), entre outras coisas mais, escrevia eu assim: sempre que oiço o nome Francisco Sande e Castro invariavelmente recordo-me de uma de três coisas. Dos seus fantásticos textos no Caderno 3 (ou Indy) - das melhores coisas que aconteceram no jornalismo português - do saudoso Independente; da sua épica participação num Dakar qualquer ao volante de um UMM sem assistência; da sua loucura corajosa ao fazer chumbar o Mercedes Classe A no teste do alce, no Rotações da RTP – lá num século muito distante… sim, chegou a haver Serviço Público de televisão. 


A estas três memórias, passei também a associar o nome do Francisco à sua apaixonante Volta ao Mundo por etapas que começou em Outubro de 2012 e chega agora ao seu momento final. Durante estes anos todos, a seguir atentamente o seu blogue, sinto que fui um pouco “à pendura” do Francisco por esse mundo fora. Não quero faltar à última etapa… 


Ficaram curiosos? Façam como eu, saltem para o lugar de trás da Crosstourer e vamos subir África com o Francisco (link).

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Lisbon Motorcycle Film Fest quase de regresso

Como terá dito Orson Welles, “o cinema não tem fronteiras nem limites, é um fluxo constante de sonho”. E uma vez mais a cultura motociclista na forma da arte ilimitada de fixar e de reproduzir imagens que suscitam impressão de movimento, volta a ter paragem marcada para Lisboa. 


A quarta (já?!?!) edição do Lisbon Motorcycle Film Fest realizar-se-á de 31 de maio a 2 de Junho de 2019 e promete invadir o Cinema São Jorge com filmes, conversas, exposições, “voltinha noturna” e corridas MotoGP em directo.

O cartaz desta edição já começou a ser desvendado. Os primeiros filmes anunciados são o clássico Easy Rider (link) - que celebra este ano 50 anos -, WAYNE (link) - a história da lenda viva da era dourada do mundial de velocidade Wayne Gardner, nascido em Wollongong, na australiana Nova Gales do Sul -, e Oil in The Blood (link) – para alguns o derradeiro filme documental que revela a cultura custom. Uaaauuuuu, não seria fácil encontrar melhor para "abertura" de Cartaz.

É seguir o evento nas redes sociais para descobrir as novidades que vão sendo preparadas. Façam como este ESCAPE e reservem as datas!

terça-feira, 2 de abril de 2019

O incrível recorde de 233 pódios de Valentino Rossi

31 de Março de 1996, Malásia, velho circuito de Shah Alam. Um jovem piloto italiano que tinha chamado a si a atenção nos campeonatos de iniciação por onde tinha passado, vai arrancar para a sua primeira prova no Mundial. Nascia uma lenda. Uma lenda viva. Uma lenda que passados vinte anos ainda luta por vitórias e campeonatos. 

valentino rossi márquez motogp mundial velocidade pista

31 de Março de 2019, Autódromo Termas de Río Hondo, Santiago del Estero. Grande Prémio Motul da República Argentina. Pela primeira vez depois dos 40 anos, Valentino Rossi consegue subir ao pódio. E de forma emocionante. Reforçando aquele que será, porventura, o recorde mais difícil de superar na história do motociclismo de velocidade 

Os 233 pódios que Rossi conquistou até agora distribuem-se por: 115 vitorias, 66 segundos lugares e 52 terceiros. Ou seja, quase metade (49,36%) dos pódios são vitórias. Impressionante! 

Se colocarmos o foco apenas na Classe Rainha, em 325 corridas, Valentino chegou ao pódio em 197 ocasiões, ou seja, em 60,62% das corridas disputadas. Comparando com alguns do seus rivais, vemos que Lorenzo chegou ao pódio em 60% das suas corridas, Viñales em 21,92% e Dovizioso em 26,77%. Apenas um piloto no activo bate Rossi neste registo. Sim…, adivinharam, Márquez. O espanhol conta com 71,82% de subidas ao pódio em todas as corridas disputadas. Entre Valentino e o jovem Marc existe, ao dia de hoje, uma diferença de 115 pódios e 14 anos de idade.  

Rossi apresenta-se assim, no início de mais uma temporada, motivado e focado. E o nosso desejo é tê-lo assim entre nós durante muitos anos mais.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

BMW R 1250 GS à prova


E que tal desta vez começar pelo fim? Querem muito saber já, já, se gostei ou não da nova 1250? Eu respondo. Mas prometem ler o resto do texto? Pronto…, ok, então eu respondo. Não gostei da BMW R 1250 GS. Simplesmente, amei! 

As BMW GS – recordar que GS significa Gelände/Straße, isto é off-road/road, fora de estrada/estrada - nunca foram motos propriamente redondas. Falo do desenho…, linhas esdrúxulas e dramáticas, arestas “afiadas” que continuam a ser merecedoras da devida atenção antes do primeiro toque no botão de “start”. Depois da devida contemplação, o toque no botão de “start” revela o segundo momento de prazer. É rouco o som do boxer mesmo a frio, mitigado por aquele cantar metálico clássico deste peculiar motor alemão. Foi um secreto prazer que cultivei nos dias em que tive a R 1250 GS ao meu dispor: é tão bom coloca-la a trabalhar… 

PRIMEIRO DESTAQUE: EQUILÍBRIO 
Mas a inicial grande surpresa surge quando engrenamos a primeira velocidade e soltamos lentamente a embraiagem. A nova 1250 revela de imediato uma posição de condução correta e um equilíbrio incrível – naturalmente nascido do baixo centro de gravidade oferecido pelo boxer – que faz parecer mentira que estamos a dominar uma moto com cerca de 250 Kg (deposito cheio). Aliás, tudo é tão fácil e mesmo familiar nos primeiros momentos – e curiosamente não é a primeira vez que sinto isto numa BMW – que fiquei com a nítida sensação que mesmo um motociclista de experiência, digamos, limitada, vai sentir alguma facilidade nos seus primeiros momentos de Gelände/Straße.

Mas a prova à BMW R 1250 GS não foi uma prova qualquer. Os dias em que tive a moto ao meu dispor coincidiram (acaso feliz) com o Roadmiles Alentejo (link). Este cenário juntamente com a minha utilização diária e umas tímidas investidas no “G” (Gelände – fora de estrada) constituíram o terreno perfeito para uma prova adequada. 

Sejamos honestos. O fora de estrada não é a minha praia nem é a praia da 1250 GS. Não me adaptei na primeira tentativa – ao ponto de imaginar que o “R” no traseiro A41 da Bridgestone fosse referência a pneu diferente – e na segunda (estradão largo) apesar da brutal eficácia da suspensão em modo Dynamic (ajusta automaticamente de acordo com a carga e aos diversos tipos de terreno e uso) também não me senti totalmente confiante. Notem, eu sinto que a BMW R 1250 GS tem potencial para o fora de estrada mas lá..., para rodar o punho e tirar partido de todo o soberbo conjunto, será preciso “unhas para tocar tal guitarra”. 

NA ROTA DA PERFEIÇÃO 
teste ensaio review prova bmw 1250 r1250gs bmwr1250gs asfalto estrada bmwmotorradVoltando ao meu terreno favorito, o asfalto - terreno de eleição desta moto -, a nova 1250 ofereceu-me algumas centenas de quilómetros de prazer com o desataque a ser partilhado por um motor cheio e disponível desde cedo (cortesia do novo comando variável de válvulas) e uma ciclística que parece colocar a moto num carril quando mergulhamos para uma curva por mais fechada que seja. Destaque ainda para aquelas suspensões electrónicas de que sou tão fã…, numa palavra: perfeitas! 

Se acham que estou a exagerar nas palavras é porque ainda não tiveram o prazer, como eu tive, de conhecer a nova BMW R 1250 GS. E digo mais. Não vale a pena inventar pontos negativos ou mesmo menos positivos. Há algo que não me agradou, sim. A dureza do selector de caixa obriga ao uso de calçado apropriado para a condução de motociclos. Mas a verdade é que os motociclos foram feitos para serem conduzidos com calçado adequado - e não para teimosos como eu que nem sempre andam equipados da forma mais rigorosa. 

CONSUMO E PREÇOS 
Estes dias de prova à BMW R 1250 GS terminaram assim cedo demais, tendo esta verdadeira referência do segmento gasto uns parcos 5,2 litros daquele liquido inflamável de que tanto gostamos por cada cem quilómetros de condução luxuriante. A BMW Motorrad Portugal reclama 17.746€ como preço base desta R 1250 GS. 

É longa a lista de extras e acessórios que equipavam a moto provada, a saber: Pack Comfort 570€, pack Touring 1.655€, pack Dynamic 1.050€, sistema de alarme anti-roubo 250 €, chamada de emergência 380€, style HP 725 €, kit de passageiro 275€, top-case vario, com encosto para o passageiro 646€, malas laterais vario, com chave codificada 821€, ponteira de escape Akrapovic 1.283€, sistema Navigator VI 799€, protecções de motor 372€, vidro escuro 305€. O valor total da unidade provada ascende assim a 26.877€ ao qual acresce ainda despesas de preparação e legalização no valor de 590€.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Limalhas de História #72 – 27 de Março de 1994

Alguns dizem que tinha tanto de génio como de mau feitio. Bate toda a concorrência e leva para casa, 1990, o mundial de 250cc. Ameaça ser um caso sério em 500cc. Não foi! Mais tarde, 1997, viria a ser campeão mundial de Superbike com a Honda. Tentou o “comeback” com a mesma marca nipónica, mas o seu nome e aquele capacete icónico ficam para sempre ligados a um emblema italiano. 

John Kocinski cagiva

Faz hoje exactamente vinte e cinco anos. Australian Motorcycle Grand Prix, Eastern Creek Internacional Raceway - conhecido como Sydney Motorsport Park desde maio de 2012 - Nova Gales do Sul, Austrália. John Kocinski começa a temporada a vencer. Ele e a sua belíssima Cagiva. Todavia, naquele dia…, estávamos todos muito longe de imaginar que esta seria a última vitória para ambos.

Saca #46

scrambler 1200 triumph

terça-feira, 26 de março de 2019

Limalhas de História #71 – 26 de Março de 1989

O motor a dois tempos é um tipo de motor de combustão interna de mecanismo simples. Nele há uma combustão por cada volta de cambota. Já no motor a quatro tempos há uma combustão por cada duas voltas de cambota. Ou seja, no motor a dois tempos o ciclo possui apenas duas fases, compressão/admissão e combustão/escape. Significa isto que, para a mesma cilindrada, um motor a dois tempos pode ter o dobro da potência de um motor a quatro tempos. 

Suzuka Japão Kevin Schwantz Waine Rainey 1989 500cc

Faz hoje exactamente trinta anos. Suzuka, Japão, primeira etapa da época. Kevin Schwantz e Waine Rainey travam uma das mais épicas batalhas que o motociclismo de velocidade assistiu. Aliás, alguns dizem que esta é a melhor corrida da história do motociclismo de velocidade; outros não hesitam em afirmar que é uma corrida que todo o adepto da velocidade devia ver pelo menos uma vez na vida. Quem terá vencido o duelo? Invistam uns minutos a ver o clip…, batalhas com armas deste calibre (motor a dois tempos) não voltam mais.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Miguel Oliveira: “A KTM melhorará e será possível lutar por pódios”

Em entrevista exclusiva ao sítio alemão Motorsport-Total, que por cá parece ter passado despercebida, Oliveira faz o balanço da primeira corrida e sobe a fasquia para o futuro. 

miguel oliveira ktm motogp

Oliveira, terminou a sua estreia no Qatar em 17º lugar fazendo dele o pior estreante na classificação. No entanto, o português terminou a parcos quatro segundos de Pol Espargaró e a pouco mais de um segundo de Zarco. Na verdade foi um resultado notável tendo em conta a sua pouca experiência com a KTM da Classe Rainha. 

Entre outras coisas que podem ser lidas aqui (link) Oliveira sublinha que com a atitude mental correta, bons resultados virão: "por vezes sou um pouco impaciente, mas precisamos manter a calma e entender que a KTM quer vencer - e não terminar em segundo. É uma questão de tempo, os resultados virão. (…) a moto vai melhorar e será possível lutar por pódios".

domingo, 24 de março de 2019

Rodamiles Alentejo 2019


roadmiles alentejo 2019Luís, amante do motociclismo, metódico, no seu dia-a-dia trata de informação digital de um lado para o outro. Filipe, amante do motociclismo, metódico, no seu dia-a-dia conduz pessoas pelos céus de lado para o outro. Facilmente entendemos que o denominador comum é o amor pelo motociclismo e o método. Quando se juntam, Luís e Filipe, para além da família, amam desafios metódicos que incluam motociclismo. O Roadmilies é o seu pequeno reino! Querem ler? 

Sábado, 23 de Março, poucos dias após o equinócio da primavera. São sete da manhã e já atravesso “a ponte”, de Lisboa rumo a sul. O sol acaba de nascer e espalha uma overdose de luz sobre o tejo. O vento leste limpa o horizonte. Os elementos apontam para um dia de primavera glorioso. Assim será! 

O Roadmiles é um evento sem paralelo em Portugal. Conduz-nos, sempre pelo asfalto, a conhecermos aquilo que pensámos conhecer. O meu objetivo era claro. Ser a sombra de Luís e do Filipe, os metódicos amantes de motociclismo. E tentar sentir e compreender como é possível levar a cabo com sucesso, 300 (trezentas) milhas – cerca de 500 (quinhentos) quilómetros – com erros de percurso e navegação 0 (zero). Leram bem: zero erros! 

O Roadbook desta quarta edição do Roadmiles (trezentas milhas, repito) começou por banhar-nos daquela luz matinal que parece refletir nas espumas do mar da Caparica, o local de partida. Dali enchemos os pulmões de maresia no Espichel e os olhos de azul profundo lá do alto da Arrábida. Setúbal ficou para traz num ápice mas as vinhas do Poceirão a Pegões foram bem atravessadas, muitas já de regresso ao verde da vida. A Nacional 4 (link) deixou-nos em Arraiolos e dali fomos molhar as botas no Alqueva e olhar lá do alto para o enormeeeeeeeeee vizinho do lado. Em Reguengos um hambúrguer chamado alarve forrou-nos o estomago. Dali foi tempo de regresso, por estradas do interior mas também pelas conhecidas Nacional 5 (link) e Nacional 10 (link). Exatamente a tempo para um fim de tarde idílico! 

Afinal o fabuloso destino do Luís e do Filipe não tem segredo nenhum. Basta amar aquilo que fazem, no caso o motociclismo, usar o seu método e…, divertirem-se. Tive a sorte e o prazer de, ao segui-los, verificar como é possível cumprir um objetivo, de forma absolutamente perfeita, com um sorriso nos lábios, andando de moto durante umas dez ou onze horas. Bolas…, que maravilha! 

O Roadmiles é isto. Um dia, dos grandes, intenso, a andar de moto, por este nosso Portugal, ao mesmo tempo que nos expomos para lá da nosso zona de conforto, simplesmente porque amamos verdadeiramente andar de moto. 

E foi de coração cheio, de sorriso pleno nos lábios, com os pés no Atlântico, um olho no sol que se escondia no horizonte e outro na desejada cerveja gelada que nos esperava na esplanada que o longo dia acabou. Simplesmente felizes! 

Acham que estou a exagerar? Sejam audazes e coloquem-se à prova na próxima edição do Roadamiles. É bem possível que saiam de lá como o Luís e o Filipe: simplesmente felizes!

quinta-feira, 21 de março de 2019

Limalhas de História #70 – 21 de Março de 1965

Primeiro, primeiro, primeiro, primeiro, primeiro, primeiro, primeiro! Tinha sido assim em 1964 (link). Viria a ser assim na época que agora começava. Quase inacreditável… 

Mike Hailwood 500cc 1965 daytona mvagusta

Faz hoje exactamente cinquenta e quatro anos. Florida, Estados Unidos da América. Local que hoje é conhecido por Daytona International Speedway, United States motorcycle Grand Prix. Mike Hailwood começa a nova temporada como tinha terminado a anterior: a vencer! E, por incrível que pareça, seria assim durante toda a temporada. Mais insólito ainda aos olhos de hoje: "Mike The Bike" e a sua MV Agusta esmagam a concorrência deixando o segundo classificado desse dia, Buddy Parriott, e a sua pobre Norton, a mais de duas voltas de diferença. Absolutamente impensável nos tempos que correm…

quarta-feira, 20 de março de 2019

Feliz primavera nova

A primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão. Tipicamente associada ao reflorescimento da flora terrestre é ainda um período de bom tempo, bom humor e mais sorrisos. O sol brilha, os pássaros cantam, os dias começam a ficar mais longos e o ser humano apaixona-se mais facilmente, dizem. 

sccoter cidade mobilidade

A u-scoot (link) tem por missão ajudar a escolher a forma mais eficiente de transporte pessoal, quer em termos económicos, quer em termos sociais e ambientais e celebra hoje o seu 6° aniversário. 

Para a u-scoot “o primeiro dia de primavera é sempre uma lufada de ar fresco na mobilidade urbana, renovando-nos o entusiasmo de mudar mentalidades, deixar o automóvel e optar pelo meio de transporte mais económico e rápido para as cidades”. 

O ESCAPE associa-se e tal como a u-scoot acredita que muito há ainda por fazer. Pessoalmente, desde Julho de 2013 deixei de circular na cidade de moto e passei a faze-lo quase exclusivamente de scooter. O meu exemplo já influenciou outros, até alguns empedernidos automobilistas. Que, naturalmente, nunca mais dispensaram a pequena scooter nas suas deslocações urbanas. 

Na verdade, na circulação urbana as scooters apresentam inúmeras vantagens mesmo face a motociclos - economia, versatilidade, facilidade de utilização. Não há como experimentar. É um caso clássico de “primeiro estranha-se e depois entranha-se”. Deixem-se apaixonar…

terça-feira, 19 de março de 2019

Limalhas de História #69 – 19 de Março de 2000

Ano 2000. Nem o mundo acabou, nem o Anticristo chegou e muito menos o “holocausto estelar” se deu. Ainda assim…, à Classe Rainha chegava um sorridente extraterrestre chamado Rossi, Valentino Rossi, que ainda hoje lá anda… 


Faz hoje exactamente dezanove anos. Africa do Sul, Welkom, Gauloises Africa’s Grand Prix. Primeira etapa da temporada. Garry McCoy, que em 1997 tinha saltado directamente das 125cc para as 500cc – já aqui (link) tínhamos falado dele -, surpreende todos com as suas derrapagens impossíveis e o seu estilo de condução espectacular vencendo, na sua Yamaha semioficial, o seu primeiro Grande Prémio. O simpático australiano da Nova Gales do Sul viria a vencer apenas mais duas vezes, uma delas no Estoril. “The Slide King” terminaria a época em quinto lugar num ano ainda marcado pelo último título da Suzuki, com Roberts Jr.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Décima Tertúlia do Escape

O numero 10 (dez) é a soma dos primeiros quatro números cardinais, (1+2+3+4), e também a soma dos primeiros três números primos, (2+3+5). Platão terá chamado o “dez” de número perfeito, porque a Natureza havia formado as mãos com dez dedos. Há quem diga ainda que o número 10 (dez) representa completude, perfeição e totalidade. Certo é que o número 10 (dez) serve de base para muitos sistemas de contagem. Representa um ciclo, seja de começo ou fim. 


A Décima Tertúlia do Escape decorreu no passado sábado na Ton-up Garage no Porto. E…, nem tudo correu bem. Por um lado, a acústica da sala revelou-se uma miséria e nem todos nos conseguiam ouvir, por outro, alguns tertulianos acabaram por desistir de vir ao nosso encontro pois não era possível parquear mais motos nas proximidades da Ton-up. O ESCAPE pede desculpa a uns e a outros e promete esforçar-se para que numa próxima Tertúlia a Norte encontremos audição e espaço para todos os que simpaticamente nos venham visitar e ouvir. 

No mais…, foi outra tarde deliciosa, de sorriso nos lábios e até “pele de galinha” a falar de motos, motociclismo e viagens. Repetimos o painel que já tinha estado em Évora no passado mês de Janeiro (link) e para além deste ESCAPE (que viajou de Lisboa), da Batalha vieram a Patrícia e o João autores do blogue Quilometro Infinito (link) - já presentes na Tertúlia no verão passado (link) - e dos arredores do Porto vieram a Petra e o Sérgio, viajantes passionais e autores de uma das mais estimulantes contas de instagram que vão encontrar por cá (@wanderlust.africatwin). A nós juntou-se ainda o Rad Raven (link) que não perdeu tempo e perpetuou esta Décima Tertúlia do Escape num pequeno mas delicioso vídeo realizado quase em tempo real – ou por outras palavras, a Tertúlia servir de laboratório nas novas fronteiras da comunicação no que ao motociclismo diz respeito. Muito obrigado a todos!! 


E, como tenho vindo a sublinhar, porque a Tertúlia não se esgota no seu momento formal, foi também muito bom ficarmos por mais umas horas à conversa e na partilha de recordações e pequenas histórias. Houve tempo para, por exemplo, dar uns valentes abraços ao Ricardo - velho amigo motociclista do Porto – e rever a Sofia que praticamente vi nascer e “já está a tirar a carta”, mas também conhecer o André (@voltaamericademoto), o “louco jovem turco” que correu a América do Sul numa humilde 125cc, e beber da sua energia contagiante. 

Dez Tertúlias, dez! Fim ou início de novo ciclo? Não vos sei responder neste momento. Para já uma pausa. Que com passagem em Évora (link), Lisboa (link) e agora Porto a Tertúlia tem encontrado um início de 2019 absolutamente frenético; e precisa de recuperar o folego. 

Até breve Tertulianos…

quinta-feira, 14 de março de 2019

RoadMiles está de regresso e o ESCAPE vai lá estar

O desafio “só para quem ama verdadeiramente andar de moto” – como lhe tenho vindo a chamar aqui (link) - está de regresso já nos próximos dias 22 e 23 de Março. 

O 4º RoadMiles - Motorcycle RoadBook Challenge é um evento, em linha com as anteriores edições, que consiste num percurso de navegação a roadbook (nesta edição também em GPS), podendo ser efetuado a solo ou em pequenos grupos, com o objetivo de realizar num só dia as 300 ou 500 milhas propostas. O percurso é escolhido criteriosamente em função da sua beleza paisagística, histórica e cultural. 

Rodamiles Alentejo 2019 mototurismo motociclsimo
Imagem da Luís Duarte na edição inaugural do RoadMiles, Abril 2017, para a saudosa MOTOCICLISMO

Desta vez o “Campo Base” será o Hotel Tryp da Costa da Caparica, também o local de partida e chegada no sábado. O belo Alentejo, já pintado de tons primaveris, oferecerá estradas e paisagens. Este ESCAPE diz presente e vai realizar a jornada “menos grande” das 300 milhas. Digo jornada e não desafio pois quero contar-vos o que lá se passar de forma peculiar. O desafio, esse, ficará para quem tão amavelmente rapidamente aceitou levar-me na sua sombra. 

Têm duas hipóteses. Ou aceitam este convite para um dia memorável ou aguardam pela história que vos irei trazer. Mais informações e inscrições aqui (link).

terça-feira, 12 de março de 2019

Limalhas de História #68 – 28 de Junho de 1986

1986. Eu repito, mil novecentos e oitenta e seis. A 1 de Janeiro Portugal cumpre a música dos GNR e entra na CEE. Em Março, uma banda desconhecida mas hoje mundialmente aclamada, Metallica, lança o icónico álbum Master of Puppets. Em Abril, dá se uma tragedia na europa de leste que ainda hoje deixa marca: Chernobil. Em Maio, o Steaua Bucareste torna-se campeão europeu de futebol ao derrotar o colosso Barcelona. E em Junho? 


Faz hoje exactamente…, não faz nada. As limalhas soltam-se quando um motociclista quiser e não “exactamente” com hora e data marcada. Fará a 28 de Junho deste ano trinta e três anos. Dutch TT, Catedral de Assen, Holanda. Kevin Schwantz fazia a sua estreia em Grandes Prémios com a Suzuki RG 500 da Rizla e com o número trinta e…, dois! O texano faria apenas mais três corridas nesse ano e conseguiria apenas dois pontos. O resto…, bem o resto já conhecem ou deviam de conhecer!

domingo, 10 de março de 2019

Escape Rod’aventura pelo Oeste (des)conhecido

É verdade! O inverno das últimas semanas deixou as vinhas despidas. Mas nem tudo é mau. As belas chuvadas da semana passada ofereceram verde às colinas, aquele verde intenso; e trouxeram o odor fresco que invade os pulmões da gente da cidade. 

Em tempos que se perdem na história, homens construíram caminhos para se defender de exércitos invasores. Já no século passado os descendentes desses homens alargaram os caminhos e desenharam estradas ao sabor do relevo. Os homens de hoje pontuaram esse relevo com geringonças produtoras de energia e deixaram mais caminhos que a tal gente da cidade, geralmente apressada, não sabe nem sonha. 

Numa palavra. Por vezes estamos sentados no pote de ouro que está lá no fim do arco iris e nem sabemos… 

Foi este o cenário, iluminado por um céu azul imaculado, que recebeu pouco mais de trinta motociclistas para um passeio de domingo que soube pela vida. Eu e o Paulo, com a ajuda de todos, em especial do Rui Ferreira, um dos dinamizadores do grupo facebookiano “Clube Maxi Trail Portugal”, conseguimos provar que um passeio à moda antiga continua a ser possível. 

No final, à despedida, os sorrisos e os abraços não enganavam. O dia foi bem passado, entre recantos e segredos mal guardados que nem sempre conseguimos conquistar. E vai deixar boas recordações. 

Obrigado a todos. Agora vamos à procura de mais tesouros para um destes dias partilhar!

segunda-feira, 4 de março de 2019

Terceira edição do Africa Twin Marrocos Epic Tour em marcha

africa twin aventura honda marrocos

Para os amantes de aventura a Honda volta a propor uma oportunidade para desafiar os seus limites, colocar-se à prova e superar-se a si mesmo. Cumprir o sonho de percorrer dunas e descobrir paisagens fascinantes aos comandos da sua Honda Africa Twin. 

A expedição de 2019 parte de Granada, onde se realizarão as verificações técnicas. Dali a viagem será de barco até Nador. 

Com cerca de trezentos quilómetros diários em média, os participantes podem disfrutar de um raid emocionante e de experiências únicas, explorando algumas zonas desconhecida de Marrocos, um pais de contrastes. Serão mais de dois mil quilómetros de aventura dos quais 70% em pista e o restante em ligação. 

Os participantes serão seleccionados por ordem de inscrição e o prazo começou hoje mesmo, dia 4 de Março. Toda a informação pode ser encontrada aqui (link). 

Como Thierry Sabine dizia do Dakar…, “um desafio para quem parte, um sonho para quem fica”.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Tertúlia do Escape na Cidade Invicta

Já há algum tempo que sou fã do trabalho desenvolvido a Norte pelos rapazes da Ton-up Garage que, de certa forma, até é mais conhecido e reconhecido fora do que dentro de Portugal. Cenas nossas… 


Paixão, dedicação e autenticidade são algumas das palavras-chave para caracterizar o labor da Ton-up. Um exemplo disso mesmo é a sua “OutRun”. A moto teve apresentação no "Wheels and Waves" de 2018 como uma das seis XSR700 integrantes do projecto Yard Built da Yamaha com o tema "regresso ao futuro". A "OutRun" da Ton-up Garage chamou verdadeiramente a atenção de todos e venceu na respectiva categoria a clássica competição Punk's Peak.

Assim, visitar e conhecer melhor a Ton-up Garage e o seu trabalho há muito que estava nos planos deste ESCAPE. Este dia (link) – quando corri a Nacional 1 - foi apenas um deles. Mas por um ou outro motivo nunca conseguia concretizar o objectivo. 

Por outro lado, estava ainda a Tertúlia do Escape em plena fuga alentejana (link) e já tínhamos começado mesmo na estrada, algures na planície, a planear nova “deslocalização” agora para Norte. Ao discutir o possível local, logo que alguém sugeriu o Food & Fuel Ton-up Garage (aberto desde o verão passado no 792 da Rua de Camões no Porto) senti que os planetas estavam a começar alinhar-se. 

E alinharam mesmo! Esta que será a décima Tertúlia do Escape, vai realizar-se na Cidade Invicta. E tal como em Évora ao ESCAPE volta a juntar-se a Patrícia e o João, autores do excelente blogue Quilometro Infinito (link) e a Petra e o Sérgio, viajantes passionais e autores de uma das mais estimulantes contas de instagram que vão encontrar por cá (@wanderlust.africatwin) e que vai muito além das bonitas imagens. 

É, digamos, um cartaz de luxo que se volta a reunir. A vibrante cena da customização pode muito bem ser o ponto de partida para mais uma excelente tarde a conversar sobre motas, motociclismo e viagens. 

É já no próximo dia 16 de Março, sábado, e estão todos convidados para aparecer no Food & Fuel Ton-up Garage no Porto a partir das 15h30. Venham dai, contamos convosco!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Passeio Escape Rod’aventura pelo Oeste - inscrições abertas

Reservaram o dia 10 de Março, domingo, para vir passear connosco? Se sim é porque têm andado atentos, se não…, não foi por falta de aviso (link)… 

A pedido de “varias famílias”, o passeio Escape Rod’aventura pelo Oeste será um passeio despretensioso mas pitoresco, que vos levará a descobrir alguns recantos pouco conhecidos da Região do Oeste, por estradas que ligam terras e gentes ricas em história, cultura e gastronomia. 

Como ficou dito (link) este passeio vai ser limitado a pouco mais de vinte motos – cinquenta pessoas, na verdade. O encontro será na Rod’aventua, em Alfragide, às 9 horas, breve briefing pelas 9h15 e saída para a estrada pelas 9h30. O almoço será como o passeio, descontraído, na Churrasqueira Os Sócios no Bombarral – umas casa simples mas honesta. 

Relembro ainda que inscrição custará 15 paus e inclui o almoço e o acesso ao sorteio de alguns brindes. O passeio realizar-se-á quaisquer que sejam as condições atmosféricas. Somos motociclistas!

Notem que este será um passeio à maneira antiga sem “mariquices”, sem road book, waypoints e “frescuras” do género. Vamos como antigamente: uns atrás dos outros, na boa. O objectivo deste dia é apenas um: vivermos um domingo de motociclismo e partilha-lo com amigos. Uma espécie de Tertúlia activa (link) !

As inscrições estão abertas e podem ser efectuadas com o Paulo Moniz na Rod’aventura. Apenas serão considerados inscritos quando efectuado o devido pagamento – espero que compreendam que o pagamento é antecipado para facilitar a tesouraria e evitar falsas confirmações ao almoço.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

A estrada, a moto e o telefone esperto – Estrada Nacional 111


Quando iniciei aqui (link), aqui (link) e aqui (link) esta epopeia de perseguir o Plano Rodoviário Nacional de 1945, mergulhando bem fundo naquilo que o legislador hoje apelida por “outras estradas”, sabia que esta não seria uma tarefa nem fácil nem instantânea. Pelo contrário, trata-se de uma maratona e como tal tem de ser “corrida” ao ritmo certo para tentar chegar ao fim. 

portugal estrada nacional 111 mv agusta turismo veloce Das centenas de possibilidades para cumprir o meu objectivo escolhi, de forma prática, tendo em conta a minha base alfacinha, seguir a lógica da numeração, partindo da Estrada Nacional 1 ate ao “infinito”. 

Um, dois, três, quatro, cinco seis, oito, nove e dez. Pausa. Quero aqui deixar claro que não vou abandonar a logica escolhida e olvidar Estadas Nacionais a Norte e interior de Portugal. Simplesmente, facilmente compreenderão que lá chegarei quando for possível. Se o tempo, o maior dos luxos, não fosse um bem escasso, partiria de imediato uma, duas, três semanas, três meses por esse Portugal fora a viajar de moto, fotografar, escrever e partilhar. 

Assim, a partir de agora este ESCAPE vai desconstruir ainda mais o Plano Rodoviário Nacional de 1945, avançando e recuando na numeração consoante a minha disponibilidade. E basta de conversa, estamos aqui hoje para conhecer a bela Estrada Nacional 111 (N111). 

A ESTRADA DO BAIXO MONDEGO
A N111, ainda que municipalizada nalguns pontos – como sabem este ESCAPE não se deixa intimidar com legisladores acéfalos - liga a Figueira da Foz aos arredores de Coimbra. E apear de ter pouco mais de quarenta quilómetros de extensão podemos nela e junto dela passar belos momentos ao redor das soberbas paisagens da bacia do Baixo Mondego. 

A começar desde logo pela Figueira da Foz, lugar com presença humana antiquíssima, fez parte do reino suevo; mais tarde viria a ser conquistada aos mouros quando da conquista de Coimbra por Fernando Magno em 1064, integrando o Reino de Leão e consequentemente o Condado Portucalense. A Figueira da Foz conheceu enorme crescimento devido ao movimento do porto e ao desenvolvimento da indústria de construção naval tendo o seu maior período de progresso sido o final do Século XIX. A Figueira mantem-se um destino clássico do litoral português. 

Dali a estrada segue lenta. E à medida que o cheiro a maresia desaparece, surge aquele cheiro a lenha, a lume, aquilo que nós “palermas da cidade” denominamos cheiro a aldeia. 

O Paço de Maiorca, palácio situado na freguesia de Maiorca, a cerca de 12 quilómetros da Figueira da Foz, rapidamente fica para trás. O mesmo não podemos fazer com Montemor-o-Velho e o seu castelo que é credor da nossa visita - na margem direita do rio Mondego, em posição dominante sobre a vila, à época junto à sua foz, no contexto da Reconquista cristã da Península Ibérica assumiu-se como ponto estratégico na defesa da linha fronteiriça do baixo Mondego. 

Dali a estrada ganha espaço e velocidade mas perde encanto e rapidamente estamos em Tentugal a beber um café e provar um dos seus pastéis; doce conventual típico criado pelas freiras carmelitas do Carmelo de Tentúgal - Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal - e confeccionado desde os finais do século XIX. 

Daqui é “um saltinho” até à Adémia de Cima onde a N111 morre sem mais historia nem glória naquilo que em tempos foi a Estrada Nacional 1 (link). 

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Quem, o quê, onde, como, quando e porquê – não necessariamente por esta ordem… 

A Estrada Nacional 111, também conhecida como “Estrada do Baixo Mondego” tem o se inicio na Rua Doutor Uriel Salvador, Figueira da Foz, não muito longe da foz daquele que é o é o quinto maior rio português e o primeiro de todos os que têm o seu curso inteiramente em Portugal, e o seu términus num cruzamento com a Nacional l (link), na localidade de Adémia de Cima, arredores de Coimbra. Foi por este ESCAPE percorrida, do litoral para o interior, no final de Dezembro de 2018 aos comandos de uma MV Agusta Turismo Veloce Lusso que teria gasto pouco mais de cinco litros de gasolina por cem quilómetros caso a pequena estrada da Beira Litoral tivesse essa dimensão. A N111 não é uma estrada qualquer e é credora do nosso respeito. Apesar de humilde em distância, desempenhou (e ainda desempenha) importantíssimo papel no desenvolvimento das populações que serve fazendo a ligação da histórica Coimbra, cuja Universidade foi declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2013, ao oceano, naquela que durante décadas foi conhecida como "Rainha das Praias de Portugal".

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Honda CRF 250 Rally Vs Royal Enfield Himalayan - o confronto nas Linhas de Torres

teste ensaio review prova comparativo confronto honda crf royal enfield himalayan

A espera chegou ao fim. 

Aqui (link) tinha-vos contado de forma sucinta o que eu e o Rad Raven tínhamos andado a fazer naquele que foi um dia cheio de motociclismo, passado com muito frio nos ossos mas com um gigante sorriso nos lábios. 

Tinha-vos prometido ainda (link) que iria valer a pena esperar uns dias pelo trabalho de edição do Rad Raven. E cá está ele. O resultado do embate entre Honda CRF 250 Rally e a Royal Enfield pode enfim ser conhecido – motos aparentemente incomparáveis, mas que são na verdade maquinas com propósitos idênticos. 


 

Não percam mais tempo, façam uma pausa, relaxem…, e divirtam-se!

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Passeio Escape Rod’aventura pelo Oeste


Vocês pediram e nós não conseguimos estar sempre a dizer “não”. É verdade…, frequentemente nas Tertúlias do Escape, e não só, surge o desafio para organizarmos um dia diferente, a andar de moto, como todos gostamos. Cá está ele! 

O passeio Escape Rod’aventura pelo Oeste será um passeio despretensioso mas pitoresco, que vos levará a descobrir alguns recantos pouco conhecidos da Região do Oeste, por estradas que ligam terras e gentes ricas em história, cultura e gastronomia. 

A Região do Oeste incorpora a parte norte do Distrito de Lisboa e a parte sul do Distrito de Leiria, sendo limitada a sul pela Área Metropolitana de Lisboa, a leste pela Lezíria do Tejo, a norte pela Região de Leiria e a oeste pelo Oceano Atlântico. Caracteriza-se por uma influência costeira e rural. O turismo não é mas devia de ser uma importante actividade económica da região. 

Notem. Estejam atentos pois este passeio vai ser limitado a pouco mais de vinte motos. A ideia será encontrarmo-nos no espaço Rod’aventua, em Alfragide, pelas 9 horas com saída para a estrada pelas 9h30. O almoço será como o passeio, descontraído, no Bombarral. A inscrição custará 15 paus e inclui o almoço e o acesso ao sorteio de alguns brindes. O passeio realizar-se-á quaisquer que sejam as condições atmosféricas. Somos motociclistas! 

Notem ainda que este será um passeio à maneira antiga sem “mariquices”, sem road book, waypoints e “frescuras” do género. Vamos como antigamente: uns atrás dos outros, na boa. O objectivo deste dia é apenas um: vivermos um domingo de motociclismo e partilha-lo com amigos! 

Reservem o dia 10 de Março, domingo, e fiquem atentos aqui ao ESCAPE e às suas redes sociais, pois temos a certeza que as inscrições vão esgotar muito rápido.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Bajaj Dominar 400 à Prova

teste ensaio review prova bajaj dominar cidadePraticamente desconhecida em Portugal, a indiana Bajaj iniciou a comercialização de motociclos entre nós ainda no primeiro semestre do ano passado. Apesar de até agora ignorada por cá, a companhia asiática é um verdeiro colosso. Ao produzir bem mais de três milhões de veículos de duas rodas anualmente (alguns números apontam para cerca de cinco milhões), a Bajaj assume-se como o terceiro maior construtor mundial. Tem tido colaborações com a Kawasaki e KTM e, curiosamente, detém neste momento 49% do capital da notável marca austríaca. 

Este ESCAPE foi convidado pela IMEX Moto para estar presente na apresentação nacional da marca, em maio passado, mas na altura não foi possível responder afirmativamente a esse convite. E só agora, já em 2019, está a ser possível conhecer melhor a marca e os seus produtos. 

Esta Dominar 400 assume-se, para já, como o topo de gama da marca. E apresenta-se como uma “naked” de inspiração “street fighter” que vai ao encontro das actuais tendências que o mercado dita. 

O motor, monocilindrico de 373cc, conta com 4 válvulas e um sistema de ignição DTS-i (Digital Twin/Triple Spark ignition) com 3 velas. Este motor tem sido elogiado por muitos e a sua base equipa para além da moto indiana a desejada KTM 390 Duke. Na Dominar o pontudo mono indiano debita uma potência máxima de 35cv às 8.000rpm, com um binário de 35Nn às 6.500rpm e, rapidamente, compreendemos que o motor é a estrela do conjunto. Sobe de rotação rapidamente, facilmente coloca o seu binário no solo e de forma automática liberta-nos os primeiros sorrisos. 

No terreno urbano, campo de batalha da Dominar, a ciclística produz uma condução ágil e eficaz, fruto também de uma correta posição de condução. Todavia, rapidamente notamos detalhes que podem e devem ser melhorados no futuro. Elementos de fraca qualidade e que trabalham deficientemente - como é o caso dos espelhos - necessitam de revisão. É ainda importante rever os pneus que não satisfazem em piso seco e, suspeito, podem ser inaceitáveis em piso molhado. 

De forma mais ou menos explicita, tenho aqui dado conta que este desenho das actuais “motos despidas” não me satisfaz. Mas também tenho dito que as actuais novas gerações de motocislitas são bastante bafejadas pela sorte. A Dominar é uma moto moderna, honesta e trabalhadora. Apresenta um preço de combate (4.100€) e assume-se como uma boa opção para quem precisa de simplicidade e eficácia. Quem nos dera a nós há vinte e tal anos poder ter um produto assim para com mais “uns trocos” ajeitar a gosto, fazer face às solicitações diárias e até quem sabem dar um económico passeio com os amigos em noites quentes e fins-de-semana solarengos.
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